quarta-feira, abril 20, 2005

"Habemus Papam"


Foi ontem eleito o Papa que sucede ao grande João Paulo II. Pessoalmente acho que foi um boa escolha pois é um Papa idoso (78 anos), um Papa com passado no exército nazi na Segunda Guerra Mundial, conhecido pela sua rígidez e conservadorismo e prefeito da Doutrina da Fé (sucessora da Santa Inquisição). Estas são as razões que aponto para a boa escolha. Este é um Papa que se espera não durar muito anos, mas os suficientes para suportar o fantasma de João Paulo II e impedir que este se propague para o próximo Papa. Da mesma forma, como neste momento não é um Papa muito bem aceite, tudo o que fizer dificilmente provocará uma pior imagem, ou seja, praticamente a opinião das pessoas só poderá melhorar. Isto facilitará a vida ao seu sucessor, pois não deverá ser uma "herança muito pesada". Mesmo assim, discordo do nome assumido. O XVI está bem mas, deveria ser antes Gregório XVI, pois será com certeza um digno sucessor do há já muito finado Gregório IX.

PP

domingo, abril 17, 2005

Antes do Conclave

Afinal, quais são as reais chances de ser eleito um Papa português? É uma eleição sem sondagens e na qual, ser favorito, pode significar pouco ou nada.

As chances de D. José Policarpo podem ser sintetizadas em português, em inglês e em italiano. Não que seja a minha especialidade, mas acho altamente improvável que seja eleito um Papa fumador. E daí, posso estar enganado.

João Pedro
Limitação de Mandatos

O real e eficaz funcionamento da democracia, depende intrinsecamente da participação activa dos cidadãos na vida cívica e política. Esta participação só será plena mediante a formação educativa e cívica dos cidadãos, de modo a que estes, esclarecidamente possam compreender o alcance e os caminhos propostos pelos órgãos de soberania. O artigo n.º 108 da Constituição da Republica Portuguesa estabelece que o poder político pertence ao povo. No entanto, devido a imperfeições e impurezas do sistema político, a vontade do povo choca muitas vezes com barreiras políticas ou sociais limitativas da vontade real dos cidadãos. Exemplo dessas impurezas do nosso sistema político, temos o caso dos chamados dinossauros políticos, que repetidamente vão perpetuando o seu poder em órgãos de soberania. È certo que baseiam o seu poder na vontade popular expressa em eleições. Mas não é menos verdade, que o exercício do poder é propicio à criação de redes de interesses e de clientelas políticas dependentes desse poder que se perpetua, e que condiciona ainda que de forma indirecta, a escolha e a real vontade dos cidadãos.
Neste contexto, a limitação de mandados para cargos executivos é uma medida vital para à saúde da democracia, enquanto medida preventiva dos abusos de poder, favorecendo a renovação da classe política, permitindo o acesso aos cargos executivos de novas gerações, com novas ideias consonante com os novos tempos.
A ultima revisão constitucional de 2004, instituiu com o acréscimo de uma alínea ao artigo n.º 118, a possibilidade de limitação dos mandatos dos titulares de cargos políticos executivos. O artigo n.º 118 da CRP estabelece:
1. Ninguém pode exercer a título vitalício qualquer cargo político de âmbito nacional, regional ou local.
2. A lei pode determinar limites à renovação sucessiva de mandatos dos titulares de cargos políticos executivos.

No entanto a aprovação de tal lei implica a anuência de dois terços dos deputados da Assembleia da Republica, ou seja um acordo entre o PSD e o PS. Confesso que apesar de não ser um defensor do governo de Socrates, considero que a apresentação desta reforma um medida corajosa. Afinal no PS também existe muito caciquismo e interesses instalados. Basta ter em conta as demonstrações de desagrado dos presidentes das distritais socialistas de Lisboa e Aveiro, também eles autarcas. Mas o projecto lei socialista ainda tem mais um ponto positivo, ao limitar todos aqueles que já tem mais de 12 anos de exercício do poder, a só poderem concorrer mais uma vez.
A questão da limitação dos mandatos trata-se do primeiro grande teste à liderança de Marques Mendes. Afinal no PSD, caciques, aparelho, dinossauros autárquicos, Alberto João Jardim já vieram ao terreno, colocar entraves e dificuldades. Marques Mendes apesar de ser um líder fraco, pela curta vitória no congresso, não pode, nem deve ceder. Se quer mudar o Partido como afirmou, se quer fazer do PSD um partido solido, capaz de ser alternativa ao PS, não pode ceder aos interesses instalados.
Marques Mendes apesar de sua baixa estatura, deve demonstrar ser grande, em atitude e na defesa da democracia.

Como Democrata, espero que a limitação de mandados não volte a ficar na gaveta. Trata-se de uma matéria essencial à renovação da política, e indispensável para a credebilização de todos os agentes políticos.

António Cipriano

quinta-feira, abril 14, 2005

Casa da Musica

Ocorreu hoje mais uma iniciativa do Porto 2001 (Capital Europeia da Cultura). Falo da inauguração da Casa da Musica. Em Portugal, fruto do gosto pela cultura, as iniciativas culturais como o Porto 2001, prolongam-se no tempo, no caso mais de quatro anos. Igualmente, na senda da preservação dos costumes e tradições mais portuguesas, a Casa da Musica não deixou de se preocupar com a defesa da cultura do atraso e do buraco financeiro monstruoso. Alias, o antigo Presidente da Câmara do Porto, Nuno Cardoso já se encontra a coordenar um grupo de trabalho com vista ao reconhecimento da obra da Casa da Musica como mais um dos Recorde do Guinness em descalabro financeiro e desvio orçamental.

António Cipriano

quarta-feira, abril 13, 2005

O Tipo é Um Iluminado

Luís Delgado, o fabuloso comentador político da SIC Noticias, vai passar agora a apresentar um programa na SIC Radical, ele vai apresentar o Perfeito Anormal. Mas com novos moldes, o programa vai consistir em apresentar diariamente todas as coisas que Luís Delgado diz, em especial aquelas coisas que apenas ele vê e apregoa como verdades absolutas. Sairá também um livro, que será utilizado por psiquiatras e psicólogos para curar pessoas que sofrem de depressão, esse livro terá o titulo de “A Nova Teoria Política, por Luís Delgado”. Disse-me um certo passarinho do mundo editorial, que esse livro é de partir a rir, é o nonsence puro, um misto de Mr. Bean com Monty Python.

António Manuel Pinto Silvério Guimarães

terça-feira, abril 12, 2005

Feita Justiça
Finalmente foi feita justiça dentro do PPD/PSD. O partido regressou à normalidade com um congresso honesto, que terminou com a eleição de Luís Marques Mendes para presidente. Um congresso cheio de ideias novas e de novos rumos, um congresso com uma disputa de dois candidatos à liderança. Um congresso que contou com propostas de outras moções o que demonstrou que o partido está vivo, unido e capaz para disputar as lutas que se avizinham. O PSD reaparece agora com uma nova imagem, uma imagem muito diferente daquela que teve até à um mês atrás e que todos os sociais-democratas não devem esquecer para que não se repita. Sempre salutar é ver que todos os partidos com assento parlamentar estiveram presentes, ou melhor, todos os partidos democráticos com assento parlamentar estiveram presentes, visto que outros se acham demasiado importantes com os seus oito deputados para irem a um congresso democrático, visto que a única democracia em que eles acreditam era aquela praticada por Pol Pot.
Espero agora que o PSD faça uma boa oposição dentro da medida do possível que as maiorias deixam, mas espero de qualquer forma uma oposição construtiva e como disse um observador, “uma oposição com rumo”, para o bem de Portugal.

António Manuel Pinto Silvério Guimarães

domingo, abril 10, 2005

Pacote de Ferias de Outono

Na passada semana , o antigo presidente da Guiné Bissau, João Bernardes Vieira, mais conhecido como Nino Vieira, retornou ao seu país após seis anos de exílio em Portugal, numa tentativa do governo da Guiné Bissau, incrementar as receitas do turismo no ano de 2005.

Efectivamente prepara-se com rapidez e afinco o principal cartaz turístico da Guiné – “A Revolta Militar de Outono”. Nino Vieira e os seus aguentas do Senegal, conjuntamente com o homem do barrete encarnado - Kumba Ialá, bem como o espirito do Brigadeiro Assumane Mané serão as grandes atracções do cartaz deste ano.
Portugal, no âmbito da CPLP, já disponibilizou para o cartaz turístico do presente ano, a fragata “Vasco da Gama” e o Ministro Freitas do Amaral.
Informam-se todos, que a Agência de Viagem Abreu, já tem nas suas lojas um pacote turístico da “revolta Militar de Outono”, a bons preços, incluindo no seu produto, a possibilidade do turista poder participar no já celebre “cortejo das pilhagens” e uma visita guiada ao Paiol Militar de Brá.
Faça já a sua reserva antes que esgote!!!
António Cipriano

sábado, abril 09, 2005

Campanha Secreta


Depois da morte do Papa, todos fomos bombardeados diariamente com noticias do que se passava em Roma. Fomos vendo a passo e passo, todos os preparativos para o funeral e depois vimos o respectivo funeral. Entretanto fomos vendo também, o que se passava no Brasil e a forma como eles viam o momento. Ora isto parece um pouco abusivo, o que nos importa a nós portugueses ver como os brasileiros vivem este momento. Honestamente não tenho nada contra os brasileiros. Mas parece estranho ver as nossas televisões preocupadas em mostrar a tristeza dos brasileiros, porque das duas uma, ou andam a apostar que o próximo Papa é brasileiro e andam a tentar vender essa imagem, ou então estão a jogar com a tradição que diz que os cardeais apontados para Papa nunca são eleitos e estão a fazer uma campanha secreta para a eleição de um Papa português eliminando a concorrência, através da mediatização dos brasileiros e do seu cardeal.

António Manuel Pinto S. Guimarães
Crise anunciada

Em breve o mercado dos têxteis em Portugal, vai entrar numa grave crise. Muitos problemas podem ser apontados à nossa indústria têxtil, podemos falar de escândalos que aconteceram no passado, podemos dizer que não aproveitou a possibilidade de investir aquando da entrada de dinheiro através do dinheiro oferecido pela União Europeia, na altura CEE. Mas todos os erros cometidos não impedem que agora se aponte o dedo à União, pois Portugal não irá enfrentar uma crise devido ao crescimento da indústria têxtil de um país pertencente à União, mas sim de um país estrangeiro. Um país que se tem vindo a assumir como uma grande potência mundial, falo evidentemente da China. Um país extremamente industrializado, um país muito produtivo, um país onde todos trabalham, digo todos, pois as crianças trabalham bastante, um país que não respeita os direitos do homem, um país que tem uma ditadura. Em suma, um país que vai contra tudo o que a União Europeia defende, que viola tudo o que União Europeia acredita. Mas que devido à força do seu poder económico, muito devido à servidão e de alguma forma trabalho escravo, a União se vê forçada a deixar entrar, para não perder lugar na corrida, ao investimento no país dos mandarins. E Portugal um país da União Europeia desde 1 de Janeiro de 1986 (então CEE), vê mais uma crise a ser imposta sobre uma indústria sua para o bem da União, produtos feitos por industria muito antigas, que foram subsistindo, mas que de forma nenhuma podem competir com milhões de mãos chinesas e pior com milhões de mãozinhas de crianças chinesas. Sinceramente não me parece muito justo e sinceramente também não sei até que ponto é que esta iniciativa não viola as disposições comuns do tratado da União Europeia de 1991.

