segunda-feira, julho 07, 2008

Voaram 180.000 Euros

Luís de Matos é sem duvidas um grande magico. No passado domingo conseguiu fazer desaparecer 180.000 dos cofres da câmara municipal de Alcobaça com este numero.

António Cipriano



Nacional Chico-Espertismo

A EDP pretende pôr os cidadãos comuns, bons e regulares pagadores, a pagar as dívidas acumuladas por caloteiros clientes da EDP, num total de 12 milhões de euros e, para o efeito, a entidade reguladora está a fazer uma consulta pública que encerra em meados de Julho. Em função dos resultados desta consulta será tomada uma decisão. Esta consulta não está a ser devidamente divulgada nem foi publicitada pela EDP como bem compreendem. A DECO tem protestado, mas o processo é irreversível e o resultado desta consulta irá definir se a dívida é ou não paga pelos clientes da EDP.
Temo que este procedimento pegue e se estenda a todos os domínios da actividade económica e a outras empresas de fornecimento de serviços (EPAL, supermercados, etc.). Esta é uma atitude absolutamente inaceitável, violadora dos valores do estado de direito, e dos princípios base do funcionamento de qualquer mercado.
Obviamente que nos devemos insurgir e contestar tal atitude, que representa uma absoluto desrespeito pelos consumidores cumpridores, que actuam no seu dia a dia sob o parâmetros da boa fé. Todos devemos enviar um email para consultapublica@erse.pt contestando tal atropelo ao direitos dos consumidores tutelados e protegidos pela Constituição da republica Portuguesa e pelos Tratados da U.E.
António Cipriano

sábado, julho 05, 2008

Exames Nacionais

A ministra da educação deu ontem uma entrevista no telejornal. Foi um sublime momento com a ministra a balbuciar justificações sobre o que aconteceu em relação aos exames nacionais, tentando legitimar a melhoria dos resultados com o trabalho dos professores. Não digo que os professores não trabalhem, trabalham muito e bem, mas a verdade é que nunca seria de um ano para o outro que os resultados se alterariam tanto. Ouvi pelos meus colegas de matemática que os exames eram realmente fáceis comparativamente com os dos anos anteriores e vi na televisão que até respostas ambivalentes tinha, assim na mesma questão tanto uma resposta de sim como uma resposta de não estava correcta.
É triste ver a educação a ser usada para fins políticos na U.E, é muito mau ver o ministério da educação a agir como um menino que usa cabulas nas avaliações, para mostrar que sabe aquilo que não sabe, para tentar enganar tudo e todos.
A ministra a certa altura quase que perdeu a pouca compostura que tem pois não conseguia responder à catadupa de questões de José Rodrigues dos Santos, que lhe cortava as evasivas com uma astúcia talvez desnecessária, que aliás, não era necessário pois a ministra tentava-se justificar também como um cabula apanhado, “não fiz nada”, “isso não é meu” e outros blás desesperados.
Meus caros e pacientes leitores, a educação não importa para o governo como tal, apenas importa como uma estatística e se poder ser uma estatística que trás lucro melhor. O nosso país enfrenta já uma crise económica extremamente grave, que se prevê longa, o governo deveria pensar em modos de contenção para o futuro e um dos modos de contenção era pensar na educação de forma séria e não com tretas. O facilitismo na educação não beneficia ninguém e a continuar assim além de uma grave crise económica também poderemos contar com o agravar de forma exponencial da já existente crise social. Quando começa o facilitismo na educação as competências que se espera que os jovens adquiram na escola não são alcançadas e por conseguinte a inaptidão aumenta e a longo prazo quando estes jovens estiverem no mercado de trabalho é mais que certo que não vão saber agir em situação e todos pagaremos com isso.

António Manuel Guimarães

sexta-feira, julho 04, 2008



Negócio a Berardo

Comemora-se agora um ano sobre a abertura do museu Colecção Berardo.
Pela sua dimensão mediática, coadjuvado por uma localização nevrálgica numa zona iminentemente turística o Museu Berardo foi visitado por cerca de 500.000 Pessoas. A conclusão primeira é que trata de um sucesso do comendador Berardo e do governo nacional. Todavia os raciocínio simplistas são por norma enganadores.
Esta semana que findou, tive oportunidade de visitar o Museu Berardo. Não sou um conhecedor de arte moderna. Mas apesar de não o ser, não deixo de ser um cidadão com gosto pela arte, e com um opinião pessoal pelas obras expostas. Confesso que fiquei deveras desiludido com o museu Berardo. Não considero que a dimensão artística da colecção Berardo seja digna de um edifício monumental como o CCB. Pergunto-me mesmo, será que não era possível rentabilizar este espaço de uma forma mais proveitosa para o cidadão e para os valores culturais? Será que não era preferível que este espaço fosse uma montra rotativa de trabalhos e correntes artísticas nacionais e internacionais?
Mas se para muitos o valor e a importância da museu Berardo é discutível para o Comendador foi manifestamente um óptimo negocio. Berardo passou a ter um espaço fantástico para as suas peças, valorizando economicamente a sua colecção e a sua imagem enquanto empresário, poupando o valor do seguro, pago integralmente pelo estado, e tendo ainda a possibilidade se o desejar de vender a sua colecção ao estado por um bons milhões de Euros.
Enfim, um negócio a Berardo.
António Cipriano

quarta-feira, junho 25, 2008

TGV para os Chocolates

Após soarem as campainhas da crise internacional, Espanha numa atitude sensata, resolveu repensar o projecto do TGV.
Já Portugal, “imune” a crise internacional, continua firme na sua decisão de construir o TGV. Pelo andar da carruagem, podemos vir a ter um cenário único. Construirmos a nossa rede de TGV de Lisboa a Badajoz, e Espanha não realiza o seu Projecto. Passamos a ter uma rede de alta velocidade para quem quiser comprar rebuçados e chocolates em Badajoz.
Isso é que é investimento Publico!!!!

António Cipriano

segunda-feira, junho 23, 2008



Paródia no Zimbabwe

Enquanto o mundo se vai entretendo como o Europeu de Futebol e os aumentos sucessivos dos combustíveis, vai passando um pouco à margem da comédia negra Zimbabueana.
Trata-se de uma película realizada e protagonizada pelo veterano Robert Mugabe, que tem como pano de fundo umas supostas eleições presidenciais, que divertidamente se vão vivendo sob um cenário de convívio salutar de morte, opressão e desrespeito pelos direitos humanos. Como actores principais, encontramos para além de Mugabe, as milícias tenebrosas da ZANU, e o povo inocente do Zimbabwe.
Se nada se alterar, se a África do Sul e a ONU continuaram de olhos fechados, teremos com certeza o Zimbabwe de Mugabe como um dos fortes candidatos ao Óscar de Melhor filme, na categoria genocídio e atropelos aos direitos do homem.

António Cipriano

quarta-feira, junho 18, 2008



Crise – Qual crise!!!!!!!!!

No próximo dia 6 de Julho a localidade de Alcobaça no sentido de celebrar a seu estatuto de “ uma das 7 maravilhas de Portugal”, vai realizar de um espectáculo de ilusionismo adjudicado ao Magico Luís de Matos por 180.000 Euros.

Não!! Não se trata de uma ilusão!!! O valor do espectáculo para uma única noite é de 180.000 Euros. Incompreensível, inaceitável quando o país vive uma dos seus momentos mais sombrios das ultimas décadas!!

António Cipriano

segunda-feira, junho 09, 2008



Indiana Jones


Um dos heróis da minha infância e adolescência que povoa o meu imaginário é sem margem para duvidas – Indiana Jones. Os três anteriores filmes foram por mim, vistos e revistos inúmeras vezes, sempre com entusiasmo e fascínio.

Foi com este pano de fundo, que foi ver a nova sequela.
Confesso que foi uma tremenda desilusão. O novo episodio de Indiana Jones, já pouco tem haver com os filmes anteriores. Trata-se de película com excessivos efeitos visuais, que lhe retira a mística dos velhos tempos. Mas o pior foi mesmo o argumento. Misturar as culturas incas, com o incidente de Roswell de 1947, e com extraterrestres, não me parece aceitável nem razoável, num filme que tem subjacente as aventuras de um arqueólogo.

