sexta-feira, outubro 29, 2004

Bush e Kerry

Muito já se falou neste blog sobre as eleições americanas da próxima terça-feira. Pensei em escrever este post no próprio dia mas, receio não ter disponibilidade de tempo, então fica escrito hoje. Gostava que Kerry vencesse. Não por achar que ele seja muito bom político, que apresente ideias ou que transmita credibilidade, antes por achar que Bush é patético e triste, lembrando em menor escala um político do nosso país que só chegou onde chegou pelo pai que tem. Por mim, o candidato que teria apoiado era John Edwards.
Esta terça-feira não vou votar. Teria direito a isso, ao invés, exerço o direito de não votar. Por várias razões, das quais deixo duas:
a) tendo dupla nacionalidade, não me sinto minimamente americano o suficiente para votar, isto apesar de desde os meus dezoito anos ter votado em todas as eleições e referendos que digam respeito a Portugal;
b) não me revejo no sistema de eleição americano. Um país que se auto-intitula a maior democracia do Mundo, não respeita o voto singular dos americanos. Se respeitasse, George W. Bush, que espero, a História se encarregará de o tornar conhecido como o pior presidente americano de todos os tempos, não teria sido eleito presidente dos USA e seria neste momento Al Gore a disputar as eleições com outro candidato qualquer. Desde a saída de Bill Clinton que os USA atravessam uma fase negra. É o que acontece quando o pior presidente de sempre sucede ao melhor presidente dos últimos 20, 30 ou 40 anos.
PP

quinta-feira, outubro 28, 2004

A história repete-se

Estou neste momento a ver o canal Record Internacional. Mais uma vez um jogador de Futebol morre em campo. Nestes casos, o jogador de futebol é o que menos importa. Importante foi a perda de um homem, pai de família (filho com 4 anos). O jogador Serginho de 30 anos ia abandonar a alta competição no dia 19 de Dezembro. Infelizmente o destino foi duro com ele. Pode-se ver que as semelhanças com o caso (de má memória) de Fehér são mais que muitas. Problemas com os acessos das ambulâncias, inexistência de um desfibrilhador, trocas de acusações. Mas no final tudo se resumo a uma família que fica desfeita.
PP

quarta-feira, outubro 27, 2004

George Bush

George Bush, actual Presidente dos EUA e candidato à renovação de mandato, representa o pior da América. Bush é sinónimo de intolerância, falta de civismo, falta de cultura, oportunismo, desrespeito pelos direitos individuais, desapego pelos valores sociais, etc

Mas Bush poderia ter sido um Presidente diferente, isto é claro, se fosse uma pessoa inteligente, e não um bimbo ignorante com manias de grandeza.
Bush começou o seu mandato com o 11 de Setembro. Com a tragédia, reuniu em si, um capital de confiança, de solidariedade, de união de todos os americanos, democratas ou republicanos, bem como toda a comunidade internacional. Mas Bush preferiu lançar no charco este sentimento mundial de compaixão e de feroz luta contra o terrorismo. Bush preferiu em vez de uma guerra sem trégua ao terrorismo, começar uma guerra errada, somente para proceder a um ajuste de contas familiar.
Passado 4 anos, Bush deixa como saldo:
Ø Um guerra no Iraque sem justificação, com elevadíssimos custos humanos para os próprios americanos
Ø Um Médio Oriente cada vez mais caótico, sem equilíbrios geo-politicos
Ø Uma opinião publica mundial de costa viradas para a América, em que os sentimentos Anti-America quadruplicaram
Ø Um elevado défice orçamental
Ø Um aumento das taxas de pobreza e desemprego na população americana
Ø Uma não política ambiental, de subalternizarão às grandes empresas químicas e petrolíferas que lhe financiaram a campanha.
Ø O rasgar do Acordo de Quito
Ø O reavivar do programa militar, maníaco depressivo da “Guerra das Estrelas”
Ø Um não sistema de saúde. Saúde somente para os ricos
Ø Um aumento do fosso entre os ricos e os pobres
Ø Um mundo mais inseguro, mais caótico, mais turbulento e deprimido

Esta é a herança de Bush. Espero que os americanos saibam pensar, raciocinar e nos livrem de vez, desta coisa chamada Bush, já no dia 2 de Novembro

António Cipriano


terça-feira, outubro 26, 2004

Eleições Americanas

No estado americano de Ohio, segundo o noticiado no Telejornal da RTP, o Partido Democrata, esta a contratar um batalhão de advogados para estarem presentes em cada secção de voto. Todo isto, porque os responsáveis do Partido Democrata suspeitam da possibilidade fraude ou manipulação eleitoral por parte dos partidários de Bush.
Pensava eu, que apesar de tudo, os EUA eram uma democracia já consolidada. Mas afinal, talvez não esteja muito distante de uma Ucrânia ou mesmo um Zimbabwe.
Pena é, que os EUA sejam somente a principal potencia mundial.

António Cipriano

segunda-feira, outubro 25, 2004

Surpresa


Hoje de manhã cedo, quando todas as pessoas guiam enlouquecidas pelo trânsito intenso de Lisboa, qual não foi o meu espanto e o delas de, em pleno Campo Grande, terem de parar o seu veículo para deixar atravessar a rua um belíssimo e altivo pavão que passava do jardim do Campo Grande para o passeio ao pé da Faculdade de Ciências. Ia ter com a (o) sua (seu) companheira (o) que já estava deitada num pedaço de relva. Quando saí das aulas, lá estavam outra vez no jardim do Campo Grande não dois mas sim três pavões. Nenhum deles se feriu pelos vistos e toda a cena deixou um sorriso na minha cara e proporcionou uma ocorrência fora do vulgar aos automobilistas. Foi a surpresa do inesperado. E a surpresa para mim é algo importante, pois muitas vezes perdemos a capacidade de nos surpreendermos.
PP
2 de Novembro aproxima-se

Aproxima-se "perigosamente" o dia de 2 de Novembro, dia das eleições norte-americanas. É um dia importante para a américa (as sondagens de opinião mostram que os americanos olham para esta eleição como sendo uma das mais importantes das últimas décadas), mas também para o resto do mundo (e nós somos humilde parte desse "resto do mundo").
Os últimos dias têm sido mais ríspidos, nos discursos públicos e também nos anúncios na televisão (veja-se o anúncio dos lobos, por parte do Partido Republicano). Os ataques multiplicam-se mas os candidatos visitam apenas um número restrito de estados. Porquê? Simplesmente porque, graças ao (antiquado) sistema eleitoral norte-americano, só alguns estados é que realmente interessam para esta eleição. Ganhar um estado por um voto ou por um milhão deles é exactamente o mesmo e significa uma vitória absoluta nesse estado. Assim, e como existem verdadeiros feudos eleitorais (casos da Califórnia e Nova Iorque para Kerry ou Texas e Indiana para Bush), apenas interessam, em termos de estratégia eleitoral, os "swing" states, ou seja, aqueles nos quais as votações serão, previsivelmente, renhidas. São estes que vão decidir a eleição, é sempre assim de quatro em quatro anos, com a diferença de que, desta vez, são vários os estados nesta situação (mais do que normalmente).
Na longa (isso é um dado adquirido) noite de 2 de Novembro, as atenções vão estar centradas em: Pennsylvania (21 votos, Philadelphia é território de Kerry mas Pittsburgh, cidade na qual viveu a mulher de Kerry, parece ser território pró-Bush), Ohio (20 votos, é este o estado que vai decidir tudo, segundo a maior parte dos analistas e jornalistas), Wisconsin (10 votos, Gore, Clinton e Dukakis ganharam aqui, mas desta vez as sondagens até dão uma ligeiríssima vantagem a Bush), Minnesota (10 votos, é outro estado tradicionalmente democrata mas que desta vez se apresenta renhido; o antigo wrestler e governador independente Jesse Ventura decidiu, recentemente, apoiar Kerry), Iowa (7 votos, é mais um estado que costuma ser democrata, estão a ver a ideia?), Missouri (11 votos, trivia: o vencedor deste estado costuma ser o vencedor nacional, apenas com uma única excepção em 1956), Arkansas (6 votos, território forte para os Republicanos, mas Clinton mostrou que é possível os Democratas ganharem lá), Colorado (9 votos, Kerry parece estar a desistir deste estado e a virar-se estrategicamente para outros), New Mexico (5 votos, aqui os votos hispânicos vão ser decisivos), Nevada (5 votos, a terra dos casinos!) e, finalmente, a Flórida (27 votos, e onde é que já vimos isto?).
Se repararem, estes são os estados que têm sido visitados pelos candidatos. Os outros já não lhes interessam, o que não deixa de ser uma maneira de fazer e estar na política bastante inusitada.
João Pedro

domingo, outubro 24, 2004

Política Energética

Cada dia que passa, alegadamente pela instabilidade do Iraque ou da Nigéria, pela diminuição da produção das plataformas do Golfo do México, pela estratégia de Putin de aniquilação do gigante YUKOS, o peço do Crude sobe sem parar, estando já nos 54 USD. Tais preços do Crude são indutores de enormes consequências para uma economia mundial já em recessão a algum tempo, extremamente dependente do Crude.
E se o Crude a 54 USD é problemático para países de primeiro plano como o Reino Unido, Canada ou Itália, mais gravoso é para economias pequenas, como Portugal.

Portugal é um pequeno país no extremo ocidental da Europa, sem poderes de influencia sobre o mercado petrolífero. Razão mais do que suficiente, para se ter desde à muito, uma política Energética devidamente planificada que reduzisse a dependência nacional do petróleo.
Portugal é o país da Europa com maior numero de horas de sol, tem uma imensa costa marítima propicia à exploração da energia das marés e das ondas, óptimas condições para a instalação de parques eólicos. No entanto, apesar dos deuses nos terem agraciado com tais benesses, preferimos enterrar a cabeça na areia !!!! Preferimos continuar a lapidar os escassos recursos financeiros em energias fosseis, exteriores e muito mais poluentes.

A nossa comunidade política preocupa-se em discutir as sestas do Primeiro Ministro, os últimos faît divers, esquecendo-se da realidade do país.
Quando é que o país acorda??

António Cipriano

sábado, outubro 23, 2004

Queda de um Dinossauro

Na ultima quinta feira, foi agradavelmente surpreendido com a notícia que Fidel Castro tinha caído, durante um discurso. No entanto, com muita pena minha, e de milhões de cubanos tratou-se apenas de um queda sem mal maior, limitando-se somente a uma fractura do joelho e a uma ferida no braço.
Com 78 anos, Fidel Castro o ultimo dos dinossauros ditadores comunistas, já não estará muito longe da queda final.
Pode ser que seja amanhã !!!

António Cipriano

sexta-feira, outubro 22, 2004

Namoradas de Portugal

O Imaginário dos portugueses nestes últimos 30 anos foi preenchido por variados rostos femininos, que simbolizavam os ideais de mulher, sob o titulo de “namorada de Portugal”.
Devido aos meus 26 anos, Catarina Furtado nos anos 90 foi o meu primeiro rosto de Portugal. Catarina Furtado, ora na Chuva de Estrelas, ora saltando de desafio em desafio, no “Caça ao Tesouro”, sob o pano de um sorriso angelical e um sinal diabolicamente sexy, encantava as famílias.
Já os finais dos anos 90, foram os anos de Barbara Guimarães. Mas à medida que se foi aculturando, enquanto discípula matrimonial de Carrilho, os seus encantos foram desvanecendo aos olhos dos portugueses.
Com a fronteira do ano 2000 3 mulheres se destacaram.
Fernanda Serrano ora Sex Bom, mulher fatal, ora menina de couro, ingénua, boazinha à medida das novelas da TVI. E se alguns ainda resistiam aos seus encantos, ou pelo seu alegado desempenho num filme veiculado na net, ou pela jogada do corte de cabelo e do matrimonio com Pedro Miguel Ramos, convenceram os mais difíceis.
Mas não podia faltar nesta lista uma loira explosiva, diabólica, destruidora de lares, meretriz dos seios grandes, ícone da Luxuria. Seu nome Marisa Cruz - ai Jesus !!!

