domingo, março 01, 2009

A Festa Socialista


Terminou hoje o XVI congresso do Partido Socialista, José Sócrates mais uma vez e sem surpresa foi confirmado como secretário-geral do PS. No primeiro dia dos trabalhos os oradores fizeram basicamente um discurso para dentro, falaram dos seus novos moinhos de vento, as pretensas "perseguições" ao partido, lançando algumas farpas aos jornais como se estes fossem de alguma forma um inimigo do Partido Socialista. Primeira mentira do congresso, pois todos sabem que isto não é verdade, a comunicação social foi aliás a principal aliada do PS durante toda a legislatura, sempre que Sócrates falava os jornais lá estavam para transmitir a propaganda e sempre que havia uma asneira do governo lá iam falar com o ministro responsável, permitindo assim que a imagem de Sócrates não se desgastasse. Curiosamente, em relação à oposição não era assim, desde o branqueamento dos dentes de Paulo Portas, a falta de imagem de Manuela Ferreira Leite e o seu não reconhecido sentido de humor, que quando usado é, em última analise, utilizado contra a própria, até aos ataques à falta de gravata de Jerónimo de Sousa. Da oposição só Francisco Louçã escapou incólume aos ataques da comunicação social, porque é com esta imagem do líder bloquista que se vendem jornais, com as suas propostas lindas ao ouvido mas sem prática, portanto demagógicas. E talvez por isso tenha sido o único partido atacado no primeiro dia de congresso Mas os socialistas não falam só da comunicação social, dizem que por trás estão partidos, mas não dizem qual, não por não saberem qual é, mas simplesmente porque não existem.

Depois passaram à apresentação do cabeça de lista para as eleições europeias, o escolhido foi o “constitucionalista” Vital Moreira, o seu mérito intelectual é reconhecido, ninguém põem isso em causa, tal como é um respeitado membro de várias organizações europeias, em especial organizações da defesa dos direitos humanos, mas enquanto deputado o seu passado é muito discreto, sem grandes intervenções, excepto quando estava na assembleia constituinte pelo PCP, de relevo enquanto deputado só quando abandonou a vida política activa, quando já havia mudado para PS e o seu partido de então governava no primeiro governo de António Guterres, devido a uma ruptura com o líder da bancada parlamentar Jorge Lacão.

No segundo dia do congresso, vieram os discursos de tomada de posse, Sócrates criticou quem anteriormente o tinha criticado por faltar à cimeira europeia que discute a crise internacional na Europa, atirando a já gasta boca de que Manuela Ferreira Leite chega a propor a suspensão da democracia. Comentário infeliz feito, sobre uma ironia não mais feliz, aproveitamento fácil da cumplicidade que partilhou com a comunicação social na altura. Falou também do cartaz do Pinócrates, dizendo que a juventude do seu partido nunca foi nem seria instrumentalizada, é preciso ter estômago para dizer uma coisa destas com Jamila Madeira dentro da mesma sala.

Ideias novas, as mais salientes prendem-se com o aumento da escolaridade obrigatória para o 12ºano e a obrigatoriedade de frequência de todas as crianças até aos cinco anos no ensino pré-escolar, a isto misturado bolsas de estudo para todos os alunos carenciados, mas sobre estas medidas falarei noutro post, porque embora bonitas logo a primeira esconde um monstro horrível, mas estas medidas apresentadas no congresso serviram para "mostrar" a sua esquerda. Mais ideias para a governação não houve, não se falou das grandes medidas já tidas como garantidas pelos socialistas como a eutanásia e o casamento dos homossexuais, com excepção ao discurso dos “cães com cães e dos cavalos com os cavalos”. Obviamente também não se falou da crise económica, não convinha, era uma festa para alegrar os socialistas e de mostrar uma imagem de “está tudo bem”, não servia para falar da real governação e consequente péssima realidade do país, servia para folclore, não para deprimir com a verdade.

A ausência mais notada foi a de Manuel Alegre, embora tenha aceite um lugar na comissão de honra do partido, a este somaram-se António Seguro e João Cravinho, mostrando que nestas festas de legitimação unanimistas não vale a pena falar, embora tenham razões para isso.