António Cipriano

quarta-feira, maio 28, 2008



Novos Presentes

Uma nova preciosidade invade as ourivesarias de Portugal. Jovens apaixonados já não oferecem peças de ouro, prata ou diamante. Preferem presentear as suas amadas com uma nova sumptuosidade - Pequenas garrafas ornamentais de Gasolina ou de Gasóleo.
Este sim é um presente dispendioso, excêntrico e necessariamente útil, que deixa qualquer mulher encantada.

António Cipriano

quinta-feira, maio 22, 2008



Directas no PSD

A defesa da democracia e o futuro de Portugal necessitam de um PSD forte, com ideias, capaz de fazer oposição assente num projecto alternativo para Portugal. Ora nos últimos tempos, o PSD tem andado a brincar às lideranças. De partido credível que muito fez por Portugal foi progressivamente, se tornando em apenas mais um partido do sistema, em que os eleitores olham com desconfiança. È chegado a hora de acabar com a brincadeira!!

Historicamente o PSD, enquanto partido interclassista, tem vivido sobre duas tendências. A mais populista de Sá Carneiro e de Santana Lopes, e a mais reformista e progressista de Cavaco Silva Esta é a escolha que os militantes tem de fazer.

Santana representa o passado, o populismo, o projecto já vencido em 2005 que os portugueses querem esquecer.

Passos Coelho, é um liberal que aposta numa perspectiva de diminuição concreta do peso do estado na sociedade Defende o mercado e o individuo como matriz essencial da economia e da sociedade. Representa de facto, um projecto diferente. Num país em que o espectro eleitoral se encontra maioritariamente à esquerda, não me parece que o eleitorado deseje o liberalismo económico. A mim pessoalmente, que me considero um social democrata na verdadeira acessão da palavra, não comungo desta visão excessivamente liberal da economia. O Mercado é importante, deve ser dinâmico, mas necessita de regras e de um intervenção, ainda que suave do estado. Ao estado compete o combate às falhas de mercado, mas nunca esquecendo a matriz social que deve vincular qualquer sociedade.

Se Passos Coelho é o candidato do aparelho, Manuela Ferreira Leite é a candidata das elites. Todavia, a mim pessoalmente, me parece que aos olhos dos portugueses, é aquela com melhor perfil de candidata a primeira-ministra. É uma personalidade credível, responsável, “que não vai em ondas” ou populismos e que sabe o que deseja para o país. Ainda mais, quando no discurso recente tem acrescentado uma tónica social, que os portugueses tanto desejam.
António Cipriano

sábado, maio 17, 2008

Um é capaz de ir longe, o outro nem por isso

Este é capaz de ir longe:

"Prefiro não ter experiência governativa do que ter a má experiência de Santana"
Pedro Passos Coelho

E este (espero) nem tanto:



João Pedro

quinta-feira, maio 15, 2008

O que fazer quando for multado?


Agora, quando um polícia me quiser multar já sei o que dizer. Vou pedir desculpa e dizer que lamento imenso, que não volta a acontecer e que desconhecia que era ilegal. Estes argumentos parecem funcionar muito bem com uns que violaram recentemente a lei do tabaco. Talvez comigo não vá funcionar tão bem porque a verdade é que eu, ao contrário do senhor que violou a lei, não tenho o poder executivo e não sou legislador logo é mais difícil ser desculpado.

António Manuel Guimarães

terça-feira, maio 13, 2008

Agricultura

Nestes últimos 30 anos, a Agricultura tem sido uma actividade económica a todos os níveis desprezada, alvo de ostracismo por parte dos sucessivos governos. Socialmente, os agricultores são considerados uma espécie inferior, alvo de chacota, identificados como o Portugal do passado.
A recente crise alimentar, vem relembrar os mais incautos da importância da agricultura. Esta é a actividade básica da economia. Sem esta não há alimentação, e sem alimentação, a desordem, o caos e a instabilidade económica e política, são uma constante.
A Agricultura, foi o preço que Portugal teve que pagar pela entrada na então CEE. De facto, em 1986 Portugal tinha uma agricultura atrasada, pouco produtiva mas que sustentava grande parte das necessidades nacionais. Vinte anos passados, a nossa agricultora apesar de uma chuva de subsídios pouco mudou. Agravou-se a dependência alimentar face ao estrangeiro e grande parte dos solos produtivos foram votados ao abandono, ou à especulação imobiliária. Em grande parte tal deve-se a uma PAC, desequilibrada, que actua sem estratégia, com medidas casuísticas. Ora se subsidia a plantação de cereais ora se subsidia o pousio. Ora se subsidia plantação de olival, ora se subsidia o arranque do olival.
Os momentos difíceis são sempre uma janela de oportunidades. É hora da Europa e Portugal terem no âmbito da Politica agrícola uma estratégia pensada, estruturada, de valorização dos recursos. É tempo de terminar o pousio das planícies alentejanas. Étempo de voltar a valorizar a agricultura!!!

António Cipriano

domingo, maio 11, 2008

Festival da Eurovisão

Todos à muito conhecemos a degradação sistemática do festival da canção em Portugal. Pois fiquem descansados. Não é um mal só nosso. Vejam com calma a qualidade da musica que vai representar a Espanha no Festival da Eurovisão deste ano!!!!! É de assustar!!!!!!!!

António Cipriano

quinta-feira, maio 08, 2008

MENTIROSO

É vergonhoso afirmar o que vou dizer, vergonhoso porque foi uma mentira do nosso primeiro-ministro na Assembleia da República, na casa da Democracia, onde todos os portugueses estão representados, enquanto falava sobre as medidas tomadas na protecção dos trabalhadores feitas pelo governo teve o descaramento de dizer o que vou citar:
- ”… proibimos também os estágios profissionais não remunerados…”
Isto é mentira, o meu estágio foi feito o ano passado e é reconhecido tanto pelo Ministério da Educação, como pela Secretaria Regional da Educação e não recebi um tostão que fosse, nem ajudas de custo dos materiais utilizados, nem ajudas para as deslocações de 30Km feitos diariamente, nem tão pouco uma bolsa de estudo, portanto este governo já vai para além de não justificar as promessas falhadas, agora já mente descaradamente. É uma vergonha um primeiro-ministro ter a frieza e descaramento para mentir sem sentir qualquer forma de constrangimento.
Este governo e este primeiro-ministro são claramente um exemplo que justifica aquilo que eu costumo dizer quando ouço alguém dizer que tem vergonha de ser português, eu normalmente respondo que nunca sinto, nem nunca vou sentir vergonha de ser português, mas tenho vergonha de alguns portugueses, que fazem figuras miseráveis e dão uma péssima imagem do nosso país.

António Manuel Guimarães

domingo, maio 04, 2008

Diz que pretende ser um programa de humor

No fim de “Os Contemporâneos”, o novo programa de “humor” da RTP1, deu um breve anúncio que dizia que uma marca de cerveja sem álcool patrocinava o programa. Ora isso está muito desajustado pois a verdade é que é necessário estar muito alcoolizado para conseguir achar alguma graça ao programa. Piadas fáceis, algumas já bem antigas e que o Bruno Nogueira já faz à muito em Stand-Up (onde ele é brilhante), repetições sem piada nenhuma e humor sem palavras onde simplesmente não se percebe onde está o humor. Um programa muito à imagem do humor de Nuno Markl (excelente em rádio) que simplesmente, já está mais que visto, não funciona em televisão.
Não acho que este programa consiga, sequer, chegar a uma pontinha do programa que se espera que substitua, o inimitável gato-fedorento, parece-me que ou muda radicalmente, ou vai acabar muito depressa, curiosamente o episódio de hoje parecia que nunca mais acabava, o que só por si já é sintoma de falhanço.

