quarta-feira, julho 20, 2005



Guerra dos Mundos


Fruto de uma boa promoção de marketing, a "Guerra dos Mundos" de H. G. Wells, adaptada ao cinema por Steven Spielberg, é claramente o filme do momento. Neste contexto não pode deixar de ir ver.
Confesso que foi uma desilusão em toda a linha. O Filme a “Guerra dos Mundos” é uma simbiose em negativo de “Signs” de Mel Gibson, do "Dia da Independência" de Will Smith, de “Marte Ataca” de Tim Burton, com um drama familiar de um pai (Tom Cruise) irreverente e pouco dado a responsabilidades, com uma relação problemática com dois filhos adolescentes. Toda enredo limita-se a contar a fuga dos humanos dos tenebrosos e sanguinários extraterrestres. Estranhamente e na continuidade dos outros filmes do género, os alienígenas aparentemente indestrutíveis, e apesar de programarem a invasão da Terra ao pormenor durante séculos, são destruídos por umas simples gotas de água!!! Caricato!!!
Por que será que os extraterrestres são sistematicamente apresentados cinematograficamente como seres feios, horrorosos, intelectualmente superiores mas absolutamente sanguinários? Triste visão esta do Universo!!!
Para compor o ramalhete, numa das cenas do Filme, a personagem que faz de filho de Tom Cruise a certa altura, pergunta se tais criaturas estranhas terão vindo da Europa?
Positivo o mesmo só a representação da jovem actriz Dakota Fanning, magnifica, com pormenores de realização a lembrar muito o AI (Inteligência Artificial) também de Spielberg.

António Cipriano

segunda-feira, julho 18, 2005

Independência quanto antes

De há umas semanas para cá, quase não dia que passe, sem existirem declarações sem nexo, brejeiras e sem razão de ser de Alberto João Jardim.
Pergunto para quando a independência da Madeira?
António Cipriano
Mais Greves

E lá aconteceu mais uma greve da função pública, mais uma greve daquelas que eu considerei como irresponsáveis num post passado. Reafirmo que a greve é um direito que assiste a todos mas que deve sempre ser utilizada com RESPONSABILIDADE, coisa que não tem acontecido. Se alguém tem dúvidas da irresponsabilidade desta última greve basta pensar um bocadinho e reparar nos factos curiosos desta greve. Para começar foi marcada para uma sexta-feira, ou seja, de forma a criar um fim-de-semana alargado, depois fez com que o patrão (estado) não pagasse um dia de ordenados, ou seja, um favor para o orçamento de estado que poupou um dia de salários para centenas, se não milhares, de funcionários, mas fazendo com que os utentes saíssem prejudicados nas suas vidas. Mais uma vez lembro que existe outros modelos de greve como a “greve de zelo”, que quanto mais não fosse, melhoraria a imagem que a opinião pública tem dos grevistas e das greves, um modelo onde todos têm a ganhar menos o patrão, ou seja, uma greve justa que prejudica que deve, mas que implica estar no local de trabalho em vez de ir até à praia.
Continuem assim e daqui a muitos anos talvez vejam o resultado nefasto a que esta atitude pode levar, e quando revivermos um período igual a 1926-1974 (que eu espero que não se repita)! é que vamos chorar por tanta irresponsabilidade.

António Manuel Pinto S. Guimarães
Correios nas Caldas

Tinha combinado com dois amigalhaços ir até praia, ficou combinado o encontro em casa de um por volta das 14 e 30 e à dita hora lá estava eu! Enquanto nos dirigíamos para o carro, um dos meus amigos foi pôr uma carta no correio, mas como ele não tinha envelopes correio azul, lá tivemos que entrar no posto dos correios para comprar um. E aqui começa o pesadelo! Entramos nos correios e pronto, foi como entrar numa outra dimensão da cidade, um dimensão onde estava tanta gente que mais parecia um sitio onde estavam a distribui dinheiro, o que não era o caso pois estava tudo com umas “valentes trombas”. Passamos claro está pelo ritual cerimonial dos correios que é o retirar a senha, que tinha o número 511, um simples número de três algarismos que nos informava que à nossa frente estava quase tantas pessoas como aquelas que estavam dentro do posto. Toca de esperar, conversar sobre tudo e mais alguma coisa, ver o quão irritante consegue ser quando alguém fica horas no balcão o que faz com a máquina dos números não avance. É certo que o tempo ia avançando, mas não é menos certo que a fila não. Por fim chegou a nossa vez, entregou-se a maldita carta, pôs-se o maldito selo, pagou-se por este divertido momento e fomos embora. Já cá fora, alguém decidiu olhar para o relógio para nos dar a notícia de que tínhamos passado cerca de 4 horas nos correios. Bem, era certo que o dia de praia estava arruinado e nada como umas partidas de snooker para tentar esquecer esta tarde “tão bem passada”.
Isto é um conto que eu decidi escrever, baseia-se em alguns factos reais que ficaram até à linha 15, pois nós apanhamos um excelente dia de praia. Agora pensa o nosso leitor: e porque é que eu tive que ler esta valente seca? Uma pergunta razoável e que merece uma explicação que passo a dar a seguir. Embora não tenhamos passado quatro horas no posto dos correios, é certo que passamos muito tempo e que apanhamos uma valente estopada, tudo porque numa cidade com cerca de 50000 mil habitantes, algum carola decidiu que apenas um posto chegava. Achou também que dentro deste posto deveriam estar apenas três funcionários a trabalhar nos balcões, mas se o posto tivesse apenas três balcões, pois só assim era compreensível, mas visto que tem mais uns quantos balcões, a situação torna-se no mínimo irresponsável e anedótica. Para este cenário ficar ainda mais caricato devo lembrar o nosso paciente leitor que alguns postos das freguesias da cidade têm vindo a fechar, o que promete tornar a situação ainda mais caótica. Acho que quem toma estas decisões deveria um dia ir pôr a sua própria correspondência no correio e ter que utilizar os serviços no interior no posto, para saber como sofre o cidadão comum, porque se é certo que nós a seguir fomos à praia, muitos são aqueles que vão aos correios em serviço e que esta perda de tempo não abona nada a favor da produtividade que se anseia que aumente no nosso país.

António Manuel Pinto Silvério Guimarães

Telhados de Vidro (A Sequela)

E pronto, Alberto João Jardim voltou à carga! Aquele homem não consegue mesmo passar muito tempo sem dizer disparates e depois quando os diz, numa atitude de teimosia, vai defendendo as suas afirmações por mais idiotas e infelizes que elas tenham sido. Para defesa das ditas, Alberto João atirou em todas as direcções, disparou para o governo, disparou para os continentais, disparou para o Presidente da Republica e disparou, numa atitude inédita, para o líder do seu partido. Bem sei que Marques Mendes, não é o bem amado do Alberto João, pois é publico que ele tinha uma adoração especial pelo líder anterior, pois ele sabia bem que com Santana Lopes seria bem fácil extorquir tudo quanto queria. Sei também que os responsáveis máximos deste país preferem ignorar o Alberto João, não lhe dar muita importância, porque ele definitivamente é daquelas pessoas que cada vez que abre a boca, só se prejudica a si próprio. Agora espero que Alberto João decida voltar a ir a Lisboa para “partir a loiça”, tal como ele fez nos tempos de Mário Soares, em que disse que “ia fazer isto e aquilo”, que “todos iam ter medo dele” e não sei lá o que lhe disse o Presidente da Republica da altura, mas seja lá o que tenha sido pôs Alberto João num estado tal de mansidão, assim como um menino que se porta e mal e que recebe um valente “correctivo”. Quanto a Marques Mendes, bem sei que a dimensão de um presidente de um governo regional é bem maior do que a dum simples autarca e que essa jogada poderia ter consequências imprevisíveis e nefastas, mas parece-me que se ele quer mesmo dar mais credibilidade ao seu partido, deverá começar a pensar na “sucessão” deste indivíduo, que já leva quase tantos anos de governação como Salazar, ou seja, anos a mais!

António Manuel Pinto Silvério Guimarães

quinta-feira, julho 14, 2005



Anjos e Demónios


Com “Anjos e Demónios”, Dan Brown volta a desenvolver uma trama histórica-religiosa, explorando os mistérios da igreja que povoam o imaginário dos leitores.
Como no “Código Da Vinci”, temos um homicídio estranho, uma ordem antiga secreta que procura a destruição da igreja, mitos renascentistas, pintura clássica, adensado por uma dose de mistério, jogos de símbolos, perigos variados, mortes, que compõe um puzzle de um thriller não inovador mas interessante.
Ideal para uma leitura descontraída em tempo de ferias.
António Cipriano

terça-feira, julho 12, 2005

Sempre a subir

O Banco de Portugal anunciou hoje, a previsão para o crescimento da economia em 2005, sendo este o reflexo das altas taxas de crescimento prometidas pelo governo socialista.
O valor recorde de crescimento económico previsto para 2005 fixa-se no inacreditável numero de 0,5%. Que grande vitória esta do governo!!!!

António Cipriano

segunda-feira, julho 11, 2005



Sbrenica

Faz hoje exactamente dez anos, que a Europa testemunhava numa atitude quase indiferente, o maior massacre étnico desde a segunda guerra mundial.
Em 1995, cerca de 8000 pessoas inocentes foram executadas simplesmente porque eram muçulmanas . Os responsáveis pelo inferno de Sbrenica, o general servio Mladic e o político Karadzic, estranhamente continuam desaparecidos e livres das garras da justiça.
Mas mais estranho, é que passado dez anos ainda existem muitos na Bósnia e na Servia, que apoiam e justificam, incondicionalmente os actos de horror dos criminosos Mladic e Karadzic.

António Cipriano

sábado, julho 09, 2005

5000 Visitas

Esta semana ultrapassamos a barreira psicológica das cinco mil visitas.
Não sei se nas ciências ocultas o numero cinco mil tem algum significado particular. Se augura ventos de esperanças, ou caminhos sombrios.
Para a “Cumplicidade da Alma” só traz energias positivas, sendo mais um estimulo para continuar a compartilhar pensamentos duvidosos com todos vos.
Para o caminho que se segue, apenas prometemos ser iguais a nós próprios, fazendo deste espaço um ponto de livre reflexão, subjacente em opiniões criativas, mordazes, satíricas, feitas com muito prazer, sem esforço ou sentido de obrigação.
Uma palavras especial para os meus 3 cúmplices e amigos de sempre, Paulo Pinheiro, António Guimarães e João Pedro, sem os quais este blog não teria sentido.
E claro, um obrigado e um abraço forte para todos os leitores.

António Cipriano

sexta-feira, julho 08, 2005

Um Governo até 2009!!

Para quem pensa que votou num Governo sem nenhuma ideia de jeito e que todas as medidas que toma são absurdas desengane-se, este governo tem uma série de medidas para se manter no poder até 2009, a saber:
1- Esperar que na época 2005/06, o Benfica seja campeão para aumentar os impostos e a gasolina;
2- Esperar que na época 2006/07, o Benfica seja campeão para aumentar os impostos e a gasolina;
3- Esperar que na época 2007/08, o Benfica seja campeão para aumentar os impostos e a gasolina;
4- Esperar que na época 2008/09, o Benfica seja campeão para aumentar os impostos e a gasolina.
PP
O que eu fazia com os 69 milhões de jackpot?

