Ucrânia
O muro de Berlim caiu, a URSS caiu logo depois, e quase 13 anos depois, a Rússia apresenta-se como um País supostamente democrático, digo supostamente porque continua a utilizar as medidas de influência da antiga União Soviética. Um exemplo foram as últimas eleições na Ucrânia, onde o candidato do governo pró-russo venceu, mas uma vitória à moda antiga, ou seja, através da fraude e da intimidação, enfim, eleições livres iguais aquelas que aconteciam dentro da antiga esfera do Pacto de Varsóvia. E por fim, para por a “cereja no topo do bolo”, a Rússia é o único País a reconhecer a vitória deste candidato. No meio de tudo isto, quem vai sofrendo são os ucranianos, que com o não adiantar de soluções, vão extremando as posições, havendo já inclusivamente províncias que ameaçam proclamar a independência se o Supremo Tribunal confirmar a vitória do candidato do governo. As manifestações sucedem-se e os antigos espectros de guerras recentes reacendem-se.
Outro problema no meio de toda este caos, está relacionado com as posições dos grandes grupos políticos do presente. Os E.U.A já mostraram o seu desagrado com esta situação, tal como a União Europeia, piorando assim as já por si difíceis relações com a Federação Russa. De qualquer forma a pergunta impõem-se, será que o muro caiu mesmo? Pois se sim, não parece, porque os sistemas continuam a funcionar como antigamente na URSS, embora desta vez sem a capa do comunismo.
António Manuel P. S. Guimarães
O muro de Berlim caiu, a URSS caiu logo depois, e quase 13 anos depois, a Rússia apresenta-se como um País supostamente democrático, digo supostamente porque continua a utilizar as medidas de influência da antiga União Soviética. Um exemplo foram as últimas eleições na Ucrânia, onde o candidato do governo pró-russo venceu, mas uma vitória à moda antiga, ou seja, através da fraude e da intimidação, enfim, eleições livres iguais aquelas que aconteciam dentro da antiga esfera do Pacto de Varsóvia. E por fim, para por a “cereja no topo do bolo”, a Rússia é o único País a reconhecer a vitória deste candidato. No meio de tudo isto, quem vai sofrendo são os ucranianos, que com o não adiantar de soluções, vão extremando as posições, havendo já inclusivamente províncias que ameaçam proclamar a independência se o Supremo Tribunal confirmar a vitória do candidato do governo. As manifestações sucedem-se e os antigos espectros de guerras recentes reacendem-se.
Outro problema no meio de toda este caos, está relacionado com as posições dos grandes grupos políticos do presente. Os E.U.A já mostraram o seu desagrado com esta situação, tal como a União Europeia, piorando assim as já por si difíceis relações com a Federação Russa. De qualquer forma a pergunta impõem-se, será que o muro caiu mesmo? Pois se sim, não parece, porque os sistemas continuam a funcionar como antigamente na URSS, embora desta vez sem a capa do comunismo.
António Manuel P. S. Guimarães