sexta-feira, fevereiro 13, 2009




Areia para os olhos

Assistimos a uma pérfida manipulação do agenda mediática pelo polvo socialista. Como a crise económica e caso freeport não interessam ao PS, forma lançadas duas cortinas fumo para desviar a atenção dos portugueses do realmente importante – O Casamento Gay e a Eutanásia. De facto contra o desemprego, a corrupção, as falência as dificuldades do acesso ao credito a receita do PS é o Casamento Gay e a Eutanásia.
Que belo governo!!!!

António Cipriano
Mais dados económicos

Segundo o INE as vendas de mercadorias ao estrangeiro no mês de Novembro diminuíram 15% face ao período homólogo, sendo que para países da UE caíram 20%.
A produção industrial registou uma queda de 11,5% resultante de uma contracção muito significativa e repentina que se verificou no final do ano passado nos principais parceiros comerciais: Espanha, Alemanha França e Reino Unido.

A conclusão óbvia de quadro económico é que a situação económica do país se degrada de dia para dia. Cada vez mais o nosso deficit comercial se complica pela consequente perda de competitividade da economia Portuguesa, agravada pelo clima de recessão dos nossos parceiros comerciais.
Infelizmente nada de bom nos espera nos próximos tempos.

António Cipriano

terça-feira, fevereiro 10, 2009

150.000.000.000 Euros

150.000.000.000 Euros é o valor da divida externa portuguesa (Divida Portuguesa ao estrangeiro -Somatório da Divida Publica e da Divida Privada) . Significa que cada português deve em media 15.000 Euros ao exterior. Este valor astronómico é o resultado de ano consecutivos de deficit públicos, e de uma balança de pagamentos amplamente deficitária. Consequentemente a solução dos diversos governos tem sido financiar o país com o recurso a emissão de mais divida publica. Do aumento da divida publica resultam mais juros!!! Como se compreende esta situação é insustentável!!! O País tem de aprender a viver com os recursos que tem, sob pena de nos transformarmos numa nova “Islândia”
Nos primeiros 10 meses de 2008 o nosso deficit externo foi de 13.931 milhões de euros, valor que é equivalente a 10% do PIB do mesmo período. Na prática na maioria dos produtos, aquilo que vendemos ao exterior não chega para pagar as importações.
Vejamos os mapas da BP nos 10 primeiros meses de 2008 em milhões de euros


Significa isto que Portugal não é auto-suficiente em termos alimentares e que os juros da divida já consomem cerca de 72 % da nossa principal fonte do rendimento, o Turismo.
Portugal tem de acordar!!!!

António Cipriano

sexta-feira, fevereiro 06, 2009



Playmobil

Morreu esta semana o senhor Hans Beck. Este nome a generalidade das pessoas nada diz. Mas Hans Beck teve um papel importante na infância de muitas pessoas, entre as quais eu próprio. Hans Beck foi o criador do universo infantil Playmobil em 1958.
Passei horas, dias a brincar com aquelas pequenas figuras de 7,5cm. Com elas construi mundos e aventuras.“
Por tudo isto, obrigado Hans Beck
António Cipriano

quarta-feira, fevereiro 04, 2009



Soluções para a crise

Em termos teóricos a ciência económica, no âmbito da doutrina keynesiana considera que em períodos de retracção do produto, nomeadamente em ciclos de depressão estrutural, os estados devem adoptar uma politica orçamental expansiva, assente em programas de obras publicas que injectem liquidez nas empresas, e que criem muitos empregos de modo a estimular o crescimento do consumo privado.

No essencial concordo com a teoria keynesiana. Todavia uma abordagem fundamentalista desta será absolutamente contraproducente. Investimento publico será necessário neste momento. Mas não é um a panaceia que resolve todos os problemas. Tendo em conta a situação das contas publicas, em especial ao nível da divida publica, o estado deve ter uma metodologia muito cuidadosa na selecção do investimento publico. Devem ser realizados investimento públicos que capitalizem a competitividade nacional e que tenham uma repercussão alargada no tempo. Este devem ser impreterivelmente de ser analisados numa óptima custo/beneficio.
Ora o actual governo apresenta como solução para a crise um programa de investimento público assente em mais auto estradas, uma rede de TGV, um aeroporto. Não me aparece que este seja um programa de investimento publico que tenha real efeito positivo na economia portuguesa. Portugal já tem estradas a mais. Mais auto-estradas apenas servem para calar o lobby da construção civil. A maioria serão estradas vazias de utentes em que o custo é claramente superior ao beneficio que hipoteticamente tragam.
Quanto ao TGV, acho que este será um investimento que fará algum sentido, mas que pode ser perfeitamente adiando no tempo e deve apenas prever a ligação Lisboa – Badajoz.

No meu ponto de visto o fundamental seria o apoio das PME nacionais. O apoio de projectos inovadores. O apoio ao empreendorismo jovem. O pagamento das dividas dos estado, de modo a aumentar a liquidez das empresas, bem como uma redução da carga fiscal, nomeadamente ao nível do IRS. Será igualmente essencial ter a coragem de realizar uma verdadeira reforma da administração publica e do sistema de justiça.
António Cipriano

sábado, janeiro 31, 2009


Deficit Real de 3,1% do PIB

O actual ministro das finanças sempre nos disse que a redução do deficit foi conseguida sem recurso a receitas extraordinárias. Todavia foi hoje noticiado no publico que no ano de 2008 ocorreram receitas extraordinárias que totalizaram 1535 milhões de euros, ou seja o equivalente a 0,9% do PIB.
Vejamos: 759 milhões com origem no prolongamento da concessão das barragens à EDP, 623 milhões relativos à atribuição de novas concessões no domínio hídrico, e 153 milhões de euros de alargamento de concessões à Brisa.
Sem estas receitas extraordinárias o deficit orçamental não seria de 2,2 % mas sim de 3,1% do PIB, o que violaria o pacto de estabilidade e crescimento.
Mais uma vez o governo mente aos portugueses.

António Cipriano

sexta-feira, janeiro 30, 2009

Alguns dos melhores filmes da última década fora realizados por David Fincher. Falo de filmes como “Seven”; “O Jogo” ou “Fight Club”.
Sempre que sai um novo filme de David Fincher, o meu interesse e curiosidade é sempre muito.
Neste sentido foi esta semana ver “O estanho caso de Benjamin Button”, filme que se inspira no conto publicado em 1922 por F. Scott Fitzgerald.
Não fiquei nem um pouco desiludido, sendo um daqueles filmes que nos prende ao lugar durante as quase 3 horas de duração. Uma ultima nota. “O estanho caso de Benjamin Button” faz lembrar, "Forrest Gump", no sentido de acompanhar a existência de um homem nascido em circunstâncias anormais.
Se poderem não deixem de ver.