Era fácil, comprava o Governo e depois mandava-os para a reciclagem, exceptuando o Sócrates, esse mandava para uma co-incineradora, assim podia constituir um Governo com pessoa competentes.

PP
A Indiferença

Após mais um terrível atentado, noticiado por todo o Mundo, é de realçar a indiferença com que as pessoas olham para este horror. Devido à presença ainda fresca na memória de atentados recentes, este acaba por ser encarado como algo quotidiano. Será esta a maneira de vencer o terrorismo? Sem medo e com uma grande aceitação como se fosse vulgar acontecer?
PP

quinta-feira, julho 07, 2005


Energia

Em termos energéticos, Portugal na UE é o país com a maior taxa de dependência energética do exterior, nomeadamente das energias fosseis. A dependência excessiva do petróleo produz consequências negativas no país, quer em termos ecológicos, quer em termos económicos, agravado em muito, a despesa nacional.
No entanto, Portugal, não está condenado a esta situação. Sol, vento e marés, são oportunidades energéticas desperdiçadas pelo país.
Numa das emissões do Telejornal da RTP foi noticiado esta semana, que um projecto de energia eólica, demorou sete anos a ser concretizado, sendo um ano gasto na construção, e seis anos em licenças e aspectos burocráticos !!!
Portugal é assim, queixa-se dos problemas, mas arranja todos obstáculos possíveis para as soluções não se concretizarem.
Dizem que é o fado nacional !!

António Cipriano

segunda-feira, julho 04, 2005

Contas e Enganos

Corre nos corredores do Palácio de Belém que por recomendação do Presidente da Republica o desempenho dos cargos de Ministro das Finanças e Governador do Banco de Portugal, passa a implicar a aprovação num exame de aferição de Matemática realizado aos candidatos aos referidos cargos.
Visto que a medida não é retroactiva, o Governador Vítor Constâncio e o Ministro Campos e Cunha, apenas têm de frequentar uma acção de reciclagem em raciocino matemático, em adição e subtracção, na escola primária Pedro Hispano na Amadora.

António Cipriano

sábado, julho 02, 2005

Dúvida existencial

Será que o visitante número 5000 do blog vai ter direito a prémio?

João Pedro

sexta-feira, julho 01, 2005

Gasolina

Lá para os lados de São Bento, a canção "sensação do momento" do elenco socialista é Gasolina de Daddy Yankee, embora numa versão mais adaptada à realidade governamental, é ouvir Sócrates a cantar e a dançar "Aumenta a gasolina! Aumenta a gasolina!" Desde hoje, que ao ritmo desta música acrescentaram uma letra diferente: "Aumentámos hoje o IVA! Aumentámos hoje o IVA!"

PP
Batman Begins


Sempre que vi um dos filmes da sequela Batman, jurei sempre de pés juntos, nunca mais voltar a ver qualquer novo filme da serie. Apesar disso, por razões variadas acabei sempre por os ver na grande tela, e desta vez não foi excepção. Confesso, que sempre achei um pouco incongruente e idiota, a ideia um homem vestido de morcego andar de telhado em telhado a combater o crime.
A verdade é que as adaptações ao cinema da história original de Bob Kane de 1926 não foram bem conseguidas. Com Tim Burton, apesar de uma Gotham City com ambientes ricos, sombrios e grandiosos, tivemos um Batman algo sisudo, fraco, com pouca alma, apagado face a personagens magnéticas e cheias de energia como o Joker de Jack Nicholson, e CatWoman.
Com Joel Schumacher - o descalabro. Joel Schumacher, limitou-se a realizar duas sequelas do Batman em estilo fast food, num deja vue, que nada trouxe de novo, a não ser, cenas de luzes e efeitos especiais berrantes cheios de gadjets, mero baile de mascaras, óptimo para um publico pouco preocupado com o enredo.

Com todo este historial esperava-se de Batman Begins, mais do mesmo. Ao contrário do esperado, fiquei agradavelmente surpreendido. Batman Begins, de Christopher Nolan retracta Batman como nunca foi tratado, num caracter freudiano. Ao contrário dos outros filmes, todo o enredo do filme é receentrado na personagem do Batman.
Batman é apresentado ao espectador como um homem normal, cheio de duvidas, de traumas, nervoso, frágil, numa Gotham neo-realista, sombria cheia de problemas e individualismos, similares às dimensões das metrópoles do mundo real Temos um Batman vulnerável, imensamente humano, utilizando as suas incapacidades e medos, como força para combater o mal e as falhas sociais do crime .

Se tiverem tempo vão ver. Batman Begins è um filme interessante.

António Cipriano

terça-feira, junho 28, 2005


A Nomeação

Mais uma noticia de última hora descoberta pela central de noticas de "Acumplicidade", depois da nomeação de António Guterres para Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, agora foi a vez de Kofi Annan nomear Fernando Gomes, o actual administrador da GALP, para comandar os destinos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). Quanto questionado pelos jornalistas Kofi Annan justificou a escolha dizendo que, e passo a citar: “fiquei impressionado com o tamanho do tacho do Dr. Fernando Gomes”...”Com um tacho tão grande ele deve conseguir alimentar meio mundo!”.
Fernando Gomes deu entretanto uma conferência de imprensa, dizendo que estava muito feliz, e que apesas de não perceber nada do que cargo e de reconhecer que não fazia a mínima ideia de como aquilo funcionava, que isso não fazia mal nenhum e que aceitava esta tarefa sem hesitar!

António Manuel Pinto S. Guimarães
Petróleo no Vaticano

Noticia de última hora, foi descoberta uma enorme jazida de petróleo directamente debaixo do Estado do Vaticano. Minutos depois de anunicada a descoberta George W. Bush pediu uma reunião de emergência na ONU para investigarem a forma de eleição do Papa. O presidente americano declarou que o Papa não foi eleito de uma forma democrática e que por isso os Estados Unidos têm a responsabilidade de reporem a democracia no pequeno estado, e que vão avançar com ou sem o aval das Nações Unidas.

António Manuel Pinto S. Guimarães

Independência ou “Vã Glória de Mandar”

Durante anos e anos, uma série de países lutou contra a opressão que lhes era imposta pelos seus colonizadores. Um movimento que surge patrocinado primeiro pelos Japoneses logo após a Segunda Guerra Mundial, depois pelo movimento dos Não Alinhados que apadrinhou a Conferência de Bandung, com planos claros e responsáveis mas que a intervenção das duas super potências da altura estragaram, porque a sua ajuda nada mais era do que forçar o fim do domínio dos colonizadores antigos para imporem o seu próprio jugo. Durante a década de 50 aconteceram as guerras de independência na Ásia e na década de 60 foi a vez das guerras de independência em África. E depois de guerras, algumas particularmente sangrentas, como foi o caso daquelas em que Portugal esteve directamente envolvido, estes países conseguiram garantir a sua independência nacional. Algo que é um direito sagrado de todos os povos, a sua autodeterminação dentro do seu espaço de origem. Mas esta independência estava condenada à partida, porque ela não pode acontecer devido a diversos factores, que se devem a algumas ferramentas fundamentais para garantir a estabilidade. Este novos países não tinham essas ferramentas e o resultado foi catastrófico, especialmente em África, pois as antigas divisões feitas pelos europeus, não passavam de riscos feitos em cima de uma mapa e que não tinham em atenção nada que não fosse o seu próprio interesse. Logo etnias e tribos diferentes estavam dentro do mesmo espaço no mapa. Depois da independência começaram logo a surgir problemas devido aos ódios ancestrais entre tribos e etnias que tinham velhas rivalidades que tornava praticamente impossível a convivência entre elas, porque os membros de uma etnia nunca seriam de aceitar o domínio político de um membro de uma outra etnia. Assim fomos assistindo ao início das guerras que ainda hoje perduram. Mas isso foi ouro sobre azul para as potências que dominavam o mundo, porque poderiam patrocinar as forças que lhes eram mais favoráveis a troco de pilhagens maciças de recursos. Assim estes povos eram independentes na teoria, com um governo independente, oligárquico e ditatorial que beneficiava do apoio tanto da URSS como dos EUA a troco de petróleo, diamantes, ouro, etc. Resumindo ofereciam todos os recursos naturais que os seus países possuíam, a troco de armas, vivendo como príncipes enquanto os seus povos trabalhavam quase em regime de escravatura para as grandes empresas devido à mão-de-obra-quase-escrava, que permitia grandes lucros tanto para os ocidentais como para os tiranos governantes destes territórios independentes, enquanto os povos viviam e vivem ainda na miséria que não conheceram nem no tempo em que eram colónias. Surgia assim um novo conceito, o conceito do neocolonialismo. Matando para sempre as boas intenções de grandes grupos, como o Movimento dos Não Alinhados e da Conferência de Bandung. Estes povos passaram então a viver uma dependência muito mais gravosa do que antes, que iria atirar estes países para o abismo, criando um novo fosso muito profundo chamado terceiro mundo.
A independência não passou a ser mais que a troca dos dominadores e da vã glória dos naturais mandar internamente, sem nada ter a ver com as decisões económicas que são comandadas pelos neocolonizadores.
Não defendo de forma nenhuma o colonialismo e acho que a autodeterminação é um direito mais que legítimo, mas o neocolonialismo é muito mais gravoso e não trouxe beneficio nenhum a estes povos!

António Manuel Pinto S. Guimarães

segunda-feira, junho 27, 2005

Alguma transparência por entre a corrupção

O actual governo brasileiro criou um chamado "Portal da Transparência": http://www.portaldatransparencia.gov.br/
É uma ideia interessante, a de possibilitar ao cidadão comum, sem passwords nem registos, que possa ver onde o dinheiro dos seus impostos vai parar.
De qualquer forma, não deixa de ser interessante que um governo que está a ser acusado, de forma extremamente palpável, de corrupção, tente desviar as atenções com medidas deste género. Uma ideia destas é bem-vinda em qualquer país do mundo mas não apaga o resto.
João Pedro
A Manifestação da Polícia

O país vive momentos de segurança um quanto conturbados, não é novidade nenhuma, todos sabem isso. E na semana que passou foi interessante ver tantos polícias nas ruas de Lisboa. Infelizmente não estavam em serviço, estavam sim a fazer uma manifestação que acabou por fazer com que perdessem parte da razão que eles têm. Certas brincadeiras feitas forma por demais infelizes, já para não falar nas palavras de ordem que não passam de impropérios e na minha modesta opinião quando um indivíduo parte para o insulto perde automaticamente a razão. As razões desta manifestação foram claras, os polícias não querem perder alguns benefícios sociais e acham que o método aplicado para calcular a reforma é ridículo. Eu também acho ridículo, porque não podemos esperar que um polícia possa estar no activo aos 65 anos, Portugal passava a ter a polícia mais “idosa” da Europa. É uma profissão que tem especificidades que todos reconhecem e por isso deve beneficiar de um regime de excepção, como acontece no Canadá, em que cada ano de serviço conta como dois tanto para polícias, como militares e bombeiros. Outro ponto de reclamação dos polícias é o sistema de saúde de que eles beneficiam e aqui temos o único ponto em que estou em desacordo com eles, não é credível que a ex-mulher de um polícia continue a receber os benefícios como se ainda fosse casada com ele, algo que não tem explicação e que é uma excepção absurda e que lesa os interesses de todos, menos das ex-mulheres dos polícias divorciados. A manifestação pode e deve ser feita, mas sem utilizar o insulto e actos de teatro, que a fazem perder a razão, porque penso que aquela representação do polícia que morreu de ataque cardíaco quando ouviu as medidas do ministro é demasiado macabra e grave e que foi uma ideia muito infeliz.

