"Prefiro não ter experiência governativa do que ter a má experiência de Santana"
Pedro Passos Coelho
E este (espero) nem tanto:
João Pedro
Blog de pensamentos duvidosos por Paulo Pinheiro, António Cipriano, António Guimarães, João Pedro e André Lemos.
O que fazer quando for multado? António Manuel Guimarães
Todos à muito conhecemos a degradação sistemática do festival da canção em Portugal. Pois fiquem descansados. Não é um mal só nosso. Vejam com calma a qualidade da musica que vai representar a Espanha no Festival da Eurovisão deste ano!!!!! É de assustar!!!!!!!!
António Cipriano
MENTIROSOÉ vergonhoso afirmar o que vou dizer, vergonhoso porque foi uma mentira do nosso primeiro-ministro na Assembleia da República, na casa da Democracia, onde todos os portugueses estão representados, enquanto falava sobre as medidas tomadas na protecção dos trabalhadores feitas pelo governo teve o descaramento de dizer o que vou citar:
- ”… proibimos também os estágios profissionais não remunerados…”
Isto é mentira, o meu estágio foi feito o ano passado e é reconhecido tanto pelo Ministério da Educação, como pela Secretaria Regional da Educação e não recebi um tostão que fosse, nem ajudas de custo dos materiais utilizados, nem ajudas para as deslocações de 30Km feitos diariamente, nem tão pouco uma bolsa de estudo, portanto este governo já vai para além de não justificar as promessas falhadas, agora já mente descaradamente. É uma vergonha um primeiro-ministro ter a frieza e descaramento para mentir sem sentir qualquer forma de constrangimento.
Este governo e este primeiro-ministro são claramente um exemplo que justifica aquilo que eu costumo dizer quando ouço alguém dizer que tem vergonha de ser português, eu normalmente respondo que nunca sinto, nem nunca vou sentir vergonha de ser português, mas tenho vergonha de alguns portugueses, que fazem figuras miseráveis e dão uma péssima imagem do nosso país.
António Manuel Guimarães
Diz que pretende ser um programa de humor
No periodo logo após o 25 de Abril, existem muitos episodios caricatos. A Reforma Agraria é um deles.
António Cipriano
34 Anos Depois

Stand Up Parlamentar 



3 anos de Sócrates

Aproveitando algum tempo livre, que por estes dias pode encontrar, neste meu quotidiano por norma excessivamente preenchido, teve a oportunidade de ir ver o filme “Jogos de Poder”.
“Jogos de Poder”, com Tom Hanks e a deslumbrante Júlia Roberts, trata-se de uma agradável película, tocada por variados momentos de humor, sobre as peripécias de um congressista dos EUA, que para agradar aos desejos de uma bela mulher, se envolve no apoio e na luta dos mujahadins afegãos, contra a invasão soviética.
Se tiveram tempo, não deixem de ver.
António Cipriano



Apesar de não ser cidadão norte americano, pela particularidade da importância dos EUA no quotidiano mundial, considero absolutamente licito ter um opinião formada acerca dos putativos candidatos às presidenciais americanas.
Antes de mais e a bem de todos, os EUA necessitam quer em termos de geopolítica, quer em termos económicos, de uma mudança. Uma mudança que induza no planeta uma dose de estabilidade, consubstanciada num politica externa americana mais razoável e dotada de bom senso.
Confesso que num primeiro momento na minha simpatia ia para a senhora Clinton. Todavia a imagem de um self-made-mem, outsider, combativo, menos artificial, cheio de energia, me tem vindo a seduzir na figura de Barack Obama. Talvez esteja errado. Talvez Obama não passe de simples mas bem elaborado produto de marketing.
Mas pior do que Bush não será com certeza!!!
António Cipriano