António Manuel P. Silvério Guimarães
Previsões

Ontem no jornal "O Público", na última página vem a crónica de Vasco Pulido Valente, que considera que o falecido Papa João Paulo II tinha um estatuto de herói, coisa que o seu sucessor não terá. É, de facto, notável que tenhamos um ser tão iluminado quanto às previsões que faz, assim sendo, está para breve a edição do seu livro de profecias, onde ele irá mostrar quais os próximos dez primeiros-ministros de Portugal, os próximos dez vencedores da SuperLiga, com a quantidade de pontos, vitória, empates, derrotas e goal-average, bem como o nome dos próximos dez presidentes dos Estados Unidos da América. Estará lá tudo o que se passa não deixando que um só acontecimento venha surpreender. Enfim, acaba por ser um pouco aborrecido estar à espera do futuro, visto que Pulido Valente já estragou a surpresa.
PP
Luís Felipe Menezes

Antes mesmo de existir um boneco alusivo a Luís Felipe Menezes, na Contra Informação sempre que este era referenciado, surgia sob o cognome de Luís Felipe Mentirezes.
Algum tempo depois, com a criação efectiva do seu boneco, foi rebatizado como Luís Felipe Ás Vezes. É certo que tudo não passa de uma simples sátira do Contra Informação. Mas não deixa de ser sintomático e relevante que aos olhos do Contra e da opinião publica, Luís Felipe Menezes seja conhecido como alguem instável nas suas opiniões e convicções.
O PSD, e os seus militantes sabem isso. Luís Felipe Menezes na presidência do partido era o continuar do percurso de Santana Lopes, mas em pior.
Obviamente que o PSD já entendeu que não será alternativa se optar pelo populismo, pela demagogia e emotividade de Luís Felipe Menezes. O PSD precisa de algo radicalmente diferente. De credibilidade, de competência, de serenidade e sentido de estado.
A Luís Felipe Menezes nada mais resta do que continuar a ser o dono do castelo de Vila Nova de Gaia, resistindo aos “sulistas elitistas e liberais”, que do partido e de fora dele anseiam pela sua queda.

António Cipriano

quarta-feira, abril 06, 2005

Extinção de uma Utopia

No passado fim de semana a União democrática Popular (UDP), optou pela extinção enquanto partido político. Termina assim um percurso de mais de 20 anos, de um dos partidos mais relevantes da extrema esquerda nacional. A UDP, resultado de dissidências no interior do PCP, enquanto partido marxista-leninista puro, apresentou aquando da sua fundação, como objectivos, a liquidação do capitalismo e o estabelecimento de uma “democracia popular,” aceitando plenamente o uso da força como meio aceitável e mesmo recomendável. No seu primeiro grande comício em 75, um dos seus dirigentes afirmava orgulhosamente e cheio de exuberância típica do PREC que - “Não há via pacifica para a tomada do poder”; "As eleições são o momento em que o povo escolhe os homens que o vão oprimir por quatro anos”.
Na graça de Deus, e com a ajuda dos verdadeiros democratas, a UDP foi posta na ordem, reduzida ao seu real valor, residual e insignificante, isto apesar de nos anos 80 ainda ter elegido um deputado para a assembleia da republica.
Hoje os democratas da UDP, de cara lavada e camuflados como progressistas de uma esquerda moderna, defensores das liberdades, enquanto dirigentes do Bloco de Esquerda, continuam a sua caminhada demagógica de ilusão das massas.
A UDP, morreu este fim de semana. Mas o radicalismo demagógico, errático, utópico continua agora no Bloco de Esquerda.

António Cipriano

terça-feira, abril 05, 2005

Ironia

É irónico que o representante de Portugal no funeral do Papa João Paulo II, um homem de convicções fortes, seja Freitas do Amaral, um homem sem convicções.
PP
Tréguas!

Hoje estava eu entretido a ler as noticias no teletexto e nas noticias nacionais vi um titulo, que dizia que um movimento qualquer queria que durante este período que vai até à realização do referendo (que nem tem data marcada) para a despenalização do aborto, se deveria proceder a uma trégua e ninguém deferia ser preso por estar a violar esta lei. Ou seja, antes de haver consulta popular eles acham que não se deve cumprir a lei. Será que têm algum dom divino e já sabem qual será o resultado de hipotético e mais que provável referendo? Um ponto curioso sobre este movimento e que mostra bem o seu espirito democrático (democracia estilo Cuba claro está) é o facto de defenderem que não se deveria fazer nenhum referendo! O governo devia fazer a lei e pronto, não se falava mais nisso.


António Manuel Pinto Silvério Guimarães
A Esquerda Moderna (o titulo também poderia ser O Novo Fenómeno Político)

Surgiu vai para uns anos um novo conceito, que é o termo “esquerda moderna”. E este é um conceito que dá que pensar e por isso às vezes dou por mim a matutar sobre o que será este fenómeno da “esquerda moderna”, e sinceramente, cada vez que ouço os líderes do PS,(que passam a vida a arrogarem-se como paizinhos do termo), fico com a ideia de que deve ser outro nome para dar ao centro, ou crença no liberalismo, ou na economia de mercado, ou seja, em tudo menos esquerda, ou seja, hipocrisia pura e dura. Depois temos a “esquerda moderna”, do partido da moda, o BE (que reclama a paternidade do termo para si), e ai cada vez que eles explicam, fico com a ideia que a “esquerda moderna” é a anarquia total, do tudo ao molho e fé em...............deve ser Karl Marx, ou Mao Tsé-Tung porque os tipos não acreditam em Deus, ou seja uma teoria alucinada de quem andou a fumar umas coisas.


António Manuel Pinto Silvério Guimarães

segunda-feira, abril 04, 2005

A morte de uma grande personalidade

Quase tudo já foi dito acerca de João Paulo II, sendo certo que foi o melhor político, não só nestes últimos 26 anos, como até antes e em muito tempo ainda vindouro. João Paulo II foi um Papa que tocou todo um Mundo, incluindo praticantes de outras religiões e agnósticos. Foi um homem de fé e esperança e que partilhou esses sentimentos abanando um pouco a retrógrada Igreja Católica, inflexível e intransigente hoje como nos dias da Inquisição. João Paulo II não quis ficar pela diferença de ser eleito numa entidade quase exclusiva a italianos e franceses, ele fez e deixa obra.
PP
Karol, Karol, Karol

As três palavras ditas no momento, em que se deu três leves toques, com um pequeno martelo na cabeça do Papa para confirmar a sua morte. O momento em que se confirmou oficialmente a morte do Papa João Paulo II. Neste momento a humanidade sentiu-se órfã, perdeu um Homem que todos estavam familiarizados ou não fosse o terceiro pontificado mais longo de todos os tempos, perderam aqueles independentemente, de acreditarem ou não em Deus, perderam todos aqueles que acreditam em Deus mas professam outro credo, e muito principalmente, perderam todos os Católicos Apostólicos Românicos, que perdem o seu sumo pontífice, mas todos perdem um grande Homem. Um Homem que procurou sempre a paz, a concórdia entre todos, inclusivamente dando o exemplo quando recebia ou era recebido por líderes de outras religiões. Muito poderia e deveria e vai ser dito sobre João Paulo II, mas não é essa a minha intenção neste post, apenas pretendo prestar uma breve homenagem a este grande Homem, que todos os que são pela paz vão recordar com saudade.
Hoje dois dias depois do falecimento alguém me disse que venha quem vier não será a mesma coisa, bem certamente não será, mas quem vier poderá ser pior, mas também poderá ser muito melhor. E pergunto se quando morreu o Papa João XXIII, as pessoas não terão pensado o mesmo? Certamente que sim! Não vale a pena temer o que vem, esperemos que os Cardeais reunidos agora em conclave decidam, com a ajuda de Deus, sem pressões de conjunturas internacionais o melhor entre eles, o melhor para a humanidade!


António Manuel Pinto Silvério Guimarães
Terri Schiavo

Grande parte da opinião pública mundial repudia a pena de morte nos E.U.A, todos criticam e surgem pedidos, para que os E.U.A (o grande defensor universal da moral e dos direitos do homem) acabe de vez com um sistema que apenas se mantém activo em países de terceiro mundo e em ditaduras. Mas os americanos não mostram nenhum sinal de terminar com este sistema de justiça, aliás, a tendência é para piorar o estado em que as coisas estão, pois acabaram por condenar uma mulher à morte, uma mulher inocente, cujo único crime era estar gravemente doente e incapacitada. E por estar incapacitada nunca pôde dizer se queria ou não morrer, cabendo essa decisão aos omnipotentes políticos americanos. Para cúmulo final decidiram por fim a vida retirando o tubo que alimentava Terri Schiavo, fazendo com que ela morresse de fome e de sede, ou seja, a menos que o sistema nervoso de Terri estive totalmente danificado, ela teve uma morte lenta e com grande sofrimento.

António Manuel P. S. Guimarães

domingo, abril 03, 2005

João Paulo II

Todos os dias milhares de vidas começam e terminam, cumprindo as inevitáveis leis da vida. No entanto, poucas vidas marcam tanto a história e o coração dos outros como Karol Wojtyla.
Karol Wojtyla, fica na história como um Papa carismático, fraterno, dono de uma enorme luz interior, e duma força inabalável, mesmo no sofrimento e na doença.
Enquanto Papa, Karol Wojtyla contribuiu ao longo de 26 anos de pontificado, para o colapso do ateísmo opressor do comunismo de leste, para o relançamento do dialogo ecuménico, promovendo os valores da vida, da paz e da existência em comunhão com o próximo.

É certo que não foi perfeito. Foi conservador, anacrónico, em matérias como a sexualidade ou a participação da mulher na igreja. Mas estes seus pecados são um nada, face à dimensão da sua universalidade e humanidade.
Crentes e não crentes, a todos a sua passagem pela vida não deixou indiferentes.
Por todo o seu percurso, aqui fica a minha homenagem.

