quinta-feira, setembro 01, 2005


Ancião fora de prazo
Era uma vez, um velho ancião octogenário, o qual era respeitado e admirado por todo a nação pelo seu papel de guardião dos valores da liberdade e democracia. O velho ancião tinha tido uma vida preenchida. Fora na sua juventude um combatente por ideais nobres. Lutou, sofreu, teve derrotas, alcançou conquistas. Desempenhou as maiores funções no estado, sendo primeiro ministro e presidente da nação, responsável em muito, pela integração do país no mundo moderno da construção europeia. Todos, inclusive os adversários aprenderam a respeitar, e a ouvir as suas opiniões.

Todavia o velho ancião, talvez por fruto das maleitas psicológicas da idade, e não compreendendo a verdadeira essência dos novos tempos, insistia em ter um papel activo, mesmo preponderante nos assuntos da nação. Quando já ninguém acreditava, qual velho rabugento, queria aos oitenta e um anos voltar ao poder. Enfim, acreditava na sua ilusão que o mundo era o mesmo de há vinte, trinta anos. Alguns dos mais novos, ora por pena, preferiam não contrariar o velho ancião embarcando na mesma ilusão; ora por simples conveniência , e oportunismo de quem quer manter às influências e poder custe o que custar, davam força ao sonho tardio do octogenário.
Quanto ao povo, este estava consciente que apesar do papel histórico do velho ancião, este representava somente o passado, e não o presente, muito menos o futuro.
Alguns contudo, e respeitando a velha máxima de não abandonar o mais idosos, continuavam a apoia-lo nesta sua aventura sem futuro. Todavia muitos preservavam o futuro! E sabiam que este para ser real, promissor, exige raízes sólidas, firmadas não em ilusões efémeras.
Bem o fim deste história apesar de obvio, está ainda por escrever. Esperamos somente que o povo saiba de facto escolher o futuro.
António Cipriano

quarta-feira, agosto 31, 2005

Para quê a tristeza, Manuel Alegre?


Manuel Alegre era ontem um homem triste pelo não apoio que recebeu do seu partido e não sei bem porquê, afinal deve ver que é apenas a terceira candidatura de Soares a Belém e Soares já tem 81 anos, Alegre só tem 69 anos, ou seja, até aos 81 anos ainda se pode candidatar não três mas quatro vezes. Sabendo também que Alegre gosta muito de repetir frases nos seus livros e, não tendo querido chamar traição ao que Sócrates lhe fez, deixo aqui algumas sugestões: quebra de fidelidade, feito à revelia, infidelidade política, facada nas costas, deslealdade, sub-reptício. Quanto ao candidato Soares, que ainda no Verão passado achava a sua candidatura um erro, mostra-se um seguidor da máxima: "O que hoje é verdade amanhã é mentira" e sendo assim, o que a canseira dos 80 anos provoca, a juventude dos 81 anos anula.
PP

terça-feira, agosto 30, 2005

Ambiguidade e Fúria

Nunca percebi a razão de pôr nomes femininos aos furacões que é um fenómeno linguisticamente masculino. Seja qual fôr a razão, em Nova Orleães, foram mais do que as pombinhas da Katrina a voar de mão em mão, foram placas, carros, árvores, telhados, literalmente foi uma cidade a voar de mão em mão.
PP

segunda-feira, agosto 29, 2005

Sondagens

Para quem não conhece, os amáveis senhores da Marktest disponibilizam uma página que vai sendo actualizada e que contém todas as sondagens eleitorais para as Autárquicas 2005: http://www.marktest.com/wap/a/p/id~cd.aspx
Para além disso, também existe o blog do Pedro Magalhães, especialista em sondagens da Universidade Católica. Trata-se de um blog que surgiu durante as últimas legislativas mas que continuou, pretendendo analisar a fundo os resultados de sondagens que vão sendo feitas, para além de projectar o que poderão ser os resultados reais. Por estes dias, Pedro Magalhães tem analisado as eleições na Alemanha, as presidenciais e as autárquicas portuguesas.

João Pedro

domingo, agosto 28, 2005


Colómbia

Todos já sabíamos que a Colómbia era um país peculiar
O Vice Presidente do parlamento Colombiano, revelou esta semana que existem no Parlamento Colombiano, deputados e Senadores que compram e vendem cocaína dentro do próprio palácio do Parlamento. Parece que no parlamento Colombiano, não existe verdadeira segurança, tendo mais de 10.000 pessoas passes de acesso, na maioria dos casos falsos. Vendedores de biscoitos, de sapatos, astrólogos e traficantes, todos frequentam o parlamento. No fundo a Colómbia trata-se de uma verdadeira democracia popular e directa, onde literalmente todos os sectores da sociedade estão representados. E num país cuja industria maior é a trafico de cocaína, as associações do sector não poderiam deixar de estar devidamente representadas nos órgãos de soberania.
América Latina , no seu melhor!!!
António Cipriano

sábado, agosto 27, 2005

Porquê já?

Não está em causa o facto de eu ser contra ou a favor da interrupção voluntária da gravidez, porque a minha opinião será manifestada na altura correcta, ou seja, quando estiver em vigor as campanhas do referendo! Mas no que diz respeito à realização do referendo ainda este ano tenho que dizer que estou contra. As razões para a minha discordância são simples: o referendo foi feito à sete anos, logo a acontecer um referendo agora é num espaço muito curto de tempo, e não vejo possibilidade nenhuma de neste curto espaço de tempo se poder tirar qualquer forma de ilações sobre as medidas tomadas no que diz respeito às novas estratégias de planeamento familiar. Depois temos ainda o problema por excelência, que é sobre a efectividade do resultado do último referendo, pode-se dizer que a margem de diferença foi pouca, que o “não” ganhou com uma diferença mínima e eu digo que sim, a diferença foi mínima, mas esta é uma questão de democracia, por mínima que seja a margem da vitória de uma das “facções” nós temos que arcar com a responsabilidade da escolha da maioria. E para quem quer o referendo para agora tenho apenas duas questões, será que se o referendo tivesse dado a vitória ao “sim” estaríamos agora a discutir uma repetição do referendo? E a acontecer essa vitória se algum partido tivesse feito a proposta devido à diferença mínima apregoada, será que o Louçã e a Ana Drago aceitavam essa repetição sem fazer um estardalhaço dos diabos?
Concluo dizendo que se se fizer um referendo no espaço de pelo menos uma geração, não vejo mal nenhum, mas acho absurdo fazer um referendo num tão curto espaço de tempo só porque alguns barufastadores profissionais não aceitam o resultado do referendo anterior. Porque a ser assim temos que nos mentalizar que vamos fazer referendos até a proposta ser aprovada.

António Manuel P. S. Guimarães

quinta-feira, agosto 25, 2005

O que foi aquilo??

Estamos no final de Agosto, começa a perder-se o bom tempo e ontem ao responder à chamada telefónica de um amigo, fui ver o concerto na Avenida 1º de Maio de uns tais DZRT, ou melhor, supostamente era para ser um concerto, o que vi pelos pouco mais de quinze minutos do que vi, foi muito, muito mau. Usando e abusando do habitual chavão de gritar o nome da cidade para os aplausos fáceis, cantaram três canções muito fraquinhas e ainda cantaram Black Eyed Peas, Metallica e Evanescence. Para dizer a verdade, existem boys band com canções igualmente fracas mas que ao menos têm coreografias, estes nem coreografias possuíam, pelo menos, no pouco tempo em que consegui aguentar tamanha mer... Depois o anúncio chocante para mim, quando eles agradecem ao público os cem mil exemplares vendidos???!!! Num mundo em que se pode tirar tanta coisa da internet, num país em crise financeira grave, existem que pessoas a comprar aquilo??? Ahh, já agora aproveito para confessar que nunca vi um episódio da novela onde eles actuam, TVI só se fôr para ver a Liga Betandwin.com...
PP

terça-feira, agosto 23, 2005


Coelho da Cartola

Depois de dias e dias de boatos, de expectativas elevadas, de nomes segredados aos ouvidos, o PCP desilude em toda a linha. Afinal a candidatura presidencial inovadora, a pedrada no charco no pântano da política nacional prometida, protagonizada por uma qualquer mulher de esquerda assumida, não passou de um boato. Ou menos Carlos Carvalhas. Mas não!!!! Lá vem de novo o Camarada Cassete Jerónimo de Sousa. É a renovação do PCP no seu auge!!!

António Cipriano

segunda-feira, agosto 22, 2005

Afinal quem esteve de férias ?

Só agora a situação exigiu pedidos de ajuda externa” Esta é a última frase de António Costa sobre os incêndios, o homem que ficou a tomar conta do país quando Sócrates foi de férias. A seguir a esta frase eu tenho apenas que fazer a pergunta: afinal foi Sócrates que foi de férias ou terá sido António Costa? É que parece que quem tem estado fora nos últimos 3 meses é o ministro da administração interna, porque ele acha que só agora é que a situação dos incêndios é grave e que precisa de ajuda para os resolver!

António Manuel P. S. Guimarães

quarta-feira, agosto 17, 2005

Apoio

Foi feito um jantar de apoio a candidatura presidencial de Manuel Alegre. Aquilo não eram socialistas normais. Eram socialistas como ele.