Mas de longe aquela que no meu caso pessoal mais me encanta e fascina é Silvia Alberto. Dona de um beleza invulgar, um olhar doce com um misto de perigo, um sorriso confiante e terno, uma irreverência própria da idade, uma voz adocicada e um sinal provocante, é provavelmente no efémero, a actual namorada de Portugal. Quem será a próxima? Aceitam-se apostas !!!

António Cipriano

segunda-feira, outubro 18, 2004

Comentário aos Resultados das Eleições Regionais

Primeiro, gostava antes de mais referir que, para se fazerem sondagens assim, não vale a pena, porque apenas demonstra incompetência e talvez alguma falta de isenção. Digo isto porque, andarem a dizer durante 3 semanas que a coligação se estava a aproximar do P.S., afirmando inclusivamente na última semana, que havia a possibilidade de vitória da coligação e que certamente o vencedor nunca seria com maioria absoluta, demonstra duas coisas, primeiro que as sondagens têm a validade que têm, depois que a incompetência nas sondagens no que diz respeito aos Açores foram por demais evidentes, demonstrando talvez a vontade dos inquiridores em vez da vontade dos eleitores.
Uma esmagadora vitória do P.S., nos Açores, quase igualando o melhor resultado de sempre do P.S.D. nos tempos de Mota Amaral, uma vitoria que deu a maioria absoluta ao P.S. e um sinal claro do que pensam os Açorianos da coligação governamental. Quanto à coligação perdeu desta forma por isso mesmo, porque penso que se os partidos que formam a coligação tivessem ido para eleições separados talvez a derrota não tivesse sido tão grande, pelo menos no que diz respeito ao P.S.D..
Na Madeira, pelo que vi na televisão, Alberto João Jardim sem surpresa ganhou, mas desta vez com uma menor diferença no número de deputados em relação ao P.S., mas mesmo assim com uma vitoria clara de Alberto João Jardim (não digo vitória do P.S.D. porque.....), e assim lá teremos mais 4 anos de Alberto João Jardim, ou seja se tudo correr normalmente, vai conseguir chegar ao 30 anos de governação, ficando então só a faltar 18 anos para conseguir bater o recorde da outra ditadura que tivemos no país.
Vi também na televisão o discurso de Santana Lopes, foi um discurso académico, bem preparado, de forma a que não se reforce a ideia de derrota, o discurso do P.S., além do discurso de vitória, foi um discurso que bateu na tecla do costume, que estas eleições são uma lição e que o governo deve tirar as devidas ilações. O discurso do P.P., foi um discurso realista, dizendo que as eleições não foram boas para o partido, que foram uma derrota e um retrocesso. Mas eu preferia ver o Paulo Portas a dizer isto em vez do número dois do partido, porque começo a ficar com a impressão que Paulo Portas só dá a cara quando as coisas correm bem ao partido, ou para anunciar medidas demagógicas (mas pode muito bem ser só mau feitio da minha parte).
Para terminar apenas quero deixar uma nota, para uma asneira do costume na nossa comunicação social do continente, a certa altura na apresentação do perfil de Carlos César feito pela RTP, diz a narradora a certa altura: “ Carlos César, nasceu em Ponta Delgada e viveu nessa Ilha até...”, pessoal Ponta Delgada não é nenhuma Ilha, Ponta Delgada é uma cidade que fica na Ilha de São Miguel.


António Manuel Pinto Silvério Guimarães

domingo, outubro 17, 2004

Olegário Benquerença



O que dizer de um árbitro que resolve um jogo? Que não assinala três penalties claros? (puxam a Karadas; tentativa de agressão de Pepe e depois puxão do mesmo jogador a Karadas e por fim mão de Ricardo Costa) O que dizer do seu colega fiscal de linha, perdão arbítro auxiliar que não vê um golo que entrou meio metro dentro da baliza e ainda bate no poste, na parte de dentro do poste? O que dizer deste mesmo anormal que não vê um puxão de Areias sobre Geovanni? Pessoalmente acho que só existe uma solução possível, a irradiação deste árbitro e da sua equipa de arbitragem. Isto que se viu hoje no Estádio da Luz é o inverter vergonhoso do rumo dos acontecimentos e mal empregado o dinheiro que os árbitros recebem e que não sendo profissionais não é assim tão pouco pois a grande maioria dos portugueses não ganham nos seus trabalhos tanto quanto um árbitro ganha por jogo de noventa minutos e se verificarmos que podem arbitrar quatro jogos da SuperLiga por mês, imaginemos o dinheiro dado a este cultivo da mediocridade. Quando um jogador falha disciplinarmente é punido. Os árbitros, a bem da transparência também têm de ser. Um comentador da rádio referiu que nunca tinha dado um ZERO a um árbitro mas que este tinha de receber. Tenho dito.

PP

sábado, outubro 16, 2004

Primeiro Assalto

Não no Madison Square Garden de Nova Iorque, mas sim no recinto da Assembleia da Republica, na passada quinta feira assistimos ao primeiro assalto pelo titulo nacional de primeiro ministro.

Do lado direito do ringue, Pedro Santana Lopes, campeão em titulo via jogada dos bastidores. Detentor igualmente, dos títulos de pesos pesados da Figueira da Foz, do Túnel do Marquês, do Sporting, e de comentador desportivo.
Santana Lopes conhecido pelos seus golpes arriscados, pela sua popularidade na classe feminina, e pela sua teia de relações no mundo do futebol.

Do lado esquerdo do ringue, José Socrates, recente campeão socialista. É a sua primeira luta pelo titulo nacional. No seu palmares tem um conjunto de vitórias por KO sobre Manuel Alegre, João Soares e Elisa Ferreira, e os títulos regionais de campeão da co-incineração e do Discurso Vazio. Conhecido pelo seu grito mortal “Esquerda Moderna” , pelos seu golpes ultra-tecnologicos – “Teleponto e Novas Fronteiras”, e pelos fatos Armani.

O primeiro assalto foi equilibrado, embora com um pequena vantagem para Santana Lopes ao conseguiu evitar de Socrates o temível golpe “Marcelo Rebelo de Sousa”. Igualmente, Socrates foi prejudicado pela Liga não ter permitido, neste primeiro assalto o uso do master-golpe - Teleponto
Aguardarmos com expectativa os próximos assaltos.
António Cipriano
John Kerry


Os quatro temos clubes diferentes, assuntos de interesse diferentes, mas numa coisa concordamos, John Kerry para presidente dos USA.

PP
Vicente Araújo


Para quem não conhece o nome, o que não é difícil de acontecer, este é o presidente da Federação Portuguesa de Voleibol, que hoje inicia o seu campeonato da Divisão A1, desfalcado de alguns internacionais portugueses, fruto do trabalho desenvolvido na selecção nacional., tendo sido contratados por equipas estrangeiras. Não conhecendo pessoalmente Vicente Araújo, tenho dele uma ideia de pessoa séria, amante da sua modalidade e inteligente com a contratação do melhor treinador de Voleibol do século XX, Juan Diaz. Infelizmente este último não pode permanecer em Portugal, mas tenho a certeza que deixou o seu legado. A “culpa” deste desenvolvimento da modalidade tem de ser atribuído ao seu presidente. Pena não existirem mais presidentes de federações e ligas ditas profissionais como Vicente Araújo.

PP
360 ou 180 º


Esta foi uma semana muito complicada para mim com o regresso aos tempos de estudante. De uma semana para a outra, vejo-me a ir e a vir todos os dias úteis da semana de Caldas para Lisboa e de Lisboa para as Caldas. Pode-se dizer que a minha vida deu uma volta de 180º. Mesmo assim, sempre que penso nisso, não me posso esquecer da estória daquele ex-futebolista português que afirmava que a sua vida tinha dado uma volta de 360º.


PP

sexta-feira, outubro 15, 2004

Campanha Regional Nos Açores

Tive ontem oportunidade de assistir a um discurso por parte do actual Presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César ao vivo e a cores (fui obrigado visto que o discurso foi a 50 metros da minha casa). Um discurso simples, fácil de escrever e ainda mais fácil de assimilar por parte dos eleitores. Dizendo tudo o que fez de bom, apostando na continuação do desenvolvimento do arquipélago com os actuais projectos, atirando farpas à campanha da coligação, fazendo as habituais promessas que soam sempre tão bem aos ouvidos dos eleitores, falando também nos pontos da “praxe” que são a cota leiteira e as pescas. De qualquer forma, pelo que tenho visto, parece-me que Carlos César tem um discurso um pouco mais coerente que o actual cabeça de lista da coligação, Victor Cruz, cujo discurso apenas tem como objectivo atacar o actual Presidente do Governo Regional e é aqui que ele perde, porque quanto a ideias e projectos para os Açores, ele não apresentou grande coisa, apenas algumas ideias “clichés” (cota leiteira e pescas) e alguns pontos pouco concretos sem grande consistência, ou seja, como referi antes prefere sempre os ataques directos a Carlos César e ao seu governo regional.
De qualquer forma parece que os dois principais lideres se estão a esquecer de referir algumas coisas que seriam interessantes, como o grave problema da toxicodependência, que era um ponto que o Victor Cruz poderia utilizar, algo que lhe daria bastantes votos, mas era algo que exigiria muito trabalho, uma grande vontade e os dois preferem tapar os olhos com a peneira do que a comprometerem-se com algo que depois seria tão difícil de cumprir.
Quanto aos outros partidos, fazem aqui o que fazem no continente, tentam ganhar alguns votos de forma a ter algum peso para qualquer eventual coligação, sendo que desta vez terá mais um partido visto que o Bloco de Esquerda vai pela primeira vez, concorrer ao Governo Regional dos Açores.
As sondagens dão uma ligeira vantagem ao P.S., de qualquer forma, ganhe quem ganhar, é quase certo que será com uma pequena margem o que depois poderá trazer problemas, porque não acredito que eles arranjem plataformas de concertação para a boa governação dos Açores, sendo muito mais provável que a Assembleia Regional sirva apenas como campo de batalha para a politiquice barata.
António Manuel P. S. Guimarães

quarta-feira, outubro 13, 2004

Guiné Bissau

Nas Agencias de Viagens, o inicio de Outono é marcado por um corrupio de clientes solicitando programas de turismo para a Guiné Bissau, de modo a poderem presenciar as já célebres revoltas militares de outono. Os militares da Guiné, no âmbito de uma política devidamente planeada e organizada em estreita cooperação como o ministério do turismo e as agencias de viagens internacionais, traçam com antecedência os planos para a revolta militar de cada ano.
Os turistas percorrem os circuito – Embaixada de Portugal – Paiol militar de Brá – Quartéis de Bissau – Visita aos feridos no hospital central de Bissau - Percurso radical, da troca de tiros na zona do mercado municipal e na sede do governo.

Este ano, mais uma vez a revolta militar foi um sucesso, com as tropas na ruas, a morte dos chefes militares do exercito, os receios dos estrangeiros.
Pena mesmo só, a não participação este ano de dois dos grandes animadores turísticos, Nino Vieira e o Homem do Barrete Vermelho, Kumba Alá
António Cipriano

segunda-feira, outubro 11, 2004

Eleições Regionais na Madeira


O PS numa tentativa desesperado de pelo menos não ter uma derrota humilhante como sempre, apostou forte.

