terça-feira, novembro 29, 2005

Dever Cívico
Não sei se a maioria dos cidadãos europeus já se deu conta, mas a Europa caminha a passos largos para um problema bicudo, com graves consequências. Estou a falar da quebra demográfica. De alguns anos para cá, os europeus talvez devido a excesso de televisão, jogos de vídeo, ou modernices como o “sexo virtual” têm se vindo a esquecer de fazer filhos. Com este esquecimento caminhamos para a ruptura do Sistema de Segurança Social, para o aumento dramático das despesas de saúde via envelhecimento da população, e para uma diminuição drástica da população activa, deixando a Europa dependente da imigração.
Nos dias de hoje nada mais patriótico do que fazer um filho. O leitor deixe a net, e vá é cumprir o seu dever cívico!!
António Cipriano

domingo, novembro 27, 2005


Nova China
Bem certo que a verdade de ontem é mentira hoje. Foi noticiado esta semana que a republica popular da China pátria mãe de Mao Tse-Tung, e da ideologia comunista radical do Maoismo, enviou recentemente 18 camiões de armas e munições para equipar o exercito do Nepal na sua luta contra a guerrilha Maoista.
António Cipriano

quinta-feira, novembro 24, 2005


O crime do Padre Amaro

Vi hoje, com dois dias de atraso (cheguei na segunda-feira ao cinema e qual não é o meu espanto estar a sala esgotada) o filme português, O Crime do Padre Amaro, uma adaptação muito livre da obra de Eça de Queiroz. Primeiro que tudo era bom que no futuro as salas de cinema se enchessem para filmes portugueses, visto que filmes de Hollywood podem ser "sacados" da net vários meses antes de serem lançados, mas vamos ao filme. O crime do Padre Amaro tem 3 coisas muito boas:
1º- Soraia Chaves;
2º- Soraia Chaves e
3º- Soraia Chaves.
A actriz faz um bom papel, sendo capaz de arrebitar o nabo do ser mais homossexual do universo. Sem brincadeiras, o filme tem duas características que muitas vezes não é visto no cinema feito em Portugal que é o ritmo e a continuidade da acção, mesmo sendo uma adaptação muito livre da obra com a devida adaptação aos tempos modernos. Ao cinema português falta muitas vezes estas características assumindo um ritmo lento, perdendo tempo com diversas fases do filme e depois um ritmo mais acelerado rumo ao fim do filme, quiçá por questões orçamentais, criando descontinuidade na acção. Enfim, no geral, um filme de que os portugueses se podem orgulhar de ter sido feito por nós, sentimento reprimido muitas vezes por um sentido de inferioridade nacional exagerado quando comparado ao que se faz no estrangeiro. Que muitas salas de cinema se encham para ver este filme (e não apenas a Soraia Chaves) por todo este país.
PP

terça-feira, novembro 22, 2005


Presidênciais

Por Portugal passar presentemente por um período conjuntural de crise económica, social, e por ser atormentado por uma excessiva dose de anemia colectiva subjacente numa falta de confiança dos agentes sociais, a questão presidencial ganhou importância suplementar. A verdade é que nos últimos meses muitas linhas se escreveram sobre o perfil de presidente que necessitamos. Muitos opinam que Portugal necessita de um presidente intervertido, disciplinador, com um âmbito de actuação que ultrapasse em muito, os limites constitucionais, visando a presidencialização do sistema. Estes advogam que o actual modelo constitucional parlamentar assente na partidização, está esgotado, na medida que os partidos políticos nas últimos anos tem vindo gradualmente a perder qualidade. Advogam mesmo, que a causa principal do adiamento sucessivo das reformas estruturais é a partidocracia do país. Para estes os partidos visam somente responder às necessidades das suas clientelas, esquecendo os deveres ao país. Cumulativamente apontam a instabilidade política endógena como uma das causas do atraso do país ( em Portugal em 30 de democracia já tivemos um sem numero de governos, enquanto Espanha no mesmo período histórico teve menos de metade dos governos), sendo este, mais uma vez, resultado em muito da mesquinhez partidária.
Apesar de reconhecer as falhas e vícios dos partidos não tenho um visão tão negra. Neste sentido considero totalmente descabido a presidencialização do sistema. Acho que o nosso regime semi-presidecialista tem funcionado bem, sendo flexível a interpretações presidenciais minimalistas ou mais intervencionistas, mantendo sempre a esfera da governação no órgão competente – o governo. Isto não quer dizer que em situações extremas o PR não tenha de actuar com medidas extraordinárias. A constituição no artigo n.º 195 n.º 2 estabelece que o PR pode demitir o governo e dissolver a assembleia da republica para assegurar o regular funcionamento das instituições democráticas. Alias, o Presidente Sampaio, de actuação minimalista não se inibiu de utilizar esta prerrogativa para demitir e bem, o governo de Santana Lopes.

Mas então que presidente necessita Portugal?

No meu entender, Portugal necessita de Presidente da Republica assente num perfil de idoneidade pessoal, postura Ética, de perfil humanista, que os cidadãos reconhecem credibilidade, honestidade intelectual, competência, conhecedor em profundidade do país e dos seus problemas, capaz de despertar confiança e entusiasmo aos cidadãos. Um Presidente que saiba actuar sempre que necessário. Que não governe, mas que saiba chamar a razão o governo sempre que for oportuno, que convoque a sociedade civil em torno de uma reflexão sobre desenvolvimento, que saiba dialogar e agregar a todos os homens e mulheres às causas nacionais.

De entre os cinco candidatos, no meu entender, claramente o único que encaixa neste perfil é Cavaco Silva. Os Portugueses sabem que podem confiar em Cavaco; na sua honestidade, na sua credibilidade e na cidadania em exigência, que este sempre professou.
António Cipriano

domingo, novembro 20, 2005

Diferentes Guerras

Esta semana, Portugal acordou com a notícia da morte de um soldado no Afeganistão.
Igualmente saiu a noticias de que até ao mês de outubro já faleceram 950 pessoas nas estradas nacionais. Infelizmente com esta guerra civil, ninguem se preocupa.
António Cipriano

quinta-feira, novembro 17, 2005


Parabéns Sub-21s !

Fizeram-me sofrer como o caraças, foi um jogo complicado contra um adversário que mostrou mais do que aquilo que muitos esperavam. Mas a nossa selecção de sub-21 está de parabéns, agora vamos jogar o europeu e vamos ver se os mais novos conseguem bater aquilo que os mais velhos conseguiram em 2004.
Uma nota final para dizer que estou obviamente a torcer para que o Europeu de sub-21 seja em Portugal, quanto mais não seja, porque ainda me recordo daquele mítico jogo para o mundial da categoria no estádio da Luz e daquele golo de penaltie de Rui Costa frente ao Brasil em 1991.

António Manuel P. S. Guimarães

quarta-feira, novembro 16, 2005

Prémio à Mediocridade

Há muito, que os arautos apregoam a necessidade incontornável da economia e da sociedade, incorporem nos seus genes os valores da exigência e do mérito. Efectivamente, o sucesso, a competitividade económica e a diminuição das desigualdades sociais só são possíveis, não pelo facilitismo, da visão do “chico espertismo nacional", mas somente com esforço, dedicação, mérito e exigência.

Todavia, apesar de todos estarem de acordo acerca da necessidade da promoção da cultura de exigência, o ministério da educação volta a dar mais um tiro no pé do futuro do país. Isto porque, o dito ministério emitiu um despacho segundo o qual os conselhos pedagógicos das escolas podem passar um qualquer aluno, independentemente do numero de negativas, num intitulado “sistema de avaliação extraordinária”.
Com esta solução administrativa, para permitir o dito ”sucesso escolar”, Portugal passa a ficar bem nas fotografias das estatísticas comunitárias.
No entanto, o país volta a enganar-se a si próprio. A viver uma realidade irreal, que apenas distorce o futuro das gerações vindouras.
António Cipriano

domingo, novembro 13, 2005


30 anos de Independência de Angola

Comemoraram-se sexta feira, 11 de Novembro, os 30 anos de independência de Angola. Mas será que existem verdadeiros motivos para festejar? Infelizmente, os 30 anos do estado angolano, poucos bons momentos têm. Após 13 anos de luta pela independência, seguiram-se 27 anos de guerra civil, cheia de atrocidades e desrespeitos pelos direitos humanos. Mas se é certo que existe paz à três anos, a democracia, o estado de direito e o desenvolvimento económico tardam a vir. Apesar dos seus imensos recursos naturais e de ser o país do globo com a maior taxa de crescimento anual, tal nem chega para alimentar a totalidade do povo angolano. Isto porque em muita medida, a grande parte dos lucros do petróleo, como por "golpe de magia" evaporam-se para as terras da Suíça ou das ilhas Caymam.
António Cipriano

sexta-feira, novembro 11, 2005

“Imprimatur – O Segredo do Papa”