António Manuel Guimarães

sábado, maio 03, 2008



Diferenças

Hoje é um lugar-comum referir que PSD e PS são partidos iguais. A mim não me parece verdadeiro tal raciocínio. É certo que nos últimos anos, o PS por via da acção de Sócrates, tem vindo progressivamente a se deslocar para a direita, adoptando um discurso de cariz reformista, firme, assente teoricamente num projecto de futuro para o país. Simultaneamente foi abandonando algumas do seu ideário de esquerda, apenas contrabalançado por projectos casuísticos como o aborto ou do divórcio. O PS por se ter aparentemente recentrado à direita, ocupou parte do espaço político do PSD. Isso tem sido a raiz dos problemas internos deste. Mas na verdade isso não passa de uma falso problema. Apesar do tom reformista do PS, a prática política, demonstra que a maioria das reformas ficou no papel ou nas palavras. O PS não é um partido pragmático, que realmente faça reformas.
Já o PSD é pragmático, os seus quadros sabem o que o país precisa, e não tendo receio de tomar as decisões. Compete ao PSD desmascarar o dito “PS reformista” que não existe, e demonstrar através de ideias e projectos que é um partido responsável, pragmático, capaz de levar a bom porto, o país, mesmo perante águas revoltas.
António Cipriano

sábado, abril 26, 2008

PREC

No periodo logo após o 25 de Abril, existem muitos episodios caricatos. A Reforma Agraria é um deles.

António Cipriano

34 Anos Depois

Como todos os anos também neste festejo o 25 de Abril. Longe das vozes criticas que confundem o 25 de Abril com a balbúrdia que se seguiu durante os onze anos subsequentes. Longe daqueles que dizem que o 25 de Abril falhou, que falhou o socialismo e que Portugal perdeu uma grande oportunidade, mas que felizmente acabaram os massacres em África. Longe também daqueles que dizem que o 25 de Abril foi um erro, que as coisas deveriam mudar mais lentamente. Ou também que o 25 de Abril é exclusivo da esquerda, particularmente daquela esquerda que queria substituir uma ditadura por outra.
O 25 de Abril é de todos os portugueses independentemente da sua cor politica desde que essa cor tenha a liberdade como ponto fundamental da sua filosofia e não foi um erro, foi um golpe necessário, que foi preciso fazer para pôr fim a 46 anos de Ditadura que estava mais que sedimentada. Não foram só militares em Lisboa, eles sem dúvida nenhuma começaram, mas foi o povo que lhe deu alma e que se tornou uma peça fundamental para o sucesso da operação e que a tornou numa verdadeira Revolução.
Hoje 34 anos depois vejo o 25 de Abril como algo que não devemos esquecer, não devemos esquecer o dia e muito principalmente como se vivia em Portugal até à data. Devemo-nos lembrar que não era possível criticar negativamente o governo, que ao faze-lo arriscávamo-nos a passar uns dias, ou uns anos de sofrimento nas mãos da DGS (PIDE). Que todos tinham que ser “educados” pelos moldes que vinham desde 1933, não me enganei disse educados porque instrução era só para alguns. Nos últimos treze anos do Estado Novo, começa uma guerra sem sentido, e embora eu negue todas as culpas apenas para o lado Português afirmando que infelizmente houve massacres mas que eles foram de parte a parte e tanto quanto se sabe a UPA deu o primeiro passo, tenho que dizer que era mesmo uma guerra que já não se justificava, todos os outros países europeus já tinham saído, só faltava mesmo o orgulhoso e só Portugal.
Infelizmente vejo um cenário negro do ponto de vista politico, temos assistido a um retrocesso nas conquistas de Abril, com a desculpa de tornar Portugal “competitivo” e cada vez mais igual aos restantes países europeus, esquecendo as especificidades que nos tornam um povo próprio. Vejo alguns herdeiros de partidos que participaram na democratização de Portugal a afogarem a essa mesma democracia, partidos ditos socialistas que parecem partilhar alguns pontos comuns com o Estado Novo. Surge de uma forma velada algumas “pequenas” censuras, “pequenas” manifestações de intimidação, recordando o período pré 28 de Maio de 1926, em que estas “pequenas experiências” se transformaram em grandes e monstruosos costumes. Eu julgo que o povo do meu país não se resignará, pois se um dia abdicar da vigilância que a liberdade exige, o estado volta a ser “novo”.
As minhas palavras podem estar confusas, foram escritas com emoção, como sempre que ao falo do 25 de Abril, porque me emociono sempre que recordo que quando meu povo quer faz o que é preciso para grandes conquistas e nenhuma conquista é maior que a liberdade.
Viva o 25 de Abril, Viva a LIBERDADE!

António Manuel Guimarães

quarta-feira, abril 23, 2008

Tratado de Lisboa


É hoje aprovado no Parlamento o Tratado de Lisboa, com vista a sua ratificação pelo Presidente da Republica.
Quantos de vós leram o tratado de Lisboa? Muito Poucos!! Eu li. O texto é similar em muito, ao Projecto de Constituição Europeia, com a agravante que em termos jurídicos, ao consistir num remendo de dois tratados, ser um texto pesado e complexo, não recomendável a não juristas. Mas também não me parece muito importante a leitura do texto à generalidade dos cidadãos. Em traços largos, o Tratado de Lisboa é um contributo substancial para o reforço do projecto de construção europeia, assente não na ideia errada de perda de soberania, mas sim no conceito de partilha de soberania. Com o Tratado de Lisboa, terminam as presidências rotativas, é criado o cargo de Presidente da UE e o cargo de alto representante para a política externa, ocorrendo simultaneamente um reforço das decisões que são tomadas por maioria qualificada.
É o caminho da Europa e de Portugal, deve ser o da construção Europeia? No meu entender, obviamente que sim. No mundo globalizado, cheio de ameaças e de novas potencias económicas e politicas, a Europa e Portugal apenas podem sobreviver e manter a sua importância, por via de uma cooperação intra-europeia, de reforço das posições comum, em torno do conceito de bloco político-económico.
António Cipriano

sábado, abril 19, 2008

Hora da Verdade

No PSD nos últimos anos tem vivido sob uma inércia de responsabilidade última dos seus melhores quadros. De facto as suas elites numa atitude de profundo individualismo, tem-se limitado a olhar para o umbigo dos seus interesses pessoais. Com a sábia e mais que necessária demissão de Luís Felipe Menezes, abriu-se uma janela de oportunidade para um novo projecto para o país. Ora, chegamos agora ao momento da verdade!!! O partido e o país não aceitam que Rui Rio, Marcelo, Ferreira Leite, e outros, continuem na penumbra do seu individualismo. E altura de avançar, a bem do país.
Se estes não avançarem, então que se calem para sempre.
António Cipriano


Le Roi est Mort, Vive le Roi
Nada se aplica melhor a Menezes do que o provérbio popular “Quem com ferro mata, com ferro morre”. Menezes durante meses criticou, minou, atraiçoou, cobardemente Marques Mendes. Agora caiu, provando o seu próprio veneno. Mas, para sermos justos, a sua queda deve-se a estratégia de comentadores, opositores, mas também em muito, à sua inércia, falta de estratégia, visão política e razoabilidade.

António Cipriano

domingo, abril 13, 2008

MMA

Um post um bocado diferente (aham). MMA, diminutivo para Mixed Martial Arts, é um desporto ainda recente, que tem tido um crescimento exponencial nos últimos anos. Para dar uma ideia, em 2007, nos EUA este desporto gerou pela primeira vez um total de receitas (tv, bilhetes, merchandising, publicidade, etc) superior quer ao do boxe, quer ao do wrestling. No Japão é o 2º desporto, também em termos de receitas, ficando apenas atrás do futebol.

A ideia original foi muito simples. Um praticante de judo é superior a um de greco-romana? Um karateca consegue bater um pugilista? Um kick-boxer é superior a um lutador de sumo? E por aí fora. A ideia foi colocar lutadores de diferentes disciplinas num ambiente de luta comum, com regras que permitem realmente determinar qual o melhor estilo de luta, na prática.

A conclusão que cedo surgiu é a de que nem todas as artes marciais servem em lutas reais. Artes marciais como o karaté, aikido, taekwondo ou kung fu ficam bem em filmes, mas são praticamente inúteis numa luta real.