António Cipriano

quinta-feira, março 31, 2005

Candidatura Vencedora

A Candidatura de Luís Felipe Menezes à Presidência do PSD, continua a somar pontos no caminho da vitória. Prova deste desígnio de triunfo, nada melhor do que a vitória da lista de delegados ao congresso afectos à candidatura de Marques Mendes na Concelhia social democrata de Vila Nova de Gaia, municipio em que Menezes é presidente da câmara.
Por este andar, Luís Felipe Menezes arrisca ter menos votos no congresso do que João Soares na luta pela liderança no PS:

António Cipriano

quarta-feira, março 30, 2005

Vergonhosa exibição

Foi uma exibição vergonhosa, aquela que acabou à pouco e opôs Eslováquia a Portugal. Uma selecção portuguesa, sem chama, sem brilho e a jogar entre os zero e os 5 à hora. Áquela velocidade até Eusébio aguentava jogar, mesmo na sua idade. A selecção vice-campeã europeia deveria mostar um outro tipo de futebol, mais atractivo, mais veloz, feito com alegria e não contentar-se em ir empatar com uma selecção frágil, que nenhuma qualificação (europeia ou mundial) conseguiu. No entanto, este apuramento, o bom futebol esperado tem andado arredado, exibição convincente só com os principais rivais do grupo, a Rússia. A que se deve este menosprezo pelas outras selecções? Uma questão que só Scolari pode responder, pois é ele que selecciona os jogadores, muitos deles em baixíssima forma física.
PP

terça-feira, março 29, 2005

Código da Estrada

Nos últimos dias, sempre que ligo a televisão ou abro o jornal sou inundado de noticias sobre o novo Código da Estrada. Este é apresentado como uma panaceia, remédio para todos os males da sinistralidade rodoviária.
De tanto se falar sobre o novo Código da Estrada, confesso que fiquei preocupado, pensando mesmo que necessitaria de frequentar alguma acção de formação de modo a manter as minhas capacidades de condutor. Devido a esta preocupação, como cidadão consciente que sou, foi-me informar sobre o novo referido documento.
Que desilusão!!! O Novo Código da Estrada não passa de um novo tarifário de multas.
Multas e mais multas, por tudo e por nada, e agora com valores escandalosos.
Como medida inovadora é apresentado o pagamento das multas no momento da infracção. Tendo em conta a crise económica que se vive, esta medida só vai agravar outro crime – o Cheque Sem Provisão, vulgo Cheque Careca.
Sinistralidade é um mal endémico, que só se resolve com educação e cultura cívica. E estas não nascem por decreto.
António Cipriano

sábado, março 26, 2005

A auto-denominada maior democracia do Mundo

É incrível como na actualidade, a auto-denominada maior democracia do Mundo, os Estados Unidos da América apresentam comportamentos dignos dos piores tempos da ex-URSS. O primeiro caso é o do ex-campeão de Xadrez, Bobby Fischer que fez um crime gravíssimo, jogar uma partida de Xadrez na ex-Jugoslávia, país que tinha sofrido embargo por parte dos EUA, crime gravíssimo, não haja dúvida disso. Neste momento, passa-se o caso da cidadã em estado vegetativo, a quem foi retirado o tubo da alimentação, levando a que ela morra por desidratação. Será que não haveria um modo menos penoso de morrer? Eutanásia é uma coisa, a morte piedosa, neste caso onde está a piedade? Qual o crime praticado por esta mulher, há 15 anos em estado vegetativo para merecer uma morte lenta e sofredora? A auto-denominada maior democracia do Mundo a violar os Direitos do Homem.
PP
Luís Santos

O actual presidente da Federação de Andebol de Portugal será hoje reconduzido no cargo. É uma pena que o Andebol não apresente outra pessoa capaz de liderar a Federação e que este senhor, já prestes a fazer 70 anos e que tanto mal tem feito à modalidade seja reconduzido.
PP

sexta-feira, março 25, 2005

Mais um Santana

Depois do Não categórico de Ferro Rodrigues, entra em cena como cada vez mais provável candidato à Presidência da Câmara de Lisboa, Manuel Maria Carrilho. Estranho fado este de Lisboa. Já não lhe bastava ter tido de aguentar Santana Lopes, para agora ter de suportar o ego narcisista de Carrilho e da sua Baba.
Carrilho, Figura mediatica do jet set das triste revistas cor de rosa nacionais, conhecido por pela sua vaidade do tamanho dos Himalais, e pelas suas políticas do faz de conta, prepara-se com o consentimento do PS, para fazer de Lisboa, uma cidade de obras de fachada e populismo excêntrico. Santana e Carrilho duas faces do mesma moeda. Depois ainda falam de diferenças entre o PSD e o PS?
Triste sina esta de Lisboa!!!
António Cipriano

quinta-feira, março 24, 2005

Curling

Hoje acordei cedo e estando de férias, lanço a mão ao comando da Tv carregando num botão ao acaso. O canal escolhido acabou por ser o Eurosport, estando a dar uma transmissão de Curling, aquele desporto onde se lançam pedras de granito num corredor de gelo, com 2 jogadores a varrerem. Não duvido que deva ser giro praticá-lo mas, sinceramente, ver aquilo na televisão? Quantos daqueles jogadores é que se sentiriam humilhados por serem varredores de ruas e, no entanto, jogam curling? Por outro lado, acho que deveriam vir a Portugal, olheiros de curling para ver a maneira como os nossos funcionários públicos manejam a vassoura. Se houvesse pistas de gelo em Portugal, possivelmente teríamos grandes campeões de curling.
PP

quarta-feira, março 23, 2005

Rui Tovar

Nos últimos tempos sempre que ocorre uma transmissão televisiva de um jogo de futebol na RTP, fico com a sensação que não estou na RTP1, mas sim na RTP Memória. Senão vejamos; o Sporting a fazer sucesso nas competições Europeias, com comentários do Rui Tovar, parece mesmo pagina do desporto dos anos oitenta.
Rui Tovar, figura do imaginário de todos os adeptos do futebol pela sua voz inconfundível e pala sua cultura futebolística enciclopédica, trás de volta ao desporto uma nostalgia e profissionalismo que a muito já tinha desaparecido dos nossos ecrãs.
António Cipriano

segunda-feira, março 21, 2005

Directiva Bolkestein

A par da Constituição Europeia, uma das questões que mais celeuma e polémica tem levantado no âmbito das instituições europeias é a proposta de Directiva Bolkestein. Para quem não sabe, a Directiva Bolkestein é o ultimo grito em matéria de neo-liberalismo radical típico de um capitalismo selvagem a todos os níveis, sem qualquer tipo de preocupações sociais. O Que se pretende com a Directiva Bolkestein é o dualismo do mercado de trabalho. De uma forma simples a Directiva Bolkestein permite que uma empresa de trabalho temporário portuguesa, que deslocalize a sua sede para a Polónia, possa exportar trabalhadores polacos para efectuarem serviços em Portugal, vigorando para esses trabalhadores as leis e as convecções de trabalho polacas, e não as leis portuguesas. Será possível assim, um trabalhador polaco trabalhando em Portugal auferir o salário mínimo polaco
É este o Projecto de Europa que queremos?
António Cipriano

domingo, março 20, 2005

Joaquim de Almeida

Recentemente, o FBI prendeu no seu domicílio o actor português Joaquim de Almeida. Tal facto, no entanto, não passou de um grande equívoco, visto que, tão habituados que estavam a ver o actor luso a interpretar traficantes de droga colombianos, confundiram a ficção com a realidade. Nada que fizesse, o actor perder a compostura, pois logo foi condecorado com o Prémio Carreira, oferecido pelo Cartel de Medellín. Propostas de trabalho acabaram por chegar as centenas, para interpretar um traficante de droga em diversos filmes e séries televisivas como o CSI, CSI Miami, CSI New York, Sem Rasto, Buffy, Stargate e Angel. Qunato aos filmes nacionais, está a ser pensada a sequela de Tentação em que Joaquim de Almeida volta a fazer de um padre... toxicodependente. Como se não bastasse tantas séries, Martin Scorcese esta a pensar no seu próximo filme que irá ser nomeado e perder na cerimónia dos Oscares, juntando o melhor actor de Hollywood a interpretar barões da droga, com o pior actor a interpretar qualquer papel, incluindo o de ele próprio, Leonardo di Caprio.
PP
Somerset Maugham

Acabei de ler o primeiro livro que alguma vez li deste autor, A Lua e cinco tostões. Um livro simplesmente fascinante. Simples, no entanto enigmático. Fiquei com a certeza de que doravante irei ler mais obras deste escritor.
PP

terça-feira, março 15, 2005

Directas


O conceito de Democracia instituído no século V antes de Cristo, na então progressista e evoluída Atenas, constituí um marco na senda dos princípios da liberdade e igualdade. No entanto apesar de inovador, a Democracia era ainda um instituto rudimentar e cheio de imperfeições.
O Principio de um homem um voto, não era de todo respeitado, visto só um pequena minoria de homens com estatuto de cidadãos tinha a faculdade de poder participar livremente na vida política e social da Urbe. A maioria da população estava arredada desse privilegio.
Tudo isto a propósito da discussão das Directas no PSD.
O actual modelo electivo no PSD, alicerça-se na eleições dos órgãos dirigentes em congresso, por congressistas eleitos pelas bases. È certo que os congressistas são eleitos por voto secreto pelas bases, mas todos sabem como funcionam os aparelhos, cheios de caciquismos e oportunismos. Apesar de aparentar ser um modelo amplamente democrático, não o é o de facto. No PSD a Democracia está na mãos de um conjunto de barões e chefes de quina das diferentes concelhias que não representam o os desejos e os anseios da maioria dos militantes.

Igualmente pela recente experiência das Directas no PS, viu-se a importância das mesmas para a clarificação e para discussão das estratégias e rumos que os militantes desejam para os seus partidos. O fortalecimento do PSD e da sua direcção tem tudo a ganhar com as directas, enquanto processo democrático, de ruptura com o conservadorismo caquéctico subjacente em rostos de baixo valor político.
Mas também não tenham duvidas, as directas podem ainda não serem uma realidade na eleição do próximo Presidente do PSD, mas serão obviamente são uma inevitabilidade.
António Cipriano

domingo, março 13, 2005

Primeiro Discurso

No Primeiro discurso à nação do novo Primeiro Ministro, José Socrates ainda mais numa cerimonia emblemática e cheia de simbolismo como é a cerimonia de tomada de posse, esperava-se um discurso forte, motivador, esclarecedor, indutor de um nova estratégia de desenvolvimento. Todos esperavam que Socrates fala-se dos graves problemas do país, desemprego, défice orçamental, crescimento económico, reforma da justiça, levantando um pouco o véu, das soluções para esses mesmo problemas. Mas o Primeiro Ministro, num jogada típica de quem ainda esta surpreso por o poder lhe ter caído nos braços, preferiu lançar um cortina de fumo, optando pelo populismo fácil. Como medida emblemática de inicio de governo apresentou a venda de medicamentos não sujeitos a prescrição medica em grandes superfícies e outros espaços comerciais.
Pouco, muito pouco para quem tem a responsabilidade de uma maioria absoluta.
António Cipriano
Se...

Se te pudesses ver pelos meus olhos, ficarias espantada de ver como és bela.
PP

sábado, março 12, 2005

Jantar de Beneficência

Realiza-se hoje, Sábado, 12 de Março um Jantar de beneficência, pelas 21horas no “Restaurante Fim de Festa” no Cartaxo, visando a obtenção de fundos que permitam o acesso a uma habitação condigna, ao mais recente despejado e sem casa da sociedade portuguesa, o Menino Guerreiro, Pedro Santana Lopes.
Não falte!!!! Há um Menino sem colo, quase a chorar que precisa do seu apoio.!!!