António Manuel Pinto S. Guimarães
Greve

É um direito que todos os trabalhadores têm, um direito conquistado com muito sofrimento e luta e que é um direito que deve ser preservado e utilizado, quando necessário, com muita responsabilidade. Mas as últimas greves em Portugal têm mostrado uma faceta muito diferente, dando uma imagem bastante má deste direito e prejudicando aqueles que não deveriam ser prejudicados com a greve e inclusivamente beneficiando os que deveriam sair lesados. Um exemplo claro foi esta última greve da função pública, ora o estado não vai pagar um dia de ordenados a milhares de funcionários, poupando alguma coisa para o nosso carenciado orçamento. Mas quem deveria utilizar os serviços, a população comum, viu a sua vida prejudicada sem nada poderem fazer, por exemplo, no dia seguinte a Universidade dos Açores cobrou a multa normal a quem compra a senha de refeições do próprio dia. A outra faceta da greve é a faceta do convite à preguiça, servindo como dias de folga, sendo inclusivamente marcadas para certos dias específicos, como perto do fim de semana ou no primeiro dia útil da semana. Alguns grupos que fazem a reivindicação podem inclusivamente utilizar alguns dispositivos, para o dia de greve não ser descontado, é o caso dos artigos que podem ser utilizados pelos professores.
Agora está o caríssimo leitor a pensar que eu sou contra a greve, o que é falso, apenas estou contra a irresponsabilidade da organização de certas greves. As greves devem ser feitas mas segundo outros moldes que são permitidos, como a greve de zelo, uma forma de greve utilizada por grupos mais responsáveis, uma greve em que o funcionário está no seu local de trabalho exercendo a sua função, mas de uma forma mais displicente ou apenas não fazendo certas funções para não prejudicar os utentes, dia em que os trabalhadores teriam que receber o seu ordenado, prejudicando o empregador. Mas claros estes moldes significam trabalho e não tirar um dia de folga e isso tira toda a “graça” às greves. Permitam-me ainda esta comparação, a greve irresponsável é como a abstenção num dia de eleições enquanto a greve de zelo é como um voto em branco, nenhum conta mas têm efeitos muito diferentes especialmente no que diz respeito ao sistema democrático.

António Manuel Pinto Silvério Guimarães
A Crise do Petróleo

Estamos a assistir àquela que poderá vir a ser a maior crise de petróleo de sempre. A “barreira psicológica” dos sessenta dólares por barril já foi ultrapassada e espera-se que o preço possa chegar aos setenta dólares ainda este ano. É certo que Portugal, como país dependente ao nível energético, vai ressentir-se deste aumento de preço. Estes sinais que o aumento do preço do petróleo nos tem vindo a dar deveria servir para começarmos a pensar mais seriamente no futuro. É certo que estes aumentos se devem basicamente a questões políticas, mas devemos ter presente que o petróleo não é eterno e mais brevemente do que muitos pensam, o petróleo irá começar a escassear e depois inevitavelmente irá acabar. Certamente isto irá trazer transformações catastróficas a nível mundial, e mais catastróficas serão de acordo com a preparação de cada país para enfrentar a situação. Portugal neste aspecto está muito atrasado e o nosso país é eventualmente o país mais mal preparado da União Europeia, com a percentagem mais baixa de utilização de energias renováveis, utilizando o petróleo como se nunca fosse acabar. Estamos a viver em regime de contra relógio e quanto mais tempo passar sem que tomemos colectivamente consciência da gravidade da situação, pior será no futuro.


António Manuel Pinto Silvério Guimarães
A Viagem do Tonecas

António Guterres, o alto comissário das Nações Unidas para os refugiados, fez a semana passada, uma viagem até ao Uganda. Um país que vive uma das maiores tragédias humanas da actualidade, as oligarquias governantes têm vindo a pilhar e o país vai mergulhando cada vez mais na guerra, miséria e desespero. Mas de que serviu esta viagem? Será que depois da viagem o mundo vai despertar para o problema do Uganda? Será que depois da viagem as Nações Unidas vão prestar apoio às populações que necessitam realmente de ajuda, em vez de enviar os apoios para serem depois pilhados pelos militares? Será que depois da viagem algum problema do Uganda ficará resolvido? Várias perguntas e uma só resposta, um redondo não, a viagem não serviu para nada, António Guterres esteve de facto no Uganda, mas quantos ugandeses vão sentir algum efeito desta viagem e quantos sabiam da viagem? Onde será que Guterres esteve instalado a dormir é certo que não foi em nenhuma tenda ou barraca! Desta viagem apenas tenho uma certeza, no Uganda tudo ficará igual depois desta viagem, oligarquias reinantes iram continuar a fazer o que querem enquanto o resto do mundo nem quer saber, pelo menos até ao dia em que se descobrir petróleo.

António Manuel Pinto S. Guimarães

domingo, junho 26, 2005

Extinção

Inacreditavelmente, o ministro da Saúde Correia de Campos decretou a extinção da Comissão Nacional de Protecção contra a SIDA, sendo criando um novo instituto publico que agrega as medidas de combate a variados tipos de doenças infecto-contagiosas como a SIDA, a Hepatite, a Tuberculose, etc.
Confesso que fiquei perplexo com tal notícia. A SIDA é hoje considerada uma das pragas do século, sendo responsável anualmente por milhões de mortos em todo o mundo.
Portugal é dos países da OECE com maior taxa de contagio. A Extinção da Comissão Nacional de Protecção contra a SIDA que ao longo de tantos anos fez um bom trabalho de pedagogia, prevenção, e alerta da sociedade sobre os perigos da SIDA, pode representa aos olhos da sociedade, que a SIDA deixou de ser um problema serio.
Esta decisão representa uma desresponsabilização, um comportamento criminoso por parte do estado, esquecendo por completo os seus deveres constitucionais, cívicos e eticos, da defesa da saúde publica.
António Cipriano

Sob a Sombra dos ayatollah


O Irão país central em todas as questões geo-politicas do Médio Oriente, pela sua dimensão geográfica, influência religiosa e produtor de petróleo, foi a votos para a Presidência da Republica.
O Irão desde a revolução islâmica é um país curioso, com uma liderança bicéfala. De facto o poder encontra-se divido entre um órgão civil, a Presidência da Republica e um órgão teológico, o Conselho da Revolução presidido por um "ayatollah", constituindo assim uma teocracia semi-democratica. No entanto, na pratica, o poder do Presidente da Republica é escasso, limitando-se às questões gerais, não estratégicas. Todas as grandes temáticas, dependem do aval do Conselho da Revolução. Nos últimos anos, têm sido eleitos presidentes reformadores que pretendiam abrir o regime, concedendo mais direitos às mulheres e procurando alargar as liberdades civis. Apesar deste intuito, a oposição cerrada do ayatollah, não permitiu qualquer reforma de fundo no regime.
É neste contexto de uma crescente descrença dos eleitores, em especial dos mais jovens, pela inoperância do regime, que se realizam as eleições presidenciais. Perante o desinteresse dos mais novos, foi eleito para a presidência o ultraconservador Mahmoud Ahmadinejad.

Infelizmente tal viragem para um fundamentalismo islâmico ainda mais rigoroso, representa um perigo quer para a população iraniana, mas também para o Ocidente.
Terrorismo, ausência de direitos civis, desprezo pela condição feminina, desrespeito pelos direitos humanos, e desenvolvimento de um programa nuclear sob o argumento que se destina a fins civis, num país inundado de reservas petrolíferas, será obviamente o futuro próximo do Irão, contribuindo somente para um agudizar do clima sempre tenso do Médio Oriente.
António Cipriano

sábado, junho 25, 2005

Percepção e Realidade

Todos sabemos que a percepção e a realidade são duas coisas distintas, embora muitas vezes associadas. As noticias permitem que uma pessoa tenha a percepção de um facto sem que o viva, ou seja, o indivíduo que percepciona está fora daquela realidade. Mas uma coisa é certa, as imagens que permitem essa percepção são reais e quando eu vejo roubos ou distúrbios em comboios na zona de Sintra, as pessoas estão de facto a ser roubadas e/ou agredidas. Não é credível que um subsecretário de Estado me venha dizer, na SIC Noticias, que a percepção e a realidade são coisas diferentes, pois isso eu sei, e com esta resposta fico apenas a saber, que o subsecretário de estado sabe a diferença entre estes conceitos. Mas acontece que não me interessa nada ficar a saber que este responsável sabe distinguir algumas palavras, quero saber sim é o que está a ser feito para impedir estas atitudes e isso ele não disse.
Perguntou-se ainda ao subsecretário de estado Fernando Rocha (este nome é real) se uma pessoa se deve defender ou ficar impávido e sereno como um cordeiro enquanto se é roubado, ele respondeu dizendo que: “não lhe compete dar conselhos quanto ao comportamento das pessoas”. Pois também acho, mas a pergunta também não deveria ter que ser feita, porque os impostos pagos deveriam servir para garantir a segurança das pessoas sem que elas tivessem que pensar em se defender.
Vejo depois ministros e presidentes a visitar zonas problemáticas, algo que não passa de fantasia, pois estes responsáveis visitam estes locais com batalhões de policias e guarda-costas, que impedem qualquer contacto, ficando eu sem perceber para que raio servem aquelas visitas. Termino dizendo que os responsáveis políticos nacionais têm a percepção dos problemas, mas as pessoas que pagam impostos têm a realidade presente todos os dias e muitas vezes sentem essa realidade na pele.