Quando um praticante de BJJ conseguia levar um pugilista para o chão, o pugilista ficava em apuros; por outro lado, quando o pugilista conseguia manter a luta em pé tinha garantia de vitória. A evolução neste sistema, em poucos anos, foi tal que hoje falamos em lutadores híbridos. Ou seja, para sobreviver no actual panorama de MMA, os lutadores passaram a fazer cross-training nas disciplinas que são realmente eficazes num ambiente de luta: boxe, kick-boxing e muay thai em termos de striking, greco-romana/ freestyle wrestling e brazilian jiu-jitsu em termos de grappling.

Sem entrar nas regras em detalhe, os combates desenrolam-se com um esquema de rounds, sendo a vitória alcançada por KO ou KO técnico, por submissão (estrangulamentos ou torções de membros) ou por pontos (juízes).

Para dar uma ideia, seguem-se 3 vídeos. Dois são de highlights diversas e o outro refere-se ao campeão heavyweight (>93 kg), Fedor Emelianenko.







João Pedro

sábado, abril 12, 2008

Stand Up Parlamentar

Quando eu soube, na altura da formação do governo socialista, que Augusto Santos Silva seria o Ministro dos Assuntos Parlamentares tive alguma esperança que esse fosse um dos ministros que iria dignificar o governo Sócrates. Estava errado, Augusto Santos Silva ao longo desta governação tem vindo a mostrar o seu carácter político. Mostra uma falta de princípios a toda a prova, uma argumentação vazia, da mais básica e reles possível, roçando, por vezes, a falta de educação.
No início não passava de ser o “espírito santo de orelha” de alguns ministros menos capazes, umas risadas, e algumas bocas menos felizes, mas ainda assim não descia muito o nivel. Mas depois da mudança do modelo parlamentar Augusto Santos Silva ganhou mais visibilidade e o que se passa é o seguinte: cada vez que a oposição questiona o governo na pessoa do seu representante, este responde quase sempre com bocas e piadas de muito mau gosto, ou seja, prefere a injuria a responder seriamente a uma questão sobre a governação em Portugal. Quando é o principal partido da oposição a questionar, então ai não falha, lá vem graçola e a culpabilização do anterior governo, até sobre as urgências é capaz de responsabilizar os outros, mas respostas sérias…nem ouvi-las.
Pena tenho que ninguém lhe dê uma resposta como Nuno Melo deu a Marcos Perestrello, representante do PS no programa da RTP1 “Corredor do Poder”. O popular depois de passar meio programa a ouvir o socialista a dizer “está enganado” fartou-se e disparou visivelmente chateado: -Eh pá, ó Marcos, eu já estou farto de cada vez que estou a falar que diga que eu estou enganado, se não tem nada inteligente para dizer deixe-me falar sem me interromper com essa conversa, que aliás, não é nada própria deste programa. O socialista enfiou a viola no saco e durante o resto do programa esteve visivelmente embaraçado e notava-se um certo ar de birra, sem conseguir fazer mais comentário nenhum. Mostrou assim que o discurso dos socialistas não passa de boquinhas e piadolas e quando alguém sério os desarma, eles ficam sem reacção, mostrando que não têm uma ideia construtiva, ou coragem para dar uma resposta seria a quem os questiona sobre os seus fracassos.
Augusto Santos Silva deveria ter também alguém que o chamasse à razão no Parlamento, que lhe dissesse para deixar de fazer da Assembleia da Republica o seu palco de Stand Up, até porque a qualidade da sua comédia é ao nível do Fernando Rocha mas sem os palavrões, mas com a mesma piada, ou seja, nenhuma.

António Manuel Guimarães

quinta-feira, abril 10, 2008



Silêncio Ensurdecedor

As presidências do Zimbabwe ocorreram já à 12 dias, contudo os resultados insistem em não sair. Todos sabemos o que o que se passa. Robert Mugabe prepara-se para mais uma vez vilipendiar o povo do Zimbabwe, com mais uma fraudulenta vitória nas eleições.
Perante este triste cenário de sofrimento e angustia do povo do Zimbabwe, a comunidade internacional pouco ou nada faz. Em especial a África do Sul, país de elevados laços históricos com o Zimbabwe que insiste em dar protecção ao execrável regime de Zimbabwe. Mas existem outros protectores de Mugabe, com as democracias Angolanas, do Gabão ou do Uganda.
Até quando África será assim?

António Cipriano

quarta-feira, abril 02, 2008



A falácia dos Biocombustíveis

Num momento em que o preço do preço do petróleo atinge valores históricos, os Biocombustíveis são vistos por muitos como a “pedra filosofal” para os problemas energéticos do mundo. Segundo estes, os Biocombustivies trazem vantagens a dois níveis. A montante, permitem a diminuição da dependência face ao petróleo. A jusante, possibilitam um aumento substancial do rendimento dos agricultores, e dos países do terceiro mundo (produtores quase exclusivamente de matérias-primas).
Todavia, este dois principais argumentos pode ser facilmente desmontados.
Quanto à questão da dependência, a área arável na Europa é imensamente escassa, o que inviabiliza a produção da quantidade de Biocombustíveis necessários para se poder erradicar o petróleo. Quanto muito, os Biocombustíveis apenas permitiam a substituição da dependência energética do médio oriente, para a América do Sul ou para África.

A um segundo nível, o aumento da procura por cereais, leva a que o preço destes aumente exponencialmente (em 2007 o preço do milho aumentou 130%). Consequentemente os agricultores vão utilizar toda a área arável para o cultivo dos Biocombustíveis, deixando de produzir os outros bens essenciais às dietas alimentares. Nos países mais pobres onde o rendimento per capita é excessivamente baixo, as populações deixam de ter capacidade económica para adquirir os cereais essenciais a sua dieta. Ora a primeira e mais gravosa consequência é a fome. Veja-se o caso do México em que grande parte da dieta alimentar se baseia na tortilha (prato típico feito à base de milho) em que já ocorrem manifestações e convulsões sociais pelo agravamento exponencial do preço do milho.

Biocombustíveis são sinónimo, de novas dependências, fome, desigualdades sociais e destruição do meio ambiente. É capaz de não ser este o caminho!!!!!
António Cipriano

sexta-feira, março 28, 2008

Semi-Oposição

Referindo-me particularmente ao PSD, não deixa de ser interessante que a actual direcção do partido, quando deveria criticar a acção do governo, não o faz. Quando não deveriam dizer nada, fazem-no.

Exemplo desta segunda situação foi a reacção à baixa de um dos escalões do IVA em 1%. O PSD acusou o governo de eleitoralismo. Portanto, se o governo aumenta um imposto, está a proceder mal, mas se o baixa está a ser eleitoralista.

O que o PSD se esqueceu de mencionar foi o seguinte: a baixa do IVA, ainda que modesta, surge como reacção ao valor do défice orçamental de 2007, que se cifrou em 2,6% do PIB (dados da Comissão Europeia, INE e Banco de Portugal). Mais do que isso, trata-se do valor mais baixo do défice orçamental em Portugal, em 30 anos. Não, não é um engano, em 30 anos. Há 30 anos que as finanças públicas nacionais não apresentavam um resultado tão bom.

Para além disso, as regras orçamentais impostas por Bruxelas (défice orçamental < 3% do PIB) são finalmente cumpridas. Tudo isto sem recorrer às famigeradas receitas extraordinárias.

Desde 1977 que Portugal não registava um saldo orçamental tão bom como o de 2007. E o PSD vem falar em eleitoralismo?

João Pedro
Democracias mais ou menos perfeitas

A propósito de uma conversa que tive recentemente sobre o facto de uma democracia ser mais ou menos perfeita, e nomeadamente em relação à democracia Portuguesa e à democracia norte-americana, veja-se em baixo o ranking anual publicado pela reputada revista The Economist. Note-se que a The Economist é britânica, não é norte-americana. Carregar na imagem para ver a mesma em grande:



















João Pedro

quinta-feira, março 27, 2008

Estreitamento de relações diplomáticas Inglaterra - França

Fica patente que a relação entre os dois países vai de vento em popa.




