PP
Reforços da pré-temporada

Faltava uma jornada para acabar o último campeonato nacional de Futebol, quando deixei a opinião de que os clubes da SuperLiga deveriam apostar mais nos jovens portugueses, poucos meses volvidos e com mais um clube a ir à falência e deixar as ligas profissionais, vê-se que a aposta foi (segundo indicações recolhidos no jornal Record) em estrangeiros (nomeadamente brasileiros) que dava para formar sete equipas. É bom ver que em tempos de crise os clubes sabem apertar o cinto e dar lugar aos jovens formados no seu clube.
PP
Reforço

Ainda não vi o novo reforço do Benfica a treinar, quanto mais a jogar. Aquele, sabem, que foi recebido com pompa e circunstância pelo Luís Filipe Vieira, de nome João Ribas. Aliás, nem sei em que posição joga...
PP
Tragédia

Na Venezuela, uma queda de avião provocou a morte a toda a tripulação e passageiros. Pode parecer preconceituoso e sei que é errado mas, não posso deixar de dizer que uma tripulação feita com oito colombianos não inspira muita confiança. A primeira coisa que me veio à cabeça foi de pilotos e hospedeiras todos juntos a fumar umas ganzas enquanto o piloto estava automático. Concerteza nada disto se passou e foi tudo uma infeliz tragédia mas, da fama de narcotraficantes e consumidores, infelizmente ninguém livra o povo colombiano.
PP

Steven Seagal

Estreou entre nós mais uma película do pseudo intitulado actor Steven Seagal - “Submerged”, brilhantemente traduzido para português com o titulo “Ameaça Biológica”.
Não desta fez não se trata da história de um policia vingador, nem de um ecologista sanguinário, nem de um cozinheiro ex-membro dos serviços secretos. Desta vez Steven Seagal vai mais além. É totalmente inovador!!!!!!!
Submerged, segundo rezam as crónicas, mostra a história de sequestro de um submarino por parte de terroristas e que é levado a Diabo, um suposto porto a 100km da capital do Uruguai. No filme o Uruguai está sob o domínio de um ditador corrupto rodeado de narcotraficantes em que a embaixadora de EUA é assassinada. O quadro se completa com cabines telefónicas com cartazes em francês e cidadãos que falam inglês ou italiano.
O Governo do Uruguai já prometeu processar Steven Seagal, pela imagem transmitida do país. Espero que em vez de qualquer indeminização financeira, o governo do Uruguai exija somente, a garantia que Steven Seagal, jamais volta a fazer qualquer filme.
Por cá, com amante da sétima arte, espero que a acção judicial chegue a bom porto.
Afinal, ninguém já tem paciência para a falta de talento de Steven Seagal.

António Cipriano

terça-feira, agosto 16, 2005


Colonialismo

O Colonialismo foi um processo histórico que existiu durante séculos, segundo o qual as nações europeias, exploraram os recursos naturais e humanos de extensas áreas geográficas.
Com o fim da segunda guerra mundial, brotaram um sem numero de movimentos de libertação, que pugnaram pelo direito à autodeterminação. Graças em muitos casos a longas e difíceis guerras por um lado, e à mudança de posição da opinião publica mundial por outro, o colonialismo terminou nos anos 70.
Bem, de facto não terminou. O colonialismo ainda persiste, no ano de 2005.
Israel em pleno século XXI, ainda é um estado colonizador, opressor de populações autóctones.
Somente no dia de hoje, após 38 anos de ocupação ilegítima, Israel, finalmente abandonou os colonatos da Faixa de Gaza. Trata-se de uma decisão sábia e histórica, fundamental para algum apaziguamento da região. Todavia, na Cisjurdânia, Israel persiste na sua política de colonatos, quer não desactivando os existentes, quer implantando mais.
É certo que Israel é frequentemente flagelada por atentados, que minam a sua segurança interna. Mas, não é menos verdade, que a insegurança do estado Judaico é em muito, uma consequência da sua política agressiva, de ocupação, e desrespeito das resoluções da ONU.
Espero sinceramente que Israel, e os Palestinianos, se entendam de vez, isto apesar de não acreditar muito nisso.

António Cipriano

domingo, agosto 14, 2005

Recordar Aljubarrota

"Olha: por seu conselho e ousadia
De Deus guiada só, e de santa estrela,
Só pode o que impossível parecia:
Vencer o povo ingente de Castela.
Vês, por indústria, esforço e valentia,
Outro estrago e vitória clara e bela,
Na gente, assim feroz como infinita,
Que entre o Tarteso e Goadiana habita?” (Os Lusíadas, Canto VIII)

Hoje comemora-se uma das datas mais importantes da nossa história, a data em que se lembra o início da tomada de consciência de que somos um povo próprio, em suma, que somos portugueses! Faz hoje 620 anos que as tropas comandadas por D. Nuno Alvares Pereira, O Condestável, fizeram o impossível, derrotaram as tropas castelhanas em Aljubarrota. Esta batalha foi um exemplo do que a coragem e audácia são capazes. A conclusão desta batalha foi o início de um dos mais brilhantes períodos da nossa história. Foi na sequência desta batalha que Portugal ganhou condições para se lançar aos mares e começar a sua expansão, foi aqui que Portugal “deu novos mundos ao mundo”! O período em que surgiu a “ínclita geração”! Talvez a única altura em que Portugal fez as coisas por iniciativa própria, sem medo e com coragem, a coragem característica de quem gosta de partir na dianteira!
620 anos depois essa vontade e querer infelizmente estão adormecidos. E curiosamente não se ouve nenhum órgão de comunicação falar sobre esta data tão importante, que merecia ser recordada. Uma recordação que serviria pelo menos para lembrar as pessoas que Portugal já teve vários momentos de crise e que apenas com a vontade real dos portugueses foi possível ultrapassar esses ensejos! E se o conseguimos no passado não será legitimo acreditar que agora, se a vontade imperar, podemos voltar a superar a presente crise? Deixo a questão.

António Manuel P. S. Guimarães

quinta-feira, agosto 11, 2005


Era uma Vez


Era uma vez, um país distante, tropical, de planícies, vales e rios de tamanho sem igual, rico em recursos naturais e habitado por um povo multicultural. Todavia, o seu povo vivia na sua grande maioria, numa pobreza aflitiva, nomeadamente nas regiões do interior e nas periferias das grandes cidades, face uma burguesia de privilegiados que ostentavam riqueza sem igual.
Os governates, esquecendo os seus deveres de lealdade ao povo, viviam fechados no seu individualismo, procurando pela via da corrupção somente sugar às riquezas do país.
Até que num dia, dos campos do sertão, um torneiro mecânico, com nome de molusco, resolveu que os dias de desigualdade tinham forçosamente de mudar. Peões, camponeses, plebe, pequenos operários, sem terra, embrenhando-se nas palavras e ideias de igualdade e justiça social do torneiro mecânico, foram gradualmente criando um mar de desalinhados que acreditavam no sonho de um país novo. Empurrado por um oceano de esperança, o torneiro mecânico, como num conto de fadas, virou presidente.
Todos pensavam que um novo tempo iria começar. A esperança dos descamisados era muita. Todavia, em poucos meses a esperança foi perdendo fulgor. O Torneiro mecânico, com nome de molusco, enquanto presidente, não apresentava uma política social muito diferentes dos anteriores presidentes. Dizia-se que a culpa era dos lobbys, dos americanos, que não deixavam o presidente cumprir a sua missão
Até que o pesadelo surgiu!!! De repente, o governo do presidente com nome de molusco, é envolvido num terrível escândalo de corrupção, e trafico de influências. O descredito, a tristeza, o desespero, invadiram todos. Afinal o presidente com nome de molusco, e todos os seus colaboradores que apregoavam a justiça social, a honestidade, a igualdade, eram iguais aos outros. O dito partido dos trabalhadores, apenas se interessava em negociatas rentáveis e gordas.
O Presidente com nome de molusco, apregoa a sua inocência, argumentando ser somente uma vitima da sua ingenuidade. Pode até ser verdade. Mas o que também é verdade, é que o sonho, a utopia, de um presidente que veio do povo para lutar pelo povo, visando a igualdade e a justiça social, esse terminou.
E quando se acaba o sonho, nada resta.............
António Cipriano

terça-feira, agosto 09, 2005


Sin City


Este filme, baseado num comic homónimo de Frank Miller que retrata estórias de diversas personagens a viver em comum numa mesma cidade (Basin City), uma cidade sem heróis, sem pessoas imaculadas mas, com umas personagens maníacas, complexas e muito, muito escuras. A realização, a cargo de um realizador referência da actualidade, Robert Rodriguez está muito bem feita, recriando uma atmosfera sombria e fascinante, repartindo os louros com o criador Frank Miller (uma preciosa ajuda para recrear a complexidade psicológica (psicopata talvez?) das personagens, donde destaco Marv, um vilão forte e feio, esquizofrénico que procura vingar a sua amante de uma noite, personagem esta interpretada por Mickey Rourke e, claro o realizador convidado Quentin Tarantino. Este filme está cheio de actores conhecidos, além do já citado Mickey Rourke, Bruce Willis, Elijah Wood, Rutger Hauer, Brittany Murphy, Benicio del Toro, Michael Clarke Duncan e Clive Owen. Programadas já estão outras duas sequelas de Sin City para os dois próximos anos, ficando eu a aguardar que este trio produza outro filme de qualidade como é o caso.
PP

sábado, agosto 06, 2005


Poção magica


No seguimento das ideias peregrinas do Benfica e Sporting, de venderem o nome do seu estádio, a empresas nacionais ou internacionais visando a obtenção de elevadas somas para amortização de passivo, o governo de José Socrates, prepara-se para aprovar em conselho de ministro uma medida similar.

Segundo fontes próximas, Socrates prepara-se para leiloar o nome do País visando assim, eliminar o déficit de vez. Interessados não faltam, entre os quais a multinacional do terrorismo Al Qaeda, o Presidente Angolano José Eduardo dos Santos, e em especial o Rei de Espanha.

António Cipriano

sexta-feira, agosto 05, 2005

Os Estudos para o Aeroporto da OTA

Mas porque razão é que o governo não disponibiliza os estudos que foram feitos para tomar a decisão de construir o Aeroporto neste local? Será que têm receio de disponibilizar os estudos por estes terem sido feitos “em cima do joelho”, ou será que é porque os estudos simplesmente não existem e eles não querem mostrar os vários negócios de imobliarias que pesaram na decisão?!

António Manuel P.S. Guimarães
Aniversário

Nada mais desagradável do que acordar pela manhã e apesar da implícita tentativa de esquecimento, ser sucessivamente relembrado de que mais um ano passou, que no caso, já são 27 primaveras. Ainda me lembro do tempo em que ansiava pelo aniversario, pelas suas prendas, mas sobretudo, como momento de afirmação, afinal, estava cada vez mais perto das emoções dos adultos.
Já hoje, comemorar 27 anos não me parece motivo para demasiadas alegrias. Como um amigo me relembrou nos últimos dias, já só faltam 3 anos para os trinta e 13 anos para os quarenta.
A idade de 27 anos é uma idade confusa própria de uma terra de ninguém. Já não somos jovens (já se foi o cartão jovem ao 25), mas também não somos velhos. Vinte sete, encaixa com a ideia que já é hora de deixar as loucuras mundanas da juventude, de abraçar as responsabilidades, de ter já uma carreira profissional em marcha, de ser o momento propicio de desenvolver um vida familiar assente nos valores do casamento. Que fardo pesado este dos 27 anos!!!!
Acho que vou preferindo pensar que ainda estou nos vinte e poucos, ou em alternativa, se for mesmo obrigado a encarar a realidade, que sou a excepção à regra, que permite uma juventude mais longa, comprida e divertida.
António Cipriano

quarta-feira, agosto 03, 2005


Política Dançarina


Foi fundado no dia de ontem, por Gilberto Gil e Carrilho, o conceito inovador de “Política Dançarina”. Segundo palavras de Gilberto Gil, Carrilho deveria seguir na Presidência do Município de Lisboa uma “Política Dançarina".
Mas o que raio será uma “Política Dançarina” ?
Será reeditar, os antigos bailes das cortes europeias do século XVIII, como política cultural?
Será apostar em obras de fachada, que iludem os cidadãos que algo está a ser feito?
Será semanalmente Carrilho e a sua Baba percorrerem os bairros de Lisboa e suas colectividades ao som do Tango ?
Será exercer a presidência do município sem rumo, ou fio condutor, como se estivesse sistematicamente a mudar do estilo de dança?