Todos os comícios, para além do discurso do líder do PS Madeira que mem os militantes socialistas conhecem, apresenta como cabeça de cartaz, a musica de Quim Barreiros. Ao som de “Chupa Teresa”, “O mestre de Culinária”, “Quero cheirar teu Bacalhau”, lá se vão animando os populares, como que dizendo - o PS também é divertido, e pitoresco. No intervalo do concerto lá se dizem meia dúzias de verdades sobre o (des)governo de Alberto João Jardim.

Já o PSD Madeira, apostou na continuidade, ou seja no populismo extremo, com muitas ofensas, banalidades e cantorias. Como inovação só mesmo o Circo Cardinalli. Em cada comício do PSD Madeira, malabaristas, domadores de leões, trapezistas, adocicam a populaça para o grande momento da noite – A Actuação do grande palhaço, Alberto João Jardim.
António Cipriano

sábado, outubro 09, 2004

Ricardo



Depois do brilhante empate de Portugal no Liechtenstein, Ricardo foi o jogador mais em foco. Ele está prestes a assinar o contrato da sua vida. Não, não se trata de um clube de futebol que queira encher os cofres do clube de Alvalade, mas as marcas Planta, Flora, Becel, Matinal, Vaqueiro estão todas a procurar contratá-lo para os seus próximos contratos publicitários.

PP
E o segundo debate não resolve nada


Em St. Louis, realizou-se esta noite o segundo debate nacional da campanha eleitoral nos EUA. No primeiro debate, Kerry surpreendeu pela positiva (esteve calmo, demonstrou conhecimento dos temas em debate, foi mais claro nas suas respostas) e Bush pela negativa (essencialmente por não conseguir esconder alguma frustração e irritação). O resultado foi imediato: a vantagem que o Partido Republicano herdou da sua Convenção esfumou-se e o "caos" caíu novamente sobre as sondagens.
Este segundo debate, de formato bastante diferente do primeiro (um formato mais informal, digamos), foi mais incisivo sobre determinados assuntos, mas menos claro em relação ao vencedor. Iraque, terrorismo, draft militar, saúde, política fiscal, foram os principais assuntos em debate. E foi um debate mais vivo que o primeiro, no sentido em que ambos os candidatos resolveram "tirar as luvas" e serem mais agressivos, particularmente o actual presidente. O primeiro debate teve em Kerry um vencedor claro e isso teve efeito sobre as sondagens, mas a sensação que fica em relação a este segundo debate é a de que, para além da necessária clarificação em termos de algumas posições, ele não irá alterar o rumo dos votos.
O pós-debate também é importante, muito por causa do hábito delicioso que existe na política americana de utilizar "spin doctors" conhecidos para darem as suas opiniões (leia-se defender a performance dos seus candidatos) junto das televisões. Hillary Clinton e George Pataki foram dois dos nomes mais omnipresentes esta noite junto das televisões norte-americanas. Não deixa de ser interessante: ambos são apontados como podendo concorrer à Casa Branca já em 2008, pelos seus respectivos partidos.
Um aparte: Barack Obama é um nome a observar, um jovem político inspirador de massas em rápida ascenção na política americana.
Esperemos então pelo terceiro e final debate. E, já agora, vejam os dois clips cómicos em http://www.jibjab.com/ ("This Land" e "Good to be in DC").
João Pedro

sexta-feira, outubro 08, 2004


Quanto à saída do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa


Confesso que não era um telespectador assíduo dos comentários do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, não por não gostar de o ouvir, (porque ele é uma pessoa com uma capacidade intelectual genial, que tomara muitos políticos no activo terem), mas por não gostar da TVI. Mas de qualquer forma fiquei triste por saber que ele vai deixar de colaborar com a TVI, deixando um vazio muito grande nos comentários de opinião de qualidade na televisão nacional e eventualmente o único motivo de interesse que a TVI ainda tinha. Gostava de saber qual terá sido a conversa que ele teve com o director geral da média capital, para tomar esta posição, mas penso que a ser verdade “aquilo que se diz”, o director geral da média capital nunca devia ter cedido às pressões, correndo o risco de tirar ainda mais crédito ao seu canal de televisão. A causa de todo este problema está nos comentários infelizes de um responsável do governo, que demonstra que o governo não sabe aceitar criticas e sinceramente fica a ligeira impressão que tem o dedinho na saída do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa da TVI, o que a ter acontecido poderá abrir um grave precedente no que diz respeito na liberdade de consciência em Portugal.
Gostava também de saber o resultado da conversa que houve entre o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa e o Presidente da República no dia 7 de Outubro, visto que é mais que óbvio que o tema desta conversa foi sobre este estranho caso de "pseudo-censura".
António Manuel Pinto S. Guimarães
“Mais Respeito!”

Este foi o pedido feito pelo ministro da defesa e assuntos do mar, quando estava a comentar as criticas feitas ao subsidio que o seu ministério passou a dispor aos antigos combatentes da guerra do ultramar. Ele pede mais respeito pelo esforço feito pelo governo para conseguir criar este subsidio, dizendo que para quem vive com dificuldades, este subsidio será mais um cheque no fim do ano! Porque afinal é disso mesmo que se trata, de um cheque a mais no fim do ano, com um saldo que não chega nem pouco mais ou menos sequer a um ordenado mínimo nacional, ele pede mais respeito quando foi ele com este subsidio, que faltou ao respeito para com os antigos combatentes do ultramar, homens que foram para uma guerra, sem saberem para onde iam, sem que ninguém lhes tivesse perguntado se queriam ir, sabendo apenas que eram obrigados a lutar numa guerra cuja probabilidade de não regressarem vivos era elevada. Obrigados a lutar numa guerra porque o Estado Novo no meio da sua insanidade ditatorial assim o determinava, pois das colónias dependia a sobrevivência da ditadura. Escudados numa revolução e num novo regime, os governantes que vieram depois do 25 de Abril de 74, no seu processo de “fazer de conta que nunca houve guerra”, preferiram fechar os olhos e marginalizar os combatentes, porque isso era sempre mais fácil do que pagar aquilo que era devido, nem ao menos fizeram com que o tempo desperdiçado na guerra contasse como tempo de serviço para efeitos de reforma.
Já em 2002 quando estávamos na campanha eleitoral muitas vezes ouvimos Paulo Portas a dizer que ia criar este subsidio, depois de entrar no governo disse que ia lutar por este subsidio, e de facto conseguiu cria-lo, consegui um subsidio miserável, que apenas é mais uma achega na falta de respeito que os nossos governantes têm tido para com os nossos ex-combatentes do ultramar. Para isto senhor ministro mais valia a pena ter estado quieto e ignorar também os ex-combatentes, porque a serem ignorados já eles estão habituados, mas quanto a serem gozados penso que é novidade.



António Manuel Pinto Silvério Guimarães
Eleições Regionais nos Açores


Carlos César presidente em exercício do governo regional dos açores, e candidato do PS à reeleição, prometeu num comício eleitoral, criar no arquipélago uma rede de auto-estradas SCUT totalmente gratuitas.Trata-se de mais uma medida de Carlos César visando diminuir as distancias entre as ilhas. Estou já a ver, a SCUT A1, entre São Miguel e a Terceira, e a A2 entre o Corvo e as Flores.

Quanto ao PSD, o líder Regional Vítor Cruz vem apostando num “Franchising” de Alberto João Jardim, distribuindo beijos e mais beijos, e cantando nos comícios.
Assim vai a política insular.

António Cipriano
O Pêndulo de Foucault


Confesso que fui mais um dos muitos que leram o Código Da Vinci, um livro com um bom ritmo que prende um leitor, possivelmente até aqueles que não estão habituados a ler. Depois de o ter feito, por influência de amigos meus, li no mês passado O Pêndulo de Foucault de Umberto Eco, um livro editado em 1989, que aborda temas muito semelhantes ao Código Da Vinci. A Wikipedia refere-se inclusive ao Pêndulo de Foucault como o Código Da Vinci para o homem pensante. E, finda a leitura, é mesmo essa impressão que perdura. A ambiguidade do livro, as múltiplas referências bibliográficas em que qualquer leitor pode ir à procura desses livros e estudá-los, transforma o Pêndulo de Foucault em mais do que um romance. A ironia de Umberto Eco é deliciosa transformando um livro de quinhentas e sessenta páginas numa leitura agradável.


PP

quinta-feira, outubro 07, 2004

Censura

Ao longo de quatro anos e meio, Marcelo Rebelo de Sousa com a sua sessão dominical, diminiu o fosso entre a política e os portugueses, conseguindo de uma forma pedagógica, explicar com palavras simples, os problemas que ao país e o mundo se colocam.
Marcelo no seu estilo próprio, para além de esclarecer os portugueses, foi sistematicamente, e dando corpo ao principio constitucional da liberdade de expressão, elogiando personagens e instituições, bem como criticando todos aqueles que no seu ponto de vista mereciam ser repreendidos pelos seus actos.
Marcelo, criticando corrosivamente primeiro o governo socialista de Guterres, e depois os governos do PSD, em particular o de Santana Lopes foi criando inimizades, anticorpos que o fizeram uma personagem pouco querida dos círculos de poder, mesmo dentro do seu partido.
À verdade é que Marcelo, com os seus comentários criou junto da opinião publica uma áurea de credibilidade e respeito, mesmo quando exagerava em algum comentário.

Este governo, deste o inicio que demonstrou pouca tolerância à diferença de pontos de vistas, mas nunca se esperava que chegasse a este ponto. Rui Gomes da Silva, personagem sombria, tenebrosa, caricata, pouco inteligente, apalhaçada, cuja única virtude é ser amigo de sempre de Santana Lopes, utilizando um discurso salazarento, tentou “silenciar”, Marcelo. O PSD sempre foi um partido liberal, democrático, em que a profusão de opiniões é uma das suas riquezas. Hoje, pela mão de Santana Lopes e dos seus gorilas, está a tornar-se um partido de boys, com o qual não me reconheço. Sei que este caminho será breve. Santana Lopes ou ganha juízo, volta aos caminhos da credibilidade, do sentido de estado, que o PSD sempre habituou os portugueses, ou será recordado pelo partido como um erro de casting, como a ovelha negra da história do Partido. Santana ainda está tempo de mudar de comportamento.
Quanto Marcelo, saiu de vitima perante a opinião publica. Os portugueses não o esquecem. Marcelo com este episódio esta mais vivo politicamente que nunca.
António Cipriano

quarta-feira, outubro 06, 2004

Marcelo Rebelo de Sousa


É com tristeza que vejo ser anunciado o cessar imediato dos comentários do Professor Marcelo Rebelo de Sousa, depois de quatro anos e meios. E a minha pena é ainda maior pelo facto se ter sido durante a maior parte do tempo a única mais valia da TVI. Apenas recentemente com a passagem dos jogos da SuperLiga é que a TVI apresentou outra mais valia. Pelos vistos, duas mais valias era já muito para um canal como a TVI. Já agora, alguém sabe onde anda a liberdade de expressão por estes dias? Pelos vistos ela não anda com Santana Lopes.

