António Cipriano
Blog de pensamentos duvidosos por Paulo Pinheiro, António Cipriano, António Guimarães, João Pedro e André Lemos.
quinta-feira, setembro 11, 2008
terça-feira, setembro 09, 2008

SNS – Proibido reclamar
Quando um paciente se desloca a um centro de saúde e considera que foi mal tratado pelo medico, e apresenta nos serviços competentes uma reclamação, normalmente se esperaria que houvesse uma analise dos factos, de modo a verificar se houve ou não, por parte do profissional de saúde, demérito ou incúria. Caso seja apurado falta de profissionalismo, o cidadão espera que o médico seja repreendido, de modo a que a qualidade do serviço incremente.
Ora em Portugal quando um doente reclama do comportamento do médico, o mais normal é que a sanção seja aplicada ao doente. Segundo dados do ministério da saúde muitos dos 325 utentes do SNS que apresentaram reclamações foram excluídos das listas dos médicos, ficando então sem médico de família. Mais grave ainda, é que o senhor Bastonário da ordem dos médicos defender que os médicos tem o direito de excluir da sua lista de doentes aqueles que não desejem consultar!!
quinta-feira, setembro 04, 2008
Pormenores físicos à parte, existem potenciais enormes implicações religiosas e sociais a médio prazo, relacionadas com o LHC.
Steven Weinberg (Nobel 1979): "Se conseguirmos criar uma teoria final em que todas as forças e partículas são explicadas, e essa teoria ajudar a compreender o Big Bang e nos der uma cosmologia consistente, deixar-se-á menos à religião para explicar." (citado da Newsweek).
João Pedro
Nos EUA os discursos políticos tendem a ser mais agressivos do que na europa. Chegam ao ponto do ataque pessoal sem que os eleitores o percepcionem como algo mais do que "fair game".
O discurso na Republican National Convention de ontem, da candidata a vice-presidente pelo GOP (Republicanos), Sarah Palin, teve uma segunda metade que certamente se consubstancia como o discurso político norte-americano mais agressivo que tenho na minha memória recente.
É normal os candidatos a vice-presidente serem justamente "armas de ataque", tradicionalmente é assim.
Palin parece, à primeira vista, uma escolha sólida para o ticket republicano: mulher e conservadora. Se McCain é um centrista, Palin é certamente de direita.
E agora uma opinião minha, nada objectiva. Foi uma péssima escolha:
1 - Toda a estratégia republicana para estas eleições passa por um ponto fulcral: Barack Obama é inexperiente para ser presidente da nação. Mas quem é Sarah Palin? É uma mulher que foi mayor de uma cidade chamada Wasilla (7 mil habitantes) e que é governadora do Alasca há 2 anos. Isto é currículo político?
Poderá ser argumentado: mas Obama é candidato a presidente, Palin "apenas" a vice-presidente. Verdade. Mas o vice-presidente, constitucionalmente, substitui o presidente em caso de necessidade. Para além disso, o vice-presidente é presidente do Senado.
Se considerarmos que John McCain tem 72 anos (se for eleito presidente será o presidente estreante mais velho da história dos EUA) e que teve graves problemas de saúde recentemente, então temos que a probabilidade de Sarah Palin poder vir a ser presidente dos EUA é maior do que em condições mais típicas. Com o exuberante currículo político que ela apresenta?
2 - Ela é especialista em energia, um ponto no qual o Partido Democrata costuma ser visto como mais forte. O problema é que ela não demonstra currículo em outras áreas, como sejam saúde, educação, economia, justiça, etc. Ela vai ter um debate contra Joe Biden, o candidato democrata à vice-presidência. Biden é um congressista sénior, tendo feito parte dos comités judicial e de relações externas do Senado. Parece-me que vai haver muito republicano nervoso durante esse debate (por pouco importante que o mesmo possa ser).
3 - Sarah Palin é conservadora. Fervorosamente anti-aborto, defensora dos valores tradicionais da família, membro activo do NRA (National Rifle Association; sim, mais uma maluquinha das armas), defensora da pena de morte, entre outras situações.
No entanto tem uma filha de 17 anos, solteira e grávida. Lá se vão os valores familiares conservadores que os neo-conservadores tanto gostam de defender. Ela tem uma visão para as famílias dos EUA que não corresponde ao que tem em casa.
E ressalvo que não tenho nada contra o facto da rapariga estar grávida, somente acho incongruente e inconsistente a posição da mãe.
4 - Sarah Palin está a ser investigada por corrupção activa, enquanto governadora do Alasca. Já o estava antes da nomeação do GOP. Pode, obviamente, estar inocente; mas porquê escolher uma pessoa que tem essa suspeição a pairar?
5 - A agressividade dela, ontem, chegou a roçar o ridículo. Não votem em Obama porque a Casa Branca não é o mesmo que fazer trabalho cívico em bairros pobres. Votem em McCain porque é um herói que esteve preso, vários anos, no Vietname. Estou, obviamente, a simplificar o discurso dela, mas isto faz algum sentido?
6 - Em Setembro de 2008 a candidata a vice-presidente dos EUA é defensora da guerra no Iraque e da manutenção das tropas norte-americanas no país.
7 - É muito comum que o candidato a vice-presidente complemente o candidato a presidente. Quando o presidente é do norte, muitas vezes o vice-presidente é do sul, e vice-versa. Ou então escolher um vice-presidente de um "swing state", um estado importante e no qual a votação entre azul e vermelho se prevê renhida.
Alasca? Vale 3 votos no colégio eleitoral (é um dos estados que vale menos votos, até porque 3 é o mínimo). Para além disso não é propriamente um estado no qual a votação se preveja renhida: desde 1968 que o Partido Republicano tem ganho sempre no Alasca, em eleições presidenciais.
João Pedro
sábado, agosto 30, 2008

Prisão Preventiva
Portugal é em certos domínios um país estranho. Há precisamente um ou dois anos, os jornais, os opinion markers, e a generalidade dos nossos políticos brandavam efusivamente contra a excessiva aplicação pelos tribunais da prisão preventiva. Dizia-se que Portugal era dos países europeus com mais presos preventivos. Chega-e mesmo a dizer, que prisão preventiva em Portugal era aplicada de modo inaceitável, e violador dos direitos do homem e do bom senso. Como resultado a legislação foi alterada, só podendo a prisão preventiva ser aplicado a crimes com uma moldura penal de 5 anos.
Voltados pouco mais de dois anos tudo mudou!!!!
Agora, jornais, políticos, população exige que os meliantes fiquem em prisão preventiva!! Não deve faltar muito para que a legislação volte a prever a prisão preventiva para crimes com uma moldura penal de 3 anos.
Chama-se isso, soluções casuísticas num país sem rumo ou estrategia delineadas, que navega ao saber das notícias dos jornais.
sexta-feira, agosto 29, 2008
HellBoy 2
HellBoy II
Hellboy não corresponde ao esteriótipo politicamente correcto de super-herói. Talvez por isso tenha um outro interesse e uma outra aura. A película de Guillermo del Toro, está bem construída, aproveitando muito do universo de criaturas criadas no “Labirinto del Fauno”, mas agora num ritmo inebriante e constante. Se gostam de filme de super-herói, não darão o tempo por mal empregue.
António Cipriano
terça-feira, agosto 26, 2008