António Manuel Pinto Silvério Guimarães

sexta-feira, junho 24, 2005


Grito de Revolta

Matas, florestas, pinhais, eucaliptais, montado de sobreiro, e os seus consequentes ecossistemas vão desaparecendo cada vez mais a um ritmo acelerado, em virtude dos fogos florestais. Aos poucos uma das maiores riquezas do país, a sua mancha florestal vai se esvaziando.
Para além dos valores ambientais, da floresta e dos ecossistemas, os fogos florestais representam um enorme prejuízo para o país ao nível da desertificação do interior e o empobrecimento das populações e dos solos. E a quem interessa os fogos? Sinceramente acho que a ninguém!! Bem na verdade talvez não seja bem assim, existe sempre que lucre com a desgraça de terceiros, como os madeireiros, e os patos bravos do imobiliário
Confesso que estou farto de assistir às imagens televisivas dos fogos.
Mas mais do que isso, irrita-me profundamente o comportamento das autoridades que encaram os incêndios quase como uma inevitabilidade, um fenómeno já normal e trivial.
Basta de conformismo!!!! É o país que está em causa !!!!
António Cipriano

terça-feira, junho 21, 2005

Equívocos na UE

Os recentes desenvolvimentos, do Conselho Europeu de 16 e 17 de Junho, revelaram que a União Europeia atravessa uma profunda crise de identidade. Nos primórdios das comunidades Europeias, o projecto comunitário era visto como o único caminho possível para uma Europa restabelecida, forte, em paz, capaz de se afirmar como pulmão económico e potência política, no mundo que dai se adivinhava.
Efectivamente os seus pais, Robert Schuman; e Jean Monnet transmitiram para os tratados de Paris (1951) e Roma (1957), um caminho de valores, assente na solidariedade dos mais ricos com os mais pobres, ajustado primeiro, num projecto de união económica que desaguava em ultima analise, num projecto de união política. De lá para cá, muitos foram os progressos no aprofundamento do processo europeu, nomeadamente na construção de um mercado único, com total liberdade de circulação de bens, capitais e pessoas, e numa união monetária subjacente numa moeda única para a Europa. No entanto, em variados momentos os egoísmos nacionais surgiram, sendo no entanto debelados, graças a lideranças fortes como Miterrand, Kohl, o Delors .
Em 2005, já com uma moeda europeia, e com uma Europa a 25, os egoísmos nacionais prevaleceram. Efectivamente, duas derrotas marcam o momento presente. A mais grave, o desencontro dos cidadão com o projecto europeu, visível com o “não” à Constituição Europeia na França e da Holanda e o desacordo com o orçamento comunitário para a o período 2007-2013.
É certo, que a processo de construção europeia sempre foi feito um pouco nas costas dos cidadãos, claramente numa dinâmica de cima para baixo, numa atitude autista. Nunca se explicou devidamente as questões europeias às opiniões publicas. Neste sentido, num contexto de crise económica, desemprego, de crise do modelo económico da Europa, os cidadãos preferiram evidenciar o seu desassossego, ou mesmo os seus individualismos face aos grandes valores da Europa comunitária.

Os seus lideres não sabendo o que fazer, preferiram adiar o problema esperando que este se resolva sozinho. Para agravar a crise, no recente Conselho Europeu, não conseguiram chegar a um acordo para o orçamento para 2007-2013. Por estranho que pareça, o desacordo não partiu dos pequenos, por quererem mais verbas para a coesão económica e social, mas sim, dos grandes países ricos, e pelos vistos individualistas, e egoístas. Mais ainda, os pequenos, numa atitude a todos os nível superior, mostraram-se disponíveis para receber menos, e assim comatar a diferença entre a proposta da presidência do Conselho e o grupo de países intransigentes; ou seja, os pobres propuseram-se a pagar aos mais ricos. Mesmo assim não foi possível chegar a um acordo, por culpa do Reino Unido e da Holanda. O Reino Unido tradicionalmente e historicamente contra a construção europeia, não abdicou do reembolso de parte das suas contribuições para a UE, e a Holanda não abdicou de uma diminuição significativa das suas contribuições. Será que o Reino Unido e a Holanda já se esqueceram que a sua prosperidade económica ao longo das suas ultimas décadas advém da existência de um mercado único? Que as vantagens económicas são muito superior aos valores das suas contribuições? Ou seja, da UE apenas querem o mercado, esquecendo os valores da solidariedade para com os países mais pobres.

Infelizmente assim vai a União Europeia, num beco de autismos e individualismos que apenas contribuem para o assalto da China aos mercados europeus, e para a diluição do poder e influência da Europa no mundo.

António Cipriano Silva

sábado, junho 18, 2005

Recordes

Foi tornado publico esta semana mais um Recorde do Guinness. No caso o, recorde do maior numero de nomeações num período de dois meses e meio (1094 nomeações) por parte de José Socrates, ultrapassando o actual recorde de Santana Lopes. No entanto, Santana Lopes em declarações à imprensa, desvalorizou o facto, lembrando que o principal recorde governativo ainda lhe pertence (recorde histórico de 6,8% de Déficit Orçamental). Em resposta às afirmações de Santana, Socrates já prometeu trabalhar com afinco nesta competição, afiançando para este ano pelo menos alcançar os 6,2% de Déficit Orçamental.
António Cipriano

sexta-feira, junho 17, 2005

Star Wars (ou "Um post mais leve")

Por esta altura, está um contigente de americanos (e não só, e não só) a dirigir-se para os cinemas para visionar o filme Star Wars 3 pela, quem sabe, 14a vez (ou algo na vizinhanca).
Eu sou mais modesto, só o vi uma vez, há coisa de duas semanas. De qualquer forma, só agora escrevo o post porque resolvi visitar vários sites para obter outras informacões sobre o filme, sobre o futuro da saga e sobre o que os outros (sendo este "outros" necessariamente uma expressão algo vasta) acharam.
Pessoalmente, achei que foi o melhor, de longe, destes três episódios. Menos "plástico" que o primeiro, escrito de uma forma mais clara e concisa do que o segundo. Agora que acabou a sextologia (esta palavra existe?), ou a hexologia (será esta?), ou bi-trilogia (e assim?), importa olhar para o fenómeno de uma forma algo sóbria. Primeiro, os fanáticos de Star Wars já conheciam a história toda destes três filmes há anos (através do material que já tinha sido escrito) e, em particular, já conheciam todos os pequenos pormenores deste terceiro episódio há meses, através da internet. Da mesma forma, já conhecem a história dos episódios VII, VIII e IX (sim, porque uma saga lucrativa "tem" que continuar), de forma geral (já sabem onde comeca, do que trata, os seus tracos gerais e como acaba).
Sem estar necessariamente interessado em saber, fui vítima de "spoilers", pela internet, meses antes deste "Revenge of the Sith" estrear. É a internet no seu melhor.... ou então não.
Sinteticamente:
- O melhor do filme: o momento da traicão aos jedi, o climax da transformacão de Anakin Skywalker em Darth Vader;
- O menos bom: um certo exagero na actuacão do Imperador, algumas situacões forcadas (como o exílio de Yoda).
Agora sinto-me um pouquinho "geek" por ter escrito um post sobre o Star Wars 3 (até porque o filme do ano, pessoalmente, e até agora, foi o "Der Untergang", e duvido que algum o passe em 2005; é claro que gostos pessoais são gostos pessoais), mas a verdade é que sendo fã da saga nem sou dos "piores". Até tenho um amigo meu que tem um sabre de luz (e que foi caro!) debaixo da cama...
João Pedro

quarta-feira, junho 15, 2005

Justiça ou falta dela

No inicio da semana um tribunal do estado da Califórnia pronunciou-se pela absolvição de Michael Jackson dos crimes de pedófilia e rapto de crianças. Assim sendo, ficou provado que Michael Jackson apenas dormia com crianças na sua cama, somente como demonstração da sua postura humana e angelical.
Carlos Silvino (Bibi), outro injustificado e perseguido pela justiça, tal como Jackson, já pediu a realização de um tribunal de júri com a presença dos mesmos jurados.
António Cipriano

segunda-feira, junho 13, 2005

Álvaro Cunhal


Morreu hoje Álvaro Cunhal, o líder histórico do P.C.P., um homem que lutou sempre pelos seus ideais. Álvaro Cunhal lutou contra o regime, que o encarcerou e obrigou ao exílio, depois da sua fuga do forte de Peniche. Álvaro Cunhal depois de derrubada a ditadura teve um papel preponderante nos primeiros anos da Democracia, Democracia essa que ele pretendia transformar em Democracia Popular. Concordando ou recusando as teorias e ideias de Álvaro Cunhal, todos temos que concordar que ele sempre foi um homem coerente, forte e com grande caracter. Será sempre reconhecido como uma figura de destaque na história do século XX português. Aqui fica a minha curta homenagem a um grande Homem, que terminou hoje a sua luta.


António Manuel Pinto S. Guimarães

domingo, junho 12, 2005

Companheiro Vasco

General Vasco Gonçalves, antigo capitão de Abril e antigo primeiro-ministro dos II, III, IV e V Governos Provisórios ( II, III, IV e V) morreu, este sábado, aos 83 anos de idade. Vasco Gonçalves homem de fortes convicções de esquerda, foi o responsável por medidas como as nacionalizações de sectores chaves da economia como a banca e os seguros e a reforma a agraria, as quais condicionaram e degradaram em muito a estrutura competitiva portuguesa. Em ultima analise o caminho trilhado pelo camarada Vasco, visava a passagem quase imediata do país de uma ditadura salazarista ,para uma ditadura estalinista. A bem de todos o Goncalvismo foi travado a tempo.
Sem a fibra e o empenhamento de homens, como Mário Soares ou o General Ramalho Eanes, ainda hoje, todos tinham de cantar nas escolas cinzentas e ditatoriais a celebre musica, hino do “Grande defensor do Proletariado”
“Força Força Companheiro Vasco
Nos seremos a Muralha de Aço”
António Cipriano

sábado, junho 11, 2005

10 de Junho

Comemora-se actualmente nesta data o “Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas”. Uma data em que ouvimos falar daquilo que já fomos, mas em que ouvimos muito pouco daquilo que somos actualmente. Esta data deveria antes de mais nada servir para que cada português, onde quer que esteja, reflicta e pense. Pense sobre a actual situação em que vivemos.
Esta data surgiu porque reza a tradição que Camões morreu neste dia em 1580, curiosamente o mesmo ano em que o Portugal da aurora da idade moderna morreu e nasceu o Portugal saudoso do seu passado glorioso, sem nada fazer para o reconquistar, bastando-lhe o sonho da recordação para se sentir realizado.
Devemos aproveitar estes dias, como já disse no primeiro parágrafo, para reflectir e pensar naquilo que queremos para o nosso futuro. Metermos na cabeça que o nosso glorioso passado já lá vai e que agora temos que finalmente começar a pensar no futuro, enfim matarmos de vez o gene do sebastianismo que existe na nossa alma e que nos corrompe a vontade.


António Manuel Pinto S. Guimarães
“Constituição Europeia”

Nestes últimos dias muito se tem falado sobre o resultado dos referendos para a constituição europeia, que perdeu a aprovação por parte dos Franceses e a seguir pelos Holandeses. Muito se tem dito, ouvindo inclusivamente os arautos da desgraça a anunciarem o fim a da União Europeia, como se este referendo fosse a cura para todos os males. A única consequência a que esta recusa vai levar é o repensar da estratégia de implantar a chamada “Constituição Europeia”.
De qualquer forma ficaram visíveis alguns pontos que até então estavam ocultos, pontos fundamentais, que vieram dar luz a uma realidade que ninguém falava. Até então parecia que a crise económica apenas atingia Portugal, nós estávamos a viver uma crise que era só nossa, enquanto os nossos parceiros europeus parecia que vivam faustosamente, agora ficou demonstrado que a crise é geral, embora Portugal sofra mais devido ao seu papel dependente dentro da União. Outro ponto de onde se levantou o “Véu de Maia” foi da comprovação que afinal não são só os Portugueses que utilizam a votação em referendos para mostrar o seu desagrado em relação aos seus governantes. Porque penso que se os governos destes países estivesse contra a “Constituição Europeia”, os referendos teriam dado a vitória do sim ao tratado.
Depois não me parece sensato adiar o referendo em Portugal, pois à medida que o tempo for passando e a popularidade do governo for decrescendo, as probabilidades de haver uma derrota do tratado também em Portugal vão aumentando de uma forma directamente proporcional.
Por fim uma palavra para a posição do partido favorito dos meus posts, o B.E. que tem o seu papel inconsistente do costume, porque afinal parece que querem um referendo nesta matéria. É estranho porque desde que o Partido Socialista ganhou as eleições que os ouvi dizer que o governo devia impor outras posições com a maioria parlamentar, porque é que nesta matéria não defendem o mesmo?


