terça-feira, outubro 31, 2006

Avenida da Liberdade

Ontem por imperativos pessoais deslocai-me a Lisboa, aproveitando algum tempo morto para observar com atenção algumas das lojas da Avenida da Liberdade.
Avenida da Liberdade, local de excelência da capital, é em termos comercial à semelhança das diferentes urbes europeias, dotada de todas as grandes marcas internacionais (Armani, Burberrys, Gant). Nas montras das lojas mais “in” encontrei “preciosidades” como sejam: cachecol de homem a 365 Euros, malas de mão de senhora a 2.560 Euros, calças de homem a 320 Euros, sapatos a 250 euros, etc.
Perante estes preços, pergunto a que país pertencem estas lojas? Ao Portugal que conheço, dos 450.000 desempregados, das deslocalizações, do salário mínimo de 385,90?
Talvez fosse bom que o ministério das finanças como quem não quer coisa, analisar-se a declaração de rendimentos dos clientes destas lojas. Prevejo que iria encontrar algumas situações interessantes.

António Cipriano

sábado, outubro 28, 2006

M.L. Rodrigues (mas “a coisa” também seria um bom titulo)!

A contestação, por parte dos professores, às medidas da Maria de Lurdes Rodrigues, para aqueles que AINDA não perceberam é simples, não é só por a criatura retirar direitos, retirar regalias, retirar poder. (repare-se que não usei o “de”, “Sr.ª”, ou “Dr.ª”. ou qualquer outro titulo porque não tenho respeito nenhum pela criatura). A contestação é porque tudo o que ela faz é retirar, retira condições de trabalho, ou seja, retira tudo e não dá nada. Para o caso de esta mensagem por qualquer estranha ironia do destino, chegar à fulana em questão, a sugestão que eu lhe dou é, venha dar aulas a sério durante uma semana a qualquer escola, que não seja escola modelo, mas seja uma escola normal, daquelas que ela tem "retirado" as condições trabalho e vai ver o que é “bom”, venha e talvez passe a perceber qual é o problema da educação, depois de uma aula dada e já os alunos certamente lhe teriam “retirado” o juízo.
Esta sujeita anda para ai a dizer que o “ministério não é um centro de emprego”, eu concordo com ela, o ministério não é um centro de emprego, mas ser ministra é um emprego, pago pelos empregadores que são todos os contribuintes, onde se incluem os professores, a quem ela presta um mau serviço e que não a podem avaliar. Para aqueles que dizem que isto são queixas de professor, não se esqueçam, eu digo que ela presta um mau serviço a TODOS os contribuintes, aos professores já prestou e promete continuar, a todos mais tarde, pois lá virá o tempo em que todos vão ver o reflexo na péssima sociedade que está a ser formada, muito devido a muitas medidas desta azémola com poderes de ministra.
A sugestão que eu dou a todos os professores é, façam de vez uma greve, mas a greve para acabar com todas as greves, daquelas que fazem os meninos ficarem em casa durante uma semana inteira, daquelas que fazem os pais não saberem o que fazer, daquelas que fazem o país ficar com a cabeça em água. Mas uma greve inteligente, uma greve de ZELO, para o ministério não se ficar a rir por não pagar ordenados e poupar mais uns milhares. Com uma greve destas talvez se conseguisse retirar a “assombração mor” do poleiro do ministério da educação e salvar o que for possível da educação nacional.

António Manuel Guimarães
O Melhor Português!

Está aberta a eleição na RTP, para decidir qual é o português mais importante de sempre. Este jogo é engraçado, porque além de ser uma brincadeira, permite tirar algumas ilações sobre o pensamento da sociedade portuguesa e sobre algumas personagens da nossa história. Permite além disso tirar algumas conclusões sobre alguns pseudo pensadores em Portugal.
Uma das questões lançadas que tem vindo a causar mais escândalo, nesses pseudo pensadores é o facto de Salazar fazer parte da proposta aberta da RTP. Segundo alguns é um escândalo, um erro, uma abominação. “Se esse homem for o mais votado então deve-se repensar a sociedade portuguesa”, estas foram as declarações de Joana Amaral Dias, a carinha laroca da política nacional, dizendo ela ainda que “Salazar foi o ditador que deixou o país num estado miserável". Honestamente nenhuma destas declarações infelizes, cheias de meias verdades, me surpreende, não só por denotar uma valente dose de ignorância, mas também por outros motivos, se não vejamos, Joana Amaral Dias é militante de um partido que gosta de se mostrar como anti-salazarista e anti-direita, quando ao fim e ao cabo é um partido que defende ditadura ou seja, o mesmo que os outros mas com outro “cheiro”. Outro “cheiro” pois é um partido que defende a ditadura do proletariado, do mesmo modo que aqueles países chamados Republicas Populares e Republicas Democráticas, que de democracia e popular nada têm, porque têm sempre um líder que se julga um semi-deus e pai, que considera todo o seu povo inculto e que têm que ser levados como ovelhinhas ignorantes. Eleições não são necessárias porque já se atingiu a perfeição e certamente as pessoas não irão votar contra. E dentro deste quadro, o mundo já nos deu carismáticos democratas e amantes da liberdade, homens como Lenine, Estaline, Khrushchev, Brezhnev, Andropov, Chernenko, Fidel Castro, Kim Il Sung, Kim Jong Il, Pol Pot, Mao Tsé-Tung, Ceausescu, José Eduardo dos Santos, entre outros.
Eu não me acho um iluminado pela razão suprema, até porque eu tirei a minha licenciatura numa humilde universidade estatal portuguesa, ao contrário de Joana Amaral Dias que foi tirar o seu curso aos Estados Unidos, país que aliás, tem o líder do seu partido como membro da sua mais prestigiada associação de economistas. Curiosamente os membros do BE têm uma aversão monstra aos EUA, mas a avaliar pelos seus líderes deve ser só aos dias de semana, porque no fim-de-semana devem gostar, quando vão a Nova York fazer compras. Isto é ponta do iceberg que demonstra bem o que são os lideres do BE, uma cambada de meninos “bem”, “betos”, que se revoltaram contra os seus paizinhos, muitos deles ocupavam bons cargos dentro do regime, lembrando que o pai de Francisco Louça podia ter levado o 25 de Abril para a guerra civil, não tivesse ele sido impedido pelos seus marinheiros e pela peça de artilharia instalada no Cristo Rei. Meninos que são adolescentes irreverentes, que acham giro brincar à política do lado do comunismo irreverente. Burgueses que lutam contra a burguesia, ricos comunistas que lutam contra a pobreza e desigualdade com roupas de marca, mas atenção eles não usam gravata . Defendem a liberalização das drogas leves, para se favorecerem visto que nada mais irreverente que fumar marijuana, e melhorar as condições de vida dos pobres traficantes, que teriam carta branca para envenenar a juventude portuguesa. Democratas absolutistas, assim bem ao estilo de Vasco Gonçalves “não há segunda via, ou se está pela revolução, ou se está contra a revolução”. Quando alguém se lhes opõem, não ouvem as razões dos outros, mas “democraticamente” partem para o insulto e viram as costas como qualquer menino mimado e mal educado, nem que a pessoa a quem viram as costas seja um octogenário e se chame José Hermano Saraiva. Isto porque os argumentos deles são perfeitos, impossíveis de contestar e é inconcebível que algum ser humano não veja que eles são brilhantes. Conseguem congregar à sua volta alguns “livre pensadores”, sonhadores bem intencionados, idealistas, e muitas minorias, que não vêem que para o BE são meros instrumentos e que se um dia o BE vencesse, o sonho tornar-se-ia pesadelo, especialmente para os “livre pensadores”.
É certo que Salazar era um ditador cruel e a sua lição não deve ser esquecida para que não se repita, todos nós devemos ter isso sempre presente. Mas Salazar também não deve ser visto como o BE e o PCP o pintam. Estes gostam de mostrar o Salazar pós-1948. O velho cinzento sedimentado, que conduz “cantando e rindo” o país para a estagnação e consequente atraso, este Salazar existiu de facto. Curiosamente nunca falam no desconfortável Salazar do pré-1948, “esquecem-se” sempre desse homem, que num período de instabilidade mundial consegue estabilidade para Portugal, que faz o país não participar activamente na II Grande Guerra, que dá o primeiro super havit a Portugal. Aquele homem que tinha uma PVDE que tinha pouco trabalho porque os portugueses desconfiavam da esquerda, porque até 48 estes eram ideologicamente fracos e muitos ainda se lembravam de 46 governos entre 1910 e 1926. Pois é, este também existiu, mas para falar deste deve-se sussurrar.
Salazar nunca faria parte do meu voto para melhor português, esse voto foi para outro ditador que hoje é visto como um grande homem e o melhor Rei de Portugal, o meu voto foi portanto para D. João II. Estive em dúvida entre ele e outro grande homem e ditador, um tal de Sebastião José de Carvalho e Melo, mas para mim, D João II mostra uma vontade e um crer em Portugal maior que o Conde de Oeiras e por isso foi o meu eleito.
Mas de longe Salazar também não receberia o meu voto para pior português, para esse papel votaria nos desonestos que no 25 de Abril pretendiam desvirtuar a liberdade trocando uma ditadura por outra. Poderia também votar nestes desonestos de hoje, que vestem a pele de um cordeiro democrático para tentar, qual lobo ditatorial, impor uma ditadura que um PREC e um COPCON, não conseguiram e querem isto só porque são adolescentes irreverentes de 40 e tal anos.

António Manuel Guimarães

sábado, outubro 21, 2006

Justiça à Portuguesa

Os arguidos da queda da ponte de Entre os Rios foram todos absolvidos. Os engenheiros afinal não tinham como saber que os pilares degradados poderiam ruir, apesar de esse ser um conhecimento tão básica para a sua profissão quanto o respirar é para viver. Já noutro aspecto, a Federação Portuguesa de Futebol castigou os juniores do Gil Vicente com um ano de suspensão. Os jogadores profissionais já andam a correr atrás do esférico e os juniores, jovens que não serão certamente remunerados não podem praticar o desporto que tanto gostam, sem terem o mínimo de culpa. É a justiça à portuguesa.
PP

quarta-feira, outubro 18, 2006


Noivos/Noivas Precisa-se


Com o agravamento de impostos para os solteiros, os classificados dos jornais são inundados por uma enxurrada de anúncios pessoais. Muitos procuram noivo/noiva com urgência para fins matrimoniais de modo a escaparem a espada de Teixeira dos Santos.
Em vez de olhos azuis, corpos esculturais, ou curvas bem delineadas, procuram-se noivos/noivas, com PPR´s, despesas de saúde, despesas de educação, juros em crédito à habitação, seguros, etc.
Se é solteiro, não perca tempo!!! Procure noiva sob pena de ser depenado por Sócrates e a matilha socialista!!!!!!