Bem antes do inicio oficial do verão, a 21 de Junho, variados especialistas em metereologia e geofísica profetizavam o verão mais quente dos últimos 25 anos. E ao contrario do que se possa pensar os meteorologistas não se enganaram. Estamos a ter um verão bem quente, não ao nível das temperaturas climatéricas, mas mais ou nível do índice de criminalidade. È certo que os meios de comunicação na silly season aproveitem para empolar e mediatizar em excesso a questão da criminalidade. Mas a verdade é que se vem assistindo a um aumento crescente e constante da criminalidade em Portugal, se bem que ainda dentro de parâmetros bem razoáveis face a muitos países europeus. As causas da crescente criminalidade são conjunturais como a crise económica e a crescente proliferação de armas, e estruturais como a abertura das fronteiras intra-comunitárias, a ineficácia do sistema de justiça e a crescente e preocupante desfragmentação da família e do sistema de valores da sociedade.
António Cipriano
quinta-feira, agosto 21, 2008

Ficamos esta semana a saber pelo grande amigo de Sócrates, Hugo Chavez no seu habitual programa televisivo que a economia portuguesa se encontra estagnada. Esta afirmação de Chavez não resulta de qualquer estudo ou analise mais profunda, mas simplesmente de um confidencia de Sócrates ao líder “democrático” venezuelano.
Pelos vistos, sempre que os portugueses desejem saber o que se passa na economia portuguesa o melhor é ligar a televisão venezuelana.
António Cipriano
terça-feira, agosto 19, 2008
O Espírito Olímpico
Infelizmente este é o verdadeiro espírito olímpico português.
A grande Vanessa Fernandes, essa sim é a excepção.
António Cipriano
terça-feira, agosto 12, 2008

À tempos atrás, neste mesmo blog vaticinei os perigos que advinham do reconhecimento internacional da independência do Kosovo. Infelizmente os factos vieram a me dar razão. Com a independência do Kosovo, e a consequente violação dos princípios de Direito Internacional da Soberania e da inviolabilidade do território nacional, a caixa de Pandora dos nacionalismo esta aberta. Se o Kosovo pode ser um estado independente (ainda que economicamente inviável), porque motivo a Ossétia do Sul e a Abcásia também o não podem ser?
Com o Kosovo, a Federação Russa foi de certo modo menosprezada. Com os sucessivos alargamentos da NATO para leste, a Rússia foi sendo humilhada. Pois bem, Putin resolveu deixar uma mensagem bem clara aos estados do Cáucaso – “O Cáucaso é quintal da Rússia", e não zona de influencia do EUA ou do ocidente.
António Cipriano
quinta-feira, agosto 07, 2008

Apesar do agravamento dos custos energéticos derivados do aumento substancial do preço do petróleo, o governo alemão de Ângela Merkel reafirmou o seu compromisso de encerrar 19 centrais nucleares até ao final do ano de 2021.
Se a grande e industrial Alemanha pretende eliminar o nuclear do seu cabaz energético, a que propósito deve Portugal enveredar pelo nuclear?
António Cipriano
quinta-feira, julho 31, 2008

Depois do programa @-Escolas e do @-Escolinhas com o computador Magalhães, José Sócrates prepara-se para lançar o programa @-lares. Com este programa o governo pretende disponibilizar um computador portátil para cada idoso. Os mais velhos podem assim jogar online à sueca, efectuar marcações de consultas para o centro de saúde ou efectuar encomendas de medicamentos. Graças a esta louvável medida deste fabuloso governo, Portugal dá mais um passo para se constituir como um país virtual.
António Cipriano
terça-feira, julho 29, 2008

O Cavaleiro das Trevas
Tal já tinha sido visível em Batman Begins, mas agora com o Cavaleiro das Trevas as expectativas foram ultrapassadas. Ao longo de 150 minutos podemos assistir a um excelente espectáculo visual, envolto de um enredo cheio de suspense e adrenalina.
As comparações entre o Batman de Tim Burton e de Jack Nicholson e o Batman de Nolan e de Heath Ledger são obvias. Mas não tenham duvidas, o Batman de Nolan é absolutamente superior em todos os sentidos.
Quem goste de bom cinema não deixe de ver.
quinta-feira, julho 24, 2008

Luís Filipe Menezes anunciou que a Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia a que preside, a partir do inicio do próximo ano lectivo vai distribuir aos alunos do primeiro ciclo gratuitamente os livros escolares. Ou seja milionários, ricos, pobres, miseráveis, todos vão ser beneficiados por igual em Vila Nova de Gaia no que toca aos livros escolares. Menezes advoga-se assim como um benemérito, preocupado com os valores da igualdade e da educação, das criancinhas do concelho.
Nada mais errado. Todos sabem que o principio da igualdade previsto no artigo 13 da Constituição, postula que se devem tratar de forma igual, situações iguais, e de forma desigual, situações desiguais. Ora o presente caso, nada mais é do que um tratamento desigual, que configura um populismo provinciano, de alguém que procura como uma ou outra media avulsa, um protagonismo que não tem, e que não merece, a um ano de eleições autárquicas.

Segundo a DECO, em 2007 houve 1976 casos de sobreendividamento, mais 118% que no ano passado. Com as dificuldades resultantes da subida da inflação derivada da subida do preço dos combustíveis, dos alimentos, e o aumento das taxas de juro, a tendência é este cenário piorar.
O numero de famílias com mais de 3 créditos já representa 66% do total dos sobreendividados. No 1º semestre de 2008, já são 777 casos de famílias sobreendividadas. Destes, 474 têm entre três e dez créditos, e 38 famílias mais de dez créditos. Como agravante, a generalidade destes são créditos ao consumo.
O crédito é um instrumento de enorme importância económica para a vitalidade da economia. Todavia como em tudo na vida, deve de ser utilizado de forma moderada e razoável.
António Cipriano
segunda-feira, julho 21, 2008
Já está, o governo acabou de publicar em Diário da Republica o despacho que faz com que os professores do segundo ciclo dêem mais de uma disciplina em cada turma. A lógica demagógica que o governo apresenta é que os alunos sentem muito a diferença do primeiro para o segundo ciclo, ou seja, os alunos sentem a diferença de passar a ter sete professores em vez dos cinco no primeiro ciclo. A razão real é mais simples é poupar dinheiro, prejudicando, mais uma vez, a instrução em Portugal. A querer fazer uma aproximação, que não é necessária, então governo deveria procurar aumentar gradualmente nos quatro anos do primeiro ciclo os conteúdos e logo os professores, mas claro que assim seria mais caro. Faz lembrar aqueles otários que por terem poucos direitos sociais dizem que quem tem os deve perder, em vez de lutar para também adquirir os mesmos direitos. Claro que devem existir pessoas que concordam com esta medida, pobres complexados, recordem-se que passaram de um professor na primária para sete na preparatória, sentem-se com problemas por isso?
Desta vez não vou falar de pontos específicos da educação como as competências que explicam como esta medida prejudica a educação em Portugal, apenas vou deixar uma pequena sugestão, porque é que o governo não aplica a medida à sua própria actividade, assim o primeiro-ministro fica com a pasta da agricultura e da educação por exemplo e o ministro das finanças fica ao mesmo tempo com a pasta da economia? E já agora aplica também esta medida à saúde, um oftalmologista bem que pode dar consultas de cardiologia? Ao fim e ao cabo são todos médicos…
Acima de tudo, o que eu lamento é que a prática de desinvestir na educação é uma prática comum de países de terceiro mundo. De países governados por tipos que não entendem que a educação é sem dúvida nenhuma o motor dinamizador da cultura.
António Manuel Guimarães
sexta-feira, julho 18, 2008
Um dos arguídos do caso apito dourado diz que está indignado por ter sido condenado a dois anos de pena suspensa por abuso de poder.
Pois se ele está indignado por isso, então ele que saiba que a maioria das pessoas que gostam de futebol é que estão indignadas, isto porque ele foi ilibado do crime de corrupção e foi apenas condenado a uma pena suspensa em vez de pena efectiva, esta sentença é um estimulo à corrupção.
António Manuel Guimarães
quinta-feira, julho 17, 2008