António Cipriano

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Está a perder o gás!

José Sócrates apareceu ontem a dar apoio à sua ministra da educação, afirmando que todos os que a criticavam, dizendo que as suas medidas eram só para as estáticas tinham agora algo que temer. Disse que existia um relatório da OCDE que louvava o esforço de Portugal e a resistência da ministra da educação. Logo na altura achei estranho, pensei que a OCDE poderia ter feito um estudo sobre a educação em Portugal e que provavelmente tinha sido levada ao engano com os habituais números frios dos socialistas.
Mas hoje ao ouvir o debate no parlamento veio à conversa o tal relatório da OCDE e o PSD acusou o PS de mentir aos portugueses. O normal pois já sabemos que no parlamento as acusações surgem muitas vezes inflamadas mas com pouco significado, portanto achei piada, mas não dei importância ao caso. No entanto, mais tarde ao ler o Publico e o Jornal de Noticias vi a história do tal relatório e ganhei outro interesse pelo caso. Afinal não existia nenhum relatório da OCDE, segundo o JN o partido socialista alterou alguns elementos na sua página, ainda durante o dito debate, em primeiro lugar retirou o título que era: "Relatório da OCDE elogia política de Educação do Governo PS" para "José Sócrates elogia resistência da ministra da Educação". E segundo parece o relatório foi encomendado pelo Ministério da Educação e foi com base em sete autarquias, na maioria socialistas e em algumas escolas, ora todos sabemos que estes relatórios encomendados normalmente falam bem do empregador e suponho que este não tenha fugido à regra. O primeiro-ministro dizia também que nunca tinha atribuído a realização do relatório à OCDE e que o PSD não suportava o sucesso dos socialistas. Palavras rancorosas de um primeiro-ministro que não tinha respostas para dar a esta bronca e que fez como faz a todas as perguntas, acusou em vez de explicar. Compreendo a frustração de Sócrates pois um "engano" destes é muito básico e mostra que ele continua a perder gás e já se vai confundido nas suas medidas de propaganda, porque todos os que viram ontem o telejornal puderam ver José Sócrates num tom irado a defender a ministra da educação com este papel na mão.

Como cereja em cima do bolo, quando a agência lusa tentou obter reacções ao assunto, o PS não quis dizer mais nada sobre o caso dizendo que tudo tinha sido esclarecido no parlamento e sim é verdade, todos os que viram o debate na Assembleia da Republica ficaram esclarecidos e perceberam que Sócrates tinha feito asneira. Para terminar deixo uma questão, quanto terá custado ao erário público este panfleto de campanha falhado que os socialistas decidiram chamar de “estudo”?


António Manuel Guimarães


Dias Difíceis

Por estes dias vivemos na cabeça do furacão da crise económica e financeira. Dia sim, dia sim, chovem notícias de falências e despedimentos. Perante o actual clima funesto de incerteza e desespero de muitas famílias, o governo promete ajudar tudo e todos. Promete ajudar as empresas em dificuldades, o sector financeiro e as famílias como o alargamento do prazo do subsidio de desemprego e outras medidas sociais. Prepara-se com toda a certeza ainda, para um desagravamento fiscal.
Não coloco em causa tais medidas. Mas uma pergunta me assola o raciocínio.
Em 2009, em pleno ano de crise e de eleições o governo prepara-se para aumentar em muito o deficit para valores próximos dos 5%. Teremos dinheiro em 2010?
Terá o futuro governo eleito em Outubro de 2009 dinheiro para poder continuar a gerir o país? Confesso que tenho muitas dúvidas. A mim o que me parece é que a verdadeira crise estará para vir em 2010. De 2009 iremos herdar um deficit enorme e uma divida publica muito perto dos 70% do PIB
Em 2010 o estado já sem margem para poder continuar a suportar os custos sociais terá inevitavelmente que reduzir as despesas e abandonar as empresas e as famílias à sua sorte.
Deus queira que esteja errado!!!!

António Cipriano

domingo, janeiro 25, 2009

Suspeições a mais!


Mais uma vez José Sócrates encontra-se sob a suspeição de ter cometido actos, no mínimo, pouco claros. Ele pode sempre alegar o que quiser, que não tem nada que ver com o caso Freeport, que nunca fez nada ilegal, que não favoreceu ninguém. Mas a verdade é que o primeiro-ministro é alguém que desde o inicio da sua governação foi sempre suspeito de vários actos “estranhos”, é de recordar o caso da licenciatura de José Sócrates em que o primeiro-ministro afinal não era engenheiro mas sim engenheiro-técnico, um caso que ainda continua mal explicado. Mais tarde apareceram algumas obras assinadas por José Sócrates sem que ele alguma vez tenha participado no projecto das mesmas, um caso ainda menos explicado. Depois durante a governação diz algumas meias verdades como as férias dos juízes ou que os professores nunca foram avaliados ou ainda que Portugal só entrou em recessão em Dezembro de 2008, entre muitas outras falsidades que nada abonam em relação ao seu carácter.
Agora volta à baila o caso Freeport onde José Sócrates aparece, mais uma vez com uma imagem pouco clara, com contradições, com familiares alvos de busca, com os inspectores ingleses a dizer que um ministro de António Guterres está a ser investigado por este caso, sem adiantarem um nome mas ficando sempre o nome do então ministro do ambiente no ar.
José Sócrates como qualquer outro cidadão tem direitos, tem o direito de ser considerado inocente até que seja provado em tribunal o contrário, tem o direito à defesa da sua honra e bom nome. Mas a verdade é que este é apenas mais um caso na lista dos casos pouco claros onde aparece o nome do primeiro-ministro, costuma-se dizer que onde há fumo, há fogo e o nosso primeiro-ministro parece uma chaminé de uma máquina a vapor do inicio do século passado de tanto fumo negro que existe à sua volta.
Por fim, as declarações de José Sócrates sobre este caso são por demais infelizes, dizendo que tudo isto é uma manobra de o atingir com fins políticos e que estas acusações apenas surgem em anos de eleições, ora daqui apenas podemos tirar duas conclusões, ou José Sócrates acha que o ministério público o anda a perseguir, ou que os inspectores ingleses que investigam o caso estão a ser influenciados por alguém para atingir José Sócrates. Infelizmente aquilo que se vê é que as intervenções de José Sócrates têm apenas como objectivo tentar influenciar a investigação.