PP
12 anos de Televisão Privada

Comemoramos hoje, 12 anos de Televisão Privada. Em 1992, as expectativas eram mais que muitas. Todos esperávamos, uma televisão diferente, mais abrangente, com informação credível, não manipulada pelo poder político, o reforço da ficção nacional e as grandes series internacionais.
A verdade é que 12 anos depois, o panorama televisivo em Portugal é bem pior. Cedendo ao populismo fácil, à brejeirice, à ignorância, temos hoje, com o contributo especial da TVI, uma televisão de terceiro mundo.
Quanto à RTP, depois de anos de travessia do deserto, do agudizar do défice, da copia do pior das privadas, tem vindo recentemente a trilhar melhores caminhos, apostando numa programação mais equilibrada, mais consentânea com o conceito de serviço publico.

Boa Televisão existe, mas no cabo. SIC Notícias, SIC, Radical são bons exemplos, infelizmente só acessíveis a uma minoria de privilegiados.

António Cipriano

terça-feira, outubro 05, 2004

Rússia e Quioto


Não deixou de ser um pouco inusitado ouvir a notícia de que o governo russo resolveu ratificar o protocolo de Quioto, após vários avanços e recuos (os conselheiros de Putin desaconselharam-no a tomar esta decisão, por questões conexas à competitividade económica). Embora eu não me considere especialmente sensível em relação às questões ambientais, a verdade é que se torna necessário ver este desenrolar de acontecimentos com optimismo.
A Rússia é responsável por cerca de 17% das emissões de dióxido de carbono a nível mundial e esta adesão significa, finalmente, o que parecia uma miragem: o protocolo tem agora as condições necessárias para entrar em vigor.
Mas não se trata só disso, trata-se também de uma forma de "pressão" sobre o governo americano. É largamente sabido que os EUA resolveram abandonar o protocolo em 2001, o que criou autênticas ondas de choque internacionais em protesto por tal decisão "egoísta" (atrevo-me a chamar-lhe isso). Agora os EUA ficam mais pressionados do que nunca, mais isolados, face a esta decisão russa; sabemos também que é costume que o governo americano decida agir de forma isolada, sem impedimentos ou remorsos. Mas estamos também em ano de eleições, e este tornou-se, de repente, um tópico que importa novamente trazer à discussão política nos EUA.
João Pedro

segunda-feira, outubro 04, 2004

País das Pontes

Portugal já tinha uma Ponte 25 de Abril, uma Ponte Vasco da Gama, uma Ponte da Arrábida, uma Ponte D. Maria. Hoje foi inaugurado a Ponte da Tolerância e Produtividade.

Efectivamente, em consonância com as palavras em tom de “Conversa em Família” de Bagão Felix, o país precisava de trabalhar com afinco, de lutar contra o desperdício, de incorporar o valor da Produtividade. Para a concretização destes objectivos, o Primeiro Ministro lançou hoje mais uma medida para a produtividade da função publica, em especial do subsector do ensino, com a promulgação da Tolerância de Ponto no dia de hoje.

Para completar o ramalhete, Carvalho da Silva, intrépido defensor dos trabalhadores, contra a exploração destes, pelo patronato, mostrou-se contra a tolerância de ponto

Às vezes penso que vivemos num país de esquizofrénicos !!!!

António Cipriano


domingo, outubro 03, 2004

Turquia na U.E
Uma das primeiras e mais difíceis deliberação de Durão Barroso na Presidência da Comissão Europeia, prende-se com a decisão, da possível adesão da Turquia à União Europeia, no Conselho Europeu de 17 de dezembro.

A Turquia é um monstro de 75 Milhões de Habitantes e de 800.000 km2, em que grande parte do seu território se situa na Ásia. O PIB per capita representa 26,5 % da media comunitária, 99% da população é muçulmana, e onde existem ainda graves falhas ao nível dos direitos humanos.
Numa analise simplista, e baseado-se no facto da Turquia ser um país de cultura Islâmica, tradicionalista, com um grau de desenvolvimento económico, social e educativo ainda muito rudimentar, a decisão a apontar seria um NÃO categórico.

No entanto, nas questões de geopolítica nada é tão fácil. Desde 1960 que a Europa Ocidental vem acenando, prometendo para um futuro próximo, a adesão da Turquia à U.E. De lá para cá, já passaram mais de 40 anos. A Turquia pacientemente e considerando a adesão à U.E um desígnio nacional, tem vindo a fazer um esforço progressivo de aproximação à Europa, no que diz respeito aos sistemas económico, legislativo e penal. Aliás, desde Atatürk a Turquia optou por ser um estado laico, com a consequente separação entre a religião e o estado. A Turquia é Membro da NATO, do Conselho da Europa, e até os seus clubes de futebol participam nas competições Europeias.
Obviamente que a Turquia ainda tem muitas mudanças a operar, nomeadamente na aproximação do código penal ao modelo europeu, no respeito dos direitos humanos, no respeito pelas minorias (população curda). No entanto, no meu entender a Europa não pode negar à Turquia a adesão a U.E, só porque é um país de religião diferente.
Deve estabelecer um conjunto de critérios. Se esses critérios forem cumpridos, cabe à Europa receber a Turquia de braços abertos com mais um irmão no projecto Europeu.

O Não à Turquia, seria um descalabro para a próxima Europa. Depois de tantas expectativas criadas, ao longo de tantos anos, a Turquia mergulharia mas mãos do Fundamentalismo Islâmico. A população viria que todos os sacrifícios não teriam valido apena. À Turquia só lhe restava enveredar pelo caminho da Síria, do Irão, da Arábia Saudita, tornar-se um Estado asiático e islâmico.
Ou seja a Europa passava a ter às suas portas um barril de pólvora, um ninho de terroristas, dispostos a aniquilar a Europa.
A Europa deve ver a Turquia como um grande desafio, como uma oportunidade de construir um projecto multicultural, multi-étnico, de fronteiras alargadas, democrático e tolerante, e economicamente poderoso. Só assim ,teremos uma Europa como uma potência mundial, forte, capaz de fazer frente, economicamente e politicamente aos E.U.A é à China.
António Cipriano


sábado, outubro 02, 2004

Companhias Duvidosas

Manuel Seabra e Narciso Miranda, em virtude dos acontecimentos na lota de Matosinhos que objectivamente foram indutores da morte do Professor Sousa Franco, foram impedidos de concorrer a cargos políticos pelo PS.

No entanto, quer Manuel Seabra, quer Narciso Miranda, marcaram presença no congresso do PS. Segundo noticiava a Sic Noticias, tudo leva a querer, que estes serão eleitos membros do Concelho Nacional do PS, com os votos dos correligionários do novo Secretário Geral

Onde está a moral do PS? É assim que se presta homenagem ao professor Sousa Franco? É com figuras ridículas, perigosas que representam o pior da política, nos órgãos nacional do PS, que o partido se apresenta aos olhos do portugueses como alternativa de Poder?
Por este caminho, cedendo à logica do poder pelo poder, ainda vamos ver Narciso ou Seabra candidato à Câmara de Matosinhos

António Cipriano

sexta-feira, outubro 01, 2004

Taça UEFA



Ontem foi dia de competições europeias para cinco equipas portuguesas. Benfica venceu de forma fácil o mais frágil opositor com uma equipa de reservas. O Nacional foi inexperiente, perdendo com um Sevilha superior. O Sporting de Braga foi uma desilusão. Perdeu com um clube escocês do meio da tabela e pode-se mesmo referir que é do meio da tabela visto que o campeonato escocês tem dez equipas. Apesar de ser superior, o Braga não conseguiu mais do que um empate. Não é de estranhar, afinal o seu treinador é um medroso Jesualdo Ferreira que não sabe jogar para ganhar, apenas para não perder. O Marítimo do meu ex-professor de Futebol na faculdade, Mariano Barreto está de parabéns. Perante um grande europeu fincou o pé e só caiu nos penalties.
O maior destaque no entanto tem de ir para o Sporting. Empatar fora sem golos e a jogar com o central Hugo é obra. No entanto nem tudo está bem no reino do leão, ou melhor, nada está bem. José Peseiro é um bom treinador para um pequeno clube, mas ainda nada tinha provado para ir treinar o Sporting, apesar deste ter mantido praticamente o mesmo plantel que na época transacta. Ele foi muito imfeliz ao dizer que achava o plantel à sua disposição o melhor do campeonato português por diversas razões que se podem enumerar algumas:
- esse plantel tinha ficado em terceiro lugar;
- o campeão português foi campeão europeu enquanto o Sporting perdeu com uns desconhecidos turcos;
- a inadequação da táctica de Fernando Santos, erro que continua a ser perpetrado por Peseiro;
- o desiquilibrio das alas, onde o Sporting não tem extremos, nem num lado nem no outro, apenas adaptações.
Não sei bem qual foi a intenção de Peseiro ao assumir que tinha o melhor plantel, talvez incentivar os jogadores, mas seja qual a intenção foi errada. Um plantel pertence a um clube e num clube desta envergadura não se podem dizer palavras que fiquem impunes, pois cria expectativas nos dirigentes de igual forma. Culpado para a crise do Sporting no campeonato português, nunca foi tão fácil culpar uma só pessoa, visto que a crise ainda não acabou, em cento e oitenta minutos o Sporting não marcou um único golo.

PP

quarta-feira, setembro 29, 2004

Darfur

Na cena internacional, os holofotes dos media e das esferas de poder estão concentrados no Iraque e no terrorismo internacional. No entanto muitos outras cancros lavram por este mundo. Actualmente no Sudão, país africano, mais concretamente na região de Darfur, acontece uma verdadeira chacina do qual só este ano já se contabilizaram 50.000 mortos, fora os feridos, deslocados e as vitimas da fome é da malária.
O Sudão é um país dividido em duas comunidades. A norte a comunidade árabe, muçulmana, detentora desde sempre do poder, que sob a capa de milícias populares tem vindo a realizar uma limpeza étnica da população da comunidade negra, animista e cristã de religião que habita o sul do país.
Da comunidade internacional temos vistos apelos e recomendações fracas à paz e ao respeito pelos direitos do homem. E porque este desinteresse? Bem a China, para manter as elevadas taxas de crescimento precisa do petróleo que o regime pérfido do Sudão lhe vende, a Rússia é a principal fornecedora de armas ao governo sudanes, e os EUA lá estão entretidos como o Iraque.
Perante estas hipocrisias do poder, vive-se um silêncio ensurdecedor e criminoso.
Enquanto isto, crianças, populações inocentes vão morrendo.

António Cipriano
A “crise das colocações”

Mais uma vez, os nossos governantes demonstraram como com incompetência e indigência se consegue ridicularizar cada vez mais a imagem do nosso pais. Foi demasiado infeliz esta crise com a colocação dos professores este ano. Depois de impedirem a entrada dos estagiários nos concursos deste ano (o que reduz substancialmente o número de candidatos), depois de terem informatizado todo o sistema e depois de tornarem o processo de candidatura bastante complicado, sabendo o candidato que qualquer erro vai levar a que a sua candidatura fique provisoriamente cancelada. Tendo todas estas medidas como objectivo final fazer com que o processo de colocação seja mais rápido de modo a que tudo esteja a postos no início do ano lectivo para que este comece sem os sobressaltos do costume. Mas aconteceu curiosamente o inverso. As aulas vão continuar mais tarde, vai haver ainda cadeiras sem professores (como de costume) e vão ser feitas colocações à última da hora. Com todo isto pode-se facilmente chegar a uma conclusão final, podem informatizar o sistema, podem diminuir drasticamente o número de candidatos, recusando a milhares o direito a exercerem a profissão para a qual se especializaram, podem alterar todo o processo que nada vai mudar, pelo menos até que a incompetência de alguns altos funcionários do Ministério da Educação continue a ser tolerada, não falo da Ministra que é face visível da crise, mas sim de alguns conselheiros e secretários que agem nos bastidores e que mesmo que a Ministra seja demitida, se vão manter nos seus cargos a receber os seus ordenados e a exercer impunemente a sua incompetência, sem que ninguém tenha a coragem de os submeter a inquérito, porque por aqui, é mais fácil tentar esquecer para depois cair na mesma asneira.
Se isto continuar assim, então este não foi o ultimo episódio desta novela, foi apenas mais um e o próximo será no início do ano lectivo 2005/2006.