António Cipriano

segunda-feira, agosto 01, 2005


Os Corvos

Sábado, aproveitando a belíssima noite que estava, foi assistir a um concerto do grupo musical “Os Corvos”. Dos “Corvos” apenas conhecia o nome. Na verdade, fiquei agradavelmente surpreendido com a qualidade musical, e vivência do grupo em palco. “Os Corvos” são uma banda instrumentista portuguesa, que através de instrumentos clássicos (violoncelo, violino) conjugados com uma bateria, reinventam temas do universo do rock e da pop.
No concerto deram uma alma diferente a temas dos Nirvana, de Jim Morrison e dos Xutos, que entusiasmaram um publico musicalmente nada homogéneo, que por cerca de 90 minutos se deixou levar nas asas dos Corvos.
Os Corvos, para a além de excelentes interpretes souberam utilizando recursos pirotécnicos e técnicas de palco, impor um ambiente um tanto gótico, negro, mas cheio de energia vibrante. Quem quiser conhecer um pouco mais sobre o grupo aqui fica o site: http://novascenas.pt/corvos
António Cipriano
O Fim da Companhia de Bailado da Fund. Calouste Gulbenkian

Ontem foi a última actuação da Companhia de Bailado da Fundação Calouste Gulbenkian. Companhia que terminou a sua actividade devido à reestruturação da fundação, muito foi dito, mas eu sinceramente ainda não percebi como é que uma “reestruturação” serve de desculpa para terminar com uma das poucas coisas de que o país se podia orgulhar. Como é que é possível acabar com um marco cultural tão importante e que tanta falta faz ao nosso país?
Mas uma coisa eu sei, o fim da Companhia de Bailado é a caricatura perfeita do caminho que leva a cultura em Portugal, pois enquanto ela cessa funções, as “ervas daninhas” das novelas e “big-brothers” vão invadindo os espaços que se vão abrindo. Estamos a morrer culturalmente e a continuar assim o nosso espírito crítico apenas servirá um dia, para discutir as faltas do futebol e nada mais.

António Manuel Pinto Silvério Guimarães

sábado, julho 30, 2005

Desaparecimento

Desaparecem hoje da bancas dois históricos do jornalismo em Portugal: “O Comércio do Porto” e a “Capital”. Confesso que nunca folheei o “Comércio do Porto”. De qualquer modo, um jornal com 151 anos, desaparecer é motivo de tristeza.
Já a “Capital”, me acompanhou muitos dias, nomeadamente nos anos 90, em que todas as sextas feiras por virtude do seu caderno de informática, era um leitor fiel. Na segunda metade da década de 90, deixei de ler a "Capital". Perdi mesmo o contacto com o diário. Só no ultimo ano, já sob a direcção de Luís Osório é que voltei a acompanhar a “Capital”. Luís Osório, deu um novo gás ao Jornal, fazendo desde, um periódico de leitura interessante, com bons cronistas com Jacinto Lucas Pires e Daniel Sampaio. É certo que a linha editorial do jornal passou a ser marcadamente de esquerda, evidenciando-se mesmo, em alguns momentos, como o jornal oficial do PS. Apesar deste facto, a “Capital” era um jornal interessante, face ao panorama nacional, que vai deixar alguma nostalgia e saudade.
António Cipriano
Quarteto Fantástico

Aguardo que chegue a um cinema perto de mim, o filme do Quarteto Fantástico. Na minha infância, era fã deste grupo da Marvel, lembrando-me ainda de algumas estórias deste grupo, escritas por um dos melhores escritores de quadradinhos da altura (não sei se ainda será) John Byrne. No entanto (como sempre não há bela sem senão), apesar de gostar da inteligência de Reed Richards (o Senhor Fantástico, uma espécie de McGyver que se estica), nunca percebi como alguém tão inteligente podia ter um poder tão ridículo e ainda por cima chamar-se fantástico. O que têm de fantástico poder esticar-se? Parece ser um bom poder para envolver um automóvel e oferecê-lo como prenda de anos à sua esposa com laço e tudo, agora para liderar um grupo de super-heróis, como a Mulher Invisível, o Tocha Humana e o Coisa? Que frase emblemática é que ele pode gritar e que inspire terror no coração dos criminosos: Vou-te envolver?? Hmm, não me parece...

PP

sexta-feira, julho 29, 2005

O regresso de Mário Soares (mas... outra vez?!?!?!?!?)

Primeiro foi cabeça de lista do PS às europeias, mesmo apresentando já uma idade avançada. Na altura serviu para o PS ganhar. Mas também já lá vão uns anos fortes.
Depois disse que iria abandonar a política activa (se bem que Freitas do Amaral e Cavaco Silva também já disseram o mesmo, num passado recente), e até que nos sentimos inclinados a acreditar. Afinal, a idade não retrocede.
Agora resolveu tentar, novamente, ser Presidente da República. A única boa notícia que eu vejo nisto é que, pelo menos, não é o filho dele a candidatar-se (o mais incrível é que as sondagens estão a dar a vitória a João Soares em Sintra, mas isso é uma outra longa e macabra história).
De saúde física deve estar bem, pelo menos aparenta. Mas e daqui a um ano? E daqui a dois? E mentalmente, como estará ele?
Por altura das legislativas, Mário Soares elogiou o programa de governo proposto pelo Bloco de Esquerda (ainda bem que não passou de "proposto"). Agora, o Bloco de Esquerda decide apoiá-lo. Costuma-se dizer que, em política, tudo o que parece... é.
Na realidade, se Mário Soares for o candidato da esquerda (a dividir o espaço com o camarada Carlos Carvalhas?) é porque candidatos mais novos e com outras condições não quiseram avançar (o nome de Vitorino vem-me assim, de repente, à cabeça).
Mas ainda há aqui mais qualquer coisa que me está a escapar, um plano qualquer, um negócio qualquer. Seja o que for, não é boa notícia.
E Cavaco? Acho que o único político que lhe poderia ganhar, nesta altura, e caso a legislação assim o permitisse, seria o próprio Sampaio. Mas Cavaco ainda não avançou, estar-se-á a guardar para depois das autárquicas. Eu pagava para saber o que lhe vai dentro da cabeça, depois deste avanço de Mário Soares.
Com um bocado de sorte, João Soares não fará campanha pelo pai. Com mais sorte ainda, a candidatura de Mário Soares nem sequer se chega a concretizar.
João Pedro
OTA, TGV
A demissão do anterior Ministro das Finanças esteve relacionada com as iniciais "OTA" e "TGV". Esta semana, um grupo de economistas (uma boa parte dos quais participou no Novas Fronteiras do PS de Sócrates, saliente-se) tornou público uma espécie de manifesto (mas não do Partido Comunista, para bom entendedor) no qual criticam os futuros investimentos na OTA e no TGV.
Ambos estes projectos estavam no programa de governo de Durão Barroso (se ele não tivesse ido para Bruxelas, talvez esta questão já estivesse ultrapassada), o que eu sempre achei muito positivo. Não que o Durão Barroso esteja propriamente interessado em saber o que eu penso, claro.
Este novo governo do PS também apresentou ambos os projectos como pilares estruturantes do desenvolvimento económico de Portugal para as próximas décadas. Espero que passem das palavras e das linhas escritas para as obras propriamente ditas.
O problema prende-se com a despesa pública, e este foi o cerne da crítica do tal grupo de economistas. Li o documento em causa e, humildemente, permito-me discordar de praticamente tudo o que escreveram.
Primeiro porque foi feita uma mini-revisão do Pacto de Estabilidade e Crescimento em Março, que veio permitir que determinados investimentos, desde que interessantes sob o ponto de vista do crescimento económico (e esta é a parte altamente subjectiva da questão), não sejam contabilizados nem no défice orçamental nem na dívida pública. Se bem negociado, pelo menos o investimento no TGV cairia facilmente nesta categoria. E, sejamos sérios, não estamos a falar da construção de estádios de futebol. Esta mini-revisão foi ao encontro dos desejos dos responsáveis pela política económica dos países da zona euro.
Segundo porque, como diz o Nicolau Santos, um dos colunista do Expresso, "O mundo não pára. E nós não podemos ficar para trás". Acho que o tal documento possui rigor contabilístico a nível de finanças públicas mas não possui visão estratégica a nível de desenvolvimento económico.
Não é por se reduzir a despesa pública que o país vai crescer no curto-prazo. Existe evidentemente despesa pública que se deve cortar, mas não aquela que se destina a investimentos que irão certamente propiciar crescimento económico de longo prazo em Portugal. E com crescimento económico, qualquer governo arrecada mais receitas e reduz as suas despesas (desaparece a necessidade de estabilizadores económicos automáticos como sejam o subsídio de desemprego e os impostos indirectos).
João Pedro
Dias difíceis

O jogador do Real Madrid, Luís Figo, a quem ainda considero o melhor jogador nacional, não querendo cair na Ronaldomania que se instalou, apesar de ser um jogador de nível planetário, não joga tão bem com as palavras como com as bolas de futebol. Partindo do princípio que as leis da natureza não podem ser subvertidas pelo dinheiro, Figo não pode ter dias difíceis com têm todas as mulheres, logo quando diz que está a passar dias difíceis só pode ser "justificado" pelo impasse do seu futuro clubístico, saí do Real e vai para o Inter é a sua dúvida existencial. Que seja, agora dizer que está a viver dias difíceis e a receber seis milhões de euros por ano é totalmente injustificado pelos milhões de pessoas que vivem na miséria por este mundo fora. Que Figo continue a ser o jogador que sempre foi, que eu continuarei a ser fã mas, um pouco de tino pois um dia difícil desses é o que todas as pessoas desejam.
PP

quarta-feira, julho 27, 2005


Chuva

Finalmente temos chuva em Portugal !!!! Após meses de seca e condições climatéricas atípicas, mais próximas de um país como Cabo Verde, choveu. Ainda que pouco, o suficiente para acalmar a tragédia dos incêndios e dar um pouco de esperança, aos poucos agricultores que ainda restam.

