terça-feira, setembro 30, 2008


Falta de regulação

O capitalismo é a economia de mercados são como a democracia. Esta segundo Churchill é a pior forma de governo excepto todas as demais formas de governos que têm sido experimentadas. A virtualidade do capitalismo advém de se basear na liberdade e na iniciativa dos cidadãos e na capacidade destes para inovarem e criarem valor acrescentado e riqueza. Por via do capitalismo milhões de pobres que engrossavam as fileiras do proletariado foram progressivamente se transferindo para a classe media, dispondo de produtos e de uma capacidade de consumo que permitiu um nível de bem estar, transversal a toda a sociedade.

Mas tal como a democracia o capitalismo e economia de mercado, ao contrário do que o liberalismo defende, não se pode deixar numa toada “LAISSEZ FAIRE, LAISSEZ PASSER"
Com a expansão das novas tecnologias inerentes ao fenómeno da globalização, um novo estádio de capitalismo foi se desenvolvendo, totalmente desligado de qualquer sentido ético. Rapidamente surgiu um capitalismo desregrado, desligado da axiologia dos valores , assente já não na criação de riqueza material, palpável, mas sim, baseada em produtos financeiros derivados complexos, de raiz especulativa e virtual.
O resultado de tal desregulamentação, é a actual crise financeira.
Os verdadeiros culpados não são os especuladores, ou os bancos ou os gestores. O ónus da culpa encontra-se nos governos que facilitaram, que não regularam os mercados.
Como diz o povo “ casa roubada trancas à porta”. Agora todos falam de regulação.
Oxalá tenham aprendido

António Cipriano

sexta-feira, setembro 26, 2008

Vale e Azevedo e o Tratado Mais Velho da Europa

É certo e sabido que Portugal e Inglaterra posssuem a aliança mais antiga do Mundo, assim como desta aliança, os portugueses sentem que os ingleses (apesar de nos terem ajudado em 1385, aonde é que esse tempo já vai!!!)tiveram sempre a melhor parte do acordo exercendo pressões sobre o nosso país para os apoiar. Já agora, antes de seguir, um à-parte, a ajuda que deram em 1808 a D. João VI beneficiou-os muito mais do que a ajuda que deram.
Continuando, quando à pouco tempo atrás vieram as notícias de que queriam pedir a extradição do Vale e Azevedo de Inglaterra, dei por mim a pensar: "Epá, porquê?? Mais uma boca para o Estado alimentar e para mais com tudo o que a Inglaterra nos fez nestes séculos todos, o mínimo que podemos fazer é deixar o Vale e Azevedo intrujá-los e vigarizá-los um pouco como paga!" Ontem veio a confirmação do meu pensamento, Vale e Azevedo não paga a renda em Londres há um ano! Espero que ele fique por Inglaterra por muitos e bons anos...

PP

quarta-feira, setembro 24, 2008


Não é propaganda…é mesmo logro!

O primeiro-ministro veio dizer que o ano lectivo de 2007/2008 foi o ano em que houve menos retenções dos últimos doze anos.

Sim, é verdade, é isso mesmo, foi o ano em que menos retenções houve nos últimos anos. Veio dizer também que isso se deve ao trabalho dos professores e às políticas do governo. Ora isto também é verdade, esta baixa de retenções deve-se mesmo essencialmente às políticas do governo, particularmente às medidas de currículos adaptados e currículos alternativos, que nada mais são do que uma grande fraude.

Uma das medidas deste governo para mostrar estes lindos resultados ao país e especialmente na U.E. foi criar mecanismos para praticamente eliminar a retenção, criando currículos adaptados, pois dentro destes sistemas torna-se impossível a um aluno ficar retido. E um aluno pode transitar para estes currículos alternativos durante o ano lectivo se for sinalizado como sendo uma possível retenção e transita de certeza após duas retenções no ciclo, embora eu repita que as condicionantes para um aluno ficar retido são tantas que normalmente são aprovados embora sinalizados. Mas quando acontece o aluno é colocado em turmas PROFIJ e PERE, que para os leitores do continente são as famosas turmas PIEF em que todos sabem que os alunos NÃO FICAM RETIDOS, podendo progredir ano após ano neste sistema até chegar ao fim da escolaridade obrigatória, que lhe é atribuída mesmo que ele não saiba distinguir um 5 de um S, como acontece na grande maioria dos casos. De salientar que o ano lectivo passado foi o ano em que mais turmas de currículo adaptado foram criadas e que já se sabe que vai ser superado por este ano lectivo.