António Cipriano

quinta-feira, março 10, 2005

A Lenda de Martim Regos

Foi o último livro que li, com muito gosto devo acrescentar. Recomendo este livro que fala da influência que um português teve na sociedade portuguesa e no mundo em geral, sendo influente no século XV e XVI. Apesar de extenso, lê-se com prazer, devido aos seus capítulos pequenos. É o primeiro romance de Pedro Canais e por mim, fico a aguardar o próximo.
PP
João Manuel

É difícil de crer, ao ver as imagens na televisão que o mesmo indivíduo jogava futebol na SuperLiga ainda esta época. A sua situação deve provocar temor a qualquer pessoa, saber que isto pode acontecer sem aviso prévio. Infelizmente, parece que determinadas pessoas estão fadadas aos infortúnio, depois de ter passado ao lado de uma grande carreira, parece que a vida pregou-lhe uma grande rasteira.
PP

quarta-feira, março 09, 2005

Facadas

Santana Lopes, na sua jornada de menino guerreiro queixou-se muitas e variadas vezes, e algumas com razão, das facadas dos seus companheiros e amigos.
Pena é que Santana tal qual frei Tomás, apesar de apregoar o oposto faz o mesmo que os seus psedo-amigos.
Santana prepara-se de para dar uma facada, ou melhor uma machadada em Carmona Rodrigues. Carmona Rodrigues, ao contrário de outros, sempre demonstrou ser fiel a Santana.
É certo que o lugar de presidente da câmara de Lisboa é dele por direito e esforço, mas não é menos verdade que voltar agora à câmara é deitar uma amizade para o lixo ,e desrespeitar alguém que sempre lhe foi fiel.
É muitas vezes nestes pequenos actos que se vê a qualidade dos homens.
António Cipriano





terça-feira, março 08, 2005

Dia Internacional da Mulher

Na bíblia, no Antigo Testamento, no Livro do Génesis, a mulher é apresentada como um ser pecaminoso, responsável pela expulsão do paraíso. No Capitulo 3, Versículo 16 do Génesis é vaticinado à mulher “estares sob o poder do teu marido e ele te dominará”

Durante séculos e séculos assim foi. Alias ainda o é em muitas sociedades. Mas no mundo ocidental a mulher emancipou-se. Hoje, as mulheres estão nas faculdades, nas empresas, no exercito, na policia, na magistratura, na política. Na actualidade elas são cidadãs de completas, de pleno direito. Algumas copiando o pior dos homens, acham que eles são dispensáveis. Nada mais errado. Ambos se complementam, nas empresas, na vida familiar e claro, na cama.
Para mim são motivo de admiração e fascínio, pela sua força interior, obstinação, mas sobretudo pelo seu lado feminino. A doçura dos gestos, o seu cheiro adocicado, o seu olhar ora pérfido ora angelical, o seu sorrisos luminoso, a sua sensualidade, fazem delas indispensáveis a nos homens.
A titulo pessoal, espero que o meu presente e futuro seja vivido numa comunhão constante de partilha de experiências e sentimentos, bem junto das admiráveis mulheres.

António Cipriano


segunda-feira, março 07, 2005

O Mundo do Futebol desunido

Se mais dúvidas existiam quanto ao ambiente pouco pacífico que se vive no futebol, que outra prova pode ser dada e que ilustre tão bem o clima de guerrilha que é o de Luís Campos treinar equipas de futebol? Quando é que os clubes se unem e proibem esse senhor de estar a menos de 100 Km de qualquer campo de futebol. Exceptuando os clubes que actuem na última divisão distrital, pois assim não podem descer de divisão.
PP
O novo governo

É curioso de ver que um governo que vence as eleições com maioria absoluta apresente oito ministros independentes, ou seja, metade da totalidade de ministros. Parece-me uma medida muito acertada, visto que reconhecidamente entre os militantes do PS nunca me pareceu existir qualidade para formar governo, por outro lado, seja como for, não deixa de ser um cartão amarelo mostrado a si mesmo, reconhecendo as fragilidades que os portugueses não viram.
PP
Evolução ou Oportunismo

Em 1974 Freitas do Amaral, lutando contra a maré de esquerda socializante e numa atitude difícil criou o CDS, Partido da Direita Democrática. Juntamente com Sá Carneiro formou a AD, pelo qual desempenhou os cargos de vice-primeiro-ministro, ministro da Defesa e Ministro dos Negócios Estrangeiros. Nos anos oitenta, ainda líder do CDS, já numa atitude incaracterística formou governo com o PS.
Em 1985, viveu o seu momento de quase-gloria, com candidato presidencial da direita, travando uma luta voto a voto, com Soares, num combate cheio de trocas de mimos, apresentado-se aos eleitores com um homem de convicções, de direita e dos valores conservadores democráticos. Perdeu.

Voltou à licença do CDS, conduzindo o partido ao celebre grupo parlamentar do taxi.
Saiu de cena, por uns bons anos. Pensava-se que estava politicamente morto, enterrado.

No entanto, pela mão de Cavaco Silva, volta à ribalta, ocupando o cargo de Presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas. Aos olhos dos portugueses voltou a ser uma figura respeitada, um senador da democracia pós 74.

Nas Legislativas de 2002, apoiou incondicionalmente o PSD e Durão Barroso.
Mas a partir desta altura tudo mudou. Freitas, rapidamente viu que do PSD não poderia esperar nada. Que o PSD não era partido que lhe oferece-se a cadeira presidencial. Resolveu mudar, vestir outra pele. De um momento para o outro passou a ser o melhor amigo de Soares, a andar de braço dado com Louça numa manifestação anti-bush. Nas conversas de café, os portugueses começaram a ver nele o novo guru da esquerda, o judas que abandonou as convicções por trinta dinheiros

Como Corolário em 2004, numa entrevista à Visão apelou à maioria absoluta de Socrates.
Como prémio, obteve o seu saco de moedas – Ministro dos Negócios Estrangeiros
António Cipriano

domingo, março 06, 2005

Primeiro presente de Socrates

Segundo declarações do futuro ministro das finanças, Campos e Cunha os impostos vão inevitavelmente aumentar.
Socrates ainda não tomou posse e já distribui rebuçados amargos aos portugueses!!!
António Cipriano

sábado, março 05, 2005

XVII Governo Constitucional


Globalmente este governo não parece ser tão mau como se previa à partida, muito devido aos independentes que o compõem, alguns de reconhecido valor e já com provas dadas a nível nacional e internacional é o caso, do Ministro das Finanças Luís Campos e Cunha, do Ministro dos Negócios Estrangeiros Diogo Freitas do Amaral, que embora controverso devido à sua aparente mudança de ideologia, (que eu contesto afirmando que quem mudou foi a “ideologia” dos partidos),que foi nada mais nada menos que ex-presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas. Temos depois o caso da Ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues, que eu pessoalmente nunca tinha ouvido falar, confesso, mas que segundo se diz tem o mau feitio necessário para a pasta em questão. Segue-se mais uma quantidade de ministros independentes como Manuel Pinho Ministro da Economia, Jaime Silva Ministro da Agricultura, Isabel Pires de Lima ministra da Cultura e Francisco Nunes na pasta do ambiente.
Depois temos o grupo conhecido pelos Guterristas, ou como eu chamo, de uma forma mais “carinhosa e amigável” os tipos do aparelho, a malta do costume, ou de indesejáveis mas inevitáveis, ou ainda, inspiradores de posts, casos de Alberto Costa Ministro da Justiça e António Costa ministro da Administração Interna, este último um exemplo prefeito do que o governo de Guterres tinha de pior. Rezam as crónicas que ele saiu do Parlamento Europeu por se sentir desajustado por não conseguir acompanhar a cultura dos outros Deputados Europeus, não sei se é verdade, mas não me custa acreditar. De qualquer forma parte das minhas preces foram ouvidas e Pina Moura ficou de fora e que por lá fique, tal como Jorge Coelho que deve ir para o parlamento, lugar onde ele fica bem devido ao seu forte vigor ou melhor brutalidade compulsiva.
Espero que não aconteça a este governo o que aconteceu no primeiro mandato de Guterres, que não comecem a contestar os independentes por tudo e por nada para substituírem por incapazes do aparelho.

António Manuel Pinto S. Guimarães
O mesmo assunto repetido

Em Janeiro deste ano publiquei no site Noticaldas um artigo de opinião,
  • A detecção de talentos precoces
  • . Hoje, como afirmei antes esse assunto voltou a ser actual e um novo pseudo-craque nasceu no Olhanense, tendo sido destaque num diário desportivo e numa estação de televisão. Não estraguei os miúdos!
    PP

    sexta-feira, março 04, 2005

    Anúncio

    Procura-se
    Líder Partidário (M/F)

    - Licenciatura em Ciências Exactas ou Humanas
    - Com mais de 35 anos
    - Baptizado e com a primeira comunhão feita
    - Ser frontalmente contra o Aborto
    - Ideologicamente de Direita
    - Vir de boas famílias
    - Boa apresentação, usado usualmente fatos armani
    - Conhecer todos os sucessos da cantora Dina
    - Defensor dos valores da família, do macho lusitano, das tradições e do conservadorismo
    - Experiência comprovada em discurso populista e demagógico
    - Conhecimento profundo de mercados e feiras
    - Experiência parlamentar com factor primordial

    Se preenche estes requisitos contacte de imediato
    CDS/PP na sua sede no Largo do Caldas em Lisboa
    António Cipriano

    quinta-feira, março 03, 2005

    Justiça

    Na Indonésia, Abou Bakar Bachir, chefe religioso islâmico, foi considerado culpado por um Tribunal Criminal Indonésio pela autoria moral e operacional do ataque terrorista a Bali em outubro de 2002, o qual vitimou mais de duas centenas de pessoas, a uma pena de dois anos e meio. Ou seja 4,5 dias por cada vitima.
    E ainda dizem que o Terrorismo não compensa!!!
    António Cipriano

    quarta-feira, março 02, 2005

    Grito de Liberdade

    O passado recente do Líbano, tem sido marcado por tempos conturbados, confusos e dolorosos. Primeiro uma guerra civil devastadora, cruel com elevados custos humanos. Depois uma ocupação iligitima e execrável por parte da Síria, que sucessivamente vem estrangulando por completo o povo e o futuro do Líbano.

    Com o assassínio do antigo Primeiro Ministro, Rafik Hariri, opositor frontal do domínio sírio, os libaneses despertaram. Por fim, num grito de raiva, desespero e ânsia por liberdade num movimento popular, o povo libanês exigiu nas ruas o fim do domínio sírio.
    O grito de liberdade do povo do Líbano, coadjuvado pela comunidade internacional, traz para este país um nova esperança, num tempo novo, sem opressão, em liberdade, na busca do desenvolvimento.
    António Cipriano
    Cimeira de Londres

    Ocorre esta semana em Londres uma conferência de debate e discussão sobre a problema do Médio Oriente, com vista à descoberta de eventuais soluções.
    Chefes de Estado e representantes diplomático do Mundo Árabe, incluído o Presidente da Autoridade da Palestina, estão presentes, assim como representantes ao mais alto nível, do Reino Unido, Estados Unidos da América, e União Europeia. Curiosamente Israel país que nada tem a ver com o problema do Médio Oriente, fez questão de não se representar na cimeira.
    António Cipriano

    segunda-feira, fevereiro 28, 2005

    O Regresso

    Após um interregno de alguns meses, devido à política de censura do Menino Guerreiro, saúdo o regresso aos ecrã, dos comentários do professor Marcelo Rebelo de Sousa.
    Talvez quem não esteja muito feliz com este regresso seja o Partido Socialista, visto saber que desde já, tem aqui um analista duro, que não deixará passar em branco os futuros erros de Socrates e da sua equipa.
    António Cipriano

    sábado, fevereiro 26, 2005

    PSD – Que Futuro?

    O funcionamento eficaz do sistema democrático radica de uma equação de duas variáveis, cada uma com o seu papel e importância no objectivo central do sistema – a procura do desenvolvimento económico e social num clima de liberdades, buscando a igualdade e a justiça social. Essas variáveis são o governo e a oposição. Do governo espera-se responsabilidade, sentido de estado, credibilidade, postura reformista, estabilidade, trabalho e mais trabalho.

    Mas o real funcionamento do Sistema Democrático não será efectivo sem uma oposição responsável, atenta, acutilante, de modo a chamar à atenção do governo para os seus erros, e proteger os cidadãos de excessos ou abusos de poder por parte das maiorias governativas. Obviamente que as oposições na sua heterogeneidade, representam papeis diferentes, consoante a sua natureza ideológica.