António Manuel Pinto S. Guimarães

sexta-feira, junho 10, 2005

O hábito faz o monge

Nesta passada terça-feira, enquanto efectuava mais uma viagem para Lisboa, uma constante desde o passado mês de Outubro, avariou mais uma vez o autocarro, algo que já não foi a primeira, nem a segunda vez que aconteceu em tão poucos meses, um abuso para os utentes diários que viram o passe aumentar em Maio de 104,50 euros para os 120 euros! No entanto, apesar do atraso significativo, verifiquei que por ser habitual, tal ocorrência não me aborreceu um bocadinho que fosse e encarei-a como natural, continuei a ler enquanto esperávamos outro autocarro e pronto, o que tinha a fazer? Reparei também em como o meu estatuto social na hierarquia dos passageiros era do mais baixo nível, por era incapaz de estabelecer-me no contexto da conversa:
- Estas avarias acontecem sempre com a carreira das 7 horas e é sempre com Sincrano! Mas coitado ele mora lá para uma aldeia no Concelho de ...
- Pois, eu gosto muito é de Beltrano a conduzir, vai nas calmas...
- É verdade, ele conduz bem mas eu por mim gosto muito de ir com Fulano, sei que com ele, chegamos a Lisboa com dez minutos de adiante!
- Eu não gosto muito de ir com ele, às vezes faz aquelas travagens...
Daqui se vê, que eu não me consigo integrar nesta sociedade à parte, que frequenta e conhece todos os condutores de autocarros, respectivos horários, dias de folga, quantos filhos têm e possivelmente quantas vezes praticam sexo com a mulher. Enquanto isso, cumprimento apenas com uns bons dias ou boas tardes os condutores e fico à margem desta sociedade...
PP
Reflexões de natureza tropical

Estou no Brasil. Não sei durante quanto tempo, mas surgiu uma oportunidade e resolvi aproveitar. Como já aqui estou há pouco mais de um mês, resolvo agora fazer uma série de reflexões/observações a título avulso:
- Roger e Corinthians: Lembram-se do Roger, ex-Benfica? Continua com mau génio. Como não gostava do treinador do Corinthians (Passarella, entretanto demitido), resolveu falhar, de propósito, um penalti que ditou a eliminação da sua equipa da Copa do Brasil (era o desempate por grandes penalidades). Que bom rapaz;
- Portugal: É com surpresa (boa surpresa, neste caso) que noto que o português é muito bem recebido no Brasil. Aquela velha imagem do Portugal rural, da "terrinha", vai cedendo lugar a uma imagem de um país dinâmico e na vanguarda da europa. Espero que não vejam o défice orçamental de 6,8% que a dupla Manuela Ferreira Leite/Bagão Félix deixaram. Mas pronto, Portugal aparece muito nas televisões brasileiras e o sotaque é bem recebido;
- Lula: se não fosse a enorme popularidade que este senhor goza, já o governo dele teria caído há muito. Uma política económica inusitada (usa-se e abusa-se da manipulação das taxas de juro, em detrimento de outras opções de política orçamental e monetária) e um escândalo que estalou há coisa de uma semana, envolvendo pagamentos de mensalidades a deputados de outros partidos, para que votem favoravelmente as propostas do governo. É o escândalo do "mensalão", como lhe chamam. E o Lula já chorou e, com toda a probabilidade, irá ganhar as eleições do próximo ano;
- O filho do Pelé foi preso, por alegado envolvimento com tráfico de drogas. O pai dele é um dos homens mais ricos do Brasil, para que é que ele precisa disso, mesmo?
- Está muito calor. E é Outono;
- Os brasileiros (ou melhor dizendo, as brasileiras) são autenticamente malucos por operações plásticas. Não há adolescente que não queira uma. Os cirurgiões plásticos agradecem, obviamente;
- Nos canais nacionais (esquecendo os da tv por cabo, portanto), existe o irritante hábito de dobrar ("dublar", dizem eles) tudo quanto é filme e série estrangeira. I-r-r-i-t-a-n-t-e;
- Para quem acha que, em Portugal, a maioria da população não gosta de George Bush, precisa então de vir até cá. Brasileiro odeia Bush, parece quase que é lei nacional;
- Junho é mês de "festas juninas", amanhã vou a uma e no Sábado a outra;
- A roupa aqui, para o bolso português, é extremamente barata;
- Jô Soares, Robinho e Deus... acho que são as "personalidades" mais importantes, para o Brasil, neste momento.
Vou-me lembrando de mais coisas.

João Pedro

terça-feira, junho 07, 2005

História demasiado Real

Por volta das seis e meia da tarde, Mariana deixa a fabrica, tal qual, muitas tardes de muitos anos. Mas hoje é diferente. Era a ultima vez que completava esta rotina de 33 anos, por virtude da deslocalização da sua fabrica de cerâmica para o Camboja. Dizem que a culpa é de uma tal de “globalização” e de um tal “capitalismo selvagem”, segundo palavras do delegado sindical. Mariana, não sabia ao certo de quem era a culpa. Sabia sim que agora aos 53 anos, estava desempregada, com dois filhos um deles na faculdade, abandonada à sua sorte. Foi este o prémio da sua dedicação à empresa durante 33 anos.
53 anos, sentia-os hoje como nunca, pois a dita sociedade encarregava-se de lhe dizer que já era velha demais para um real nova oportunidade.
Hoje na hora da despedida, seu coração é corrido por um misto de nostalgia, pelas amizades e bons momentos que viveu naquele edifício, e um sentimento de desassossego num futuro que apesar de incerto, conturbado, insiste em querer viver.
E agora Mariana como vai ser?

António Cipriano

domingo, junho 05, 2005

Brincalhões

A Comunicação Social é mesmo maldosa!!! Esta semana alguns órgãos de comunicação veicularam a noticia que um governante de um país da União Europeia por ter desempenhado funções num Banco Central durante somente seis anos, teria direito a uma pensão vitalícia de 8000 Euros, a qual poderia acumular com o vencimento de governante. Com estas mentiras quer a que a comunicação social ser credível? Se ainda fosse em África? Agora na Europa? Alguma vez isso seria possível? Qualquer dia, os jornalistas até inventam que o Fernando Gomes vai para a Administração da GALP !!! No fundo estes jornalistas são uns brincalhões!!!!
António Cipriano

quinta-feira, junho 02, 2005

Diferentes Perspectivas

Se repararem bem, António Guterres e Durão Barroso tem percursos bem semelhantes, fazendo de ambos irmãos das desgraças e dos sucessos.
Ambos foram primeiros ministros, ambos fugiram da governação, ambos foram protagonistas do pântano político e da recessão económica, e ambos foram nomeados para lugares de topo na cena internacional.
Não deixa de ser estranho que políticos que aos olhos dos portugueses foram maus governantes, e maus gestores das finanças e coisas publicas, sejam nomeados internacionalmente para lugares de responsabilidade e de gestão de elevados fundos financeiros. Será que a comunidade internacional nunca leu os jornais nacionais? Ou será pelo contrário, que ambos foram excelentes governantes, e o país por soberba e sobranceirismo intelectual não se deu conta disto ?

António Cipriano

quarta-feira, junho 01, 2005

Olha que dois

Fernando Gomes, antigo presidente da câmara do Porto, antigo ministro das administração interna demitido por justa causa, actual criado de Pinto da Costa, conhecido pela sua incompetência genética para o que quer que seja, foi nomeado administrador da Galp, usufruindo de um vencimento de 15.000 Euros mensais, quando nem o rendimento mínimo garantido merecia.

Nuno Cardoso, antigo presidente da câmara do Porto, indivíduo alvo de suspeita por corrupção, e favorecimentos urbanísticos ilegais a clubes e empresas, pela policia Judicia, foi nomeado administrador da empresa publica Aguas de Portugal.
Ainda agora começou a governação e já temos os velhos tiques socialistas.

António Cipriano

terça-feira, maio 31, 2005

Máquinas com emoções

Num jornal diário gratuito é apontado que para o ano 2050 podem ser armazenadas em computadores o conteúdo do cérebro humano, era só o que faltava agora, computadores com personalidade tão gay quanto o Castelo Branco, se este é o futuro que se aponta, não se pode pensar que seja brilhante.
PP
A Azia verde continua

É triste ver como é o adepto típico do Sporting, se bem que cada vez me convenço mais que não existem verdadeiros adeptos sportinguistas, são antes anti-benfiquistas com um ódio tremendo pelo Glorioso que se dão ao luxo das figuras tristes de afirmarem que ganharam a Taça de Portugal, sendo caso para um apurado exame clínico este de confundir listas verdes horizontais e verticais. Afirmam que neste campeonato ninguém merecia ser vencedor, que o Benfica foi levado ao colo, tudo devido ao facto de, pelos vistos, verem todos os jogos do Benfica e não os do seu clube, senão certamente lembrar-se-iam dos dois campeonatos que ganharam recentemente, em que ambos foram frutos de grandes arbitragens como as de Pedro Proença e Duarte Gomes, contra o Benfica e imensos penalties imaginados, alguns deles motivos de verdadeiro riso protagonizados por Acosta, Jardel e João Pinto. Que o Benfica foi beneficiado com um penalty que não foi contra o Estoril, admito, agora que desse jogo se faça querer que o Benfica foi levado ao colo é ridículo, visto que em muitos jogos foi prejudicado, só para citar alguns exemplos, o bem conhecido jogo contra o Porto na Luz, a expulsão de Alcides contra o Sporting na 1ª volta, o penalty inventado na Choupana a favor do Nacional e que poderia ter dado o empate. O Sporting por seu lado ganhou ao Beira-Mar com um golo limpo a ser invalidado, foi-lhe perdoado um penalty em Braga com o jogo empatado a zero, só para citar histórias recentes. O que se pode dizer mais da maior queixa sportinguista, quando o seu próprio guarda-redes após dar um enorme frango e se deixa cair para trás pede mão do adversário e depois em golpe de teatro que apenas os adeptos cegos acreditam, afirma que foi tocado. O campeão nacional pode ter sido achado no mais fraco campeonato nacional de que à memória, mas nunca se pode dizer que não ganhou a equipa mais regular ao nível dos resultados.
PP

segunda-feira, maio 30, 2005

E agora ?