Para os amantes do Romance Histórico, um livro a não perder será “Imprimatur – O Segredo do Papa” dos italianos Rita Monaldi e Francesco Sorti que chega a Portugal pela mão da editora “Editorial Presença”.
Imprimatur” trata-se de um Thrilher histórico de grande intensidade apimentado por crime, enigmas, conspirações e espionagem ao mais alto nível. A acção decorre em 1683, ano do cerco turco à cidade de Viena e do consequente perigo de uma hecatombe da fé cristã. E perante este cenário que oito personagens aparentemente simples vão percorrer mistérios históricos, envolvendo figuras como Luís XIV (O Rei Sol), o Papa Inocêncio XI, o ministros de Luís XIV Colbert e Fouquet, o cardeal Mazzarino, etc. Um livro a não perder pelos apaixonados da história e do século XVII em particular.
António Cipriano

terça-feira, novembro 08, 2005

Negocios enigmáticos
A Caixa Geral de Depósitos conjuntamente com a Sumolis compraram por cerca de 450 milhões de Euros a Compal. A CGD ficará com 80%, e a Sumolis com os restantes 20%. A verdade é que este negocio repentino e inesperado, me deixou um tanto confuso. A que propósito a CGD (um banco totalmente publico) faz uma aquisição num sector com o qual nunca nada teve a ver? E se o negocio era assim tão atractivo e rentável porque motivo nenhum banco privado mostrou interesse? Se a CGD tem lucros a mais, porque não aumenta os dividendos distribuídos ao seu único accionista (estado) contribuindo assim para este tapar alguns buracos das contas publicas?
Outra perplexidade é o parceiro escolhido. A Sumolis é realmente do sector da Compal, no entanto mais débil e pequena. No ano de 2004 teve um prejuízo de 2,4 milhões de Euros face a um lucro de 25,2 milhões de Euros da Compal. Com a viabilização da CGD o absurdo aconteceu!!!! Uma empresa em dificuldades adquire a sua concorrente que esta numa invejável situação económica.
Confesso não entender, mas deve ser problema meu.
António Cipriano

domingo, novembro 06, 2005

Casos de Sucesso
E, momentos como o actual de apatia, desalento e falta de confiança, nada melhor como tónico para o animo nacional do que exemplos de sucesso. A verdade é que felizmente casos de sucesso não faltam pelo país fora.
Recentemente foi divulgado que a revista Business Week considerou a microempresa tecnológica do Prof. Epifânio França ChipIdea como uma das 500 empresas com maior crescimento do mundo. Mas não é apenas no mundo dos negócios que chegam boas noticias.
Na passada quinta feita Portugal foi agraciado com mais um titulo, não no desporto, mas agora na beleza feminina nacional. Liliana Queiroz, foi a vencedora do concurso Miss Playboy Internacional. Também aqui temos um tónico de animo quer para a classe masculina, quer para a classe feminina, enquanto sinal que as mulheres nacional são das mais belas e sensuais do planeta
António Cipriano

sexta-feira, novembro 04, 2005


Zorro
A razão principal pela qual foi ver a “A lenda de Zorro” não se tratou por este ser um dos heróis do imaginário da minha infância, mas somente devido à participação da Catherine Zeta Jones. Esta, encontra-se ainda mais bela e deslumbrante do que o habitual. Já o filme “A Lenda de Zorro”, nada é mais, do que o esperado. De novo só mesmo pelo preço de um bilhete, o espectador ter direito não a um herói, mas a dois, Zorro e Zorro Júnior. De resto, a película é mormente um festival de espadachins, apimentado por algum humor e um argumento fraquinho, mas suficiente para o género.
António Cipriano

quinta-feira, novembro 03, 2005


Performance

Ontem à noite a maioria dos portugueses entregou-se de corpo e alma, à pratica religiosa da fé Benfiquista. No entanto, por ser um “infiel sportinguista”, não me dediquei à oração na catedral da luz, preferindo ver a entrevista do dr. Mário Soares na TVI.
Esta foi mais uma desilusão, à semelhança daquilo que está a ser a sua pré campanha. O dr. Soares ao longo de 40 minutos penosos, procurou justificar a sua candidatura, caindo muitas vezes em contradição, perante uma jornalista bastante acutilante e agressiva. Do país nada falou. Nada disse do futuro!!! Como mobilizar os portugueses, nada disse? Como reconquistar a credibilidade do país e das instituições, nada referiu!!! Limitou-se a fazer considerações negativas sobre o Prof. Cavaco. Aliás, argumentos bem frágeis!!!!
Por ter admiração pelo dr. Soares, pelo seu papel no reafirmar da democracia, confesso que sinto pena e alguma tristeza por este se andar à arrastar penosamente dando uma imagem nada condizente com o seu percurso histórico.
António Cipriano

terça-feira, novembro 01, 2005


Paradoxos de uma candidatura

A candidatura presidencial de Mário Soares encontra-se num paradoxo existencial. Mário Soares nos últimos anos ao contrário de 74, tem vindo a fazer gradualmente um percurso do centro para a esquerda. Nas suas intervenções publicas ainda sob a capa senatorial, apelava à defesa intransigente do modelo social europeu, criticando asperamente a globalização, a economia de mercado, a guerra no Iraque, o papel dos EUA no mundo, etc. Em muitas situações como na guerra do Iraque ou no papel da Europa no mundo, também eu comunguei das suas posições, apesar de saber que muitas eram utópicas, descontextualizadas de um mundo que infelizmente já não é o mesmo. Soares ainda não percebeu isso. Ainda não compreendeu que o mundo é diferente, mais dinâmico e agressivo economicamente. Hoje, Portugal tem de se adaptar positivamente à globalização, as suas consequências e oportunidades, procurando é certo, a manutenção de um estado social, ainda que menos abrangente, que não quebre os laços de solidariedade intra-classes.
Socrates, líder socialista de um novo tempo, sabe que o mundo é bem diferente da realidade fantasiada de Soares. Sabe que o estado social dos anos 80, já não se coaduna com o novo século. Socrates, apesar algumas ambiguidades e alguns tiques socialistas, conhece que o único caminho possível para Portugal é o da racionalização de recursos, muitas vezes contrário a benefícios sociais anacrónicos. Socrates, perante uma inescapável realidade de crise utiliza medidas de direita. Este por imperativos políticos viu-se na necessidade de apoiar Soares, um candidato bem diferente do seu socialismo.
Como é que Soares pode acusar Cavaco de privilegiar políticas neo-liberais quando é o governo do PS, que as aplica? É este o paradoxo de Soares. Viver uma realidade que não existe, apoiado por um partido que sabe que esse mundo não existe, insistindo nessa negação, meramente por um imperativo de não ficar mal na fotografia presidencial.
António Cipriano

segunda-feira, outubro 31, 2005

Campanha Estranha

Tenho ouvido com algum interesse os projectos de campanha dos candidatos a presidente da república. E cada vez que ouço estes projectos fico agastado, a razão é simples todos os candidatos dizem que vão fazer isto fazer aquilo, resolver este e aquele problema, e assim só falta dizer que vão fazer construções, distribuir cargos e fazer projectos de lei. Penso que aqui existe um problema grave de identidade e ainda ninguém explicou aos candidatos que a candidatura é para a presidência da república e não para primeiro-ministro, ou seja, são candidatos a um poder representativo e não executivo. Assim eu tenho que chegar à triste conclusão que a demagogia no nosso país já chegou até à eleição do presidente da república.

António Manuel P. S. Guimarães

Clube do Poeta Encolerizado

Francisco Louçã fez este domingo a apresentação da sua campanha. Nessa apresentação decidiu disparar em todas as direcções. Afirmando que os outros candidatos falam sempre mal de algum outro candidato, falando mal da campanha dos adversários. Diz ele que Jerónimo de Sousa ataca Soares e o ataca a ele, que Alegre ataca Soares, que Soares ataca Alegre e Cavaco, Cavaco por sua vez ataca Soares. Diz também que isto é um mau exemplo das campanhas dos adversários e que eles são o “clube dos poetas zangados”. Por fim diz depois que ele está fora deste clube, bem se ele o diz quem sou eu para o desmentir, aliás eu acho que ele é de facto diferente porque ao contrário dos outros ele ataca todos os outros candidatos sem excepção. Eu acho que Louçã para marcar a sua diferença vai fundar um novo clube, que deverá ter o nome de “clube do poeta encolerizado”, devido à sua dimensão totalitarista ao nível dos ataques.

António Manuel P. S. Guimarães

domingo, outubro 30, 2005

Notícia Verídica

Esta notícia é verdadeira e aconteceu esta semana na Austrália. Um senhor chamado Rudolf Stadler, de 51 anos, em Mooloolaba (não perguntem), resolveu abater uma vaca "problemática" (não sei explicar esta parte). Levou a vaca até um barracão e resolveu abatê-la com a sua espingarda (este senhor tem licença de porte de arma através da licença de caçador, ao que parece). Falhou o primeiro tiro (como? como é possível?). Resolveu disparar novamente (persistente, hein?). O segundo tiro não só falhou, como atravessou o barracão e também um carro que circulava ali perto, na estrada. Foi assim que a senhora Tunning, que regressava com o seu marido de férias, viu a sua perna a ser alvejada.
A vaca não se ficou a rir, foi abatida mais tarde.

João Pedro

sábado, outubro 29, 2005

Governo de Aparências

Este é um governo que vive apenas e só das aparências. Não consegue tomar uma medida em que o primeiro-ministro não venha para a praça pública dar exemplos que justificam as suas decisões. Diz coisas contra quem se manifesta, como se todos estivessem errados e ele fosse o único iluminado capaz de ver a razão. Ele ataca os professores dizendo que têm demasiado tempo livre e que têm que passar mais tempo nas escolas, dando a ideia que é apenas por isso que os professores se manifestam, quando todos sabemos que há mais umas quantas razões. Ele ataca os juízes, que segundo Sócrates têm que ter os mesmos direitos que o cidadão comum, com as mesmas férias e com o mesmo regime de pensões, como se os tribunais fechassem para férias, ou os juízes tivessem mais tempo de férias que qualquer outro funcionário público (sim porque o governo fala de forma a “vender” essa imagem). Ele é critica os policias que segundo ele têm que se reger pelos sistemas de saúde igual ao contingente geral, quando o problema maior para os manifestantes é o aumento da idade da reforma. Ele é contra os enfermeiros, contra os médicos, ao fim e ao cabo contra tudo o que é funcionário público. Enfim, vende a imagem que mais lhe convém da função pública, por vezes imagens falsas, por vezes meio falsas, ou seja, como convém que o público ouça.

Ninguém pode acusar o primeiro-ministro de falta de coerência, pois o homem quando ganhou as eleições disse que não ia atacar os governos anteriores e de facto ele não tem partido muito por ai. Sócrates inovou quando começou a falar da função pública como “Maomé fala do toucinho”, a fazer da função pública a mãe de todos os males.

É fácil esquecer erros graves cometidos por quase todos os governos que se seguiram ao 25 de Abril. Pois cada vez que viam o desemprego a aumentar, o governo fosse qual fosse, abria logo uma quantidade de vagas na função pública, ou seja, o problema começou quando se pensou que a função pública podia servir de tapa buracos, criando problemas a longo prazo, surpresa….o longo prazo é agora.