António Cipriano

terça-feira, julho 26, 2005


Regresso ao Passado

Mário Soares é uma das personagens incontornáveis do século XX português, que pessoalmente tenho respeito e admiração. O seu longo percurso como animal politico, foi marcado por erros, alguns graves, mas os quais foram apagadas da memoria colectiva, face ao seu papel crucial na defesa, e implantação da democracia no país no pós 25 de Abril. Mas se país tinha uma divida com Soares, esta já foi paga com dois mandatos presidenciais. Soares foi um bom presidente, efectivamente o presidente de todos os portugueses.
Mas Soares é passado. É uma figura do século XX, alguém que já faz parte dos manuais escolares de história. Que raio de futuro procura o país num homem de oitenta anos?

Apesar de se falar de uma eventual candidatura de Soares, eu era daqueles que nunca tinha acreditado nesse cenário. Talvez por respeitar e admirar Soares, nunca pensei ser possível, este deixar o Olimpo de Senador da Republica, figura indelével da sociedade portuguesa, para voltar ao pântano da policia activa. Confesso que a única explicação que plausível é que Mário Soares fruto da idade, esta a ficar senil, ou mesmo gagá.
Quanto ao PS, é o desespero total. Que espécie de partido é o PS que o único candidato capaz é um ancião de 80 anos?
António Cipriano
Saber sair

Lance Armstrong fez o que nenhum outro homem no mundo fez, que foi vencer sete Tours consecutivos e apresta-se a abandonar o ciclismo em glória. Por este mesmo tempo, Mário Soares quer regressar à vida política activa já numa idade avançada. Se há coisa que não aprecio na família Soares, é o seu apego pelo tacho, independentemente de outras coisas que não me levam a ter a consideração por eles que a maioria dos portugueses têm. A maneira como Maria Barroso ficou irritada com a eleição de outro presidente da Cruz Vermelha Portuguesa mostra como são agarrados ao poder vitalício. Espero que Sócrates mostre que é mais que uma marioneta e não permita que Soares avance, para bem dele e para bem do povo português. Houve verdadeiros vencedores no passado que não souberam sair a tempo, Soares ainda é visto como tal, não caía na armadilha de voltar e ser humilhado.
PP

domingo, julho 24, 2005


Mais pérolas de Alberto. J.J.

E mais uma vez, importadas directamente da Madeira, voltámos a ouvir
as baboseiras do costume de Alberto J.J.. Mas desta vez reparei em dois pequenos detalhes, no fim do seu chorrilho de disparates Alberto J.J. começou a gritar a palavra “liberdade”, a que os madeirenses que assistiam brindaram com um coro de assobios. Agora não sei se assobiaram por Alberto J.J. falar duma palavra que ele desconhece o seu sentido prático, ou por perceberem a onde ele queria chegar e os assobios serem a resposta a uma ideia tão estapafúrdia que só podia ter saído daquela mente distorcida. Reparei também que o fim da reportagem acontece de uma forma um tanto quanto súbita, ficando eu a pensar que os serviços de censura de J.J. estão mais activos que nunca.
Concluo explicando a Alberto J.J. o significado da palavra "colonialismo"que é: "forma de domínio económico, político e social, exercido por um país colonizador sobre populações indígenas de territórios separados geograficamente da metrópole desse país" in Diciopédia 2004, em suma, aquilo que Alberto J.J. faz relativamente à ilha de Porto Santo.
António Manuel Pinto S. Guimarães

O Homem que um dia disse “Basta”

Mário Soares foi um homem que ocupa indiscutivelmente o seu lugar na história nacional, foi um dos aclamados na revolução, considerado como um líder natural ao lado de Álvaro Cunhal, foi o pai da desastrosa descolonização portuguesa, muito devido ao facto de decidir fazer tudo depressa e sozinho, foi por três vezes primeiro-ministro conduzindo o país em períodos particularmente difíceis, fosse devido à instabilidade do PREC, fosse devido à sua oposição às tentativas de implantação de medidas de democracia popular tentadas pelo PCP. E foi o Presidente da República Portuguesa entre 1986 e 1996 sendo aqui o Presidente que se impunha, pois foi Presidente numa altura em que o nosso país vivia a sua primeira maioria absoluta no parlamento, sendo assim um “travão” ao governo, umas vezes bem e algumas vezes mal, mas a única segurança contra possíveis e felizmente infundados exageros do governo. Na generalidade foi o político por excelência durante três décadas, relembro as suas palavras no fim do seu último mandato como Presidente da República, quando fez a sua última comunicação ao país ele disse: “quanto à minha participação na vida política, devo dizer basta, meus amigos!”. Foram sem dúvida nenhuma sábias palavras, todos concordaram e todos compreenderam gostassem ou não de Soares, três décadas de vida política activa desgastam qualquer um e depois de ter passado dez anos na presidência da república era de facto tempo de dizer “basta”. Era sem dúvida uma forma de obter a reforma em glória, terminar a sua vida política no cargo de mais alto magistrado da nação. Mas agora com o discurso de Sócrates ganhou força a possibilidade de Soares com 81 anos entrar na corrida para Belém, lembrando “a brigada do reumático” de Carmona e Norton de Matos em 1948 (na altura contavam 79 e 81 anos respectivamente), um grande erro a todos os níveis, pois Soares é um homem com bastante e respeitosa idade e já não tem o vigor que seria necessário para levar esta empresa a bom porto, depois apenas poderia jogar com o seu passado, ou seja, com tempos que já lá vão e se em 1986 ele era o homem necessário, agora seria o dinossauro desactualizado e o regresso ao passado. Por fim, correria o sério risco de ser comparado com a pessoa contra quem ele lutou e que o obrigou ao exílio, refiro-me claro está a Salazar, um político que não soube sair em tempo útil. Concluo dizendo que a confirmar-se a candidatura, será certamente o homem que não sabe o significado das suas próprias palavras “basta”!

António Manuel Pinto Silvério Guimarães

quinta-feira, julho 21, 2005

A Demissão de Campos e Cunha

Quando falamos do caso especifico do ministro das finanças é preciso ter muitas cautelas, pois este é “apenas” o ministro que coordena todos os fundos para cada ministério, é ele que diz o que pode e o que não pode ser feito e se existem fundos ou não para agir. Portanto este ministro deverá sempre ser visto como o número dois de qualquer governo, logo a seguir ao primeiro ministro. Quando assim não é, um governo corre sérios riscos de começar a perder o rumo e estabilidade. Espero portanto que as razões evocadas por Campos e Cunha, para a sua demissão sejam reais e não sejam, como eu sinceramente temo devido às evidências, razões de choque e incompatibilidade com quem lhe deveria dar todo o apoio, ou seja, José Sócrates. É de conhecimento geral que Campos e Cunha estava reticente quanto aos projectos do aeroporto da Ota e do TGV, e que mesmo após os comentários terem sido tornados públicos, José Sócrates tenha mantido sempre a sua ideia, o que demonstra algum desacordo. Assim espero que esta demissão não tenha sido o culminar do desacordo, pois a ser assim, Sócrates cometeu o seu primeiro grande erro político, pois nunca se demite um ministro das finanças por este achar que não existe dinheiro para obras que não vão ter impacto positivo na economia nacional, porque quando isto acontece abre-se a porta à incompetência. A ser assim fiquemos todos prontos, porque lá virá um destes dias um Pina Moura. Concluo dizendo que espero que este não tenha sido o início do fim dos independentes neste governo.

António Manuel Pinto Silvério Guimarães
Demissão

A demissão de Campos e Cunha apesar de inesperada e um tanto surpreendente, não deixa de ser lógica e coerente.
No domingo passado, Campos e Cunha assinava um artigo no Público, admitindo que, face à deterioração das perspectivas económicas seria necessário adoptar mais medidas de contenção da despesa, possivelmente já para 2006. O ministro aparentou também nos últimos dias algum distanciamento em relação aos projectos da Ota e do comboio de alta velocidade, bandeiras do programa de investimentos com que o Governo quer relançar a economia nacional. Ou seja Campos e Cunha, não era homem de se deixar levar na onda socialista dos projectos faraónicos e nos desejos da polvo socialista, que em vez de se preocupar com o país esta bem mais intranquilo com as autárquicas.
De Socrates esperava-se o apoio incondicional a Campos e Cunha nas políticas difíceis, mas necessárias ao país. Em vez disso Socrates cedeu ao populismo, ao aparelho e aos caciques do PS.
António Cipriano
Novo Ministro das Finanças

Campos e Cunha deixou o governo e já tomou hoje posse o novo ministro Fernando Teixeira dos Santos. Isto poderia ser uma boa notícia, não afirmasse o recém-empossado que as medidas do antigo ministro eram para continuar. Era só o que faltava, outro ministro que não tem noção no que se vai meter.

PP
Presidenciais

Em vez de optar pelo velhinho "Poeta Alegre", porque não opta Sócrates, numa decisão à laia daquele preconizada com Freitas do Amaral e, opta por Pacheco Pereira para candidato presidencial pelo PS? Tendo sido um dos maiores críticos de Santana Lopes, Pacheco Pereira foi um dos principais causadores da eleição de Sócrates. Qual a retribuição? O esquecimento e a ingratidão deste.