António Cipriano

domingo, outubro 15, 2006


Fim da Crise!!!!!!!!!!

Todo o Portugal vibra de alegria e êxtase!!!
A crise terminou!!! A crise Terminou!!!
Os cerca de 500.000 mil desempregados, dirigem-se de imediato para a sede do Ministério da Economia para pessoalmente agradecerem ao Ministro Manuel Pinho e solicitarem o emprego a que tem direito.

António Cipriano

sexta-feira, outubro 13, 2006


Poder Local

Em 32 anos de democracia, um dos seus braços mais fortes foi o poder autárquico. A descentralização administrativa, o aproximar das decisões aos cidadãos, o fomento da autonomia participativa, foram algumas das grandes conquistas do poder autárquico. De facto, muito do desenvolvimento do país se deve à acção das autarquias. Mas este papel crucial das autarquias, não pode, nem deve servir, para branquear alguns desvios e abusos que este consagrou. Abuso de poder, clientelismos locais, obras de fachada, relacionamentos pouco saudáveis com a construção civil, eleitoralismo, endividamento sem limites, são alguns dos pecados do poder local.

Faz todo o sentido uma reforma das normas que regulamentam o poder local. A limitação de mandatos, e a reformulação das finanças locais são necessárias.
Tudo isto a propósito da nova lei das finanças locais proposta pelo governo Sócrates. A nova lei, em discussão na Assembleia da Republica, é francamente positiva. Os municípios passam a ter limites ao endividamento, deixa de ser possível a vergonhosa venda de créditos futuros, passa a ser necessário a certificação das contas das autarquias por revisores oficiais de contas, e a distribuição anual das verbas pelo governo passa a estar dependente do número de eleitores de cada município.
Curiosamente mais de 2/3 dos autarcas (muitos socialistas) estão contra esta lei.

António Cipriano


sábado, outubro 07, 2006

A Direita Actual

Dizia no outro dia um dos comentadores do Público, que a direita em Portugal está moribunda e que Sócrates é o responsável pela agonia da direita. Infelizmente não registei o nome deste comentador. Mas mesmo sem saber o nome, posso dizer que é uma mente que sofre de muitas confusões. Porque a direita em Portugal está de boa saúde e recomenda-se, se não veja-se, a direita está no governo com maioria absoluta e com grande popularidade, provavelmente nas próximas eleições repete a dose e como é tradição da extrema direita, consegue enganar as pessoas fazendo-se passar pelo antigo Partido Socialista, que segundo se diz no passado terá sido de esquerda.

Com o mais que provável desaparecimento do PP, acho que actual PS poderia muito bem ocupar aquele lugar, que é seu por direito, pois neste momento é o partido mais à direita em Portugal.


António Manuel Guimarães

sexta-feira, outubro 06, 2006


Comemorações do 5 de Outubro

As comemorações do 5 de Outubro este ano, ficaram marcadas pelo brilhante discurso do Presidente Cavaco Silva, alertando a sociedade para esse problema dilacerante das democracias, que é a corrupção. A corrupção é um mal que inunda e perturba os sistemas económicos, e que conduz invariavelmente a injustiça e a trapaça económica. Infelizmente a nossa classe política, insiste em “assobiar para o lado”, deixando o combate à corrupção na gaveta. Os governos passam, mas poucos se lembram desta doença degenerativa.
Não tendo simpatia pessoal pelo deputado João Cravinho, tenho que lhe dar o mérito de ser um dos poucos membros da classe política a ter demonstrado preocupação com a questão. O deputado João Cravinho apresentou na Assembleia da República um projecto pessoal sobre o combate à corrupção. Estranhamente ou talvez não, ninguém na sua bancada, o acompanhou nesta proposta.
Cavaco Silva rompendo com o “status-quo” trouxe a problemática da corrupção para a ribalta. Pela coragem, e inteligência está de parabéns, estando a incorporar por inteiro o fato de "Presidente de todos os Portugueses”.
António Cipriano

sábado, setembro 30, 2006

Deixamos o medo vencer?

No nosso mundo vive-se neste momento uma situação no mínimo estranha! Existe no mundo uma comunidade censória, que tem a capacidade de decidir o que se deve e pode dizer e o que não se pode dizer. Uma comunidade que é supra tudo, com grande poder, que condena à morte supra-nacionalmente, que não aceita a diferença, que ou se é a favor deles, ou então não tem sequer o direito à vida. Falo da comunidade islâmica e desta vez sinto vontade de ser um bocadinho radical e partir para o geral, porque a verdade é que começo a deixar de perceber onde estão os moderados islâmicos, se é que afinal eles existem, porque cada vez vou acreditando menos nisso. Vejo indivíduos a falar em entrevistas em documentários a dizer que se deve respeitar as outras religiões e depois vejo nos mesmos documentários, os mesmos indivíduos a proclamar “Intifadas”( Intifada é o correspondente a cruzada no mundo ocidental) em comícios e em mesquitas. Bem sei que os documentários podem ser mais ou menos tendenciosos, mas a verdade é que cada vez mais é essa imagem que passa. Outro ponto é que não vejo nenhum islâmico em Portugal ou em qualquer outro lado do mundo a condenar os abusos, os actos de violência e as mortes de missionários , de cada vez que alguém diz algo de que eles não gostam e este ponto é outro que me começa a levar a crer que já não existem moderados naquela fé, ou se existem têm medo e estão escondidos.
Sempre fui a favor do bom senso, disse na altura que os jornais não deviam ter publicado aqueles desenhos e condenei acima de tudo a republicação em jornais franceses, porque na altura me pareceu provocação típica da arrogância francesa. Condenei também o aproveitamento de alguns líderes islâmicos que usaram as imagens como mote para actos de barbárie como resposta aos Cartoons.
Ouvi, como todos, as declarações do Papa e sinceramente no princípio achei que ele, mais uma vez, não tinha sido feliz. Mais parecia o George Bush nas suas bacoradas mal pensadas. Mas entretanto, acabei por tomar conhecimento de toda a declaração e não apenas daquela parte que os telejornais teimava em mostrar e percebi que aquilo foi uma frase no meio de um texto mais vasto e embora continue a achar que não foi muito feliz, percebo que muita da interpretação foi retirada do seu contexto, porque ao fim e ao cabo é uma frase, uma simples frase de um texto medieval mais vasto de que não se fala. Acho muito bem que o Papa lamente a má interpretação e o facto de ter sido “mal entendido”, mas também acho bem que ele não peça desculpa, porque nada tem porque pedir perdão. Mas continuando, parece-me a mim que cada vez mais o terrorismo poderá ter vencido, porque agora cada vez que se diz algo de que eles não gostam, eles fazem barulho e ameaças e todos nós deste lado ocidental, achamos que é melhor pedir desculpa, não vá cair para ai uma bomba, numa atitude “de baixar as calças” citando Clara Ferreira Alves. Mas não nos esqueçamos que em Espanha já fizeram um partido perder eleições, influência que foi uma vitória, remarcada com a saída dos militares espanhóis do Iraque.
Tal é a visão das coisas, que hoje em dia há pessoas que confundem todas as matérias neste caso, acontecendo vários factos curiosos, por exemplo, o número de pessoas que se converteram ao Islão desde o 11 de Setembro é recorde, acredito que alguns encontraram uma fé em que realmente acreditam, mas muitos converteram-se apenas por um motivo, porque são anti-americanos e esta é a forma de poderem mostrar a sua distorcida faceta de rebeldes.
O meu conhecimento do Islão é basicamente aquele que aprendi no segundo ano de universidade e posso dizer que é uma religião que acredita na paz e no respeito pelas outras religiões, em especial as outras duas religiões do livro, entenda-se que falo da religião Católica e a religião Judaica. Infelizmente quem lê o Alcorão, pode-lhe dar a interpretação que lhes convém (o mesmo também pode e foi feito com a Bíblia), dizendo que ele admite a guerra para impor a religião, quando ele diz que a violência deve ser apenas usada para a defender, e que apenas se converte quem quiser. São homens perversos, instruídos, com sonhos de grandeza e vingança, mal intencionados que levam muitos menos instruídos, humildes e que muitas vezes vivem na miséria, que não se importam de perder o seu bem mais precioso, a sua “miserável” vida, a cometer actos de loucura, por acreditarem na recompensa no além. Mas é curioso como nunca são Imans e outros lideres a encomendar a alma ao seu criador em busca da tal recompensa. Das duas uma, ou não gostam de mulheres e 70 virgens não lhes diz nada, ou então se calhar não acreditam na religião que apenas serve para convencerem e se justificarem aos olhos de incautos.
Falando agora mais a sério (mas este último aparte deu-me gosto), eles contam com a nossa tolerância para nos atacar, esse é um facto. Fazendo da nossa tolerância a nossa fraqueza. Até quando é que nós conseguiremos aguentar a nossa liberdade? Será que ainda somos livres? Será que quem vive condicionado pelo medo consegue ser livre?

António Manuel Guimarães

quarta-feira, setembro 27, 2006


Incongruências Americanas


No último ano a administração americana tem sistematicamente chamado a atenção da comunidade internacional para o programa nuclear iraniano. De facto, a argumentação iraniana de que o seu programa nuclear se destina exclusivamente a fins civis, é no mínimo ridícula, quando o Irão dispõe de uma das maiores reservas mundiais de crude. O regime iraniano, precisa do nuclear como instrumento de afirmação regional. Os ayatolas acreditam que a arma nuclear será uma mecanismo de dissuasão contra eventuais tentações americanas, bem como um meio necessário e importante para o aumento do poder, e influencia do irão no quadro geopolítico do médio oriente.
Os EUA e Europa, tem procurado controlar, o regime iraniano. Esta não tem sido uma tarefa fácil, podendo mesmo num futuro próximo levar à imposição de sanções económicas e mesmo militares ao Irão.
Mas se controlar as ambições nucleares do Irão não é tarefa fácil, os EUA não podem abrir brechas na sua argumentação. No final da semana passada a administração Bush afirmou apoiar a concretização de um programa nuclear para “fins civis” no Egipto.
Confesso que não compreendo!!! Com que cara o EUA ficam!!! O Egipto, governado à uma vintena de anos pelo “democrático” Mubarak, pode ter energia nuclear, e o Irão não?
Querem maior tiro no pé do que este? O Irão agradece tamanha falta de inteligência política dos EUA!!!