António Manuel Pinto Silvério Guimarães

terça-feira, setembro 28, 2004

A silly season não ocorre só na política


Para os chineses, alguns dos seus anos estão sob o signo do dragão; 2003, para Portugal, esteve sob o signo de algo-muito-mau porque quase tudo correu mal (foram os incêndios, foram os escândalos de pedofilia, Bragança na capa da Time exposta como o "red district" da europa, os sucessivos casos de pessoas a conduzir fora-de-mão nas auto-estradas, etc). 2004 seria então o ano em que "pelo menos pior não pode acontecer". O euro correu bem, quer em termos desportivos, quer em termos de organização, e as coisas, em geral, pareciam estar a correr de uma forma mais "suave".
Mas a silly season resolveu bater novamente à porta. E não, nem me refiro aos problemas na colocação dos professores. Refiro-me antes ao jovem sem carta de condução que resolveu matar 3 pessoas num "desleixo" numa corrida de carros em Palmela. Num país que costuma ser de brandos costumes, resta saber se a defesa conseguirá reduzir a acusação para "homocídio involuntário". Mas o choque corre muito mais fundo. Para pessoas minimamente normais (e sim, eu tento-me humildemente incluir nessa categoria) a situação do assassinato da Joana nunca conseguirá passar de uma tremenda aberração. Como é possível matar uma filha? Bem, por outro lado, estamos a falar de uma mãe (e de um tio que também estará envolvido) que, ao que parece, terá chegado a vender um filho. Ah pronto, então já se percebe mais facilmente que se espanque uma criança de 8 anos até à morte (oh, o sarcasmo!). "To add insult to injury", os assassinos ainda resolvem dar "baile" às autoridades, tendo já dado mais de 20 pistas falsas sobre a localização do corpo da menina. É fácil falar, mas acho que a paciência já devia ter acabado após a segunda ou terceira pista falsa.
O país está em choque e os especialistas dizem que vão tentar encontrar explicações para os motivos por detrás deste homicídio inqualificável. Explicações para quê?

João Pedro


segunda-feira, setembro 27, 2004

"Vitória Retumbante"


E quem diria que uma das frases mais sonantes na noite eleitoral do PS seria de João Soares? De qualquer forma, é uma frase que resume o que se passou. Dúvidas persistiam sobre a possibilidade de existir uma hipotética segunda volta, sendo certo que agora parecem muito despropositadas. Essas dúvidas tinham, essencialmente, duas vertentes: os votos que Manuel Alegre iria conseguir por virtude de alguns apoios de peso que possuía, para além do espaço ideológico que representa e também, embora em menor escala, os votos que João Soares poderia vir a conseguir na zona de Lisboa e arredores. Uma votação, em cerca de 30 mil militantes, de quase 80% soa, como um analista político aludiu, a uma votação "albanesa". A realidade resumir-se-á, porventura, ao chamado voto pragmático; existirão inúmeros casos de militantes que, embora situados ideologicamente perto de Manuel Alegre, terão votado em Sócrates por considerarem que este é a melhor solução para o futuro do partido.
O duelo entre Santana Lopes e José Sócrates é um duelo "desejado", se assim lhe podemos chamar. Santana Lopes entrou com o pé esquerdo no exercício das suas funções, mas tem ainda tempo para mostrar trabalho e dar a volta à situação. Sócrates irá tentar transformar esta votação massiva numa bola de neve eleitoral que o leve ao poder. Já em breve, as eleições regionais na Madeira e nos Açores, com vitórias previsíveis para ambos os lados. Os debates que Santana Lopes e Sócrates encetaram na RTP 1 assumem agora uma dimensão nacional.
João Pedro

domingo, setembro 26, 2004

Eleições no Iraque

Esta semana Donald Rumsfeld surpreendeu o mundo ao afirmar que as eleições no Iraque, calendarizadas para janeiro de 2005 vão avançar, independentemente de todo o Iraque, ou partes, não participarem no acto eleitoral. Segundo Donald Rumsfeld, as regiões do Iraque não controladas totalmente pelo exercito americano serão excluídas do processo eleitoral. Teremos então, um governo representativo não do povo iraquiano, mas dos amigos de Donald Rumsfeld.
Mais uma lição de democracia dos EUA ao mundo.

António Cipriano

sexta-feira, setembro 24, 2004

A transparência nos concursos públicos


Como leitor do jornal Gazeta das Caldas, não pude deixar de reparar numa situação estranha nas suas páginas, embora para isso nada contribua o jornal em si. No referido semanário, nº 4513, datado de 17 de Setembro de 2004, na pag. 49 dedicada à publicidade aparece um concurso público aberto pela Câmara de Óbidos para as inscrições com vista a dois lugares de técnico superior estagiário com licenciatura em Desporto. O estranho da situação é que o prazo de candidatura expirava dia... 17 de Setembro de 2004 às 16 horas, ou seja, exactamente o dia em que o jornal é posto à venda nas bancas. Fica a dúvida se foi lapso da própria Câmara ou se os dois lugares já estavam previamente entregues e o concurso não passa de uma formalidade necessária. Enfim, é esta a transparência nos concursos públicos.


PP
El défice Grego

O Banco Central Europeu chegou à conclusão de que o anterior governo grego adoptou a táctica, em termos de défice público e face às exigências do Pacto de Estabilidade e Crescimento, de "vamos aldrabar as contas". Ao que parece, durante estes últimos quatro anos, o valor do défice público da Grécia tem sido "maquilhado" (expressão soft para substituir o tal "aldrabado"), de forma a estar abaixo dos 3% do PIB. Isto é mau, mas veja-se ainda mais longe: a Grécia aderiu à zona euro em 2001, com um valor de défice público de 2000 cifrado em 2,3% do PIB; na realidade, essa adesão deu-se com um défice de 4,1%, sabe-se agora. E nós, fazemos sacrifícios para quê? Quando se julgava que o PEC não poderia descer mais baixo...
Para o ano de 2004, a história afigura-se ainda pior, por causa dos Jogos Olímpicos. A derrapagem orçamental, que se deu principalmente ao nível das despesas com segurança (e viva a Al-Qaeda), vai ajudar a projectar o défice anual para um valor acima dos 5% (estou a falar do défice real, não do outro). É claro que podem sempre recorrer novamente a esta táctica de chegarem ao pé do Eurostat com uma conversa do género "amigos, certifiquem-nos aqui estes valores falsos de finanças públicas, se fizerem o favor". Por cá vendeu-se património, entre outras medidas extraordinárias, por lá apenas se alteraram uns números.

João Pedro

quinta-feira, setembro 23, 2004

RTP

Sou daquelas pessoas que gosta de criticar, mas também sei elogiar quando é o caso.
Hoje, não posso deixar de dar uma palavra de apreço ao governo pela restruturação da RTP. Ficamos a saber que a RTP pela primeira vez em 10 anos deu lucro. De um resultado negativo de 52 milhões de Euros no primeiro semestre de 2003, a RTP passou para um lucro de 4 Milhões de Euros no primeiro semestre. Igualmente não posso deixar de referir que a programação da RTP tem vindo a melhorar, apostando na informação de qualidade, ficção nacional, bom cinema e programas de entretimento, fugindo ao populismo fácil.
Por tudo isto Morais Sarmento e Almerindo Marques estão de parabéns.

António Cipriano

quarta-feira, setembro 22, 2004

Ano Lectivo


Portugal é especialista em situações ridículas, despropositadas e totalmente inusitadas.
Como o sistema de colocações de professores aconteceu mais um desses factos inacreditáveis. Aparentemente um gap, uma falha informática, proporcionou um problema que afectou milhares de pessoas, professores, famílias e estudantes. Estranho é o ministério e os seus responsáveis, terem deixado a situação apodrecer, evoluir no tempo. Isto só denota dos responsáveis, falta de planeamento, falta de proactividade, falta de preparação para enfrentar os problemas, mas acima de tudo falta de competência e irresponsabilidade.

Os que os Portugueses esperam é uma solução rápida, e o apuramento de responsabilidades.
Já estamos todos fartos da culpa morrer solteira. Cabeças, mas sobretudo processos, metodologias e o aparelho tem de mudar.
António Cipriano

segunda-feira, setembro 20, 2004

Aloe Vera

Depois da revolução da roda, da expansão dos séculos XV e XVI, da ida do homem ao espaço e mais recentemente da revolução dos Bífidos Activos, a humanidade é agora contemplada e massacrada com anúncios televisivos, atrás de anúncios televisivos, de mais uma revolução - A Revolução Aloe Vera

Yogurt, gelados, detergentes, champo, óleos vegetais, cremes de beleza, e já há quem fale dos preservativos com Aloe Vera. Produto que se deseje, leva Aloe Vera. Mas afinal o que é o Aloe Vera?

Após uma pesquisa na net fiquei a saber que o, Aloe Vera é uma planta, (também conhecida pela Planta do cacto), que vem das férteis plantações do vale do rio grande, a sul do Texas, e da Republica Dominicana. Segundo os peritos, o Aloe Vera é conhecido pelo seu poder em aliviar a dor, penetra nas enzimas que causam inflamação combatendo-a, sendo indicado para pessoas com problemas de digestão, para eliminar o colesterol, controlar e curar: Ulceras estomacais ; Hipertensão ; Insónias ; Problemas digestivos ; Artrite ; Anemia ; Reumatismo Tuberculose ; Varises ; osteoporose ; e mesmo até o déficit e a inflação.

Perante isto tudo, pergunto – Onde esta o Ministro da Saúde? Genéricos, transplantes, cirurgias – para que? O Aloe Vera é a solução para os buracos do sistema nacional de saúde, e para a felicidade de nacional

O Primeiro ministro, e os senhores deputados que tomem muito Aloe Vera, para bem da nação.
António Cipriano

sábado, setembro 18, 2004

A vez dos Jogos Paralímpicos



Foi ontem a cerimónia de abertura dos JP. Aproveito para desejar as maiores felicidades a todos os atletas, especialmente a uma atleta que tive o prazer de conhecer, Maria Odete Fiúza. Para as pessoas que ainda não descobriram estes nossos altetas, apenas refiro que só nos JP de Sydney trouxeram mais medalhas do que todas as delegações portuguesas em JO, sem no entanto receberem subsídios de jeito, situação que Santana Lopes promete rever. É difícil ser atleta paralímpico, ter a força de vontade de superar obstáculos, além dos habituais lobbies do quotidiano. Realço aqui o facto dos atletas cegos e amblíopes precisarem de guias e estes não serem devidamente reconhecidos como parte integrante que visa o sucesso dos atletas. Quando se gasta dinheiro com atletas mal formados ao nível do carácter como José Couto demonstrou nestes recentes JO, não se pode apoiar mais estes atletas? Vi as fichas que eram publicadas no Record e mais do que um atleta estão desempregados, reflictamos então sobre o esforço que passam para se concentrarem nos treinos.
PP

sexta-feira, setembro 17, 2004

O Bufo

Nunca gostei de bufos, de gajos invejosos que se metem na vida dos outros. Carvalho da Silva, Dirigente da Intersindical é isso mesmo um bufo, que fez a folha ao pobre e caridoso Mira Amaral.