António Manuel Guimarães

Dúvidas Socialistas

Se dúvidas existiam sobre a seriedade da governação socialista, então nestas primeiras semanas de 2009 todas foram esclarecidas. O governo socialista é um dos piores governos da história democrática portuguesa. Como se não bastasse não cumprir uma promessa de campanha, admitir um erro ou cortar no funcionalismo público apenas por medidas economicistas dizendo que são por questões de justiça social, agora mais uma vez se volta a ver a face da mentira socialista. No dia 10 de Janeiro o Banco de Portugal, cujo governador é o antigo secretário geral socialista Victor Constâncio, confirmou que Portugal está em recessão, até aqui não há novidade, mas no relatório está explicito e claro que a recessão começou em Junho, ou seja, antes de se saber o impacto da crise que na altura apenas era incerteza e cujos efeitos estavam longe de se fazer sentir. Assim é claro que alguém andou a enganar o país em relação ao deficit público durante, pelo menos, 6 meses. De um governo que culpava os outros, penso que agora é claro que a situação drástica de crescimento de desemprego, que cresce de forma galopante desde 2005, assim como a teoria de fazer avaliações na função pública com o objectivo claro de cortar na despesa por terminar com as progressões de carreira, ou os cortes na saúde com reorganização do serviço nacional de saúde que mais pareceu a desorganização do SNS, ou o aumento do tempo de serviço para a reforma, ou ainda o fim dos vários direitos adquiridos em 74 que este governo pseudo-socialista eliminou, em suma medidas que tinham como objectivo final terminar com o deficit falharam. Assim o resultado do sacrifício de milhões de portugueses foi ver o deficit aumentar e as dificuldades na vida real aumentarem e se os portugueses cumpriram o sacrifício a que foram obrigados tem que se dizer que o governo falhou na gestão do dinheiro que foram o resultado dos cortes na despesa do estado, muitos que não passaram da demissão do estado de competências que eram suas.Para além de tudo isto, Sócrates de quem se diz ser pouco claro desde, pelo menos, os tempos da universidade, continua a mostrar que a honestidade não é uma das suas virtudes, pois como é possível justificar o fim dos concursos públicos nas obras autárquicas até 5 milhões de Euros?

António Manuel Guimarães

quinta-feira, janeiro 15, 2009



Sinais de desgovernação

Na semana corrente surgiram sinais preocupantes reveladores da incompetência e falta de sentido de estado do actual governo.
Primeiro, foi a patético mail enviado pelo ministério das obras publicas a todas as empresas publicas, exigindo que estas semanalmente indiquem as inaugurações que irão ocorrer na semana seguinte.
Em segundo lugar a agência de rating Standard & Poor´s prepara-se para diminuir o rating da republica por o actual governo,” não conseguir corrigir os desequilíbrios da republica, pela existência de um deficit externo superior a 10% do PIB, e não privilegiar o reforço da competitividade nacional”. A diminuição do rating da republica terá como consequencia o aumento do custo internacional do crédito, para o estado e agentes económicos nacionais.

Por ultimo numa medida que insofismavelmente irá contribuir para o incremento da corrupção, passa a ser permitido o ajuste directo em obras publicas até 5.000.000 Euros, sem qualquer tipo de concurso publico.

António Cipriano

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Fim da Roda da Sorte

Durante muitos anos foi um fã do Herman José. Contudo, nos últimos anos este tem verdadeiramente perdido a piada.
A roda da sorte pertence é um dos programas sagrados da minha memoria.
Confesso que tem em conta o historial recente de falhanços do Herman José, vi com alguma apreensão o ressurgir da roda da sorte.

Mas ao contrário do esperado a Roda da Sorte voltou, apesar dos 17 anos de diferença a ser uma lufada de ar fresco, com um Herman no seu melhor.

È muita lastima e com profunda incompreensão que vejo a decisão da direcção de programas da SIC em cancelar o concurso.
É por estas e por outras que a televisão em Portugal esta cada vez mais pobre de ideias e de conceitos.

António Cipriano

quarta-feira, dezembro 31, 2008



Sinopse de 2008

Confesso que em termos pessoais 2008 foi um excelente ano.
Em termos mundiais destaco entre a pluralidade de acontecimentos dois. A crise financeira mundial e a eleição de Barack Obama.

A crise financeira mundial colocou a descoberto as imperfeições e os pecados capitais de uma excessiva liberalização dos mercados não acompanhada por um esforço global ao nível da regulação. Infelizmente por norma, os erros pagam-se caros!! Como consequencia da negligencia dos estados e das instituições mundiais, a crise financeira, qual pandemia rapidamente contagiou a economia. Desemprego, falências, queda da confiança dos consumidores são os sintomas que todas as economias sofrem.

Mas 2008 foi igualmente o ano que marca o fim do “reinado” dos neo-conservadores de Bush. Com a eleição de Obama um capital de esperança invade o mundo. Sei que a responsabilidade de Obama é imensa, afinal as expectativas são extensíssimas e globais.
Por cá, nada de novo. O governo de Sócrates continua a desgovernar o país, enquanto a oposição se dilacerar em querelas fratricidas e totalmente inúteis. Pelo desporto a selecção com Queiroz voltou aos “bons velhos tempos” das contas, e o meu Sporting continua a jogar “com muita tranquilidade”

A todos um óptimo 2009!!!!!!!!!!!!

António Cipriano

quarta-feira, dezembro 24, 2008



Feliz Natal

Vivia-se o ano de 1223 e S. Francisco de Assis decidiu celebrar a missa de um modo diferente. Em vez de a celebrar no interior de uma igreja, optou por uma gruta para onde transportou um boi e um burro e colocou as imagens do menino Jesus, a virgem Maria e S. José de modo a mostrar aos cidadãos italianos o que se passou durante o nascimento de Jesus em Belém. Tal acontecimento fez com que S. Francisco de Assis fosse considerado o criador do presépios, dado que até então as representações da natividade eram em pintura, relevos ou frescos.
Como cristão tenho por tradição realizar todos os anos o presépio em minha casa. Não me fico pelas figuras básicas, acrescentando sempre as figuras dos três reis magos. Segundo a bíblia estes trouxeram como oferendas, ouro, incenso e mira. Visto que o milagre do Natal ocorre todos os anos, espero que este ano os três reis magos tragam para os portugueses, “o fim da crise económica” ; “emprego” e “Esperança e confiança num futuro melhor”

Para todos os que nos lêem um FELIZ NATAL !!!!!!!!!