António Cipriano

sexta-feira, setembro 22, 2006

O teatro de Hugo Chavez

O presidente venezuelano, anda a procura de um novo actor para interpretar o ex-papel de George W. Bush. O Presidente dos EUA, anteriormente interpretava o papel de "Señor Dunky", passando a fazer agora o papel de Diabo, na peça "O Diabo e o Burro". Com a iminente saída de Tony Blair do governo inglês, fica a pergunta quem é o novo burro. Eddie Murphy foi contactado, mas preteriu o convite em prol do Shrek 3...
PP

quinta-feira, setembro 21, 2006

Traição do Estado Novo

A guerra colonial foi um período conturbado, que deixou marcas profundas, físicas e psicológicas na sociedade portuguesa. Talvez por isso continua envolta em silêncios, como que um trauma nacional que se insiste em esquecer, mas que continua bem vivo na mente de muitos portugueses. A verdade é que muitos milhares de portugueses foram mobilizados para um guerra que não compreendiam nem desejavam. Ainda que por uma ideia errada de um Portugal “de Trás-os-Montes a Timor”, milhares de portugueses abdicaram das suas vidas para lutaram pelos valores do Estado Novo. De Portugal, dos governantes do Estado Novo em especial, esperava-se o respeito por aqueles que tombaram pelas suas ideias. Ontem no programa da RTP1 – “Em Reportagem”, ficou-se a saber que muitos dos soldados que faleceram nas colonias, não tiveram direito a uma última morada respeitável e merecida. O governo da metrópole exigia a quantia de 11 contas às famílias para realizar a transladação dos corpos. Obviamente que para a maioria das famílias, pobres de um Portugal rural, atrasado, sem recursos, 11 contos eram uma fortuna. Como resultado os corpos ficaram espalhados por África, abandonados. Que Portugal era este, que não respeita aqueles que davam o sangue por si?
Trinta anos passados, devemos honrar ao contrário do Estado Novo esses soldados. Pelo menos o estado português deve cuidar, limpar, arranjar os cemitérios militares portugueses em África, de modo a que esses portugueses tenham o descanso e a dignidade, que todos lhe devemos.

António Cipriano

segunda-feira, setembro 18, 2006

Equívocos Papais

Devo esclarecer que sou católico não praticante. Sendo-o mais por tradição familiar do que por convicção. Contudo, apesar das minhas desconfianças e diferenças de opinião face à fé católica, acredito profundamente em Deus. Da mesma forma, apesar de nem sempre defender as ideias de João Paulo II, este foi uma Papa pelo qual tive um enorme respeito e admiração.

Já por Joseph Ratzinger (já repararam que raramente é nomeado por Bento XVI), desde o primeiro minuto que uma desconfiança e alguma indiferença cresceram na minha alma.
Tudo isto a propósito da polémica em torno do discurso de Joseph Ratzinger na Alemanha. De facto, se analisarmos o discurso na sua totalidade, este apela à negação do uso da violência em nome da fé. Todavia, alguns trechos do discurso, nomadamente as citações do imperador bizantino podem levar polémica e crispação. Joseph Ratzinger que é um homem inteligente, sabe, que mais do que nunca, tem de ter muito cuidado e atenção nas palavras que pronuncia. O Papa, demonstrou impreparação, falta de sensibilidade, tendo sido vítima de um excessivo narcisismo que denota. Tenho a certeza que com João Paulo II, isto nunca tinha acontecido. Perante o cenário de celeuma religiosa, Joseph Ratzinger devia pedir desculpa de uma forma clara sem rodeios ou floreados, de modo a não dar armas ao fanatismo radical de alguns sectores do islão.
O cardeal Joseph Ratzinger se de facto quer assumir o papel de Papa Bento XVI tem de abdicar de alguma prepotência intelectual seguindo de perto o modelo de João Paulo II, assente na humildade, amor e no respeito pelo próximo.

António Cipriano

sábado, setembro 16, 2006


Procura-se
Procurador-Geral da Republica M/F

- Alguns conhecimentos de direito
- Boa audição
- Gosto por ouvir as conversas dos outros
- Experiência em cabalas, conspirações e afins
- Gosto pela polémica
- Personalidade mesquinha e pouco sentido de responsabilidade,
- Capacidade para alimentar uma relação conflituosa com a imprensa
- Subserviência genética
- Nunca ter participado em nenhum concurso televisivo apresentado por Carlos Cruz
- É factor preferencial ter experiência em alpinismo de processos judiciais
- Gostar de realizar tarefas calmamente, devagar, sem pressas.
- Experiência musical na execução de partituras musicais com apitos dourados
É necessário apresentar referências. É factor preferencial, referências no mundo da política ou do futebol.

Oferece-se contrato por sete anos, com salário compatível com o perfil do candidato, com possibilidade de progressão na carreia na UE, bem como a obtenção de reforma interessante.
Os interessados devem enviar as suas candidaturas para o Largo do Rato em Lisboa.

António Cipriano

segunda-feira, setembro 11, 2006


11 de Dezembro


Há exactamente 5 anos estava sossegadamente a almoçar, quando repentinamente o jornal da tarde da RTP anunciava o choque de um avião com o WTC. Toda a informação era confusa. O próprio Bush em curtas declarações à imprensa referia-se a um acidente. Pouco tempo depois dá-se a segunda colisão, em directo para o mundo inteiro. Fiquei perturbado, sem palavras, perplexo, com tamanho acto de terror e desumanidade. Na noite seguinte mal preguei olho. Não sabia o que esperar do futuro próximo. Temia uma escalada do terror, o fim do mundo tal como até então o conhecia.

Cinco anos passados, as imagens dos aviões a embaterem no WTC ainda me arrepiam. O mundo esse, esta diferente mais inseguro, mais instável, refém de um medo sem local ou hora marcada.

A resposta a este medo colectivo por parte dos EUA consistiu em duas intervenções militares mal conduzidas e frustradas, em especial no Iraque, agravando ainda mais o clima de tensão internacional, e os ódios e ressentimentos face ao Ocidente. Em paralelo, os EUA apostaram numa política securitária, necessária, mas que em muitos pontos extravasou o aceitável, em prejuízo das liberdades individuais. Já a Europa também psicologicamente martirizada com o 11 de Setembro, vitima nos atentados de Londres e de Madrid, respondeu de modo diferente, não abdicando das liberdades individuais.

O terrorismo é uma doença crónica que não se cura, mas que é possível controlar e minorar os seus efeitos patológicos. O remédio a administrar pela comunidade internacional passa pelo não abdicar dos valores da democracia e do respeito pelos direitos do homem. Bin Laden será vencido pelos valores, pela ética, pela democracia e não tanto pelas armas. Há que abraçar os países árabes como irmãos no desenvolvimento económico, como parceiros e actores globais de pleno valor, respeitando a sua cultura milenar. Al-Queada será vencida não pelo ocidente mas sim pelo mundo islâmico, que na sua maioria repudia e ostraciza o terror e o fanatismo.

O futuro será conturbado, e turbulento, mas também o passado o foi. O 11 de Setembro marcou as nossas vidas. Não como monumento à derrota do ocidente, mas como princípio indestrutível da força da democracia e do homem.
António Cipriano

domingo, setembro 10, 2006


Encerramentos

Depois do encerramento da maternidade de Barcelos e do fim do “Gil Vicente”, a recente reforma da justiça preconiza o encerramento de diversas comarcas judiciais, esperando-se que a primeira a encerrar seja a comarca de Barcelos. Gilberto Madail e as forças ocultas da FIFA tem previsto para Barcelos mais alguns encerramentos, como sejam: o fim do concelho de Barcelos e o encerramento de Fiúza numa qualquer ilha deserta da polinésia francesa.

António Cipriano

quarta-feira, setembro 06, 2006


Liberalização do mercado eléctrico

A ciência económica nos ensina que a abertura à concorrência de um mercado, antes alvo de um monopólio, conduz a uma diminuição dos preços dos produtos ou serviços para o consumidor, por via do aumento da oferta, e da própria agressividade daqueles que agora entram no mercado.

Desde 4 de Setembro o mercado eléctrico nacional foi liberalizado, ou seja, o consumidor doméstico passa a poder escolher/mudar de fornecedor eléctrico.
Esperava-se que os preços da electricidade diminuíssem. Nada mais errado. Em Portugal, a concorrência no mercado eléctrico determina ao contrário do que seria lógico e academicamente correcto - um aumento das tarifas na casa dos 5% a 6% previsto para o início de 2007.

Para isso, mais valia deixar estar tudo como esta!!!

António Cipriano

segunda-feira, setembro 04, 2006

Paul Auster

A Trilogia de Nova Iorque... A noite do oráculo... O livro das ilusões... Leviathan... Inventar a solidão... Timbuktu...

Leiam qualquer um destes livros, o importante é mesmo conhecer este escritor...
PP

domingo, setembro 03, 2006


Providências Cautelares

Num momento em que as Providências Cautelares são o ultimo fenómeno de verão, já instrui o meu advogado no sentido de solicitar ao tribunal administrativo do circo mediático da endemol politica portuguesa, as seguintes providências cautelares:

Ø Providência cautelar de efeitos imediatos no sentido de proibir Alberto João Jardim de falar em público pelos próximos 100 anos
Ø Providência Cautelar sobre o governo de José Sócrates, suspendendo de imediato a suas funções
Ø Providência Cautelar sobre Marques Mendes por este não ter altura política mínima para poder ser líder de alguma coisa
Ø Providência Cautelar reforçada por uma petição de milhares de sportinguistas para garantir a permanência do treinador do Benfica Fernando Santos até ao fim da presente época
Ø Providência Cautelar solicitando que o Jornal 24 Horas passei a ser distribuído em exclusivo nas regiões inóspitas da deserto do Saara.

António Cipriano

sexta-feira, agosto 25, 2006


Equivoco Economico

Às vezes penso que há um desfasamento entre a realidade económica do país e visão do Ministério da Economia. O governo, e o ministro da economia passam os dias a pensar, a estudar os dossiers, a preocuparem-se com as questões decorrentes das OPA´s, com os problemas da EDP; com os acordos accionistas da GALP, da BRISA, da PT. etc.
No entanto, o governo esquece, que a economia portuguesa, ao contrario dos seus sonhos, não é um somatório de grandes empresas, de dimensão multinacional, mas sim, um conglomerados de pequenas e medias empresas, (sobretudo de microempresas familiares), que quais formigas, trabalham, produzem riqueza e emprego, pondo em risco patrimónios particulares, em prol do país. Em troca, os governos nas suas visões megalómanas esquecem as formigas, privilegiando o apoio com subsídios e benesses fiscais às cigarras. Todavia, as cigarras, ao primeiro revês abandonam o barco. Opel, Rodhes, são exemplos paradigmáticos do comportamento das cigarras multinacionais
António Cipriano

segunda-feira, agosto 21, 2006

"Jobs for the Boys" em todo o seu esplendor!

