quarta-feira, março 22, 2006

Problema Energético

Neste momento Portugal vive uma difícil questão, uma questão que se torna fundamental, porque quer nós queiramos quer não, irá afectar o nosso futuro mais próximo. O mundo vive um clima de instabilidade, que resulta de questões directa ou indirectamente relacionadas com o petróleo, que é a “grande droga” do mundo ocidental. Seja devido aos problemas do médio oriente, seja devido às constantes intrujices e mentiras das grandes companhias petrolíferas, que fazem os preços do barril de petróleo disparar e tudo isto leva a que países como Portugal, com extrema dependência energética, vivam ao sabor de todas estas variações. De qualquer forma já demos um pequeno passo, e tomamos consciência de que o petróleo afinal não vai estar sempre ai e que nos temos que libertar dos seus grilhões. Agora o problema está no grande passo a seguir e qual a solução e aqui começam os problemas. Na minha opinião o nuclear é fundamental para resolver este problema. As razões são muito simples, se não vejamos, em primeiro lugar o facto de sermos o 5º maior exportador de urânio do MUNDO, demonstra a quantidade de urânio que temos, ou seja uma quantidade que nos aumenta sobremaneira a independência energética. Depois devido às grandes quantidades de energia que uma central nuclear de 3ª geração consegue produzir, porque para igual massa utilizada, o urânio produz cerca de 2500000 vezes mais energia por fissão que o carbono por combustão, o que faz com que apenas uma central nuclear desse para alimenta todo o nosso grande “cluster” industrial do norte. Podemos sempre falar do problema ambiental, mas o facto é que neste momento uma central termoeléctrica constitui um problema ambiental que é pelo menos, tão grave como o nuclear, e nós usamos e abusamos da energia em Portugal sem sequer termos consciência da gravidade da poluição libertada, efeito de estufa, problemas respiratórios devido à existência de hidrocarbonetos na atmosfera, etc…. Infelizmente esta falta de consciência encontra-se noutro ponto, pois Portugal importa 80% da energia que consome e grande parte dessa energia vem de Espanha e é produzida nas centrais nucleares da Iberdrola. Podemos sempre dizer hipocritamente que o problema “não é nosso”, mas não sei até que ponto é que não será nosso quando uma das 3 centrais espanholas está a poucos kilometros da fronteira. Além de que acho curioso, as pessoas evocarem razões ambientais, quando nunca se questionaram sobre os caminhos que o Urânio faz para sair do nosso país, algo inevitável para quem exporta.
Podemos falar dos acidentes como Chernobyl em 1986, um acidente que ensina tudo o que não se deve fazer, ao contrário do que aconteceu em Idaho Falls nos EUA em1961 que foi resolvido com sucesso e que talvez por isso não se fale dele. Embora para cada um destes desastres à dezenas de acidentes com o petróleo que os ultrapassam e se dúvidas há, então 30 milhões de toneladas de crude despejados nos oceanos todos os anos devem ajudar a dissipar.
Deixemos de ser “velhos do Restelo”, com medo de avançar de dar este passo decisivo e fazer aquilo que os nossos parceiros Europeus já começaram a fazer à muitos anos, porque se algo mais objectivo for preciso então estabeleçamos a comparação com os grandes centros industriais Europeus e vejamos que energia é que eles consomem. Acho estranho eles estarem todos tão equivocados à tanto tempo e nós pobrezinhos e ultra dependentes é que estamos certos, especialmente quando a nossa razão principal para negar o nuclear passa por questões sentimentais e de orgulho, mas não por razões objectivas e concretas
Não ponho de lado a utilização das energias renováveis, embora tenhamos que reconhecer que o conhecimento do seu aproveitamento é muito escasso ou seja, necessita de mais investigação e tempo não é factor de que disponhamos neste momento, sim porque o relógio de Quioto está a andar. A única alternativa que se apresenta como mais praticável é a energia eólica, mas sinceramente não me parece que ver o país atravancado com milhões de ventoinhas seja a solução, porque era necessário uma grande quantidade de moinhos para tornar este meio uma alternativa adequada.
Concluo dizendo que a energia nuclear é hoje considerada como uma energia limpa e económica e não perigosa desde que usada com cuidado. E talvez por isso, a sua utilização não é condenada por nenhuma organização internacional desde que seja utilizada para fins pacíficos, ou por nenhum tratado sobre poluição, como o de Quioto por exemplo. E a menos que os detractores da utilização do nuclear não acreditem que em Portugal existem pessoas competentes, capazes de fazer uma central nuclear funcionar em segurança, não vejo que razões podem ser evocadas para negar a sua prática.
António Manuel Guimarães

segunda-feira, março 20, 2006

30 anos de Não ao Nuclear

Comemoraram-se, ontem, 19 de março, os 30 anos do Não ao Nuclear em Portugal.
Em 1976, num projecto cheio de raízes do marcelismo, pretendia-se construir uma central nuclear em Ferrel, concelho de Peniche. Os defensores do projecto tal como hoje, falavam das maravilhas da energia nuclear. Argumentavam que a central nuclear iria contribuir para o aumento do turismo, visto por um lado, esta aquecer às aguas das praias das redondezas, trazendo assim mais visitantes, e por outro, por todos aqueles que se deslocariam para visitar a referida central.
Ao contrário do que alguns pesavam a população de Ferrel não era ignorante, e não foi em cantigas. No dia 19 de março de 1976, ao toca a reunir sob os sinos da igreja, a população munida de enxadas e paus destruíram os trabalhos preparatórios para a construção da central nuclear.
Deixo aqui a minha homenagem ao heróis de Ferrel.
António Cipriano

sábado, março 18, 2006


Déficit de Oposição

O governo apesar de longe de excepcional, brilha intensamente ao olhos dos eleitores, como única alternativa no universo político Isto em grande medida em virtude de um déficit de oposição. De um lado temos, Equivoco e Castro, cada vez mais isolado, trapalhão, ingénuo, ao ponto de se deixar levar nas sucessivas armadilhas da Banda Portistas. De outro lado, um Marques Mendes, pouco solto, vitima de uma apagamento estratégico, via presidenciais, não tem sido capaz de fazer uma oposição firme. Onde estão as propostas do PSD, para os problemas do desemprego, da justiça? Quanto o governo põe o pé na poça, onde está Marques Mendes para criticar, apontar a dedo as inconsistências governativas? Na verdade ninguém no PSD acredita que Marques Mendes dure até às legislativas de 2007. No entanto, os verdadeiros candidatos à liderança do PSD vão-se guardando, deixando a Marques Mendes a tarefa ingrata da travessia do deserto.

Enquanto a oposição vai se perdendo em guerras fratricidas, Socrates vai sorrindo...........
António Cipriano


Desafio aceite!

Primeiro que tudo, devo referir que ao aceitar o desafio em primeiro lugar, em vez do desafiante, acaba por me caber a tarefa mais fácil visto que nada ainda foi escrito no blog, pois de certeza absoluta que o que irei deixar referenciado não será certamente novidade para ninguém.
Portugal é um país pobre no que se refer à produção de energia própria, o que é algo inadmissível para um país com os recursos naturais que possuí como o vento e uma das maiores costas marítimas da Europa. Não sei precisar mas decerto não será exagerado dizer que 80% da energia em Portugal é importada e de origem fóssil, em alturas de crise económica como esta que está a acontecer na actualidade mundial, torna-se mais visível a falta de investimento feita ao nível de energias renováveis. Como disse não indiquei nada de novo deixo, no entanto, uma questão:
Qual a razão que levou os diversos governos que passaram pela cadeira do poder a negligenciar a produção de energias renováveis?
PP

sexta-feira, março 17, 2006

Desafio!

O País nos últimos dias tem assistido a uma discussão que todos certamente consideramos. Falo da discussão sobre a questão energética e em particular da utilização ou não, da energia nuclear no nosso país. Penso que estas matérias devem ser debatidas para todos poderem avaliar os prós e os contras, para todos poderemos ajudar o nosso país nesta decisão que tão importante é. Com este post venho lançar o desafio a todos os quatro colaboradores deste blog, para que digam o que pensam sobre este tema, e a todos os leitores que comentem, para fazermos desta discussão o mais geral possível!

António Manuel Guimarães

quinta-feira, março 16, 2006

Congresso


Com todas as coisas que nos últimos têm sido ditas, sobre o congresso extraordinário do PSD e sobre a atitude a tomar pelo Presidente do partido, caso a sua moção seja chumbada, eu apenas posso chegar à triste conclusão que existem pessoas no PSD, que sofrem de uma grave obsessão pelo poder. Luís Filipe Menezes que foi derrotado no último congresso, parece andar a mexer os cordelinhos para subverter a razão de ser deste congresso, que é a alteração dos estatutos para permitir a eleição directa do líder. Uma decisão que peca por tardia, algo que já deveria estar feito e que é essencial para o partido, e este senhor arrisca-se a fazer perigar algo tão importante por motivos pessoais de ambição desmedida, de obsessão pelo poder, que não passam de uma tentativa de retorno ao passado recente, em que Santana tanto prejudicou a imagem e razão de ser do partido.
Espero sinceramente que a moção de Marques Mendes vença e se apaguem de vez os últimos restos dos tiques santanistas, que tão prejudiciais são para o partido e por conseguinte para Portugal.

António Manuel Guimarães

segunda-feira, março 13, 2006

Um ano de governo

O governo de José Socrates, completou ontem, um ano em funções. Não sendo este o meu governo, também não sou adepto da política do “bota abaixo”. Houve muita coisa negativa, mas também alguma coisa de bom
Comecemos pelo positivo. Antes de mais, este é um governo mais credível e francamente melhor do que o de Santana Lopes, o que diga-se de passagem, não seria difícil. Destaco como positivo três pontos. Em primeiro, aliás o que mais gostei, foi a capacidade, a coragem, e mesmo a teimosia, apesar de algumas inconsistências, em agitar os interesses instalados. Ao nível da função publica, este governo soube terminar como muitos regimes de excepção, incompreensíveis ao olhos do mundo actual. Soube afrontar alguns lobbys como a industria farmacêutica, os sindicatos, os juizes, etc. Apesar de francamente positivo, muito falta fazer ao nível da reforma da administração publica. Em Segundo lugar, destaco o esforço feito na desburocratização. O processo da empresa na hora, o fim dos livros comerciais obrigatórios, o fim de um sem numero de escrituras publicas obrigatórias, são medidas importantes para a competitividade nacional. Como terceiro aspecto positivo, o facto de Socrates ter dado razão a Manuela Ferreira Leite. Apesar do discurso minimalista eleitoral, o governo tem de uma forma geral, dado a atenção correcta para o problema orçamental.