António Cipriano

terça-feira, dezembro 09, 2008



Precisa-se de Baby Sistter

A casa da democracia é por excelência a Assembleia da República, onde estão os representantes eleitos das populações. A Assembleia da Republica é composta por 230 deputados os quais tem como funções, o trabalhão legislativo e o controlo das actividades governativas. Na sua essência trata-se um função nobre, essencial ao bom funcionamento da democracia. Sendo o deputado o fiel representante do voto popular, exige-se uma postura de responsabilidade, e de ética moral e politica. A verdade é que últimos anos um conjunto de episódios pouco digno da instituição que é a assembleia da republica, vem contribuindo para o afastamento do cidadão face à politica. O último episódio da falta de deputados numa votação é bem o exemplo.
Na maioria dos casos o deputado estar presente ou não, levantar-se ou não, para votar nada serve. Isto porque a maioria das votações é feita por bancada. Nesta situação a mesa apura os votos por grupo parlamentar, sem contar cabeças. Significa que ao contrario do que diz a constituição (os deputados exercem livremente o mandato) os deputados são meros “carneiros” que seguem as ordens do Pastor. Perde-se assim muito da essência da democracia. A solução passa pela mudança do sistema eleitoral, para os círculos uninominais, em que o deputado é eleito e responde directamente ao circulo eleitoral que o elegeu, reforçando-se assim a ligação dos eleitores ao eleito, bem como a responsabilização dos deputados.
Enquanto assim não for, a solução para garantir que o triste espectáculo da semana passada não se repita, é contratar baby sistters para o parlamento para tomarem conta dos nossos deputados.

António Cipriano

sábado, novembro 29, 2008



Novo Livro de Anedotas


O demissionário Presidente do banco privado Português, responsável pela quase falência da instituição, lançou esta semana o livro “ João Rendeiro – Testemunho de um Banqueiro – História de quem venceu nos mercados”

Trata-se um livro de anedotas, acerca de como criar um buraco financeiro no BPP de 500 milhões de euros.

Um óptimo presente para o seu natal

António Cipriano

quinta-feira, novembro 27, 2008



A quem faz falta o ZÉ?

Ao contribuinte depois dos prejuízos causados por este no túnel do marquês, não faz falta com toda a certeza.
Ao Bloco de Esquerda deixou de fazer falta. Afinal o BE não é paroquia para dois clérigos (Louça e Sá Fernandes)


De hoje em diante o Zé apenas faz falta ao PS e a António Costa.
Já estou mesmo a ver, nas próximas autárquicas o Zé como numero dois de António Costa.

António Cipriano

domingo, novembro 23, 2008



Ajudar ou não o sector automóvel

Os paradigma da economia de mercado sustenta que o mercado deve funcionar livremente sujeito apenas a “mão invisível” de Adam Smith. Por conseguinte, as empresas devem nascer e morrer consoante sejam competitivas e respondam as necessidades dos consumidores. Levando à letra esta doutrina os estados devem se abster de intervir no mercado, actuando como meros regulares. Assim sendo os estados devem deixar morrer as empresas.
Devido a crise internacional a indústria automóvel vive dias de grande turbulência. As três magnificas de Detroit (GM, Ford e Chrysler), que representam 250.000 postos de trabalho directos e quatro milhões de postos de trabalho indirectos, encontram-se numa situação de quase falência. Estas solicitaram a título de urgência uma verba de apoio estatal de 25 mil milhões de dólares. Na Europa, a Opel, subsidiaria da GM vive uma situação similar. Em Portugal a Volkswagen (Autoeuropa), A PSA (Citroën. Peugeot ) e a Renault que representam 40.000 postos de trabalho directos passam também por dificuldades.
Deve o dinheiro do contribuinte, ser usado para ajudar empresas privadas?
Obviamente que sim. O efeito social e económico da falência de empresas de tal envergadura é tremendo. Uma falência de uma Opel ou de uma Ford, à semelhança do que se passou no Lemman Brothers, daria origem a um efeito de contagio que impulsionaria a falência de muitas outras empresas, bem como uma retracção do consumo privado, por via de um efeito psicológico de desconfiança do cidadão na economia.
Pode ser desagradável para o contribuinte, mas o auxilio à industria automóvel é um mal menor.

António Cipriano

quinta-feira, novembro 13, 2008

O apoio de Sócrates à Ministra Mª Lurdes Rodrigues


É indescritível por palavras que não sejam considerados palavrões ou ofensas às suas famílias, aquilo que eles estão a fazer aos professores. Durante uma governação sempre feita para o facilitismo absurdo em relação aos alunos, têm tido uma relação contrária em relação aos professores de dificultismo ao extremo. Há uns bons meses, uma entrevista da ministra deixou muito a desejar, português mal articulado, dificuldades de raciocínio e de transmissão da mensagem, possivelmente quer que todos os alunos sejam tão maus quanto ela é, não sei. O que sei é que aumentar a carga burocrática inserindo um modelo injusto e "pesado" para os professores, não é o caminho para a Educação. É sim o caminho para aumentar o número de desempregados, diminuir o número de professores pois ninguém irá querer ser mal pago e ter excesso de trabalho, além do essencial: aturar alunos que são e continuaram a ser cada vez mais mal educados e mal criados, que têm a faca e o queijo na mão, pois façam o que fizerem os professores são obrigados a passá-los. Que governo é este afinal? Um governo que em plena crise mundial, tem um PM que vai para uma cimeira ibero-americana, como se fosse vendedor na feira da ladra? Para mim, para mostrar verdadeiramente a palhaçada, a merda mesmo que este governo é, só faltou foi aparecer na cimeira, a ASAE a apreender os Magalhães do primeiro-ministro (sim, com letra minúscula pois mais não merece do que isso).

PP

quarta-feira, novembro 12, 2008



Irresponsável

Quem teve ontem a disponibilidade de ver a audição parlamentar do governador do Banco de Portugal, ficou absolutamente esclarecido acerca da actuação deste, no caso BPN
Ao longo das quatro horas de audição ,ficou bem patente o incomodo, a negligência profunda e a irresponsabilidade, de Vítor Constâncio. Este ignorou os sucessivos sinais dos problemas do BPN, recusando-se a ver o evidente. Não realizou as inspecções que tinha de realizar, não deu relevo as noticias da imprensa nem aos relatórios dos auditores, não investigou as razões que levaram num curto período de tempo o BPN a mudar sucessivamente de Administradores, ignorou os avisos das autoridades de Cabo Verde, etc.
A conclusão óbvia é que Vítor Constâncio, foi incompetente e irresponsável, causado pelo sua falta de actuação e negligencia, graves prejuízos a estabilidade do sistema financeiro e aos contribuintes.
O mínimo que devia fazer era demitir-se!!!!!!!