As coisas de facto têm que mudar, têm que ser feitos muitos ajustes, muitos cortes e repensar sistemas como o sistema de pensões, porque as coisas estão insustentáveis. Mas não podem ser feitas à força, nem com base na mentira, nem em todo o lado ao mesmo tempo, especialmente quando os governantes se recusam ouvir quem vai sair prejudicado e se recusa a admitir qualquer concessão, numa atitude autista ou como dizia Cunhal “a politica do quero, posso e mando”. Vendendo o “seu peixe”, mas não sei até quando é que Sócrates vai poder fazer a sua venda, porque a continuar com os ataques sucessivos “os compradores” vão deixar de existir.

Porque a continuar assim este governo arrisca-se muito seriamente a encontrar situações insuportáveis como nos idos inícios da década de 80, em que as greves gerais se sucediam e embora eu ache que as greves de falta ao trabalho sejam erradas (viva à greve de zelo), começo a pensar que as condições óptimas estão a ser criadas para que isso aconteça e prevejo para breve uma greve geral da função pública, uma greve de vários dias capaz de deitar abaixo qualquer governo, por mais que seja a sua maioria absoluta, que este primeiro-ministro infelizmente confundiu com absolutismo.

António Manuel P. S. Guimarães

quarta-feira, outubro 26, 2005


Ameaça biológica

Segundo foi possível apurar, o Serviço de Informações e Segurança (SIS) encontra-se presentemente em alerta vermelho. Todos os agentes de campo foram mobilizados repentinamente para uma missão de máxima importância para a segurança nacional. A mobilização visa a protecção do país face a uma perigo de ameaça biológica. A agitação, o stress dos operacionais esta ao rubro. Os agentes do SIS encontram-se estrategicamente colocados em sítios chaves como sejam: praias, parques naturais, reservas biológicas, explorações aviárias e galinheiros. À mesmo noticia de escutas telefónicas a galos, patos e gansos, visando a intelligence nacional, obter planos de voo dos suspeitos.
Aguarda-se a todo o momento desenvolvimentos.

António Cipriano

segunda-feira, outubro 24, 2005

Brincando Com a Justiça

O foragido à justiça internacional por crimes de guerra, genocídio, atropelos ao direitos humanos, e atrocidades variadas, Rodovan Karadzic, lançou na semana passada o livro de poesia “Sob o seio esquerdo do século”. O livro conta com poemas como “ A cidade arde como pau de incenso”; “Conto de fadas negro”; “Até à vista assassinos” ou “Bomba Matinal”.
Segundo nota da editora, Karadzic continua vivo e na sua fase mais criativa.
A procuradora do Tribunal Internacional de Justiça, Carla Del Ponte, a bem da literatura deseja o quanto antes juntar Karadzic à Milosevic, em Haia de modo a que estes possam em comum escrever mais um livro, neste caso intitulado “Noites na Prisão”
António Cipriano

quinta-feira, outubro 20, 2005

Coincidências

Sabiam que João Paulo Velez, ex-assessor principal de impresa de Santana Lopes, exerce agora as mesmas funções para Mario Soares?
António Cipriano

A Lenda da Galinha


Esta fábula é da autoria do antigo presidentes dos EUA, Ronald Regan, mas penso esta adaptação à realidade portuguesa está muito bem conseguida, peço que tenham paciência e leiam até ao fim.

Uma galinha achou alguns grãos de trigo e disse aos vizinhos:
- Se plantarmos este trigo, teremos pão para comer. Alguém me quer ajudar a plantá-lo?
- Eu não, estás parva ! Disse a vaca.
- Nem eu, tenho mais que fazer ! Emendou o pato.
- Eu também não. Retorquiu o porco.
- Eu muito menos. Completou o bode.
- Então, eu mesma planto, disse a galinha. E assim o fez. O trigo cresceu alto e amadureceu, com grãos dourados. - Quem me vai ajudar a colher o trigo? Quis saber a galinha.
- Eu não, já tenho o rendimento mínimo garantido. Disse o pato.
- Não faz parte das minhas funções. Só se pagares algum sem recibo. Disse o porco.
- Não, depois de tantos anos de serviço! Exclamou a vaca.
- Eu arriscava-me a perder o fundo de desemprego. Disse o bode.
- Então, eu mesma colho. Disse a galinha, e colheu o trigo, ela própria.
Finalmente, chegara a hora de amassar o pão.
– Quem me vai ajudar a cozer o pão? Indagou a galinha.
- Eu fugi da escola e não aprendi essas “merdas”! Ganho bem com a passa! Afirmou o porco.
- Eu não posso pôr em risco o meu subsídio de doença. Continuou o pato.
- Caso seja sozinho a ajudar, é discriminação. Resmungou o bode.
- Só se me pagarem horas extraordinárias! Exclamou a vaca.
- Então, eu mesma faço. Disse a pequena galinha. Cozeu cinco pães e pô-los a todos numa cesta para que os vizinhos pudessem ver. De repente, toda a gente passou a querer pão, e pediu um bocado. A galinha disse simplesmente:
- Não! Vou comer os cinco pães sozinha.
- Lucros excessivos, sua agiota! Gritou a vaca.
- Sanguessuga capitalista! Exclamou o pato.
- Eu exijo direitos iguais! Bradou o bode.
O porco grunhiu: - A Paz, o Pão, Educação, são para todos! Direitos do Povo! Pintaram faixas e cartazes dizendo “injustiça, fascista, direitos iguais e pão para o povo” e marcharam em protesto contra a galinha, gritando obscenidades.
Chamado um fiscal do governo, disse à pobre galinha:
- A senhora galinha, não pode ser assim tão egoísta. A senhora ganhou pão a mais e por isso tem de pagar muito imposto.- Mas eu ganhei esse pão com meu próprio trabalho e suor! Defendeu-se a galinha.
- E os outros não quiseram trabalhar! Retorquiu sentida.
- Exactamente! Disse o funcionário do governo.
- Essa é a vantagem da livre iniciativa. Qualquer pessoa, numa empresa, pode ganhar o que quiser. Pode trabalhar ou não trabalhar. Mas, de acordo com a nossa moderna legislação, os trabalhadores mais produtivos têm que dividir o produto do trabalho com os que não fazem nada. Além disso há as mais valias, o IRS, a ex- Sisa, o desconto para a CNP, o IRC, o aumento dos combustíveis, o imposto automóvel, o selo do carro, o perdão aos clubes de futebol, que têm de ser pagos para garantir a nossa saúde, a nossa educação e a nossa justiça!
Todas elas as melhores do mundo!
E todos viveram felizes para sempre, inclusive a pequena galinha, que sorriu e cacarejou:
- Eu estou grata, eu estou grata.
Os vizinhos é que passam o tempo a perguntar porque é que a galinha nunca mais fez um pão.
Esta fábula deveria ser distribuída e estudada em todas as escolas.
Talvez, assim, decorridas uma ou duas gerações, a mensagem central pudesse tomar o lugar de toda essa papagaiada pseudo-igualitária que insiste em deprimir um país e condená-lo ao eterno miserabilismo.


António Manuel P. S. Guimarães

terça-feira, outubro 18, 2005



Asterix – “O céu cai-lhe em cima da cabeça”

Se houve banda desenhada que me acompanhou bem de perto por toda a infância e adolescência, foi inevitavelmente Asterix e Obelix. Ainda hoje, muitas vezes me perco pelos quadradinhos de álbuns como “Asterix – Gladiador” (o meu preferido), “Asterix e os Belgas”, ou “Asterix e os Godos”.

Asterix, personagem criada pelos franceses René Goscinny e Albert Urdezo em 1959, numa altura em que a França ainda cicatrizava as feridas da segunda guerra mundial, faz nas entrelinhas, uma homenagem à resistência gaulesa à ocupação nazi, apelando a um nacionalismo talvez excessivo, inspirado talvez na figura lendária de Vincingetorix (gaulês tornado escravo de Júlio César após ter liderado uma rebelião contra Roma), combinando na perfeição, a criatividade, o elemento histórico e o humor, encontrando-se publicado em 107 línguas, entre as quais, desde há pouco o mirandês.

Urdezo, autor ainda vivo, brinda-nos com mais um álbum, intitulado “O céu cai-lhes em cima da cabeça”, inspirado com toda a certeza, no pesadelo autárquico socialista do passado de dia 9 de outubro.
Brincadeiras à parte, Asterix é sem duvida uma das grandes Bandas Desenhas do nosso tempo.

António Cipriano

domingo, outubro 16, 2005


Vitórias do Bloco

Na minha cidade (Caldas da Rainha), com cerca de 30.000 eleitores inscritos nos cadernos eleitorais, o Bloco de Esquerda reivindicou um grande vitória nas autárquicas de domingo passado. Nas palavras da candidata à autarquia, o “BE mais do que duplicou a votação, passando de 228 votos em 2001, para 648 em 2005. Tendo em algumas freguesias obtido resultados excelentes. Na freguesia da Serra do Bouro, em 2001 não tinha apresentado candidatos, tendo agora obtido oito votos.”
São estas as grandes vitórias do Bloco!!!!!!!!!!

António Cipriano

sexta-feira, outubro 14, 2005

Jerusalém

Recentemente atribuído o Prémio José Saramago a este livro, foi com curiosidade que o li, por acaso dias antes da atribuição, sendo uma surpresa a conqui~sta deste prémio. Confesso que não li mais nenhuma obra de Gonçalo M. Tavares mas Jerusalém foi dos piores livros que eu li nos últimos tempos. Um livro que tenta fazer uma colagem ao estilo de Milan Kundera no pior sentido possível; um médico que faz uma tese sobre o horror humano e traça toda a história futura da humanidade, sabendo quem vão ser os povos invasores e os povos invadidos? É muito esforço para tentar personificar Kundera, mas Kundera é único...
PP

Naturalização


Charlie Manson, quiçá o serial killer mais conhecido em todo o Mundo, requeriu a cidadania portuguesa. Apesar de nunca ter sequer estado sequer no nosso país, logo nem possuindo residência no nosso país e de estar preso, notícias recentes do país fascinaram-no ao ponto de ter tomado esta decisão. Manson vêm-se como um candidato perfeito a uma Câmara Municipal, encontrando-se indeciso sobre qual escolher, sendo certo no entanto que a Câmara Municipal de Felgueiras está na dianteira, a pouca distância de Oeiras, Gondomar e um pouco mais afastado aparece Amarante.