PP

quarta-feira, julho 20, 2005



Guerra dos Mundos


Fruto de uma boa promoção de marketing, a "Guerra dos Mundos" de H. G. Wells, adaptada ao cinema por Steven Spielberg, é claramente o filme do momento. Neste contexto não pode deixar de ir ver.
Confesso que foi uma desilusão em toda a linha. O Filme a “Guerra dos Mundos” é uma simbiose em negativo de “Signs” de Mel Gibson, do "Dia da Independência" de Will Smith, de “Marte Ataca” de Tim Burton, com um drama familiar de um pai (Tom Cruise) irreverente e pouco dado a responsabilidades, com uma relação problemática com dois filhos adolescentes. Toda enredo limita-se a contar a fuga dos humanos dos tenebrosos e sanguinários extraterrestres. Estranhamente e na continuidade dos outros filmes do género, os alienígenas aparentemente indestrutíveis, e apesar de programarem a invasão da Terra ao pormenor durante séculos, são destruídos por umas simples gotas de água!!! Caricato!!!
Por que será que os extraterrestres são sistematicamente apresentados cinematograficamente como seres feios, horrorosos, intelectualmente superiores mas absolutamente sanguinários? Triste visão esta do Universo!!!
Para compor o ramalhete, numa das cenas do Filme, a personagem que faz de filho de Tom Cruise a certa altura, pergunta se tais criaturas estranhas terão vindo da Europa?
Positivo o mesmo só a representação da jovem actriz Dakota Fanning, magnifica, com pormenores de realização a lembrar muito o AI (Inteligência Artificial) também de Spielberg.

António Cipriano

segunda-feira, julho 18, 2005

Independência quanto antes

De há umas semanas para cá, quase não dia que passe, sem existirem declarações sem nexo, brejeiras e sem razão de ser de Alberto João Jardim.
Pergunto para quando a independência da Madeira?
António Cipriano
Mais Greves

E lá aconteceu mais uma greve da função pública, mais uma greve daquelas que eu considerei como irresponsáveis num post passado. Reafirmo que a greve é um direito que assiste a todos mas que deve sempre ser utilizada com RESPONSABILIDADE, coisa que não tem acontecido. Se alguém tem dúvidas da irresponsabilidade desta última greve basta pensar um bocadinho e reparar nos factos curiosos desta greve. Para começar foi marcada para uma sexta-feira, ou seja, de forma a criar um fim-de-semana alargado, depois fez com que o patrão (estado) não pagasse um dia de ordenados, ou seja, um favor para o orçamento de estado que poupou um dia de salários para centenas, se não milhares, de funcionários, mas fazendo com que os utentes saíssem prejudicados nas suas vidas. Mais uma vez lembro que existe outros modelos de greve como a “greve de zelo”, que quanto mais não fosse, melhoraria a imagem que a opinião pública tem dos grevistas e das greves, um modelo onde todos têm a ganhar menos o patrão, ou seja, uma greve justa que prejudica que deve, mas que implica estar no local de trabalho em vez de ir até à praia.
Continuem assim e daqui a muitos anos talvez vejam o resultado nefasto a que esta atitude pode levar, e quando revivermos um período igual a 1926-1974 (que eu espero que não se repita)! é que vamos chorar por tanta irresponsabilidade.

António Manuel Pinto S. Guimarães
Correios nas Caldas

Tinha combinado com dois amigalhaços ir até praia, ficou combinado o encontro em casa de um por volta das 14 e 30 e à dita hora lá estava eu! Enquanto nos dirigíamos para o carro, um dos meus amigos foi pôr uma carta no correio, mas como ele não tinha envelopes correio azul, lá tivemos que entrar no posto dos correios para comprar um. E aqui começa o pesadelo! Entramos nos correios e pronto, foi como entrar numa outra dimensão da cidade, um dimensão onde estava tanta gente que mais parecia um sitio onde estavam a distribui dinheiro, o que não era o caso pois estava tudo com umas “valentes trombas”. Passamos claro está pelo ritual cerimonial dos correios que é o retirar a senha, que tinha o número 511, um simples número de três algarismos que nos informava que à nossa frente estava quase tantas pessoas como aquelas que estavam dentro do posto. Toca de esperar, conversar sobre tudo e mais alguma coisa, ver o quão irritante consegue ser quando alguém fica horas no balcão o que faz com a máquina dos números não avance. É certo que o tempo ia avançando, mas não é menos certo que a fila não. Por fim chegou a nossa vez, entregou-se a maldita carta, pôs-se o maldito selo, pagou-se por este divertido momento e fomos embora. Já cá fora, alguém decidiu olhar para o relógio para nos dar a notícia de que tínhamos passado cerca de 4 horas nos correios. Bem, era certo que o dia de praia estava arruinado e nada como umas partidas de snooker para tentar esquecer esta tarde “tão bem passada”.
Isto é um conto que eu decidi escrever, baseia-se em alguns factos reais que ficaram até à linha 15, pois nós apanhamos um excelente dia de praia. Agora pensa o nosso leitor: e porque é que eu tive que ler esta valente seca? Uma pergunta razoável e que merece uma explicação que passo a dar a seguir. Embora não tenhamos passado quatro horas no posto dos correios, é certo que passamos muito tempo e que apanhamos uma valente estopada, tudo porque numa cidade com cerca de 50000 mil habitantes, algum carola decidiu que apenas um posto chegava. Achou também que dentro deste posto deveriam estar apenas três funcionários a trabalhar nos balcões, mas se o posto tivesse apenas três balcões, pois só assim era compreensível, mas visto que tem mais uns quantos balcões, a situação torna-se no mínimo irresponsável e anedótica. Para este cenário ficar ainda mais caricato devo lembrar o nosso paciente leitor que alguns postos das freguesias da cidade têm vindo a fechar, o que promete tornar a situação ainda mais caótica. Acho que quem toma estas decisões deveria um dia ir pôr a sua própria correspondência no correio e ter que utilizar os serviços no interior no posto, para saber como sofre o cidadão comum, porque se é certo que nós a seguir fomos à praia, muitos são aqueles que vão aos correios em serviço e que esta perda de tempo não abona nada a favor da produtividade que se anseia que aumente no nosso país.

António Manuel Pinto Silvério Guimarães

Telhados de Vidro (A Sequela)

E pronto, Alberto João Jardim voltou à carga! Aquele homem não consegue mesmo passar muito tempo sem dizer disparates e depois quando os diz, numa atitude de teimosia, vai defendendo as suas afirmações por mais idiotas e infelizes que elas tenham sido. Para defesa das ditas, Alberto João atirou em todas as direcções, disparou para o governo, disparou para os continentais, disparou para o Presidente da Republica e disparou, numa atitude inédita, para o líder do seu partido. Bem sei que Marques Mendes, não é o bem amado do Alberto João, pois é publico que ele tinha uma adoração especial pelo líder anterior, pois ele sabia bem que com Santana Lopes seria bem fácil extorquir tudo quanto queria. Sei também que os responsáveis máximos deste país preferem ignorar o Alberto João, não lhe dar muita importância, porque ele definitivamente é daquelas pessoas que cada vez que abre a boca, só se prejudica a si próprio. Agora espero que Alberto João decida voltar a ir a Lisboa para “partir a loiça”, tal como ele fez nos tempos de Mário Soares, em que disse que “ia fazer isto e aquilo”, que “todos iam ter medo dele” e não sei lá o que lhe disse o Presidente da Republica da altura, mas seja lá o que tenha sido pôs Alberto João num estado tal de mansidão, assim como um menino que se porta e mal e que recebe um valente “correctivo”. Quanto a Marques Mendes, bem sei que a dimensão de um presidente de um governo regional é bem maior do que a dum simples autarca e que essa jogada poderia ter consequências imprevisíveis e nefastas, mas parece-me que se ele quer mesmo dar mais credibilidade ao seu partido, deverá começar a pensar na “sucessão” deste indivíduo, que já leva quase tantos anos de governação como Salazar, ou seja, anos a mais!

António Manuel Pinto Silvério Guimarães

quinta-feira, julho 14, 2005



Anjos e Demónios


Com “Anjos e Demónios”, Dan Brown volta a desenvolver uma trama histórica-religiosa, explorando os mistérios da igreja que povoam o imaginário dos leitores.
Como no “Código Da Vinci”, temos um homicídio estranho, uma ordem antiga secreta que procura a destruição da igreja, mitos renascentistas, pintura clássica, adensado por uma dose de mistério, jogos de símbolos, perigos variados, mortes, que compõe um puzzle de um thriller não inovador mas interessante.
Ideal para uma leitura descontraída em tempo de ferias.
António Cipriano

terça-feira, julho 12, 2005

Sempre a subir

O Banco de Portugal anunciou hoje, a previsão para o crescimento da economia em 2005, sendo este o reflexo das altas taxas de crescimento prometidas pelo governo socialista.
O valor recorde de crescimento económico previsto para 2005 fixa-se no inacreditável numero de 0,5%. Que grande vitória esta do governo!!!!

António Cipriano

segunda-feira, julho 11, 2005



Sbrenica

Faz hoje exactamente dez anos, que a Europa testemunhava numa atitude quase indiferente, o maior massacre étnico desde a segunda guerra mundial.
Em 1995, cerca de 8000 pessoas inocentes foram executadas simplesmente porque eram muçulmanas . Os responsáveis pelo inferno de Sbrenica, o general servio Mladic e o político Karadzic, estranhamente continuam desaparecidos e livres das garras da justiça.
Mas mais estranho, é que passado dez anos ainda existem muitos na Bósnia e na Servia, que apoiam e justificam, incondicionalmente os actos de horror dos criminosos Mladic e Karadzic.

António Cipriano

sábado, julho 09, 2005

5000 Visitas

Esta semana ultrapassamos a barreira psicológica das cinco mil visitas.
Não sei se nas ciências ocultas o numero cinco mil tem algum significado particular. Se augura ventos de esperanças, ou caminhos sombrios.
Para a “Cumplicidade da Alma” só traz energias positivas, sendo mais um estimulo para continuar a compartilhar pensamentos duvidosos com todos vos.
Para o caminho que se segue, apenas prometemos ser iguais a nós próprios, fazendo deste espaço um ponto de livre reflexão, subjacente em opiniões criativas, mordazes, satíricas, feitas com muito prazer, sem esforço ou sentido de obrigação.
Uma palavras especial para os meus 3 cúmplices e amigos de sempre, Paulo Pinheiro, António Guimarães e João Pedro, sem os quais este blog não teria sentido.
E claro, um obrigado e um abraço forte para todos os leitores.

António Cipriano

sexta-feira, julho 08, 2005

Um Governo até 2009!!

Para quem pensa que votou num Governo sem nenhuma ideia de jeito e que todas as medidas que toma são absurdas desengane-se, este governo tem uma série de medidas para se manter no poder até 2009, a saber:
1- Esperar que na época 2005/06, o Benfica seja campeão para aumentar os impostos e a gasolina;
2- Esperar que na época 2006/07, o Benfica seja campeão para aumentar os impostos e a gasolina;
3- Esperar que na época 2007/08, o Benfica seja campeão para aumentar os impostos e a gasolina;
4- Esperar que na época 2008/09, o Benfica seja campeão para aumentar os impostos e a gasolina.
PP
O que eu fazia com os 69 milhões de jackpot?