João Pedro

terça-feira, março 25, 2008



O cúmulo da tributação

Todos conhecemos a fúria tributária deste governo que procura no trabalho e no esforço individual a sua fonte, para os seus gastos sem sentido. Mas nunca pensei que o despautério, e a insanidade mental deste governo chega-se tão longe!!! Tributar, fiscalizar, num acção pidesca, o matrimonio!!!
Obviamente que tal medida é necessariamente indigna, desrespeitosa e imprópria de Estado de Direito. Não é preciso ser jurista para compreender a inconstitucionalidade latente de tal medida ao ferir de morte direitos fundamentais previstos nos artigos 25 e 26 da CRP, referentes à integridade moral, à identidade pessoal e à reserva da intimidade da vida privada e familiar.

A constituição prevê no artigo 21 o direito a resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias. Por isso, noivos de Portugal Resistam!!! Lutem pelos seus direitos!!

António Cipriano

sábado, março 22, 2008

3 anos de Sócrates

Na semana que passou o governo PS decidiu fazer um balanço sobre os 3 anos de governação. Entre momentos de apoteose, grandes aplausos e discursos, tudo parecia cor-de-rosa. Sócrates parecia que era o salvador da pátria. Um belo momento de propaganda como é normal nestes momentos.
Mas qual a verdade para os portugueses, para além dos cegos que torcem por um partido como se de um clube se tratasse? A verdade é simples, 3 anos de reformas, que na maioria dos casos recaíram sobre os bolsos dos portugueses. Aumentos tanto nos impostos directos, como nos impostos indirectos. Na grande maioria os portugueses perderam poder de compra e viram alguns dos direitos adquiridos a serem retirados, com a desculpa da “mudança das circunstâncias”
Este é o governo das avaliações, tudo tem que ser avaliado, não importa os critérios, por mais ridículos que sejam, importa é avaliar para emagrecer o estado. Infelizmente o governo não é avaliado todos os anos como o resto, mas sim apenas de quatro em quatro anos, senão já teria um processo disciplinar por excesso de avaliações negativas.
Na saúde o governo desde cedo fechou várias maternidades, por estarem em zonas em “que não compensa”, como se fosse possível fazer esta apreciação quando se trata da saúde de pessoas, mandou treinar bombeiros para assistirem a partos e as pessoas que vivem perto da fronteira podem ter os seus filhos em Espanha, por ser mais barato (é sempre mais barato comer na casa do vizinho). Dentro da mesma lógica de avareza salazarenta fechou também várias urgências. E desde cedo se viu o resultado desta medida, mais pessoas a falecerem a caminho do hospital, recordo o caso que se passou à dois anos em que um homem demorou seis horas a chegar ao hospital, acabando por falecer. Mesmo agora somos bombardeados diariamente com novos casos de pessoas que continuam a morrer devido à inoperância e ineficácia dos serviços de emergência que estão completamente desorganizados devido ao último modelo de organização feita por este governo.
Ministros que largam algaraviadas da pior espécie e recordo pérolas como “na margem sul jamais” frase que passou em todas os canais de televisão mas que agora Mário Lino diz que nunca disse. Curiosamente o Aeroporto mudou de lugar, fica onde antes se dizia jamais, mas o ministro do jamais infelizmente permanece. Da mesma forma mantém-se uma ministra que afirmava que este ano era de celebração devido ao aumento de alunos nas universidades e diminuição do insucesso, areia para os olhos de todos os que não sabem do que se tratou o programa novas oportunidades, em que a excelência das nossas universidades foi mais uma vez vilipendiada pela necessidade de aumentar os seus alunos para receber dinheiro de propinas, não importa se sabem diferenciar um algarismo de uma letra, importa é que é pagante. Isto aliado a sistemas com avaliação por competências acaba por levar a um total facilitísmo para fazer com que todos transitem de ano, daqui a uns anos pagamos a factura quando tivermos uma população considerável de “disléxicos adquiridos”.
Vimos a ser aplicado um novo código penal, que fez com que um número substancial de pessoas saíssem das prisões e poucos meses depois o aumento da criminalidade disparou. Coincidência? Não creio! Mais criminosos nas ruas e o jugo social cada vez mais pesado, tirem as vossas ilações.
A nível externo o governo fez um bom trabalho e dignificou o pais durante a presidência de Portugal da EU com a assinatura do Tratado Europeu, faz lembrar um rei que no exterior tinha prestígio, mas cá dentro…apenas digamos que foi assassinado e o povo não fez luto sequer. Sócrates no meio da sua hipocrisia mostrou números que mostravam que Portugal estava a melhorar isto para UE ver. Números hipócritas que mostravam a realidade em algarismos, esquecendo que os números são pessoas de carne e osso que vêm os preços dos bens de primeira necessidade a aumentar e os aumentos dos ordenados congelados.
Nestes três anos vimos um governo sempre com o mesmo discurso no parlamento, a culpa é sempre dos outros, ou seja, em três anos de sofrimento e de reformas selvagens ainda não se sentem melhorias, mais, cheiram a promessas falhadas, como aquela dos 150.000 empregos. A culpa, essa, é sempre do PSD/CDS, este governo é como aquele menino que dá um carolo no outro e quando se ralha com ele nunca tem culpa. E tem piada que nunca se lembram que Guterres governou 7 anos e que segundo o próprio, o país neste período tornou-se num pântano.
Em suma, três anos em que os portugueses perderam poder de compra e viram direitos sociais a desaparecerem, viram o desemprego aumentar (alguém se lembra dos 150.000 empregos?), mentiras sem justificações válidas, manifestações com um controlo prévio da polícia e um engenheiro técnico arrogante com tiques estranhos que nos fazem recordar um passado nada feliz.
O PS que festeje, porque só eles mesmos é que conseguem festejar perante este cenário, só eles no meio do seu autismo conseguem ver melhoras, mas o resto do país sabe que melhoras com este governo jamais.

António Manuel Guimarães

quarta-feira, março 12, 2008

Equívocos

Num momento em que o país vive sob uma enorme contestação social aos problemas da educação, justiça e emprego, Luís Felipe Menezes apresenta como grande proposta, mudar a imagem do partido (mudar a cor e o símbolo do partido).
Que líder visionário!!!! Assim não vamos lá

António Cipriano

terça-feira, março 04, 2008



Individualismo

Durante séculos, a história foi povoada por inúmeros conflitos religiosos. Ainda hoje vivemos sob a alçada de múltiplos conflitos de base religiosa. Contudo, como sempre, estes são apenas a espuma de algo mais complexo e endémico, que envolve a luta pelo controlo dos recursos naturais, ou outros interesses económicos variados.
Se analisarmos com alguma acuidade, as religiões não devem se preocupar excessivamente umas com as outras. O adversário do catolicismo de Roma, já não é as Igrejas Protestantes, ou o Islamismo, mas sim um novo fenómeno que invade crescentemente as sociedades, em especial no mundo Ocidental. Estou-me a referir, ao individualismo. Esse sim é o adversário das religiões. Cada vez mais vivemos sob um egocentrismo que renega Deus a uma indiferença total, que pugna pelo culto do prazer individual. A Igreja católica, estranhamente não entendeu este perigo. Em vez de se abrir, de se modernizar, de lutar contra o individualismo agnóstico crescente, fecha-se na sua carapaça, discutindo a reintrodução do latim na eucaristia, ou outras questões absolutamente anacrónicas. A mim o que me preocupa, não é futuro da Igreja Católica, mas sim o fim dos valores e os perigos do individualismo social. Sem valores, sem religião, desaparecem as fronteiras entre o bem e o mal. Que sociedade ficamos então?
António Cipriano

quarta-feira, fevereiro 27, 2008



Reabertura de Processo


O ministério Publico do Porto noticiou hoje estar disponível para reabrir o caso da agressão ao ex-vareador da câmara municipal de Gondomar, Ricardo Bexiga, caso este se disponibilize para receber mais um “ Enxerto de Porrada,” para agora ser possível documentar em sede de processo, a referida agressão passada.