A nossa economia terá obviamente um vasto conjunto de problemas estruturais. Todavia, no meu ponto vista um dos principiais problemas da nossa economia é a falta de apetência dos agentes económicos pelo risco. O crescimento económico, a criação de empresas são em grande medida o reflexo de indivíduos ou organizações que se aventuram em novos negócios, que procuram inovar, sujeitando-se ao sucesso ou ao fracasso. No entanto em Portugal vive-se segunda uma mentalidade de conformismo, imobilismo, presente nomeadamente nos mais jovens. A maioria dos nossos jovens universitários tem como projecto de vida ser funcionário ou de um qualquer organismo estatal ou quadro de uma empresa. Poucos, procuram o empreendedorismo tão necessário ao desenvolvimento.
Mas também os nossos grandes empresários são avessos ao risco. Quantos dos nossos grandes empresários se dedicam à indústria? Quantos dos nossos grandes empresários se dedicam a novas tecnologias? Quantos dos nossos grandes empresários apoiam projectos de risco, de jovens empreendedores, através do denominado capital semente? Quantos dos nossos empresários actuam como Business Angels ?
António Cipriano
sexta-feira, julho 11, 2008
Hotel Lisbonense
Foi com tristeza que fiquei a saber a mais de 2000Km de distância que quando eu voltar para as Caldas da Rainha vou encontrar a minha cidade significativamente mais pobre. A zona da Rainha, particularmente a Avenida Manuel Freire da Câmara, ficou para sempre descaracterizada. Todos os caldenses detestavam as condições de ruína em que o Lisbonense se encontrava há largos anos, muitas foram as soluções procuradas durante décadas, solução que apenas o ano passado foi encontrada. A Câmara aprovou a construção do centro comercial Vivaci desde que o Hotel fosse restaurado e mantivesse a fachada, a FDO concordou. No entanto depressa começou a dizer que era difícil, era caro, limitativo, ou seja, uma série de desculpas para não cumprir o combinado. A Câmara recusou sempre qualquer alteração do plano inicial, algo que certamente espelhava a vontade dos caldenses, ou pelo menos daqueles que gostam e se orgulham do passado das Caldas da Rainha. Agora desapareceu, a FDO diz que vai reconstruir, mas…para quê? Será que foi dentro da reconstrução que esteve Ramalho Ortigão, Raul Proença, Columbano e Rafael Bordalo Pinheiro ou José Malhoa? Será que foi nessa reconstrução que a família real ficava quando vinha fazer termas para as Caldas? Será que Humberto Delgado discursou da varanda central dessa reconstrução? Será nessa reconstrução que várias gerações de caldenses desde 1870 até ao início da década 70 do século XX viveram alegrias, como ainda hoje os meus pais recordam? Claro que não! Esse edifício está irremediavelmente perdido e nada pode pagar o que a cidade perdeu, devem-se apurar as responsabilidades e obrigar os culpados a compensar a cidade por causa do que é impossível restituir.
António Manuel Guimarães
segunda-feira, julho 07, 2008
Voaram 180.000 Euros
Luís de Matos é sem duvidas um grande magico. No passado domingo conseguiu fazer desaparecer 180.000 dos cofres da câmara municipal de Alcobaça com este numero.
António Cipriano

A EDP pretende pôr os cidadãos comuns, bons e regulares pagadores, a pagar as dívidas acumuladas por caloteiros clientes da EDP, num total de 12 milhões de euros e, para o efeito, a entidade reguladora está a fazer uma consulta pública que encerra em meados de Julho. Em função dos resultados desta consulta será tomada uma decisão. Esta consulta não está a ser devidamente divulgada nem foi publicitada pela EDP como bem compreendem. A DECO tem protestado, mas o processo é irreversível e o resultado desta consulta irá definir se a dívida é ou não paga pelos clientes da EDP.
Temo que este procedimento pegue e se estenda a todos os domínios da actividade económica e a outras empresas de fornecimento de serviços (EPAL, supermercados, etc.). Esta é uma atitude absolutamente inaceitável, violadora dos valores do estado de direito, e dos princípios base do funcionamento de qualquer mercado.
Obviamente que nos devemos insurgir e contestar tal atitude, que representa uma absoluto desrespeito pelos consumidores cumpridores, que actuam no seu dia a dia sob o parâmetros da boa fé. Todos devemos enviar um email para consultapublica@erse.pt contestando tal atropelo ao direitos dos consumidores tutelados e protegidos pela Constituição da republica Portuguesa e pelos Tratados da U.E.
sábado, julho 05, 2008
Exames NacionaisA ministra da educação deu ontem uma entrevista no telejornal. Foi um sublime momento com a ministra a balbuciar justificações sobre o que aconteceu em relação aos exames nacionais, tentando legitimar a melhoria dos resultados com o trabalho dos professores. Não digo que os professores não trabalhem, trabalham muito e bem, mas a verdade é que nunca seria de um ano para o outro que os resultados se alterariam tanto. Ouvi pelos meus colegas de matemática que os exames eram realmente fáceis comparativamente com os dos anos anteriores e vi na televisão que até respostas ambivalentes tinha, assim na mesma questão tanto uma resposta de sim como uma resposta de não estava correcta.
É triste ver a educação a ser usada para fins políticos na U.E, é muito mau ver o ministério da educação a agir como um menino que usa cabulas nas avaliações, para mostrar que sabe aquilo que não sabe, para tentar enganar tudo e todos.
A ministra a certa altura quase que perdeu a pouca compostura que tem pois não conseguia responder à catadupa de questões de José Rodrigues dos Santos, que lhe cortava as evasivas com uma astúcia talvez desnecessária, que aliás, não era necessário pois a ministra tentava-se justificar também como um cabula apanhado, “não fiz nada”, “isso não é meu” e outros blás desesperados.
Meus caros e pacientes leitores, a educação não importa para o governo como tal, apenas importa como uma estatística e se poder ser uma estatística que trás lucro melhor. O nosso país enfrenta já uma crise económica extremamente grave, que se prevê longa, o governo deveria pensar em modos de contenção para o futuro e um dos modos de contenção era pensar na educação de forma séria e não com tretas. O facilitismo na educação não beneficia ninguém e a continuar assim além de uma grave crise económica também poderemos contar com o agravar de forma exponencial da já existente crise social. Quando começa o facilitismo na educação as competências que se espera que os jovens adquiram na escola não são alcançadas e por conseguinte a inaptidão aumenta e a longo prazo quando estes jovens estiverem no mercado de trabalho é mais que certo que não vão saber agir em situação e todos pagaremos com isso.
sexta-feira, julho 04, 2008