Isto a somar à baixa de exigência no ensino regular, onde é possível ter alunos no quarto ano a trabalhar competências do terceiro e a politica de pressão feita pelo governo sobre os professores para aprovar alunos, pressão feita através da avaliação anual feita aos docentes, onde quanto menos negativas forem dadas maior é a probabilidade de ter uma boa nota. Tudo isto somado faz ter medo do futuro. Acho ainda mais piada ao representante das associações de pais, que numa conversa irresponsável vem dizer que "agora só falta eliminar em definitivo as retenções", confesso que não sei qual a cor do céu no mundo do representante da associação de pais, mas sei que a cor do futuro do nosso país num prazo de 10 anos é negro, muito negro.


António Manuel Guimarães

Magalhães, o progresso e a trampa

Com grande cobertura mediática apregoa-se o portátil Magalhães de baixo custo para as crianças do 1º ciclo. É o circo da política no seu pior. Nada tenho contra o computador para as crianças, pelo contrário, tenho é pena que a trampa continue a ser o que é, neste caso, refiro-me às Actividades de Enriquecimento Curricular que é outra iniciativa louvável, englobando o ensino do Inglês, Música, Informática e Actividade Física que estava prevista desde o Reinado de D. José I (para os mais desatentos, relembro que D. José I reinou Portugal de 1750 a 1777). No entanto, as Actividades de Enriquecimento Curricular enriquecem quem?? Os professores não devem ser, pois andam a estudar para passar recibos verdes, os chamados trabalhadores precários, as condições dadas aos referidos professores muitas vezes são igualmente precárias, o governo quer retirar as Actividades aos ATL's, IPSS's, Creches, etc., ou seja, isto tudo é uma trampa. Este governo brinca à Educação. Os problemas da Educação (ou melhor da falta dela) não se resolvem só com "Magalhães".
PP

quinta-feira, setembro 18, 2008

Reflexões acerca do valor segurança
Qualquer que seja a concepção política ideológica de Estado, o valor segurança apresenta-se como umas das premissas prioritárias, sem o qual a vida em sociedade é um tormento inaceitável. Compete ao estado quer actue numa postura intervencionista ou liberal, procurar respostas as diferentes vertentes do conceito de segurança.
Portugal sempre foi um país pacífico. Portugal ainda continua a ser uma sociedade calma e segura. Todavia, nos últimos tempos, temos vindo a ser assolados por um incremento substancial da insegurança. Este será um fenómeno conjuntural, com causas híbridas na crise económica, no desemprego, no fim das fronteiras intracomunitárias e nas reformas legislativas penais precipitadas, entre outras. Mas também será um fenómeno estrutural consequência da desfragmentação e destabilização do conceito ancestral de família, coadjuvado por uma deterioração do quadro de valores da sociedade e de um deficiente sistema de educação e de justiça.
A transformação das sociedades e dos seus equilíbrios internos é um processo lento e complexo. Muitas vezes as classes políticas presas excessivamente ao presente não deslumbram as mudanças com consequências futuras. Não se diagnosticando as patologias sociais antecipadamente, os seus efeitos vão se agravando até configurarem cancros de difícil solução.
Perante a onda de criminalidade os problemas sociais emergem aos olhos de todos. E que soluções? Perante problemas complexos não existem soluções fáceis ou milagrosas. Tradicionalmente a direita apela às soluções securitárias, enquanto a esquerda privilegia a resposta social. No meu entender, a solução é um misto das duas. Num primeiro momento será necessário o reforço da presença e poder das autoridades policiais, bem como a correcção de alguns erros graves que se cometeram de âmbito legislativo, no Código de Processo Penal que traduziram um sentimento de impunidade, de que o crime compensa. Seguidamente será necessário medidas estruturais as quais deviam ser envoltas de um elevado consenso político-partidário. Reforma do sistema de Justiça (justiça mais célere, objectiva e de acesso universal), reforma do sistema educativo (incorporação dos valores do mérito, trabalho, esforço, solidariedade social; definição e acompanhamento constante do projecto educativo de cada aluno, envolvendo a escola os professores, os pais e a comunidade); Projecto de acompanhamento dos bairros sociais e zonas problemáticas, visando o fim da exclusão social mediante a introdução de programas de reforço dos valores da cidadania e de acções de formação profissional; não construção de mais bairros sociais, optando pelo redistribuição das populações pelas diferentes áreas das cidades.
Compreende-se que estas medidas não têm efeitos imediatos. Exige-se à semelhança de qualquer plano estratégico uma constante avaliação dos resultados de campo, e da introduções de planos alternativos e complementares que permitem em cada momento atingir o objectivo central – uma sociedade mais coesa, solidária em que a exclusão social e a marginalidade estejam em níveis mínimos controláveis.