    O Partido Social Democrata é uma instituição política com uma história rica, cheia de exemplos de combatividade, e de importância vital no combate pela democracia e pelo desenvolvimento do país. O PSD é o partido da luta pela democracia e da consolidação da mesma. É o Partido dos governos de Cavaco Silva, e do período pós revolução de maior estabilidade e crescimento económico. O presente, apesar de não ser o desejado, é em muito superior às expectativas de 1974. E tal é assim, o PSD teve um papel fundamental para esse sucesso.

    Com os resultados eleitorais de 20 de Fevereiro, e com a enorme derrota do PSD, é o momento do partido e todos os militantes e simpatizantes reflectirem acerca dessa queda abrupta. A verdade é que o PSD, nos últimos tempos enveredou por um caminho estranho, errático, não totalmente ajustado com a sua história, o qual desaguou na derrota de 20 de Fevereiro. O PSD de um partido de estado, democrático, de centro, responsável, representante de todo o Portugal, foi progressivamente acantonando-se à direita, praticando um estratégia populista sem ideologia e sem verdadeiras causas.
    Agora na posição e altura de mudar, de se reestruturar, de se libertar de um fato que não lhe serve. Deve voltar a ser o partido transversal que sempre correspondeu à ideia de partido mais português de Portugal O PSD tem de voltar a reafirmar-se com um partido ganhador, de causas, de ideias, de lutas, com sentido de estado que procure representar todo o centro e mesmo parte da esquerda mais moderada. O PSD deve ser a oposição atenta, construtiva, que caiba criticar o PS, mas também apresente projectos e ideias mobilizadoras. Não deve esquecer a economia, mas deve voltar a centrar o seu discurso não apenas no défice, nos números, mas sobretudo nas pessoas. Deve falar de desemprego, de crescimento económico, de justiça social, da educação, da saúde. Tem de ser um partido aberto a sociedade, capaz de conquistar as novas gerações
    Assim é urgente uma nova liderança forte, acutilante capaz de rupturas com o passado recente, com novas caras, com uma nova atitude, apto para romper com o “amiguismo” do aparelho.
    O PSD precisa de um tempo novo, que o reafirme aos olhos do país, como um partido de poder, representante de uma alternativa democrática, credível e responsável.
    A bem de Portugal essa mudança irá ocorrer. O PSD apesar de consciente da necessária “travessia do deserto”, estará mais cedo do que muitos esperam, forte, pronto para os combates do futuro, procurando acima de tudo, o progresso e o desenvolvimento do país.

    António Cipriano

    quarta-feira, fevereiro 23, 2005

    Menino Guerreiro

    Há muito muito tempo, numa época distante, um Menino Guerreiro herdeiro ilegítimo do trono, reinava sobre um pequeno reino de planícies e vales.
    Durante meses e meses o Menino Guerreiro, no seu narcisismo genético acreditava que era idolatrado pelo povo e amado por todas as damas do reino. Com a ajuda da sua corte de intrépidos nobres, dos quais se destacava o Conde Negro Rui Gomes da Silva, e afastando a rainha mãe Manuela Ferreira Leite, conduzia uma política de afrontamento aos reinos vizinhos, assente num despesismo sem mediadas, em bens de luxo, festas, meretrizes e sonhos de gloria.
    Aos poucos o povo começou a descobrir no até então amado Menino Guerreiro, a sua inconstância, a sua insensatez e a ausência de sentido de estado. O Menino Guerreio continuava as suas festas intermináveis em mares de orgias de prazeres carnais e espirituais, enquanto o povo num vendável de pobreza, desemprego e desanimo sofria. Dentro da corte o Mago Rebelo de Sousa personagem respeitada, do qual o povo imensamente confiava, consciente do caminho errático que o reino levava, iniciou juntamente com outras figuras de nomeada um movimento de ruptura com o Menino Guerreiro. No entanto, o perigoso Conde Negro Rui Gomes da Silva, numa jogada inesperada, encerrou nas masmorras do reino todos os opositores, entre os quais o mago Rebelo de Sousa. Somente o Cardeal Cavaco, com o seu séquito de seguidores mais próximos em plena noite, conseguiu fugir, exilando-se no reino vizinho.
    Mas nas Montanhas em redor da capital do reino, um antigo nobre, condenado ainda nos tempos do Rei Barroso por negócios escuros, conhecido pelo seu oportunismo e total desconhecimento das questões do reino, de nome Socrates, coadjuvado pelo Monge Protestante Louça, aproveitando o clima de desassossego e vontade de mudança do povo, lideraram um movimento popular que no dia 20 de Fevereiro derrubou o Menino Guerreiro.
    Este refugiou-se nos claustros no mosteiro resistindo por 48 horas. No entanto, e ao contrario do que seria de esperar, não foi Nobre Socrates que descerrou o golpe final no Menino Guerreiro. Foi o seu antigo camarada de armas, o Marques Marques Mendes que de espada em punho decapitou o Menino Guerreiro.
    Agora novos tempos se vivem no reino. O novo rei, prometeu ao povo mundo e fundos, a felicidade eterna. No entanto muitos dos nobres laranja desconfiam. Afinal todos conhecem os traços genéticos da família guterrista de Socrates, e sua tentação para o suicídio e destruição do reino. Deus queira que estejam errados!!!
    António Cipriano

    terça-feira, fevereiro 22, 2005

    A Derrota de Santana


    E por fim, o país foi a votos e aconteceu aquilo que todos esperavam, Santana Lopes perdeu, não digo de forma nenhuma que o PPD/PSD perdeu, porque não foi isso que aconteceu. Os votos no Partido Socialista foram a demonstração de que a grande maioria dos portugueses queriam por um fim a este governo miserável, liderado por Pedro Santana Lopes, que segundo alguns analistas terá sido o pior governo desde os tempos idos de D. Maria II. Agora dois depois das eleições Santana Lopes fez aquilo que deveria ter feito no Domingo, apresentou a sua demissão de presidente do partido, ou seja, assumiu as responsabilidades, percebendo que não vale a pena por as culpas nos outros. Acredito agora que os militantes do partido vão eleger um líder realmente capaz, vão eleger alguém que tenha o perfil necessário para liderar um partido com a grandeza e responsabilidade que o PPD/PSD tem, em resumo vão eleger alguém. Porque mesmo estando agora no papel ingrato de liderar a oposição a um governo de maioria absoluta, têm que ser sérios e capazes de demonstrar aos portugueses os eventuais erros que o governo socialista vai cometer.
    Uma palavra sobre a maioria absoluta do PS, espero que cumpram a sua posição e que consigam fazer aquilo que se espera de um governo de maioria absoluta, que é governar com responsabilidade e sentido de estado e que não se limitem (por tudo quanto é sagrado) a políticas de esquerda, apliquem aquelas que são melhores para Portugal, independentemente do “lado do rio”, e que consigam demonstrar que eu estava errado quando previa que Sócrates não era o primeiro ministro que Portugal precisava.


    António Manuel Pinto S. Guimarães
    Traumatismo Craniano

    Pelas 23 horas do dia 20 de Fevereiro entrou nas urgências do Hospital de Santa Maria em Lisboa, o Presidente da Nova Democracia vitima de um duplo traumatismo craniano. Segundo foi possível apurar, Manuel Monteiro ao compreender, que o seu partido não sai da cepa torta, e ao ouvir a declaração de demissão de Paulo Portas, tomou consciência que perdeu a oportunidade de se candidatar a liderança do CCD/PP e assim voltar a ribalta da política, resolvendo assim, num golpe de raiva bater incessantemente com a sua cabeça na parede.

    António Cipriano

    segunda-feira, fevereiro 21, 2005

    Vencedores e Vencidos

    O primeiro e maior vencedor da noite de 20 de Fevereiro foi o Presidente Jorge Sampaio. A vitória retumbante do PS, demostrou que o país desejava a mudança, e que o presidente com a sua decisão em dissolver a assembleia, se encontrava em sintonia com os Portugueses.

    O segundo e grande vencedor da noite eleitoral foi o partido socialista. Partido socialista apesar de não ter trazido para a campanha um ideia inovador, um projecto real para o país, um visão de futuro, limitando-se a um discurso arcaico, vago, banal, sob a liderança de Socrates capitalizou o descontentamento geral que existia na sociedade face ao governo caótico de Santana Lopes. Não se tratou tanto de uma vitória do PS, mas acima de tudo uma derrota de Santana Lopes. Mas qualquer que seja a verdadeira causa da vitória do PS, tratou-se de uma vitoria esmagadora e histórica.
    Agora o primeiro passo é a formação de um governo credível sem a tralha do guterrismo, sob pena de este governo, mesmo com maioria não sobreviver os quatro anos da legislatura.
    E o futuro? Bem, as responsabilidades agora são muitas. Com um Presidente, um governo, uma maioria, não existem desculpas para o PS não resolver os problemas do país. Os portugueses esperam o tão prometido crescimento económico, o combate incessante ao desemprego e as reformas que o país tanto precisa.

    Outro dos grandes vencedores da noite foi o Bloco de esquerda. De 3 deputados passou para 8 deputados. Francisco louça tem razões para pular de felicidade. Somente um senão, o facto do PS não necessitar da bengala do BE.
    Estas eleições foi delegado de um partido a uma mesa de voto de leitores maioritariamente jovens. Nessa mesa de voto o BE foi a terceira força, com bem mais votos que o CDS e a quilómetros de distância da CDU. O BE com a sua mensagem agressiva, jovem, esta a conquistar no meu entender perigosamente muitas faixas do eleitorado jovem.

    Quanto à CDU, aguentou-se bem. Conseguiu pela primeira vez em muito tempo não perder votos. Jerónimo de Sousa esta de parabéns. A estratégia de não falar no debate e dessa maneira não dizer baboseiras, deu resultado.


    Quanto ao CDS, ao diminuir dos 8,7 % para os 7,3%, teve uma derrota. Mas não uma derrota por ai além. O CDS apesar da magnifica campanha que fez, foi penalizado pela presença no governo de Santana Lopes. O erro de Portas foi elevar em demasiado a fasquia. Parece-me a mim que o CSD sem Portas ficará órfão. Compete aos militantes fazerem compreender a necessidade de Portas se recandidatar. Afinal não estou a ver ninguém no PP com pedalada para carregar o partido.