PP

quarta-feira, outubro 12, 2005


Libéria

Libéria é um país africano típico. Situado um pouco acima do golfo da Guiné, entre a Serra Leoa e a Costa do Marfim, foi fundado em 1847 por antigos escravos norte americanos que procuravam criar em África, uma nação ausente da exploração do homem pelo homem, justa e solidaria. No entanto, este anseio não passou disso mesmo. A história da Libéria um pouco à semelhança de muita da África subsariana, é um somatório de instabilidade, guerra civil, déspotas, atropelos aos direitos humanos e muita miséria. Esta instabilidade política é bem patente no destino típicos dos presidentes do país. A maioria termina a sua carreira política em cenários muito a lembrar alguns filmes de Tarantino ou Robert Rodriguez. Casos dos presidentes Willliam Tolbert (desferiram-lhe três tiros na cabeça, arrancaram-lhe o olho direito e estriparam-no) Samuel Doe (cortaram-lhe as orelhas, comeram-no parcialmente e exibiram o corpo dentro de um carinho de mão ,pelas ruas da capital Monróvia) ou mais recentemente Charles Taylor (forçado ao exílio na Nigéria após uma guerra civil que custou cerca de 250 mil mortos).

Mas a razão de trazer a Libéria hoje, advém de do facto do antigo jogador de futebol do Milan, George Weah ser o candidato favorito às eleições presidenciais que se realizaram ontem. Weah, que tem por habito passear pelas ruas da capital no seu simples Porche Boxster metalizado, enfrenta nestas eleições Ellen Johnson-Sirleaf, antiga economista do Banco Mundial. Mas é claro, Weah apresenta qualificações e conhecimentos superiores face a sua adversaria, nomeadamente graças ao seu mestrado em Fair Play atribuído pela UEFA em 1996, (após ter agredido Jorge Costa nesse mesmo ano).
António Cipriano

segunda-feira, outubro 10, 2005

Candidatura
Segundo fontes seguras, João Soares após protagonizar as candidaturas autárquicas a Lisboa em 2001 e a Sintra em 2005, prepara-se para anunciar publicamente as suas próximas candidaturas autárquicas. Em 2009 João Soares apresenta-se como a voz da mudança em Pedrogão Grande, em 2013 é candidato em Fornos de Algodres, e em 2017 é concorrente à autarquia do Corvo nos Açores, tendo como mandatário de campanha o seu pai com 93 anos.
António Cipriano

Homenzinho

A dignidade, a honradez, a capacidade de liderança, o espirito democrático, o apego ao sentido cívico, são valores que destinguem os grandes cidadãos, da vulgaridade mediana da mediocridade. Manuel Maria Carrilho demonstrou ontem, ao não assumir frontalmente a derrota, que não passa de um homenzinho, cheio de soberba, vaidade e psedo-intelectualidade, indigno de representar as mulheres e homens de uma cidade como Lisboa. Para completar a sua falta de classe e educação, ao contrário do que é usual, teve de ser Carmona (o vencedor) a telefonar, para o cumprimentar.
E queria isto ser presidente da câmara de Lisboa!!! Felizmente os lisboetas sabem distinguir o trigo do joio.
António Cipriano

quinta-feira, outubro 06, 2005

Últimos Trunfos de Campanha

Manuel Maria Carrilho candidato do Partido Socialista à câmara de Lisboa, prepara-se para lançar no ultimo dia de campanha um conjunto de propostas políticas inovadoras e enérgicas que decerto podem convencer os indecisos.
As propostas emblemáticas, agregadoras de vontades, cruciais aos futuro de Lisboa são;
- Bárbara Guimarães em Biquini no Comício da Tarde
- Bárbara Guimarães em Top Less no Comício de Encerramento

António Cipriano
Campanha ou pré-campanha?

Esta é uma campanha que podia ser como todas as anteriores, com propostas e falta delas, com ideias novas e com insultos velhos, enfim podia ser uma campanha como de costume.
Mas esta campanha tem um facto novo, um acontecimento que eu nunca tinha visto em eleições autárquicas, que é o aproveitamento feito para elas servirem de pré campanha presidencial, se não vejamos, fala-se mais nos candidatos e nos candidatos a candidatos a Presidente da República do que nos actuais candidatos a presidentes de câmara, exceptuando aqueles casos particulares em que os candidatos a presidente de câmara são noticia por estar envolvido em processos judicias como arguidos.
António Manuel P. S. Guimarães
A Insustentável permanência de Peseiro

Muito se tem falado de Peseiro,especialmente se ele é o único culpado da situação actual do Sporting! Eu muito sinceramente acho que ele, de facto, não é único culpado. Mas infelizmente para Peseiro, ele é a face dos problemas, foi ele que perdeu totalmente o parco controlo que ainda tinha no balneário. E se alguém tem dúvidas sobre isso então que veja um jogo do Sporting para ver 11 jogadores a jogarem para si, sem pensarem no colectivo, sem obedecer às instruções do treinador e depois a “levarem na cabeça” da forma mais indigna possível. As únicas razões que consigo encontrar para a ainda não demissão de Peseiro são: a direcção ainda não encontrou quem o possa substituir e portanto deixam-no estar até haver um substituto (embora eu ache que até o dedicado roupeiro Paulinho faria melhor trabalho que ele); ele e a direcção ainda não terem percebido que a anarquia no balneário não é saudável, ou ainda, a direcção acreditar que Peseiro é o “homem certo”. A ser este o caso, bem então acho que não deverá ser apenas o Peseiro a se demitir, porque se alguém acha que ele ainda vai ganhar alguma coisa no Sporting é demasiado incompetente. Infelizmente eu acho que a direcção ainda acredita no “milagre” e só vai acordar tarde de mais.

António Manuel P. S. Guimarães

terça-feira, outubro 04, 2005


Época de Contratações

Terminou no passado dia 13 de Setembro a época de transferências da política brasileira. Assim como no futebol, os partidos políticos brasileiros têm um período anual destinado a contratações. Só nesta legislatura, pelo menos 163 dos 513 deputados (um terço) já tinham trocado de partido. No total já foram contabilizadas 251 mudanças, isto porque muitos mudam mais do que uma vez. No caso, o campeão das trocas foi o deputado Zequinha Marinho, o qual nesta legislatura já mudou seis vezes de partido.
Mas não pensem que Portugal é virgem no assunto. Apesar de não ser usual, também temos algumas contratações na política portuguesa. Caso das contratações milionárias de Zita Seabra do PCP para o PSD e de Helena Roseta do PSD para o PS.

António Cipriano

sexta-feira, setembro 30, 2005


Canadá


O Canadá é um país estranho. Apesar de ser um monstro em dimensão geográfica, e uma das economias mais saudáveis e desenvolvidas do globo, não tem qualquer peso ou importância na cena internacional. Quantas vezes se lembram de ouvir uma noticia, ou um apontamento sobre o Canadá na imprensa escrita ou televisiva? Alguém sabe o nome do primeiro ministro, e qual a sua orientação ideológica? De facto uma noticia sobre Canadá é quase um acontecimento.
Mas esta semana o mundo foi surpreendido, por uma noticia sobre este gigante adormecido e invisível. Foi nomeado, após a aprovação do primeiro ministro em funções, Paul Martin (partido liberal), a nova Governadora-Geral do Canadá. O cargo de Governador-Geral, tem um função essencialmente protocolar, visando promover a unidade do estado, divulgar a cultura canadiana, ocupando igualmente o cargo de comandante em chefe das Forças Armadas. Mas em ultima analise, o Cargo de Governador-Geral nada é mais, do que o representante do Chefe de Estado, no caso a Rainha da Isabel II da Inglaterra,
Michaelle Jean, 48 anos, ex-jornalista, negra, francofona, nascida no Haiti, país em que viveu até aos 11 anos ( detentora de dupla nacionalidade francesa e canadiana até à poucos meses), tendo passado variados anos na Europa(em especial em Itália), licenciada em Literaturas Italiana e Hispânica, foi a pessoa nomeada para Governadora-geral, e assim unir e promover a identidade do Canadá.

António Cipriano

quinta-feira, setembro 29, 2005

Manuais Escolares

Porque é que quando alguém defende manuais escolares unificados a nível nacional, é insultado de todas as formas e feitios? Dizem logo que isso são ideias ditatoriais, fascistas, salazaristas e o diabo a sete. Ou seja, só porque na altura do Estado Novo isto acontecia, quem pensa assim tem que ser um adorador do Diabo. Parece que as pessoas preferem continuar a ouvir dizer que os manuais estão mal feitos, aquilo que ouvia em todas as disciplinas quando andava no secundário e como ainda agora ouço nas cadeiras pedagógicas na universidade, preferem também continuar a queixarem-se dos preços dos livros escolares, que todos os anos são magicamente actualizados a um currículo nacional que é o mesmo e permanece normalmente inalterado durante alguns anos. Preferem ter que gastar mais dinheiro porque os livros do filho mais velho não servem para o irmão que é mais novo 1 ano.

Parece-me insano chamar proto-ditador a quem pretende acabar com o jogo sujo feito pelas editoras que ganham rios de dinheiro à custa das pessoas que são exploradas porque os governantes preferem fechar os olhos.A quem acha que certas promiscuidades que acontecem são nefastas para a sociedade, como os livros feitos por professores que curiosamente têm parte na decisão de na “SUA” escola adoptar o "SEU" manual, sabendo que os seus colegas não vão votar contra.