Comemora-se agora um ano sobre a abertura do museu Colecção Berardo.
Esta semana que findou, tive oportunidade de visitar o Museu Berardo. Não sou um conhecedor de arte moderna. Mas apesar de não o ser, não deixo de ser um cidadão com gosto pela arte, e com um opinião pessoal pelas obras expostas. Confesso que fiquei deveras desiludido com o museu Berardo. Não considero que a dimensão artística da colecção Berardo seja digna de um edifício monumental como o CCB. Pergunto-me mesmo, será que não era possível rentabilizar este espaço de uma forma mais proveitosa para o cidadão e para os valores culturais? Será que não era preferível que este espaço fosse uma montra rotativa de trabalhos e correntes artísticas nacionais e internacionais?
António Cipriano
quarta-feira, junho 25, 2008
TGV para os ChocolatesApós soarem as campainhas da crise internacional, Espanha numa atitude sensata, resolveu repensar o projecto do TGV.
Já Portugal, “imune” a crise internacional, continua firme na sua decisão de construir o TGV. Pelo andar da carruagem, podemos vir a ter um cenário único. Construirmos a nossa rede de TGV de Lisboa a Badajoz, e Espanha não realiza o seu Projecto. Passamos a ter uma rede de alta velocidade para quem quiser comprar rebuçados e chocolates em Badajoz.
Isso é que é investimento Publico!!!!
António Cipriano
segunda-feira, junho 23, 2008

Enquanto o mundo se vai entretendo como o Europeu de Futebol e os aumentos sucessivos dos combustíveis, vai passando um pouco à margem da comédia negra Zimbabueana.
Trata-se de uma película realizada e protagonizada pelo veterano Robert Mugabe, que tem como pano de fundo umas supostas eleições presidenciais, que divertidamente se vão vivendo sob um cenário de convívio salutar de morte, opressão e desrespeito pelos direitos humanos. Como actores principais, encontramos para além de Mugabe, as milícias tenebrosas da ZANU, e o povo inocente do Zimbabwe.
Se nada se alterar, se a África do Sul e a ONU continuaram de olhos fechados, teremos com certeza o Zimbabwe de Mugabe como um dos fortes candidatos ao Óscar de Melhor filme, na categoria genocídio e atropelos aos direitos do homem.
António Cipriano
quarta-feira, junho 18, 2008

No próximo dia 6 de Julho a localidade de Alcobaça no sentido de celebrar a seu estatuto de “ uma das 7 maravilhas de Portugal”, vai realizar de um espectáculo de ilusionismo adjudicado ao Magico Luís de Matos por 180.000 Euros.
Não!! Não se trata de uma ilusão!!! O valor do espectáculo para uma única noite é de 180.000 Euros. Incompreensível, inaceitável quando o país vive uma dos seus momentos mais sombrios das ultimas décadas!!
António Cipriano
segunda-feira, junho 09, 2008

Um dos heróis da minha infância e adolescência que povoa o meu imaginário é sem margem para duvidas – Indiana Jones. Os três anteriores filmes foram por mim, vistos e revistos inúmeras vezes, sempre com entusiasmo e fascínio.
Foi com este pano de fundo, que foi ver a nova sequela.
Confesso que foi uma tremenda desilusão. O novo episodio de Indiana Jones, já pouco tem haver com os filmes anteriores. Trata-se de película com excessivos efeitos visuais, que lhe retira a mística dos velhos tempos. Mas o pior foi mesmo o argumento. Misturar as culturas incas, com o incidente de Roswell de 1947, e com extraterrestres, não me parece aceitável nem razoável, num filme que tem subjacente as aventuras de um arqueólogo.
António Cipriano
quarta-feira, maio 28, 2008

Uma nova preciosidade invade as ourivesarias de Portugal. Jovens apaixonados já não oferecem peças de ouro, prata ou diamante. Preferem presentear as suas amadas com uma nova sumptuosidade - Pequenas garrafas ornamentais de Gasolina ou de Gasóleo.
Este sim é um presente dispendioso, excêntrico e necessariamente útil, que deixa qualquer mulher encantada.
António Cipriano
quinta-feira, maio 22, 2008