Ontem o eleitorado francês disse claramente Não à Constituição Europeia. Este Não, não deixa de ser, apesar de contrário aos interesses da Europa, caricato. De facto os grandes impulsionadores da Constituição Europeia foram os Franceses. A Constituição Europeia resultou de um projecto aprovado por uma convenção especifica, comandada pelo antigo presidente francês Valery Giscard d´Estaing. Efectivamente, este senhor, muitas vezes com comportamentos autoritários e posições demasiado autistas, tentou a todo o custo, fazer um texto constitucional que privilegia-se os interesses dos grandes, como a França. O que é certo é que apesar do texto ser favorável em muito, para os interesses da França, os cidadãos chumbaram a proposta. Tal comportamento só pode ser intendido como um alheamento dos franceses face a realidade. A um excesso de individualismo, a um olhar excessivo para o umbigo. O projecto de constituição pode não ser perfeito, mas sempre é um mecanismo de tornar governável uma Europa a 25. De facto este chumbo apenas vem dar vantagem aos Estados Unidos, à China e ao Japão.
A França deu um tiro no pé da Europa e de si mesma. Só uma Europa coesa, firme forte, pode resistir como potência económica, política e social no século XXI.
Os franceses num comportamento chauvinista preferiram apenas pensar no momento presente, no comportamento do governo, nos problemas nacionais, esquecendo-se que a resolução desses mesmo problemas nacionais, depende em muito de uma Europa forte.

António Cipriano

sábado, maio 28, 2005

Descubra as Diferenças

Em 2001 o recém eleito governo de Durão Barroso, contrariando as promessas eleitorais, aumentou os impostos, no caso, o IVA dos 17% para os 19%. Igualmente “ abalroou a função publica” congelando os aumentos salariais
Em 2005, o novo governo de Socrates, contrariando as promessas eleitorais, aumentou os impostos, no caso, o IVA dos 19% para os 21%. Simultaneamente avançou com um conjunto de medidas restritivas na função publica como a suspensão das promoções automáticas.
Ai estão as diferenças entre a Direita e a Esquerda!!!
António Cipriano

sexta-feira, maio 27, 2005

História do Déficit

Nos últimos anos, Portugal habituou-se a viver em torno de conceitos económicos como déficit, crise orçamental e despesismo publico. Aparentemente, pode parecer que Portugal enquanto país, sempre se caracterizou pelo equilibro orçamental e por políticas acertadas, com total ausência de despesismo. Nada mais errado. A História de Portugal é uma sucessão de momentos permanentes de déficit financeiro. Foi assim na Monarquia e na Republica. Em termos de descalabro financeiro publico, não existem donzelas virgens do pecado.
Durante séculos e séculos, os diferentes monarcas coleccionaram dividas publicas e déficit bem gordos. Alias, foram muitos os reis que viveram graças aos “balões de oxigénio” de banqueiros italianos e da Flandres que cobravam aos estados juros especulativos. No fundo, o despesismo e o déficit sempre foram um modo de vida em Portugal. E quanto a história nos recheou de momentos de gloria, como a expansão marítima dos séculos XV e XVI, e com os consequentes rios de dinheiro, não os aproveitamos correctamente. Efectivamente, no século XV durante cerca de 30 anos fomos a maior potência militar, política e económica do mundo. No entanto, envés de investirmos esse dinheiro na modernização do tecido produtivo nacional, no apoio às manufacturas da época, limitamo-nos ao papel de meros intermediários no comercio das especiarias, entregando os grandes lucros aos mercadores da Flandres. Mesmo assim os elevados lucros obtidos, foram desbaratados na boa vida, no luxo e em monumentos grandiosos. Mais tarde com o ouro do Brasil, D. João V, deu largas a sua imaginação, gastando montanhas de dinheiro em igrejas, palácios e no luxo ofuscaste da corte.
Tristemente nada aprendemos com a história, e com o novo mar de fundos comunitários ao contrário de outros, não os aproveitamos devidamente. Adiamos mais uma vez, as reformas estruturais.

Todavia, se o cenário económico não é risonho, tal não é motivo para derrotismos ou angústias extremas. No passado, Portugal viveu momentos ainda mais difíceis e soube sempre os ultrapassar. E desta vez não será diferente. Compete a nos, cidadãos exigir da classe política, um comportamento responsável, um política verdadeira e de verdade, que resolva por uma vez por todas, os problemas das contas publicas. Aos cidadãos compete trabalhar com afinco e sentido cívico, para o aumento da riqueza e a consequente eliminação do déficit.
Portugal tem passado e terá obviamente um grande futuro, para o bem de todos.
António Cipriano

terça-feira, maio 24, 2005

Nova História do Seculo XX

Numa das ultimas edições do Jornal Avante, o seu responsável, editorial, Leandro Martins a pretexto das comemorações do fim da segunda guerra mundial afirmou e passo a citar que “Estaline tratou-se de um revolucionário, que esteve sempre ao lado do povo”. No fundo aos olhos do PCP, o Camarada Estaline qual madre Teresa de Calcutá da Sibéria deixou ao mundo um legado de paz,, fraternidade e amor ao próximo.
Só cá faltava mesmo esta !!!!

António Cipriano

segunda-feira, maio 23, 2005

6,83

Podia ser 6,82 ou mesmo 6,99 mas não, o anti-cristo das finanças publicas nacionais teve de ser 6,83. E esse o numero mal fadado, que numa sombra obscura de um buraco dantesco nos envolve e martiriza. Agora, vão se pedir mais uma vez sacrifícios aos portugueses. Contenção salarial, corte nas despesas sociais, agravamento dos impostos indirectos, com o IVA e os Imposto sobre os Produtos Petrolíferos à cabeça. Pior de tudo é que os nossos ouvidos já ouviram esta mesma estória. Esperemos ao menos, que desta seja de vez. Que as reformas estruturais que tanto se fala sejam realizadas de uma vez por todas, para que daqui a quatro anos, não voltemos a estaca zero do combate ao déficit.

António Cipriano

domingo, maio 22, 2005

Opinião

Hoje decide-se a SuperLiga 2004/05. E antes que essa decisão aconteça e tendo em vista tudo quanto se passou durante as 33 jornadas anteriores, queria deixar a opinião do que deveria acontecer na (s) próxima (s) época (s). Como é do conhecimento geral, Portugal classificou-se em segundo lugar o ano passado no Campeonato da Europa de futebol, sendo assim, deveria ser legítimo que o nosso país, visto que possuí dificuldades económicas, apostar num campeonato nacional virado para as jovens apostas nacionais, afinal, um segundo lugar, não vem mostrar que em termos de jogadores, não temos que olhar para os outros países, pois temos bons jogadores a serem formados aqui mesmo? No entanto, vemos uma importação massiva de estrangeiros de qualidade baixíssima como Claúdio Pitbull, Luís Fabiano, Paulo Almeida, Everson, Pinilla e Tello. O futuro não são estrangeiros assim, são o Manuel Fernandes e o João Moutinho que conseguiram o seu espaço logo na primeira oportunidade que possuíram e que certamente não serão casos únicos. Uma outra boa decisão e esta sim, olhando para o que se faz lá fora, era rever o estatuto de jogadores vindos das antigas colónias como se faz em França. Jogadores nascidos em diversas ex-colónias francesas como os camaroneses, malianos, senegaleses, entre outros, conseguem facilmente jogar sem serem considerados estrangeiros, possuindo mesmo a nacionalidade francesa. Porque razão isso em Portugal só acontece com os brasileiros? Quantos miúdos provenientes dos Palop's não evoluiriam no nosso futebol com a magia de futebol africano, a fazer as delícias dos adeptos, se tivessem a facilidade do estatuto de iguladade equivalente aos brasileiros? Eu sei que muitas vezes, os adeptos dos grandes querem é grandes trutas mas, não sendo possível, contrata-se e mal, um craque de valor equivalente à carteira, sem capacidade financeira, esse craque é de um nível semelhante ao despendido, de baixo valor futebolístico. Cabe a todos os dirigentes mudar a mentalidade, ter coragem de querer mudar os adeptos, pois muitas das atitudes dos cidadãos comuns, partem do clima de guerrilha que os dirigentes criam. Acima de tudo, espero que a SuperLiga para o ano, seja melhor do que a mediocridade deste ano.

PP
Os sorrisos da SuperLiga

Sem tempo para escrever muitos post, pelo mais pequeno que sejam, só escrevo umas linhas sobre a morte de um grande jogador, João Manuel. No ano passado, a SuperLiga ficou tristemente marcada pelo sorriso de Fehér, este ano foi o sorriso de João Manuel, um atleta que em poucos meses passou de jogador de alta competição a pessoa necessitada de terceiros, sem no entanto, perder o seu sorriso na terrível doença. Em civilizações antigas, o cavalo era o símbolo do desejo mas, como tudo neste mundo evoluí, a partir do nosso tempo, o cavalo bem pode ser o símbolo da doença, tal é a maneira como ela atinge galopantemente as pessoas. Morreu um exemplo de pessoa e pior do que isso, morreu um pai de um menino menor.
PP

sábado, maio 21, 2005

Tanga ou Fio Dental

Se repararem, nas ultimas semanas um conjunto sintomático de afirmações do Governador do Banco de Portugal, do Presidente da Republica, de alguns membros do governo, e mais recentemente de Jorge Coelho, acerca do défice, vem preparando os portugueses agora não, para o Discurso da Tanga, mas sim para o Discurso do Fio Dental.
Coisas totalmente diferentes.

António Cipriano

sexta-feira, maio 20, 2005

Esperanças Vãs

Muito se tem discutido sobre a entrada da Turquia na União Europeia. O debate roda muitas vezes no eixo do choque de culturas e na alimentação, por parte da União, de falsas esperanças sobre a entrada da Turquia na União Europeia. Dentro deste quadro há ainda muitas opiniões, uns são a favor por um universo de razões, lideradas pelo medo de que a frustração turca resulte em terrorismo, outros por razões de honestidade e para recompensar os esforços dos turcos para aderirem à União Europeia. Os que são contra agarram-se com “unhas e dentes” a razões práticas, como o choque e as convulsões na U.E. que a entrada de um país com uma população tão vasta iria provocar na União Europeia.
Mas todas estas ideias são puramente fait-divers, razões de quem tem uma visão demasiado objectiva e livre de qualquer sentimento, contra ou a favor, devido ao simples facto de nós os portugueses não termos nenhuma relação histórica com os turcos e por isso, não termos as razões subjectivas, que têm tanto impacto nestas situações. Porque se nós pensarmos um pouco lembramo-nos certamente de uma quantidade de países dentro da U.E., que irão recusar permanentemente a entrada da Turquia. Países como a Grécia e Chipre, que como todos sabemos estiveram em guerra com a Turquia nos anos em que nós andávamos a proclamar a democracia. A Grécia tem ainda mais umas quantas razões particulares que se prendem actualmente com os recursos minerais do mar Egeu, e porque não esquecem facilmente cinco séculos de domínio Otomano. Depois a adesão na U.E., mais do que prevista, da Bulgária e Roménia faz cresce um pouco mais o rol de países com sentimentos anti-turcos, que tal como os gregos, remontam aos tempos do avanço do Islão na Europa após a queda de Constantinopla em 1453, e à consequente emergência do Império Otomano que subjugou estes países por quase cinco séculos.
Por isso penso que devemos pensar um pouco e lembramo-nos que qualquer país que pertença à União Europeia tem o poder de referendar sobre a entrada de um novo membro e em caso de a população votar contra a entrada desse país, essa pretensão, fica vetada por um indeterminado período de tempo. Claro que podemos pensar que se pode negociar esse referendo e de facto isso poderia acontecer, se fosse apenas um país. Mas o simples facto de serem quatro os países que estão contra a entrada da Turquia (com principal incidência para o Chipre que ainda reclama uma ocupação por parte dos turcos) aumenta substancialmente a complexidade do problema.
Ou seja, a União Europeia tomou uma opção, optando por recusar a entrada da Turquia de uma forma indirecta, a partir do momento em admitiu no seu seio a Grécia e mais tarde o Chipre. E confirmou essa opção a partir do momento em que iniciou a adesão da Bulgária e Roménia.