Mira Amaral, depois de um laborioso ano como director executivo da Caixa Geral de Depósitos, de reunião em reunião, tendo de trocar de gravata todos os dias, participando em fastidiosos jantares e banquetes no Casino de Estoril, e de ser conduzido pelas ruas de Lisboa num simples BMW topo de gama, tinha agora obtido o direito a uma pequenina reforma de 18.000 Euros.

E afinal o que são 18.000 Euros? Apenas o suficiente para uma velhice com a família, numa casinha na quinta da Marinha, e para o convívio com os amigos nos clubes de reformados de Albufeira e no Mónaco. Nada de mais. Nada que qualquer pessoa vulgar não mereça e tenha, após um ano de trabalho.
António Cipriano

quinta-feira, setembro 16, 2004

Vidas Reais


Osvaldo Martins estava feliz tinha terminado a sua licenciatura em Comunicação Empresarial, 4 anos de intenso estudo. Bem não foram apenas de estudo, também de farra, cerveja e mais cerveja, entremeada pelos cigarros. O que importa é que Osvaldo estava feliz, o seu objectivo fora cumprido. Agora venha o futuro.
As ambições eram muitas, ter uma carreira numa empresa de marketing, comprar a primeira casa, o Audi sonhado. No entanto, os dias, as semanas, os meses foram passando e por não ter experiência, ou por ter qualificações em excesso, Osvaldo ira continuado sem ocupação, inútil numa sociedade pouco solidaria, sem oportunidades para um jovem de 24 anos. Osvaldo foi ficando deprimido, agressivo, fechando-se em casa no seu quarto, procurando alhear-se do mundo. Até que um dia o telefone tocou, tinha conseguido um estagio remunerado de 6 meses num banco de um cidade vizinha.

Osvaldo reatou o sorriso, comprou um novo fato, uma gravada, uns óculos escuros e lá embarcou nesta nova aventura. O trabalho no banco não era fácil das 8h às 20 Horas, o salário não era famoso, cumprindo as tarefas que os outros não queriam fazer. Mesmo assim Osvaldo, esforçava-se ao máximo, procurando agradar. Quase no final do estagio já tinha conseguido a confiança dos colegas e até já tinha algumas responsabilidades. O estagio estava no fim, e por via do Sr. Vasco Sousa soube que havia uma vaga na sucursal e que tudo estava bem encaminhado para Osvaldo.

Osvaldo estava confiante, até tinha arranjado uma nova namorado, bem gira diga-se de passagem. Até o inesperado aconteceu. A vaga do Banco fugiu!!! Sim fugiu!!! E Porque??? Acontece que o Gerente do Banco o Dr. Afonso Pereira, tinha um sobrinho, de 29 anos, quase licenciado em Relações Internacionais membro da direcção de uma juventude partidária, que precisava de se encaixar em qualquer lado. E sempre era uma pessoa com contactos, com alguma visibilidade, é claro, era da família.

Lá foi o Osvaldo de volta ao desemprego !!!!!!


António Cipriano

quarta-feira, setembro 15, 2004

Citação III


Hoje, ao arrumar os meus papéis encontrei um em que estava escrito uma citação do livro – O último voo do flamingo de Mia Couto. Algo que estava esquecido, mas que quero aqui deixar. “Se temos voz é para vazar sentimento. Contudo, sentimento demasiado nos rouba a voz.”
PP

terça-feira, setembro 14, 2004

À mesa com José Sócrates (ou então não)


Fui, na passada sexta-feira, ao jantar organizado pela candidatura de José Sócrates à liderança do PS, no pavilhão dos Olivais, em Coimbra. Não esquecendo que Souselas mora ao lado e que o fantasma da co-incineração ainda paira sobre Sócrates, digamos que esta é, para o candidato, uma zona do país particularmente sensível.
O pavilhão estava praticamente cheio, algo que duvido que a candidatura de Manuel Alegre consiga fazer (e ia referir a de João Soares para quê?). Como nem tudo é mobilização e números, é preciso analisar mais fundo. José Sócrates apareceu visivelmente cansado e saíu ainda mais cansado; discursou, não jantou e passou a noite toda de mesa em mesa, a cumprimentar as pessoas e a trocar "dois dedinhos" de conversa com os militantes. O seu discurso, inflamado contra o governo; os discursos dos seus principais apoiantes da zona, inflamados contra a candidatura de Manuel Alegre ("Se Manuel Alegre diz que esta é a candidatura do aparelhismo, então eu digo que ele se está a candidatar ao lugar de aparelhista-mor!"). "Pérolas" como esta não disfarçam o facto de soarem mal os ataques velados à outra candidatura, o que era algo a evitar (quando dizem que Manuel Alegre não é capaz de, em campanha, percorrer o país de Norte a Sul, e várias vezes... bem, já se está a ultrapassar o limite razoável, ainda para mais dentro de um mesmo partido).
Bom, de qualquer forma, parece ser esta a candidatura vencedora. Na primeira ou numa hipotética segunda volta, só o tempo o dirá. Ah, e a sopa estava boa (não houve foi direito a sobremesa).
João Pedro

Valores de Esquerda

Sempre pensei na esquerda como a defensora dos valores da justiça social, da defesa de uma distribuição de rendimentos mais equitativa, da procura da igualdade, privilegiando aqueles que menos tem.

No entanto pelo menos em Portugal a esquerda não é assim. Esta semana o governo lançou a ideia de taxas moderadoras na saúde, de acordo com os rendimentos. Quem menos tem, não paga ou paga pouco, quem mais tem paga um pouco mais. Claro que a solução ideal seria um serviço nacional de saúde gratuito para todos. Mas tendo em conta as despesas incomensuráveis, inerentes ao serviço nacional de saúde, nada mais justo de que quem pode, poder contribuir para a manutenção do sistema. Trata-se no fundo de uma medida de discriminação positiva, defendendo sempre, os mais desfavorecidos .

Que o Bloco de Esquerda ou o Partido comunista sejam contra, compreendo, na sua lógica de destruição e oposição cega. Mas que o partido socialista seja contra, não entendo. Que raio de socialismo defende o PS, em que quem tem um rendimento mensal de 2000, ou 3000 Euros paga o mesmo de quem tem um rendimento mensal de 400 Euros? E quer o PS ser uma alternativa credivel de governo?
António Cipriano

domingo, setembro 12, 2004

Iraque


Ainda à pouco tempo o Iraque sobre a sombra de Saddam Hussein era senão o inferno, pelo menos o purgatório. Os iraquianos enquanto esperavam pela barca para os infernos, iam sendo progressivamente torturados, oprimidos, e violados de direitos.

Mas hoje tudo é diferente. Graça ao Arcanjo Bush e as seus Anjos marines, o Iraque é bem diferente. Os rostos das pessoas acumulam sorrisos, as crianças brincam livremente sem preocupações de explosões, ou minas, as diferentes etnias convivem pacificamente, as armas desapareceram das ruas, os raptos de cidadão estrangeiros terminaram, a segurança impera por todo o país e o preço do petróleo já esta nos 19 USD.
O Iraque graças as decisões sabias do anjo Bush é uma terra de Paz, segurança, respeito pela diferença e felicidade.

Com todo este cenário de esperança fico feliz por George Bush liderar as sondagens, para a reeleição para o cargo celestial de anjo superior deste nosso mundo.
António Cipriano

sábado, setembro 11, 2004

Como já passa da meia-noite, já estamos no 11 de Setembro


O 11 de Setembro é uma data mítica. É daquelas datas que irão ser estudadas por anos a fio nas aulas de história por todo o mundo, com interpretações necessariamente diversas. E é uma data em relação à qual as gerações seguintes irão pensar algo do género "como teria sido estar vivo naquele dia e ter visto aquilo em directo pela televisão?" (pergunto-me o mesmo em relação à chegada do homem à lua). Eu presenciei o "evento" em directo, o choque do segundo avião e o desmoronar das duas torres (estava a tomar banho quando alguém me disse aos gritos que um avião, o primeiro, tinha embatido numa das twin towers).
Mas estar agarrado à tv a ver o desenrolar dos acontecimentos é apenas ultrapassado por tudo o que veio depois, no Afeganistão, no Iraque (também estive ansiosamente agarrado ao canal 1, pela noite dentro, a ver os primeiros bombardeamentos e o discurso de Bush à nação), na Espanha e, em termos de atitude, por todo o mundo. É que o mundo hoje não é o mesmo, existe uma "divisão" real entre dois "mundos", com desconfiança mútua um do outro. A segurança global é hoje maior? A guerra preventiva tornou o mundo num sítio mais pacífico e seguro, ou apenas serviu para espicaçar ainda mais os ódios e os extremismos? Chamem-me pessimista, mas acho que as coisas não melhoraram, bem pelo contrário.
Os historiadores costumam dizer que a história do 25 de Abril ainda está a ser escrita. Assim se passa com o 11 de Setembro; a história "definitiva" deste dia ainda está longe de poder ser escrita, por todas as suas repercussões e interpretações.

João Pedro

Mais uma facadinha no segredo de justiça


Com alguma surpresa (embora já não devesse ficar assim por causa deste género de coisas), deparei-me hoje, aquando do telejornal do almoço, com uma notícia da seguinte espécie: "o depoimento integral de Ferro Rodrigues no DIAP anda a circular na internet".
Como é óbvio, chamei ao google meu amigo e fui procurar. Por entre o espanto lá me deparei com um pdf com 10 páginas, o integral do depoimento. E não, não se tratava de uma mera transcrição do mesmo, mas antes de uma cópia das páginas originais (por scanner ou fotografia, evidentemente). Os cabeçalhos, as assinaturas, tudo oficial. Sem querer interpretar o conteúdo do depoimento em si (essa seria uma outra história), chego então à conclusão (mas só agora? estou realmente atrasado) de que a expressão "segredo de justiça em Portugal" é, agora, uma miragem. Depois da revelação das escutas telefónicas, das já famosas cassetes do Correio da Manhã, e de outros acontecimentos de menor escala, este é apenas o mais recente. E leia-se mesmo "mais recente", porque duvido seriamente que seja o último.

João Pedro

sexta-feira, setembro 10, 2004

Entrevista a João Soares


Muito fraco, mesmo muito fraco, foi o desempenho de João Soares. Ao longo de 50 minutos não foi capaz de apresentar uma ideia concreta para o país, de sequer elaborar uma raciocino com inicio meio e fim. Repetiu à exaustão que era um homem de esquerda, que era do PS deste pequenino, e que devia ser líder do PS, pois teve experiência como presidente da câmara de Lisboa. Alias de 5 em 5 minutos, sempre que não sabia o que dizer, lá repetia a ladainha que era o líder ideal por ter experiência autárquica em Lisboa.

Confesso que fiquei na duvida se João Soares seria sequer o líder ideal para a concelhia socialista da Buraca.

António Cipriano

quinta-feira, setembro 09, 2004

Ontem, Hoje e Amanhã

Quando te vi, o meu coração permaneceu calmo, intocado à tua visão. Mas se ele ficou impávido, assim não ficou o meu desejo por ti. Percorri o teu corpo com o meu olhar, analisando cada contorno da tua boca, dos teus olhos. Senti a sedução própria da ingenuidade que transmites, da falta de auto-confiança de não saberes o quanto és linda. Falei contigo, elogiei-te e mesmo assim não percebes o que representas. É pena. Tentei explicar-te, mas continuas sem olhar de frente o reflexo do espelho, incapaz de aceitares a mais simples das evidências. Ontem falei contigo, hoje recordo-me com júbilo os acontecimentos e amanhã? Amanhã não sei, ainda está para nascer.
PP
Entrevista de Manuel Alegre


Ontem lá assisti a entrevista na SIC notícias do Avó Cantigas, perdão do Poeta Manuel Alegre.

