Problema EnergéticoNeste momento Portugal vive uma difícil questão, uma questão que se torna fundamental, porque quer nós queiramos quer não, irá afectar o nosso futuro mais próximo. O mundo vive um clima de instabilidade, que resulta de questões directa ou indirectamente relacionadas com o petróleo, que é a “grande droga” do mundo ocidental. Seja devido aos problemas do médio oriente, seja devido às constantes intrujices e mentiras das grandes companhias petrolíferas, que fazem os preços do barril de petróleo disparar e tudo isto leva a que países como Portugal, com extrema dependência energética, vivam ao sabor de todas estas variações. De qualquer forma já demos um pequeno passo, e tomamos consciência de que o petróleo afinal não vai estar sempre ai e que nos temos que libertar dos seus grilhões. Agora o problema está no grande passo a seguir e qual a solução e aqui começam os problemas. Na minha opinião o nuclear é fundamental para resolver este problema. As razões são muito simples, se não vejamos, em primeiro lugar o facto de sermos o 5º maior exportador de urânio do MUNDO, demonstra a quantidade de urânio que temos, ou seja uma quantidade que nos aumenta sobremaneira a independência energética. Depois devido às grandes quantidades de energia que uma central nuclear de 3ª geração consegue produzir, porque para igual massa utilizada, o urânio produz cerca de 2500000 vezes mais energia por fissão que o carbono por combustão, o que faz com que apenas uma central nuclear desse para alimenta todo o nosso grande “cluster” industrial do norte. Podemos sempre falar do problema ambiental, mas o facto é que neste momento uma central termoeléctrica constitui um problema ambiental que é pelo menos, tão grave como o nuclear, e nós usamos e abusamos da energia em Portugal sem sequer termos consciência da gravidade da poluição libertada, efeito de estufa, problemas respiratórios devido à existência de hidrocarbonetos na atmosfera, etc…. Infelizmente esta falta de consciência encontra-se noutro ponto, pois Portugal importa 80% da energia que consome e grande parte dessa energia vem de Espanha e é produzida nas centrais nucleares da Iberdrola. Podemos sempre dizer hipocritamente que o problema “não é nosso”, mas não sei até que ponto é que não será nosso quando uma das 3 centrais espanholas está a poucos kilometros da fronteira. Além de que acho curioso, as pessoas evocarem razões ambientais, quando nunca se questionaram sobre os caminhos que o Urânio faz para sair do nosso país, algo inevitável para quem exporta.
Podemos falar dos acidentes como Chernobyl em 1986, um acidente que ensina tudo o que não se deve fazer, ao contrário do que aconteceu em Idaho Falls nos EUA em1961 que foi resolvido com sucesso e que talvez por isso não se fale dele. Embora para cada um destes desastres à dezenas de acidentes com o petróleo que os ultrapassam e se dúvidas há, então 30 milhões de toneladas de crude despejados nos oceanos todos os anos devem ajudar a dissipar.
Concluo dizendo que a energia nuclear é hoje considerada como uma energia limpa e económica e não perigosa desde que usada com cuidado. E talvez por isso, a sua utilização não é condenada por nenhuma organização internacional desde que seja utilizada para fins pacíficos, ou por nenhum tratado sobre poluição, como o de Quioto por exemplo. E a menos que os detractores da utilização do nuclear não acreditem que em Portugal existem pessoas competentes, capazes de fazer uma central nuclear funcionar em segurança, não vejo que razões podem ser evocadas para negar a sua prática.







