Em vias de Extinção
Obama, 1 – 0
Kick-off das primárias das presidenciais norte-americanas, um longo e tortuoso processo, perfeitamente incompreensível à luz da vivência democrática europeia.
O estado de Iowa é um estado que elege pouquíssimos delegados nas presidenciais propriamente ditas. Por essa razão, os candidatos presidenciais nem costumam visitar o estado durante a campanha. Situação completamente diferente durante as primárias. Nessas primárias, Iowa continua a eleger um número negligenciável de delegados, mas a diferença é que é o primeiro estado a ter eleições (ou melhor, não são eleições, são “caucuses”, uma perfeita aberração eleitoral, principalmente do lado do Partido Democrata; mas adiante, adiante). Como é o primeiro estado isolado a ter este processo, o que é que isso pode significar? (e geralmente significa)
Candidatos com diminuta expressão eleitoral nas sondagens podem apostar neste estado (dinheiro, tempo, equipa, etc) e, se ganharem, podem beneficiar de um efeito de bola de neve (caso do John Kerry em 2004, que antes de Iowa e New Hampshire estava em 4º lugar nas sondagens nacionais – do lado Democrata). Por outro lado, candidatos muito bem colocados, à partida, se perderem Iowa podem ver-se fora da corrida (recorrendo novamente a 2004, foi o que aconteceu ao Howard Dean). Ainda é cedo? Sim, é. Antes da “Super Tuesday” é prematuro apostar decisivamente num determinado candidato.
Mas duas coisas podemos retirar do que aconteceu ontem:
- Do lado democrata há 3 candidatos com aspirações reais à nomeação: Barack Obama, Hillary Clinton e John Edwards. O 3º lugar da sra. Hillary não augura boas coisas, até porque Obama ganhou destacado e com facilidade. Prognóstico: se Obama ganhar daqui a 4 dias em New Hampshire (aí já são eleições «normais», não “caucuses”), os candidatos democratas não chamados “Edwards” ou “Clinton” começam a desistir a favor de Obama e a coisa fica composta para o senador de Illinois. Muito claramente: o Obama neste momento tornou-se um caso muito sério, não só em relação à nomeação, mas em relação à candidatura à presidência propriamente dita. Pormenor: Obama ganhou folgado num estado cuja esmagadora maioria da população é caucasiana;
- Do lado do GOP (Republicanos), a situação é mais delicada. Romney e Huckabee foram os grandes apostadores em Iowa (Romney ganhou o Iowa straw poll, uma coisa perfeitamente ridícula e arcaica), e o evangelista acabou por ganhar. Huckabee é conhecido por 2 coisas: ter perdido muito peso em pouco tempo (era obeso) e ter o apoio em peso da comunidade evangelista (pronto pronto, e em ter o apoio "precioso" do Chuck Norris). Os candidatos mais “sérios” do lado do elefante tiveram resultados modestos (John McCain, Fred Thompson, Rudy Giuliani; este último, principalmente, teve um resultado que roça o absurdo). Estes 3 continuam a ser os candidatos mais prováveis ou Huckabee acabou de se colocar em boa situação para disputar a nomeação com 2 desses 3? Difícil de ler, mas parece-me que o milionário Romney e Giuliani acabaram de ficar em péssima situação. Por cada dólar que Huckabee investiu em Iowa, Romney investiu 10.
Anotação: a "spokesperson" da campanha de Obama é a Oprah. Parece-me um bocado forçado que, como resposta, a senadora Clinton tenha ido buscar como porta-voz da sua campanha (para além da omnipresença de Bill Clinton) o Magic Johnson (para além de que se deve estar a roer pelo facto de Hollywood em peso estar a apoiar Barack Hussein Obama).
E venha New Hampshire.
(acabei de dar seca?)
João Pedro
Feliz 2008