António Manuel P. Silvério Guimarães

quinta-feira, maio 19, 2005

Fado do Sporting

Ser do Sporting, é ser dono de um caracter peculiar, assente num carisma especial, misto de uma essência de esperança e de um querer sebastianico. O Sportingista é altivo, solidário, humano, sonhador, leal, vaidoso da sua condição. Mas é igualmente um sofredor nato. Gosta de sofrer, sabe sofrer e vive esse sofrimento como uma pele entrelaçada na sua alma. No Ano que passou o Sportiing sonhou alto, viveu a ilusão de um sonho de vitórias. Todavia, o Sporting voltou a claudicar às portas do paraíso, preferindo ante a gloria, a solidariedade com o Benfica e com os Czares Russos.
O Sporting é assim, ainda agora limpa as lagrimas, e já sonha como as glórias futuras.
Afinal para o ano há mais campeonato e competições europeias!!!!
Viva ao Sporting!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
António Cipriano
Novo símbolo

No início das comemorações do seu centenário, o Sporting em homenagem aos seus adeptos está a pensar levar a cabo uma Assembleia Geral Extraordinária, com vista à aprovação da alteração do símbolo do clube, o leão, para um sapo em honra de todos os adeptos, sócios e simpatizantes do clube. A razão prende-se com o facto de nunca ter sido visto um clube em que os adeptos inchassem tanto mas esvaziassem logo de seguida, numa questão de 180 minutos.
PP

quarta-feira, maio 18, 2005

United Colors Of Benetton

A Benetton ao longo de anos apresentou-se aos consumidores como uma marca preocupada e consciente dos problemas que afectam o mundo. Muitas vezes com campanhas publicitarias fortes, arrojadas, a luta contra o racismo, a exclusão social eram temas sempre presentes. De facto aos olhos dos consumidores a Benetton é vista como uma marca dos novos tempos, solidaria, preocupada com um desenvolvimento sustentável, e não apenas com a cultura do lucro.

Nada mais errado!!! Toda esta mascara de sensibilidade, humanidade, não passa de uma simples pele de víbora. Recentemente veio a lume que a Benetton utiliza peles de animais na produção de vestuário. Esta semana, foi igualmente noticiado que a Benetton, que subcontratava empresas portuguesas para a produção do seu vestuário, vai deslocalizar essas unidades para Tunísia, visto no Norte de África as regalias sociais e económicas dos trabalhadores serem muito inferiores. É esta a Preocupação social da Benetton!!! Faz como Frei Tomás, faz o que ele diz, não faças o que ele faz.
No fundo a Benetton não passa de mais um cacique económico, que visa o lucro pelo lucro.
António Cipriano

terça-feira, maio 17, 2005

O pior dia

Depois desta segunda-feira o meu professor de Pedagogia ter marcado uma ficha a cerca de hora e meia de uma frequência, na próxima segunda e tendo frequência na sexta-feira anterior, pensei logo que este seria o pior dia que alguma vez terei na Universidade. Não poderia estar mais enganado, o pior dia foi hoje. Ao chegar a uma aula, vi-me confrontado com uma notíca terrível, um colega tinha-se suicidado com a idade de 23 anos. Não posso dizer que o conhecia, pois estou sempre a mudar de turmas e de caras, nem me recordo muito bem da cara mas, ver as raparigas da turma a chorarem convulsivamente, homens cabisbaixos e um professor que consegue estimular os alunos em silêncio afecta-nos e faz-nos pensar. Afinal ter uma ficha e uma frequência no mesmo dia não é assim tão mau. É sinal que estamos a evoluir, que estamos vivos, que temos razões para viver. O mais difícil não será não ter razões para viver aos 23 anos de idade? Como referi, não o conhecia muito bem e mesmo que conhecesse não o julgaria mas decerto não lamentaria menos o facto.
PP

segunda-feira, maio 16, 2005

Dinastias

O artigo nº1 da Constituição da Republica Portuguesa estabelece Portugal como uma republica. No entanto, confesso que com o passar dos anos tenho cada vez mais duvidas se não se tratará de uma monarquia, ainda que pouco convencional. Nestes vinte seis anos de vida em variados cargos políticos executivos, ainda só conheci um único titular, nomeadamente no poder autárquico. Em Portugal existe verdadeiros feudos medievais de meras oligarquias de nobres de tradições duvidosas, que se mantém no poder ano após ano. E se pensava que já tinha visto tudo, fiquei recentemente surpreendido!!
Em Marco de Canaveses, quando todos já respiravam de alivio pela partida de Avelino Ferreira Torres para Amarante, subitamente fomos confrontado com a triste noticia de que o filho de Avelino Ferreira Torres é o candidato a Câmara de Marco pelo CDS/PP. Palavras apara que? Portugal no seu pior!!!

António Cipriano

quinta-feira, maio 12, 2005

Reviravoltas

Ontem o Ministro das Finanças, Campos e Cunha, numa conferência organizada pela revista Exame, afirmou de forma categórica que o país precisa de apertar o cinto. De cortar pelo menos anualmente, um valor próximo a 1% do PIB no valor da despesa publica.
Mas disse mais. Referiu que a consolidação orçamental é vital, mesmo que tal signifique algum sacrifício em termos de crescimento económico.
Afinal qual é a diferença entre o discurso de Campos e Cunha e o discurso de Manuela Ferreira Leite?

António Cipriano

quarta-feira, maio 11, 2005

Fim do Sonho

Decorreu este fim de semana a convenção do Bloco de Esquerda. Por estranho que pareça, nem se deu por isso. Tradicionalmente, as iniciativas, as conferências de imprensa, as intervenções das figuras de proa do BE, eram sistematicamente alvo de total atenção por parte da imprensa, sendo esta muitas vezes acusada de acarinhar excessivamente os desengravatados. Desta vez foi diferente. E tudo isto porque o BE perdeu a piada!! Perdeu a sua essência, a sua identidade.
Efectivamente a convenção do BE no ultima fim de semana, marca um fim de ciclo.
Na sua génese, o BE era um aglomerado muitas vezes explosivo de Estalistas, Marxistas, Trotskistas e libertários de esquerda, que constituíam um estrutura política atípica, flexível, um tanto anarca, sem estruturas bem definidas e sem um real aparelho. Simultaneamente apresentava um discurso vivo, cheio de slogan fortes, cheio de ideologia, apostando em temas de rupturas. Era esta composição distinta, que fazia do BE uma esquerda desalinhada dos modelos tradicionais.
No entanto, com o exponencial crescimento das ultimas legislativas, os dirigentes do BE sentiram o perfume de poder, compreenderam que a possibilidade de fazerem parte de uma solução governativa num futuro próximo, passou a ser um cenário plausível.
Com tudo isto o Bloco de Esquerda aburguesou-se!!! Assim, nesta ultima convenção do Bloco, essa estrutura política inovadora deu lugar a um partido como os outros, com direcção efectiva, com aparelho, caciques, estatutos, código disciplinar com as consequentes medidas punitivas a militantes que saiam do rumo traçado pela direcção.
Perdeu a graça!!
António Cipriano

segunda-feira, maio 09, 2005

Albert Einstein

Comemoram-se este ano 50 anos sobre a morte do génio da Física Albert Einstein.
Albert Einstein foi talvez o primeiro cientista mediatico, sendo ainda hoje ao olhos da opinião publica, sinónimo de genialidade e excentricidade. Devemos a ele uma visão totalmente diferente dos conceitos de tempo e espaço. E todas estas descobertas no inacreditável ano de 1905 de Einstein. Em 1905 Einstein, publica a Teoria da Relatividade Restrita, a Teoria da Relatividade Geral e o Efeito Fotoeléctrico, pelo qual venceu o Prémio Nobel da Física, no ano de 1921. Graças às suas descoberta a variável Tempo, deixou de ser aquela entidade mística, absoluta, invariável e imutável, que até ai se pensava. Mas sim algo, que dependia de cada observador, da sua situação, e do seu movimento no espaço. O tempo é sempre um conceito pessoal, e se o observador se deslocasse no espaço a grande velocidade, correria mais lento. E tudo isto definido numa simples equação matemática - E=mc² (a Energia é igual à massa multiplicado pela velocidade da luz ao quadrado). Numa forma simples tal significa que a Matéria e energia se convertem uma na outra.
Ao contrario do que se poderia pensar, Einstein, acreditava profundamente em Deus. Einstein sempre pensou que Deus criou o mundo e o universo de uma forma perfeita, baseado numa simples equação matemática que explicava a essência do universo. Albert Einstein, passou as ultima décadas da sua vida, em busca dessa formula magica que tudo explicava, na sua Teoria Unificada, nunca concluída.

Como legado de Einstein, para além das suas descoberta e teorias, temos como herança maior, o dever ser nos questionarmos continuamente sobre o universo, mantendo sempre uma atitude curiosa, e persistente face à vida e tudo aquilo que nos rodeia.
António Cipriano

domingo, maio 08, 2005

Fim da Segunda Guerra Mundial

Há Precisamente 60 anos, a 8 de Maio de 1945, a Alemanha Nazi capitulava finalmente.
Para trás ficavam 50 milhões de Mortos, escombros e destruição sem igual na história da humanidade. Da guerra nasceu uma Europa dividida numa cortina de ferro, até à queda do muro de Berlim em 1989 e a consequente reunificação Alemã.
Estranho mesmo, existirem ainda hoje, na Europa e em Portugal grupos de seguidores da doutrina racista e destrutiva do Nazismo Mas o homem é mesmo assim. Existem sempre, ainda que residualmente grupos marginais que procuram no radicalismo, no terror e no anti-cristo uma desculpa para as suas vidas insuportáveis de fraquezas e fracassos.