Em suma, este foi um congresso que serviu para festejar a legislatura, fazer folclore, para lançar as campanhas eleitorais, não apresentando ideias para o presente, mas fazendo o papel de coitadinhos perseguidos e atacando a oposição, não as suas ideias mas as suas atitudes. Falando muitas vezes do XVI governo, referindo os três maus anos, em que este governo trabalhou, de um conjunto de 10 anos em que os primeiros sete que não são certamente os melhores, foram ocupados pelos governos de António Guterres, ou seja, dois governos socialistas e esses sim, transformaram o pais num pântano e meteram na altura o “pais de tanga”. Tudo dito com a cábula do teleponto deixando transparecer o marketing politico tão característico de Sócrates. Mostraram a arrogância do poder absoluto e reclamam outra, muito perigosa, dose igual, gritando com a chantagem mentirosa da instabilidade governativa, pois todos sabem que talvez esse seja a única esperança de acabar com os ataques a quem trabalha e ao contribuinte comum, aqueles de que os socialistas se esqueceram nesta legislatura.


António Manuel Guimarães

sábado, fevereiro 28, 2009

Ficas em casa não ganhas dinheiro!

Manuela Ferreira Leite condenou a não presença de José Sócrates na Cimeira Europeia deste fim-de-semana. Obviamente eu sublinho e assino por baixo esta condenação, não tanto pelo facto de José Sócrates ter algo para levar de útil à discussão da crise mundial (que não tem), condeno sim porque se ele não vai, já não se vai vender computadores Magalhães aos parceiros europeus, mais uma oportunidade perdida de fazer um bom negócio! É que se calhar até dava para disfarçar um bocadinho os vergonhosos 0,1% registados nas exportações portuguesas neste ano.


António Manuel Guimarães

sexta-feira, fevereiro 27, 2009



Quatro anos de governação socialista

Comemoram-se agora o quarto aniversario da governação de Sócrates. È o momento de analisarmos quantitativamente as vitórias económicas deste governo.
Vejamos (dados em taxa de variação de anual):

Desemprego – Ano de 2004 6,7% Ano de 2009 7,6%
Crescimento – Ano de 2004 1,5% Ano de 2009 0%
Consumo Privado – Ano de 2004 2,5% Ano de 2009 1,2%
Investimento – Ano de 2004 2,5% Ano de 2009 1,2%
Exportações – Ano de 2004 4% Ano de 2009 0,1%
Divida Publica - Ano de 2004 63% do PIB Ano de 2009 66% do PIB


Perante dados macroeconómicos extraordinários como estes, só resta aos portugueses continuarem a dar a confiança a este governo!!!!!!!!!
António Cipriano

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

"É Carnaval ninguém leva mal!"


Ontem (dia 19) o Ministério Público ordenou que se retirasse um plástico com imagem de mulheres nuas de uma réplica do computador Magalhães, esta réplica iria ser usada num carro alegórico no Carnaval de Torres Vedras. Claro que os organizadores tiveram uma brilhante ideia, fazer aquilo que o Ministério Público ordenava e no lugar do tal plástico colocar outro onde estava uma reprodução do carimbo dos serviços de censura da PIDE. Também muita gente contestou a atitude do MP dizendo que se tratava de censura, outros ainda diziam que era um preciosismo bacoco e inútil e que a justiça tem coisas mais importantes com que se preocupar do que com as sátiras de cada corso de Carnaval. Ora todas estas criticas em relação ao MP não são justas, porque afinal ninguém conseguiu perceber o que realmente se tinha passado. Claro que a central de notícias da Cumplicidade, como sempre na vanguarda da clarificação da verdade, já sabe o que se passou, de facto o MP ordenou que fosse retirado o tal plástico, mas isto apenas foi uma partida de Carnaval e tanto é assim que hoje o MP já ordenou que o tal plástico fosse devolvido à organização do Carnaval de Torres Vedras e autorizou a sua utilização. Consta também que quando o funcionário entregou o tal plástico terá dito baixinho: “É Carnaval ninguém leva a mal”.


António Manuel Guimarães

sábado, fevereiro 14, 2009

O Outdoor Correcto!

Não concordo com a utilização do outdoor em que se compara o primeiro-ministro com o Pinóquio. Não que o primeiro-ministro não tenha a mesma atitude quanto à verdade como a personagem do conto de Collodi, mas a verdade é que eu acho que actualmente o primeiro-ministro mais se compara a uma outra personagem do universo infantil. Pela sua actual mania da perseguição, onde tudo e todos são culpados de o tentarem destruir politicamente e de tentarem manchar o seu bom nome, por ele se considerar um pobre perseguido e incompreendido, eu acho que no outdoor, José Sócrates deveria ter uma casquinha de ovo na cabeça e dizer a famosa palavra "Injustiça." E pronto, estaria mais actual com a postura de José Sócrates o Calimero da politica portuguesa.