    Por fim o grande derrotado da noite. Não falo do PSD, mas sim em Santana Lopes.
    Santana Lopes demonstrou ser um primeiro ministro incompetente, sem sentido de estado, demagogo, que acantonou o partido à direita populista. Para agravar, Santana não mostrou ser homem. Em vez de se demitir, agarrou-se à cadeira preparando-se para mais uma derrota no congresso. No PSD o slogan tem de ser “Santana - NUNCA MAIS”
    António Cipriano
    Estórias da eleição

    Ontem nas eleições legislativas, uma senhora de 66 anos foi votar pela primeira vez na vida. Na sua juventude, o Estado Novo estava instalado, após isso esteve algumas décadas emigrada mas esta estória mostra que nunca é tarde para ser um cidadão no pleno direito de votar.
    PP
    O regresso dos piores

    Temos então de volta quase todos os protagonistas do pior governo português após a Revolução dos cravos. Mas se até aí as notícias são más, saber que têm uma maioria absoluta, deixando-os a governar (?) o país e um Presidente da República do mesmo partido não augura um futuro nada brilhante para o país mas, como é costume dizer cada um tem o que merece e se calhar o povo português não merece melhor do que Sócrates para Primeiro-Ministro.
    PP
    Fragmentos de 20 de Fevereiro

    A campanha irritou-me. O discurso dos "colos", os boatos, os cartazes, enfim... toda a campanha negativa do PSD irritou-me. Por outro lado, ainda bem, porque assim a vitória sabe melhor. As campanhas negativas são sempre penalizadas, ou "o crime não compensa". Os números finais superaram largamente o que eu esperava, revelou-se uma maioria absoluta confortável. Algumas considerações a título avulso:
    - "Santana Lopes e Paulo Portas foram despedidos com justa causa" - genial, esta frase de Manuel Monteiro (que, saliente-se, mais uma vez conseguiu ter menos votos que o PCTP-MRPP);
    - Viseu - até aqui o PS ganhou, o Cavaquistão já não é o que era;
    - Quem perde as eleições, na minha óptica, nem é tanto o PSD, é mesmo Santana Lopes. O PSD, amanhã, tem outros nomes, melhores, para ocuparem o cargo de presidente do partido; agora, para Santana, o mito da invencibilidade acabou e, muito provavelmente, também a sua carreira política. Foi uma campanha muito centrada na sua figura e, como tal, também a derrota é muito associada à sua figura;
    - Pensei que o PP fosse ter mais votos. Fizeram uma campanha séria, apelaram a um engraçado "voto útil" e nunca pensei ver o dia em que Paulo Portas sairia assim da liderança do partido. Fez um discurso digno, desabafou e a verdade é que ele fez crescer o partido, esse é o legado que deixa aos populares;
    - A roçar o patético foi o discurso de Santana Lopes. Criticou os antigos líderes do partido mas resolveu não se demitir, apesar de assinalar que o desaire eleitoral é responsabilidade dele. Deve estar à espera para ser humilhado no congresso extraordinário do PSD;
    - Os eleitores não são míopes nem têm memória curta, como alguns comentadores querem fazer ver. Viram o que foi a governação da coligação e viram o que foi a campanha do PSD. Juntamente com o projecto do PS, essas foram as três razões fulcrais para o resultado histórico que o PS conseguiu alcançar;
    - Um dado interessante: em 2002, quando o PS sai após 6 anos de governação, consegue obter 37,84% dos votos; em 2005, quando o PSD sai após 3 anos de governação, fica-se pelos 28,7%. Acho que isto diz muito;
    - Para os críticos do Presidente da República, está aí a resposta. Afinal, Portugal não queria mesmo aquele governo cujo primeiro-ministro não chegou a ser eleito;
    - Aquele cartaz da JSD, que dizia, entre outras coisas "Que vitórias obteve?" (Sócrates) agora devia-se tornar peça de colecção;
    - Será que Santana Lopes ainda vai processar as empresas de sondagens?
    O país está de parabéns, mas era só uma questão de tempo.

    João Pedro

    sexta-feira, fevereiro 18, 2005

    Em que votamos no Domingo

    Todos os partidos interiorizaram uma cassete a escassos dias das eleições, de forma reforçada. Para Sócrates é a "necessidade da maioria absoluta", para Santana é "o regresso daqueles que fugiram", para Portas é "a fasquia dos 10% para evitar maiorias absolutas", para Louçã será "a vitória da esquerda sobre a direita", enquanto que Jerónimo anda com problemas de voz.
    A 48 horas, julgo útil reflectir sobre 3 pontos:
    1 - Francisco Louçã costuma insurgir-se contra uma suposta tendência de direita que o PS apresenta assim que forma governo; são as "políticas neo-liberais" que, na óptica do Bloco, o Partido Socialista vai ajudando a promover. No entanto, quando é para comparar a votação de toda uma esquerda contra a votação de toda uma direita, o BE cola-se rapidamente ao PS. Isto parece-me, no mínimo, incoerente;
    2 - Durante esta campanha, o PSD aludiu à fuga de Guterres. O PS optou por, nem por isso, devolver o "mimo". É que Durão Barroso também fugiu, fugiu depois de uma enorme derrota eleitoral. Fugiu por "tachismo" e deixou o país no marasmo que todos nós agora conhecemos. O próprio Santana Lopes já disse que, para além de Sampaio, um dos principais culpados pela actual situação é o próprio Durão (um pouco à imagem do que Bagão Félix tem feito em relação a Manuela Ferreira Leite). Tal situação nem admira; afinal, foi Durão Barroso que, um dia, disse que Santana Lopes "é um misto de Zandinga com Gabriel Alves";
    3 - Pode ter o valor que lhe quisermos dar, mas a verdade é que não é o Engenheiro Guterres que se está a candidatar contra Santana Lopes. Mas, e se fosse? Se formos ao site do Eurostat (organismo oficial da União Europeia) podemos comparar o estado da economia agora e em 2001. Aqui temos os valores do crescimento do país; por razões de ciclo económico, torna-se honesto comparar o nosso crescimento, não em termos absolutos, mas comparativamente ao resto da europa. Como é possível ver, por estes valores, Portugal, durante os governos de Guterres, convergiu com o resto da europa (crescimentos anuais do PIB acima da média europeia, excepto em 2000, que se cifrou ligeiramente abaixo). Para que não haja queixas acerca da "herança", vamos ignorar o ano de 2002. E em 2003 e 2004? Em 2003, Portugal DECRESCEU e teve mesmo a pior taxa de crescimento dos 25 países da actual UE; em 2004, Portugal apenas cresceu mais que Malta (e divergiu em relação à média europeia). Outra situação fulcral é a das finanças públicas, e os valores oficiais da dívida pública podem ser consultados aqui. Como se sabe, um dos princípios do PEC estipula que a dívida pública de um país da zona euro não pode exceder os 60% do PIB. Em 95, quando o PS forma governo, a dívida pública herdada foi de 64,3% do PIB. Em 97, ano da convergência nominal, a dívida pública era já de 59,1% do PIB. A partir daí baixou e, em 2001, era de 55,8% (e foi ano de eleições autárquicas, é importante salientar). Esta foi a herança para o governo Durão/Santana. Em 2003, a dívida pública foi de 60,3% e em 2004 ultrapassou mesmo esse valor, segundo dados provisórios.
    Não houve crescimento com o PSD. Não houve saneamento das finanças públicas com o PSD. A europa atravessou um ciclo de contracção, é verdade, mas isso não valida que Portugal tenha sido, durante estes anos, o último do pelotão.

    João Pedro

    quinta-feira, fevereiro 17, 2005

    Os Pequeninos

    O PCTP/MRPP, o maior dos pequenos partidos (36.000 votos nas europeias), parte para a campanha sob o slogan – “Ousar lutar, Ousar vencer”. Curiosamente trata-se do titulo dos ultimo livro de Garcia Pereira, com prefácio dessa grande figura da esquerda, Freitas do Amaral. Garcia Pereira, figura carismática do marxismo revolucionário, dono de um pequeno iate, no qual na companhia de um porto velho, reflecte sob os problemas do proletariado oprimido, já prometeu que em caso de eleição “vira o parlamento do avesso”. Confesso que Garcia Pereira é um cromo engraçado, que decerto no parlamento seria personagem central em muitos momentos hilariantes.

    O PND (33.968 votos nas europeias de 2004), partido da andorinha, que nada mais é, do que o resultado de uma birra de Manuel Monteiro, apresenta-se aos eleitores como o partido da família e da política limpa, livre de qualquer pecado. Apresenta como proposta inovadora, o enclausurar, as mulheres em casa, como domesticas, mães, submissas, estupidificadas de modo a agradar aos maridos, honestos trabalhadores, mediante a concessão de um salário atribuído pelo estado
    O POUS, partido da grande Carmelinda Pereira (com um enorme currículo de assaltante de Bancos no PREC), com sede num vão de escada de um bairro na Cova da Moura, procura como objectivo primordial duplicar o numero de votantes. Passar dos 10, para os 20 votos.

    PNR (8106 votos nas europeias), partido defensor do Portugal antes de 74, do Portugal rural analfabeto mas feliz. Defende um Portugal sem estrangeiros, fora Europa, num orgulhosamente só. Um Portugal da família, de donas de casa em que os seus maridos após o salutar convívio com as sua amantes, retornam à alegria do lar Mas o PNR também trouxe algo de positivo. Afinal qual o país da Europa desenvolvida que não tem o seu partido de extrema direita, radical, racista, reaccionário e nacionalista? A França, O Reino Unido, a Suíça, a Holanda , a Alemanha já há muito que tem o seu partido nacionalista. Portugal também não quis ficar a trás!!!

    PH( Partido Humanista - 13.200 votos nas europeias de 2004). Confesso que ainda não entendi o que é o PH. Nos seus tempos de antena, debitam um conjunto de banalidades, lugares comuns em que todos estão de acordo. Liderança, ideias inovadoras, ideologia, não existem. Talvez seja o partido daqueles que não sabem o que querem!!
    António Cipriano

    quarta-feira, fevereiro 16, 2005

    Debate - Vitória do Centro Direita

    Assistimos ontem a um debate vivo, interessante, em que ficou perceptível as capacidades de cada candidato. Os vencedores da noite foram em primeiro lugar Paulo Portas, seguindo de Santana Lopes.

    Portas, aproveitou, muito bem o seu tempo, focando os pontos fortes da sua governação, utilizando gráficos esclarecedores e bem feitos. Falou de emprego, apresentando as suas conquistas e desmontando por completo o argumento 150.000 empregos de Socrates. Novamente com um postura de estado e de responsabilidade, conseguiu demonstrar que era o elo mais forte do governo. Alias para completar o ramalhete, até deu a impressão que fez parte de um outro governo. De um governo que nada teve a ver com as confusões que existiram.
    Pontuação: Teve claramente um Bom Mais.