Como aspecto negativo, obviamente o desemprego. Apesar dos 150.000 empregos prometidos o desemprego está bem próximo dos 500.000. Se é verdade que programas como o de estágios para licenciados na função publica foram benéficos, tal não chega para colmatar as falências sucessivas e quotidianas de empresas têxteis, e as deslocalizações de multinacionais. Estagnação económica (crescimento económico de 0,3% em 2005), envés das taxas de 3 % prometidas em campanha, mancham a imagem do governo. Pode-se sempre dizer, que outro governo em termos económicos não faria melhor. É correcto, mas quem manda prometer crescimentos de 3% em campanha?
Por fim, como aspecto negativo realço a propaganda. De alguns meses para cá o governo passeia em colóquios, conferências, anunciando investimentos e mais investimentos. Estou cá para ver. Mas o teor do cerimonial envolvido e da pompa, dá um ar oco, falso, de vendedor de “ banha da cobra”, que retira muita da confiança e credibilidade que tais anúncios possam vir a ter.
Já me a esquecer - a Justiça. O sistema de Justiça bateu no fundo. Essa é um dos cancros da nossa democracia. O ministro também não ajudou. Mas é urgente que no próximo ano algo de novo aconteça.

Comecei por dizer que este não é o meu governo. No entanto, desejo a bem de Portugal muitos sucessos e decisões sábias para os próximos três anos.
António Cipriano

sábado, março 11, 2006


O Inverno do Patriarca

E quando todos pensavam que era impossível ele descer mais baixo e ser mais descortês, eis que ele volta a surpreender. Mário Soares como que a reafirmar a péssima imagem que deixou durante a campanha, não cumprimentou Cavaco Silva, o Presidente da Republica na sua tomada de posse. Esta atitude de birra de Mário Soares foi o golpe de misericórdia sobre qualquer possibilidade de ser recordado no futuro como um politico triunfador e com prestígio.

António Manuel Guimarães

sexta-feira, março 10, 2006

Com que direito….

Li eu ontem no jornal “Público” que, os norte-americanos dotados da sua habitual lata descomunal, decidiram apresentar um documento sobre o respeito dos direitos humanos em diversos países. Um documento onde Portugal aparecia destacado. Curioso com sempre, decidi dar uma vista de olhos sobre o dito documento e descobri que os “senhores do mundo” fazem umas afirmações bastante pesadas sobre o nosso sistema prisional. Começam com paninhos quentes a dizer que temos um regime democrático, com um Presidente da Republica e um primeiro-ministro eleitos em eleições livres. Depois afirmam que o governo respeita geralmente os direitos humanos (e aqui começa a parte curiosa), quando eles dizem que foram detectados alguns problemas de direitos humanos. Problemas como: “A polícia e os guardas prisionais agridem e abusam dos detidos; as prisões não apresentam condições; a prisão preventiva é demasiado longa e no país existe tráfico de homens e mulheres estrangeiros para trabalho ilegal”. Partindo depois para uma vasta investigação sobre o nosso sistema politico, que demonstra um bom trabalho dos sistemas de informação dos Estados Unidos da América. Tudo isto é de uma hipocrisia do tamanho do mundo, mete nojo e apenas pode servir para piorar a fraca imagem que eu tinha dos americanos. Com que direito dizem os americanos que os nossos policias e guardas prisionais batem e abusam dos detidos, quando todos os dias nós vemos nas noticias perseguições e espancamentos perpetrados pelos policias americanos. Com que direito dizem que as nossas prisões não apresentam condições, quando eles apenas apresentam imagens das suas prisões em vídeo clipes bem preparados como “St. Anger” dos Metallica, onde apenas podemos apreciar o pátio de St. Quentin, uma prisão onde os presos desejam morrer e ir para o inferno, que certamente lhes parecerá o paraíso. Já para não falar das prisões militares como Abu-Ghraib e Guantanamo e isto porque não se pode falar das prisões que os EUA, não confirmam nem desmente a sua existência, como a “prisão negra de Kabul”. Com que direito falam da prisão preventiva demasiado longa, quando eles prendem pessoas sem formular acusação, sem presunção de inocência e com a utilização de tortura e abusos sistemáticos e se dúvidas existem, falemos mais uma vez nos casos anteriormente citados e que são do conhecimento publico. E por fim, com que direito falam do trabalho ilegal, quando são as suas grandes indústrias as principais beneficiarias de trabalho ilegal por esse mundo fora, utilizando o neocolonialismo como o meio de obter lucros à custa de trabalho quase escravo. Isto para não falar na utilização sistemática da pena de morte e de tantos outros casos descritos pela “Human Rights Watchhttp://hrw.org ou pela Amnistia Internacional (www.amnistia_internacional.pt). Curioso é também o facto de não ter encontrado referência a estudos feitos às prisões de Israel, da Arábia Saudita e do Kwait e outros países conhecidos por serem respeitadores dos direitos humanos e que por tanto não merecem que os seus amigos americanos percam tempo com eles.
Com este post não pretendo justificar os erros do nosso sistema por comparação com o sistema brutal praticado pelos EUA. Porque para estes abusos não existe desculpa possível, mas para dizer que este estudo é feito por gente sem capacidade para julgar quem quer que seja sobre este tema. Para mim este estudo tem tanta validade como se o Pinochet, o Idi-Amin, o Noriega ou qualquer outro ditador tivesse ordenado um estudo para condenar qualquer ditadura neste mundo. É a hipocrisia na sua forma mais perversa e infame, que só podia ter o carimbo “MADE IN USA”.

António Manuel Guimarães

quarta-feira, março 08, 2006



Dia Internacional da Mulher

No dia internacional da mulher, uma simples rosa, bela, sensivel e fascinante, mas tambem espinhosa, e quantas vezes dificil de colher, para representar a mistica feminina.

António Cipriano

Xanax

A farmacêutica alemã Merk anunciou esta semana um aumento exponencial nas encomendas do seu farmaco Xanax, para o mercado português. Ao que parece, este aumento fica a dever-se a dois novos clientes, ambos, com confessos problemas em dormir descansados, devido a uma “cavaquite”. Estes novos clientes são: a Fundação Mário Soares e a o operário deputado Jerónimo de Sousa.
António Cipriano

quinta-feira, março 02, 2006

Caixa Geral de Depósitos, não!

Ontem enquanto passeava pelas ruas das Caldas com um amigo, este teve de ir depositar um cheque na Caixa Geral de Depósitos, antes dele estava uma senhora que não conseguia fazer a operação que queria, pois a caixa recusava a caderneta dela, o meu amigo não teve tanta sorte e ao anular a operação, a caixa registou o depósito de um cheque no valor de zero euros e zero cêntimos, ficando com o cheque no seu interior. De pronto foi feita a reclamação junto das pessoas que trabalham do banco mas a resposta está longe de ser satisfatória, a manutenção das máquinas é feita por uma equipa que vem de Lisboa todos os dias, a reclamação segue, ficando o assunto sanado lá para o fim-de-semana, após o qual o cheque ainda ficará retido mais cinco dias. No meio daquilo tudo, dei por mim a sorrir e a pensar: "ainda bem que dei ouvidos ao meu pai quando me disse para nunca utilizar como banco a Caixa Geral de Depósitos!"
PP

Violência de última geração

Hoje enquanto bebia o meu café depois do almoço, falava com alguns colegas sobre filmes. Filmes que representam uma moda, que se tem vindo a alargar nos últimos tempos, são os filmes que mostram o expoente máximo da perversão humana. Filmes que retratam o fenómeno da psicopatia com todos os requintes de malvadez e sofrimento. Onde não basta sugerir o que se fez, o que se faz tem que ser visto e da forma mais explicita possível. Com este post eu gostava de lembrar aquilo que se dizia dos filmes dos anos 80 e 90 interpretados por Jean-Claude van Damme, Chuck Norris, Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger, entre muitos outros. Em que a violência era o mote e a brutalidade uma constante e que todos diziam que eram demasiado brutais para sem vistos. O que é certo é que agora esses filmes são para crianças, porque têm o escalão mais baixo de violência que a televisão tem para “oferecer”. Vivemos numa triste sociedade onde os acontecimentos violentos já se tornaram de tal forma banais, que passámos a fazer histórias disso. Onde a malvadez máxima é vista como originalidade e não como o reflexo de uma mente perturbada de um realizador doente, que não consegue fazer um filme sem utilizar quantidades infinitas de sangue e imagens o mais perturbantes possíveis. Compreendo que cada um tem a liberdade de ver aquilo que quer e que dentro deste plano só quem quer é vê esses filmes. Mas penso que não faz mal a ninguém parar para reflectir um pouco e ver o caminho que as coisas levam e que diagnostico é que podemos tirar da nossa sociedade através da doença que a violência brutal gratuita que temos no acervo cinematográfico actual indicia.

António Manuel Guimarães

terça-feira, fevereiro 28, 2006


Não!! Não é uma brincadeira de Carnaval !!!

O Ministro Boliviano das relações exteriores David Choquehuranca, declarou recentemente que as escolas bolivianas deviam passar a servir aos alunos, folhas de coca, em vez de leite. Segundo o ministro, as crianças precisam de cálcio, e a folha da coca contém mais cálcio do que o leite. Servindo-se de um estudo "duvidoso” afirma, que em cada copo de leite existem 300 miligramas de cálcio, enquanto que em 98 gramas de folha de coca, existem 1540 miligramas de cálcio.

Agora entendi!! Os toxicodependentes são apenas pessoas preocupadas com a saúde dos seus dentes e ossos!!

António Cipriano

sábado, fevereiro 25, 2006


Colonialismo Negro

Fez no passado dia 22 de fevereiro, quatro anos sob a morte do líder da UNITA Jonas Savimbi. Apesar de todos este tempo, ainda não foram marcadas as eleições legislativas e presidenciais em Angola, nem anunciado o inicio do recenseamento eleitoral.
Enquanto isso, José Eduardo dos Santos e uma nomenclatura cleptómana vem delapidando os imensos recursos angolanos, em futilidades, luxos excessivos, contas na Suíça, enquanto o povo angolano vive em condições deploráveis, passando mesmo fome, e dificuldades.
Angola não uma excepção ou um caso particular da África pos-colonização. Efectivamente, grande parte dos países africanos, depois de séculos de opressão europeia, passaram directamente para um novo colonialismo. O colonialismo negro, de uma oligarquias de elites corruptas, maquiavélicas, que vêem o seus povos como meros escravos dos seus desejos de opulência e poder sem limites.