Ninguém gosta de ditadores, nem de ditaduras e devemos sempre recusar esse cenário, mas não devemos recusar as ideias que possam ter sido positivas só porque foram utilizadas na ditadura. Eu não digo que os manuais devam ser feitos na “casa da moeda”, nem por qualquer outro órgão governamental, mas sim pelas editoras, mas através de concurso público para cada disciplina e depois serem obrigados a durar por pelo menos 4 anos, sempre com equipas prontas para corrigir qualquer erro no ano seguinte. Sempre com a entrega de alguns manuais para o estado para serem entregues às famílias desfavorecidas.

Se isto é ser proto-ditatorial, então eu não sei o que é democracia, porque a ser como está actualmente, então uma democracia é um conjunto de ditaduras autónomas baseadas na economia de mercado, cujo único objectivo é roubar os desgraçados que menos têm! Este é mais um exemplo dos muitos que existem que dá para fazer pensar sobre a nossa “crise permanente”

António Manuel P. S. Guimarães

terça-feira, setembro 27, 2005

Gripe Política

Todos sabemos que o país enfrenta dificuldades, restrições orçamentais, e uma boa dose de pessimismo. No entanto qualquer forasteiro, que visite o nosso país, duvidará de tal cenário de recessão económica. Afinal, inaugurações constantes, frenéticas, de chafaricas, piscinas, complexos culturais, fontes luminosas, túneis, ruas e ruelas, acontecem um pouco por todo o país, como se de um vírus contagioso se tratasse. Efectivamente uma pandemia ocorre em Portugal de quatro em quatro anos, sem vacina ou tratamento conhecido. Um dos sintomas da actual estirpe do vírus é o uso desenfreado da palavra “mudança”. Todos os agentes do vírus, que a ciência medica denomina de “Candidatos” empregam sistematicamente e quase patologicamente o termo mudança. Milhares de cartazes, info-mails, autocolantes, apregoam a dita “mudança” aos quatro ventos - “Continuar a Mudança”; “ O Rosto da Mudança”; “Onda de Mudança”; “Vencer em Mudança”, são slogans usados paradoxalmente pelos agentes biológicos já empregnados no sistema imunitário (actuais presidentes de câmara) e pelas novas variantes do vírus (candidatos da oposição).
Fiquem descansados!!! Ao contrário da gripe das aves, este vírus nacional tem um período de actuação de apenas mais 12 dias, não havendo o risco de expansão.
António Cipriano

sexta-feira, setembro 23, 2005


Patrocínio
Esta decidido!!! A Associação Portuguesa de Municípios já escolheu a bebida oficial da campanha para as autárquicas. Após algum período de indecisão entre o "Licor Beirão", a “Vodka Eristoff” e a “Cachaça Brasileira Cacique”, a associação optou pela ultima.
Em alguns concelhos, nomeadamente em Felgueiras, Gondomar, Amarante, Oeiras e Braga já foram encomendados milhões de litros da “Cachaça Brasileira Cacique”, para que os eleitores bem bebidos e adormecidos num pesadelo cor de rosa, laranja ou azul elejam respectivamente Fátima Felgueiras, Valentim Loureiro, Avelino Ferreira Torres, Isaltino Morais e Mesquita Machado.
António Cipriano

quinta-feira, setembro 22, 2005

Tempo de antena


Amigo, pretende cometer algum crime e tem medo de ir parar à cadeia? Deixe-se disso! Aproveite já a excelente oportunidade de adquirir imunidade diplomática através de eleições! Cumprir penas por crimes passionais, homicídios, tráfico de estupefacientes, evasão fiscal ou desvio de fundos? Em que país de terceiro mundo é que vive para ter de cumprir pena? Mais informações através da Câmara Municipal de Felgueiras.

Oferta limitada ao stock existente

PP

Crimes que Compensam

O que se passa com o nosso país? Estará tudo doido? Que raio de leis são estas que fazem com que pessoas comuns sejam por vezes condenadas por um simples descuido, mas que permitem que outras pessoas, indiciadas por crimes graves além de andarem por ai impunes possam também ser candidatas à presidência de autarquias, só porque são mais influentes? Pessoas suspeitas de terem cometido o grave crime de corrupção, crime que não só mostra a desonestidade diante o estado, mas também perante os eleitores que atestaram confiança quando os elegeram para governar os municípios. A lei não só permite que estas pessoas se candidatem como acaba por as proteger, fazendo com que estas pessoas para além de suspeitos de serem criminosos, sejam também intocáveis para continuarem “supostamente” a praticar os seus “supostos” crimes e a prejudicar as pessoas que os elegem.

Isto torna-se ainda mais bizarro quando uma pessoa foge de Portugal, porque sabe que lhe foi decretada prisão preventiva, passando a ser uma fugitiva. Enquanto está fora é organizada uma lista candidata a uma câmara, cujo candidata a presidente é a foragida, o que a torna imune e que permite que esta pessoa, que antes tinha alguma coisa a esconder, regresse sem que ninguém a obrigue a sentar no banco dos réus. Demonstrando que o crime quando praticado por alguém com responsabilidades compensa.
Mal anda a credibilidade da política em Portugal e a continuar assim, com Majores Valentões, Tios de sobrinhos taxistas ricos na Suiça e fugitivas à justiça candidatos a presidentes de autarquias, pior irá ficar.
O que mais me assusta no meio de tudo isto é que existe a séria possibilidade de estes senhores poderem vir a ser eleitos para a presidência.

P.S.: eu não disse os nomes reais das pessoas em questão, nem que eram criminosos de facto, nem tão pouco utilizei fotos destas pessoas, porque a justiça do meu país além de permitir que estes bandidos andem por ai, permite também que eles me processem por difamação e como eu não sou nem rico nem poderoso o mais certo era ser preso e não me apetece ver o resultado das eleições na cadeia.

António Manuel P. S. Guimarães

quarta-feira, setembro 21, 2005


(In)Justiça

Ouvi dizer hoje numa qualquer radio, que existe um país, (o qual não consegui, perceber o nome) em que uma senhora detentora de um cargo político, após ser envolvida num escândalo de corrupção, e apesar da existência de um mandato de captura ,conseguiu fugir para o Brasil.
Mas o insólito é que essa determinada política, após ter fugido à justiça por mais de dois anos, regressou ao seu país de origem, sendo recebida como uma heroina, tendo o sistema de justiça deixado a referida senhora em liberdade, pronta para ser reeleita e voltar a roubar o erário publico. Concerteza trata-se de um qualquer país do terceiro mundo, da África ou da Ásia.
António Cipriano

segunda-feira, setembro 19, 2005


ONU

Comemoram-se presentemente os sessenta anos da Organização das Nações Unidas. Ao longo de sessenta anos, o caminho percorrido pela ONU enquanto organização responsável pela guarda da paz, e pela mediação de conflitos regionais e globais, apesar de alguns altos, e baixos é francamente positivo. Durante o período da “Guerra Fria” foi o palco por excelência, para as altas jogadas de política internacional. A verdade é que o mundo mudou. E se o mundo mudou, também a ONU tem de mudar .
Reformas são prementes, evidentes e necessárias. Com o passar das décadas e com o consequente aumento de campos de acção, a ONU foi sendo minada por uma montanha de procedimentos e cargas burocráticas, que reduzem a sua eficácia e diminuem a transparência financeira e operacional da organização. Neste sentido, uma reengenharia de procedimentos, métodos e recentramento dos objectivos, é fulcral para uma organização virada para os desafios do século XXI. Mas em paralelo com a reforma administrativa, é necessário a reforma institucional da organização. Já não faz sentido um conselho de segurança com uma estrutura herdada da segunda guerra mundial, assente somente nos cinco estados vencedores da mesma. Tem de se dar uma representação global, a um órgão que se quer representante da humanidade. Estados como o Japão, e a Alemanha, segundo e terceiro maior contribuinte liquido para a ONU, devem de ter a consequente representação no conselho de segurança. Mas a representação global implica uma real representação das diferentes áreas do globo. África o eterno continente adiado, tem de estar representado, com pelo menos dois estados, um da África sub-sariana, e outro da África do Norte e muçulmana. Também a Índia e o Brasil, enquanto colossos geográficos, e estados em desenvolvimento acelerado, devem representar os seus povos e regiões que integram, de forma permanente.
Ao falarmos da ONU temos de mencionar os seus objectivos. O combate a SIDA, a defesa intransigente dos direitos humanos, a protecção dos recursos ambientais, o respeito pelos patrimónios culturais, o combate ao terrorismo são objectivos cruciais. No entanto, o mais importante objectivo é o combate à fome e a pobreza. E para este objectivo nem é preciso muito, basta uma contribuição de 0,7% do PIB dos países mais ricos, para a se conseguir a redução da pobreza mundial para metade até 2015.
Os desafios da ONU são muitos. Oxalá existam homens e estados suficiente grandes e generosos para abraçar os desafios do mundo.
António Cipriano

sábado, setembro 17, 2005

20 anos depois….tudo na mesma!

“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.”

Este excerto é de um magnifico poema de Camões, que significa que tudo o mundo muda e com ele mudam as pessoas. Em Portugal porem, infelizmente isto não é verdade. Hoje estava eu a fazer zapping, quando de repente vi o Herman José de antigamente na RTP Memoria, num programa de 1985 que era o “Hermanias”, em que muitas das sátiras eram sobre a “crise” e a criticar os políticos da altura, que faziam politica atabalhoada e sem nexo que apenas retirava cada vez mais credibilidade e confiança na politica.
Este programa foi emitido originalmente à 20 anos, são muitos anos e deveria ser para recordar como o humor era nesta altura, mas a única coisa que me ocorreu foi que os políticos de agora aprenderam bem a lição com os antigos, pois fazem exactamente as mesmas asneiras.
Nunca uma critica com 20 anos foi tão actual.


António Manuel P. S. Guimarães

quinta-feira, setembro 15, 2005


A poderosa selecção Chilena

A ver um jogo da selecção Chilena, de qualificação para o mundial da Alemanha, uma coisa salta logo à vista, mais propriamente os nomes de quatro titulares da equipa, que são nossos conhecidos: Pinilla (na foto), Tello, Contreras, Rojas. São todos titulares. "Isto não pode ser boa coisa", pensei eu. Se 4 dos 11 titulares são estes... bom, para atalhar a história, digamos apenas que eles foram massacrados e goleados.