António Cipriano

sábado, fevereiro 23, 2008

Jogos de Poder

Aproveitando algum tempo livre, que por estes dias pode encontrar, neste meu quotidiano por norma excessivamente preenchido, teve a oportunidade de ir ver o filme “Jogos de Poder”.
“Jogos de Poder”, com Tom Hanks e a deslumbrante Júlia Roberts, trata-se de uma agradável película, tocada por variados momentos de humor, sobre as peripécias de um congressista dos EUA, que para agradar aos desejos de uma bela mulher, se envolve no apoio e na luta dos mujahadins afegãos, contra a invasão soviética.
Se tiveram tempo, não deixem de ver.
António Cipriano

sexta-feira, fevereiro 22, 2008



Submissão Olímpica

O conceito moderno de Jogos Olímpicos, sugere a procura da superação dos limites humanos, baseado no respeito insofismável pela condição humana nas suas múltiplas dimensões. Nos Jogos Olímpicos, pequenos e grandes estados, ricos e pobres, amigos e inimigos competem lado a lado ,numa partilha identitária de uma cultura global.
Espera-se obviamente na realização destes, um clima de total democracia e de respeito pelos mais básicos direitos dos homem.
Ora, o comité Olímpico britânico, colocou uma clausula no contratos dos seus atletas olímpicos , a qual proíbe estes de emitir qualquer opinião acerca de assuntos menos agradáveis para a Democracia Chinesa como seja, direitos humanos, liberdade de imprensa ou a ocupação ilegal do Tibete, sob pena de expulsão, dos jogos olímpicos.
É manifestamente um contra senso ao espírito olímpico, representando uma total e inaceitável submissão de uma democracia ocidental a estado Chinês ainda anacronicamente ditatorial.
António Cipriano

terça-feira, fevereiro 19, 2008



Sócrates no País das Maravilhas

Assistimos na passada segunda feira à noite, a uma sessão de absoluta construção de uma realidade paralela onde apenas o Sr. Primeiro Ministro e os seus correligionários habitam. De facto o mundo real é bem diferente.
476.000 Desempregados, aumentos constantes do pão, combustíveis, dos juros dos empréstimos à habitação, encerramento e desertificação do interior, degradação do Serviço Nacional de Saúde, Sistema de Justiça caótico e injusto – esse sim é o Portugal real em que todos vivemos; perdão, sobrevivemos.

António Cipriano


Caixa de Pandora

Com a auto-proclamação da Independência do Kosovo, a Caixa de Pandora esta aberta. O futuro no domínio da geopolítica já por si imprevisível e problemático, vai ver a realidade internacional agravada sob a sombra de novos problemas. A Independência do Kosovo é um precedente grave, que representa uma violação clara do direito internacional. Ao Contrario da Eslovénia, da Macedonia, da Bósnia, da Croácia, que eram estados sob a tutela da Federação da Jugoslávia, o Kosovo, nunca se constituiu como estado. O Kosovo, nada mais era, do que uma simples província Servia. Com a Independência do Kosovo, teremos o reafirmar das esperanças secessionistas do País Basco, da Ossessia do Norte, do Curdistão, da parte Turca do Chipe, etc. Enfim uma torrente de novos problemas.
António Cipriano

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Bombeiros Voluntários: até quando?


Algo que me fez sempre impressão em Portugal foram os Bombeiros Voluntários. Não que tenha qualquer coisa contra os Soldados da Paz, tão só acho que o trabalho que fazem deve ser remunerado e uma profissão como outra qualquer e não ser exercida com base no voluntariado. Bombeiros voluntários, pessoas que arriscam a sua vida, faz para mim tanto sentido quanto a existência de Polícia Voluntária, ou seja nenhuma. De louvar, a atitude das gentes de Arrifana, que não tendo voluntários em número suficiente, pediram ajuda aos empresários da região para remunerarem alguns bombeiros, como forma de combaterem a falta de pessoal. Até agora, são apenas cinco os bombeiros contratados, mas fica aqui a estória que pode ser o início da mudança de atitude perante os bombeiros. Estamos numa crise económica de enormes proporções, o emprego é cada vez mais escasso, o desemprego aumenta, será que não é chegada a hora de aproveitar para profissionalizar esta classe tão importante no nosso quotidiano?
PP
O tribunal do século XXI
Com pompa e circunstância, o que incluí o Ministro da Justiça, há dois meses atrás foi inaugurado em Famalição, o seu novo Tribunal, denominado pelo Ministro como o Tribunal do séc. XXI. Ora, dois meses depois, este tribunal tem um julgamento adiado por falta de espaço e tem de recorrer ao que fazia anteriormente á sua inauguração, alugar um espaço aos Bombeiros das terra. O que isto revela? Revela tão só que os ministros deste governo são tão deficitários como o Primeiro-Ministro. Como curiosidade refira-se o dinheiro despendido no "Tribunal do século XXI", nove milhões de euros do bolso dos contribuintes para uma obra que nem tem espaço para receber um julgamento considerado de dimensão média.
PP

sábado, fevereiro 09, 2008

Barack Obama

Apesar de não ser cidadão norte americano, pela particularidade da importância dos EUA no quotidiano mundial, considero absolutamente licito ter um opinião formada acerca dos putativos candidatos às presidenciais americanas.
Antes de mais e a bem de todos, os EUA necessitam quer em termos de geopolítica, quer em termos económicos, de uma mudança. Uma mudança que induza no planeta uma dose de estabilidade, consubstanciada num politica externa americana mais razoável e dotada de bom senso.

Confesso que num primeiro momento na minha simpatia ia para a senhora Clinton. Todavia a imagem de um self-made-mem, outsider, combativo, menos artificial, cheio de energia, me tem vindo a seduzir na figura de Barack Obama. Talvez esteja errado. Talvez Obama não passe de simples mas bem elaborado produto de marketing.
Mas pior do que Bush não será com certeza!!!

António Cipriano

quinta-feira, fevereiro 07, 2008



Fúria Tributária

De há algum tempo para cá, todos conhecemos a fúria tributária do ministério das Finanças, ávido por obter sempre mais um cêntimo, derrubando qualquer tipo de direitos que os contribuintes detenham. Ora o ministério das Finanças não se ficou pela instituição de mais uma taxa, no caso a Contribuição para o Audiovisual (que todos, independentemente de terem ou não televisão, ou serem clientes do cabo ,terão de pagar, sendo o seu valor cobrado no factura da electricidade). Pretende agora cobrar sobre a referida taxa de Contribuição Audiovisual, 5% de IVA. Ou seja um imposto sob uma taxa. Não é preciso ser jurista para compreender o absurdo, e altíssima duvidosa legalidade de tal medida. O Ministério das Finanças viola o princípio da boa-fé e o princípio constitucional da Segurança jurídica e da protecção da confiança dos cidadãos.
Ainda dizem que vivemos num verdadeiro estado de direito?

António Cipriano

sexta-feira, fevereiro 01, 2008



Regicídio

Em 1 de Fevereiro de 1908, O Rei D. Carlos e o Príncipe herdeiro Luiz Filipe foram assassinados em Lisboa, numa acção da republicana carbonaria. D. Carlos Subiu ao trono em 1889, num momento de especial complexidade, em que o sistema rotativista da monarquia constitucional dava sinais de cansaço, próprio da já costumeira crise económica, e da polémica em volta do mapa cor-de-rosa, que 15 dias depois da subida ao trono de D. Carlos ,vai destabilizar o já destabilizado sistema politico nacional.
Prisioneiro da história, vitima de um presente envenenado, D. Carlos apesar de ser um homem culto, nada podia fazer contra os ventos da história. A história deve ser recordada, estudada, compreendida e analisada. No meu ponto vista, faz todo o sentido a existência de exposições, mostras temáticas, conferências acerca do Regicídio.
Todavia, somos hoje uma Republica. Não me parece razoável a participação do estado, nem as forças armadas, em cerimonias evocativas do regicídio. Não me enche de orgulho, os actos do Boiça, mas sem estes, talvez a Republica não se tivesse instalado. Sou um republicano convicto. Defendo a igualdade entre todos os cidadãos. Só contra os direitos hereditários ao poder, contra a existência de aristocracia. Obviamente que repudio os actos de violência, mas muitas vezes estes são tristemente necessários. Sem o regicídio, sem a implantação da Republica teríamos hoje um país sob a tutela de D. Duarte Pio, a Isabelinha e as criancinhas!!!
Será que conseguem imaginar este cenário?

António Cipriano

quinta-feira, janeiro 31, 2008



Le Roi Est Mort, Vive Le Roi


O País esta aliviado!!!! O carrasco do Serviço Nacional de Saúde
deixou-nos.
Para trás ficam três penosos anos, de atropelos a um dos direitos basilares, constitucionalmente protegido – O Direito à Saúde.