Para quando a libertação de África?

António Cipriano

terça-feira, fevereiro 21, 2006


Teorias Iranianas

Segundo o Embaixador do Irão em Portugal, Mohammed Taheri, para incinerar 6 milhões de judeus seria necessário 15 anos, logo toda a história do Holocausto estava ferida de morte! Só esta infeliz afirmação diz tudo quanto é necessário saber sobre as teorias de Teerão. Primeiro acho que alguém devia explicar a este senhor, que nunca ninguém disse que foram incinerados 6 milhões de judeus durante a segunda guerra mundial. O que foi dito foi que morreram 6 milhões de judeus e que muitos milhares foram incinerados. Outro ponto curioso é que o nosso país protestou, chamando inclusivamente o senhor em questão ao MNE para lhe dar conta do protesto. Mas o protesto quanto eu sei foi insuficiente, deveria ter sido extensível ao ponto de pedir ao cabeçudo diplomata, que pedisse desculpa a Portugal, porque se no Irão, eles conseguem vender estas teorias tudo bem, é lá com os iranianos. Mas pensar que os Portugueses são burros como, por exemplo……os iranianos (só assim por acaso), é um insulto muito grave.

António Manuel Guimarães

O Estúpido da Liga do Norte

Da próxima vez que sentirmos a tentação de falarmos mal dos nossos políticos e do nosso sistema politica, lembremo-nos que em Itália andam ministros a fazer propaganda da sua estupidez, vestindo t-shirts com os polémicos cartoons de Maomé. Certamente que depois de nos lembramos disso a nossa politica vai parecer digna, inteligente e sensata.

António Manuel Guimarães

Ocidentais Versus Islâmicos

Mais uma vez, o mundo vive um momento conturbado no que diz respeito, as relações do mundo ocidental com o mundo islâmico. Primeiro devido à guerra do Iraque, que embora agora não seja demagógicamente considerada uma guerra pelos americanos, continuam a morrer pessoas, tanto civis como militares, o que promove uma grande instabilidade no Iraque, que cada vez mais, parece permanente. Seguidamente temos a saga do Irão, que pretende continuar o seu programa nuclear, segundo o presidente Iraniano esta utilização da energia nuclear é para fins pacíficos. Curiosamente este foi o homem que quando subiu ao poder, disse que Israel deveria ser “riscada do mapa”. O que deixa muito a desejar no que diz respeito aos seus ideais pacifistas.
Depois o Hamas ganhou as eleições na Palestina, um resultado democrático, que não funcionou segundo os desejos ocidentais, que ameaçam já boicotes. Ou seja, depois de anos e anos a exigir eleições democráticas na Palestina, depois destas terem sido feitas e declaradas legais pelos observadores internacionais, liderados pelo antigo presidente americano Jimmy Carter, o mundo ocidental prepara-se para castigar os Palestinianos por estes terem feito o que se lhes exigia. O que não faz muito sentido, porque se o mundo ocidental não queria resultados inesperados, então não andava a “chatear” para fazer eleições, só porque para nós é o mais que certo. Especialmente sabendo que a escolha poderia recair sobre quem prometia vingança e expulsão dos "invasores Judeus".
Por fim, temos a infeliz ideia de um jornal Dinamarquês que decidiu fazer caricaturas do profeta Maomé. Uma ideia infeliz, porque incendiou ainda mais as relações entre os nossos “dois mundos”, muito devido a uma jogada de aproveitamento feita pelos alguns lideres islâmicos fundamentalistas. Este jornal diz que apenas aplicou a liberdade de imprensa e que não “desarma” da sua atitude em defesa da mesma liberdade, ou seja, este jornal tem o mesmo conceito de liberdade de imprensa que a TVI e o 24 Horas, que é a libertinagem no seu sentido mais perverso. Para piorar o problema a Noruega e a França decidiram reproduzir as caricaturas nos seus jornais, o que levou a um aumentar da revolta. Este último acto foi sem dúvidas para mim, um lançar de gasolina para uma fogueira que já estava ateada quanto baste. Até quando é que temos que viver estes tropeções e encontrões de dois mundos tão diferentes, com contextos históricos tão diversos. E até quando, “nós” ocidentais, temos que passar até percebemos que quanto mais metermos o nariz, mais as coisas pioram, pezinhos de veludo e grandes doses de diplomacia se exige, para que isto não descambe num conflito mais grave do que aquele que se pressente.

António Manuel Guimarães

sábado, fevereiro 18, 2006

Ridículo

Ao folhear hoje um tabeloíde português bem conhecido, Correio da Manhã, deparei-me com grandes "notícias", uma o regresso de um reality show com o habitual paneleiro de serviço e com a tia de Portugal, passando-se tudo agora num circo. Aos interessados a participar estão abertas as inscrições para os papéis humanos (chefe de cerimónia, trapezistas, contorcionistas, domadores e até palhaços) pois como se pode perceber, os lugares para animais já estão ocupados.
A segunda notícia é do ex-participante do Big Brother 1 Mário, que foi preso devido a ser suspeito de assaltos à mão armada e fogo posto. Conhecido pela sua frase altamente criativa, genial e original "Tás a ver?", é caso para responder que pelos vistos a polícia estava, mesmo assim custa-me a crer que um rapaz que mal se levantava da cama não tenha preguiça de levantar uma arma.
PP

Nova Lei das Rendas

Não sendo uma lei perfeita a Nova Lei das Rendas é manifestamente uma boa lei. Antes de mais, por dar cobro a uma conjunto de injustiças e situações caricatas que vinham à muito, a minar o mercado de arrendamento em Portugal. Primeiro, pela política do Estado Novo de congelamento das rendas, depois, face às pressões inflacionistas da primeira década do pós revolução, o mercado de arrendamento estava anacronicamente moribundo. Rendas de 10 Euros, ou menos, abundavam no país, impedindo a reabilitação urbana das cidades, em especial dos centros, e empurrando os mais jovens para as periferias das mesmas.
Com a nova lei passa a ser possível uma actualização faseada das rendas, não descurando a parte social, devolvendo justiça ao sistema. Mas mais importante do que isso, com o novo enquadramento legislativo, o arrendamento passa a significar a cedência de um prédio urbano ou comercial, por um período de tempo convencionado. Até agora o arrendamento não era mais do que uma venda encapotada, paga em prestações mensais cada vez mais desvalorizadas.
Outro contributo fantástico da nova lei é o fim dos trespasses. Até então muitos oportunistas em operações especulativas “vendiam” as lojas dos senhorios por valores astronómicos. Com a nova lei esta pouca vergonha termina.
Ai está uma boa medida deste governo.
António Cipriano

sexta-feira, fevereiro 17, 2006


A misteriosa chama da Rainha Loana

Foi com tristeza que acabei de ler este maravilhoso livro de Umberto Eco. Tristeza pelo que foi dito de que este seria o seu último romance. Espero sinceramente que não seja o caso, pois um romancista como Eco escasseia nos tempos que correm. A todos lanço o desafio de lerem este livro.
PP

terça-feira, fevereiro 14, 2006

“Corpse Bride”
Este fim de semana tive a oportunidade de ver a “A Noiva Cadáver” de Tim Burton. Trata-se de um filme excelente, na senda do “Estranho Mundo de Jack” de 1993.
Nos últimos anos temos assistido a uma sucessão de filmes de animação computadorizada, alguns demasiados frios ou mecânicos. Nada disso ocorre em “Corpse Bride”. Tim Burton na sua genialidade, numa simbiose entre a animação via plasticina e as novas técnicas, traz-nos um espectáculo visual notável. O argumento baseia-se num conto popular russo, numa Inglaterra vitoriana sombria. É a estória de Victor Van Dort (na voz de Johnny Depp), que casa por interesse dos pais, e que por acidente, se vê perseguido por uma noiva vindo dos confim do além.
Humor negro, comedia jocosa, sob o pano de fundo de uma bela estória de amor, pode ser uma óptima sugestão para inicio de noite de S. Valentim.
António Cipriano

domingo, fevereiro 12, 2006

Burocracia

O código do IRS (Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares), prevê no artigo n.º 89-A, a obrigação dos contribuintes declararem aquisições de imóveis ou automóveis, por valores superiores a 250.000 e 50.000 Euros respectivamente, no âmbito das manifestações de fortuna. Pretende o fisco ter um maior controlo, e assim fiscalizar eventuais fugas fiscais. Num país de impunidade e de evasão fiscal genética, trata-se a meu ver, de uma medida correcta.
Pena é não se ter ficado por aqui. Mas não, o fisco resolveu borrar a pintura. Apesar de a lei apenas prever a obrigação de declaração de compra de casas e carros, superiores aos tectos acima apresentados, exigiu até à passada sexta feira, que os contribuintes declarassem qualquer aquisição, independentemente do valor. Ou seja o fisco, não respeitando a legislação em vigor, abusando do seu poder e praticando uma ilegalidade, estava no caricato a exigir que o contribuinte declarasse a aquisição de carros por valores de 500 Euros, motas de valor de 200 Euros, etc. Actos certamente indutores de fuga ao fisco!!!!
Para além de caricato, esta medida criou confusão ao contribuinte, aumentando a burocracia e o tempo necessário ao processamento da informação. Depois de muitas queixas e azedume dos contribuintes, o secretário de estado dos assuntos fiscais, veio na passada sexta feira dar a mão à palmatória. Ainda bem que o fez. No entanto durante 10 dias, a confusão e a indignação. desnecessariamente invadiram as repartições de finanças.
Mais uma vez o estado português deu uma imagem mesquinha, e de uma mentalidade pidesca. No meu caso pessoal e como nada tenho a esconder vou declarar todas as aquisições, nomeadamente: 5 camisas, 2 blasers, 1 fato, 2 camisolas, 3 DVD, 12 livros.......................................
António Cipriano

sexta-feira, fevereiro 10, 2006


O profeta com a bomba na cabeça

Sinceramente, acho que está tudo maluco. Estava maluco o senhor que fez os cartoons que despoletaram tudo isto (mas qual é o objectivo de uma coisa daquelas, se não a simples ofensa barata?). Estão malucos (são fanáticos, portanto) aqueles que estão a causar distúrbios por causa de uma coisa destas. São malucos (provocadores, acima de tudo) todos aqueles que resolvem voltar a publicar esses cartoons (mas porquê? para quê? para vender mais jornais? para provar que têm o direito de o fazer?).
É claro que a liberdade de expressão é uma coisa fundamental nas nossas democracias, e com a liberdade de imprensa à cabeça. Mas será que a liberdade de uns não acaba quando começa a liberdade de outros? E o que é que isto tem de jornalismo, afinal? Jornalismo não é informar, da forma mais isenta e mais objectiva possível? Veja-se a capa de hoje de O Independente... o que há de jornalístico naquilo?
E, claro, só faltava a comunidade islâmica em Portugal também decidir partir umas montras na baixa lisboeta...
Uma coisa é liberdade de imprensa, outra é bom senso (porquê provocar e dar um pretexto aos fanáticos?). E, afinal, o próprio cartoonista até já pediu desculpa.
João Pedro