António Cipriano

quarta-feira, novembro 05, 2008

A mais improvável das eleições

A eleição de ontem nos EUA seria, ainda há poucos anos, considerada altamente improvável ou até impossível.

Não foi só a vitória de Barack Obama. Por cá fala-se menos no resto, mas foi também uma grande vitória do Partido Democrata. A maior viragem à esquerda na história dos EUA se considerarmos Presidência, Senado, House of Representatives e Governadores.
O Partido Democrata fica numa situação à qual não está habituado: clara maioria no Senado que fica a apenas 2 senadores de ser à prova de "filibusters" (bloqueios senatoriais), na House e com um inquilino na Casa Branca.

Um inquilino que, não deixando de ser americano e patriota, vê o mundo como o europeu comum também o vê. Um presidente dos EUA que, sabendo que a política externa americana deve, antes de mais, beneficiar os americanos, sabe também as atrocidades, incongruências e inconsistências que essa mesma política externa tem sofrido, com as consequências que bem sabemos ao longo das décadas. Lendo o seu livro "Audacity of Hope", mais propriamente o capítulo sobre política externa, quase que diríamos que estamos perante um europeu.

Os americanos não elegeram um político de carreira. Não elegeram um Santana Lopes ou um Mário Soares, se quiserem. Elegeram um homem que ganhou uma eleição para o senado estadual do Illinois sem quaisquer meios ou apoios; um homem que em 2004 tem o seu grande ponto de viragem política: é convidado pelo Partido Democrata para fazer o discurso "keynote" na Convenção Democrata de nomeação de John Kerry à presidência. Um discurso milimetricamente perfeito tornou alguém que era desconhecido fora do Illinois em alguém que, de repente, passou a ser uma figura em ascenção no Partido Democrata. Quando Kerry perdeu com Bush em 2004, um dos poucos pontos positivos da noite foi justamente a vitória de Obama na eleição para o Senado nacional, pelo estado do Illinois.

Mas, mesmo assim, Obama continuava a ser um outsider. Alguém com pouca experiência política comprovada (e isso é necessariamente mau?). Do campo dos "hopefuls" democratas, Obama era nitidamente desfavorecido perante uma estrutura e uma máquina democrática que tinha/tem em Bill Clinton o seu grande ídolo. Na altura, o único apoio de relevo que Obama tinha dentro do partido era o antigo senador de South Dakota, o politicamente "morto" Tom Daschle (um nome agora muito provável para Chief of Staff da nova Casa Branca).

Derrotar Hillary Clinton já foi um grande feito em si. Vencer a máquina republicana que continua a recorrer às tácticas de Karl Rove foi "apenas" a sequência lógica do que começou nas primárias.
Impressionante como os latinos, tradicionalmente "adversários" dos negros nos EUA, votaram massivamente em Obama (ter-lhe-á valido, por exemplo, a vitória em New Mexico, bem como uma grande ajuda na Florida). Impressionante como o sonho de Martin Luther King acaba por se realizar.

As coisas correram tão bem ontem que o novo presidente dos EUA ganhou onde tinha que ganhar e ainda em alguns autênticos feudos republicanos, como sejam especialmente Indiana e North Carolina. E se considerarmos que Obama é a favor de maior peso do estado na economia, é a favor da interrupção voluntária da gravidez, contra as armas (embora esta questão seja do foro estatal e não nacional), a favor de um serviço nacional de saúde que não discrimine quem não possui seguro de saúde (ou seja: a favor do modelo de saúde que vigora nos países da UE, basicamente) e contra a guerra no Iraque, então estas vitórias em estados tradicionalmente vermelhos (GOP) são ainda mais inverosímeis.

O ambiente era tão azul (Democratas) que até Elizabeth Dole (esposa de Bob Dole, um dos históricos republicanos) perdeu o seu lugar no senado contra uma virtual desconhecida do Partido Democrata, Kay Hagan, no estado tradicionalmente vermelho (Republicanos) de North Carolina.

Outra coisa que dá que pensar são os apoios que Obama foi granjeando. Desde mass media que tipicamente tomam posições, como sejam o Washington Post ou o NY Times, até outros meios de comunicação social que, para além de serem de direita, costumam manter-se neutrais, como sejam a The Economist (com Obama na capa desta semana, pré-eleição, com a frase "It's Time", para além de um editorial expresso de apoio) e o Financial Times. Membros do Partido Republicano, como sejam Colin Powell. Pessoas que representam o capital, como Warren Buffet, o homem mais rico do mundo. Os criadores dos Simpsons (no episódio desta semana, que passou 2 dias antes das eleições, Homer Simpson vota em Obama). Hollywood em peso. Jogadores da NBA que, no dia das eleições, apareceram nos respectivos jogos com fatos de treino a apelar no voto em Obama. São apenas alguns exemplos.

Fora dos EUA a vitória de Obama mais pareceu uma vitória caseira. Festeja-se desde o Quénia (onde o presidente disse algo como "esta vitória é nossa") à Indonésia (onde Obama viveu durante alguns anos na adolescência), passando pelo Japão, Europa em geral, Rússia (a capa de hoje do Pravda, principal jornal do país: "Acabaram 8 anos de inferno!"), etc.

Grandes vencedores da noite (para além dos mais óbvios):

- Howard Dean - o chairman do DNC. Passou de derrotado nas primárias de 2004 a primeira figura de um Partido Democrata de sucesso. Pegou no partido numa altura complicada e soube recuperá-lo.

- Nancy Pelosi - a maior parte dos europeus poderão não saber quem é Nancy Pelosi. Trata-se, tão somente, da mulher mais poderosa do planeta. Speaker da House of Representatives, dona de uma confortável maioria, é a figura de proa no braço legislativo dos EUA.

- David Axelrod - o chefe de campanha de Obama, desde o primeiro momento. Amigo pessoal de Obama, antigo jornalista em Chicago, é agora um consultor político que passou de pouco conhecido a sinónimo de sucesso em política e estratégia eleitoral.