João Pedro

quarta-feira, setembro 14, 2005


Mr. Bean no Tribunal de Contas


Estreia esta quinta feira o filme “Mr. Bean no Tribunal de Contas”, do realizador José Socrates, com Guilherme de Oliveira Martins no papel principal. Com este filme, encerra-se a trilogia das aventuras de Mr. Bean iniciada com os filmes: “Mr. Bean no Ministério da Educação” e “Mr. Bean no Ministério das Finanças”, os dois do malogrado realizador António Guterres desaparecido em 2001 no pântano.

Se as duas primeiras sequelas, foram aplaudidas pela critica como exemplos maiores da comédia negra, cheias de melodrama e humor non sense conquistando mesmo o prémio do festival de Bruxelas (o déficit de Ouro); a ultima película é talvez o ex-libris da obra, onde o terror, o masoquismo, combinado com um toque artístico de azenhice, dá um tom neo-cosmopolita à trilogia.
António Cipriano

terça-feira, setembro 13, 2005

Desaparecimento


O Primeiro Ministro José Socrates, apresentou hoje uma queixa na Policia Judiciaria relativa ao desaparecimento do seu Ministro da Economia, Manuel Pinho. Segundo Socrates, a ultima vez que Manuel Pinho foi visto, foi na cerimonia de tomada de posse do governo. As conclusões preliminares da PJ apontam para que Manuel Pinho se terá perdido ou nas teias do Plano Tecnológico, ou mesmo nos supostos planos económicos de relançamento da economia, também eles desaparecidos.

António Cipriano

domingo, setembro 11, 2005


Democracia do Faraó

Realizaram-se esta semana as primeiras eleições presidenciais no Egipto, num período de vinte anos, que resultaram na eleição do Faraó Mubarak para o seu quinto mandato consecutivo. Estas, no bom espirito democrático Africano e Árabe, foram mais uma homenagem à Democracia. Como o importante é inovar, criar novos hábitos e tradições, o acto eleitoral foi marcado por alguns acontecimentos que apimentaram a democracia egípcia. Ameaças, publicidade eleitoral à boca das urnas, utilização dos transportes públicos para transporte dos eleitores do actual presidente, agressões, detenção de observadores internacionais, e compra de votos, foram algumas das salutares inovações.
Segundo foi possível apurar, Mubarak após o devido aconselhamento com Avelino Ferreira Torres, e visando como este, a sua constante preocupação com o povo, optou por distribuir às massas populares 9 USD por voto na sua candidatura bem como viagens a Meca.
António Cipriano

sábado, setembro 10, 2005


Boa noite Sócrates

Será que José Sócrates passou esta noite em S. Bento? Porque se passou deve ter tido uma noite muito “agradável”, proporcionada pelos manifestantes que passaram a noite a fazer barulho com panelas, telemóveis, despertadores, apitos e buzinas. Esta manifestação serviu para protestar contra a pobreza, numa iniciativa que tem o nome de “acordar” os governantes para a pobreza. É assim, quem não pode fazer greve manifesta-se de outras maneiras e esta acredito que Sócrates (se ficou em S. Bento) nunca mais vai esquecer!

António Manuel P. S. Guimarães

quinta-feira, setembro 08, 2005


A Múmia

Portugal vai fazer o primeiro remake da sua história, em vez de contar com os actores Brendan Frasier e Arnold Vosloo nos principais papeis, vamos ter Mário Soares a fazer o papel de múmia, um papel a que Mário Soares um ano antes havia recusado dizendo que escolhê-lo para Múmia era um "erro brutal". Pelos vistos, a sua condição mental deteriorou-se significativamente durante este ano, permitindo o natural ajuste ao papel. Caso venha a ser um sucesso de bilheteira, Soares pretende em seguida fazer uma versão portuguesa do filme de Harrison Ford, Air Force One.
PP

quarta-feira, setembro 07, 2005


Duelo ao Entardecer

Numa pradaria, de vegetação quase nula, aqui e acolá povoada por laranjeiras um pouco murchas, e ao som de um vento constante que remexe as areias e as transporta pelo ar, encontram-se dois Cowboys prontos para um duelo de morte
De um lado o Pistoleiro Marques Mendes. Apesar da sua baixa estatura, detém um bom golpe de rins, é rápido no gatilho, especialista na intriga, discípulo do Mestre Marcelo, tendo no currículo aniquilado num tiro só o lendário Santana Lopes. Desde à alguns meses é o líder do Bando Laranja.
Do outro lado, uma figura temível. O veterano Pistoleiro Valentim Loureiro, de charuto na ponta direita da boca e ao peito o seu apito dourado, amuleto da sorte, ex. major do exercito Boavisteiro, perito nas artes do desdizer e do assassínio à traição, sendo responsável por muitas conquistas do Bando Laranja. Amado pelo povo pela seu habito de compartilhar electrodomésticos, domina à muito as células mafiosas do norte, tendo mesmo escapado a diversas tentativas de ser engavetado pela justiça, fazendo mesmo sombra ao Magnifico Padrinho Pinto da Costa. De algum meses para cá tem um ódio de morte ao seu adversário, visto este ter ousado usurpar o seu território.

Quem sairá vivo do duelo? Quem atira mais rápido?

António Cipriano

segunda-feira, setembro 05, 2005

El Paralelismo

Costuma-se contar uma anedota sobre Che Guevara. Na chegada ao poder, após a revolucão, Fidel Castro organizou uma reunião com os seus principais seguidores, com o objectivo de distribuir os lugares políticos. Depois de vários lugares terem sido distribuídos, Castro precisava de um governador para o Banco Central de Cuba. Olhou para a longa mesa na sala cheia de fumo dos charutos cubanos e disse "Necessitamos de un economista" (perdoem o meu espanholês, mas é a intencão que conta). Che Guevara estava do lado oposto da longa mesa (para além de ser um bocado surdo), ao que disse imediatamente e com grande entusiasmo "Un comunista? Soy yo!".
O moral da história é simples: Che Guevara foi governador do Banco Central (ou Nacional, se preferirem) de Cuba e levou-o à falência, efectivamente arruinando ainda mais as precárias condicões económicas "herdadas" de Fulgêncio Batista. E Che Guevara era médico...
Neste momento, o Ministro da Fazenda (Ministro das Financas) do actual governo brasileiro chama-se António Palocci. A economia brasileira vai bem e recomenda-se: a inflacão está controlada, o crescimento económico é decente (claramente acima da média europeia, pelo menos), o nível de investimentos está bom e as exportacões estão estáveis. No entanto, este ministro é criticado diariamente; e não digo só pela oposicão (porque isso já seria demasiado óbvio), ele é também criticado por jornalistas, analistas políticos e praticamente todos os economistas de renome do Brasil. Já ouvi e li vários destes últimos a dizerem taxativamente "o Palocci não percebe nada de economia". E dizem-no de manhã à noite.
Basicamente, criticam que os juros estejam tão altos no Brasil. A taxa de juro foi sendo sucessivamente aumentada para controlar a inflacão. Agora que isso aconteceu, não foi reduzida. Resultado: o real valoriza-se (nomeadamente face ao dólar), o valor das exportacões é bastante menor do que poderia ser e a economia brasileira cresce uns pontos percentuais abaixo daquilo que é o seu real potencial neste momento.
E Palocci mantém-se inabalável, a defender as suas ideias. Como ele é um dos membros mais reputados deste governo Lula (tirando um pequeno escândalozito que o envolveu agora há pouco tempo; e não, não foi o mensalão, foi ainda outro), sempre pensei "deve ser um antigo académico reputado".
Ontem descobri que ele é médico...
João Pedro

domingo, setembro 04, 2005


Turcomenistão
Se vos contassem que existe uma país em que os rádios dos carros foram banidos para não corromper os espíritos; em que o baillet a opera foram proibidos para não usurparem o lugar das tradições culturais ancestrais, em que as livrarias foram encerradas sob o argumento que ninguém lê no país; em que o governo prometeu a cada cidadão uma vaca e um bezerro; onde todos os hospitais da província foram encerrados, e nos hospitais da capital as enfermeiras foram substituídos por mancebos; em que as barbas compridas foram proibidas, alegadamente para combater o terrorismo, em que o mês de janeiro deixou de se chamar janeiro para se denominar Saparmurat Niyazov, nome do amado líder, acreditariam?

Mas não é ficção. Existe!! É o Turcomenistão, presidido desde a sua independência em 1992 pelo narcisista delirante Saparmurat Niyazov, carinhosamente tratado como o “paizinho do Turcomenistão”. Em 2004, num golpe de teatro, quis sair do poder. Todavia os representantes do povo não o deixaram, porque segundo as suas palavras Saparmurat Niyazov, foi enviado por deus, sendo o espirito turcomano renascido.

António Cipriano

sexta-feira, setembro 02, 2005

Ajuda Bizarra

Quando alguém dá ajuda a quem precisa, é de louvar. Um acto de caridade meritório, para pessoas que sofrem os efeitos de uma calamidade, mas é claro que quem dá não pode dar mais do que tem. E por isso não percebo a lógica de Portugal dar 2 % da nossa reserva petrolífera, é que Portugal não produz petróleo e não me parece que esse seja um bem de que as pessoas que estão a passar por este calvário estejam realmente necessitadas. Apenas posso pensar que esta ajuda serve apenas os interesses dos E.U.A. enquanto país e que nos prejudica gravemente, porque ao contrário dos Estados Unidos nós não produzimos petróleo, ou seja, serve como imagem para “inglês ver” e esquece as pessoas que estão realmente a precisar de ajuda, aquelas que precisam de alimentos e conforto que um cobertor não dá, mas que ajuda a remediar.
Para terminar apenas peço a quem manda em nós, ao nosso governo, que deixe de gozar com os portugueses, porque esta é a ajuda mais inútil que se pode dar, especialmente quando o país em questão é um produtor de petróleo e considerado como o país mais rico do mundo. Assim esta acção que poderia ser tão meritória apenas pode ser vista como uma brincadeira de muito mau gosto e de infelicidade total.