Da nova ministra, nada conheço, mas será com certeza impossível fazer pior.
António Cipriano

terça-feira, janeiro 29, 2008

Em vias de Extinção

Até a bem pouco tempo os Notários nada mais eram, de que mais uma classe jurídica, que exercia as suas funções no âmbito do funcionalismo publico. O estado numa perspectiva de privatização do notariado, incentivou, estes profissionais a iniciaram funções como Notários privados. A generalidade dos Notários aceitaram o desafio. Compraram ou arrendaram espaços, contrataram pessoal, adquiriram equipamento.
Todavia de um momento para o outro, o estado que os incentivou a abandonar a função publica, resolveu tirar o tapete a este profissionais. Gradualmente vem esvaziando as funções destes, sob o argumento da simplificação administrativa. A machada final, segundo o noticiado na imprensa, esta para breve. O governo pretende acabar com a obrigatoriedade das escrituras publicas na compra de imóveis. Estas são substituídas por um documento particular devidamente certificado por um advogado ou solicitador, seguido do averbamento na conservatória do registo predial. Sem as escrituras de compra e venda, para que servem os Notários ???
Má fé e injustiça, é o mínimo que se pode dizer deste comportamento do estado.

António Cipriano

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Boavista


Há cerca de dez anos atrás, para além dos três grandes crónicos do futebol português, havia sempre um lugar reservado à partida, nas competições europeias para o Boavista, bem como uma ou outra final da Taça de Portugal. Todos os finais de época, a equipa fazia uma venda para os grandes que permitia um encaixe financeiro significativo de modo a preparar a equipa para a época seguinte. Artur para o FC Porto, Costinha e Lemajic para o Sporting, João Pinto, Isaías e Nuno Gomes para o Benfica, entre muitos outros. De repente, veio a primeira vitória no Campeonato Nacional, com uma equipa que dava tudo em campo mas que a qualidade não abundava e, de lá para cá, sairem bons jogadores para os grandes, nem ver, assim como as idas às competições europeias. Qual o cenário actual para o Boavista? Muito mau. Em risco de despromoção na 1ª Liga e eliminado da Taça por uns concludentes 4-1 pela Naval. Financeiramente também não estão melhor, de alguns meses para cá é ver passes de jogadores a ser penhorados. Jogadores que ninguém quer, ao contrário do que passava à algumas épocas atrás. O que levou a esta mudança?
PP

domingo, janeiro 13, 2008



Os Perigos dos Nacionalismos

A história da Europa é um aglomerado de conflitos fratricidas de índole religiosa, cultural e étnica. O principal responsável pela conflitualidade endémica europeia foi em grande medida o Nacionalismo. Após séculos de conflitos, que culminaram na segunda guerra mundial, os europeus compreenderam a necessidade de colocar um travão aos nacionalismos, optando por uma estratégia de cooperação assente num processo de integração europeia que procura-se colocar sob o mesmo chapéu, os interesses de cada povo, sem colocar em causa o caldo cultural judaico-cristão que une a generalidade das nações europeias.
De 1951 até aos dias de hoje, a integração europeia trouxe paz, tranquilidade e prosperidade económica. Todavia, por estranho que parece os nacionalismos apesar de adormecidos, nunca se esvaziaram por completo. Os Balças foram o espelho do anacronismo dos nacionalismos nos anos 90. Mas a Europa não aprendeu. Assiste-se hoje a um preocupante ressurgir dos nacionalismos. Primeiro no Kosovo, em Espanha com o País Basco ou a Catalunha, e a recentemente e não mesmo preocupante, a situação Belga. O Kosovo, que incompreensivelmente se prepara para a declaração de independência, será um precedente inaceitável responsável pela abertura da caixa de Pandora de múltiplos conflitos políticos, europeus e extra-europeus.
A Bélgica, independente desde 1830., é o resultado de uma sucessão de acontecimentos históricos conturbados, sendo constituída por duas comunidades absolutamente díspares: os Flamengos e os Valões, com diferenças profundas ao nível cultural e linguístico. No momento actual vive-se um profunda crise política assente nas desconfianças entre as duas comunidades que ameaçam a própria existência do país. Será que a Europa não apreende!!!
António Cipriano

domingo, janeiro 06, 2008



Rali Lisboa - Lisboa

- Jarbas!!!! Jarbas!!!!

- O que foi senhor?

-Faz as malas depressa que veem ai o Bin Laden!!!

António Cipriano

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Obama, 1 – 0

Kick-off das primárias das presidenciais norte-americanas, um longo e tortuoso processo, perfeitamente incompreensível à luz da vivência democrática europeia.

O estado de Iowa é um estado que elege pouquíssimos delegados nas presidenciais propriamente ditas. Por essa razão, os candidatos presidenciais nem costumam visitar o estado durante a campanha. Situação completamente diferente durante as primárias. Nessas primárias, Iowa continua a eleger um número negligenciável de delegados, mas a diferença é que é o primeiro estado a ter eleições (ou melhor, não são eleições, são “caucuses”, uma perfeita aberração eleitoral, principalmente do lado do Partido Democrata; mas adiante, adiante). Como é o primeiro estado isolado a ter este processo, o que é que isso pode significar? (e geralmente significa)

Candidatos com diminuta expressão eleitoral nas sondagens podem apostar neste estado (dinheiro, tempo, equipa, etc) e, se ganharem, podem beneficiar de um efeito de bola de neve (caso do John Kerry em 2004, que antes de Iowa e New Hampshire estava em 4º lugar nas sondagens nacionais – do lado Democrata). Por outro lado, candidatos muito bem colocados, à partida, se perderem Iowa podem ver-se fora da corrida (recorrendo novamente a 2004, foi o que aconteceu ao Howard Dean). Ainda é cedo? Sim, é. Antes da “Super Tuesday” é prematuro apostar decisivamente num determinado candidato.

Mas duas coisas podemos retirar do que aconteceu ontem:

- Do lado democrata há 3 candidatos com aspirações reais à nomeação: Barack Obama, Hillary Clinton e John Edwards. O 3º lugar da sra. Hillary não augura boas coisas, até porque Obama ganhou destacado e com facilidade. Prognóstico: se Obama ganhar daqui a 4 dias em New Hampshire (aí já são eleições «normais», não “caucuses”), os candidatos democratas não chamados “Edwards” ou “Clinton” começam a desistir a favor de Obama e a coisa fica composta para o senador de Illinois. Muito claramente: o Obama neste momento tornou-se um caso muito sério, não só em relação à nomeação, mas em relação à candidatura à presidência propriamente dita. Pormenor: Obama ganhou folgado num estado cuja esmagadora maioria da população é caucasiana;

- Do lado do GOP (Republicanos), a situação é mais delicada. Romney e Huckabee foram os grandes apostadores em Iowa (Romney ganhou o Iowa straw poll, uma coisa perfeitamente ridícula e arcaica), e o evangelista acabou por ganhar. Huckabee é conhecido por 2 coisas: ter perdido muito peso em pouco tempo (era obeso) e ter o apoio em peso da comunidade evangelista (pronto pronto, e em ter o apoio "precioso" do Chuck Norris). Os candidatos mais “sérios” do lado do elefante tiveram resultados modestos (John McCain, Fred Thompson, Rudy Giuliani; este último, principalmente, teve um resultado que roça o absurdo). Estes 3 continuam a ser os candidatos mais prováveis ou Huckabee acabou de se colocar em boa situação para disputar a nomeação com 2 desses 3? Difícil de ler, mas parece-me que o milionário Romney e Giuliani acabaram de ficar em péssima situação. Por cada dólar que Huckabee investiu em Iowa, Romney investiu 10.

Anotação: a "spokesperson" da campanha de Obama é a Oprah. Parece-me um bocado forçado que, como resposta, a senadora Clinton tenha ido buscar como porta-voz da sua campanha (para além da omnipresença de Bill Clinton) o Magic Johnson (para além de que se deve estar a roer pelo facto de Hollywood em peso estar a apoiar Barack Hussein Obama).

E venha New Hampshire.