Falando mais a serio, não sendo socialista gostei do discurso de Manuel Alegre. Num registo calmo, sem eleitoralismos baratos, fiel ao seu percurso de esquerda, apresentado bastantes propostas concretas para o país, visando o reforço do papel do estado social, enquanto elemento capaz de suster as falhas do mercado, deixou uma imagem de uma candidatura com ideias, algo pouco visto na política dos dias de hoje.

Mas os 68 anos não perdoam!!!! Não podemos ter um PM com 70 anos, que governa até ao 74 de bengala, tendo como ministro adjunto uma enfermeira, governado não de São Bento mas sim da Casa de Repouso dos Poetas.
António Cipriano

quarta-feira, setembro 08, 2004

1000 Visitas

Ultrapassamos hoje a barreira psicológica das 1000 visitas. Não escondo alguma supressa e muita satisfação por este numero. A todos prometemos o continuar dos pensamentos duvidosos, com a mesma dinâmica e com a habitual ironia., sarcasmo e critica mordaz.

Desde ontem, o blog reforçou a sua equipa, com a presença nos seus quadros de João Pedro, um jovem moderno, preocupado com o mundo que o rodeia, apreciador das coisas boas da vida e dono de muitos pensamentos duvidosos. A ele damos as nossas boas vindas.

Aos nossos cúmplices deixo um agradecimento especial, esperando que continuem a compartilhar os nossos pensamento.
A todos muito obrigado.

António Cipriano
Entrevista a José Socrates

Começo hoje um de três Posts, comentando as entrevistas dos 3 candidatos a secretário do PS, na Sic Notícias

O primeiro entrevistado foi José Socrates, o favorito, o eleito do aparelho e dos media. O longo da entrevista José Socrates adoptou o s estilo de homem mediatico, falando visivelmente directamente para as câmaras, privilegiando um discurso já mais a primeiro ministro do que a líder do PS. No entanto se analisarmos com cuidado as suas propostas para o país, fica um amargo de boca. José Socrates não conseguiu concretizar, uma estratégia, um conjunto de medidas concretas para o país. Limitou-se a um discurso carregado de banalidades, de frases feitas que caiem no ouvido, e a algum revivalismo guterrista. A aposta na educação, no choque tecnológico, no crescimento, a volta dos estados gerais, tudo mediadas correctas mas muito abstractas. Como acabar com o desemprego, como corrigir os défices, com debelar a crise, disso nada falou.

Quanto ao partido, voltou à enigmática expressão da procura de uma “esquerda moderna”. Alias sabe-se que numa tentativa de encontrar o real sentido da expressão “esquerda modera”, no recente congresso de medicina popular de Vilar de Perdizes, figuras como o Professor Alexandrino eo Professor Karamba, reuniram-se, mas infelizmente não foi possível descortinar o sentido, visto segundo os estudiosos ser algo muito além.


Por ultimo não esquecer as criticas e os mimos endereçados ao Poeta Manuel Alegre. Engraçado foi o total ausência de referências a João Soares. Será que João Soares desistiu e ninguém sabe?


António Cipriano

terça-feira, setembro 07, 2004

Balanço da Convenção Republicana nos EUA
Por terras do Tio Sam, deu-se na semana passada a convenção do Partido Republicano. Por um lado, a mera formalidade da nomeação de George W. Bush como candidato oficial do partido. Por outro lado, a grande chance de mostrar os ases e trunfos do partido junto do eleitorado norte-americano. Foi, a meu ver, uma convenção bastante mais interessante do que a do Partido Democrata. Senão, vejamos:
- Michael Moore a ser vaiado durante o discurso de John McCain (sim, Moore estava lá);
- Jeb Bush a chamar "mental midget" ao mesmo Michael Moore;
- Moore resolveu não aparecer no segundo dia (que surpresa);
- "Four More Years!" é uma frase mais apelativa do que "Two more months!";
- "We will TERMINATE terrorism" e "don't be economic girlie-men!" (mas é preciso ler estas frases com o sotaque do governador da Califórnia);
- As filhas gémeas do presidente a (tentarem) explicar porque é que bebem e saiem à noite;
- Zell Miller, membro do partido democrata, a fazer um discurso duríssimo contra "os dois senadores do Massachussetts" (Kerry e Ted Kennedy). Apesar de não ter sorrido uma única vez durante o seu discurso, Miller diz que não está de mau-humor e que não é um "renegado". Ele disse, aliás, em entrevista após o discurso, que é, sempre foi e sempre será um membro do Partido Democrata (os Democratas devem estar orgulhosos);
- Pensos "purple heart" (sim, é o que os Republicanos acham do valor das medalhas que foram atribuídas a John Kerry);
- O discurso de Giuliani: foram mais gestos e mímica do que discurso propriamente dito;
- Pataki a introduzir Bush. Sim, o governador de Nova Iorque é um dos nomes mais falados dentro do GOP para tentar uma corrida à Casa Branca em 2008. Por outro lado, ele é a favor da despenalização do aborto e apoia os direitos gays. Sim, há uma "ligeira" de posições entre ele e o homem que ele introduziu na convenção;
- McCain: ultra-popular, ele podia realmente ter estado no lugar de John Edwards pelos Democratas;
- Foram presos manifestantes LÁ DENTRO (isso sim, dá para colorir qualquer convenção ou simples comício);
- Cheney: um discurso sóbrio, mas um ataque bem construído ao candidato adversário. Ah, alguém se esqueceu de dizer a John Edwards que é para isso que servem os candidatos a vice-presidente durante a campanha eleitoral;
- O filme relativo ao papel de Bush durante o 11 de Setembro (o objectivo era levar o país às lágrimas, com esta apresentação emotiva);
- O discurso de Bush em si. Bastante melhor que o de Kerry, embora talvez um pouco longo demais. Até teve tempo para gozar com algumas das suas "calinadas" orais recentes.
As sondagens após esta Convenção dão os Republicanos a ganhar terreno, como seria de esperar após qualquer Convenção deste tipo, principalmente nos estados do sul. A ver vamos se conseguem transformar a semana passada em bola de neve, ou se o joker decisivo ainda estará para vir.
João Pedro
E mais uma apresentação:


João Pedro, 25 anos, licenciado em Sociologia e a uma cadeira de ser também licenciado em Economia, gosta de cinema, livros, internet e viajar. Desta forma, o Sporting fica a ganhar 3-1 no blog.

João Pedro
Mulheres

Ternura, paixão, inconsequência, mistério, beleza, inconstância, inevitabilidade, centros de sensualidade ora descarada, ora mascarada sob a forma de um olhar tímido, bonecas de porcelana com força de aço, são apenas algumas das características do ser Mulher. A verdade é que séculos e séculos que passem, os homem apesar de as maldizerem, de as excomungarem, e acima de tudo não as entenderem, continuam fascinados com a sua imprevisibilidade.


A titulo pessoal, apesar de não me ligarem nenhuma, continuo também sem as entender. Mas também como? Quando dizem que não, querem dizer que sim, quando dizem que sim, querem dizer que não. Mas a verdade é que perante um olhar forte, meigo ou um sorriso angelical e doce, que só elas sabem fazer, sou incapaz de resistir a um pedido, a um desejo ou uma simples recomendação.
No fundo às Mulheres são um fruto não recomendado à estabilidade, mas essencial a felicidade

António Cipriano

segunda-feira, setembro 06, 2004

Caldas da Rainha e o Desporto

Aproveitando o rescaldo dos Jogos Olímpicos e servindo como continuação ao post onde expresso a opinião que, em Portugal, o desporto continua a ser encarado como um brincadeira, apresento diversas situações que se verificam na cidade de Caldas da Rainha. Situações estas que revelam uma total inexistência de um plano desportivo municipal. Sem querer ser polémico aqui ficam alguns apontamentos:
1- Fraca adesão em muitas modalidades desportivas da juventude caldense;
2- Realização de competições de cariz não oficial, na nossa terra, sem que as outras modalidades tenham as suas condições mínimas de treino previamente asseguradas (ex: realização do torneio de Futsal da Casa do Benfica de Caldas da Rainha);
3- Apoio camarário a eventos desportivos de curta duração e fraco apoio aos clubes da terra, salvo raras excepções (ex: Convenção de Hip Hop, onde a maioria dos "professores" não possuía licenciatura; quanto aos clubes a única grande excepção é o Caldas Sport Clube);
4- Infra-estruturas sub-aproveitadas, como o Campo de Rugby (onde se passou um episódio ridículo, no dia internacional da criança, cerca de 1200 crianças não puderam participar num torneio lúdico de Futebol, pois 3 dias depois o Caldas Rugby Clube iria ter um jogo para a Taça de Portugal. Jogo esse que nem se realizou devido à falta de comparência do clube das Caldas na sua própria cidade. Episódio triste para mais numa equipa que tinha feito uma época brilhante, culminado com a subida de Divisão) e as Piscina Municipal.
Numa cidade como Caldas da Rainha, inserida num microclima fantástico para a realização de estágios de pré-temporada de diversas modalidades, devido ao ambiente fresco de manhã e no final da tarde, tinha todas as condições para ser aplicada uma política desportiva, de forma a rentabilizar as condições climáticas inatas da nossa região. Ao invés, deixamo-nos ultrapassar, por exemplo, por Rio Maior, onde existem infra-estruturas desportivas significativas e onde são albergadas várias equipas de diversas modalidades, embora o seu clima não seja o mais indicado para os trabalhos de pré-temporada, pois este é quente, o que leva à desidratação dos atletas, coisa a evitar num início de época.

PP
Os livros dos campeões nacionais de Futebol


Depois do livro de Boloni, agora o livro de Mourinho foi lançado contando as estórias e os segredos por detrás da vitória no campeonato nacional de Futebol do ano passado. Apesar de desejar muito a vitória do Benfica no campeonato, a ideia de também Trapattoni publicar um livro sobre a vitória do Benfica no campeonato nacional não me agrada, pelo contrário até me assusta. Estou a imaginar um trecho do livro, contando as peripécias: "Na minha residência em Lisboa, no Lar da Santa Casa da Misericórdia, num dia de folga, enquanto o Álvaro Magalhães me dava o relatório completo da equipa adversária, eu aprendia a jogar à sueca (...)"
Enfim seria outro best seller.

PP
Festa do Avante


Apesar do PCP, esta cada vez mais caquéctico, ultrapassado, com uma mensagem gasta e anacrónica, não lhe podemos deixar de tirar o mérito pela capacidade de mobilização dos últimos fieis para aquilo que é a ultima das rentrée política .

A Festa do Avante, culturalmente e musicalmente é um acontecimento com muita qualidade, e que representa o espirito de comunhão de ideias e sacrifico pela causa comunista. Pena é que o PCP, tenha um líder fraco, apático que já não acredita no que diz. O PCP se quiser sobreviver, que quiser manter a chama da festa do Avante, tem necessariamente de mudar de cassete e de locutor. O homem como Carvalho da Silva, com a sua energia, garganta e capacidade de luta, talvez fosse o camarada ideal para esta missão. Apesar de não ser comuna, tenho a consciência da necessidade de um PCP na sociedade, mem que seja pela festa do Avante.
António Cipriano

sábado, setembro 04, 2004

Inferno em Beslan

Sou uma das pessoas que sempre foi contra a pena de morte em qualquer circunstancias, sobre qualquer homem. Mas aquilo que se passou em Beslan, não é humano, é algo feito por animais irracionais, sem sentimentos, sem alma, meros assassinos, monstros diabólicos, servos do mal e das trevas. Aquelas imagens de crianças ensanguentadas, pais desesperados, corpos no chão estão constatemente na minha cabeça.
Perante este crime não aceito misericórdia ou justificação.