António Manuel P. S. Guimarães

quinta-feira, setembro 01, 2005


Ancião fora de prazo
Era uma vez, um velho ancião octogenário, o qual era respeitado e admirado por todo a nação pelo seu papel de guardião dos valores da liberdade e democracia. O velho ancião tinha tido uma vida preenchida. Fora na sua juventude um combatente por ideais nobres. Lutou, sofreu, teve derrotas, alcançou conquistas. Desempenhou as maiores funções no estado, sendo primeiro ministro e presidente da nação, responsável em muito, pela integração do país no mundo moderno da construção europeia. Todos, inclusive os adversários aprenderam a respeitar, e a ouvir as suas opiniões.

Todavia o velho ancião, talvez por fruto das maleitas psicológicas da idade, e não compreendendo a verdadeira essência dos novos tempos, insistia em ter um papel activo, mesmo preponderante nos assuntos da nação. Quando já ninguém acreditava, qual velho rabugento, queria aos oitenta e um anos voltar ao poder. Enfim, acreditava na sua ilusão que o mundo era o mesmo de há vinte, trinta anos. Alguns dos mais novos, ora por pena, preferiam não contrariar o velho ancião embarcando na mesma ilusão; ora por simples conveniência , e oportunismo de quem quer manter às influências e poder custe o que custar, davam força ao sonho tardio do octogenário.
Quanto ao povo, este estava consciente que apesar do papel histórico do velho ancião, este representava somente o passado, e não o presente, muito menos o futuro.
Alguns contudo, e respeitando a velha máxima de não abandonar o mais idosos, continuavam a apoia-lo nesta sua aventura sem futuro. Todavia muitos preservavam o futuro! E sabiam que este para ser real, promissor, exige raízes sólidas, firmadas não em ilusões efémeras.
Bem o fim deste história apesar de obvio, está ainda por escrever. Esperamos somente que o povo saiba de facto escolher o futuro.
António Cipriano

quarta-feira, agosto 31, 2005

Para quê a tristeza, Manuel Alegre?


Manuel Alegre era ontem um homem triste pelo não apoio que recebeu do seu partido e não sei bem porquê, afinal deve ver que é apenas a terceira candidatura de Soares a Belém e Soares já tem 81 anos, Alegre só tem 69 anos, ou seja, até aos 81 anos ainda se pode candidatar não três mas quatro vezes. Sabendo também que Alegre gosta muito de repetir frases nos seus livros e, não tendo querido chamar traição ao que Sócrates lhe fez, deixo aqui algumas sugestões: quebra de fidelidade, feito à revelia, infidelidade política, facada nas costas, deslealdade, sub-reptício. Quanto ao candidato Soares, que ainda no Verão passado achava a sua candidatura um erro, mostra-se um seguidor da máxima: "O que hoje é verdade amanhã é mentira" e sendo assim, o que a canseira dos 80 anos provoca, a juventude dos 81 anos anula.
PP

terça-feira, agosto 30, 2005

Ambiguidade e Fúria

Nunca percebi a razão de pôr nomes femininos aos furacões que é um fenómeno linguisticamente masculino. Seja qual fôr a razão, em Nova Orleães, foram mais do que as pombinhas da Katrina a voar de mão em mão, foram placas, carros, árvores, telhados, literalmente foi uma cidade a voar de mão em mão.
PP

segunda-feira, agosto 29, 2005

Sondagens

Para quem não conhece, os amáveis senhores da Marktest disponibilizam uma página que vai sendo actualizada e que contém todas as sondagens eleitorais para as Autárquicas 2005: http://www.marktest.com/wap/a/p/id~cd.aspx
Para além disso, também existe o blog do Pedro Magalhães, especialista em sondagens da Universidade Católica. Trata-se de um blog que surgiu durante as últimas legislativas mas que continuou, pretendendo analisar a fundo os resultados de sondagens que vão sendo feitas, para além de projectar o que poderão ser os resultados reais. Por estes dias, Pedro Magalhães tem analisado as eleições na Alemanha, as presidenciais e as autárquicas portuguesas.

João Pedro

domingo, agosto 28, 2005


Colómbia

Todos já sabíamos que a Colómbia era um país peculiar
O Vice Presidente do parlamento Colombiano, revelou esta semana que existem no Parlamento Colombiano, deputados e Senadores que compram e vendem cocaína dentro do próprio palácio do Parlamento. Parece que no parlamento Colombiano, não existe verdadeira segurança, tendo mais de 10.000 pessoas passes de acesso, na maioria dos casos falsos. Vendedores de biscoitos, de sapatos, astrólogos e traficantes, todos frequentam o parlamento. No fundo a Colómbia trata-se de uma verdadeira democracia popular e directa, onde literalmente todos os sectores da sociedade estão representados. E num país cuja industria maior é a trafico de cocaína, as associações do sector não poderiam deixar de estar devidamente representadas nos órgãos de soberania.
América Latina , no seu melhor!!!
António Cipriano

sábado, agosto 27, 2005

Porquê já?

Não está em causa o facto de eu ser contra ou a favor da interrupção voluntária da gravidez, porque a minha opinião será manifestada na altura correcta, ou seja, quando estiver em vigor as campanhas do referendo! Mas no que diz respeito à realização do referendo ainda este ano tenho que dizer que estou contra. As razões para a minha discordância são simples: o referendo foi feito à sete anos, logo a acontecer um referendo agora é num espaço muito curto de tempo, e não vejo possibilidade nenhuma de neste curto espaço de tempo se poder tirar qualquer forma de ilações sobre as medidas tomadas no que diz respeito às novas estratégias de planeamento familiar. Depois temos ainda o problema por excelência, que é sobre a efectividade do resultado do último referendo, pode-se dizer que a margem de diferença foi pouca, que o “não” ganhou com uma diferença mínima e eu digo que sim, a diferença foi mínima, mas esta é uma questão de democracia, por mínima que seja a margem da vitória de uma das “facções” nós temos que arcar com a responsabilidade da escolha da maioria. E para quem quer o referendo para agora tenho apenas duas questões, será que se o referendo tivesse dado a vitória ao “sim” estaríamos agora a discutir uma repetição do referendo? E a acontecer essa vitória se algum partido tivesse feito a proposta devido à diferença mínima apregoada, será que o Louçã e a Ana Drago aceitavam essa repetição sem fazer um estardalhaço dos diabos?
Concluo dizendo que se se fizer um referendo no espaço de pelo menos uma geração, não vejo mal nenhum, mas acho absurdo fazer um referendo num tão curto espaço de tempo só porque alguns barufastadores profissionais não aceitam o resultado do referendo anterior. Porque a ser assim temos que nos mentalizar que vamos fazer referendos até a proposta ser aprovada.

António Manuel P. S. Guimarães

quinta-feira, agosto 25, 2005

O que foi aquilo??

Estamos no final de Agosto, começa a perder-se o bom tempo e ontem ao responder à chamada telefónica de um amigo, fui ver o concerto na Avenida 1º de Maio de uns tais DZRT, ou melhor, supostamente era para ser um concerto, o que vi pelos pouco mais de quinze minutos do que vi, foi muito, muito mau. Usando e abusando do habitual chavão de gritar o nome da cidade para os aplausos fáceis, cantaram três canções muito fraquinhas e ainda cantaram Black Eyed Peas, Metallica e Evanescence. Para dizer a verdade, existem boys band com canções igualmente fracas mas que ao menos têm coreografias, estes nem coreografias possuíam, pelo menos, no pouco tempo em que consegui aguentar tamanha mer... Depois o anúncio chocante para mim, quando eles agradecem ao público os cem mil exemplares vendidos???!!! Num mundo em que se pode tirar tanta coisa da internet, num país em crise financeira grave, existem que pessoas a comprar aquilo??? Ahh, já agora aproveito para confessar que nunca vi um episódio da novela onde eles actuam, TVI só se fôr para ver a Liga Betandwin.com...
PP

terça-feira, agosto 23, 2005


Coelho da Cartola

Depois de dias e dias de boatos, de expectativas elevadas, de nomes segredados aos ouvidos, o PCP desilude em toda a linha. Afinal a candidatura presidencial inovadora, a pedrada no charco no pântano da política nacional prometida, protagonizada por uma qualquer mulher de esquerda assumida, não passou de um boato. Ou menos Carlos Carvalhas. Mas não!!!! Lá vem de novo o Camarada Cassete Jerónimo de Sousa. É a renovação do PCP no seu auge!!!

António Cipriano

segunda-feira, agosto 22, 2005

Afinal quem esteve de férias ?

Só agora a situação exigiu pedidos de ajuda externa” Esta é a última frase de António Costa sobre os incêndios, o homem que ficou a tomar conta do país quando Sócrates foi de férias. A seguir a esta frase eu tenho apenas que fazer a pergunta: afinal foi Sócrates que foi de férias ou terá sido António Costa? É que parece que quem tem estado fora nos últimos 3 meses é o ministro da administração interna, porque ele acha que só agora é que a situação dos incêndios é grave e que precisa de ajuda para os resolver!

António Manuel P. S. Guimarães

quarta-feira, agosto 17, 2005

Apoio

Foi feito um jantar de apoio a candidatura presidencial de Manuel Alegre. Aquilo não eram socialistas normais. Eram socialistas como ele.