A defesa da democracia e o futuro de Portugal necessitam de um PSD forte, com ideias, capaz de fazer oposição assente num projecto alternativo para Portugal. Ora nos últimos tempos, o PSD tem andado a brincar às lideranças. De partido credível que muito fez por Portugal foi progressivamente, se tornando em apenas mais um partido do sistema, em que os eleitores olham com desconfiança. È chegado a hora de acabar com a brincadeira!!
Historicamente o PSD, enquanto partido interclassista, tem vivido sobre duas tendências. A mais populista de Sá Carneiro e de Santana Lopes, e a mais reformista e progressista de Cavaco Silva Esta é a escolha que os militantes tem de fazer.
Santana representa o passado, o populismo, o projecto já vencido em 2005 que os portugueses querem esquecer.
Passos Coelho, é um liberal que aposta numa perspectiva de diminuição concreta do peso do estado na sociedade Defende o mercado e o individuo como matriz essencial da economia e da sociedade. Representa de facto, um projecto diferente. Num país em que o espectro eleitoral se encontra maioritariamente à esquerda, não me parece que o eleitorado deseje o liberalismo económico. A mim pessoalmente, que me considero um social democrata na verdadeira acessão da palavra, não comungo desta visão excessivamente liberal da economia. O Mercado é importante, deve ser dinâmico, mas necessita de regras e de um intervenção, ainda que suave do estado. Ao estado compete o combate às falhas de mercado, mas nunca esquecendo a matriz social que deve vincular qualquer sociedade.
Se Passos Coelho é o candidato do aparelho, Manuela Ferreira Leite é a candidata das elites. Todavia, a mim pessoalmente, me parece que aos olhos dos portugueses, é aquela com melhor perfil de candidata a primeira-ministra. É uma personalidade credível, responsável, “que não vai em ondas” ou populismos e que sabe o que deseja para o país. Ainda mais, quando no discurso recente tem acrescentado uma tónica social, que os portugueses tanto desejam.
sábado, maio 17, 2008
quinta-feira, maio 15, 2008
O que fazer quando for multado? António Manuel Guimarães
terça-feira, maio 13, 2008
Nestes últimos 30 anos, a Agricultura tem sido uma actividade económica a todos os níveis desprezada, alvo de ostracismo por parte dos sucessivos governos. Socialmente, os agricultores são considerados uma espécie inferior, alvo de chacota, identificados como o Portugal do passado.
A recente crise alimentar, vem relembrar os mais incautos da importância da agricultura. Esta é a actividade básica da economia. Sem esta não há alimentação, e sem alimentação, a desordem, o caos e a instabilidade económica e política, são uma constante.
A Agricultura, foi o preço que Portugal teve que pagar pela entrada na então CEE. De facto, em 1986 Portugal tinha uma agricultura atrasada, pouco produtiva mas que sustentava grande parte das necessidades nacionais. Vinte anos passados, a nossa agricultora apesar de uma chuva de subsídios pouco mudou. Agravou-se a dependência alimentar face ao estrangeiro e grande parte dos solos produtivos foram votados ao abandono, ou à especulação imobiliária. Em grande parte tal deve-se a uma PAC, desequilibrada, que actua sem estratégia, com medidas casuísticas. Ora se subsidia a plantação de cereais ora se subsidia o pousio. Ora se subsidia plantação de olival, ora se subsidia o arranque do olival.
António Cipriano
domingo, maio 11, 2008
Festival da Eurovisão
Todos à muito conhecemos a degradação sistemática do festival da canção em Portugal. Pois fiquem descansados. Não é um mal só nosso. Vejam com calma a qualidade da musica que vai representar a Espanha no Festival da Eurovisão deste ano!!!!! É de assustar!!!!!!!!
António Cipriano
quinta-feira, maio 08, 2008
MENTIROSOÉ vergonhoso afirmar o que vou dizer, vergonhoso porque foi uma mentira do nosso primeiro-ministro na Assembleia da República, na casa da Democracia, onde todos os portugueses estão representados, enquanto falava sobre as medidas tomadas na protecção dos trabalhadores feitas pelo governo teve o descaramento de dizer o que vou citar:
- ”… proibimos também os estágios profissionais não remunerados…”
Isto é mentira, o meu estágio foi feito o ano passado e é reconhecido tanto pelo Ministério da Educação, como pela Secretaria Regional da Educação e não recebi um tostão que fosse, nem ajudas de custo dos materiais utilizados, nem ajudas para as deslocações de 30Km feitos diariamente, nem tão pouco uma bolsa de estudo, portanto este governo já vai para além de não justificar as promessas falhadas, agora já mente descaradamente. É uma vergonha um primeiro-ministro ter a frieza e descaramento para mentir sem sentir qualquer forma de constrangimento.
Este governo e este primeiro-ministro são claramente um exemplo que justifica aquilo que eu costumo dizer quando ouço alguém dizer que tem vergonha de ser português, eu normalmente respondo que nunca sinto, nem nunca vou sentir vergonha de ser português, mas tenho vergonha de alguns portugueses, que fazem figuras miseráveis e dão uma péssima imagem do nosso país.
António Manuel Guimarães
domingo, maio 04, 2008
Diz que pretende ser um programa de humorNão acho que este programa consiga, sequer, chegar a uma pontinha do programa que se espera que substitua, o inimitável gato-fedorento, parece-me que ou muda radicalmente, ou vai acabar muito depressa, curiosamente o episódio de hoje parecia que nunca mais acabava, o que só por si já é sintoma de falhanço.
sábado, maio 03, 2008

Hoje é um lugar-comum referir que PSD e PS são partidos iguais. A mim não me parece verdadeiro tal raciocínio. É certo que nos últimos anos, o PS por via da acção de Sócrates, tem vindo progressivamente a se deslocar para a direita, adoptando um discurso de cariz reformista, firme, assente teoricamente num projecto de futuro para o país. Simultaneamente foi abandonando algumas do seu ideário de esquerda, apenas contrabalançado por projectos casuísticos como o aborto ou do divórcio. O PS por se ter aparentemente recentrado à direita, ocupou parte do espaço político do PSD. Isso tem sido a raiz dos problemas internos deste. Mas na verdade isso não passa de uma falso problema. Apesar do tom reformista do PS, a prática política, demonstra que a maioria das reformas ficou no papel ou nas palavras. O PS não é um partido pragmático, que realmente faça reformas.
Já o PSD é pragmático, os seus quadros sabem o que o país precisa, e não tendo receio de tomar as decisões. Compete ao PSD desmascarar o dito “PS reformista” que não existe, e demonstrar através de ideias e projectos que é um partido responsável, pragmático, capaz de levar a bom porto, o país, mesmo perante águas revoltas.
sábado, abril 26, 2008
PREC
No periodo logo após o 25 de Abril, existem muitos episodios caricatos. A Reforma Agraria é um deles.
António Cipriano
34 Anos Depois
O 25 de Abril é de todos os portugueses independentemente da sua cor politica desde que essa cor tenha a liberdade como ponto fundamental da sua filosofia e não foi um erro, foi um golpe necessário, que foi preciso fazer para pôr fim a 46 anos de Ditadura que estava mais que sedimentada. Não foram só militares em Lisboa, eles sem dúvida nenhuma começaram, mas foi o povo que lhe deu alma e que se tornou uma peça fundamental para o sucesso da operação e que a tornou numa verdadeira Revolução.
Hoje 34 anos depois vejo o 25 de Abril como algo que não devemos esquecer, não devemos esquecer o dia e muito principalmente como se vivia em Portugal até à data. Devemo-nos lembrar que não era possível criticar negativamente o governo, que ao faze-lo arriscávamo-nos a passar uns dias, ou uns anos de sofrimento nas mãos da DGS (PIDE). Que todos tinham que ser “educados” pelos moldes que vinham desde 1933, não me enganei disse educados porque instrução era só para alguns. Nos últimos treze anos do Estado Novo, começa uma guerra sem sentido, e embora eu negue todas as culpas apenas para o lado Português afirmando que infelizmente houve massacres mas que eles foram de parte a parte e tanto quanto se sabe a UPA deu o primeiro passo, tenho que dizer que era mesmo uma guerra que já não se justificava, todos os outros países europeus já tinham saído, só faltava mesmo o orgulhoso e só Portugal.
Infelizmente vejo um cenário negro do ponto de vista politico, temos assistido a um retrocesso nas conquistas de Abril, com a desculpa de tornar Portugal “competitivo” e cada vez mais igual aos restantes países europeus, esquecendo as especificidades que nos tornam um povo próprio. Vejo alguns herdeiros de partidos que participaram na democratização de Portugal a afogarem a essa mesma democracia, partidos ditos socialistas que parecem partilhar alguns pontos comuns com o Estado Novo. Surge de uma forma velada algumas “pequenas” censuras, “pequenas” manifestações de intimidação, recordando o período pré 28 de Maio de 1926, em que estas “pequenas experiências” se transformaram em grandes e monstruosos costumes. Eu julgo que o povo do meu país não se resignará, pois se um dia abdicar da vigilância que a liberdade exige, o estado volta a ser “novo”.
As minhas palavras podem estar confusas, foram escritas com emoção, como sempre que ao falo do 25 de Abril, porque me emociono sempre que recordo que quando meu povo quer faz o que é preciso para grandes conquistas e nenhuma conquista é maior que a liberdade.
Viva o 25 de Abril, Viva a LIBERDADE!
António Manuel Guimarães
quarta-feira, abril 23, 2008
Quantos de vós leram o tratado de Lisboa? Muito Poucos!! Eu li. O texto é similar em muito, ao Projecto de Constituição Europeia, com a agravante que em termos jurídicos, ao consistir num remendo de dois tratados, ser um texto pesado e complexo, não recomendável a não juristas. Mas também não me parece muito importante a leitura do texto à generalidade dos cidadãos. Em traços largos, o Tratado de Lisboa é um contributo substancial para o reforço do projecto de construção europeia, assente não na ideia errada de perda de soberania, mas sim no conceito de partilha de soberania. Com o Tratado de Lisboa, terminam as presidências rotativas, é criado o cargo de Presidente da UE e o cargo de alto representante para a política externa, ocorrendo simultaneamente um reforço das decisões que são tomadas por maioria qualificada.
sábado, abril 19, 2008
No PSD nos últimos anos tem vivido sob uma inércia de responsabilidade última dos seus melhores quadros. De facto as suas elites numa atitude de profundo individualismo, tem-se limitado a olhar para o umbigo dos seus interesses pessoais. Com a sábia e mais que necessária demissão de Luís Felipe Menezes, abriu-se uma janela de oportunidade para um novo projecto para o país. Ora, chegamos agora ao momento da verdade!!! O partido e o país não aceitam que Rui Rio, Marcelo, Ferreira Leite, e outros, continuem na penumbra do seu individualismo. E altura de avançar, a bem do país.