    Santana Lopes, igual a si próprio, com um discurso fácil, solto, debitando constantemente números, passou a imagem de conhecedor dos dossiers; de homem de estado, justicando os seus insucesso ora com a conjuntura internacional, ora com a pântano da governação guterrista. Trouxe gráficos, dados económicos, comparações, indicadores. Até parecia um verdadeiro primeiro ministro. Como ponto negativo somente alguma dificuldade inicial em se desenvencilhar do caso TOTTA levantado por Louça.
    Pontuação: Bom
    .
    Já o candidato socialista, José Socrates teve uma prestação fraca, inconsistente, não demostrado capacidades para primeiro ministro. Socrates voltou a ladainha habitual. As mesmas ideias, mas mais grave, os mesmo argumentos, as mesmas palavras. Repetitivo, maçador, chato mesmo. Quando questionado sobre os sacrifícios que os portugueses terão de suportar, fugiu como o diabo da cruz, da resposta. Sobre a segurança social, nada disse, a não ser a necessidade de mais um estudo. Para agravar, numa estratégia concertada, Santana e Portas deferiram ataques sem piedade contra Socrates, tendo este demonstrado muita fragilidade, e mesmo incapacidade para desmontar os ataques dos opositores. Com este debate ficou claro o falhanço da maioria absoluta por parte do PS. A Socrates valeu mesmo, foi a ajuda de Louça.
    Pontuação: Medíocre

    Quanto a Jerónimo de Sousa, o caricato aconteceu. Falta de voz a um comunista!!!! Este episódio demonstrou o nervosismo de Jerónimo, talvez por nunca ter andado nestas andanças. De qualquer das formas, aos olhos dos portugueses Jerónimo saiu como um coitadinho, e todos sabemos que os portugueses gostam de coitadinhos. Mas melhor ainda, Jerónimo, ao não falar, pelo menos não disse asneiras o que foi positivo.
    Pontuação: por não ter falado – Suficiente +

    Por fim Louça, igual a si mesmo, esteve bastante bem . Mais uma vez num registo de pregador puritano, daqueles que são donos da verdade e que nunca em tempo algum cometeram pecados, advogou, num comportamento inquisidor o queimar na fogueira dos “Bancos e Banqueiros”. A verdade é que o efeito surpresa da questão do TOTTA foi brilhante, marcando muitos pontos a Louça. Ao nível de políticas de governação Louça, qual apaixonado, deu os entenderes da sua abertura para um futuro casamento com Socrates.
    Pontuação: Bom

    António Cipriano
    O Vencedor do Debate

    Ontem assistimos a um fantástico debate televisivo. Os discursos do costume, as tretas de sempre, sem que nenhum tenha passado das acusações, soluções para os problemas do país é que ninguém ouviu. Partindo de uma analise de quem ganhou o debate apenas posso dizer, Santana e Sócrates empataram, conversas medíocres que apenas demonstram a incapacidade para liderar uma fabrica familiar de pastilhas elásticas, quanto mais de liderar um governo. Depois, um pouco acima, temos Paulo Portas, que deu exemplo do que fez, tem a vantagem de ter pertencido ao governo durante 3 anos, por isso era impossível não ter feito qualquer coisita, mas foi arrogante roçou a falta de educação deixando no ar o facto de ter feito tudo apenas com Bagão. Só falou na coligação a que pertencia quando a isso foi forçado. Francisco Louça, fez com que Santana se engasgasse, e foi ele que deu as dicas para Sócrates dizer qualquer coisa, mas com um discurso de acusação pura e dando apenas as propostas demagógicas, que soam sempre tão bem, logo esteve mal. O único candidato que numa escala hipotetica teria positiva foi, (e isto nunca esperei vir a dizer, mas demonstra como anda mal a nossa política), Jerónimo de Sousa, que ganhou por ter estado calado, forçado por questões de saúde é certo, mas assim não disse disparates e não se enterrou, coisa que aconteceria se ele tivesse vindo com a conversa marxista de à dois séculos atrás, aliás, quando consegui dizer alguma coisa perdeu alguns valores. Mas quem perdeu mais foi mesmo a paciência das pessoas que conseguiram ouvir o debate até ao fim!

    António Manuel Pinto S. Guimarães

    terça-feira, fevereiro 15, 2005

    Fernando Pinto

    Há alguns anos, se alguém afirma-se que a TAP iria ter um lucro de 15 milhões de Euros, essa pessoa seria no mínimo motivo de chacota, totalmente ridicularizada.
    No entanto, no ano de 2004, o improvável sucedeu!!!! A TAP teve um lucro de 15 milhões de Euros.

    Se tal ocorreu, deve-se em grande medida a Fernando Pinto. Fernando Pinto quando pegou na TAP, à semelhança da CP, esta era um sorvedouro de dinheiros públicos.
    Noticia na comunicação social ora pelos seus prejuízos ora pelas suas greves. Com Fernando Pinto tudo mudou. Apesar de uma envolvente complexa e desfavorável, a TAP voltou a ser um empresa rentável.
    Se em Portugal nunca nos esquecemos de criticar, também não nos devemos deixar de elogiar quem merece. Fernando Pinto, bem merece esse elogio, enquanto gestor e líder de uma equipa que revolucionou a TAP, trazendo-a para o rumo certo.

    Oxalá que no futuro governo, existam vários “Fernandos Pintos”, que revolucionem a Economia Portuguesa.
    António Cipriano
    Votar ou não votar ?

    Verónica, 19 anos, estudante de enfermagem, apesar de ainda não ter votado, não parece muito interessada nisso. O seu avó, Sr. Simão não quer acreditar na falta de interesse da neta.
    Afinal para que ele e outros, tinham sofrido e lutado durante décadas e décadas.?

    Verónica, perguntava-se, votar para quê? São todos uns maretas !!!

    - Bem o Santana sempre é um tipo bacano, gosta da noite, dos copos, de curtir. Mas trabalhar, não é muito disso.

    - o Socrates, parece um robot, cinzento, com uma conversa cheia de palavrões, de novas tecnologias. Não sei, mas não me parece um gajo muito confiavel. E depois dizem umas coisas dele...............

    - Jerónimo, sempre é divertido, gosta de dançar. E claro e o organizador da festa do Avante. Mas por outro lado o PCP é um partido de cotas. Não me ficava bem votar num partido de cotas
    - O Louça, esse é um gajo à maneira. É a favor das ganzas, das relações homossexuais, do aborto, e gosta de ferrar os ricos. Se votasse no Bloco, o meu pai nunca mais me perdoava!!!!


    Afinal em quem Voto? - pergunta-se continuamente, Verónica?
    António Cipriano

    segunda-feira, fevereiro 14, 2005

    Dia de S. Valentim

    Por onde quer que passo sinto a tua presença. O teu olhar marca-me os sentidos. No entanto, insistes em te esconder nas sombras, deixando-me a mim, numa inquietação constante, de procurar no vazio um sorriso que não conheço, mas que sonho continuamente, noite a pós noite. Hoje, dia de São Valentim desespero num silencio barulhento pela tua vinda. Espero encontrar hoje mesmo, os teu olhos escuros e doces. Espero contemplar as tuas formas, os teus seios hirtos e formosos, de me enamorar pela tua graciosidade Não fugas mais, caminha em minha direcção, e juntos numa cumplicidade de sentimentos, viveremos num simbiose perfeita estes últimos minutos deste dia de São Valentim.
    António Cipriano

    domingo, fevereiro 13, 2005

    Hinos Eleitorais

    Estas eleições para além das polemicas habituais e das trocas de mimos tem igualmente sido interessante ao nível da sua componente musical. É verdade que o grande êxito musical é sem sobra de duvida “Menino Guerreiro” do PPD/PSD. No entanto há que realçar os êxitos da cantora lésbica Dina ao ser a autora e interprete dos hinos da Nova Democracia e do CDS/PP. Facto Curioso este!!!!

    António Cipriano

    sexta-feira, fevereiro 11, 2005

    Não percebo!

    Parte da recente estratégia eleitoral do PP é deveras inusitada. Por outras palavras, estou boquiaberto.
    "Assim se vê a força do... PP!". O novo grito de guerra do PP soa a, soa a... pois...
    Ontem, Paulo Portas proclamou o seu próprio partido como sendo o "partido revolucionário do séc. XXI".
    Como se não bastasse, anteontem, o líder do PP foi apelidado de "Grande Timoneiro", pelo próprio partido. Será que isto soa um bocadinho maoísta?
    Não percebo!

    João Pedro
    Casamento

    Esta semana pelas ruas da cidade tenho encontrado em campanha algumas força partidárias. Em especial o Bloco de Esquerda e o CDS/PP. De qualquer das formas, achei interessante que na segunda feira a comitiva do Bloco de Esquerda, e a comitiva do Partido Socialista terem escolhido o mesmo local de campanha. Mas mais do que isso. Ambas comitivas conversavam alegremente em espirito jovial, naquilo que parecia aos olhos dos transeuntes um namoro, ou mesmo o preludio de um casamento eleitoral no curto prazo.

    Mas quem sou eu para falar de casamento? Afinal, eu nestes 26 anos de vida ainda não sei o que é gerar um casamento; não sei o que é um sorriso de uma noiva, eu nunca me casei!!!
    Por isso deixo a interpretação desta cenário de namoro aos entendidos.
    António Cipriano
    Estudante deslocado não vota!

    Desde os meus 18 anos, sempre gostei de poder exercer o meu direito/dever de voto, contestando abertamente todos os abstencionistas, especialmente aqueles que não votavam por acharem que o seu voto não contava para nada e porque não ia decidir nada, ou então porque pensam que votar é perder tempo. Sempre lutei contra este pensamento, mas o meus governantes decidiram, não à muito tempo, que eu deveria ser mais um abstencionista, eu e todos quantos estão a estudar longe da sua area de residência e que não têm disponibilidade para gastarem cerca de 150€ para irem até às suas casas para votar. Ou seja todos os políticos falam que a abstenção é negativa e prejudicial para a democracia, mas acabam por legislar a favor da abstenção quando negam o direito de voto dos estudantes. Para tornar a situação ainda mais caricata parece que os estudantes são o grupo exclusivo, visto que policias, militares, presos, funcionários ferroviários, entre outros podem exercer o seu direito/dever de votar estando deslocados do seu local de residência. Assim só me resta ficar resignado e esperar que daqui a algum tempo ninguém me venha prender por eu manifestar a minha vontade de votar, porque assim não há democracia que resista.


    António Manuel P. S. Guimarães

    quinta-feira, fevereiro 10, 2005

    Aposta de Cunhal

    O Jornal Publico noticia que Álvaro Cunhal aposta numa maioria Absoluta do Partido Socialista. Segundo fonte segura (o primo da empregada de limpeza de Francisco Louça, cujo cunhado tem uma madrasta que é irmã do Jardineiro de Álvaro Cunhal), Alvaro Cunhal apostou 25 Euros na vitoria do PS com maioria absoluta.


    António Cipriano

    quarta-feira, fevereiro 09, 2005

    Vamos a votos!

    A pouco mais de dez dias das eleições, os principais candidatos continuam a tentar cativar a população, Sócrates com o crédito em boatos absurdos como é o de Cavaco Silva apoiar uma maioria PS. Falta de argumentos é o mínimo que se pode dizer. De tudo o que ele diz e faz, só numa lhe dou razão, no título dos cartazes: “Voltar a acreditar!” é preciso muita fé mesmo para acreditar nele e na sua equipa. Veja-se o caso de Fernando Gomes, ex-ministro que até ele mesmo foi vítima de um roubo enquanto estava a cumprir a sua agenda política, Jorge Coelho, o yes man, que se demitiu com o caso da ponte Heinze Ribeiro, que provou a mim que ele estava longe de ser um homem com H maiúsculo. Homem que se preze no seu caso, teria dado início às buscas e teria ido ao local prestar todo o apoio possível em vez de se demitir e refugiar, deixando a batata quente nas mãos de Guterres. Temos Maria de Belém que todos consideramos uma nulidade, a quem foi criado um Ministério sem sentido apenas para ela possivelmente fazer uns manjares, pois aquilo era mais que um tacho, aquilo era uma panela de pressão. Quem temos mais, deixa ver: Guilherme de Oliveira Martins, João Cravinho, Pina Moura, tudo apostar que levaram o país ao que Guterres chamou de pântano e claro para finalizar António Vitorino que não teve coragem de concorrer ao lugar de secretário-geral do partido e que infelizmente nem artes de ventríloquo tem pois quando fala, fala por si e não por Sócrates, mostrando o fosso que existe entre ambos. Há poucos meses, vimos que a população americana caiu no erro de reelegeu Bush, espero que os portugueses dia 20 deste mês não caíam no mesmo erro de eleger um candidato que só sabe dizer: “Os portugueses dia 20 vão julgar” e “ o senhor está confundido”. Obviamente que os meios de comunicação mais parciais quiseram considerar no mínimo um empate esse debate e no máximo uma vitória para Sócrates, o que parece ser retirado de toda e qualquer credibilidade. Num Portugal melhor ao nível de alternativas, Sócrates não tinha lugar numas eleições legislativas, quanto mais querer ser o novo PM. Esperemos que os portugueses sejam diferentes do povo americano e que não voltem a acreditar em pessoas que foram responsáveis pela pior governação de Portugal pós-25 de Abril, sendo todos indignos sucessores de Cavaco Silva e dos seus ministros.
    PP

    segunda-feira, fevereiro 07, 2005

    Voltar a Acreditar

    O Slogan de campanha do Partido Socialista é “Voltar a Acreditar”. Pretende o PS passar um imagem de credibilidade e competência. No entanto qualquer eleitor minimamente esclarecido tem dificuldade em entender este slogan.