O governo anunciou hoje que as nomeações por escolha vão continuar a ser publicadas em Diário da República. Mas este anúncio não me deixa mais descansado, antes pelo contrário, deixa-me muito preocupado porque começo a temer pela parca transparência que ainda existia nas nomeações.
A lógica desta lei que põem fim às publicações em Diário da República é a seguinte, como as empresas privadas podem nomear quem quiserem sem ter que prestar contas, o estado que pretende funcionar dentro da lógica empresarial, acha que deve fazer o mesmo em nome da praticabilidade. Esta lei vem dentro do pacote do Simplex que pretende por fim ao peso burocrático que existia e ainda existe em Portugal. O único senão no meio de tudo isto é que o governo pode de facto funcionar dentro da lógica empresarial, mas num enquadramento público, porque acima de tudo é isso que o governo é. É impossível pensar que nomeações para cargos públicos podem ser feitas, sem que os eleitores saibam, é uma porta aberta para a protecção dos “Jobs for the Boys” e do consequente despesismo.
Não me deixa nada descansado o anúncio do senhor Secretário de Estado da Administração Pública por outro motivo, a lei está aprovada, está promulgada por sua excelência o senhor Presidente da República, ou seja, pronta a ser posta em prática. Assim a afirmação não implica que amanhã as publicações sobre as nomeações por escolha não deixem de acontecer. E assim que cessar toda a discussão e que já todos se tenham esquecido, a lei é posta em prática e mais ninguém fala nisso.
Como se já não bastasse condenar os info-excluidos à incapacidade de conhecer as leis aprovadas, agora condena-se todos os portugueses a desconhecer os favores que os governos querem fazer.
Isto nem no tempo de Salazar!

António Manuel Guimarães

sábado, agosto 19, 2006


Super-Homem – O Regresso

Se existe super herói que sempre povoou o meu imaginário, esse herói foi o Super-homem. A primeira vista um homem de pijama com uma capa vermelha esvoaçando pelos céus, combatendo o mal e as injustiças, pode parecer um conceito um pouco ridículo e caricato. Mas a verdade é que funciona. Quem nunca desejou ser o Super-homem?

Mas talvez mais do que a personagem “Super-homem”, o que mais me cativou neste conto da DC comics, foi o lado mais humano da personagem – Clark Kent. Clark Kent, nos seus conflitos interiores, na sua timidez intrínseca, na sua não relação assumida por Lois Lane, conjugado com a sua vontade de libertar o mundo dos males, conduz a um “melting pot” profundamente humano, com que todos se identificam.

Obviamente que não pode deixar de ir ver a nova adaptação do Super-homem de Bryan Singer. A película não me surpreendeu, limitou-se a ser o esperado. O argumento é fraquinho, banal e totalmente previsível. Do filme sobressai as cenas de voo do super-homem e a qualidade da interpretação de Kevin Spacey, que mesmo com um argumento trivial consegue recriar um Lex Luthor consistente e com personalidade.

Apesar de tudo, vale a pena ir ver “Super-Homem – O Regresso”, nem que seja pela carga mítica da personagem.

António Cipriano


sexta-feira, agosto 18, 2006

Solar da Paz

Anteontem, madrugada de quarta-feira para quinta, após mais uma noite de trabalho na discoteca Green Hill, eu e um amigo que também trabalha comigo decidimos passar pelo Solar. Antes de entrarmos estivémos à porta a conversar um pouco com o porteiro, orgulhoso da enchente da noite anterior, em que as pessoas pagavam 15 € à entrada e que tinham tido cerca de 1700 pessoas e que uma boa parte delas não tinha conseguido consumir sequer uma bebida (para quem não sabe refiro que a discoteca estava a fazer uma festa em que se pagavam 15€ e tinham direito a 15 (!!!) bebidas) porque o stock a meio da noite tinha terminado (muito ético referir isto da casa onde trabalha, revelando todo o seu carácter). Como eramos conhecidos, deixou-nos entrar a ambos, onde refiro, não fui fazer qualquer acção de má-fé, antes fui cumprimentar conhecidos e amigos que trabalharam connosco, coisa normal, pois não é a primeira, nem certamente será a última vez que elementos do staff do Solar da Paz se dirigem à Green Hill no final da noite. Depois de cumprimentarmos um ex-barman do Green Hill, para quem se lembra dos três elementos que trabalhavam no bar do 1º andar no Green Hill, que iam de kilt, que virou gerente do Solar. Fomos a outro bar e cumprimentámos o irmão do gerente do Solar que ofereceu de pronto um shot a cada um de nós. Qual não é o espanto, na altura em que estamos a preparar para beber um segurança da discoteca pede para falar connosco (segurança que é bem conhecido pelo staff da Green Hill, onde inclusivamente esteve em amena cavaqueira antes de ir trabalhar no Solar da Paz nessa mesma noite) e nos informou que tinhamos de sair, pois estávamos a fazer publicidade. Seria melhor ver a reacção do segurança quando nos reconheceu, riu-se e referiu que pensou que tivesse alguém a distribuir flyers, nunca pensou que fossemos nós, nem nunca pensou que o "gerente" fosse embirrar com 5 cm2 a dizer Discoteca Green Hill nas costas da t-shirt, mais propriamente no canto inferior direito. O segurança ainda achou que fosse um engano e pediu ao gerente para vir à porta. Este veio e acusou-nos de falta de ética (perante os sorrisos sarcásticos do porteiro e do segurança). Assim, fomos expulsos, num momento de glória de quem pensa que por ter um auricular no ouvido já é gente. Nada tenho contra outra pessoa do staff da citada discoteca, mas o "gerente" dessa noite, esse não merece a mínima consideração.

PP

segunda-feira, agosto 14, 2006

Ah, o cessar-fogo

Este post pode parecer esquisito. Ou então é mesmo esquisito.
É que eu sou "pró-palestiniano", "anti-israelita", "anti-bush" e tudo o mais que queiram inserir neste registo.
Hmm, Líbano, perdão, Hezbollah e Israel. Isto é um filme um bocado gasto. Teoricamente, eu deveria estar a defender o Líbano, perdão, Hezbollah. Na realidade vou tentar ser isento, perdão Hezbollah (quando começar a cansar, avisem):

- Isto tudo começou (e "como começou" é importante??? façam-me o favor e vamos fingir que siiiiiiim) quando o Hezbollah resolveu atravessar a fronteira e raptar soldados israelitas;

- Israel resolve usar isso como um pretexto e lançar uma resposta desproporcionada. Afinal, trata-se da própria sobrevivência de Israel enquanto estado-nação! (hmm, a fina ironia do médio-oriente reaparece em todo o seu esplendor)

Deixem-me aqui parar para fazer uma observação (eu posso, afinal o post é meu!)... quem começou isto, DESTA VEZ, foi o Hezbollah. Israel defendeu-se. Exageradamente? Sim, claro. Mas se eu fosse um soldado ou cidadão israelita (credo!), gostaria certamente que o meu governo desse todos os sinais correctos, que desse uma resposta dura. Afinal, um cidadão israelita é um cidadão israelita.

- Rockets para cá, rockets para lá (não confundir com "Roquette", antigo presidente do Sporting). Diferenças militares à parte, é interessante como o Hezbollah tem, neste momento, poder militar suficiente para atingir várias cidades israelitas com alguma facilidade.

- E as coisas, em geopolítica internacional, são muito claras: há que derrubar o máximo do Hezbollah que seja possível, enquanto os EUA "atrasam" a ONU e o resto do mundo. Conselho de Segurança da ONU, mais uma vez, extremamente eficaz!

- Sinceramente desvalorizo os bombardeamentos de Israel sobre civis e até sobre funcionários da ONU. Os funcionários da ONU tinham um quartel-general de terroristas (perdão, do Hezbolla) a 150 metros. Por outro lado, o Hezbollah nunca teve problemas em usar civis como escudos humanos. Não estou a desculpabilizar Israel pela morte de civis. Por outro lado, se o Hezbollah tivesse o mesmo poderio militar que tem Israel, se calhar o número de civis mortos teria sido mais "equilibrado" (tipo um jogo de futebol equilibrado, só que sem acabar zero a zero).

- Criticável sim é a forma como o exército israelita resolve, horas antes do cessar-fogo, acelerar as operações, tentar levar as coisas o mais longe possível. "Até aos 90 minutos, mais compensações, ainda há jogo para fazer".

- Bush diz "Hezbollah foi derrotado". Nasrallah diz "Israel foi derrotado". Como é possível ver, é como a política portuguesa em dia de eleições, toda a gente ganha, nem que seja moralmente.

E não, não sinto "carinho" (que coisa mais gay!) por Israel... nenhum mesmo. E sou pró-palestiniano, a sério... até sou de esquerda, juro!

A saúde (a quê?!?!?!) de Ariel Sharon piorou. A de Fidel Castro é uma incógnita. E por cá o país arde!

João Pedro
Porque é que não se comemora Aljubarrota?

Faz hoje 621 anos que se deu a batalha de Aljubarrota! Um dos marcos mais importantes da nossa história. È depois desta batalha que Portugal conhece o seu período de maior glória. O período que nos deu a ínclita geração, símbolos de um Portugal vencedor, que partia na dianteira. O Portugal que deu novos mundos ao mundo, que partia em busca da riqueza e não esperava por subsídios, que lutava para triunfar. Enfim o Portugal do fim da época medieval, inicio da modernidade!
Portanto pergunto, não será este dia digno de ser comemorado?


E não seria mais lógico que aquele(s) partido(s) populista(s) que se dizem a favor da laicização, dito(s) de esquerda, daquela esquerda aos blocos, luta-se para que o 14 de Agosto fosse um feriado? Em vez de andar a lutar para tirarem os crucifixos das escolas. Mas claro, isto não é polémico, não chama as televisões, ninguém liga. Porque cada vez mais me parece que no Portugal contemporâneo ninguém liga ao que importa, como por exemplo à nossa história. Só interessa o que causa indignação barata e que pode servir para mostrar ideais mascarados e , perdoem-me a expressão, fazer “peixarada” por questões hipócritas, sem consequências práticas.