Para quando gasto zero de energia em Portugal?
Alguns acham que este aumento do preço é positivo para que as pessoas gastem menos combustível. Mas o que acontece de facto é aumento do preço de todos os produtos, seja devido ao aumento do custo de produção, seja derivado ao aumento do preço do transporte, ou por ser um derivado do petróleo, caso das fibras sintéticas que vão desde o plástico comum ao poliester que está no nosso vestuário. Ou seja, o aumento do preço do petróleo influencia toda a vida do mundo ocidental, porque o preço do petróleo faz-se sentir em tudo, tornando-se cada vez mais urgente procurar novos modos de produzir energia de forma eficiente.
Claro que esta ideia não é nova e têm sido conseguidos alguns resultados que podem a vir a ser extremamente positivos num futuro muito próximo. Alguns países de forma a minimizarem a procura do petróleo, têm tido uma procura séria de sistemas energéticos renováveis que respeitam tanto o ambiente como o conforto. Sabendo que as habitações consumem 40% da energia do mundo ocidental, têm desenvolvido novos conceitos para a construção de imóveis. Edifícios que conseguem produzir a totalidade da energia que consomem e que vendem o seu excedente às redes públicas. Na Suécia, já um número considerável de edifícios foi construído a pensar neste conceito e os resultados têm sido obviamente fantásticos. Na Alemanha a procura destes sistemas tem sido também uma realidade e os edifícios de Werner Sobek recebem os maiores prémios, sendo a sua própria casa o paradigma da utilização eficiente de energia, consumindo zero da rede pública e sendo totalmente biodegradável. Ainda de referir mais dois exemplos de edifícios ecológicos, um na Índia em que a própria orientação foi planeada para ter um aproveitamento máximo ao longo do ano e que aproveita inclusivamente a água da chuva ou o caso da Coucil House em Melbourne que foi concebida para “copiar a ecologia do planeta”.
É evidente para isto funcionar têm que existir algumas condicionantes. Em primeiro lugar informação tem que ser fornecida aos consumidores e segundo a World Business Council for Sustainable Development essa é a grande falha actual. Outra condicionante é a formação dos construtores de forma a desenvolverem estas estratégias, uma mais valia certa para quem fosse pioneiro em Portugal. Depois outra condicionante e lamentavelmente em Portugal o grande entrave, os incentivos governamentais, prefere-se dar concessão para ventoinhas a grandes empresas para vender em telejornais com uma atitude ambientalista para “inglês ver”, do que dar benefícios ao cidadão comum que pretenda adoptar medidas realmente funcionais, é triste mas exemplos dos nórdicos só mesmo para o pagamento de impostos. Torna-se urgente tomar medidas reais e deixar de fazer as coisas a fingir, sob pena de mais uma vez não aproveitarmos tomar a dianteira de algo extraordinário que está em expansão. Para termos uma ideia clara do quão “desenvolvido” está este sistema em Portugal saibam que até 2007 a Soane Sierra foi o único grupo que usou este sistema, num centro comercial, o Colombo, ou seja desde 1998 até hoje existe um único edifício que produz toda a energia que consome e que consegue vender à rede pública, foi um bom principio mas manifestamente insuficiente.



Uniformizar ou Mutilar Depois de dezassete anos sem ouvir falar no acordo ortográfico, eu pensava que ele tinha ficado esquecido numa gaveta qualquer em S. Bento. Mas este governo acabou por descobrir a chave da dita e acordou este monstro adormecido. E então lá voltou a conversa sobre o referido acordo.
A questão da uniformização da Língua Portuguesa é uma situação muito pesada e extremamente complexa. Pode-se dizer muita coisa em sua defesa, como que é benéfico aproximar os diferentes modos de escrever português, e que isso servirá para defender a língua face à crescente importância do inglês que advêm da globalização. Mas a verdade é que é extremamente desequilibrada e quem criou a língua leva com as maiores alterações, tudo porque é mais fácil mudar 10 milhões do que, só no Brasil, 189 milhões.
É verdade que me custa bastante ver a mutilação da Língua Portuguesa “para sua própria defesa”. Preocupa-me ver que neste acordo está presente a eliminação das letras mudas nas palavras. Tal como são eliminados alguns acentos e portanto algumas palavras são alteradas. E qual a razão? A resposta é simples, no Brasil, em 1943, ficou decidido no Formulário Ortográfico, que essas letras como não são pronunciadas deveriam ser eliminadas, foram também suprimidos alguns acentos e alterados outros. Compreendo que eles o tenham feito, eles não criaram a língua e depois da crescente utilização de estrangeirismos que utilizam não surpreendeu ninguém. Quanto à supressão das letras mudas, não venham dizer que é mais prático porque apenas se pode considerar preguiça. Muitos dos acentos foram alterados para aproximar a língua escrita da língua oral e aqui ainda lhes dou razão. Mas daí a terem a pretensão de eliminar a possibilidade da dupla acentuação dependente do país vai uma grande distância, já me estou mesmo a ver a escrever Antônio (nem quando as vacas voarem).
Obrigar os portugueses a aceitar estas mutilações da língua que criaram é absurdo. Não me importo se são 189 milhões que escrevem assim e não me vejo obrigado a mudar aquilo que será sempre a herança mais importante que jamais teremos, só porque um povo que não o meu decidiu um rumo diferente. Se vamos por essa ordem de ideias, porque não aprendermos todos mandarim? Era uma forma de encurtar caminho.
O governo antes de rectificar este acordo deveria, para variar, pensar muito bem. Se não gostam do português, ao menos, que percebam a desigualdade do tratado e vejam quem fez quase todas as concessões.
Não se trata de nacionalismo no pior sentido do termo, trata-se simplesmente de ter pais e professores conscienciosos que me fizeram gostar da nossa língua e de hoje ser eu próprio professor da língua materna.
António Manuel Guimarães