segunda-feira, fevereiro 06, 2006


Elefante Branco


Durante décadas, o Alentejo, zona esquecida, e muitas vezes abandonada pelo poder político, pediu insistentemente a construção da Barragem do Alqueva. Esta, era vista como o projecto redentor, que iria contribuir decisivamente para uma agricultura de regadio competitiva e de elevada produtividade, no Alentejo. Para os alentejanos o Alqueva era sinónimo do desenvolvimento que tanto ansiavam, e que iria erradicar a fuga de gente, que vem esvaziado as planícies alentejanas.
Finalmente foi construído !!!!
Mas ao contrario do espirito alentejano, o Alqueva tornou-se somente, em mais um Elefante Branco. O objectivo do Alqueva era a agricultura e o regadio. Mas a realidade é um imenso lago para turistas, maioritariamente castelhanos, que se dedicam à pesca, ao JetSki, e a passeios em mota de agua.
O projecto inicial do Alqueva previa em 2006 investimentos na ordem dos 143 milhões de Euros, para a edificação do subsistema de rega. No entanto, o orçamento do estado apenas consagra 56 milhões. Por este andar o sistema de rega anteriormente previsto para estar concluído, já tardiamente em 2015 só estará finalizado lá por 2030.
Até lá fica, o Alqueva é mais um lago para "camones".
António Cipriano

quinta-feira, fevereiro 02, 2006


Dura Lex Sed Lex

Parece-me a mim, que está na altura de acabar com as brincadeiras e palhaçadas com a justiça em Portugal. Estou farto de ver notícias nos jornais, de pessoas que tentam levar a melhor contra a justiça, indo para tribunal para apelar a que o tribunal autorize ilegalidades e “jogue” a favor dos que pretendem cometer um crime. Estas pessoas parece que não percebem, que a lei é dura mas é a lei. As leis não foram feitas para que todas as pessoas gostem delas, mas para regular o funcionamento da sociedade. Mais grave se torna, quando um advogado diz que vai interpor um recurso contra a decisão do Juiz, quando este se limitou a aplicar a lei. Esperava este senhor que um Juiz fosse contra a lei e autorizasse o casamento de duas mulheres, quando isto é um crime. Que bonita seria a nossa sociedade se funcionasse dessa forma cometia-se um crime o tipo era considerado culpado e ia interpondo recursos, até apanhar um Juiz que lhe fizesse o jeitinho, um Juiz “à maneira”. Assim à laia da republica das bananas, ou de um pais governado por blocos de esquerda. Meus amigos, nós podemos não gostar das leis, podemos considerar as nossas leis injustas, mas a lei é a lei e deve ser respeitada como tal.

António Manuel P. S. Guimarães

quarta-feira, fevereiro 01, 2006


Comendas e Condecorações

O chefe da casa civil da Presidência da Republica, no âmbito de uma missão preconizada por sua excelência, o Dr. Jorge Sampaio, esta a fazer um inventário de todos aqueles que ainda não foram agraciados por uma comenda ou uma condecoração pelo actual presidente, com vista a inscrever seu nome no livro do recordes do Guiness. Depois de Portugal deter no livro dos recordes, o presidente que realizou o maior numero de viagens (dr. Mário Soares), Sampaio procura também figurar no livro, como o presidente que mais comendas e condecorações fez nos últimos mil anos. O relatório preliminar aponta, no universo de 10.000 milhões de cidadãos portugueses, pouco mais de três ou quatro centenas em falta.
Infelizmente parece que o meu nome se encontra bem no finalzinho da lista.
António Cipriano

domingo, janeiro 29, 2006

Neve

Este Domingo fica marcado pelo tempo louco. Neva em sítios a que nem lembra o diabo, como aqui nas Caldas, por exemplo. Mas, enquanto deixo as explicações de tão grande fenómeno aos teóricos da área, só quero apreciar o manto branco das encostas que se observa da casa da minha tia...
PP

sexta-feira, janeiro 27, 2006

Economia e Responsabilidade Social

Segundo noticia do DN, O Millenium BCP em 2005, atingiu lucros recordes de 753 milhões de Euros, propondo como meta alcançar os 880 milhões de Euros em 2007. Pessoalmente, a noticia que uma qualquer empresa portuguesa se encontra de boa saúde financeira, numa rota de sucesso, é sempre motivo de agrado. No entanto o mesmo jornal em nota de rodapé refere que o referido banco, pretendia no ano de 2006 reduzir o seu quadro de pessoal em cerca de 500 funcionários. Obviamente parece-me uma contradição.

A razão de ser da Economia e das inter-relações subjacentes ao sistema, é a satisfação das necessidades individuais e colectivas do todo social. A economia em sentido puro ,visa o pleno emprego, o desenvolvimento humano, a redistribuição do rendimento nacional de forma justa, de modo a promover a coesão social. Acontece que gradualmente por via de um excessivo liberalismo, e de uma corrente ideológica individualista de culto dos “números”, a dimensão social tem vindo a ser marginalizada. Efectivamente, a economia e as rendibilidade não são um fim em si mesmo. A Economia não é um somatório de EBIT, ROA, rendibilidade financeiras, margens, break-evens e de resultados consolidados. Em ultima analise a economia são as pessoas. Esta surgiu da necessidade de satisfazer as necessidades do cidadão. Não pretendo por em causa o capitalismo. Pelo contrário, o capitalismo não sendo perfeito é o sistema possível, com mais provas dadas. É necessário é incutir neste capitalismo uma dose de responsabilidade social. Tarefa dos estados pela sua função de regulação e fiscalização dos mercados, mas em especial das empresas. Ética empresarial, responsabilidade social e solidariedade, são valores que as empresas devem incorporar na sua missão. Não são apenas custos. A uma empresa que norteei a seu posicionamento por um comportamento social responsável, acresce uma mais valia intangível, ao nível da imagem e do reforço da marca, expressa na sua maior facilidade em penetrar em mercados de elevado valor.

António Cipriano

terça-feira, janeiro 24, 2006


Sinopse Eleitoral – Vencedores e Vencidos

Cavaco Silva é obviamente o grande vencedor da contenda presidencial. No entanto, a noite eleitoral trouxe outros vencedores. Antes de tudo a empresa de Marketing que organizou e pensou a estratégia de Cavaco. A estratégia do homem providência, assente nos símbolos nacionais, bem presentes nos cartazes e nas cores da candidatura, o uso constante da bandeira nacional, os slogans, bem como a própria cerimonia de consagração da vitória, preparada ao milímetro, são instrumentos de uma estratégia de marketing brilhante. Outro vencedor da noite apesar de ninguém ter dado por isso foi Ribeiro e Castro. Ribeiro e Castro apesar do sua genética falta de timimg político e de talento para a mediatização, (ninguém ouviu a sua declaração na noite eleitoral), foi essencial para a vitória de Cavaco. Qualquer candidatura do CDS, por mais patética que fosse, teria os votos suficientes para provocar uma segunda volta, a qual seria terrivelmente difícil para Cavaco.
Pela força dos resultado, Jerónimo e Alegre foram também vencedores. Jerónimo é uma surpresa. Foi um dos que vaticinou o claudicar do PCP com Jerónimo. Fica aqui o mea culpa. Jerónimo com a sua simplicidade, simpatia, generosidade, e autenticidade é uma personagem capaz de cativar até os não comunistas.
Por fim Alegre, que apesar da falta de meios e do apoio da maquina socialista teve um resultado excelente. Uma forte chapada no rosto de Soares, Socrates e Jorge Coelho.

Derrotas, Socrates em primeiro lugar. Socrates ao tentar ofuscar e calar Manuel Alegre com a sua declaração em simultâneo com a do candidato independente, demonstrou falta de caracter e de fair play, espirito vingativo e falta de respeito um milhão eleitores.
Soares, usado, ultrapassado e agora humilhado, resta-lhe calçar as pantufas e sonhar com os seus passeios com a Joana Amaral Dias. O Analecto (Francisco Analecto Louça), reduzido à sua insignificância de 5,3% ainda tem de dar é graças por ter ultrapassado a fasquia dos 5%, e assim ter direito a subvenção do estado. Caso contrário lá teria de conjuntamente com o Miguel Portas ir vender uns charros para pagar as dividas.
António Cipriano

segunda-feira, janeiro 23, 2006


Deadwood

Esta é uma excelente série que passa no canal Fox, nas noites de sexta. Tomei conhecimento desta série através de um amigo que me emprestou os dvd's da primeira temporada. Confesso que, não sendo fã de western's, olhei com desconfiança, ele nem pestanejou e disse para ver que a série era muito boa. Tinha razão, actualmente vi a primeira temporada toda (12 episódios) e já metade da segunda temporada (6 episódios de 12), todos mantendo uma elevada qualidade, embora confesse que um actor se destaca dos demais, Ian McShane. Recomendo a quem não conhece a série a dispensar um pouquinho do seu tempo e assista a um episódio.
PP