    Como é possível “voltar a acreditar” no PS, quando este apresenta como candidatos a deputados:

    - Pina Moura (cabeça de lista pela Guarda); aquele que Prof. Sousa Franco considerou o pior Ministro das Finanças deste os tempos de D. Maria
    - João Cravinho (cabeça de lista por Faro), o responsável pelo buraco financeiro das SCUTS
    - Guilherme de Oliveira Martins (candidato pelo Porto), o Arquiduque do Défice e da Despesa Publica, conhecido como o Mister Bean das Finanças
    - Fernando Gomes (candidato pelo Porto), o ministro demitido por Guterres, motivo de chacota de todo o Portugal pela sua irresponsabilidade genética e empregado de mesa de Pinto da Costa aos Fins de Semana.
    - Maria de Belém (candidata por Lisboa), responsável pelo caos do sistema de saúde e personagem principal da anedota política do Ministério da Igualdade.
    - Leonor Coutinho (candidata por Lisboa), figura mediatica pelo celebre caso que teve com um cidadão dos PALOP´s, que passeava alegremente pelas ruas de Lisboa com o Mercedes do Estado.

    António Cipriano

    sábado, fevereiro 05, 2005

    Acidentes nas auto-estradas com condutores em contramão

    Segundo estatísticas recentes o ano de 2004 teve menos acidentes provocados por pessoas a andar em contramão na auto-estrada. Relembro que isso se passou durante o governo PSD, da mesma forma que tivemos o Janeiro mais seco desde há cem anos, promovido pelo PM Santana Lopes. Estes são mais alguns factos a juntar áqueles que ele revelou no debate de quinta-feira.
    PP

    sexta-feira, fevereiro 04, 2005

    Não é assim que alguém muda de ideias

    Achei muito fraco o debate entre os dois principais candidatos. Não aqueceu nem arrefeceu, como se costuma dizer.
    O editor executivo da revista Visão faz aqui a sua apreciação do debate. Não sei se concordo inteiramente, mas não deixa de ser uma apreciação interessante.
    "Eu tenho um sonho" - Pedro Santana Lopes no seu "melhor".

    João Pedro
    Debate

    Assistimos ontem a uma debate morno, demasiado morno, sem sal, sem picardias e não esclarecedor. O formato americano do debate em cada ajudou à vivacidade dos 90 minutos de discussão. Continuo a preferir os debates à antiga portuguesa, com troca de mimos, zaragatas, e muita emotividade. Nada melhor do que um discussãom como o debate dos anos 80 entre essas duas figuras de esquerda, Mário soares e Freitas do Amaral.
    Podem dizer que estes são ainda menos esclarecedores. Mas desde quando um debate tem de ser esclarecedor? O que se procura determinar é a fibra dos candidatos.

    Quanto a resultado tivemos um empate, com vantagem mesmo assim para Santana Lopes.
    Socrates, numa postura rígida, imóvel, surgiu aos olhos dos eleitores mais uma vez como uma figura fria, pouco humana. Socrates parecia um robot, limitando-se a debitar um a cassete predefinida num qualquer software de discurso político. Não trouxe nada de novo, simplesmente a confirmação de que se trata de um candidato frágil, de plástico.

    Santana Lopes apesar de todo, sempre mostrou uma postura humana, com emotividade, debitando números, para passar a imagem que conhece os dossiers. Santana toca mais aos leitores. Santana tem muitos e muitos defeitos, alguma virtudes, mas sempre é uma personagem de carne e osso, não um autómato como Socrates.
    António Cipriano
    O Debate de ontem


    Para Francisco Louçã, Santana saiu um homem derrotado do debate de ontem. É caso para rir, pois Louçã nem viu o debate, pela mesma hora ele fazia um discurso salientando Sócrates e o governo socratiano. Afinal quem é o derrotado? Louçã a apoiar o candidato de outro partido, seu concorrente directo, mostrando-se parcial perante o testemunho de um amigo de uma irmã da cunhada do primo que lhe disse que Sócrates derrotou Santana no debate? Pois bem, senhor Louçã, eu vi o debate e não achei que Santana fosse um homem derrotado, conhecendo bem ambos os outros candidatos, onde Santana pode ser acusado de muitas coisas mas, nunca de não possuir o dom da palavra e outro candidato é um imitador do estilo de Santana e quem é visto como segunda escolha pelos militantes do seu próprio partido não é bom presságio. Durante a primeira parte, as frases chaves de Sócrates foi “Dia 20 os portugueses vão julgar!” (qual o espanto é o dia das eleições é óbvio que os portugueses vão votar) e “você está confundido!” (o que é normal, Sócrates meteu os pés pelas mãos). Um dos casos que mostram a incapacidade de Sócrates foi quando Santana pegou na promessa dele pôr o inglês no ensino básico e disse que o inglês já estava no ensino básico, pois o ensino básico é até ao 9º ano.
    PP

    quinta-feira, fevereiro 03, 2005

    A Pré Campanha dos Horrores.


    Portugal vive a pior pré-campanha eleitoral de sempre, não consigo perceber quais as ideias de cada um, ouço apenas fait-divers, conversas de treta, conversa de caça ao voto. Deparo-me com uma pré campanha vazia de ideais, em que todos se acusam, em que todos se culpam, uma pré campanha onde ninguém consegue dar razões palpáveis para ser eleito Os ideais de antigamente foram substituídos por teorias de marketing e de “vendedores de imagem”, que mais parecem vendedores de banha da cobra.
    Para dar uma pequena ideia sobre o que se passa, vou dar o exemplo de um cabeça de lista, que ainda é ministro, a defender o levantamento popular em Coimbra para impedir a entrada de outro candidato na cidade, um incitamento puro à violência. E isto ainda é o início, não me atrevo sequer a imaginar o que irá acontecer na campanha oficial. Mas não posso deixar de sentir medo, muito medo, por apenas imaginar que o meu país vai ser governado por pessoas de tão baixo nível.

    António Manuel Pinto Silvério Guimarães
    Guerra Civil
    Portugal apesar de não se aperceber vive um guerra interna que corrompe muitas e muitas famílias. Uma guerra que todos os dias faz vitimas inocentes. Essa guerra não se passa lá longe no Iraque, na Bósnia, no Kosovo, em Timor, mas bem no meio do país.
    Todos os dias as estradas são manchadas de sangue, pela irresponsabilidade, pela insensatez dos condutores portugueses. Mas por estranho que pareça ninguém fala desta guerra.
    Ainda esta semana, cinco jovens militares perderam a vida num acidente de viação no IP4. Tivessem morrido no Iraque em missões típicas da sua profissão e o país tinha virado do avesso. Manifestações, greves, revoltas, pressão jornalística agitariam o país num mar de revolta. Por muito menos já se fizeram revoluções. Governos, ministros seriam responsabilizados, julgados apedrejados pela opinião publica. Mas Portugal é um país de paradoxos, em que o que não é noticia na comunicação social não é nada de relevante. Ontem foram cinco militares, hoje quem será o premiado da roleta russa?
    António Cipriano

    quarta-feira, fevereiro 02, 2005

    Menino Guerreiro

    De há uns anos para cá que as campanhas eleitorais são dominadas por equipas de especialistas brasileiros de marketing político, que tentam quanto possível vender um candidato como se trata-se um sabonete, ou um detergente.
    Mas às vezes esses pseudo especialistas brasileiros perdem totalmente o juízo ou a noção da realidade, optando por estratégias de marketing totalmente descabidas. Exemplo deste facto é a Musica Menino Guerreiro escolhida para abrilhantar a apresentação de Santana Lopes.
    Na referida canção Santana é apresentado como “Menino Guerreiro” “ um homem que se humilha-se Se lhe castram os sonhos” Um homem que também chora” . No mínimo Patético e Brejeiro. Santana não mudes de especialistas de marketing não!!!!

    Fica aqui abaixo a letra da brilhante musica. Mas se quiserem mesmo divertirem-se vão a www.psd.pt ( lado esquerdo do site - Campanha – Áudio - Menino Guerreiro)

    Um homem também chora
    Menina morena
    Também deseja colo
    Palavras amenas
    Precisa de carinho
    Precisa de ternura
    Precisa de um abraço
    Da própria candura
    Guerreiros são pessoas
    São fortes, são frágeis
    Guerreiros são meninos
    No fundo do peito
    Precisam de um descanso
    Precisam de um remanso
    Precisam de um sonho
    Que os tornem refeitos
    É triste ver este homem
    Guerreiro menino
    Com a barra de seu tempo
    Por sobre seus ombros
    Eu vejo que ele berra
    Eu vejo que ele sangra
    A dor que traz no peito
    Pois ama e ama
    Um homem humilha-se
    Se lhe castram os sonhos
    Seu sonho é sua vida
    E a vida é trabalho
    E sem o seu trabalho
    Um homem não tem honra
    E sem a sua honra
    Morre-se, mata-se
    Não dá pra ser feliz
    Não dá pra ser feliz
    António Cipriano

    terça-feira, fevereiro 01, 2005

    Quem Copia Afinal?

    Muito tenho lido e ouvido sobre as estratégias de campanha do P.S., em que alguns dizem que não passa de cópias das campanhas do P.S.D., falando inclusivamente sobre o facto de Sócrates ser um clone de Santana Lopes, mas a única coisa que eu consigo ver, ou aliás, ouvir é o novo “hino” do P.S.D. que é a música composta por Vangelis para o filme 1492. Se a memória não me falha essa era a música que Guterres utilizava nas suas campanhas para primeiro ministro, por isso fica a questão, afinal que copia quem?

    António Manuel Pinto Silvério Guimarães
    Modas

    Na actualidade qualquer pessoa que pretenda esta in, tem necessariamente que cumprir dois critérios. Por um lado tem de estar com gripe, e por outro lado, tem de ser intimado a ser ouvido na Policia Judiciaria.

    Pessoalmente como gosto de acompanhar a moda, já adquirir a referida gripe.
    Agora só me resta esperar impacientemente pela intimação da Policia Judiciaria, para poder ser convidado para as festas da Discoteca Capital, e para ser alvo de uma reportagem na revista Caras.
    António Cipriano
    António Vitorino
    Se alguém cai-se de paraquedas em Portugal e nada conhecesse da política nacional, e se tivesse a oportunidade de ver a entrevista de António Vitorino na 2: pensaria que este, com toda a certeza era o líder do PS e candidato a primeiro ministro. António Vitorino, com um discurso pensado estruturado, discorreu com elegância e firmeza de convicção sobre a generalidade dos problemas que afligem Portugal.

    No entanto e sem que se perceba bem porque, o líder do PS não é Vitorino mas Socrates.
    Socrates ao contrario de Vitorino é uma personagem sisuda, de plástico, sem convicções ou certezas. Um Sofista e não um Filosofo.
    António Cipriano