António Manuel Guimarães

terça-feira, agosto 08, 2006


Verão Quente no CDS

Equivoco e Castro, com habitualmente, sozinho e entrincheirado no largo do Caldas, procura montar uma estratégia para combater os seus inimigos. Não, não falo do socialismo. Deste, Equivoco e Castro nada teme. Os seus grandes fantasmas são os elementos da banda de música do parlamento. Em especial o betinho Nuno Mello, o Compal de Lima, o Telmo Sombra e a besta negra do Portas. Equivoco e Castro, tomando mais um xanax para os nervos, libertando as energias num saudável jogo das setas, tendo como alvo o rosto de Portas, subitamente num ápice, dá um salto na cadeira. Pensa que descobriu a arma ideal.
Por que não se aliar ao Manuel Escuteiro????? Afinal se existe alguém que detesta o Portas mais do que ele, só mesmo o Manuel Escuteiro? E Porque não um congresso das direitas? Equivoco e Castro sente-se orgulhoso de si!!! Desta ainda ninguém se tinha lembrado.
Qual cordeiro pronto para a imolação sagrada, Equivoco e Castro num acto de desespero procura-se aliar ao diabo. Mas é tarde. Este diabo já não tem poderes, a não ser para sugar as ultimas energias de Equivoco e Castro!!!
António Cipriano
Lei da Paridade

E pronto, lá foi aprovado o diploma mais machista dos últimos anos. Machista porque transmite a imagem errada de que as mulheres não têm capacidade de estar nas listas dos partidos por mérito próprio, tendo que estar protegidas por uma lei para conseguirem ter cargos políticos Porque agora, aumentasse o número de mulheres no parlamento por decreto e não por mérito.
O que virá a seguir, certamente a próxima batalha será criar uma lei que faça com que as listas tenham que ter um determinado número de idosos ou então levam com uma multa, tal como terá que ter um determinado número de jovens, um número de imigrantes e porque não um número de ex-toxicodependentes, que precisam tanto de trabalhar e de reconquistar respeito, nada melhor do que estar no parlamento para verem que o país acredita neles.
Seria também interessante que o senhor PM fosse dar um passeio até qualquer universidade do país, olhasse para os números e visse que há mais mulheres do que homens a estudar nas nossas universidades (desde 1991), que qualquer mulher que queira fazer investigação tem os mesmos direitos que os homens e por haver mais mulheres nas universidades, neste momento há mais mulheres a fazer investigação do que homens. Mulheres que fazem trabalhos louváveis em todos os campos científicos e que não precisaram de nenhum decreto para avançar com a sua vida e lhes ser reconhecido mérito. Algumas delas consideram que esta lei insulta a sua inteligência e capacidade.
Uma lei injusta e um verdadeiro tropeção na democracia, mais um bom exemplo do “trabalho” deste governo de imagens folclóricas. Muito sinceramente já não sei qual seria a diferença entre ter o Bloco de Esquerda a governar com maioria absoluta ou este governo, bem talvez aquela minha "ideia" dos ex-toxicodependentes já estivesse em marcha.

António Manuel Guimarães

domingo, agosto 06, 2006

O Rato Sócrates

Achei este cartoon simplesmente fabuloso! Especialmente porque o rato tem uma atitude perante a crítica, em tudo igual ao nosso Primeiro-ministro José Sócrates!

António Manuel Guimarães

domingo, julho 30, 2006


Nicho de Mercado

Os bons negócios fazem-se de oportunidade.
Há um nicho de mercado de escala planetária absolutamente por explorar. Como é de conhecimento geral, existem milhões de muçulmanos em países como a Síria, Líbano, Iraque, Irão, Afeganistão, Paquistão, ente outros, em que uma das necessidades pessoais de cada cidadão é ter uma bandeira dos E.U.A ou de Israel e assim poder aliviar o ódio. Quem nunca viu as imagens das festas que se fazem em volta da imolação de uma bandeira americana?
Querem negócio mais rentável, e com um mercado potencial mais elevado, do que uma fabrica de bandeiras dos E.U.A e de Israel para exportação para o mundo Muçulmano?
Querem enriquecer? Depois não digam que não avisei !!!!

António Cipriano

quinta-feira, julho 27, 2006



Ilusões Caras

Compre agora, aquilo que sempre quis!!! Dinheiro já!! Crédito fácil, sem demoras ou preocupações!!! São alguns dos slogans que nos invadem todos os dias em jornais, rádios e televisões.

Os mais incautos, incapazes de resistir as solicitações constantes da sociedade de consumo, caiem na esparrela. Constituem pirâmides de créditos sucessivos, para as férias, para o carro, para o plasma, para o portátil, para o colchão ortopédico, para a casa, chegando mesmo a constituir créditos para pagar créditos.

Num ápice, o sonho admirável, passa a pesadelo bem negro. De corda na garganta, com o rendimento disponível insuficiente para dar vazão aos compromissos assumidos, vive-se a pobreza envergonhada da ilusão capitalista.

Não pretendo diabolizar o crédito. Pelo contrário este é um instrumento valido, mas que deve ser usado com ponderação. A maioria dos utentes do crédito pessoal, nem repara nas taxas de juros na casa dos 30% que este crédito cobra. Igualmente, aquando da concretização de um crédito há que não deixar de ter em atenção as outras despesas associadas como sejam: taxas, seguros, impostos, muitas vezes parcialmente omitidas pelas instituições financeiras.

Por fim convêm relembrar que a tendência presente e futura será o aumento das taxas de juro.

O corolário do uso e abuso do crédito está consubstanciado nas notícias que esta semana vieram a lume, do aumento dos lucros do BCP e do BES, no primeiro semestre, em 30% face ao mesmo período do ano anterior.

António Cipriano



sexta-feira, julho 21, 2006

Ministra no Parlamento

Hoje foi o dia em que Maria de Lurdes Rodrigues foi ao parlamento justificar o injustificável. Ou seja, foi explicar o porque do regime de excepção facultado aos alunos que pretendiam repetir o exame de física e química. E a única razão que os Socialistas conseguiram encontrar para a sua incompetência foi culpar o governo anterior. As razões, segundo a deputada socialista Manuela Melo, estão na reforma curricular aprovada pelo anterior governo, reforma essa que foi introduzida em 2004. Devido a esta reforma coexistem os programas antigos e os novos, que levam a que os alunos tenham algumas dificuldades acrescidas. Estas razões até podiam ter tido algum fundo de verdade se primeiro, todos os alunos pudessem ter repetido as provas e não só alguns, porque para, citando a ministra "mitigar as desigualdades a que os alunos estavam sujeitos", criaram-se novas desigualdades, pois todos os alunos estão dentro do barco da nova reforma curricular. A ideia que sobressai é que estes exames foram repetidos porque vão contra aquele “ponto de honra” do 1º ministro em resolver o crónico problema da Física e Química. E depois se não estivéssemos a Julho de 2006 e este governo já esteja em funções num período que compreende 1 ano lectivo e meio. Levando a que não se compreenda porque é que o ministério diz que a culpa é do governo anterior, se já teve mais do que tempo para “corrigir” aquilo que poderia estar potencialmente mal, aliás poderia até ter alargado o período de exames de forma a dar mais tempo de estudo aos alunos. Mas a incapacidade desta ministra em compreender a educação torna-a incapaz de tomar a medida correcta, seja ela qual for. Um exemplo dessa incapacidade é o tempo que a ministra está a demorar para se demitir.
A ministra concluiu a sua “actuação” no parlamento, afirmando que "genericamente, os exames correram bem", afirmação que é a cereja em cima do bolo, porque ter uma das maiores taxas de reprovação em Português dos últimos anos, ter exercícios irrealizáveis nos exames de Matemática e ter uma das maiores taxas de reprovação em Física e Química de que haverá memória, é próprio de alguém que está muito confuso e que ainda não percebeu que as escolas funcionam muito para além da teoria dos manuais sociológicos que a ministra terá estudado e redigido.
Em suma, todo o processo dos exames e justificações posteriores, vêm apenas reafirmar aquilo que é por demais evidente, esta ministra é incompetente no que diz respeito à educação, e assim o seu tempo à frente do ministério da educação está esgotado.

António Manuel Guimarães

terça-feira, julho 18, 2006

Condenável

Porque será que os povos que um dia foram vitimas de violentas perseguições, tenham que um dia fazer igual ou pior aos povos dos quais eles não gostam? Os Judeus terão sido eventualmente, o povo que mais foi perseguido durante a História do mundo Ocidental! Perseguições que atingiram o auge na primeira metade do século XX, na Alemanha Nazi. Agora, depois de ter ganho direito a ter um estado, acham-se no direito de fazer os outros sofrer aquilo que eles sofreram no passado. Condeno e sempre condenarei Hitler pelos seus crimes contra a Humanidade, mas parece-me igualmente condenável aquilo que os Israelitas estão a fazer aos estados à sua volta, que não é nada mais do que também crimes contra a Humanidade. Pior se torna quando usam o argumento do que sofreram no passado para justificar fazer sofrer os outros no presente, mais parecendo, de uma estranha perspectiva, que “aprenderam bem a lição”. Tal como é condenável a atitude da comunidade internacional, que pactua com estes actos, por parecer viver um remorso cego! Bem sei que nos E.U.A, quem está no poder tem que responder a quem lhes paga a campanha eleitoral. Mas a Europa já pagou a sua divida, (se é quem tinha algo a pagar pois todos sofreram um pouco do mesmo na 2ªG.G) e já não deve nada aos Israelitas, não sendo portanto compreensível o seu comportamento de inoperância, que se manifesta em apelos ocos que não são mais do que o silêncio de consentimento. Assim ficará sim, a dever ainda mais aos Palestinianos e agora também aos Libaneses! E um dia terá que pagar com juros pelo seu silêncio de hoje.