Já se no mesmo cartaz quisessem incluir o ministro dos assuntos parlamentares nada como caricaturar estes dois injustiçados como Dupond e Dupont, os dois brilhantes policias dos livros de Tintim.


António Manuel Guimarães

sexta-feira, fevereiro 13, 2009




Areia para os olhos

Assistimos a uma pérfida manipulação do agenda mediática pelo polvo socialista. Como a crise económica e caso freeport não interessam ao PS, forma lançadas duas cortinas fumo para desviar a atenção dos portugueses do realmente importante – O Casamento Gay e a Eutanásia. De facto contra o desemprego, a corrupção, as falência as dificuldades do acesso ao credito a receita do PS é o Casamento Gay e a Eutanásia.
Que belo governo!!!!

António Cipriano
Mais dados económicos

Segundo o INE as vendas de mercadorias ao estrangeiro no mês de Novembro diminuíram 15% face ao período homólogo, sendo que para países da UE caíram 20%.
A produção industrial registou uma queda de 11,5% resultante de uma contracção muito significativa e repentina que se verificou no final do ano passado nos principais parceiros comerciais: Espanha, Alemanha França e Reino Unido.

A conclusão óbvia de quadro económico é que a situação económica do país se degrada de dia para dia. Cada vez mais o nosso deficit comercial se complica pela consequente perda de competitividade da economia Portuguesa, agravada pelo clima de recessão dos nossos parceiros comerciais.
Infelizmente nada de bom nos espera nos próximos tempos.

António Cipriano

terça-feira, fevereiro 10, 2009

150.000.000.000 Euros

150.000.000.000 Euros é o valor da divida externa portuguesa (Divida Portuguesa ao estrangeiro -Somatório da Divida Publica e da Divida Privada) . Significa que cada português deve em media 15.000 Euros ao exterior. Este valor astronómico é o resultado de ano consecutivos de deficit públicos, e de uma balança de pagamentos amplamente deficitária. Consequentemente a solução dos diversos governos tem sido financiar o país com o recurso a emissão de mais divida publica. Do aumento da divida publica resultam mais juros!!! Como se compreende esta situação é insustentável!!! O País tem de aprender a viver com os recursos que tem, sob pena de nos transformarmos numa nova “Islândia”
Nos primeiros 10 meses de 2008 o nosso deficit externo foi de 13.931 milhões de euros, valor que é equivalente a 10% do PIB do mesmo período. Na prática na maioria dos produtos, aquilo que vendemos ao exterior não chega para pagar as importações.
Vejamos os mapas da BP nos 10 primeiros meses de 2008 em milhões de euros


Significa isto que Portugal não é auto-suficiente em termos alimentares e que os juros da divida já consomem cerca de 72 % da nossa principal fonte do rendimento, o Turismo.
Portugal tem de acordar!!!!

António Cipriano

sexta-feira, fevereiro 06, 2009



Playmobil

Morreu esta semana o senhor Hans Beck. Este nome a generalidade das pessoas nada diz. Mas Hans Beck teve um papel importante na infância de muitas pessoas, entre as quais eu próprio. Hans Beck foi o criador do universo infantil Playmobil em 1958.
Passei horas, dias a brincar com aquelas pequenas figuras de 7,5cm. Com elas construi mundos e aventuras.“
Por tudo isto, obrigado Hans Beck
António Cipriano

quarta-feira, fevereiro 04, 2009



Soluções para a crise

Em termos teóricos a ciência económica, no âmbito da doutrina keynesiana considera que em períodos de retracção do produto, nomeadamente em ciclos de depressão estrutural, os estados devem adoptar uma politica orçamental expansiva, assente em programas de obras publicas que injectem liquidez nas empresas, e que criem muitos empregos de modo a estimular o crescimento do consumo privado.