A grande derrotada da noite é mesmo Sarah Palin. Uma escolha desastrosa (e é bem sabido que não foi escolha de McCain mas antes uma imposição do GOP). Estamos a falar de alguém que não tem problemas em dar a entender que visa, ela própria, uma candidatura à presidência mas que, ao mesmo tempo, foi apupada durante o discurso de concessão de ontem de McCain.

E apupada por uma razão muito simples: trouxe um tom de ressentimento, de divisionismo e de radicalismo a esta campanha, que acabou simplesmente por ajudar Obama.

João Pedro
Os pesos, as medidas e mais não sei o quê


Tenho evitado escrever sobre Futebol, mas em plena época de apito dourado, as arbitragens e os conselhos que a regem estão péssimos. Um caso: a partir de um pontapé de canto, foram buscar imagens de uma alegada agressão de Luisão a Fucile e após sumaríssimo, deram 2 jogos de castigo ao central benfiquista. Havendo agressão, até aqui tudo bem. Vejamos outro caso, Bruno Alves agride um jogador da Naval num disputa de bola e não é aplicado castigo, nem sumaríssimo com a seguinte justificação: O lance foi uma disputa de bola, portanto os 3 árbitros deveriam estar atentos ao lance, e que sendo assim não é necessário proceder disciplinarmente. Ora, sendo assim a agressão de Andrézinho a Suazo também não será alvo de sumaríssimo, mas voltando a Luisão, pelos vistos, um pontapé de canto e a confusão que se gera na área, não é necessário ter os 3 árbitros a olhar com atenção para os intervenientes. Sendo assim, para onde devem estar a olhar?
a) para o Quim que está na baliza oposta?
b) para o adepto do Benfica que apertou o pescoço?
c) para o telemóvel a ver se o depósito bancário já chegou?
PP
A vitória de Obama

A vitória (mais que) esperada por todo o Mundo! Confesso que fiquei também contente, McCain seria a continuação de uma má política como a de Bush, embora, pelas notícias publicadas, McCain esteve bem no momento de assumir a derrota: elogiou o seu adversário, desejou-lhe sorte, prometeu apoiá-lo no que fosse preciso e até mostrou pena da sua avó não ter resistido o suficiente para ver "o grande homem que ajudou a criar", como vem citado na Imprensa. Agora que esta vitória está a ser festejada um pouco por todo o Mundo, convém não esquecer que Obama é um homem à frente da nação, alegadamente, mais poderosa do Mundo, mas não deixa de ser só um homem, concerteza não poderá ser o salvador de toda a humanidade, como querem que ele seja. Se não fizer metade das asneiras de Bush já seria óptimo para todos nós.
PP

terça-feira, novembro 04, 2008



Incongruências

Somos um país curioso. Temos uma agência Publica – a ASAE, que persegue os mais pequenos infractores, sejam eles vendedores de bolas de Berlim ou donos de restaurantes. Nestes domínios o estado por via da ASAE é implacável. Afinal argumenta o estado, que esta em causa valores fundamentais para a vivência em sociedade.

Todavia no sector financeiro, elemento estrutural de um país, o Banco de Portugal, instituição de supervisão, actua de forma displicente e negligente. Mas também qual é o problema de um banco ter um pequeno rombo de 700 milhões de euros ? O importante é os vendedores de Bolas de Berlim utilizarem luvas Esterilizadas ! !!!

António Cipriano

sexta-feira, outubro 31, 2008

Feira na Cimeira Ibero-Americana

Começou mais uma cimeira Ibero-Americana e claro está que o assunto que domina toda a cimeira é a crise económica mundial. Evo Morales fala da crise, Lusa da Silva fala da crise, Zapatero fala na crise e José Sócrates? Bem, Sócrates arma-se em feirante e fala no Magalhães e oferece um a cada líder presente enquanto inventa um pregão e diz que o “Magalhães é como o Tintim pois é dos 7 aos 77 anos”. E ainda diz estilo de comédia que para vencer a crise é preciso apostar e investir na educação, é cómico porque vindo do politico que mais desinvestiu na educação em Portugal nos últimos 40 anos que agora, como se não bastasse o que partiu e desfez durante 3 anos, quer terminar com as reprovações até ao nono ano demonstrando que não basta toda a pressão para terminar com as reprovações e de ter criado os currículos alternativos onde não se reprova e que dentro de meia dúzia de anos vão ultrapassar os currículos normais, devido ao aumento que se verifica de ano para ano.

Sócrates oferece Magalhães porque durante esta legislatura este brinquedo deve ser a única coisa que o deixa orgulhoso, especialmente porque o Tintim azul sempre dá para usar o PowerPoint e mostrar os slides que Sócrates usa para mostrar o país virtual e justo que só existe na sua imaginação, porque as politicas dos socialistas só serviram para tornar o Portugal real num país mais caro, mais inseguro, com mais desemprego, mais desigual e com uma pior educação.


António Manuel Guimarães

quinta-feira, outubro 30, 2008

Go OBAMA

Confesso que não consegui verdadeiramente compreender o projecto politico de Obama. Mas Obama representa um sentimento de esperança e de confiança num mundo melhor, necessariamente diferente da visão republicana de Bush.
Nem que seja só por isso, é merecedor da minha confiança.


António Cipriano

terça-feira, outubro 28, 2008



20.000 Visitas


Esta semana ultrapassamos as 20.000 visitas.
A todos os nossos leitores, o nosso obrigado por compartilharem o vosso tempo connosco.

António Cipriano

segunda-feira, outubro 27, 2008

José Mota, um treinador ignorado até quando?