António Manuel Guimarães

domingo, julho 16, 2006

Terrorismo de Estado
O comportamento de Israel na recente crise é inaceitável, execrável e condenável em todos os sentidos. Obviamente não nego o direito de Israel se defender de acções armadas do Hezzbolah, ou de outro qualquer grupo armado. No entanto, a destruição de estradas, pontes, bairros residenciais, do farol de Beirute, a morte de civis e crianças, nada tem a ver com a legitima defesa de Israel. Os actos de Israel na invasão do Líbano e na destruição do pouco que existe em Gaza, não passam de simples actos de terrorismo.
Igualmente triste, é o comportamento cúmplice da comunidade internacional. Os E.U.A, protegem como sempre Israel, e a Europa lá condena o comportamento do estado judeu, mas de uma forma frágil, com pouca convicção ou sentido pratico.
Enquanto isto, o terrorismo de estado contínua. Não se sabendo ainda quais as derradeiras consequências da actual crise.
António Cipriano

sexta-feira, julho 14, 2006

Provas Nacionais

A maior palhaçada no panorama nacional ao nível da Educação. As provas estão mal feitas? De quem é a culpa? Pelos vistos, as provas apareceram por geração espontânea, logo não existe ninguém que assume as responsabilidades. As notas são más? Repita-se as provas nacionais de Química e de Física. Mas, só estas. Abriram-se excepções? As associações de pais querem que não haja excepções e que se faça repetições a todas as disciplinas. Os manuais escolares não prestam? Só descobriram isso no final do ano lectivo?? Não têm equipas para avaliar a fortuna que vão entregar às editoras que fazem os manuais escolares? Vale mais um suborno no bolso, do que boas notas dos alunos, pois quando se verifica que os manuais não prestam, que os professores não sabem construir provas nacionais coerentes e sem erros, que muitos alunos cabulam mais do que aprendem, não existe um culpado definido, apenas um rol de desculpas. Ministra da Educação, demita-se, coisa que já devia ter feito há muito tempo atrás!
PP
As Duas Faces

Os EUA mostraram hoje ao mundo, que no que diz respeito ao terrorismo têm duas faces! Uma das faces é aquela que vemos todos os dias nas notícias, a famosa guerra ao terrorismo, iniciada logo após os condenáveis e horríveis atentados de 11 de Setembro de 2001. Uma guerra que mostrou ser um tanto quanto arbitrária, porque ao que temos visto, é uma guerra que se confunde por demais com os interesses geo-estratégicos norte americanos, incidindo portanto em tudo quanto tem petróleo e não é aliado.
O outro lado, que hoje se tornou ainda mais visível, é o lado da aprovação de actos terroristas, porque nada mais é que aprovar atentados quando os EUA vetaram hoje a Resolução para o fim da ofensiva israelita na Faixa de Gaza! Ou seja, se forem os grandes aliados dos EUA a praticar atentados, e aqui estamos a falar de terrorismo de estado, os EUA apoiam, impedindo todas as medidas que ponham cobro a mais esta escalada de violência no Médio Oriente, beneficiando os terroristas. É demasiada hipocrisia, até para aqueles que pretendem ser os polícias do mundo!

António Manuel Guimarães

quarta-feira, julho 12, 2006


País Virtual

Arthur, 38 anos, engenheiro civil, filho de portugueses, luso canadiano, apenas conhecia o Portugal das férias de verão. No entanto, de algum tempo para cá, Arthur encontrava-se encantado por Portugal. De Portugal as notícias que chegavam reportavam a um país moderno, cosmopolita, mergulhado nas novas tecnologias, cheio de novos investimentos internacionais. Os jornais locais e a RTP internacional, noticiavam adesão do português castiço, à banda larga, ao NetPostal, as declarações electrónicas e as numerosas funcionalidades da internet. O país surgia aos olhos dos forasteiros, já não como um país burocrático, economicamente débil, mas sim, como uma nação com um futuro promissor.
Arthur desejava fazer parte desse futuro. Decidido, a reencontrar as suas raízes e integrar a onda de progresso português, fez as malas e rumou em direcção a Portugal.
Rapidamente a imagem virtual de país moderno desvaneceu em Arthur.
O primeiro obstaculo que se deparou foi a obtenção de uma licença para a reconstrução de uma velha casa de família. Burocracia, pareceres, papéis e mais papéis. Fartou-se de enviar emails, mas respostas as suas questões não vieram.
Segundo obstaculo, encontrar um emprego. Também aqui verificou que a que imagem de economia promissora era somente uma miragem. Desemprego, era a palavra de ordem no país real. Mas lá acabou por encontrar um emprego, com salário e condições de trabalho muito inferiores ao Canada. Em um ano de vida real, no país real, Arthur fartou-se.
Descobriu que em Portugal existiam dois países. O País real com uma economia débil, com um tecido produtivo pouco competitivo, coadjuvado por uma estrutura governativa e administrativa burocrática, errática, que desperdiçava os recursos e a vontade do povo. E o país virtual de um primeiro-ministro com nome de filosofo, mas com alma de “vendedor de banha da cobra” que aludia a um país de grandes investimentos externos, e de incomensurável pendor tecnológico.

António Cipriano

segunda-feira, julho 10, 2006

Mais um Mundial de Mentiras

Finalmente (digo isto com satisfação, pois foi um Mundial vergonhoso) acabou um Campeonato Mundial de Futebol. Que suplício estas arbitragens, que suplício esta FIFA de Blatter, bem pior do que a era Havelange (quando se pensava que não podia ser pior!). A França tinha de ser campeã à força em 1998, daí que para pagar a dívida ao Brasil, foi-lhe oferecido de bandeja a vitória em 2002 (basta lembrar o penalty marcado a favor do Brasil contra a Turquia quando a falta existiu a três metros da grande área ou as eliminações da Itália e de Espanha, evitando assim séria concorrência à selecção canarinha). Devido a isso, a Itália reclamou a dívida contra a Austrália, num penalty escandaloso que só o árbitro viu. Da França o que se pode dizer, além de que é beneficiada constantemente? Os ingleses apelidaram Cristiano Ronaldo de bebé chorão, mas os franceses é que viveram sempre a choramingar: "Se perdemos é o último jogo do Zidane, se perdermos é o último jogo do Zidane" e qual o resultado? Final de bandeja de ouro, com dois penalties, um nas meias- finais e outro na final muito mal assinalado. Nem assim ganharam, mas após uma agressão a um adversário (digna das melhores touradas no Campo Pequeno, pena não entrarem os forcados a seguir) Zidane foi considerado o melhor jogador do Mundial. Viva a FIFA e o seu critério de fair-play!
PP

sexta-feira, julho 07, 2006


Onde esta o Wally?

Por esta altura, as editoras tem por hábito editar colecções leves, didácticas, muitas destinadas aos mais novos. E o caso da colecção que irá sair em breve: – Onde está o Mendes? (adaptação do clássico – “Onde Está Wally”).
A personagem a encontrar é um boneco de pequena estatura, vestido de laranja, que se intitula líder da oposição. Trata-se de um livro de paciência e de grau de dificuldade elevado, visto não ser fácil encontrar o Mendes.
António Cipriano

quarta-feira, julho 05, 2006

Roubados

Portugal foi até onde o deixaram ir. Dizem que saber perder é uma virtude e embora eu não goste de perder sei assumir uma derrota! Agora o que eu não sei é ser, impávido e serenamente roubado! Este foi um bom mundial devido a alguns jogos francamente melhores que os de 2002, mas no campo das arbitragens foi pior e arrisco dizer, o pior de todos os tempos! Portugal merecia mais, mas certamente o mundial também merecia árbitros condizentes com a categoria da competição. Arrisco dizer que alguém já sabe quem vence o mundial, porque tudo soa a tão falso.

Mas quero deixar dizer também que estou orgulhoso da selecção nacional. Mostrámos mais uma vez ao mundo que sabemos jogar futebol. E que somos tão bons como os melhores. Viva Portugal…… Viva NAÇÃO IMORTAL!!!!!!!!!!!!

António Manuel Guimarães

segunda-feira, julho 03, 2006

Os cães ladram e a caravana passa!

Este ditado reflecte bem o que se passa com a campanha portuguesa no Mundial de futebol 2006. Os cães ladram e a caravana passa, jogamos e vencemos os holandeses, um jogo duro, que passou de longe a barreira do viril para a agressão pura e dura. A culpa terá sido só nossa? Não terá sido certamente, e se dúvidas existem lembremo-nos que Portugal tem um jogador lesionado devido a duas entradas, uma aos 2 minutos e aos 6 minutos outra que serviu para acabar o trabalho iniciado na primeira. Mas claro, o pior vem sempre ao de cima no momento das derrotas e os holandeses disseram tudo de mal que podiam, tentando justificar a derrota que simplesmente se deveu ao seu futebol inferior, com a agressividade dos portugueses. Adversário que se segue a Inglaterra, o nosso velho aliado. Aliado à quase tanto tempo como rival, mas isso são contas de outro rosário, mas talvez por isso nos dê sempre tanto gozo ganhar aos nossos “amigos” bifes. Um jogo bem disputado, decidido na lotaria do desempate por pontapés na marca de grande penalidade. E felizmente a vitória foi portuguesa e automaticamente começou o rol de criticas da equipa inglesa, que os portugueses isto, que os portugueses aquilo e que apenas não fazem comentário para não descer ao nível dos portugueses, a palavra comentário em português deve ter um significado diferente dos “comments” ingleses. Bem, a seguir a tantos comentários feitos primeiro pelos pasquins ingleses, estes antes do jogo e depois os impropérios que mostram um mau perder inconcebível em profissionais, parece que será difícil os portugueses responderem aquilo que de tão profundo vem. Até o jornal New York Times da metrópole da Inglaterra, vêm a criticar Portugal, (des)considerando a nossa selecção de "santo patrono dos pequenos", critica que até poderia causar reacções, mas para isso era preciso que viesse de um país que percebesse alguma coisa de "Soccer", o nome que eles dão ao futebol, enfim os cães ladram… Agora vamos jogar com os Franceses, para as meias-finais e já temos dois portugueses baleados em França por festejarem a passagem às meias finais. Sinto por principio que futebol é um jogo e tenho a certeza que não vale a pena morrer por ele, nem tão pouco entrar em violências, e isto não agoira nada de bom para o período que antecede o jogo de quarta-feira, esperamos pelas bocas dos franceses e pelos comentário pouco felizes, para que a caravana continue a passar até à final.
Força Portugal, vamos em frente, até Berlim! Heróis do Mar na final!!!

De uma vez, que vejam todos os portugueses como é esse mundo que nos rodeia e em relação aos quais nós tantas vezes nos auto inferiorizamos, vejam e percebam que de superiores a nós nada têm. Aproveitemos este mundial para ganharmos consciência de que não somos inferiores a ninguém e que não temos necessidade de nos sentirmos pequeninos!

P.S. Espero que os dois portugueses baleados em França, por este bárbaro gaulês da pior espécie, recuperem!

