
Liu Xiabo
“A escravidão não vem de quem tem o poder , mas daqueles que se ajoelham.”
António Cipriano
Blog de pensamentos duvidosos por Paulo Pinheiro, António Cipriano, António Guimarães, João Pedro e André Lemos.


40 anos de PCTP/MRPP
O PCTP/MRPP comemora esta semana 40 anos de vida.
O PCTP/MRPP, partido da moda da intelectualidade na revolução de Abril contou nas suas fileiras com figuras como Pacheco Pereira e Durão Barroso. Estes felizmente se curaram dessa virose, ingressando em outros partidos mais burgueses e democráticos. Hoje o PCTP/MRPP deixou de ser o partido dos murais de Abril, dos “enfant terribles,” para ser um partido “one man show”. Hoje o PCTP/MRPP é o partido de Garcia Pereira, eterno candidato profissional que continua sistematicamente a não conseguir ser eleito. Fiel aos seus princípios, Garcia Pereira no seu “iate socialista” continua a apregoar a revolução socialista, a tomada de poder pelo povo, a ditadura do proletariado, valendo eleitoralmente cerca de 30.000 votos.
Enfim, sou daqueles que acha o PCTP/MRPP um anacronismo histórico, que vais trazendo algum humor as campanhas eleitorais com a sua cartilha estalilista-leninista de um passado distante e longínquo.
António Cipriano


Casa Pia
“Gostaria de estar mais solto, mais livre…” esta foi uma frase dita por Carlos Cruz quando entrevistado em estúdio pela RTP 1. Carlos Cruz no dia em que foi condenado a 7 anos de cadeia por pedofilia foi à televisão dizer o que bem pensa do caso. Portanto um homem condenado a cadeia pela justiça portuguesa tem direito a ir até à televisão comentar o seu próprio julgamento, jurar a sua inocência e ainda por cima sem ter ninguém a fazer o contraponto. Isto só ajuda ao descrédito, não só da justiça como também das vítimas.
Bem sei que isto só acontece porque é Carlos Cruz, uma figura pública, porque não me lembro de ver a Dona Branca após ter sido condenada a jurar a sua inocência, na RTP1. Ou o Júlio Dedinhos de Moimenta da Beira, carteirista na Rua do Ouro, condenado, a vir dizer na RTP que encontrava as carteiras no chão.
Parece-me ridículo um homem condenado ter direito a vir até à televisão do estado defender a sua honra. Diz ele que ficou assustado com o país após a condenação, eu sinceramente também fico assustado com o um país ridículo onde podem acontecer situações destas. Não me importa se se chama Carlos Cruz, Branca ou Dedinhos. Carlos Cruz disse que “Gostaria de estar mais solto, mais livre…” e a verdade é que está livre e solto, passeia-se pela RTP 1 anda por aí…curiosamente o outro Carlos, o Silvino (Bibi) o mais pobre de todos os condenados está a dormir com os costados na pildra, merecidamente, mas está lá por 18 anos, que pode bem ser o resto da sua vida, só porque é um criminoso que não tem dinheiro. Triste vai este país, muito pelo tempo que este processo demorou e que depois de homens serem condenados, alguns destes terem direito a tempos de televisão só porque têm lá amigos e dinheiro! Sim estamos de facto perante uma “monstruosidade”.
António Manuel Guimarães
"Pesetero"
Quando João “Montinho” entrou no estranho jogo Portugal X Chipre, sabemos que houve comentários no banco Cipriota que passo a reproduzir:
- Hê pá, entrou um tipo com cara de parvo!
- Já ouvi falar neste tipo, se nós lhe pagarmos mais ele certamente não se importa de marcar um golo por nós.
- Vamos contar o dinheiro que temos nas nossas carteiras que ele não se deve vender por muito.
- Bolas, as carteiras ficaram no hotel, só temos aqui um botão partido…
O "Pesetero Montinho” ainda pensou em fazer o “jeito”, mas como Chipre marcou ele achou que já não tinha necessidade, embora tenha guardado o botão.
Uma coisa é certa, agora que ela já se vendeu já voltou a ir para a selecção, será que foi só coincidência?
E já agora este jogo foi a barracada futebolística do ano!
António Manuel Guimarães