Presidenciais

Este domingo, dia 22 de Janeiro de 2006, foi eleito para Presidente da Republica Portuguesa, o Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva. Uma eleição sem surpresas, onde tudo era previsível e cujo único aliciante era ver quem ficava em 2º lugar na luta entre Manuel Alegre e Mário Soares. Nesta luta venceu claramente Manuel Alegre, demonstrando o erro de José Sócrates e por conseguinte de todo o Partido Socialista que apoiaram uma candidatura, que desde cedo parecia por culpa própria condenada ao fracasso. Digo isto porque nunca consegui acreditar em campanhas feitas pela negativa, campanhas aliás, que em tempos idos foram utilizadas contra Soares, o que deveria ter servido como lição daquilo que não se deve fazer.
Manuel Alegre apresentou-se como derrotado. E num sentido o foi sem dúvida, por não ter conseguido forçar uma segunda volta. Mas sem dúvida também, demonstrou que mesmo sem aparelhos partidários é possível construir uma boa e forte candidatura. Se não veja-se que a acontecer uma segunda volta, seria ele que iria concorrer com Cavaco Silva. Assim Manuel Alegre foi um vencedor, embora apenas moralmente, no confronto contra Soares, demonstrado que a sua candidatura tinha mais razão de ser. E se alguém duvida, basta olhar para o resultado eleitora e ver a diferença entre o sentido cívico e a teimosia pura de quem não percebe que o seu tempo já passou. Alegre mostrou que se alguém estava a mais, não era ele certamente.
Curioso também, é o facto dos grandes derrotados não conseguirem encaixar esta derrota, partindo o PS para uma espécie de minimização da estrondosa derrota que obteve. Acabando Sócrates por demonstrar que, quando está a “funcionar a quente”, é um néscio, uma criatura que toma atitudes sem sentido e infantis, porque ir falar segundos depois de Manuel Alegra iniciar a sua declaração é uma atitude sem sentido. Mesmo se o secretário-geral do PS disser que foi uma coincidência, não tem desculpa, porque ai é uma atitude que espelha um amadorismo total, inaceitável em quem tem responsabilidades a este nível.
Jerónimo de Sousa foi, por sua vez, igual a si próprio e à imagem do seu partido. Embora tenha que ser dito, que Jerónimo está a criar uma certa estabilidade eleitoral no PCP, uma estabilidade impossível nos tempos de Carvalhas e que a mim me parece positivo, por ainda acreditar no equilíbrio democrático.
Louçã por sua vez afirmou ter sido derrotado, mas dizendo também quem se engane quem achar que o derrotou. Ou seja, uma afirmação “enigmática” bem ao estilo do líder bloquista, que diz que foi derrotado, mas que não foi derrotado por ninguém. Aqui apenas posso dizer que “das duas uma”, ou ele não sabe que o conceito de derrota pressupõem um vencedor, que por conseguinte terá derrotado todos os outros, ou então ele assume que se derrotou a si próprio. Declarações “obscuras” que não me surpreendem, tal como não me surpreenderia se ele começasse a falar na conspiração do Elefante cor-de-rosa e das Aranhas Gigantes para o derrotar, isto porque já era tarde quando estas declarações foram feitas e por isso, certamente já apetecia “fumar umas coisas” para descontrair.
Garcia Pereira assumiu a derrota e só faltou culpar a PIDE por isso, a culpa é de todos menos dele. Assim a culpa é de Cavaco porque venceu, e de todos os outros que não quiseram falar com ele para achar um consenso para um candidato da esquerda. Esta declaração é no mínimo curiosa, porque a pensar que deveria haver apenas 1 candidato da esquerda e sendo o líder do PCTP/MRPP candidato, tenho que partir do pressuposto que Garcia Pereira achava que era o tál homem do consenso, enfim… a culpa é dos outros que não perceberam a sua genialidade. Embora tenha que se dito que a atitude da comunicação social para com Garcia Pereira foi infeliz, porque ele merecia o mesmo tratamento que os outros candidatos.
Concluo dizendo que Cavaco Silva, venceu e bem com uma margem de cerca de 30% em relação a Manuel Alegre. Cavaco nunca cedeu à tentação de responder às agressões e provocações, fazendo o jogo que lhe competia, jogando com o silencio e indiferença, ao desespero de alguns adversários. O único senão foi a “mistificação” da sua vitória antecipada, que lhe poderia ter custado muito, porque eu considero que a abstenção se deveu ao descuido dos eleitores do centro direita, que consideravam que a vitória era garantida, levando a que a “maioria absoluta” de Cavaco fosse de apenas 0,6%.

António Manuel P. S. Guimarães
Rescaldo

Como se esperava, Cavaco Silva é o novo Presidente da República mas existem ainda outras ilações a retirar. Primeiro aspecto vai para a "classificação dos pequeninos" em que Louçã saiu claramente derrotado por Jerónimo de Sousa. Segundo aspecto vai para a derrota do candidato apoiado pelo PS, pelo candidato PS independente. Terceiro aspecto, embora neste eu aponte um ponto positivo e um ponto negativo: Ponto positivo - o Primeiro-Ministro não se distanciou do seu candidato na hora da derrota e deu a cara, uma atitude de louvar nos tempos que decorrem;Ponto negativo - o timming escolhido para efectuar o seu discurso, ofuscando desta maneira o discurso de Alegre.
PP

sábado, janeiro 21, 2006

Silêncio

Silêncio. Não há mais campanha política. Pela fora como decorreu a campanha da esmagadora maioria dos candidatos, este fica marcado como o melhor dia da campanha onde os candidatos, felizmente, não podem dizer as habituais baboseiras que proclamaram pela campanha fora.
PP
20 de Janeiro

20 de janeiro foi um dia importante para este blog. Não por ter sido o ultimo dia de campanha para as presidências, não por já termos ultrapassado as oito mil visitas, nem por o Benfica, (que infelizmente venceu), ter jogado. 20 de Janeiro fica sim marcado, por o membro deste blog, e amigo de hoje e de sempre, António Guimarães ter terminado a sua Licenciatura em História.
Os Membros deste blog desejam ao Dr. António Guimarães, votos de muitos sucessos e felicidades.

António Cipriano
Paulo Pinheiro
João Pedro

quinta-feira, janeiro 19, 2006


Perto do Fim
A poucos dias da hora da verdade a campanha eleitoral adensa-se de emotividade, dramatismo, mas também de conformismo face a um resultado que todos desde já antecipam, e aceitam como inevitável.
Soares, apesar de um discurso de combatividade e de certeza na vitória, vai perdendo cada dia que passa, confiança, entusiasmo. Socrates, esperto, consciente da inevitável derrota de Soares, faz uma coligação de silêncio com Cavaco, bem expressa no seu discurso do passado fim de semana. Manuel Alegre, cada vez mais alegre com possibilidade de concretizar a sua vingança de Soares, vai invocando e convocando os mortos, nos diferentes cemitérios do país e assim chegar à segunda volta.
Louça e Jerónimo, num duelo de “Braço de Ferro”, procuram ver quem tem mais força.
Por fim Garcia Pereira, vencedor antecipado, pela sua luta por protagonismo, necessário à obtenção de mais clientes para o seu escritório de advocacia, lá vai dizendo um conjunto de banalidades radicais.
O presidente Cavaco, perdão, o candidato Cavaco, aproveitando a canibalização dos candidatos da esquerda e o desejo dos cidadão por alguém capaz e credível vai cavalgando, para a mais que provável vitória, logo a primeira.

António Cipriano

terça-feira, janeiro 17, 2006

Penitência


Queria agradecer publicamente ao leitor (a) NCD pela correcção. Pode verificar que está corrigido. Queria penitenciar-me desse facto, não por ter dado um erro ortográfico simples mas que acontece algumas vezes, mas pelo facto de tê-lo identificado postumamente e ter tido preguiça de o corrigir, quiçá por achar que pelo facto de não existirem muitos comentários, não existirem assim tantas pessoas a ler o nosso blog quanto isso, afinal há e quando se dão ao trabalho de fazer uma crítica construtiva são muito bem-vindos os comentários. Espero que continue a "perder o seu tempo" e continue a ler o nosso blog.

PP

Mercantilização do Hino


Não obstante a globalização, o incremento dos processos de integração económica e política, as ONG´s, e as empresas transnacionais, o valor e força do conceito “estado nação”, apesar de filtrado, continua presente. Se somos cidadãos do mundo, da Europa, não deixamos de ser em ultima analise, cidadãos do nosso país. Não podemos alienarmos do agregado histórico-cultural identitário, que nos influência naquilo que somos. Por alguma razão, um português é diferente de um finlandês, dum espanhol ou de um paquistanês.
Tudo isto a propósito do ultimo anúncio da Portugal Telecom. O dito anúncio promove a PT, utilizando como pano de fundo o hino nacional. Ou seja a PT faz a mercantilização do hino. Mercantilizar o hino é conspurcar a identidade e os valores de Portugal. È desrespeitar um povo, e a sua cultura. È hipotecar 863 anos de história a uma empresa, que há muito se preocupa não com os portugueses, mas em ultima analise em maximizar lucros.
António Cipriano
Relembrando António Botto

Gosto às vezes de relembrar, citações ou passagens daqueles livros que lemos e nos marca, um desses livros é da autoria de António Botto, um nome muitas vezes esquecido. Aqui fica um dos seus poemas, para relembrarou ou simplesmente conhecerem:
"A culpa não é tua.
Eu é que não devia ser assim;
Sei muito bem que um canteiro
Não pode ser um jardim.

Devia contentar-me e não pedir
Constantemente mais e sempre mais
- Como se em ti houvesse a grande base
Da minha interminável fantasia!

A culpa não é tua;
Quis transformar o que era simpatia
Num grande amor, numa paixão sem fim,
E afinal, tropecei no idealismo
Da minha embaciada lucidez;
Sim, a culpa não é tua:
Um canteiro não pode ser um jardim,
E eu tenho errado tanta vez!...

É justo que me veja desprezado
Sem apego a mim próprio e sem ninguém!
- Quem me manda abraçar o que não tem
Alicerces que possa convencer
- Espírito, carácter, compostura,
E aumentar nesse abraço o infinito
Da minha sensualíssima loucura?

Quero-te bem, no entanto. Adeus!, e continua
No caminho da tua perfeição!

A vida não é mais
- perdoa esta banal imagem de amoroso,
Que o reflexo de um ai na confusão
De uma luta onde aquele que é vencido
É o que tem razão."
PP

sexta-feira, janeiro 13, 2006

Há sempre alguém que diz não...

Esta campanha presidencial, numa palavra é um desastre. Um chorrilho de asneiras que saiem da boca dos candidatos. A única excepção, Cavaco Silva. A última das pérolas deve-se a Manuel Alegre, o pseudo-intelectual, pseudo-poeta que afirma que para presidente, o país não precisa de um economista mas sim de um poeta. Pois bem, a grave crise financeira que o país atravessa resolve-se deixando o governo continuar a tomar as medidas drásticas que toma, para angariar fundos para as férias natalícias do PM e com meia dúzia de poemas mal feitos. É ainda de lamentar a abusiva alusão a Miguel Torga, esse sim um nome maior da literatura em Portugal, não alguém que se limita a repetir frases através das páginas. Parafraseando o dito candidato "Há sempre alguém que diz não" e eu por mim espero que sejam muitos a dizer que não a Alegre e a Soares.
PP

quinta-feira, janeiro 12, 2006

Fantasmas e Assombrações

Entre o Céu e o Inferno, bem antes do Purgatório, existe um território cinzento, envolto de uma imensidão de vazio, onde almas penadas, condenadas a uma existência eterna, insistem em continuar “a andar por ai” atormentando os vivos e as autoridades divinas.