António Manuel Guimarães

quarta-feira, junho 28, 2006


Traição

Ao som de “Shine on your Crazy Diamond” dos Pink Floyd, Arthur tentava acalmar. Não é fácil ser traído, após variadas juras de fidelidade. Palavras vazias, ocas, de sentido oposto, tinham sucessivamente sido proferidas. Arthur acreditara nas palavras. Construíra sua vida com base nessas palavras. Agora tudo ruíra. Os laços foram quebrados. O futuro de promissor e luzidio, foi superado por uma sombra de desilusão e incerteza.
Quando se fala em traição, invariavelmente ocorre ao pensamento, os relacionamentos humanos, como o amor, ou a amizade. Não deixando de partir duma relação humana, esta traição não se encaixa nesses moldes. Arthur era uma das duas mil vítimas da traição da Opel da Azambuja. Tinha como em muitas famílias assumido compromissos, com casa, carro, educação. De um momento para o outro estava desempregado. Deixava de ser útil à sociedade. Futuro? Na Azambuja a Opel era um oásis que alimentava toda a economia. Com o seu fim, toda a estrutura económica desabava num deserto completo. Tudo isto por via de um tal de capitalismo de empresas globalizadas, sem ética ou sentimentos. Agora Arthur não sabia o que fazer. Imigrar talvez fosse o "Breaking The Wall".

António Cipriano



domingo, junho 25, 2006

VIVA A SELECÇÃO NACIONAL

Ganhamos num jogo contra uma selecção da Holanda que mostrou que nada sabe de Fair Play e contra (digo contra por razões óbvias) um árbitro que faz o Paulo Costa parecer o Pier Luigi Colina! Será insano pensar que podemos ir ainda mais longe neste campeonato do mundo? Eu acredito na nossa Selecção! Força PORTUGAL, venha a Inglaterra à vontade porque não temos nada a temer de ninguém!

Uma coisa é certa, já entramos para a história dos mundiais, porque este jogo bateu o recorde de mais cartões mostrados em jogos de campeonatos do mundo! Tudo graças ao desprezível trabalho de Valentin Ivanov. Ainda bem que os árbitros portugueses não foram a este mundial, para não se misturarem com estes cromos, que vêem mostrando que afinal há árbiros bem piores que os portugueses!

António Manuel Guimarães

sábado, junho 24, 2006


Patriotismo

O mundial de futebol, é nos tempos actuais, um dos últimos refúgios para o conceito de estado nação, e um catalisador para o sentimento interior de patriotismo. Portugueses, holandeses, italianos, brasileiros, todos vibram, agitando bandeiras, e vestindo as cores nacionais. No entanto, uma questão me vem inquietando. Qual dos povos é o mais patriótico de todos? Os nossos Portugueses, com as suas bandeiras nas janelas? Os holandeses e as suas montanhas de t-shirts laranja? Os brasileiros e o seu samba endémico?

Não. Se de facto existe um povo patriótico, e é o povo da China. E estes, não são apenas patrióticos do seu país. São adeptos de todos os 32 países do mundial. Afinal não são eles que produzem as milhares de bandeiras, cachecóis e T-shirts das diferentes selecções!!. Mas vão mais além, incorporando no patriotismo externo, sinais do seu mundo. Veja-se o caso de muitos portugueses, que orgulhosamente agitam bandeiras nacionais com pagodes em vez de castelos!!!
António Cipriano

quarta-feira, junho 21, 2006

10.000 Visitas

E assim 3 anos 8 meses e 20 dias depois chegámos finalmente às 10.000 visitas, um marco importante para todos nós na Cumplicidade da Alma. Quero por isso agradecer a todos que nos visitam e que têm a “paciência” de ler os nossos “pensamentos duvidosos” e agradecer particularmente aqueles que comentam os nossos posts e que por isso nos ajudam a melhorar A Cumplicidade da Alma. Um abraço aos meus cúmplices deste blog e amigos de sempre, António Cipriano, Paulo Pinheiro e João Pedro, que dão vida à A Cumplicidade da Alma.
Agora venham as 20.000 visitas!

António Manuel Guimarães

terça-feira, junho 20, 2006

Gato por lebre!

Segundo o governo português, a partir do próximo ano, o imposto automóvel passará a ser pago via internet, medida que posteriormente será alargada a todos os serviços de pagamento ao estado. Medidas bastante “interessantes” e que vêm no seguimento do tão badalado plano tecnológico que o governo pretende implementar.
Como eu disse no parágrafo anterior estas são medidas muito “interessantes”, talvez por serem medidas que não se justificam a não ser para tapar o Sol com a peneira e que apenas demonstram que o nosso governo tenta vender uma imagem de modernidade de um país que é tudo menos moderno, ou pelo menos grande parte do país. Porque enquanto ainda existir em Portugal povoamentos que não têm nem rede eléctrica, saneamento básico ou telefone, parece-me a mim que é por aqui que deve passar a batalha tecnológica do governo, dotar os portugueses do mínimo dos mínimos. E para isto deve começar por pensar que Portugal também existe para lá de Lisboa. O nosso governo deve começar a olhar para o interior e não só para encerrar maternidades e mandar bebés nascer em Espanha, mas para verem as condições a que certas povoações estão condenadas e por conseguinte demonstram o quão hipócrita este plano tecnológico é.

António Manuel Guimarães

quinta-feira, junho 15, 2006

Caixotes abandonados

No quartel, foi recebida a notícia, que iria existir uma visita de um governante, munido da respectiva comunicação social. O Coronel, que há muito ansiava passar a Tenente-coronel, num ápice, colocou todos os soldados, sargentos e magalas, em agitação. Entre as tarefas agendadas estava a limpeza e arrumação dos armazéns contíguos à esquadra dos F-16. Os F-16, que consumiam 1000 litros ao 100Km, eram o brinquedo preferido dos tenentes. Não havia um, que não tivesse na carteira uma foto tirada junto a um F-16. Era uma arma infalível na conquista de qualquer mulher.
Aquando da chegada do ministro e da sua comitiva, as tropas aprumadas, alinhadas, em sentido, munidas de fardas novas, junto aos luzidios F-16, componham o quadro de forças militares modernas. Para o quadro ficar perfeito só faltava retirar da gare uns caixotes, com umas letras escritas em inglês e com uns símbolos americanos. Os jornalistas, figuras sempre com vontade de meter o nariz onde não são chamados, lá foram bisbilhotar o que eram essas caixas. Para grande bronca, nesses caixotes estavam uma esquadra de F-16 desmontada. De facto o Tenente-coronel tinha a impressão que deveriam existir mais umas tantas avionetas. Mas ao que parece, a rapaziada não era dada a Puzzles, mais à sueca, e os caixotes foram ficando a ganhar poeira no armazém.
O ministro, politico profissional, não se deixou atrapalhar. Informou de imediato a comunicação social, que o verdadeiro objectivo desta visita não era dar a conhecer as capacidades da nossa força área, mas sim, anunciar que esta, no espírito de sacrifício nacional, que a pátria exigia, no combate ao deficit tinha resolvido desmontar uma esquadra de F-16, de modo a que o governo da república pudesse vender os ditos aviões.

Por que raio esta estória não é apenas ficção?
António Cipriano

quarta-feira, junho 14, 2006

Borat's guide to wine tasting

Reparem que os senhores do Mississipi acham que o outro senhor (o Ali G, na realidade) é mesmo um empresário vinhateiro do Cazaquistão:

http://www.youtube.com/watch?v=q1gczVUBjec&search=borat%20wine%20

João Pedro
Concerto para a juventude

Alguém me consegue explicar como/porquê é que a Câmara Municipal das Caldas da Rainha permitiu que uma "banda musical" (reparem nas aspas) chamada Ódio tenha actuado no Centro de Juventude, à porta fechada? Não é pelo nome da banda em si, obviamente, é mais pelo facto de ser uma banda cujas letras são proibidas pela constituição portuguesa. Algumas das pérolas musicais deles intitulam-se "Nazi Skin", "Mein Führer", "The Horrible Jew", "Skinhead Violence", "Criança Branca", e por aí fora.
O mais ridículo é que esta situação foi exposta numa reportagem da RTP, em que se explicou que a Câmara das Caldas acabou por permitir uma situação que a generalidade das outras câmaras municipais deste país não permitem (sejam de que cor política forem). Foi um belo destaque televisivo à Câmara das Caldas.
E, claro, já não falemos no "merchandising" que foi vendido dentro do Centro de Juventude, após o concerto. Digamos apenas que estes senhores dizem que o Holocausto é uma mentira.

João Pedro

terça-feira, junho 13, 2006

Duvida?

Se Santana Lopes tivesse ganho as eleições, ou durante o seu mandato tivesse feito metade das coisas que Sócrates já fez, o que será que lhe chamariam? Certamente fascista, inimigo do povo, opressor e ditador.
Infelizmente em Portugal parece que há certos totalitarismos que só se aceitam à esquerda, mesmo que seja uma esquerda falsa!

António Manuel Guimarães

segunda-feira, junho 12, 2006


O 25 de Abril de Saramago

José Saramago numa cerimonia de homenagem ao falecido antigo primeiro-ministro “Companheiro Vasco Gonçalves”, referiu em tom amargo que “que nada sobra do 25 de Abril”. Realmente, do 25 de Abril, das nacionalizações, da reforma agrária, da destruição da economia privada, que procurava a construção de uma sociedade socialista, nada restou. Para nosso bem, o projecto político de Otelo, Saramago e outros, que advogava a substituição do estado novo, por uma nova ditadura de esquerda, em tom cubano ou estalinista ,não vingou. A estes usurpadores da palavra democracia, apenas se espera que continuem amargurados, e vivam as suas fantasias delirantes numa qualquer ilha rochosa do atlântico.
António Cipriano

sexta-feira, junho 09, 2006

A morte de um terrorista conhecido

Al-Zarqawi, conhecido terrorista, líder da Al-Qaeda foi morto. Para todos aqueles que acham com razão que a vida humana é um bem precioso, deve ser um dia de celebrar, sem esquecer de que ele não representa pro si só o fim do terrorismo e que um outro líder irá tomar o seu lugar. Representa apenas a morte de mais um terrorista conhecido.
PP

segunda-feira, junho 05, 2006


Outros campeões

Numa altura em que o futebol domina todas as atenções, não devemos contudo, deixar de prestar a atenção a outras modalidades, e personagens desportivas, que tanto tem feito pelo nome de Portugal. Vanessa Fernandes no Triatlo, é o caso paradigmático. Este fim-de-semana, Vanessa Fernandes após 1500 metros de natação, seguindos por 40 km de bicicleta e 10km de corrida, venceu mais um prova, no caso, a etapa mundial de Triatlo em Madrid, passando a ocupar o patamar mais alto no ranking do Triatlo mundial.
António Cipriano

sexta-feira, junho 02, 2006

Será Ditadura?