No essencial concordo com a teoria keynesiana. Todavia uma abordagem fundamentalista desta será absolutamente contraproducente. Investimento publico será necessário neste momento. Mas não é um a panaceia que resolve todos os problemas. Tendo em conta a situação das contas publicas, em especial ao nível da divida publica, o estado deve ter uma metodologia muito cuidadosa na selecção do investimento publico. Devem ser realizados investimento públicos que capitalizem a competitividade nacional e que tenham uma repercussão alargada no tempo. Este devem ser impreterivelmente de ser analisados numa óptima custo/beneficio.
Ora o actual governo apresenta como solução para a crise um programa de investimento público assente em mais auto estradas, uma rede de TGV, um aeroporto. Não me aparece que este seja um programa de investimento publico que tenha real efeito positivo na economia portuguesa. Portugal já tem estradas a mais. Mais auto-estradas apenas servem para calar o lobby da construção civil. A maioria serão estradas vazias de utentes em que o custo é claramente superior ao beneficio que hipoteticamente tragam.
Quanto ao TGV, acho que este será um investimento que fará algum sentido, mas que pode ser perfeitamente adiando no tempo e deve apenas prever a ligação Lisboa – Badajoz.

No meu ponto de visto o fundamental seria o apoio das PME nacionais. O apoio de projectos inovadores. O apoio ao empreendorismo jovem. O pagamento das dividas dos estado, de modo a aumentar a liquidez das empresas, bem como uma redução da carga fiscal, nomeadamente ao nível do IRS. Será igualmente essencial ter a coragem de realizar uma verdadeira reforma da administração publica e do sistema de justiça.
António Cipriano

sábado, janeiro 31, 2009


Deficit Real de 3,1% do PIB

O actual ministro das finanças sempre nos disse que a redução do deficit foi conseguida sem recurso a receitas extraordinárias. Todavia foi hoje noticiado no publico que no ano de 2008 ocorreram receitas extraordinárias que totalizaram 1535 milhões de euros, ou seja o equivalente a 0,9% do PIB.
Vejamos: 759 milhões com origem no prolongamento da concessão das barragens à EDP, 623 milhões relativos à atribuição de novas concessões no domínio hídrico, e 153 milhões de euros de alargamento de concessões à Brisa.
Sem estas receitas extraordinárias o deficit orçamental não seria de 2,2 % mas sim de 3,1% do PIB, o que violaria o pacto de estabilidade e crescimento.
Mais uma vez o governo mente aos portugueses.

António Cipriano

sexta-feira, janeiro 30, 2009

Alguns dos melhores filmes da última década fora realizados por David Fincher. Falo de filmes como “Seven”; “O Jogo” ou “Fight Club”.
Sempre que sai um novo filme de David Fincher, o meu interesse e curiosidade é sempre muito.
Neste sentido foi esta semana ver “O estanho caso de Benjamin Button”, filme que se inspira no conto publicado em 1922 por F. Scott Fitzgerald.
Não fiquei nem um pouco desiludido, sendo um daqueles filmes que nos prende ao lugar durante as quase 3 horas de duração. Uma ultima nota. “O estanho caso de Benjamin Button” faz lembrar, "Forrest Gump", no sentido de acompanhar a existência de um homem nascido em circunstâncias anormais.
Se poderem não deixem de ver.

António Cipriano

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Está a perder o gás!

José Sócrates apareceu ontem a dar apoio à sua ministra da educação, afirmando que todos os que a criticavam, dizendo que as suas medidas eram só para as estáticas tinham agora algo que temer. Disse que existia um relatório da OCDE que louvava o esforço de Portugal e a resistência da ministra da educação. Logo na altura achei estranho, pensei que a OCDE poderia ter feito um estudo sobre a educação em Portugal e que provavelmente tinha sido levada ao engano com os habituais números frios dos socialistas.
Mas hoje ao ouvir o debate no parlamento veio à conversa o tal relatório da OCDE e o PSD acusou o PS de mentir aos portugueses. O normal pois já sabemos que no parlamento as acusações surgem muitas vezes inflamadas mas com pouco significado, portanto achei piada, mas não dei importância ao caso. No entanto, mais tarde ao ler o Publico e o Jornal de Noticias vi a história do tal relatório e ganhei outro interesse pelo caso. Afinal não existia nenhum relatório da OCDE, segundo o JN o partido socialista alterou alguns elementos na sua página, ainda durante o dito debate, em primeiro lugar retirou o título que era: "Relatório da OCDE elogia política de Educação do Governo PS" para "José Sócrates elogia resistência da ministra da Educação". E segundo parece o relatório foi encomendado pelo Ministério da Educação e foi com base em sete autarquias, na maioria socialistas e em algumas escolas, ora todos sabemos que estes relatórios encomendados normalmente falam bem do empregador e suponho que este não tenha fugido à regra. O primeiro-ministro dizia também que nunca tinha atribuído a realização do relatório à OCDE e que o PSD não suportava o sucesso dos socialistas. Palavras rancorosas de um primeiro-ministro que não tinha respostas para dar a esta bronca e que fez como faz a todas as perguntas, acusou em vez de explicar. Compreendo a frustração de Sócrates pois um "engano" destes é muito básico e mostra que ele continua a perder gás e já se vai confundido nas suas medidas de propaganda, porque todos os que viram ontem o telejornal puderam ver José Sócrates num tom irado a defender a ministra da educação com este papel na mão.