Parece fácil escrever este post agora, depois da vitória de sábado no Dragão, mas acreditem, este post era para ter sido escrito à alguns meses atrás. Falta de tempo e, confesso, muitas vezes de vontade levaram-me a não escrevê-lo antes. Vou até precisar quando queria escrever este post, no início da época passada, em que José Mota dava uma entrevista ao Jornal Reccord, sobre as dificuldades de um clube como o Paços de Ferreira e como eram feitas as suas contratações. Fiquei maravilhado pela entrevista, confesso. José Mota, pela entrevista, não embarca em contratações de video, vai ao Brasil por considerar que é um mercado ainda viável para os clubes médios portugueses, observa e contrata desconhecidos mas que apresentam qualidade. Quanto aos métodos de treino, não posso dizer pois nunca observei, mas que os jogo das equipas de José Mota apresentam qualidade futebolística, isso ninguém duvida. Para mim, a vitória de sábado no Dragão por 2-3 (só não sendo por 2-4 por um golo mal anulado) veio abrilhantar a sua carreira, embora tenha sido uma vitória sobre Jesualdo Ferreira, um dos piores senão o pior técnico de toda a SuperLiga, para isso basta relembrar o comentário de Pinto da Costa sobre Jesualdo aquando da contratação deste, para vermos a sua manifesta incompetência: "Jesualdo é um técnico que temos vindo a observar à vinte anos." Ora, se ele fosse bom, não precisava de ser observado por 20 anos, teria chegado ao Porto muito antes e teria ganho mais títulos do que os que ganhou.
PP

domingo, outubro 26, 2008

Campanha Eleitoral Governamental

Neste orçamento apresentado a 14 de Outubro de 2008 Teixeira dos Santos afirmou que o governo iria manter as “grandes obras” de investimento público, ou seja, as obras para o Aeroporto Internacional de Lisboa em Alcochete e o TGV são para manter e quem as critica é por puro ataque de cariz eleitoralista. Isto não deixa de ter piada, num orçamento apresentado a menos de um ano das eleições, sendo o primeiro desta legislatura com um aumento de salário para a função pública superior à previsão da inflação, os actos de cariz eleitoralista segundo Teixeira dos Santos são os ataques da oposição às obras faraónicas do governo. Tem piada que ele não considera que a maior subida dos salários dos últimos anos como um acto de cariz eleitoralista, bem, ele deve ser o único que pensa que ninguém percebe que é esse o objectivo.
Outro belo exemplo de campanha dos outros foi uma proposta de lei apresentada por um deputado socialista que previa o matrimónio entre homossexuais, a esquerda em bloco votou favoravelmente, o centro e o centro direita votaram contra, assim o PS votou contra, alguns deputados apresentaram uma declaração de voto dizendo que eram a favor mas votavam contra, o Manuel Alegre votou mesmo a favor nem cavaco deu e borrifou-se para a disciplina de voto que impunha que os socialistas votassem contra. Ora se o PS apresenta uma lei, dizem em peso que são a favor e depois impõem a disciplina de voto para votar contra, ena, será que votaram assim por serem conservadores? Ou será que foi para não perderem uma data de votos nas próximas eleições?
Campanha fazem os outros, lá por o PS andar para ai a distribuir computadores por todos com grande pompa e circunstancia com o primeiro e o seu séquito sempre presentes, como isto não bastava lá nasceu o Magalhães, distribuído por uma empresa que alegadamente foge ao fisco, que é muito bom para os mais pequenos e que todos podem comprar por €50, este não deve mais uma medida ser para a campanha pois surgiu um ano e uns dois meses antes das eleições, o que demonstra seriedade.
Outra medida nada eleitoralista passa pelo próximo IRS, pois será possível descontar até 50% o valor da prestação para a habitação, dizendo o condescendente governo que perderá muitos milhões, mas que os contribuintes precisam de ajuda por causa da crise.
No início desta legislatura, José Sócrates afirmou perante todos que Portugal estava numa situação delicada e que não seria possível nos próximos quatro anos recuperar, seria uma tarefa para oito anos e que no fim desta legislatura nunca iria fazer baixas para a campanha porque não seria sério.
Para terminar alerto todos para um facto, está programada uma nova lei em relação ao tempo de serviço dos professores, a lei que está feita não será apresentada nos próximos meses, mas já se sabe que prevê que a progressão será de acordo com a avaliação, não seria injusto se todos tivessem em pé de igualdade, mas infelizmente não estão, os contratados apenas podem ter bom, nunca excelente, assim os que começaram a trabalhar à menos tempo são aqueles que levam com esta perda de tempo de serviço. São estas medidas absurdas e impopulares previstas que o governo agora não apresenta, mas todos sabem que são medidas como estas que vão cair em todos os sectores se estes hipócritas voltarem a ser eleitos e se acham que não, é muito fácil perceber o que será Sócrates outra vez no poder, basta lembrarem-se dos últimos três anos e de tudo o que foi exigido sem que os portugueses tenham tido alguma melhoria nas suas condições de vida.

António Manuel Guimarães

terça-feira, outubro 21, 2008

Alteração do template do Blog "A Cumplicidade da Alma"


Já há algum tempo que os quatro elementos deste blog querem alterar o template do blog, no entanto, queríamos alterar para algo grandioso, algo que contrastasse com as pobre opiniões expressas neste blog. Pensámos então em fazer um template moderno e actual, tipo um template com o Orçamento de estado para 2009. Infelizmente, isso vai ter de esperar. A pen com o template que Teixeira dos Santos nos deveria entregar vinha vazia... ou não continha o template com os dados todos, já nem sei bem...

PP

sexta-feira, outubro 17, 2008



Brincadeiras Perigosas

O cerne da actual crise financeira tem a sua génese nos denominados Bancos de Investimentos. No inicio do ano existiam 5 grandes bancos de investimento: Goldman Sachs, a Morgan Stanley, a Merrill lunch, o Leman Brothers e a Bear Stearns. Destes já só ficaram dois. - : Goldman Sachs, a Morgan Stanley.
Os Bancos de Investimento eram instituições bancárias que não captavam depósitos, e que inexplicavelmente não eram regulados pela Reserva Federal Americana. O seu core Business dividia-se em quatro áreas: Fusões e Aquisições, Corretagem; Gestão de Carteiras e Patrimónios; criação de Instrumentos Financeiros Derivados. Esta ultima área, foi durante muito tempo alvo de lucros exponenciais assentes na especulação e na pouco conhecimento dos investidores acerca destes produtos derivados.

No domínio dos Instrumentos Derivados, os CDS (Credit Default Swaps) acabaram por constituir um dos activos tóxicos. OS CDS com uma forte expansão desde os anos 90 constituíam o elo de ligação entre a Banca de Investimentos e a banca comercial.
Mas o que são os CDS?
Os CDS são títulos financeiros que qualificam o risco de credito associado a uma qualquer empresa. Por exemplo, imaginemos um qualquer banco comercial que concede um empréstimo à empresa X. O banco fica sujeito ao risco dessa empresa não pagar. A solução era transferir esse risco de credito, através da emissão de um CDS, para um investidor terceiro que acredita-se que não havia qualquer risco de ruptura da empresa X. Em teoria o negocio dos CDS agradaria a todos.. O banco comercial imunizou-se perante o risco de credito do seu cliente devedor (a empresa X). O investidor que adquiriu o CDS obteve um premio pelo o risco que assumiu. O Banco de investimento obteve um comissão em toda a transacção.
Estas transacções representavam cerca de 60 triliões de dólares (5 vezes o PIB dos EUA). Acontece que os créditos assumidos nos CDS, eram na maioria, de risco elevado por via do Subprime. Assim sendo estes CDS e outros títulos derivados transformaram-se em verdadeiras armas de destruição maciça.