A atitude do nosso Ministério da Educação e do nosso Governo, reflecte-se na reacção ao documentário apresentado pela RTP, na Terça-feira passada, que tinha como tema a violência nas escolas. Na peça ficou patente a violência de que alguns professores são vítimas no nosso país, tal como ficou demonstrado que o Secretário de Estado Adjunto e da Educação Jorge Pedreira, não conhece esta realidade e tem uma capacidade invulgar de fugir a questões “incómodas”. O Ministério da Educação ao invés de ficar sensibilizado com a situação, para de alguma forma acabar com este flagelo, está agora segundo a agência Lusa, a procurar “irregularidades” no documentário. Procurando ilegalidades da forma como foi conduzida a peça, pensando inclusivamente em possíveis processos. Até o conselho executivo e professores que autorizaram as gravações, correm o sério risco de verem ser instaurados processos disciplinares. Ou seja, mostra-se alguma coisa que o Ministério da Educação pretende manter na “sombra” e logo vêm tentar calar e fazer pressões ao estilo da PIDE-DGS, sobre quem tem razões reais para não se remeter ao silêncio. Se dúvidas havia, agora ficaram esclarecidas, este é o governo mais autoritário que temos desde o 25 de Abril. Um governo com tiques ditatoriais, que não aguenta a critica e não suporta quem os contraria. A continuar assim não demorará muito até vermos o infame carimbo de “visado” nos jornais!

António Manuel Guimarães
Lei da paridade vetada

O nosso presidente, até agora um pouco apagado, acaba de fazer o seu primeiro veto presidencial. Um veto inteiramente justo a uma lei inqualificável, uma lista de partido, seja ele qual for, não deve ser feito (até porque é sempre assim feito) com base em sexo, idade, amizades ou factor C e sim na capacidade que cada elemento proposto possuí, independentemente de todo o resto.
PP

terça-feira, maio 30, 2006

Noticia de última hora:

Ao que a central de notícias de A Cumplicidade apurou, o ministro da justiça prepara um diploma, que prevê que cada arguido passe a classificar o desempenho de cada Juiz logo após o julgamento.

António Manuel Guimarães

segunda-feira, maio 29, 2006

Professores Reféns de uma Ministra Alienada !

Até hoje tenho concordado com algumas das medidas tomadas pela Ministra da Educação, especialmente as medidas que colocaram um pequeno travão na extorsão praticada pelas editoras. Considerando apenas a medida que obrigava os professores a ficar na escola para lá do seu horário de aulas, absurda e infeliz, porque prejudica seriamente o rendimento dos professores. Visto que quando estes não estão na escola, estão a programar as aulas do dia seguinte, a preparar avaliações e certamente não lhes sobra muito tempo para recreio.
Mas agora a Ministra Maria de Lurdes Rodrigues veio desempatar a minha visão do seu ministério, tomando a medida mais infeliz possível, agindo como alguém que nada percebe de educação, ou então uma distorcida visão sociológica do problema da educação, propondo que os pais passem a tomar parte da avaliação feita aos professores. Quando neste momento alguns pais apenas se dirigem à escola para “desancar” em alguns professores por estes não aprovarem os seus petizes, que na maior parte das vezes recebem um 2 por favor, apenas para evitar a deselegância do 1 valor (escala de 1 a 5). Já estou a ver o cenário, criança que todo o ano não estudou um pouco que fosse, não se esforçou o mínimo, nada fez para conseguir ter algum aproveitamento e obviamente reprova, os paizinhos desta nova sociedade, que pensam que as escolas são como nos “Morangos com Açúcar”. Que nada sabem do comportamento do filho, que apenas vão à escola para ver as notas, mesmo quando o director de turma tenta durante todo o ano falar com ele, para resolver o problema do “seu tesouro”. Mas quando o filho reprova atiram logo a matar ao elo mais fraco, o professor, sem querer saber de mais nada, parte-se logo do princípio que o seu “anjinho” não merecia aquela sorte, sem saber que este falta às aulas, ou quando vai anda por cima das secretárias não dando outra possibilidade do que a exclusão da sala, porque é preferível prejudicar 1 do que 21, sim porque o sistema não é perfeito.
Já agora porque é que não põem os pais a avaliar os filhos de vez, na sua totalidade, passando o encarregado de educação a ser o único responsável pela aprovação ou reprovação? Aceito que os professores sejam avaliados, mas por comissão no ministério, razão pela qual existem hoje os inspectores, acho até que o sistema possa ser aperfeiçoado, mas esta medida é do mais ridículo e absurdo possível, ideia macabra que só podia ter vindo de um devaneio socialista. Compreendo que os pais gostem desta medida, da mesma forma como sei à partida que eles não conseguem ser imparciais quando se mete na balança “o seu bebezinho” e aquele estranho que ganha um ordenado melhor, assim até podem tornar o professor seu refém. É um tiro no já débil sistema de educação nacional e o fim da alguma integridade que ainda conservava, tal como é o fim da parca autoridade que o professor ainda tinha.
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"Pergunto-me: mas os pais avaliam o quê? Se os professores são bonitos ou feios? Se as professoras usam ou não as saias curtas? Se vão à escola regularmente?"
Eduardo Prado Coelho, sobre a hipótese de os professores serem avaliados pelos pais dos alunos, PÚBLICO, 29-05-2006

António Manuel Guimarães

domingo, maio 28, 2006

Caça ao Cartel

Os leitores mais atentos deste blog, devem já ter reparado que muitas vezes utilizo este espaço, para criticar corrosivamente o comportamento e as atitudes do governo socialista de Socrates. É importante criticar, não é menos importante, deixar um elogio quando é caso disso. Efectivamente, a reforma profunda, que o governo anunciou no sector das farmácias, é um óptima iniciativa à muito necessária, que implica coragem e argúcia, para controlar o lobby fortíssimo da Associação Nacional de Farmácias.

O sector das farmácias segundo estudos, é mais rentável do que a banca. Com o agravante que a entrada neste negocio era até agora, praticamente impossível. Assim, trespasses de farmácias por valores de 500.000 Cts, 600.000 Cts, ou mesmo 1.000.000 Cts eram normais.
Com a liberalização da propriedade das farmácias, a abertura de farmácias nos hospitais utilizando o princípio da venda à dose dos medicamentos e a aceitação do fim do preço fixo, o sector passa a respirar muito mais saúde.
Pela coragem e iniciativa do governo, fica aqui o meu elogio.

António Cipriano

quarta-feira, maio 24, 2006


Congresso da JCP
Realizou-se este fim-de-semana em Vila Nova Gaia o oitavo congresso da JCP (Juventude Comunista Portuguesa) sob o lema “transformar o sonho em vida”.
De que sonho estará a JCP a falar? Dos campos de reflexão estalinistas da Sibéria? Da revolução Cultural de Mao? Das colónias de férias da STASI na RDA?
Nos sonhos de Pol Pot?

António Cipriano

terça-feira, maio 23, 2006

Um Ego Grotesco

O livro “Sob o Signo da Verdade” de Manuel Maria Carrilho foi ontem tema de discussão no programa Prós & Contras da RTP1. Manuel Maria Carrilho era em conjunto com Emídio Rangel defensor do tema do livro, já Ricardo Costa director adjunto de informação da SIC e Pacheco Pereira eram os que contestavam a verdade e qualidade do livro. A única conclusão a que eu cheguei vendo o Prós & Contras foi muito simples, o programa serviu para Manuel Maria Carrilho demonstrar a todo o país o porquê da sua derrota aquando das eleições autárquicas de 2005. Porque quando é pressionado, apenas se serve do insulto para se defender, faz acusações vãs sem nunca concretizar, rindo ironicamente aquando das intervenções dos que se lhe opunham assumindo uma atitude de arrogância como se a sua cabeça se tratasse da oitava maravilha, enfim um homem que já se viu que tem um péssimo perder, incapaz de perceber que é falível e erra como qualquer ser humano, numa atitude narcisista da pior espécie. Pode-se dizer que ele tem um vasto currículo, mas certamente esse imenso currículo corresponde proporcionalmente à educação que lhe falta e se quando recusou cumprimentar o seu adversário demonstrou bem a sua falta de educação, neste programa conseguiu fazer o impossível, descendo a um nível ainda mais baixo com insultos que um directo felizmente não consegue esconder.
É certo que os meios de comunicação têm muita força em Portugal e podem influenciar de uma forma profunda a escolha das pessoas, mas não é menos certo que não foram os meios de comunicação que forçaram Manuel Maria Carrilho a fazer uma campanha pela negativa, através da acusação barata, nem tão pouco foi a comunicação social que impediu Carrilho de apertar a mão ao seu adversário, infelicidade que mais tarde tentou corrigir com tal aparato que se via a falsidade do acto, que não passava de circunstância cheia de perfídia. Agora diz ele que as pessoas deram demasiada atenção a esse episódio, não percebendo o ex-ministro que esse episódio é a caracterização de toda a sua campanha. Basta de tentar justificar a sua derrota culpando os outros, ele derrotou-se a si próprio e prosseguindo neste caminho irá certamente desaparecer na bruma do esquecimento, onde as figuras antes valorizadas se tornam insignificantes por se atirarem voluntariamente para o campo do ridículo.

António Manuel Guimarães

sexta-feira, maio 19, 2006

Código Da Vinci

E ontem, a par de muitos milhares que leram o Código da Vinci de Dan Brown, lá fui ver o filme. Sem grande expectativas e acreditando na desilusão normal das adaptações e também por não conseguir imaginar Tom Hanks no papel de Robert Langdon. Puro engano, o filme acabou por nada ficar a dever ao livro e Tom Hanks interpreta o seu papel bem quanto baste, tal como Audrey Tautou no papel de Sophie Neveu.
Sendo uma adaptação fiel a um livro cujo enredo já era “Hollywoodesco” o suficiente. Recomendo o filme, para quem gosta de uma boa história e pretende ver as imagens que “leu” no livro. E a quem tem a capacidade de perceber que “a imaginação não é uma História alternativa”.


Concluo desejando melhor sorte do que a que eu tive, porque nada pior do que estar perto de súcia que não consegue resguardar os seu comentários durante o filme: e agora acontece istoe agora aquilo..., brutos sem o mínimo conceito do que é o respeito pelos outros.

António Manuel Guimarães