Nada se aplica melhor a Menezes do que o provérbio popular “Quem com ferro mata, com ferro morre”. Menezes durante meses criticou, minou, atraiçoou, cobardemente Marques Mendes. Agora caiu, provando o seu próprio veneno. Mas, para sermos justos, a sua queda deve-se a estratégia de comentadores, opositores, mas também em muito, à sua inércia, falta de estratégia, visão política e razoabilidade.
António Cipriano
domingo, abril 13, 2008
Um post um bocado diferente (aham). MMA, diminutivo para Mixed Martial Arts, é um desporto ainda recente, que tem tido um crescimento exponencial nos últimos anos. Para dar uma ideia, em 2007, nos EUA este desporto gerou pela primeira vez um total de receitas (tv, bilhetes, merchandising, publicidade, etc) superior quer ao do boxe, quer ao do wrestling. No Japão é o 2º desporto, também em termos de receitas, ficando apenas atrás do futebol.
A ideia original foi muito simples. Um praticante de judo é superior a um de greco-romana? Um karateca consegue bater um pugilista? Um kick-boxer é superior a um lutador de sumo? E por aí fora. A ideia foi colocar lutadores de diferentes disciplinas num ambiente de luta comum, com regras que permitem realmente determinar qual o melhor estilo de luta, na prática.
A conclusão que cedo surgiu é a de que nem todas as artes marciais servem em lutas reais. Artes marciais como o karaté, aikido, taekwondo ou kung fu ficam bem em filmes, mas são praticamente inúteis numa luta real.
Quando um praticante de BJJ conseguia levar um pugilista para o chão, o pugilista ficava em apuros; por outro lado, quando o pugilista conseguia manter a luta em pé tinha garantia de vitória. A evolução neste sistema, em poucos anos, foi tal que hoje falamos em lutadores híbridos. Ou seja, para sobreviver no actual panorama de MMA, os lutadores passaram a fazer cross-training nas disciplinas que são realmente eficazes num ambiente de luta: boxe, kick-boxing e muay thai em termos de striking, greco-romana/ freestyle wrestling e brazilian jiu-jitsu em termos de grappling.
Sem entrar nas regras em detalhe, os combates desenrolam-se com um esquema de rounds, sendo a vitória alcançada por KO ou KO técnico, por submissão (estrangulamentos ou torções de membros) ou por pontos (juízes).
Para dar uma ideia, seguem-se 3 vídeos. Dois são de highlights diversas e o outro refere-se ao campeão heavyweight (>93 kg), Fedor Emelianenko.
sábado, abril 12, 2008
Stand Up Parlamentar Quando eu soube, na altura da formação do governo socialista, que Augusto Santos Silva seria o Ministro dos Assuntos Parlamentares tive alguma esperança que esse fosse um dos ministros que iria dignificar o governo Sócrates. Estava errado, Augusto Santos Silva ao longo desta governação tem vindo a mostrar o seu carácter político. Mostra uma falta de princípios a toda a prova, uma argumentação vazia, da mais básica e reles possível, roçando, por vezes, a falta de educação.
No início não passava de ser o “espírito santo de orelha” de alguns ministros menos capazes, umas risadas, e algumas bocas menos felizes, mas ainda assim não descia muito o nivel. Mas depois da mudança do modelo parlamentar Augusto Santos Silva ganhou mais visibilidade e o que se passa é o seguinte: cada vez que a oposição questiona o governo na pessoa do seu representante, este responde quase sempre com bocas e piadas de muito mau gosto, ou seja, prefere a injuria a responder seriamente a uma questão sobre a governação
Pena tenho que ninguém lhe dê uma resposta como Nuno Melo deu a Marcos Perestrello, representante do PS no programa da RTP1 “Corredor do Poder”. O popular depois de passar meio programa a ouvir o socialista a dizer “está enganado” fartou-se e disparou visivelmente chateado: -Eh pá, ó Marcos, eu já estou farto de cada vez que estou a falar que diga que eu estou enganado, se não tem nada inteligente para dizer deixe-me falar sem me interromper com essa conversa, que aliás, não é nada própria deste programa. O socialista enfiou a viola no saco e durante o resto do programa esteve visivelmente embaraçado e notava-se um certo ar de birra, sem conseguir fazer mais comentário nenhum. Mostrou assim que o discurso dos socialistas não passa de boquinhas e piadolas e quando alguém sério os desarma, eles ficam sem reacção, mostrando que não têm uma ideia construtiva, ou coragem para dar uma resposta seria a quem os questiona sobre os seus fracassos.
Augusto Santos Silva deveria ter também alguém que o chamasse à razão no Parlamento, que lhe dissesse para deixar de fazer da Assembleia da Republica o seu palco de Stand Up, até porque a qualidade da sua comédia é ao nível do Fernando Rocha mas sem os palavrões, mas com a mesma piada, ou seja, nenhuma.
António Manuel Guimarães
quinta-feira, abril 10, 2008