PP
Reforços da pré-temporada

Faltava uma jornada para acabar o último campeonato nacional de Futebol, quando deixei a opinião de que os clubes da SuperLiga deveriam apostar mais nos jovens portugueses, poucos meses volvidos e com mais um clube a ir à falência e deixar as ligas profissionais, vê-se que a aposta foi (segundo indicações recolhidos no jornal Record) em estrangeiros (nomeadamente brasileiros) que dava para formar sete equipas. É bom ver que em tempos de crise os clubes sabem apertar o cinto e dar lugar aos jovens formados no seu clube.
PP
Reforço

Ainda não vi o novo reforço do Benfica a treinar, quanto mais a jogar. Aquele, sabem, que foi recebido com pompa e circunstância pelo Luís Filipe Vieira, de nome João Ribas. Aliás, nem sei em que posição joga...
PP
Tragédia

Na Venezuela, uma queda de avião provocou a morte a toda a tripulação e passageiros. Pode parecer preconceituoso e sei que é errado mas, não posso deixar de dizer que uma tripulação feita com oito colombianos não inspira muita confiança. A primeira coisa que me veio à cabeça foi de pilotos e hospedeiras todos juntos a fumar umas ganzas enquanto o piloto estava automático. Concerteza nada disto se passou e foi tudo uma infeliz tragédia mas, da fama de narcotraficantes e consumidores, infelizmente ninguém livra o povo colombiano.
PP

Steven Seagal

Estreou entre nós mais uma película do pseudo intitulado actor Steven Seagal - “Submerged”, brilhantemente traduzido para português com o titulo “Ameaça Biológica”.
Não desta fez não se trata da história de um policia vingador, nem de um ecologista sanguinário, nem de um cozinheiro ex-membro dos serviços secretos. Desta vez Steven Seagal vai mais além. É totalmente inovador!!!!!!!
Submerged, segundo rezam as crónicas, mostra a história de sequestro de um submarino por parte de terroristas e que é levado a Diabo, um suposto porto a 100km da capital do Uruguai. No filme o Uruguai está sob o domínio de um ditador corrupto rodeado de narcotraficantes em que a embaixadora de EUA é assassinada. O quadro se completa com cabines telefónicas com cartazes em francês e cidadãos que falam inglês ou italiano.
O Governo do Uruguai já prometeu processar Steven Seagal, pela imagem transmitida do país. Espero que em vez de qualquer indeminização financeira, o governo do Uruguai exija somente, a garantia que Steven Seagal, jamais volta a fazer qualquer filme.
Por cá, com amante da sétima arte, espero que a acção judicial chegue a bom porto.
Afinal, ninguém já tem paciência para a falta de talento de Steven Seagal.

António Cipriano

terça-feira, agosto 16, 2005


Colonialismo

O Colonialismo foi um processo histórico que existiu durante séculos, segundo o qual as nações europeias, exploraram os recursos naturais e humanos de extensas áreas geográficas.
Com o fim da segunda guerra mundial, brotaram um sem numero de movimentos de libertação, que pugnaram pelo direito à autodeterminação. Graças em muitos casos a longas e difíceis guerras por um lado, e à mudança de posição da opinião publica mundial por outro, o colonialismo terminou nos anos 70.
Bem, de facto não terminou. O colonialismo ainda persiste, no ano de 2005.
Israel em pleno século XXI, ainda é um estado colonizador, opressor de populações autóctones.
Somente no dia de hoje, após 38 anos de ocupação ilegítima, Israel, finalmente abandonou os colonatos da Faixa de Gaza. Trata-se de uma decisão sábia e histórica, fundamental para algum apaziguamento da região. Todavia, na Cisjurdânia, Israel persiste na sua política de colonatos, quer não desactivando os existentes, quer implantando mais.
É certo que Israel é frequentemente flagelada por atentados, que minam a sua segurança interna. Mas, não é menos verdade, que a insegurança do estado Judaico é em muito, uma consequência da sua política agressiva, de ocupação, e desrespeito das resoluções da ONU.
Espero sinceramente que Israel, e os Palestinianos, se entendam de vez, isto apesar de não acreditar muito nisso.

António Cipriano

domingo, agosto 14, 2005

Recordar Aljubarrota

"Olha: por seu conselho e ousadia
De Deus guiada só, e de santa estrela,
Só pode o que impossível parecia:
Vencer o povo ingente de Castela.
Vês, por indústria, esforço e valentia,
Outro estrago e vitória clara e bela,
Na gente, assim feroz como infinita,
Que entre o Tarteso e Goadiana habita?” (Os Lusíadas, Canto VIII)

Hoje comemora-se uma das datas mais importantes da nossa história, a data em que se lembra o início da tomada de consciência de que somos um povo próprio, em suma, que somos portugueses! Faz hoje 620 anos que as tropas comandadas por D. Nuno Alvares Pereira, O Condestável, fizeram o impossível, derrotaram as tropas castelhanas em Aljubarrota. Esta batalha foi um exemplo do que a coragem e audácia são capazes. A conclusão desta batalha foi o início de um dos mais brilhantes períodos da nossa história. Foi na sequência desta batalha que Portugal ganhou condições para se lançar aos mares e começar a sua expansão, foi aqui que Portugal “deu novos mundos ao mundo”! O período em que surgiu a “ínclita geração”! Talvez a única altura em que Portugal fez as coisas por iniciativa própria, sem medo e com coragem, a coragem característica de quem gosta de partir na dianteira!
620 anos depois essa vontade e querer infelizmente estão adormecidos. E curiosamente não se ouve nenhum órgão de comunicação falar sobre esta data tão importante, que merecia ser recordada. Uma recordação que serviria pelo menos para lembrar as pessoas que Portugal já teve vários momentos de crise e que apenas com a vontade real dos portugueses foi possível ultrapassar esses ensejos! E se o conseguimos no passado não será legitimo acreditar que agora, se a vontade imperar, podemos voltar a superar a presente crise? Deixo a questão.

António Manuel P. S. Guimarães

quinta-feira, agosto 11, 2005


Era uma Vez


Era uma vez, um país distante, tropical, de planícies, vales e rios de tamanho sem igual, rico em recursos naturais e habitado por um povo multicultural. Todavia, o seu povo vivia na sua grande maioria, numa pobreza aflitiva, nomeadamente nas regiões do interior e nas periferias das grandes cidades, face uma burguesia de privilegiados que ostentavam riqueza sem igual.
Os governates, esquecendo os seus deveres de lealdade ao povo, viviam fechados no seu individualismo, procurando pela via da corrupção somente sugar às riquezas do país.
Até que num dia, dos campos do sertão, um torneiro mecânico, com nome de molusco, resolveu que os dias de desigualdade tinham forçosamente de mudar. Peões, camponeses, plebe, pequenos operários, sem terra, embrenhando-se nas palavras e ideias de igualdade e justiça social do torneiro mecânico, foram gradualmente criando um mar de desalinhados que acreditavam no sonho de um país novo. Empurrado por um oceano de esperança, o torneiro mecânico, como num conto de fadas, virou presidente.
Todos pensavam que um novo tempo iria começar. A esperança dos descamisados era muita. Todavia, em poucos meses a esperança foi perdendo fulgor. O Torneiro mecânico, com nome de molusco, enquanto presidente, não apresentava uma política social muito diferentes dos anteriores presidentes. Dizia-se que a culpa era dos lobbys, dos americanos, que não deixavam o presidente cumprir a sua missão
Até que o pesadelo surgiu!!! De repente, o governo do presidente com nome de molusco, é envolvido num terrível escândalo de corrupção, e trafico de influências. O descredito, a tristeza, o desespero, invadiram todos. Afinal o presidente com nome de molusco, e todos os seus colaboradores que apregoavam a justiça social, a honestidade, a igualdade, eram iguais aos outros. O dito partido dos trabalhadores, apenas se interessava em negociatas rentáveis e gordas.
O Presidente com nome de molusco, apregoa a sua inocência, argumentando ser somente uma vitima da sua ingenuidade. Pode até ser verdade. Mas o que também é verdade, é que o sonho, a utopia, de um presidente que veio do povo para lutar pelo povo, visando a igualdade e a justiça social, esse terminou.
E quando se acaba o sonho, nada resta.............
António Cipriano

terça-feira, agosto 09, 2005


Sin City


Este filme, baseado num comic homónimo de Frank Miller que retrata estórias de diversas personagens a viver em comum numa mesma cidade (Basin City), uma cidade sem heróis, sem pessoas imaculadas mas, com umas personagens maníacas, complexas e muito, muito escuras. A realização, a cargo de um realizador referência da actualidade, Robert Rodriguez está muito bem feita, recriando uma atmosfera sombria e fascinante, repartindo os louros com o criador Frank Miller (uma preciosa ajuda para recrear a complexidade psicológica (psicopata talvez?) das personagens, donde destaco Marv, um vilão forte e feio, esquizofrénico que procura vingar a sua amante de uma noite, personagem esta interpretada por Mickey Rourke e, claro o realizador convidado Quentin Tarantino. Este filme está cheio de actores conhecidos, além do já citado Mickey Rourke, Bruce Willis, Elijah Wood, Rutger Hauer, Brittany Murphy, Benicio del Toro, Michael Clarke Duncan e Clive Owen. Programadas já estão outras duas sequelas de Sin City para os dois próximos anos, ficando eu a aguardar que este trio produza outro filme de qualidade como é o caso.
PP

sábado, agosto 06, 2005


Poção magica


No seguimento das ideias peregrinas do Benfica e Sporting, de venderem o nome do seu estádio, a empresas nacionais ou internacionais visando a obtenção de elevadas somas para amortização de passivo, o governo de José Socrates, prepara-se para aprovar em conselho de ministro uma medida similar.

Segundo fontes próximas, Socrates prepara-se para leiloar o nome do País visando assim, eliminar o déficit de vez. Interessados não faltam, entre os quais a multinacional do terrorismo Al Qaeda, o Presidente Angolano José Eduardo dos Santos, e em especial o Rei de Espanha.

António Cipriano

sexta-feira, agosto 05, 2005

Os Estudos para o Aeroporto da OTA

Mas porque razão é que o governo não disponibiliza os estudos que foram feitos para tomar a decisão de construir o Aeroporto neste local? Será que têm receio de disponibilizar os estudos por estes terem sido feitos “em cima do joelho”, ou será que é porque os estudos simplesmente não existem e eles não querem mostrar os vários negócios de imobliarias que pesaram na decisão?!

António Manuel P.S. Guimarães