Como cereja em cima do bolo, quando a agência lusa tentou obter reacções ao assunto, o PS não quis dizer mais nada sobre o caso dizendo que tudo tinha sido esclarecido no parlamento e sim é verdade, todos os que viram o debate na Assembleia da Republica ficaram esclarecidos e perceberam que Sócrates tinha feito asneira. Para terminar deixo uma questão, quanto terá custado ao erário público este panfleto de campanha falhado que os socialistas decidiram chamar de “estudo”?


António Manuel Guimarães


Dias Difíceis

Por estes dias vivemos na cabeça do furacão da crise económica e financeira. Dia sim, dia sim, chovem notícias de falências e despedimentos. Perante o actual clima funesto de incerteza e desespero de muitas famílias, o governo promete ajudar tudo e todos. Promete ajudar as empresas em dificuldades, o sector financeiro e as famílias como o alargamento do prazo do subsidio de desemprego e outras medidas sociais. Prepara-se com toda a certeza ainda, para um desagravamento fiscal.
Não coloco em causa tais medidas. Mas uma pergunta me assola o raciocínio.
Em 2009, em pleno ano de crise e de eleições o governo prepara-se para aumentar em muito o deficit para valores próximos dos 5%. Teremos dinheiro em 2010?
Terá o futuro governo eleito em Outubro de 2009 dinheiro para poder continuar a gerir o país? Confesso que tenho muitas dúvidas. A mim o que me parece é que a verdadeira crise estará para vir em 2010. De 2009 iremos herdar um deficit enorme e uma divida publica muito perto dos 70% do PIB
Em 2010 o estado já sem margem para poder continuar a suportar os custos sociais terá inevitavelmente que reduzir as despesas e abandonar as empresas e as famílias à sua sorte.
Deus queira que esteja errado!!!!

António Cipriano

domingo, janeiro 25, 2009

Suspeições a mais!


Mais uma vez José Sócrates encontra-se sob a suspeição de ter cometido actos, no mínimo, pouco claros. Ele pode sempre alegar o que quiser, que não tem nada que ver com o caso Freeport, que nunca fez nada ilegal, que não favoreceu ninguém. Mas a verdade é que o primeiro-ministro é alguém que desde o inicio da sua governação foi sempre suspeito de vários actos “estranhos”, é de recordar o caso da licenciatura de José Sócrates em que o primeiro-ministro afinal não era engenheiro mas sim engenheiro-técnico, um caso que ainda continua mal explicado. Mais tarde apareceram algumas obras assinadas por José Sócrates sem que ele alguma vez tenha participado no projecto das mesmas, um caso ainda menos explicado. Depois durante a governação diz algumas meias verdades como as férias dos juízes ou que os professores nunca foram avaliados ou ainda que Portugal só entrou em recessão em Dezembro de 2008, entre muitas outras falsidades que nada abonam em relação ao seu carácter.
Agora volta à baila o caso Freeport onde José Sócrates aparece, mais uma vez com uma imagem pouco clara, com contradições, com familiares alvos de busca, com os inspectores ingleses a dizer que um ministro de António Guterres está a ser investigado por este caso, sem adiantarem um nome mas ficando sempre o nome do então ministro do ambiente no ar.
José Sócrates como qualquer outro cidadão tem direitos, tem o direito de ser considerado inocente até que seja provado em tribunal o contrário, tem o direito à defesa da sua honra e bom nome. Mas a verdade é que este é apenas mais um caso na lista dos casos pouco claros onde aparece o nome do primeiro-ministro, costuma-se dizer que onde há fumo, há fogo e o nosso primeiro-ministro parece uma chaminé de uma máquina a vapor do inicio do século passado de tanto fumo negro que existe à sua volta.
Por fim, as declarações de José Sócrates sobre este caso são por demais infelizes, dizendo que tudo isto é uma manobra de o atingir com fins políticos e que estas acusações apenas surgem em anos de eleições, ora daqui apenas podemos tirar duas conclusões, ou José Sócrates acha que o ministério público o anda a perseguir, ou que os inspectores ingleses que investigam o caso estão a ser influenciados por alguém para atingir José Sócrates. Infelizmente aquilo que se vê é que as intervenções de José Sócrates têm apenas como objectivo tentar influenciar a investigação.