De vez em quando, talvez por falta de assunto a comunicação social dá relevo a estas almas penadas. Foi o que aconteceu esta semana. O “Menino Guerreiro”, criatura do abominável vazio de ideias e convicções desceu do seu pântano.
Tal como em vida, aproveitou a cobiça televisiva para brindar os vivos e os divinos, com um caldeirão de intrigas, invejas e vinganças mesquinhas. Felizmente os mortais já conhecem o antídoto contra as suas pragas e feitiçarias, graças ao Druida Cavaco Silva.
António Cipriano
II Prémio Jovem Literário

Hoje foi o dia da entrega do II Prémio Jovem Literário aos vencedores nas categorias de Prosa, Poesia e Conto. A cerimónia teve lugar no sítio mais apropriado que poderia existir na cidade, o Centro da Juventude. Se muito se critica a Câmara Municipal de Caldas da Rainha em diversos aspectos, deveria existir a honestidade de elogiar as coisas que são bem feitas pela autarquia. Tomara que existissem mais Câmaras Municipais a proporcinar a oportunidade de jovens interessados na escrita puderem divulgar e publicar os seus trabalhos. Como vencedor da I edição do Prémio Jovem Literário "Luiz Teixeira" queria dar os parabéns aos novos vencedores e um especial agradecimento ao vereador Hugo Oliveira pelo seu trabalho desenvolvido no pelouro da Juventude.
PP

segunda-feira, janeiro 09, 2006


Hinos
As campanhas eleitorais são uma sucessão de pequenos momentos de indução no consumidor, (no caso denominado de eleitor), que utilizando um vasto leque de recursos e ferramentas mediáticas, procuram que este adquira o produto, no caso o candidato. Um dos instrumentos de indução são os hinos de campanha, os quais procuram induzir subliminarmente na mente do eleitor, a mensagem primordial da candidatura.
Estas presidenciais não são excepção. Todavia, quatro das seis candidaturas não apresentam hino de campanha, talvez por não tem mensagem para passar, ou por serem demasiado amadoras. Também aqui a bipolarização musical é feita entre Cavaco e Soares. Contudo Jerónimo não tendo hino, deixa-se levar nas partituras do “Avante Camarada”, e Garcia Pereira, não abandona a “Internacional”, que o acompanha deste já muitos anos, em todos os tempos de antena do PCTP/MRPP.

O hino de Cavaco Silva – “Portugal maior”, cantado pela mandatária da Juventude katia Guerreiro, procura passar a mensagem de determinação, confiança, Empreendorismo, bem patente na estrofe
SOMOS UM POVO E A VONTADE
DE ROMPER A BRUMA
E IR MAR FORA
UM POVO É UM GESTO D’ETERNIDADE
E O FUTURO É SEMPRE AGORA

No entanto, o hino de cavaco tem levantado receios e querelas diplomáticas com Espanha e Marrocos. Analistas internacionais questionam se Cavaco como o seu "Portugal Maior" não pretenderá aumentar o país à custa de Espanha (talvez Olivença), ou voltar as políticas de expansionismo africano, sendo o Lisboa Dakar e o comandante Carlos Sousa, o principio disso mesmo.
Brincadeiras à parte o hino esta disponível em.
http://www.cavacosilva.pt/index.php?id_categoria=24&id_item=4766


Quanto a Soares, esperava-se um hino interpretado pelo Avó Cantigas, ou então pela sua Mandatária para a Juventude Joana Amaral Dias. Por esta ultima, Soares certamente obteria elevados ganhos, sobretudo na classe masculina. Mas não, este é interpretado por uma anónimo. O hino intitula-se “pela mesma Razão de Sempre”. Ou seja pelo gosto pelas viagens, pelos banquetes, pelas presidências abertas e pelo poder pelo poder. Agora mais a serio, com estrofes como:

quem sempre aqui esteve
e sempre aqui se fez ouvir
quem sempre nos deu força
sem nunca desistir

Os mágicos do marketing de Soares procuram deixar a marca de um homem que sempre esteve presente. E que pelos visto quer ficar presente por toda eternidade.
O hino de Soares está disponível em
António Cipriano

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Participações

A partir do dia 14 deste mês, o Primeiro Ministro português, perdão, o secretário geral do PS vai aparecer em comícios de apoio à candidatura de Mário Soares. Até esta altura o PM, perdão, secretário geral do PS, esteve afastado de qualquer campanha. Uma recente queda nas suas férias natalícias na Suiça, quando a maioria dos portugueses estão a apertar o cinto endividados, estão descontentes pelas suas carreiras estagnadas ou desempregados levou a que este senhor andasse de canadianas. Afinal, não é o PM português, nem o SG do PS que vai apoiar MS, é apenas um veterano anónimo que com a sua recém invalidez espera granjear apoio para a idosa candidatura moribunda, a que cada vez mais se adivinha o bronze do pódio.
PP

quinta-feira, janeiro 05, 2006

Presidential of the dead

George A. Romero parece que não vai demorar tantos anos a fazer uma sequela para o filme "Land of the dead", parece que o quinto da série vai ter uma evolução ao nível dos mortos-vivos, depois de ganharem força sobre-humana que lhes permite arrancar pedações humanos e de terem ganho alguma inteligência, parece que desta vez vão poder insultar os humanos. Para um maior espanto, sabe-se agora que esta evolução foi baseada em factos verídicos como conta o criador "Estava a ver Tv e apareceu um morto-vivo que parece estar a fazer campanha para a presidência de uma província espanhola, insultando um outro candidato, não resisti e começei logo a trabalha no Presidential of the dead"
PP
Afinal, o ano nem começou assim tão mal...

O PM israelita Ariel Sharon foi vítima de um acidente vascular cerebral e está num estado considerado grave pelo canal de notícias sitiado em Atlanta. Afinal, o ano de 2006 nem começa muito mal...
PP

quarta-feira, janeiro 04, 2006


Citizen Kane

Confesso que nunca tinha prestado muita atenção à RTP Memória, até ontem, noite em que deu aquele filme que é aclamado pela Sight and Sound desde 1962 até 2002, sempre de dez em dez anos, como o melhor filme de sempre. Só em 1952 é que o melhor filme de sempre foi ganho por "The bicycle thieves". Assim, foi também a noite em que preenchi um vácuo inadmissível a quem gosta de bom cinema. A minha pena vai para o facto de não ter descoberto o significado de Rosebud há alguns anos atrás.
PP

segunda-feira, janeiro 02, 2006



Lembranças Históricas

Nestes dias de descanso que medeiam o Natal e o Fim de Ano, passei os olhos por um livro de história contemporânea No referido livro é mencionado como um dos partidos fundadores da democracia pluralista nacional, um tal de CDS-PP. Esse referido partido parece que ainda existe, e é liderado por um tal de Ribeiro qualquer coisa.
As coisas que se descobrem, ao reler as paginas da história !!!!

António Cipriano

quarta-feira, dezembro 28, 2005


Grito do Ipiranga

Foi lançado no dia de hoje, do cosmódromo de Baikonur no Casaquistão, o primeiro satélite do sistema de navegação Galileu. Este acontecimento só por si, representa o principio da independência Europeia face ao império, nos domínio estratégicos do posicionamento por satélite, com amplos campos de utilização civil e militar.

Graças ao Galileu, qual “guerreiro Jedi” a Europa deixa de estar sob os olhos do Big Brother, do lado negro da força do império, governado pelo tenebroso mas pouco inteligente “
Darth Bush
”.
António Cipriano

domingo, dezembro 25, 2005

Mensagem de Natal

Como Todos os ano, o Cardeal Patriarca de Lisboa emite através dos órgãos de comunicação Social, nomeadamente a RTP um Mensagem de Natal a todos os Portugueses. Este ano não foi excepção. No entanto, este ano as coisas não correram muito bem. D. José Policarpo, dirigiu aos portugueses uma mensagem com um bom conteúdo, que apelava à confiança e ao derrubar dos medos por parte de todos os portugueses. Apesar de ser um homem bastante inteligente e com experiência na área da televisão (foi responsável da TVI, nos seus tempos católicos), endereçou um discurso longo, muito longo, maçudo, muito a lembrar as mensagens de “Fidel Castro”, cheia de passagens e interpretações bíblicas pouco condizente como o mediatismo próprio da televisão. Se é certo que com o prolongar dos minutos da mensagem, a RTP foi certamente perdendo audiência, tal não justificava o seu comportamento. Depois de longos minutos de transmissão e quando já se adivinhava que o discurso do Cardeal Patriarca de Lisboa caminhava para o fim, a RTP resolveu abruptamente cancelar a emissão, deixando o cardeal a falar para o boneco!!!! Afinal a RTP já estava atrasada para a transmissão do cultural e divertido filme Stuart Little II!!!!
António Cipriano


sábado, dezembro 24, 2005

Apostar e ganhar

O site betandwin, que é um dos patrocinadores da liga portuguesa, resolveu meter a colher nas presidenciais portuguesas. Para quem não conhece, trata-se de um site de apostas; são essencialmente apostas desportivas, mas também tem algumas apostas de outros âmbitos. É aí que entram as apostas políticas: para as eleições na Suécia, para o congresso dos EUA, e também para as presidenciais portuguesas. Na realidade, houve 3 candidaturas que ameaçaram processar o site, e o mesmo resolveu terminar essa aposta (suponho que devolveram o dinheiro a quem já tinha apostado).
Mas tudo isto foi divulgado na comunicação social. Agora, o que é que me faz escrever este post? É que cada candidato tinha, segundo o site, determinada probabilidade de vitória. Cavaco em primeiro, Alegre em segundo, Soares em terceiro, Jerónimo em quarto, e Louçã em quinto. Uma aposta em Louçã iria render muito mais dinheiro do que uma igual aposta em Cavaco (desde que o bloquista conseguisse ganhar... ahahahahahah, pronto pronto, já passou), o que é bastante óbvio. Agora, o realmente esquisito/interessante/estranho/outro-adjectivo é que cada 100 euros investidos em Cavaco iriam render 120 euros, ou seja, 20 euros de ganho líquido. Como é demasiado óbvio que Cavaco vai ganhar, esta seria uma forma fácil de ganhar dinheiro. Algo me diz que os senhores da betandwin ter-se-ão apercebido disso.
Enfim, para os mais sonhadores resta sempre o euromilhões.
Feliz natal!