António Cipriano

sábado, maio 07, 2005

Adeus Jorge

Ontem a rádio em Portugal ficou mais pobre com a morte do jornalista, redactor e relatador de futebol da TSF, Jorge Perestrelo. Os relatos de futebol nunca mais serão os mesmos, não mais se ouvirá aquele “Ripa na rapaqueca”, ou “ Mas o que é que é isso ó meu”, ou mesmo “Vai fazer isso lá para a tua terra ou meu”, sem esquecer as suas famosas “reviengas”. Alguém que festejava os golos de uma forma tão efusiva que conseguia contagiar de emoção qualquer pessoa que ouvisse os seus relatos.
Quando partia alguém do mundo de Jorge Perestrelo, ele dizia que esperava que essa pessoa continuasse a vibrar e a praticar a sua arte no outro mundo, e por isso eu hoje digo: - Jorge espero que lá no céu continue a fazer os seus relatos, de forma a por o paraíso a vibrar com o futebol, da mesma forma como fazia aqui na terra! “E Ripa na rapaqueca ò meu"!

António Manuel Pinto S. Guimarães

sexta-feira, maio 06, 2005

Viva ao Sporting

Palavras para que? Quais heróis mitológicos da Eneida de Homero, donos de uma vontade e quer sem igual, ultrapassaram os muros do castelo da Trapobana de Alkmar com sagacidade, sacrifício, conscientes que eram merecedores dessa vitoria imemorável.
Viva ao Sporting!!!!!!!
António Cipriano

quarta-feira, maio 04, 2005

Direita

A Direita enquanto doutrina ideológica política, não acredita na visão cor-de-rosa da natureza humana da Esquerda. A direita, tem plena consciência das fragilidades da sociedade e do indivíduo em si. A Direita parte do pressuposto que o homem tem uma predisposição para o conflito, que é um ser imperfeito, cheio de defeitos, e pecados capitais. Para a direita tem de existir um mão superior assente no poder do estado que regule e ordene a vida social. Thomas Hobbes, pensador do sec. XVIII, considera que o “Homem é totalmente egoísta, um lobo para os seus semelhantes, e como tal, o estado natural é a guerra de todos, contra todos.” Pese o exagero, a Direita por não se basear em utopias sobre a condição humana é pragmática, pratica, reflectindo sobre os problemas com os pés bem assentes no chão. Mas a Direita apesar da visão uma tanto pessimista, acredita que regulando o sistema com regras, princípios e incutindo nas massas um sistema de valores, é possível a vida em sociedade, apostando claramente no paradigma da Liberdade face ao Paradigma da Igualdade da Esquerda.
Se a esquerda com o seu idealismo representa a irreverência e desprendimento da juventude, a direita representa o bom senso, a experiência, o savoir fair da meia idade.
A verdade é que a vida não é fácil, que as incertezas, os problemas e as dificuldade são muitas. A Direita aceitando a imperfeição do mundo de um modo pragmático, procura resolver os problemas sem rodeios, com rapidez, optando sempre pelo caminho mais fáci,l ainda que traga algum amargo de boca.
A Direita pode não seduzir, não cativar à primeira vista, mas é como aqueles medicamentos que apesar de amargarem, vão curando as doenças.
António Cipriano

domingo, maio 01, 2005

Esquerda

Sociologicamente e filosoficamente a Esquerda enquanto movimento ideológico caracteriza-se pela sua crença absoluta na natureza boa do Homem. Para a esquerda o homem procura a vida em comunidade, hamonicamente estabelecida, em que cada elemento busca a felicidade respeitando e procurando o reforço da identidade dessa mesma comunidade. A esquerda vive então subjacente em ideais, em utopias de sociedades ausentes de invejas ou impurezas humanas. A Esquerda defende o paradigma da Igualdade, da procura do social ainda que para isso tenha de sacrificar em parte a liberdade individual Para a esquerda, as disfuncionalidades da sociedade são somente um reflexo de fenómenos externos ao homem, criados pela dialéctica da história que distorcem a natureza verdadeiramente optimista e boa do ser humano. É Talvez com o livro “Utopia” de Thomas More em 1518, que a esquerda é sistematizada. Na “Utopia” de Thomas More, é nos relatado pelo autor, a viagem imaginária de Rafael, um navegador português, a uma ilha do Novo Mundo. Na ilha da Utopia, existe um sociedade idílica em que as injustiças, a pobreza, as desigualdades não existem. Esta foi a resposta de Thomas More à crescente banalização da pobreza e das discrepância sociais do seu tempo.
No entanto é no sec. XVII como reflexo contradições sociais da revolução Industrial, que surge os primeiros pensadores socialistas ou anarquistas como Saint- Simon, Robert Owen, Proudhon. No entanto é com Engels e Marx, e como os inconfundíveis “Manifesto do Partido Comunista”, e o “Capital “, e com a consequente formalização do materialismo dialéctico que a esquerda atinge a pureza ideológica. È certo que as aplicações praticas desta doutrina quer no bloco soviético, quer na china ou em Cuba, vieram demostram as enorme fraquezas do modelo, pois quer se queira quer não, o Homem é demasiado imperfeito e facilmente seduzível aos pecados capitais do orgulho, do individualismo cego e da inveja. A esquerda é sedutora, pelo seu idealismo genético pela sua propensão para o sonho. No entanto por lhe faltar o pragmatismo e a consciência da realidade, não é verdadeiramente praticável apesar da sua beleza endémica.
A esquerda é a Utopia, mas o que é a vida sem utopias??
António Cipriano

quinta-feira, abril 28, 2005

Festival da Eurovisão

Já houve tempo em que o país parava para assistir ao Festival da Eurovisão. Este, há semelhança do Festival da Canção, era um acontecimento com prestigio, em que os participantes lusos, apesar das suas crónicos maus resultados, eram motivo de orgulho por parte do publico. De há algum tempo para cá, de acontecimentos mediato, quer o Festival da Canção quer o Festival da Eurovisão, passaram a acontecimentos marginais em que a qualidade artística tem vindo a regredir de ano para ano.
Mas este ano o Festival da Eurovisão bateu no fundo. Inacreditavelmente a canção que vai representar Portugal será cantada não em Português, mas sim em Inglês. A nossa identidade, assente numa língua que deve ser o orgulho de todos é simplesmente deitada ao lixo.
Ainda há pouco o Presidente Sampaio na sua ultima visita a Paris, falava da importância do Português, da necessidade de criação de medidas de defesa e promoção do Português no mundo
A RTP instituição responsável pela participação de Portugal no referido festival, esquece assim a sua missão de serviço publico, deitando no lixo o legado de Camões, Pessoa e de todos os que em oitocentos anos contribuíram para a identidade de Portugal.
António Cipriano





terça-feira, abril 26, 2005

Que dia foi ontem?

Para mim, ontem pareceu um apêndice de Domingo e não um feriado tão importante quanto deveria de ser. Parece que de ano para ano, os feriados têm um menor significado, em que já nem damos o valor às pessoas que lutaram para que a nossa indiferença ou indignação fosse possível. 25 de Abril é Revolução? É Evolução? Qualquer dia estará reduzido à última letra, o "o" que mais simbolizará um zero, a ausência de importância deste feriado para a sociedade portuguesa. Qualquer dia, fazendo "flash-interviews" na rua, a juventude portuguesa possivelmente nem saberá o que se comemora nessa data, apenas saberá dizer que sabe bem não ter aulas.
PP
25 de Abril Sempre

Não pretendo com este post dar uma lição de história, nem dizer tudo aquilo que já foi dito, nem utilizar frases daquelas cantigas revolucionárias, como é costume nesta data. Pretendo apenas referir que o 25 de Abril significa um marco importante para todos os portugueses que acreditam na democracia, porque simboliza a vontade de um povo de por fim a uma situação de opressão e de falta de liberdade que a ditadura impunha. A vontade de um povo de seguir no caminho da democracia, mesmo sabendo de todos os obstáculos que teria que ultrapassar para a atingir. E apenas por isso, por eu acreditar na democracia eu digo 25 de Abril Sempre.


António Manuel Pinto S. Guimarães
O Hino

Contaram-me que ontem na TVI, um indivíduo vencedor de um concurso para cantores, ficou encarregue de cantar o hino nacional, para as comemorações do 25 de Abril. E lá foi o jovem mostrar os seus dons vocais. Infelizmente segundo consta, o trovador não sabe o hino nacional e conseguiu dar mais uma machadada na credibilidade da TVI. Quem viu diz que ele se enganou várias vezes, sendo o engano mais flagrante quando o canário palrou “ contra a pátria marchar, marchar”. Eu pessoalmente acho isto muito infeliz, e triste, porque não saber o hino já é mau, mas mostrar a todo o país que não sabe é ainda pior, ao menos tinha treinado antes de ir para a TV(I) fazer aquela triste figura.

António Manuel Pinto S. Guimarães

domingo, abril 24, 2005

Telescópio Hubble

Desde muito pequeno, que tal como a generalidade das crianças tenho um fascínio especial pelos céus. Este fascínio advém por um lado, da beleza singular e única deste, e por outro, pela dose de mistério e desconhecimento que este encerra. E se este fascínio há muito persegue o homem, este tem sido alimentado por projectos como o Telescópio Hubble, que no dia de hoje, 24 de Abril faz 15 anos de vida. Pela primeira vez era possível ver mais longe do que as estrelas da nossa própria galáxia e estudar estruturas do universo até então desconhecidos ou pouco observadas. O "Hubble" de uma forma geral, deu à civilização humana uma nova visão do universo e um salto equivalente ao dado pela luneta de Galileo Galilei no século XVII. Hoje nos seus quinze anos, o meu obrigado a todos os que possibilitaram este conquista. Fica aqui o convite a visitarem o site http://www.spacetelescope.org/ e verem algumas das fotos tiradas pelo Hubble
António Cipriano

sexta-feira, abril 22, 2005

Vidas

Ultimamente a minha rotina diária tem passado pelo acompanhamento e vigilância de obras. Confesso que não existe nada pior do que obras. Pelo lixo, poeira, barulho,e claro pelo que custam monetariamente, são insuportáveis, mas necessárias, úteis e no caso inevitáveis.
Alguns trabalhadores, pedreiros e serventes e restante pessoal são cidadãos de Leste, Moldavos e Ucranianos. Muitas vezes não damos o real valor a esta gente. Gente que abandona as suas casas, famílias rumo a um desconhecido apenas adocicado por o sonho de uns Euros, sujeitando-se a trabalhos pesados e difíceis.
Num destes dias um jovens nos seus vinte e poucos, moldavo, de cabelos alourados, falando um português péssimo, me surpreendeu pelo sua cruz diária. Este referido jovem nesse dia, alias como em quase todos os dias, começa a jornada diária logo pelas 6h30m terminado o trabalho regular por volta das 20h. Nesse dia, assim como em muitos, o trabalho não ficou por aqui. Às 20h30, ainda sem jantar, sozinho e até às 23h, carregou um camioneta de lixo e entulho, enchendo sucessivamente, e com muita rapidez, carros e carros de mão de entulho, num trabalho duro e difícil.

Muitas vezes quantos de nós, no nosso individualismo efémero, nos queixamos da nossa vida, dos nossos problemas. Eu não sou excepção. Mas ao ver o quotidiano deste jovem, não posso deixar de me considerar um privilegiado, em que os meus problemas são um nada face aos seus.

António Cipriano