As presidências do Zimbabwe ocorreram já à 12 dias, contudo os resultados insistem em não sair. Todos sabemos o que o que se passa. Robert Mugabe prepara-se para mais uma vez vilipendiar o povo do Zimbabwe, com mais uma fraudulenta vitória nas eleições.
Perante este triste cenário de sofrimento e angustia do povo do Zimbabwe, a comunidade internacional pouco ou nada faz. Em especial a África do Sul, país de elevados laços históricos com o Zimbabwe que insiste em dar protecção ao execrável regime de Zimbabwe. Mas existem outros protectores de Mugabe, com as democracias Angolanas, do Gabão ou do Uganda.
Até quando África será assim?
António Cipriano
quarta-feira, abril 02, 2008

Num momento em que o preço do preço do petróleo atinge valores históricos, os Biocombustíveis são vistos por muitos como a “pedra filosofal” para os problemas energéticos do mundo. Segundo estes, os Biocombustivies trazem vantagens a dois níveis. A montante, permitem a diminuição da dependência face ao petróleo. A jusante, possibilitam um aumento substancial do rendimento dos agricultores, e dos países do terceiro mundo (produtores quase exclusivamente de matérias-primas).
Quanto à questão da dependência, a área arável na Europa é imensamente escassa, o que inviabiliza a produção da quantidade de Biocombustíveis necessários para se poder erradicar o petróleo. Quanto muito, os Biocombustíveis apenas permitiam a substituição da dependência energética do médio oriente, para a América do Sul ou para África.
A um segundo nível, o aumento da procura por cereais, leva a que o preço destes aumente exponencialmente (em 2007 o preço do milho aumentou 130%). Consequentemente os agricultores vão utilizar toda a área arável para o cultivo dos Biocombustíveis, deixando de produzir os outros bens essenciais às dietas alimentares. Nos países mais pobres onde o rendimento per capita é excessivamente baixo, as populações deixam de ter capacidade económica para adquirir os cereais essenciais a sua dieta. Ora a primeira e mais gravosa consequência é a fome. Veja-se o caso do México em que grande parte da dieta alimentar se baseia na tortilha (prato típico feito à base de milho) em que já ocorrem manifestações e convulsões sociais pelo agravamento exponencial do preço do milho.
Biocombustíveis são sinónimo, de novas dependências, fome, desigualdades sociais e destruição do meio ambiente. É capaz de não ser este o caminho!!!!!
sexta-feira, março 28, 2008
Exemplo desta segunda situação foi a reacção à baixa de um dos escalões do IVA em 1%. O PSD acusou o governo de eleitoralismo. Portanto, se o governo aumenta um imposto, está a proceder mal, mas se o baixa está a ser eleitoralista.
O que o PSD se esqueceu de mencionar foi o seguinte: a baixa do IVA, ainda que modesta, surge como reacção ao valor do défice orçamental de 2007, que se cifrou em 2,6% do PIB (dados da Comissão Europeia, INE e Banco de Portugal). Mais do que isso, trata-se do valor mais baixo do défice orçamental em Portugal, em 30 anos. Não, não é um engano, em 30 anos. Há 30 anos que as finanças públicas nacionais não apresentavam um resultado tão bom.
Para além disso, as regras orçamentais impostas por Bruxelas (défice orçamental < 3% do PIB) são finalmente cumpridas. Tudo isto sem recorrer às famigeradas receitas extraordinárias.
Desde 1977 que Portugal não registava um saldo orçamental tão bom como o de 2007. E o PSD vem falar em eleitoralismo?
João Pedro
A propósito de uma conversa que tive recentemente sobre o facto de uma democracia ser mais ou menos perfeita, e nomeadamente em relação à democracia Portuguesa e à democracia norte-americana, veja-se em baixo o ranking anual publicado pela reputada revista The Economist. Note-se que a The Economist é britânica, não é norte-americana. Carregar na imagem para ver a mesma em grande:

João Pedro
quinta-feira, março 27, 2008
terça-feira, março 25, 2008

Todos conhecemos a fúria tributária deste governo que procura no trabalho e no esforço individual a sua fonte, para os seus gastos sem sentido. Mas nunca pensei que o despautério, e a insanidade mental deste governo chega-se tão longe!!! Tributar, fiscalizar, num acção pidesca, o matrimonio!!!
Obviamente que tal medida é necessariamente indigna, desrespeitosa e imprópria de Estado de Direito. Não é preciso ser jurista para compreender a inconstitucionalidade latente de tal medida ao ferir de morte direitos fundamentais previstos nos artigos 25 e 26 da CRP, referentes à integridade moral, à identidade pessoal e à reserva da intimidade da vida privada e familiar.
A constituição prevê no artigo 21 o direito a resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias. Por isso, noivos de Portugal Resistam!!! Lutem pelos seus direitos!!
António Cipriano
sábado, março 22, 2008
3 anos de SócratesMas qual a verdade para os portugueses, para além dos cegos que torcem por um partido como se de um clube se tratasse? A verdade é simples, 3 anos de reformas, que na maioria dos casos recaíram sobre os bolsos dos portugueses. Aumentos tanto nos impostos directos, como nos impostos indirectos. Na grande maioria os portugueses perderam poder de compra e viram alguns dos direitos adquiridos a serem retirados, com a desculpa da “mudança das circunstâncias”
Este é o governo das avaliações, tudo tem que ser avaliado, não importa os critérios, por mais ridículos que sejam, importa é avaliar para emagrecer o estado. Infelizmente o governo não é avaliado todos os anos como o resto, mas sim apenas de quatro em quatro anos, senão já teria um processo disciplinar por excesso de avaliações negativas.
Na saúde o governo desde cedo fechou várias maternidades, por estarem em zonas em “que não compensa”, como se fosse possível fazer esta apreciação quando se trata da saúde de pessoas, mandou treinar bombeiros para assistirem a partos e as pessoas que vivem perto da fronteira podem ter os seus filhos em Espanha, por ser mais barato (é sempre mais barato comer na casa do vizinho). Dentro da mesma lógica de avareza salazarenta fechou também várias urgências. E desde cedo se viu o resultado desta medida, mais pessoas a falecerem a caminho do hospital, recordo o caso que se passou à dois anos em que um homem demorou seis horas a chegar ao hospital, acabando por falecer. Mesmo agora somos bombardeados diariamente com novos casos de pessoas que continuam a morrer devido à inoperância e ineficácia dos serviços de emergência que estão completamente desorganizados devido ao último modelo de organização feita por este governo.
Ministros que largam algaraviadas da pior espécie e recordo pérolas como “na margem sul jamais” frase que passou em todas os canais de televisão mas que agora Mário Lino diz que nunca disse. Curiosamente o Aeroporto mudou de lugar, fica onde antes se dizia jamais, mas o ministro do jamais infelizmente permanece. Da mesma forma mantém-se uma ministra que afirmava que este ano era de celebração devido ao aumento de alunos nas universidades e diminuição do insucesso, areia para os olhos de todos os que não sabem do que se tratou o programa novas oportunidades, em que a excelência das nossas universidades foi mais uma vez vilipendiada pela necessidade de aumentar os seus alunos para receber dinheiro de propinas, não importa se sabem diferenciar um algarismo de uma letra, importa é que é pagante. Isto aliado a sistemas com avaliação por competências acaba por levar a um total facilitísmo para fazer com que todos transitem de ano, daqui a uns anos pagamos a factura quando tivermos uma população considerável de “disléxicos adquiridos”.
Vimos a ser aplicado um novo código penal, que fez com que um número substancial de pessoas saíssem das prisões e poucos meses depois o aumento da criminalidade disparou. Coincidência? Não creio! Mais criminosos nas ruas e o jugo social cada vez mais pesado, tirem as vossas ilações.
A nível externo o governo fez um bom trabalho e dignificou o pais durante a presidência de Portugal da EU com a assinatura do Tratado Europeu, faz lembrar um rei que no exterior tinha prestígio, mas cá dentro…apenas digamos que foi assassinado e o povo não fez luto sequer. Sócrates no meio da sua hipocrisia mostrou números que mostravam que Portugal estava a melhorar isto para UE ver. Números hipócritas que mostravam a realidade em algarismos, esquecendo que os números são pessoas de carne e osso que vêm os preços dos bens de primeira necessidade a aumentar e os aumentos dos ordenados congelados.
Nestes três anos vimos um governo sempre com o mesmo discurso no parlamento, a culpa é sempre dos outros, ou seja, em três anos de sofrimento e de reformas selvagens ainda não se sentem melhorias, mais, cheiram a promessas falhadas, como aquela dos 150.000 empregos. A culpa, essa, é sempre do PSD/CDS, este governo é como aquele menino que dá um carolo no outro e quando se ralha com ele nunca tem culpa. E tem piada que nunca se lembram que Guterres governou 7 anos e que segundo o próprio, o país neste período tornou-se num pântano.
Em suma, três anos em que os portugueses perderam poder de compra e viram direitos sociais a desaparecerem, viram o desemprego aumentar (alguém se lembra dos 150.000 empregos?), mentiras sem justificações válidas, manifestações com um controlo prévio da polícia e um engenheiro técnico arrogante com tiques estranhos que nos fazem recordar um passado nada feliz.
O PS que festeje, porque só eles mesmos é que conseguem festejar perante este cenário, só eles no meio do seu autismo conseguem ver melhoras, mas o resto do país sabe que melhoras com este governo jamais.
António Manuel Guimarães
quarta-feira, março 12, 2008
terça-feira, março 04, 2008