Era fácil, comprava o Governo e depois mandava-os para a reciclagem, exceptuando o Sócrates, esse mandava para uma co-incineradora, assim podia constituir um Governo com pessoa competentes.

PP
A Indiferença

Após mais um terrível atentado, noticiado por todo o Mundo, é de realçar a indiferença com que as pessoas olham para este horror. Devido à presença ainda fresca na memória de atentados recentes, este acaba por ser encarado como algo quotidiano. Será esta a maneira de vencer o terrorismo? Sem medo e com uma grande aceitação como se fosse vulgar acontecer?
PP

quinta-feira, julho 07, 2005


Energia

Em termos energéticos, Portugal na UE é o país com a maior taxa de dependência energética do exterior, nomeadamente das energias fosseis. A dependência excessiva do petróleo produz consequências negativas no país, quer em termos ecológicos, quer em termos económicos, agravado em muito, a despesa nacional.
No entanto, Portugal, não está condenado a esta situação. Sol, vento e marés, são oportunidades energéticas desperdiçadas pelo país.
Numa das emissões do Telejornal da RTP foi noticiado esta semana, que um projecto de energia eólica, demorou sete anos a ser concretizado, sendo um ano gasto na construção, e seis anos em licenças e aspectos burocráticos !!!
Portugal é assim, queixa-se dos problemas, mas arranja todos obstáculos possíveis para as soluções não se concretizarem.
Dizem que é o fado nacional !!

António Cipriano

segunda-feira, julho 04, 2005

Contas e Enganos

Corre nos corredores do Palácio de Belém que por recomendação do Presidente da Republica o desempenho dos cargos de Ministro das Finanças e Governador do Banco de Portugal, passa a implicar a aprovação num exame de aferição de Matemática realizado aos candidatos aos referidos cargos.
Visto que a medida não é retroactiva, o Governador Vítor Constâncio e o Ministro Campos e Cunha, apenas têm de frequentar uma acção de reciclagem em raciocino matemático, em adição e subtracção, na escola primária Pedro Hispano na Amadora.

António Cipriano

sábado, julho 02, 2005

Dúvida existencial

Será que o visitante número 5000 do blog vai ter direito a prémio?

João Pedro

sexta-feira, julho 01, 2005

Gasolina

Lá para os lados de São Bento, a canção "sensação do momento" do elenco socialista é Gasolina de Daddy Yankee, embora numa versão mais adaptada à realidade governamental, é ouvir Sócrates a cantar e a dançar "Aumenta a gasolina! Aumenta a gasolina!" Desde hoje, que ao ritmo desta música acrescentaram uma letra diferente: "Aumentámos hoje o IVA! Aumentámos hoje o IVA!"

PP
Batman Begins


Sempre que vi um dos filmes da sequela Batman, jurei sempre de pés juntos, nunca mais voltar a ver qualquer novo filme da serie. Apesar disso, por razões variadas acabei sempre por os ver na grande tela, e desta vez não foi excepção. Confesso, que sempre achei um pouco incongruente e idiota, a ideia um homem vestido de morcego andar de telhado em telhado a combater o crime.
A verdade é que as adaptações ao cinema da história original de Bob Kane de 1926 não foram bem conseguidas. Com Tim Burton, apesar de uma Gotham City com ambientes ricos, sombrios e grandiosos, tivemos um Batman algo sisudo, fraco, com pouca alma, apagado face a personagens magnéticas e cheias de energia como o Joker de Jack Nicholson, e CatWoman.
Com Joel Schumacher - o descalabro. Joel Schumacher, limitou-se a realizar duas sequelas do Batman em estilo fast food, num deja vue, que nada trouxe de novo, a não ser, cenas de luzes e efeitos especiais berrantes cheios de gadjets, mero baile de mascaras, óptimo para um publico pouco preocupado com o enredo.

Com todo este historial esperava-se de Batman Begins, mais do mesmo. Ao contrário do esperado, fiquei agradavelmente surpreendido. Batman Begins, de Christopher Nolan retracta Batman como nunca foi tratado, num caracter freudiano. Ao contrário dos outros filmes, todo o enredo do filme é receentrado na personagem do Batman.
Batman é apresentado ao espectador como um homem normal, cheio de duvidas, de traumas, nervoso, frágil, numa Gotham neo-realista, sombria cheia de problemas e individualismos, similares às dimensões das metrópoles do mundo real Temos um Batman vulnerável, imensamente humano, utilizando as suas incapacidades e medos, como força para combater o mal e as falhas sociais do crime .

Se tiverem tempo vão ver. Batman Begins è um filme interessante.

António Cipriano

terça-feira, junho 28, 2005


A Nomeação

Mais uma noticia de última hora descoberta pela central de noticas de "Acumplicidade", depois da nomeação de António Guterres para Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, agora foi a vez de Kofi Annan nomear Fernando Gomes, o actual administrador da GALP, para comandar os destinos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). Quanto questionado pelos jornalistas Kofi Annan justificou a escolha dizendo que, e passo a citar: “fiquei impressionado com o tamanho do tacho do Dr. Fernando Gomes”...”Com um tacho tão grande ele deve conseguir alimentar meio mundo!”.
Fernando Gomes deu entretanto uma conferência de imprensa, dizendo que estava muito feliz, e que apesas de não perceber nada do que cargo e de reconhecer que não fazia a mínima ideia de como aquilo funcionava, que isso não fazia mal nenhum e que aceitava esta tarefa sem hesitar!

António Manuel Pinto S. Guimarães
Petróleo no Vaticano

Noticia de última hora, foi descoberta uma enorme jazida de petróleo directamente debaixo do Estado do Vaticano. Minutos depois de anunicada a descoberta George W. Bush pediu uma reunião de emergência na ONU para investigarem a forma de eleição do Papa. O presidente americano declarou que o Papa não foi eleito de uma forma democrática e que por isso os Estados Unidos têm a responsabilidade de reporem a democracia no pequeno estado, e que vão avançar com ou sem o aval das Nações Unidas.

António Manuel Pinto S. Guimarães

Independência ou “Vã Glória de Mandar”

Durante anos e anos, uma série de países lutou contra a opressão que lhes era imposta pelos seus colonizadores. Um movimento que surge patrocinado primeiro pelos Japoneses logo após a Segunda Guerra Mundial, depois pelo movimento dos Não Alinhados que apadrinhou a Conferência de Bandung, com planos claros e responsáveis mas que a intervenção das duas super potências da altura estragaram, porque a sua ajuda nada mais era do que forçar o fim do domínio dos colonizadores antigos para imporem o seu próprio jugo. Durante a década de 50 aconteceram as guerras de independência na Ásia e na década de 60 foi a vez das guerras de independência em África. E depois de guerras, algumas particularmente sangrentas, como foi o caso daquelas em que Portugal esteve directamente envolvido, estes países conseguiram garantir a sua independência nacional. Algo que é um direito sagrado de todos os povos, a sua autodeterminação dentro do seu espaço de origem. Mas esta independência estava condenada à partida, porque ela não pode acontecer devido a diversos factores, que se devem a algumas ferramentas fundamentais para garantir a estabilidade. Este novos países não tinham essas ferramentas e o resultado foi catastrófico, especialmente em África, pois as antigas divisões feitas pelos europeus, não passavam de riscos feitos em cima de uma mapa e que não tinham em atenção nada que não fosse o seu próprio interesse. Logo etnias e tribos diferentes estavam dentro do mesmo espaço no mapa. Depois da independência começaram logo a surgir problemas devido aos ódios ancestrais entre tribos e etnias que tinham velhas rivalidades que tornava praticamente impossível a convivência entre elas, porque os membros de uma etnia nunca seriam de aceitar o domínio político de um membro de uma outra etnia. Assim fomos assistindo ao início das guerras que ainda hoje perduram. Mas isso foi ouro sobre azul para as potências que dominavam o mundo, porque poderiam patrocinar as forças que lhes eram mais favoráveis a troco de pilhagens maciças de recursos. Assim estes povos eram independentes na teoria, com um governo independente, oligárquico e ditatorial que beneficiava do apoio tanto da URSS como dos EUA a troco de petróleo, diamantes, ouro, etc. Resumindo ofereciam todos os recursos naturais que os seus países possuíam, a troco de armas, vivendo como príncipes enquanto os seus povos trabalhavam quase em regime de escravatura para as grandes empresas devido à mão-de-obra-quase-escrava, que permitia grandes lucros tanto para os ocidentais como para os tiranos governantes destes territórios independentes, enquanto os povos viviam e vivem ainda na miséria que não conheceram nem no tempo em que eram colónias. Surgia assim um novo conceito, o conceito do neocolonialismo. Matando para sempre as boas intenções de grandes grupos, como o Movimento dos Não Alinhados e da Conferência de Bandung. Estes povos passaram então a viver uma dependência muito mais gravosa do que antes, que iria atirar estes países para o abismo, criando um novo fosso muito profundo chamado terceiro mundo.
A independência não passou a ser mais que a troca dos dominadores e da vã glória dos naturais mandar internamente, sem nada ter a ver com as decisões económicas que são comandadas pelos neocolonizadores.
Não defendo de forma nenhuma o colonialismo e acho que a autodeterminação é um direito mais que legítimo, mas o neocolonialismo é muito mais gravoso e não trouxe beneficio nenhum a estes povos!