António Cipriano

sexta-feira, setembro 03, 2004

Beslan



Desde há dois dias, Beslan é um sinónimo para a palavra terror. É triste ver as imagens de avós em choros desgarrados. É difícil arranjar palavras para descrever as imagens na televisão. A natureza humana no seu pior.


PP

quinta-feira, setembro 02, 2004

A biologia em acção



Apesar do ser humano se auto-considerar superior aos outros animais, ainda existem resquícios muito fortes dos instintos que orientam todos os animais em geral. O amor, por exemplo, é onde se nota muito os instintos e a diferença entre o macho e a fêmea. Enquanto o macho tem instintos de protecção, a fêmea tem instintos de procriação, daí que o homem raramente anda atrás da mulher dos outros, pois tem noções territoriais, enquanto que a mulher procura o homem das outras, pois se esse está ocupado, significa na linguagem instintiva que possuí melhores genes, logo é o mais apto. Enfim, a Lei da sobrevivência das espécies. A biologia em acção.

PP
A Virgindade


Gosto muito de ver o canal Fox. Infelizmente, por volta desta hora, está em exibição uma série de culto, que já era antiga quando D. Afonso Henriques andava a conquistar Portugal, Falcon Crest. Assim, mudei de canal, para a MTV e estava a dar o Dismissed, em que o concorrente masculino diz às concorrentes femininas que ainda era virgem. Os comentários delas foram os seguintes: uma achava fabuloso, a outra achavam que era um fruto proibido.
Pergunto eu: Que tem isso de tão especial? Qualquer gajo que foi para a cama com virgens sabe que elas são desajeitadas, inexperientes e fazem mais barulho e sujam mais que do que uma gaja rodada. Para alguns fica a consolação das virgens acharem que eles são o suprasumo do sexo, isto até ficarem mais rodadas e conhecerem outros parceiros. Para o homem fica o mito de que a primeira vez a mulher não esquece, para as mulheres a primeira vez é para esquecer. Agora do ponto de vista feminino, como podem elas saber quem é virgem? Será que temos alguma etiqueta como a roupa que compramos a dizer virgem? Se do ponto de vista masculino a virgindade torna-se absurda, o que dizer do inverso? Se as mulheres acham que os homens não se preocupam com os preliminares e querem ir directos ao sexo, então os gajos ainda virgens, devem dar um óptimo preliminar, o gosto pela exploração do novo, mas possivelmente vão ter uma primeira relação sexual desajeitada. Será que elas pensam assim? Como se sexo fosse comida? “Hmm. Prefiro as entradas, assim talvez não engorde tanto como se comesse a refeição completa?”



PP
As Revoluções

Portugal é um País com uma vasta história, que se insere na grande história europeia com grande destaque! Uma história que nos ajuda a compreender a nossa filosofia e as nossas atitudes de hoje. O actual pensamento de desencanto e desinteresse pela vida politica nacional já vem desde as longínquas guerras liberais, em que se lutou em Portugal, para a criação de uma constituição que incluísse todas as pessoas do reino num quadro legal igual para todos, constituição que até o Rei teria que obedecer. Este foi um período de revoluções, guerras, que perduraram até 1851, altura em que se percebeu a urgência de terminar as lutas e assentar as ideias, ou seja, acalmar e fazer as coisas de uma forma pensada, sem tentar impor as coisas pelo meio de uma revolução, como era prática comum neste período. Altura em que já há alguns partidos políticos, que se vão batendo, nas principais câmaras do estado, desde a assembleia parlamentar, até ao senado. Mas que acabarm por se dirigir para uma perigosa rotina, e com o passar do tempo dois partidos ganham preponderância, e acabam por se ir alternado no governo do País. Nesta altura, já no século XX, ninguém se interessa pela politica nacional, exceptuando claro está, aqueles que ganhavam alguma coisa com isso e que mergulhavam o País numa crise cada vez mais profunda, por se preocuparem apenas nas vitorias nas eleições, e não no governo do País, que era remetido comicamente para segundo plano.
Esta crise serviu muito bem a um grupo de jovens políticos, cheios de força e vigor, com uma grande capacidade intelectual, vinham da elite, conheciam as politicas que se desenvolviam na Europa e partilhavam dos ideais da maior parte delas e embora diferissem entre eles em alguns pontos, havia um que era comum em todos, o fim da monarquia, que todos consideravam como o maior entrave ao desenvolvimento nacional. Apoiam atitudes, que hoje seriam apelidadas de terrorismo, como as levadas a cabo pela Carbonária, que irá cometer o regicídio em 1908, e em 1910 numa sucessão de erros e de disparates, que algum iluminado decidiu chamar de revolução, (digo disparates porque para dar uma ideia de como foi, afirmo que não é normal os principais mentores de um golpe se suicidarem por pensarem que este falhou), é implantada a Republica, onde estes jovens idealistas se vão tornar nos protagonistas, sobe a indiscutível liderança de Afonso Costa, os ideais de desenvolvimento, industrialização, que estes grupos defendem são muito parecidos com o que defendiam os antigos liberais, e tal como com eles, os ideais ficam na gaveta e parte-se para a politiquice barata que fará com que o nosso Pais tenha cerca de 44 governos num período onde deveria haver 5, ou seja 16 anos, que correspondem aos anos que durou a primeira Republica.
Em 28 de Maio de 1926, dá-se em Braga um levantamento militar, parte de um conjunto de planos de uma Revolução, liderada por Gomes da Costa, Mendes Cabeçadas entre outros. Este golpe de estado será a causa da consequência de 1933, que corresponde ao plebiscito que legitima a constituição escrita por Salazar e a sua entronização nos destinos do País. Salazar sabe muito bem o que quer e para onde vai, e nós hoje 29 anos depois da ditadura, também sabemos, um periodo negro, de perseguições, de tortura e de medo, enfim, como já tinha dito era uma ditadura. Mas uma coisa é certa coerência não faltava a Salazar, ele fez tudo quanto disse. E no fim da ditadura, que tinha também os seus ideais, o marasmo político era mais que presente, até porque o povo estava proibido de ter uma palavra a dizer sobre os assuntos da governação.
E não fosse a guerra e em 1974 não se tinha dado a Revolução de Abril, que levou ao fim do regime, mais uma vez quem toma a mão da politica é um grupo de idealistas cheios de vigor, que vinham das elites, mas que logo depois de acabarem com a revolução em 1985, se uniram num pensamento, legitimo, de copiar os de antigamente e fazer ….. politiquice barata, onde o poder é alcançado para demonstrar que o outro está errado, mas sem capacidade de fazer melhor, com uma incrível facilidade de fazer pior.
O marasmo e desinteresse pela politica já está instalado, principalmente na juventude, que tirando algumas excepções nem quer ouvir falar da caretice da politica, sem compreender que ela é o único veiculo que pode melhorar o nosso País. A pergunta é inevitável, senão fosse a U.E., até quando duraria o nosso País sem mais uma revoluçãozita? É triste saber que os nossos políticos gostam da U.E. porque esta os protege e eles podem continuar a fazer de todos nós carneirinhos. Que fique claro que eu não defendo uma revolução armada, apenas uma revolução de consciência!


António M. Guimarães
Sobre o "Barco do Aborto"

Parece-me fantástico aquilo que se está a passar. O "Barco do Aborto" chegou e a verdade é que está a conseguir levar a cabo os seus objectivos e, para isso, nem precisa de atracar em nenhum porto. Primeiro conseguiu fazer renascer a polémica sobre a interrupção voluntária da gravidez, depois fez com que o primeiro-ministro se tivesse que reunir com o Presidente da República, devido à utilização de uma fragata, para vigiar o dito barco, sem ter pedido cavaco a este, este que é apenas o chefe supremo das forças armadas. Eu sinceramente penso que a fragata poderia estar a exercer outras funções , como tentar impedir o tráfego de droga na nossa costa ou tentar "tapar" as rotas navais de imigração ilegal e não estar a guardar estes perigosos activistas que fazem o Bin-Laden parecer um principiante desajeitado.
Enfim, mais um facto, para enriquecer o nosso vasto folhetim da politica nacional.

António Manuel P. S. Guimarães

quarta-feira, setembro 01, 2004

“Jesus tem um milagre para mim”


Vi alguns destes posters da Igreja Maná, com o título homónimo colados pelas paredes da cidade, anunciando espectáculos no Pavilhão Atlântico. Com um título tão sugestivo até inconscientemente pus a mão na carteira pronto a abri-la.


PP

terça-feira, agosto 31, 2004

Circo Republicano

Ontem o Circo desceu às ruas de cidade de Nova Iorque. Estou a falar da Convenção do Partido Republicano Americano. A Convenção do Partido Republicano à semelhança da política americana, é um show de futilidades, discursos de ocasião, vazios de conteúdo, ocos, cheios de apelos fáceis ao sentimento, em simbiose, com um incomensurável aparato de luzes, chuva de papelinhos de carnaval, fogos de artifícios e meios audiovisuais. Na convenção, todos os momentos estão planeados ao segundo; os discursos, as perguntas dos populares, os sorrisos, tudo é densamente estabelecido pelo staff de marketing. A consequência é uma imagem televisiva perfeita, mas absolutamente fria, desumana, falsa, descontextualiza do mundo real.
E tudo isto para glorificar uma dupla de herois americanos, Geoge Bush e Dick Cheney. Duas bestas, sem cultura, sem educação, autistas, desonestas, irresponsáveis, entre muitos outros adjectivos.
António Cipriano

segunda-feira, agosto 30, 2004


Medo no PS

Segundo declarações do dirigente histórico, candidato a secretário geral e poeta Manuel Alegre, o Partido Socialista vive num clima de medo. Os mais fieis do Partido Socialista (seus apoiantes, entre os quais, Carrilho) falam baixinho, em código, promovendo acções de campanha pela candidatura de Manuel Alegre, em becos silenciosos e escuros, com longas cabeleiras, óculos escuros e casacos cinzentas. Tudo isto, porque os elementos das milícias socráticas comandadas pelo horrível Capolas Santos, através de rusgas no Largo do Rato e na diferentes distritais, promovem acções de reciclagem ideológica, que se baseiam na visualização durante horas e horas, dos debates da RTP entre o Guru Socrates e pérfido Santana Lopes.
As Nações Unidas através, da comissão dos direitos humanos dos poetas e artistas, já condenou vivamente estas praticas criminosas.
António Cipriano

domingo, agosto 29, 2004

Barrancos

Portugal é um país curioso e singular. É o único país da dita Europa civilizada, em que os principio da universalidade e abstracção da lei, não se aplicam na totalidade do seu território. Em Barrancos, pequena localidade perdida no tempo, no Alentejo profundo, goza de um estatuto jurídico singular. Em Barrancos actos medievais, de celebração entusiasta da morte e do sacrifício, são permitidos por lei em nome da “tradição”. Sendo a tradição a pratica repetida e sucessiva de comportamentos ou actos aprovados pela população, porque não proteger legislativamente as tradições da escravatura, ou dos autos de fé da santa Inquisição, que durante séculos e séculos sob aprovação popular vigoraram em Portugal?
Enquanto o obscurantismo e a ignorância estiverem disfarçadas sobre a capa da cultura e da tradição, Portugal nunca será um verdadeiro país do primeiro mundo.

António Cipriano