Não se pode permitir que títulos que representem 5 vezes o PIB dos EUA possam estar nos mercados sem ser regulados e controlados. No fundo por ausência e incúria da administração americana foi-se criando uma verdadeira roleta russa de produtos financeiros derivados, que obviamente mais dia menos dia tinham de rebentar, com as gravosas consequencias que se conhece.

António Cipriano

quarta-feira, outubro 15, 2008

Diferença entre Actividades de Enriquecimento Curricular e Actividades Extra-Curriculares

Esta é um questão que se pode colocar e que já me foi colocada pessoalmente, quando muitas pessoas dizem que não existe nenhuma diferença entre Actividades de Enriquecimento Curricular e Actividades Extra-Curriculares que é só uma questão de semântica. Pois bem, a questão é muito diferente de ser "apenas semântica". Como o nome indica, Enriquecimento Curricular é uma melhoria do currículo, digamos em linguagem informática, um upgrade no currículo escolar. É o equivalente a um service pack para o windows. Já Actividades Extra-Curriculares, embora no fundo pretendam enriquecer o currículo escolar, não se podem considerar "upgrades", pois vão ao encontro dos interesses de cada aluno, serão mais como programas informáticos, Adobe Photoshop, Virtual DJ, Windows Movie Maker, etc., que são programas que não têm necessariamente que ser utilizados por todos, mas sim, por aqueles que têm interesse na respectiva área.
PP

sábado, outubro 11, 2008

A suposta mão visível tardia?

Para além de economista, sou Keynesiano (leia-se: economicamente de centro-esquerda). Até há bem pouco tempo, e em determinados círculos, tal afirmação quase poderia passar por heresia.

Não acredito na mão invisível de Adam Smith sem qualquer tipo de regulamentação e monitorização governamental.

As 2 maiores crises financeiras da história deveram-se a desregulamentação dos mercados, em 1929 e em 1987.

Neste momento estamos a assistir a nova "history in the making".

Custa-me perceber a seguinte lógica:

- Um governo de direita (EUA), neo-liberal e conservador em termos económicos e fiscais (moral: vamos fazer cortes de impostos para os mais ricos, que esse efeito espalhar-se-á ao resto da economia e da sociedade);

- Um governo de direita que desregulamenta o mercado e deixa-o funcionar livremente. Deixa que instrumentos financeiros cada vez mais complexos e ilíquidos (securities!) sejam a trave-mestra de algumas das mais importantes empresas financeiras do mundo. Deixa que se espalhe o crédito mal parado, sem preocupações;

- Um governo que está enredado até ao pescoço nos escândalos Enron (e venha daí Sarbanes-Oxley?!) e Halliburton;

- Um governo que decide combater a presente crise da seguinte forma: vamos usar dinheiro dos contribuintes - nomeadamente aqueles que não tiveram direito a nenhuns cortes fiscais em 8 anos - para injectar dinheiro em empresas que estão arruinadas. Vamos investir dinheiro dos cidadãos em junk bonds;

- 85 milhões de dólares americanos foram para a AIG. O que é que os dirigentes da AIG resolveram fazer logo de seguida? Um fim-de-semana de luxo, numa estância no pacífico. Esse fim-de-semana de luxo custou 440 mil dólares... aos contribuintes norte-americanos.

Ou seja, quase meio milhão de dólares de contribuintes foram para uma conta de hotel, manicures e pedicures (não estou a brincar), bebidas e SPAs.

Estamos a falar de um governo a ficar detentor de 79,9% do capital de uma empresa que perdeu 18 biliões de dólares em 9 meses. Estamos a falar da nacionalização de uma empresa falida.

Ah, a suposta superioridade moral da direita...

E nós, europeus, estamos/ vamos sofrer com uma situação da qual não somos responsáveis.

João Pedro

quarta-feira, outubro 08, 2008



Crise Financeira

Presentemente o mundo vive uma crise financeira sem precedentes desde a crise de 1929. Por comportamentos irresponsáveis e pela assunção de riscos desnecessários, variadas instituições financeiras introduziram nos mercados um vírus infecto contagioso que ameaça desfragmentar todo o equilibro orgânico do sistema financeiro. As primeiras vítimas desta situação foram as instituições financeiras. Mas em ultima análise, as verdadeiras vítimas são os cidadãos comuns dos diferentes estados. A falta de confiança no sistema bancário traduz-se no quotidiano, no agravamento das taxas de juro com o consequente aumento da dificuldade no acesso ao crédito, e na diminuição dos investimentos públicos e privados. A consequência obvia, mas absolutamente perigosa, é a transformação da crise financeira numa crise económica, que trás como sintomas agonizantes a falta de investimento, o desemprego, a inflação, a retracção do consumo e a recessão económica. Todos este sintomas infelizmente já estão a ser sentido. Mas devem os estados ficar de braços cruzados perante tal cenário? Alguns ideologicamente mais a esquerda consideram não ser aceitável que aos contribuintes seja assacado os custos de actos irresponsáveis dos administradores dos bancos. Alguns questionam o facto, de se um qualquer pequeno empresário não conseguir cumprir as suas obrigações não ter outro caminho senão encerrar as portas e declarar falência. Se o pequenos empresário não é auxiliado pelo estado, porque motivo devem as grandes instituições financeiras como os bancos serem auxiliados?

Esta é de facto uma visão dos factos, todavia considero que temos de ter uma visão mais geral do problema. Se um governo deixar um banco ir a falência o comportamento espectável de um cidadão normal, é correr para os outros bancos e pedir o resgate dos seus depósitos. Obviamente que os bancos não teriam capacidade de resposta. Assim, se o estado não intervir a falência de um banco importa o fim de todo o sistema. Pode ser pesado, difícil de aceitar para um cidadão normal que seja o erário publico a suportar as irresponsabilidades dos bancos. Mas o mundo não é perfeito é não existem soluções indolores, sem efeitos colaterais. Pode não ser a melhor solução mas é a única que existe para conservar e manter a confiança na economia, no sistema de mercado e no capitalismo.

António Cipriano