António Manuel Pinto S. Guimarães

segunda-feira, junho 27, 2005

Alguma transparência por entre a corrupção

O actual governo brasileiro criou um chamado "Portal da Transparência": http://www.portaldatransparencia.gov.br/
É uma ideia interessante, a de possibilitar ao cidadão comum, sem passwords nem registos, que possa ver onde o dinheiro dos seus impostos vai parar.
De qualquer forma, não deixa de ser interessante que um governo que está a ser acusado, de forma extremamente palpável, de corrupção, tente desviar as atenções com medidas deste género. Uma ideia destas é bem-vinda em qualquer país do mundo mas não apaga o resto.
João Pedro
A Manifestação da Polícia

O país vive momentos de segurança um quanto conturbados, não é novidade nenhuma, todos sabem isso. E na semana que passou foi interessante ver tantos polícias nas ruas de Lisboa. Infelizmente não estavam em serviço, estavam sim a fazer uma manifestação que acabou por fazer com que perdessem parte da razão que eles têm. Certas brincadeiras feitas forma por demais infelizes, já para não falar nas palavras de ordem que não passam de impropérios e na minha modesta opinião quando um indivíduo parte para o insulto perde automaticamente a razão. As razões desta manifestação foram claras, os polícias não querem perder alguns benefícios sociais e acham que o método aplicado para calcular a reforma é ridículo. Eu também acho ridículo, porque não podemos esperar que um polícia possa estar no activo aos 65 anos, Portugal passava a ter a polícia mais “idosa” da Europa. É uma profissão que tem especificidades que todos reconhecem e por isso deve beneficiar de um regime de excepção, como acontece no Canadá, em que cada ano de serviço conta como dois tanto para polícias, como militares e bombeiros. Outro ponto de reclamação dos polícias é o sistema de saúde de que eles beneficiam e aqui temos o único ponto em que estou em desacordo com eles, não é credível que a ex-mulher de um polícia continue a receber os benefícios como se ainda fosse casada com ele, algo que não tem explicação e que é uma excepção absurda e que lesa os interesses de todos, menos das ex-mulheres dos polícias divorciados. A manifestação pode e deve ser feita, mas sem utilizar o insulto e actos de teatro, que a fazem perder a razão, porque penso que aquela representação do polícia que morreu de ataque cardíaco quando ouviu as medidas do ministro é demasiado macabra e grave e que foi uma ideia muito infeliz.

António Manuel Pinto S. Guimarães
Greve

É um direito que todos os trabalhadores têm, um direito conquistado com muito sofrimento e luta e que é um direito que deve ser preservado e utilizado, quando necessário, com muita responsabilidade. Mas as últimas greves em Portugal têm mostrado uma faceta muito diferente, dando uma imagem bastante má deste direito e prejudicando aqueles que não deveriam ser prejudicados com a greve e inclusivamente beneficiando os que deveriam sair lesados. Um exemplo claro foi esta última greve da função pública, ora o estado não vai pagar um dia de ordenados a milhares de funcionários, poupando alguma coisa para o nosso carenciado orçamento. Mas quem deveria utilizar os serviços, a população comum, viu a sua vida prejudicada sem nada poderem fazer, por exemplo, no dia seguinte a Universidade dos Açores cobrou a multa normal a quem compra a senha de refeições do próprio dia. A outra faceta da greve é a faceta do convite à preguiça, servindo como dias de folga, sendo inclusivamente marcadas para certos dias específicos, como perto do fim de semana ou no primeiro dia útil da semana. Alguns grupos que fazem a reivindicação podem inclusivamente utilizar alguns dispositivos, para o dia de greve não ser descontado, é o caso dos artigos que podem ser utilizados pelos professores.
Agora está o caríssimo leitor a pensar que eu sou contra a greve, o que é falso, apenas estou contra a irresponsabilidade da organização de certas greves. As greves devem ser feitas mas segundo outros moldes que são permitidos, como a greve de zelo, uma forma de greve utilizada por grupos mais responsáveis, uma greve em que o funcionário está no seu local de trabalho exercendo a sua função, mas de uma forma mais displicente ou apenas não fazendo certas funções para não prejudicar os utentes, dia em que os trabalhadores teriam que receber o seu ordenado, prejudicando o empregador. Mas claros estes moldes significam trabalho e não tirar um dia de folga e isso tira toda a “graça” às greves. Permitam-me ainda esta comparação, a greve irresponsável é como a abstenção num dia de eleições enquanto a greve de zelo é como um voto em branco, nenhum conta mas têm efeitos muito diferentes especialmente no que diz respeito ao sistema democrático.

António Manuel Pinto Silvério Guimarães
A Crise do Petróleo

Estamos a assistir àquela que poderá vir a ser a maior crise de petróleo de sempre. A “barreira psicológica” dos sessenta dólares por barril já foi ultrapassada e espera-se que o preço possa chegar aos setenta dólares ainda este ano. É certo que Portugal, como país dependente ao nível energético, vai ressentir-se deste aumento de preço. Estes sinais que o aumento do preço do petróleo nos tem vindo a dar deveria servir para começarmos a pensar mais seriamente no futuro. É certo que estes aumentos se devem basicamente a questões políticas, mas devemos ter presente que o petróleo não é eterno e mais brevemente do que muitos pensam, o petróleo irá começar a escassear e depois inevitavelmente irá acabar. Certamente isto irá trazer transformações catastróficas a nível mundial, e mais catastróficas serão de acordo com a preparação de cada país para enfrentar a situação. Portugal neste aspecto está muito atrasado e o nosso país é eventualmente o país mais mal preparado da União Europeia, com a percentagem mais baixa de utilização de energias renováveis, utilizando o petróleo como se nunca fosse acabar. Estamos a viver em regime de contra relógio e quanto mais tempo passar sem que tomemos colectivamente consciência da gravidade da situação, pior será no futuro.


António Manuel Pinto Silvério Guimarães
A Viagem do Tonecas

António Guterres, o alto comissário das Nações Unidas para os refugiados, fez a semana passada, uma viagem até ao Uganda. Um país que vive uma das maiores tragédias humanas da actualidade, as oligarquias governantes têm vindo a pilhar e o país vai mergulhando cada vez mais na guerra, miséria e desespero. Mas de que serviu esta viagem? Será que depois da viagem o mundo vai despertar para o problema do Uganda? Será que depois da viagem as Nações Unidas vão prestar apoio às populações que necessitam realmente de ajuda, em vez de enviar os apoios para serem depois pilhados pelos militares? Será que depois da viagem algum problema do Uganda ficará resolvido? Várias perguntas e uma só resposta, um redondo não, a viagem não serviu para nada, António Guterres esteve de facto no Uganda, mas quantos ugandeses vão sentir algum efeito desta viagem e quantos sabiam da viagem? Onde será que Guterres esteve instalado a dormir é certo que não foi em nenhuma tenda ou barraca! Desta viagem apenas tenho uma certeza, no Uganda tudo ficará igual depois desta viagem, oligarquias reinantes iram continuar a fazer o que querem enquanto o resto do mundo nem quer saber, pelo menos até ao dia em que se descobrir petróleo.

António Manuel Pinto S. Guimarães

domingo, junho 26, 2005

Extinção

Inacreditavelmente, o ministro da Saúde Correia de Campos decretou a extinção da Comissão Nacional de Protecção contra a SIDA, sendo criando um novo instituto publico que agrega as medidas de combate a variados tipos de doenças infecto-contagiosas como a SIDA, a Hepatite, a Tuberculose, etc.
Confesso que fiquei perplexo com tal notícia. A SIDA é hoje considerada uma das pragas do século, sendo responsável anualmente por milhões de mortos em todo o mundo.
Portugal é dos países da OECE com maior taxa de contagio. A Extinção da Comissão Nacional de Protecção contra a SIDA que ao longo de tantos anos fez um bom trabalho de pedagogia, prevenção, e alerta da sociedade sobre os perigos da SIDA, pode representa aos olhos da sociedade, que a SIDA deixou de ser um problema serio.
Esta decisão representa uma desresponsabilização, um comportamento criminoso por parte do estado, esquecendo por completo os seus deveres constitucionais, cívicos e eticos, da defesa da saúde publica.
António Cipriano

Sob a Sombra dos ayatollah


O Irão país central em todas as questões geo-politicas do Médio Oriente, pela sua dimensão geográfica, influência religiosa e produtor de petróleo, foi a votos para a Presidência da Republica.
O Irão desde a revolução islâmica é um país curioso, com uma liderança bicéfala. De facto o poder encontra-se divido entre um órgão civil, a Presidência da Republica e um órgão teológico, o Conselho da Revolução presidido por um "ayatollah", constituindo assim uma teocracia semi-democratica. No entanto, na pratica, o poder do Presidente da Republica é escasso, limitando-se às questões gerais, não estratégicas. Todas as grandes temáticas, dependem do aval do Conselho da Revolução. Nos últimos anos, têm sido eleitos presidentes reformadores que pretendiam abrir o regime, concedendo mais direitos às mulheres e procurando alargar as liberdades civis. Apesar deste intuito, a oposição cerrada do ayatollah, não permitiu qualquer reforma de fundo no regime.
É neste contexto de uma crescente descrença dos eleitores, em especial dos mais jovens, pela inoperância do regime, que se realizam as eleições presidenciais. Perante o desinteresse dos mais novos, foi eleito para a presidência o ultraconservador Mahmoud Ahmadinejad.

Infelizmente tal viragem para um fundamentalismo islâmico ainda mais rigoroso, representa um perigo quer para a população iraniana, mas também para o Ocidente.
Terrorismo, ausência de direitos civis, desprezo pela condição feminina, desrespeito pelos direitos humanos, e desenvolvimento de um programa nuclear sob o argumento que se destina a fins civis, num país inundado de reservas petrolíferas, será obviamente o futuro próximo do Irão, contribuindo somente para um agudizar do clima sempre tenso do Médio Oriente.
António Cipriano

sábado, junho 25, 2005

Percepção e Realidade

Todos sabemos que a percepção e a realidade são duas coisas distintas, embora muitas vezes associadas. As noticias permitem que uma pessoa tenha a percepção de um facto sem que o viva, ou seja, o indivíduo que percepciona está fora daquela realidade. Mas uma coisa é certa, as imagens que permitem essa percepção são reais e quando eu vejo roubos ou distúrbios em comboios na zona de Sintra, as pessoas estão de facto a ser roubadas e/ou agredidas. Não é credível que um subsecretário de Estado me venha dizer, na SIC Noticias, que a percepção e a realidade são coisas diferentes, pois isso eu sei, e com esta resposta fico apenas a saber, que o subsecretário de estado sabe a diferença entre estes conceitos. Mas acontece que não me interessa nada ficar a saber que este responsável sabe distinguir algumas palavras, quero saber sim é o que está a ser feito para impedir estas atitudes e isso ele não disse.
Perguntou-se ainda ao subsecretário de estado Fernando Rocha (este nome é real) se uma pessoa se deve defender ou ficar impávido e sereno como um cordeiro enquanto se é roubado, ele respondeu dizendo que: “não lhe compete dar conselhos quanto ao comportamento das pessoas”. Pois também acho, mas a pergunta também não deveria ter que ser feita, porque os impostos pagos deveriam servir para garantir a segurança das pessoas sem que elas tivessem que pensar em se defender.
Vejo depois ministros e presidentes a visitar zonas problemáticas, algo que não passa de fantasia, pois estes responsáveis visitam estes locais com batalhões de policias e guarda-costas, que impedem qualquer contacto, ficando eu sem perceber para que raio servem aquelas visitas. Termino dizendo que os responsáveis políticos nacionais têm a percepção dos problemas, mas as pessoas que pagam impostos têm a realidade presente todos os dias e muitas vezes sentem essa realidade na pele.