(acabei de dar seca?)

João Pedro

domingo, dezembro 30, 2007

Feliz 2008

Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para diante, vai ser diferente. "
Carlos Drummond de Andrade
Desejamos a todos um ano de 2008 excelente .
António Cipriano
António Guimarães
João Pedro
Paulo Pinheiro

quinta-feira, dezembro 27, 2007



Rio das Flores

Uma nota prévia; não só um entusiasta do Miguel Sousa Tavares, comentador.
Todavia, como escritor tenho uma opinião bastante favorável. Já algum tempo tive a oportunidade de ler “O Equador”, o qual no meu ponto de vista é um romance inegavelmente bem escrito e absolutamente inebriante, sendo sem qualquer ponta de dúvida, um dos melhores romances portugueses da última década.
Por conseguinte as minhas expectativas para o “Rio das Flores” eram muito elevadas. Confesso que fiquei um pouco desiludido, face às expectativas. Contudo, em abono da verdade, há que afirmar que o “Rio das Flores” é um romance interessante, construído em volta de uma família alentejana de latifundiários, de dois irmãos unidos pelo sangue, mas diferentes ao nível do modo de encarar a vida. Diogo, o intelectual, inconformista, que desespera com o Portugal do Estado Novo, e Pedro, tradicionalista, conservador, que acredita no Portugal Rural de Salazar. É inegável o trabalho de pesquisa do autor que nos permite ao longo de 600 páginas fazer uma retrospectiva do Portugal da Republica, do Estado Novo, da Guerra Civil Espanhola, do Brasil de Getúlio Vargas e o desenrolar da 2º guerra mundial.
Apesar de “Rio das Flores”, não ser formidável como o “Equador,” não dei o meu tempo por mal empregue, recomendado a sua leitura
António Cipriano

segunda-feira, dezembro 24, 2007

Boas Nataladas!

Cabe-me a mim escrever um post pseudo-natalício, em nome dos 4 cromos que escrevem neste blog (sendo eu, obviamente, um dos cromos). Na realidade, fui praticamente coagido e ameaçado para escrever isto (vá, ou então estou a exagerar um bocadiiiiinho).

E então?

Bem, bom natal para todos, com desejos de todos os lugares-comuns desta época (saúde, felicidades, prendas, coca-cola light e aquecedores).

E um 2008 ainda melhor. Esperemos que, em 2008, nomeadamente:

- O Sporting consiga qualificar-se para a taça UEFA;

- O Luís Filipe Menezes não chegue a primeiro-ministro em eleições antecipadas;

- Seja eleito um presidente dos EUA que seja mulher ou negro;

- As excentricidades do Hugo Chávez fiquem apenas pelo estabelecimento de um fuso horário único;

- Se decidam em relação ao aeroporto;

- O Manoel de Oliveira faça 100 anos;

- Paz no mundo (não, então esta foi apenas a minha veia de "candidata a Miss Universo" a falar).

Feliz Natal e Óptimo 2008!

João Pedro
António Cipriano (futuro candidato à Câmara Municipal das Caldas)
António Guimarães (perguntem-lhe datas históricas, chega a ser tenebroso, obsceno, etc)
Paulo Pinheiro (o único gajo que conheço que escreve livros com conteúdo sexual, e não estou a falar da Gina)

sábado, dezembro 22, 2007



Verdadeiro Fim do Muro e Berlim

Muitos talvez não se tenham dado conta, mas ontem dia 21 de Dezembro viveu-se um dia histórico.
O alargamento do Espaço Schengen a mais nove estados, representa uma revolução suave, que simboliza o derradeiro fim dos últimos resquícios da guerra fria. Quatrocentos milhões de Europeus, podem circular, movimentar-se, realizar trocas comerciais e culturais sem qualquer constrangimento burocrático ou fronteiriço.
O espaço Schengen, ao formalizar a efectiva liberdade de circulação, inerente ao estatuto de cidadania europeia existente deste 1992 com Maastricht, é mais uma das provas da necessidade e sucesso do projecto comunitário. Desde 1951, com a assinatura do tratado de Paris que a Europa vive sucessivamente um período de paz e prosperidade económica.
Argumentam os detractores do projecto comunitário, que a UE e o espaço Schengen representam uma diminuição da segurança interna e a perda de soberania. Mas não se esqueçam os mais incautos, que o resultado dos excessivos nacionalismos na Europa foi uma sucessão de conflitos fratricidas e intestinos, de que os Balças ainda são o melhor exemplo.

António Cipriano

terça-feira, dezembro 11, 2007

Para quando gasto zero de energia em Portugal?

Todos os dias assistimos no telejornal a novos recordes do preço do petróleo, seja derivado da instabilidade no médio oriente, seja por especulação, por causa de um déspota louco que demonstra o seu “poder” fazendo oscilar o preço do petróleo, ou devido a economias, algumas falsamente, emergentes que consumem grandes quantidades de energia nas suas indústrias, aumentando a procura para uma oferta que só diminui. Porque a verdade é que a este ritmo os combustíveis fósseis vão-se esgotando e o ritmo desse esgotamento é cada vez maior.


Alguns acham que este aumento do preço é positivo para que as pessoas gastem menos combustível. Mas o que acontece de facto é aumento do preço de todos os produtos, seja devido ao aumento do custo de produção, seja derivado ao aumento do preço do transporte, ou por ser um derivado do petróleo, caso das fibras sintéticas que vão desde o plástico comum ao poliester que está no nosso vestuário. Ou seja, o aumento do preço do petróleo influencia toda a vida do mundo ocidental, porque o preço do petróleo faz-se sentir em tudo, tornando-se cada vez mais urgente procurar novos modos de produzir energia de forma eficiente.

Claro que esta ideia não é nova e têm sido conseguidos alguns resultados que podem a vir a ser extremamente positivos num futuro muito próximo. Alguns países de forma a minimizarem a procura do petróleo, têm tido uma procura séria de sistemas energéticos renováveis que respeitam tanto o ambiente como o conforto. Sabendo que as habitações consumem 40% da energia do mundo ocidental, têm desenvolvido novos conceitos para a construção de imóveis. Edifícios que conseguem produzir a totalidade da energia que consomem e que vendem o seu excedente às redes públicas. Na Suécia, já um número considerável de edifícios foi construído a pensar neste conceito e os resultados têm sido obviamente fantásticos. Na Alemanha a procura destes sistemas tem sido também uma realidade e os edifícios de Werner Sobek recebem os maiores prémios, sendo a sua própria casa o paradigma da utilização eficiente de energia, consumindo zero da rede pública e sendo totalmente biodegradável. Ainda de referir mais dois exemplos de edifícios ecológicos, um na Índia em que a própria orientação foi planeada para ter um aproveitamento máximo ao longo do ano e que aproveita inclusivamente a água da chuva ou o caso da Coucil House em Melbourne que foi concebida para “copiar a ecologia do planeta”.

É evidente para isto funcionar têm que existir algumas condicionantes. Em primeiro lugar informação tem que ser fornecida aos consumidores e segundo a World Business Council for Sustainable Development essa é a grande falha actual. Outra condicionante é a formação dos construtores de forma a desenvolverem estas estratégias, uma mais valia certa para quem fosse pioneiro em Portugal. Depois outra condicionante e lamentavelmente em Portugal o grande entrave, os incentivos governamentais, prefere-se dar concessão para ventoinhas a grandes empresas para vender em telejornais com uma atitude ambientalista para “inglês ver”, do que dar benefícios ao cidadão comum que pretenda adoptar medidas realmente funcionais, é triste mas exemplos dos nórdicos só mesmo para o pagamento de impostos. Torna-se urgente tomar medidas reais e deixar de fazer as coisas a fingir, sob pena de mais uma vez não aproveitarmos tomar a dianteira de algo extraordinário que está em expansão. Para termos uma ideia clara do quão “desenvolvido” está este sistema em Portugal saibam que até 2007 a Soane Sierra foi o único grupo que usou este sistema, num centro comercial, o Colombo, ou seja desde 1998 até hoje existe um único edifício que produz toda a energia que consome e que consegue vender à rede pública, foi um bom principio mas manifestamente insuficiente.

António Manuel Guimarães