António Manuel Guimarães

Dúvidas Socialistas

Se dúvidas existiam sobre a seriedade da governação socialista, então nestas primeiras semanas de 2009 todas foram esclarecidas. O governo socialista é um dos piores governos da história democrática portuguesa. Como se não bastasse não cumprir uma promessa de campanha, admitir um erro ou cortar no funcionalismo público apenas por medidas economicistas dizendo que são por questões de justiça social, agora mais uma vez se volta a ver a face da mentira socialista. No dia 10 de Janeiro o Banco de Portugal, cujo governador é o antigo secretário geral socialista Victor Constâncio, confirmou que Portugal está em recessão, até aqui não há novidade, mas no relatório está explicito e claro que a recessão começou em Junho, ou seja, antes de se saber o impacto da crise que na altura apenas era incerteza e cujos efeitos estavam longe de se fazer sentir. Assim é claro que alguém andou a enganar o país em relação ao deficit público durante, pelo menos, 6 meses. De um governo que culpava os outros, penso que agora é claro que a situação drástica de crescimento de desemprego, que cresce de forma galopante desde 2005, assim como a teoria de fazer avaliações na função pública com o objectivo claro de cortar na despesa por terminar com as progressões de carreira, ou os cortes na saúde com reorganização do serviço nacional de saúde que mais pareceu a desorganização do SNS, ou o aumento do tempo de serviço para a reforma, ou ainda o fim dos vários direitos adquiridos em 74 que este governo pseudo-socialista eliminou, em suma medidas que tinham como objectivo final terminar com o deficit falharam. Assim o resultado do sacrifício de milhões de portugueses foi ver o deficit aumentar e as dificuldades na vida real aumentarem e se os portugueses cumpriram o sacrifício a que foram obrigados tem que se dizer que o governo falhou na gestão do dinheiro que foram o resultado dos cortes na despesa do estado, muitos que não passaram da demissão do estado de competências que eram suas.Para além de tudo isto, Sócrates de quem se diz ser pouco claro desde, pelo menos, os tempos da universidade, continua a mostrar que a honestidade não é uma das suas virtudes, pois como é possível justificar o fim dos concursos públicos nas obras autárquicas até 5 milhões de Euros?

António Manuel Guimarães

quinta-feira, janeiro 15, 2009



Sinais de desgovernação

Na semana corrente surgiram sinais preocupantes reveladores da incompetência e falta de sentido de estado do actual governo.
Primeiro, foi a patético mail enviado pelo ministério das obras publicas a todas as empresas publicas, exigindo que estas semanalmente indiquem as inaugurações que irão ocorrer na semana seguinte.
Em segundo lugar a agência de rating Standard & Poor´s prepara-se para diminuir o rating da republica por o actual governo,” não conseguir corrigir os desequilíbrios da republica, pela existência de um deficit externo superior a 10% do PIB, e não privilegiar o reforço da competitividade nacional”. A diminuição do rating da republica terá como consequencia o aumento do custo internacional do crédito, para o estado e agentes económicos nacionais.

Por ultimo numa medida que insofismavelmente irá contribuir para o incremento da corrupção, passa a ser permitido o ajuste directo em obras publicas até 5.000.000 Euros, sem qualquer tipo de concurso publico.

António Cipriano

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Fim da Roda da Sorte

Durante muitos anos foi um fã do Herman José. Contudo, nos últimos anos este tem verdadeiramente perdido a piada.
A roda da sorte pertence é um dos programas sagrados da minha memoria.
Confesso que tem em conta o historial recente de falhanços do Herman José, vi com alguma apreensão o ressurgir da roda da sorte.

Mas ao contrário do esperado a Roda da Sorte voltou, apesar dos 17 anos de diferença a ser uma lufada de ar fresco, com um Herman no seu melhor.

È muita lastima e com profunda incompreensão que vejo a decisão da direcção de programas da SIC em cancelar o concurso.
É por estas e por outras que a televisão em Portugal esta cada vez mais pobre de ideias e de conceitos.

António Cipriano