Durante séculos, a história foi povoada por inúmeros conflitos religiosos. Ainda hoje vivemos sob a alçada de múltiplos conflitos de base religiosa. Contudo, como sempre, estes são apenas a espuma de algo mais complexo e endémico, que envolve a luta pelo controlo dos recursos naturais, ou outros interesses económicos variados.
Se analisarmos com alguma acuidade, as religiões não devem se preocupar excessivamente umas com as outras. O adversário do catolicismo de Roma, já não é as Igrejas Protestantes, ou o Islamismo, mas sim um novo fenómeno que invade crescentemente as sociedades, em especial no mundo Ocidental. Estou-me a referir, ao individualismo. Esse sim é o adversário das religiões. Cada vez mais vivemos sob um egocentrismo que renega Deus a uma indiferença total, que pugna pelo culto do prazer individual. A Igreja católica, estranhamente não entendeu este perigo. Em vez de se abrir, de se modernizar, de lutar contra o individualismo agnóstico crescente, fecha-se na sua carapaça, discutindo a reintrodução do latim na eucaristia, ou outras questões absolutamente anacrónicas. A mim o que me preocupa, não é futuro da Igreja Católica, mas sim o fim dos valores e os perigos do individualismo social. Sem valores, sem religião, desaparecem as fronteiras entre o bem e o mal. Que sociedade ficamos então?
quarta-feira, fevereiro 27, 2008

O ministério Publico do Porto noticiou hoje estar disponível para reabrir o caso da agressão ao ex-vareador da câmara municipal de Gondomar, Ricardo Bexiga, caso este se disponibilize para receber mais um “ Enxerto de Porrada,” para agora ser possível documentar em sede de processo, a referida agressão passada.
António Cipriano
sábado, fevereiro 23, 2008
Jogos de Poder
Aproveitando algum tempo livre, que por estes dias pode encontrar, neste meu quotidiano por norma excessivamente preenchido, teve a oportunidade de ir ver o filme “Jogos de Poder”.
“Jogos de Poder”, com Tom Hanks e a deslumbrante Júlia Roberts, trata-se de uma agradável película, tocada por variados momentos de humor, sobre as peripécias de um congressista dos EUA, que para agradar aos desejos de uma bela mulher, se envolve no apoio e na luta dos mujahadins afegãos, contra a invasão soviética.
Se tiveram tempo, não deixem de ver.
António Cipriano
sexta-feira, fevereiro 22, 2008

O conceito moderno de Jogos Olímpicos, sugere a procura da superação dos limites humanos, baseado no respeito insofismável pela condição humana nas suas múltiplas dimensões. Nos Jogos Olímpicos, pequenos e grandes estados, ricos e pobres, amigos e inimigos competem lado a lado ,numa partilha identitária de uma cultura global.
Ora, o comité Olímpico britânico, colocou uma clausula no contratos dos seus atletas olímpicos , a qual proíbe estes de emitir qualquer opinião acerca de assuntos menos agradáveis para a Democracia Chinesa como seja, direitos humanos, liberdade de imprensa ou a ocupação ilegal do Tibete, sob pena de expulsão, dos jogos olímpicos.
terça-feira, fevereiro 19, 2008

Sócrates no País das Maravilhas
Assistimos na passada segunda feira à noite, a uma sessão de absoluta construção de uma realidade paralela onde apenas o Sr. Primeiro Ministro e os seus correligionários habitam. De facto o mundo real é bem diferente.
António Cipriano

Com a auto-proclamação da Independência do Kosovo, a Caixa de Pandora esta aberta. O futuro no domínio da geopolítica já por si imprevisível e problemático, vai ver a realidade internacional agravada sob a sombra de novos problemas. A Independência do Kosovo é um precedente grave, que representa uma violação clara do direito internacional. Ao Contrario da Eslovénia, da Macedonia, da Bósnia, da Croácia, que eram estados sob a tutela da Federação da Jugoslávia, o Kosovo, nunca se constituiu como estado. O Kosovo, nada mais era, do que uma simples província Servia. Com a Independência do Kosovo, teremos o reafirmar das esperanças secessionistas do País Basco, da Ossessia do Norte, do Curdistão, da parte Turca do Chipe, etc. Enfim uma torrente de novos problemas.