António Manuel Pinto Silvério Guimarães

sexta-feira, junho 24, 2005


Grito de Revolta

Matas, florestas, pinhais, eucaliptais, montado de sobreiro, e os seus consequentes ecossistemas vão desaparecendo cada vez mais a um ritmo acelerado, em virtude dos fogos florestais. Aos poucos uma das maiores riquezas do país, a sua mancha florestal vai se esvaziando.
Para além dos valores ambientais, da floresta e dos ecossistemas, os fogos florestais representam um enorme prejuízo para o país ao nível da desertificação do interior e o empobrecimento das populações e dos solos. E a quem interessa os fogos? Sinceramente acho que a ninguém!! Bem na verdade talvez não seja bem assim, existe sempre que lucre com a desgraça de terceiros, como os madeireiros, e os patos bravos do imobiliário
Confesso que estou farto de assistir às imagens televisivas dos fogos.
Mas mais do que isso, irrita-me profundamente o comportamento das autoridades que encaram os incêndios quase como uma inevitabilidade, um fenómeno já normal e trivial.
Basta de conformismo!!!! É o país que está em causa !!!!
António Cipriano

terça-feira, junho 21, 2005

Equívocos na UE

Os recentes desenvolvimentos, do Conselho Europeu de 16 e 17 de Junho, revelaram que a União Europeia atravessa uma profunda crise de identidade. Nos primórdios das comunidades Europeias, o projecto comunitário era visto como o único caminho possível para uma Europa restabelecida, forte, em paz, capaz de se afirmar como pulmão económico e potência política, no mundo que dai se adivinhava.
Efectivamente os seus pais, Robert Schuman; e Jean Monnet transmitiram para os tratados de Paris (1951) e Roma (1957), um caminho de valores, assente na solidariedade dos mais ricos com os mais pobres, ajustado primeiro, num projecto de união económica que desaguava em ultima analise, num projecto de união política. De lá para cá, muitos foram os progressos no aprofundamento do processo europeu, nomeadamente na construção de um mercado único, com total liberdade de circulação de bens, capitais e pessoas, e numa união monetária subjacente numa moeda única para a Europa. No entanto, em variados momentos os egoísmos nacionais surgiram, sendo no entanto debelados, graças a lideranças fortes como Miterrand, Kohl, o Delors .
Em 2005, já com uma moeda europeia, e com uma Europa a 25, os egoísmos nacionais prevaleceram. Efectivamente, duas derrotas marcam o momento presente. A mais grave, o desencontro dos cidadão com o projecto europeu, visível com o “não” à Constituição Europeia na França e da Holanda e o desacordo com o orçamento comunitário para a o período 2007-2013.
É certo, que a processo de construção europeia sempre foi feito um pouco nas costas dos cidadãos, claramente numa dinâmica de cima para baixo, numa atitude autista. Nunca se explicou devidamente as questões europeias às opiniões publicas. Neste sentido, num contexto de crise económica, desemprego, de crise do modelo económico da Europa, os cidadãos preferiram evidenciar o seu desassossego, ou mesmo os seus individualismos face aos grandes valores da Europa comunitária.

Os seus lideres não sabendo o que fazer, preferiram adiar o problema esperando que este se resolva sozinho. Para agravar a crise, no recente Conselho Europeu, não conseguiram chegar a um acordo para o orçamento para 2007-2013. Por estranho que pareça, o desacordo não partiu dos pequenos, por quererem mais verbas para a coesão económica e social, mas sim, dos grandes países ricos, e pelos vistos individualistas, e egoístas. Mais ainda, os pequenos, numa atitude a todos os nível superior, mostraram-se disponíveis para receber menos, e assim comatar a diferença entre a proposta da presidência do Conselho e o grupo de países intransigentes; ou seja, os pobres propuseram-se a pagar aos mais ricos. Mesmo assim não foi possível chegar a um acordo, por culpa do Reino Unido e da Holanda. O Reino Unido tradicionalmente e historicamente contra a construção europeia, não abdicou do reembolso de parte das suas contribuições para a UE, e a Holanda não abdicou de uma diminuição significativa das suas contribuições. Será que o Reino Unido e a Holanda já se esqueceram que a sua prosperidade económica ao longo das suas ultimas décadas advém da existência de um mercado único? Que as vantagens económicas são muito superior aos valores das suas contribuições? Ou seja, da UE apenas querem o mercado, esquecendo os valores da solidariedade para com os países mais pobres.

Infelizmente assim vai a União Europeia, num beco de autismos e individualismos que apenas contribuem para o assalto da China aos mercados europeus, e para a diluição do poder e influência da Europa no mundo.

António Cipriano Silva

sábado, junho 18, 2005

Recordes

Foi tornado publico esta semana mais um Recorde do Guinness. No caso o, recorde do maior numero de nomeações num período de dois meses e meio (1094 nomeações) por parte de José Socrates, ultrapassando o actual recorde de Santana Lopes. No entanto, Santana Lopes em declarações à imprensa, desvalorizou o facto, lembrando que o principal recorde governativo ainda lhe pertence (recorde histórico de 6,8% de Déficit Orçamental). Em resposta às afirmações de Santana, Socrates já prometeu trabalhar com afinco nesta competição, afiançando para este ano pelo menos alcançar os 6,2% de Déficit Orçamental.
António Cipriano

sexta-feira, junho 17, 2005

Star Wars (ou "Um post mais leve")

Por esta altura, está um contigente de americanos (e não só, e não só) a dirigir-se para os cinemas para visionar o filme Star Wars 3 pela, quem sabe, 14a vez (ou algo na vizinhanca).
Eu sou mais modesto, só o vi uma vez, há coisa de duas semanas. De qualquer forma, só agora escrevo o post porque resolvi visitar vários sites para obter outras informacões sobre o filme, sobre o futuro da saga e sobre o que os outros (sendo este "outros" necessariamente uma expressão algo vasta) acharam.
Pessoalmente, achei que foi o melhor, de longe, destes três episódios. Menos "plástico" que o primeiro, escrito de uma forma mais clara e concisa do que o segundo. Agora que acabou a sextologia (esta palavra existe?), ou a hexologia (será esta?), ou bi-trilogia (e assim?), importa olhar para o fenómeno de uma forma algo sóbria. Primeiro, os fanáticos de Star Wars já conheciam a história toda destes três filmes há anos (através do material que já tinha sido escrito) e, em particular, já conheciam todos os pequenos pormenores deste terceiro episódio há meses, através da internet. Da mesma forma, já conhecem a história dos episódios VII, VIII e IX (sim, porque uma saga lucrativa "tem" que continuar), de forma geral (já sabem onde comeca, do que trata, os seus tracos gerais e como acaba).
Sem estar necessariamente interessado em saber, fui vítima de "spoilers", pela internet, meses antes deste "Revenge of the Sith" estrear. É a internet no seu melhor.... ou então não.
Sinteticamente:
- O melhor do filme: o momento da traicão aos jedi, o climax da transformacão de Anakin Skywalker em Darth Vader;
- O menos bom: um certo exagero na actuacão do Imperador, algumas situacões forcadas (como o exílio de Yoda).
Agora sinto-me um pouquinho "geek" por ter escrito um post sobre o Star Wars 3 (até porque o filme do ano, pessoalmente, e até agora, foi o "Der Untergang", e duvido que algum o passe em 2005; é claro que gostos pessoais são gostos pessoais), mas a verdade é que sendo fã da saga nem sou dos "piores". Até tenho um amigo meu que tem um sabre de luz (e que foi caro!) debaixo da cama...
João Pedro

quarta-feira, junho 15, 2005

Justiça ou falta dela

No inicio da semana um tribunal do estado da Califórnia pronunciou-se pela absolvição de Michael Jackson dos crimes de pedófilia e rapto de crianças. Assim sendo, ficou provado que Michael Jackson apenas dormia com crianças na sua cama, somente como demonstração da sua postura humana e angelical.
Carlos Silvino (Bibi), outro injustificado e perseguido pela justiça, tal como Jackson, já pediu a realização de um tribunal de júri com a presença dos mesmos jurados.
António Cipriano

segunda-feira, junho 13, 2005

Álvaro Cunhal


Morreu hoje Álvaro Cunhal, o líder histórico do P.C.P., um homem que lutou sempre pelos seus ideais. Álvaro Cunhal lutou contra o regime, que o encarcerou e obrigou ao exílio, depois da sua fuga do forte de Peniche. Álvaro Cunhal depois de derrubada a ditadura teve um papel preponderante nos primeiros anos da Democracia, Democracia essa que ele pretendia transformar em Democracia Popular. Concordando ou recusando as teorias e ideias de Álvaro Cunhal, todos temos que concordar que ele sempre foi um homem coerente, forte e com grande caracter. Será sempre reconhecido como uma figura de destaque na história do século XX português. Aqui fica a minha curta homenagem a um grande Homem, que terminou hoje a sua luta.


António Manuel Pinto S. Guimarães

domingo, junho 12, 2005

Companheiro Vasco

General Vasco Gonçalves, antigo capitão de Abril e antigo primeiro-ministro dos II, III, IV e V Governos Provisórios ( II, III, IV e V) morreu, este sábado, aos 83 anos de idade. Vasco Gonçalves homem de fortes convicções de esquerda, foi o responsável por medidas como as nacionalizações de sectores chaves da economia como a banca e os seguros e a reforma a agraria, as quais condicionaram e degradaram em muito a estrutura competitiva portuguesa. Em ultima analise o caminho trilhado pelo camarada Vasco, visava a passagem quase imediata do país de uma ditadura salazarista ,para uma ditadura estalinista. A bem de todos o Goncalvismo foi travado a tempo.
Sem a fibra e o empenhamento de homens, como Mário Soares ou o General Ramalho Eanes, ainda hoje, todos tinham de cantar nas escolas cinzentas e ditatoriais a celebre musica, hino do “Grande defensor do Proletariado”
“Força Força Companheiro Vasco
Nos seremos a Muralha de Aço”
António Cipriano