João Pedro

sexta-feira, dezembro 23, 2005

Feliz Natal

Porque o Natal é uma comunhão e partilha de cumplicidades, desejamos a todos os nossos leitores um santo e Feliz Natal, com muitas prendas !!!!!
António Cipriano
António Guimarães
João Pedro
Paulo Pinheiro

quarta-feira, dezembro 21, 2005


Vencedor

E o Vencedor do Debate de ontem foi..................................................... a telenovela da TVI “Ninguem Como Tu” com uma audiência de 25,9 por cento e uma quota de espectadores de 67,2 por cento.
António Cipriano
Presentes de Natal

Em plena Lapónia, junto à lareira, acompanhado pelo seu fiel cão, S. Nicolau, mais conhecido por Pai Natal, vai ultimando os preparativos para o dia já próximo, da sua jornada anual. Devido ao cada vez maior numero de correspondência dos meninos e meninas deste nosso mundo, o trabalho da abertura das cartas vai-se prolongando até bem próximo do Natal.
De Portugal seguiu um saco de dimensão considerável.
- Vamos lá ver o que me pedem os Portugueses, este ano?
- Emprego, emprego, emprego, fim da crise económica, o Euromilhões, Sporting campeão. Enfim muitos e muitos desejos. Infelizmente aqui o Pai Natal, também está em contenção financeira. No Natal passado, ofereci prendas a mais, e entrei em déficit!!! Ainda para mais o preço do feno para as renas aumentou!!!!
Mas deixa lá ver o que me pediram alguns dos meninos já velhos conhecidos.
- O menino Mário Soares, quer como prenda a Presidência da Republica. Este menino é chato!!! Já lhe dei este brinquedo por duas vezes!!! È um brinquedo caro!! Este ano leva é um CD do Avô Cantigas
- Irmãos Louça e Jerónimo querem este Natal, cada um deles mais votos que o outro. O Pai Natal não gosta de guerras entre irmãos!! O menino Louça leva um Missal e o menino Jerónimo um capacete para brincar na Lisnave
- Já os meninos Alegre e Cavaco, pedem também o brinquedo da presidência. Este brinquedo esta com muita saída. O menino Cavaco tem se portado bem, talvez o leve. Mas para já aqui têm um Bolo Rei. Já o menino Alegre, anda sempre com a cabeça no ar!! A sonhar com quadrados, a brincar às dissoluções, leva este ano é um exemplar de Dom Quixote de Cervantes!!
António Cipriano

sexta-feira, dezembro 16, 2005


Tudo Bons Rapazes!

Para aqueles que me dizem que a opção do nuclear não pode ser aplicada em Portugal, aqui vai umas questões. Quantas marés negras aconteceram desde 1963? Quantas toneladas de hidrocarbonetos são despejados no mar todos os anos, seja por lavagem dos depósitos, seja por acidentes?
Infelizmente desde o acidente com o Ger-Maersk em 1963, que os acidentes se sucedem, não posso dizer quantos foram, mas posso enumerar os mais graves. Além do Ger-Maersk, temos o derrame do Alasca em 1964 que libertou 40.000 toneladas de crude, afectando 1744 Km de costa e matando cerca de 30.000 animais marinhos. O derrame do Torrey Canyon em 1967 que libertou 170.000 toneladas de petróleo e do Almoco Cadix libertando 230.000 toneladas de petróleo. Durante a Guerra do Golfo em 1991 foram libertas 600.000 toneladas de petróleo no Golfo Pérsico, isto para não referir a tragédia do petroleiro Prestige em Novembro de 2002, que levou à maior catastrofe ecológica na nossa península, pelo menos até hoje.
A segunda questão tem uma resposta mais simples, porque existem dados estatísticos que afirmam que todos os anos são largados nos oceanos 3.000.0000 toneladas de petróleo.
Pode o paciente leitor dizer, que também não aprova a utilização de petróleo e que devem ser encontradas medidas alternativas não poluentes, algo que eu concordo em absoluto, mas com pés bem assentes na terra vejo que, no nosso país pouco tem sido feito para contrariar a utilização das nossas centrais termoeléctricas, que consomem rios de petróleo. Feito um moinho aqui e ali, umas placas fotovoltaicas aqui e acolá, algo manifestamente insuficiente. Depois temos ainda que ter em conta outros factores, como o facto de geograficamente não termos um país muito propício à construção de barragens colocando essa possibilidade de parte.
Por fim temos um tratado internacional que é o tratado de Quioto, um tratado que Portugal também assinou e que nos obriga a reduzir as nossas brutais emissões de hidrocarbonetos para a atmosfera, algo que a menos que muito mude não vai ser possível. O que fará com que Portugal tenha que muito provavelmente ter que comprar créditos a outros estados para poder poluir mais do que a cota prevista. E todos sabemos que esses créditos não vão ser baratos. Dirá agora o tolerante leitor, que o nuclear é bem mais perigoso, e de facto não é mais saudável se for utilizado levianamente, tem que ser bastante vigiado para ser utilizado com segurança. Mas é o próprio tratado que não condena a utilização do urânio, devido ao facto do nuclear ser considerado mais limpo do que a utilização de hidrocarbonetos, visto que as suas emissões para a atmosfera se limitam a vapor de água, já para não falar que o urânio existe em quantidades suficientes para não se esgotar nos próximos milhares de anos. E Portugal tem uma grande reserva de urânio, uma das maiores da Europa (se não a maior), o que nos tornaria mais independentes a nível energético. Os detractores desta medida podem sempre dizer que já aconteceram acidentes graves, e é verdade temos o triste caso de Chernobyl em 1986 na actual Ucrânia, mas felizmente eu não conheço mais nenhum e penso que não existem mais, pelo menos registados, ao contrário das várias dezenas de acidentes petrolíferos. Vamos ver ainda outro ponto, nós não somos nem mais nem menos que os outros e temos o direito de usar o que temos, especialmente se é o nosso povo que beneficia deste factor. Ou será preciso continuar a ver o nosso país a flutuar ao sabor do preço do petróleo e a incapacidade do estado de promover decentemente a utilização de energias renováveis, vendendo um bonito engano que pagaremos mais tarde, quando as quotas de Quioto apertarem. Deixemos de nos armarmos em Bons Rapazes, ingénuos e autênticos passarinhos, para passarmos a ter alguma coragem e iniciativa, para que um dia não digamos como de costume que: devíamos ter feito mas… agora é tarde!

António Manuel P. S. Guimarães

Manuais Escolares

“Fórum do País”, um programa bastante interessante que dá na RTP-N, mas a horas que não permite que o “comum mortal”, possa assistir, isto porque programas que dão para lá das 2 horas da manhã, não se coadunam com o horário de trabalho das pessoas. Mas eu, que estou a entrar em férias de Natal tive o prazer de assistir. E o tema desta semana não poderia ter sido melhor, os manuais escolares e a reforma que o Ministério da Educação pretende fazer. É certo que muitas asneiras têm sido feitas por esta ministra, mas desta vez parece que decidiram fazer alguma coisa bem feita. Em primeiro lugar, é sempre bom saber que o Estado pretende aumentar o período de vigência dos manuais de 3 para 6 anos. Depois também não fere a sensibilidade de ninguém, saber que uma comissão será criada a nível ministerial para avaliar os manuais, uma comissão composta principalmente por, professores universitários, professores do ensino secundário e professores do ensino básico. É também de felicitar a intenção de fornecer manuais ás famílias carenciadas, fazendo a aproximação possível à constituição, quando esta refere o ensino “tendencialmente gratuito”. Por fim, temos que saudar a vontade de por fim às manobras promocionais de manuais pelas editoras, terminando os brindes aos professores e/ou às escolas. Neste programa estavam presentes os representantes das associações de editores, um representante das associações de pais e um secretário de estado. E foi curioso ver que as associações de editores diziam desta medida aquilo que “Maomé não disse do toucinho”. Não foram utilizados termos como fascista, mas o secretário de estado não conseguiu escapara à acusação de estalinista. Para começar, diziam as editoras, que os livros devem continuar a ser feitos de forma “livre”, que deve permanecer a concessão das editoras, de manuais de vigência de 3 anos e que estas comissões de avaliação são ridículas. Pois bem, se eu ganhasse a vida a vender e fazer manuais escolares eventualmente também não estaria muito feliz com estas medidas. Mas a verdade é que estas medidas não põem fim à liberdade, pois sim, fim à libertinagem que é um conceito bastante diferente de liberdade, põem fim também a um período de vigência ridículo, que não tem seriedade, aliás o prazo de 6 anos pode ser alterado se o manual tiver “manifesta desactualização” ou seja, a comissão que avalia o manual ANUALMENTE, pode decidir retirar ou alterar o manual em questão, mas a intenção clara desta medida é pôr fim à pratica de vender manuais num curto espaço de tempo, fazendo com que filhos com curta diferença de idade não possam utilizar o mesmo manual, isto quando a editora não revia e declarava que o manual não estava adequado e o retirava do mercado para forçar a sua substituição, o que era ilegal, mas impossível para o estado interferir, devido à falta de órgãos criados para o efeito. Obviamente a contrastar com as editoras, estava o representante da associação de país, que defendia que estas medidas já deviam ter sido adoptadas antes, e que este negocio escandaloso já devia ter terminado à muito. Lembrando bem, que a simples estratégia de marketing adiciona custos aos manuais, que são os pais que suportam. Espero que estas intenções, sejam mais do que ideais num papel e que sejam postas em prática. Porque se o nosso ensino precisa de uma reforma seria, uma das razões para ela é certamente a atitude arrogante e vergonhosa das editoras.

António Manuel P. S. Guimarães

domingo, dezembro 11, 2005


Campeonato da Competitividade Ibérica

No sentido do reforço da competitividade da industria portuguesa, foi noticiado esta semana que no inicio de 2006 a tarifa da electricidade industrial irá aumentar entre os 8% e os 16%. Mais uma vez Portugal conseguiu uma importante vitória face a Espanha onde os aumentos aos consumidores industriais se situam somente em 2% e os 3%.
Assim, facilmente se explicam as elevadas taxas de crescimento da economia portuguesa!!!!
António Cipriano

sábado, dezembro 10, 2005


Um dia Típico do Candidato Louçã

Ø 9h00 – Acordar, lavar a cara e tomar um guronzan para amortecer a troca de ideias da noite passada com Miguel Portas
Ø 10h00 – Tomar Pequeno Almoço, e aproveitar para fumar um charro com Miguel Portas
Ø 11h30 – Telefonar à filha
Ø 12h00 – Acção de campanha na Zona J
Ø 13h00 – Almoço no restaurante de esquerda Tavares Rico com Ana Drago
Ø 14h00- Acção de campanha numa clinica de Abortos
Ø 15h30 – Palestra na Universidade Técnica de Lisboa subordinada ao tema “Os sete pecados mortais do capitalismo Americano”
Ø 16h30 – pausa para relax (tempo para um charro com o Miguel Portas)
Ø 17h30 – Acção de Rua, pela centro de Lisboa com a distribuição de panfletos e vales de desconto em clinicas de Aborto
Ø 20h00 –Conferência de imprensa. Discurso incisivo, propondo a liberalização das drogas leves, da prostituição e do Aborto.
Ø 21h00 – Jantar no Bairro Alto
Ø 22h00 – Intervenção política versando o imperialismo americano, e o Cavaco opressor
Ø 23h00 – Sangria e charros com Miguel Portas
Ø 03h00 – Chegar a casa, reler o diário de Trotsky ao som de Sérgio Godinho e Mano Chao
Ø 4H00 – fazer ooooooo
António Cipriano

quinta-feira, dezembro 08, 2005


Um dia Típico do Candidato Jerónimo de Sousa

7 H00 – Acordar, vestir-se e cantar a Internacional no duche
8h00 – Pequeno almoço (café cubano e doce de Estremoz)
Ø 9h00 – Visita ao túmulo do mestre Álvaro Cunhal
Ø 10h30 – Bica na casa do Alentejo com os mineiros de Aljustrel
Ø 12h00 – Combinar com a Intersindical as greves do dia
Ø 13h00 – Almoço com a Juventude Comunista (Pescada da recém comuna Peniche, acompanhada de vinho de Borba e doces típicos da democracia da Coreia do Norte)
Ø 14h30 – Reunião com a Brigada do Reumático do Comité Central
Ø 15h30 – Pausa aproveitada para reler Manuel Tiago e cantar o Avante
Ø 16h30 – Acção de campanha na Lisnave
Ø 18h00 – Lanche com os trabalhadores da Lisnave
Ø 20h00 – Conferência de Impressa, versando a exploração dos trabalhadores por parte das grandes famílias capitalistas, e a política do quer posso e mando de direita deste governo
Ø 21h00 – Jantar comemorativo do 10º aniversario da 89º greve da Vidreira Pereira Roldão da Marinha Grande. Inclui discurso, relembrando ao proletariado as características tenebrosas e apocalípticas de Cavaco Silva
Ø 23h00 – Ritual diário do apedrejamento dos renovadores
Ø 24H00 – Reler Marx e cantar a Internacional
Ø 01h00 – Dormir e sonhar com o Alentejo Vermelho e com as grandes conquistas da URSS

António Cipriano

segunda-feira, dezembro 05, 2005


Preocupações Vãs

De facto, se existe uma coisa que nunca me incomodou no que diz respeito às escolas em Portugal, é a existência de crucifixos nas escolas. Honestamente não me incomoda a presença, como não me chateia a ausência. Muito embora eu ache que existem questões muito mais importantes a ser combatidas nas nossas escolas. Este episódio apenas serviu para eu tomar conhecimento de uma associação que defende a laicidade do estado, para reconfirmar a inutilidade do BE e ficar a pensar porque é que não existe nenhuma associação para lutar pela tão necessária qualidade do ensino em Portugal.

Como eu já disse, temos uma associação em Portugal, que eu infelizmente não sei o nome, mas que tem como mote a defesa da laicidade do estado. Foi esta organização que fez o pedido ao Ministério da Educação, para que este ordenasse a retirada dos crucifixos. Dizem estes, que o nosso estado é laico e que por isso esta presença é ilegal e pode ser considerada ofensiva. Isto é tudo muito bonito, e eu sempre achei graça a estas afirmações de posições peremptórias, porque quando vamos ver a sua prática percebemos que elas não passam de afirmações de gente com demasiado tempo livre, algo que se calhar ficava resolvido se eles passassem a trabalhar no dia de Páscoa, no dia de Natal e em todos os outros feriados religiosos. Porque se são tão categóricos no que concerne à laicidade do estado, então deveriam lutar para que estes dias passassem a ser como os outros. Depois gostava que me explicassem como é que um crucifixo pode ser ofensivo?

Depois temos o inevitável costumeiro de todas as questões imbecis em Portugal, a nossa imitação barata de Trotsky, é claro que estou a falar do Professor Doutor Francisco Louçã, que vem dizer que os “crucifixos deviam ter sido retirados das escolas logo na tarde do dia 25 de Abril de 1974”, este ataque é também curioso, porque percebemos que o BE tem ainda a ideia esquizofrénica de que a “religião é o ópio do povo”. E já agora, porque é que o senhor Louçã não aprofunda a questão ao ponto de defender que as pessoas trabalhem nos feriados em dias santos, o fim das festas dos santos populares e o fim do subsídio de Natal, porque caso o senhor professor não saiba o Natal é uma festa religiosa e por isso este subsidio recai sobre uma festa que vai contra a laicidade.

Temos estas associações mesquinhas e estes caça votos pela ignorância, que preferem atacar aquilo que pode ser polémico em vez de atacar aquilo que deveria ser de facto combatido, porque se acham que os crucifixos são o grande problema das nossas escolas, então sugiro que assistam a um mês de aulas em qualquer estabelecimento de ensino do 1º ciclo para perceberem que esse é o menor dos seus problemas.
Como eu já disse não me chateio por terem tirado os crucifixos das salas de aula, não vejo mal nenhum nisso, aliás, não acho compreensível que sejam colocados nas escolas novas. Mas fico chateado por haver pessoas em Portugal que percam tempo a preocuparem-se com questões mesquinhas em vez de se preocuparem com o que realmente pode prejudicar os seus filhos, que é a falta de qualidade e condições que temos hoje num grande número das nossas escolas do 1º ciclo. Pessoas que pretendam fazer uma “laicização à força”, num país que ainda é, profundamente católico, porque 80% é uma percentagem que ainda significa alguma coisa.
Depois deixo uma sugestão as estas pessoas, leiam algumas coisas de James Fentress, Chris Wicham, Paul Connerton e José Mattoso, para ver se compreendem a utilidade da memória colectiva, mas isso será assunto para outro post…………

António Manuel P. S. Guimarães

domingo, dezembro 04, 2005

Sistema de (In)Justiça

A coesão social de um país deriva dos laços de solidariedade construídos com base num cimento cultural agregado ao longo de séculos. Esta estrutura socio-politica assente num regime politico-constitucional, de raiz democrática implica a obrigatoriedade da assimilação constante de um conjunto de princípios omniscientes e omnipresentes. Igualdade perante a lei, respeito pelo próximo, justiça, legalidade, protecção social e liberdade física e intelectual são os princípios e valores sine quan non da estrutura celular da sociedade democrática.
Ora, o mecanismo sistémico da sociedade democrática funciona com base na lei. Em leis justas, executáveis, ao qual o estado, através de um modelo de sistema judicial garante a sua aplicabilidade. A democracia não o é verdadeiramente um sistema, sem uma Justiça independente e célere.
A Democracia portuguesa apesar de ainda jovem, tem vindo sobretudo ao longo da ultima década a evidenciar vícios e falhas, os quais têm minado a qualidade dessa mesma democracia. O sistema de justiça é o exemplo mais paradigmático.
Processos que de arrastam anos e anos nos tribunais, processos que inexplicavelmente prescrevem, “bandalheira” total no secreto de justiça, corporativismos excessivos, investigações mal conduzidas, muitas com erros grosseiros, a sucessão de casos “Fátima Felgueiras”, a greves de magistrados e juizes, são o triste retracto da Justiça nacional.
Com todo este cenário pantanoso, o vulgar cidadão olha com desconfiança e descredito para o Sistema de Justiça. Mais grave ainda, passa a existir ainda que subliminarmente a sensação colectiva de um sistema de justiça, ineficaz e injusto.

O que esta em causa não é apenas as relações sociais e a liberdade individual. Também a economia, precisa da Justiça. Muitos agentes económicos perante um negocio com algum risco de incumprimento, ou simplesmente não concretizam o negocio, ou praticam preços especulativas como medida preventiva, face às tormentas e à falta de celeridade do Sistema de Justiça.

E perante este cenário calamitoso, que em ultima analise põe em causa a própria democracia, que urge o governo proceder o quanto antes a um reforma transversal do sistema de justiça. Esta reforma não será compatível com lobbies e corporativismos. Também aqui tem de haver uma mão firme, consciente que a sociedade o exige.

A reforma do Sistema de Justiça passa por medidas como, a racionalização e redistribuição de meios, encerramento de comarcas com pouco movimento, reforma do Código do Processo Civil e do Código do Processo Penal, aligeirando e eliminando procedimentos supérfluos e anacrónicos; corrigir a reforma da acção executiva de modo a que esta seja aplicável e executável.

Ao nível das magistraturas, há a necessidade de formar mais membros e estabelecer medidas de avaliação de desempenho qualitativas e qualificativas, de modo a reduzir o tempo médio de resolução de cada processo pendente. Todo o processo de orientação e gestão de carreiras deve ficar na mão de um órgão independente como o Conselho Superior de Magistratura. O Conselho Superior de Magistratura apesar de independente e autónomo deve ser responsabilizado pelo estado da justiça. Anualmente o ministério da justiça deve definir objectivos e prioridade em termos de política de justiça, ao qual o CSM deve dar execução, sendo responsabilizado pelos resultados obtidos.

Algo tem de ser feito, sob pena do colapso do sistema e da própria democracia.

António Cipriano


quinta-feira, dezembro 01, 2005


Lutas de Comadres

Nas pequenas e esquecidas aldeias de Portugal do passado, o mexerico, a pequena grande inveja, o desdizer, o falar baixinho, as quezílias familiares, eram fenómenos geneticamente alimentados e suportados por uma mão cheia de comadres que por terem uma vida vazia e ociosa, eram as guardiãs desta triste tradição nacional.

Tristemente, a pré-campanha presidencial da esquerda tem sido o reafirmar da figura da comadre, sequiosa de mexericos. Manuel Alegre desdiz Socrates e Soares, Soares desdiz Alegre, ao qual este responde em tom crispado. Ambos se reafirmam como os herdeiros da esquerda, deixando-se levar numa luta de partilhas de uma esquerda jacobina e maçónica já defunta e ultrapassada. Com toda esta propensão para o fait-divers, o país vai sendo esquecido nos discursos e acções.

E será que o país quer na presidência uma comadre?
António Cipriano