António Cipriano

sexta-feira, setembro 12, 2008



Histórias da Lagoa de Óbidos
José Casimiro carregava no rosto uma sucessão de rugas, testemunhas do passar do tempo e consequência dos muitos dias passados ao sol da lagoa. Toda a sua vida tinha sido mariscador, oficio que aprendera com seu pai e seu avô. Era uma vida difícil, rude, dura, economicamente não muito gratificante, mas José Casimiro não a trocava por outra. Da lagoa de Óbidos aprendera os valores da amizade, o respeito pelos mais velhos, a confiança e admiração pela natureza. Seus filhos talvez por serem já de outro tempo, já não quiseram esta vida, tendo rumado a Lisboa.
Ao longo das décadas, José Casimiro já tinha assistido a muitas mudanças na morfologia da lagoa. Muitas vezes tinha sido testemunha de mudanças do lugar de contacto entre a lagoa e o mar. Em situações excepcionais já tinha contribuído com o seu trabalho braçal, para a manutenção da abertura da lagoa. A lagoa como todos os organismos vivos, tem problemas e mudanças de humor. Todavia os seus habitantes tinham sempre contribuído com a sua experiencia e conhecimento de causa, para a manutenção da mesma. Mas de há uns anos para cá, muito tinha mudado. A lagoa tinha vindo a sofrer pressões, decorrentes do crescimento populacional, do desordenamento urbano, bem como da poluição das diferentes actividades económicas, conjugadas por um problemático e teimoso processo de assoreamento, os quais em última analise podem por em causa o equilíbrio ecológico do ecossistema lagunar. A medida que os problemas se iam agudizando José Casimiro ouvia falar de estudos e mais estudos. Curiosamente os ditos peritos (engenheiros e doutores) do INAG, do LNEC, nunca quiseram ouvir aqueles que melhor conheciam a Lagoa – os mariscadores. Apesar dos estudos, das promessas, das tasks-forces os problemas persistiam, agravados pela utilização da lagoa como arma de arremesso político, por parte de alguns.
Em 2006 tinha se constituído uma comissão de acompanhamento da lagoa de Óbidos, a qual manifestou a necessidade urgente, da realização de uma operação de dragagem de 1,5 milhões de metros cúbicos de areias. No entretanto, a comissão apontava a realização de intervenções pontuais para o desassoreamento, antes da intervenção alargada. José Casimiro chegou a pensar que desta vez o problema se iria resolver. Mas não. Faltava realizar antes das tão necessárias dragagens, um estudo de impacto ambiental. Estranhamente ou não, passados mais de dois anos o referido estudo ainda não tinha sido adjudicado. 2009 Era ano de eleições legislativas e autárquicas. José Casimiro sabia que a lagoa lá ia mais uma vez, ser alvo de discussão e de promessas pelas mais variadas forças políticas.
José Casimiro era um optimista. Acreditava que qualquer pessoa que conhecesse a beleza da Lagoa de Óbidos, não podia deixar de lutar pela sua sobrevivência ecológica. Talvez o que falte é os governantes deixarem os gabinetes do Terreiro do Paço e virem ao encontro da lagoa de Óbidos.
António Cipriano

terça-feira, setembro 09, 2008




SNS – Proibido reclamar

Quando um paciente se desloca a um centro de saúde e considera que foi mal tratado pelo medico, e apresenta nos serviços competentes uma reclamação, normalmente se esperaria que houvesse uma analise dos factos, de modo a verificar se houve ou não, por parte do profissional de saúde, demérito ou incúria. Caso seja apurado falta de profissionalismo, o cidadão espera que o médico seja repreendido, de modo a que a qualidade do serviço incremente.
Ora em Portugal quando um doente reclama do comportamento do médico, o mais normal é que a sanção seja aplicada ao doente. Segundo dados do ministério da saúde muitos dos 325 utentes do SNS que apresentaram reclamações foram excluídos das listas dos médicos, ficando então sem médico de família. Mais grave ainda, é que o senhor Bastonário da ordem dos médicos defender que os médicos tem o direito de excluir da sua lista de doentes aqueles que não desejem consultar!!
António Cipriano

quinta-feira, setembro 04, 2008

Ver o LHC de outra forma

Pormenores físicos à parte, existem potenciais enormes implicações religiosas e sociais a médio prazo, relacionadas com o LHC.

Steven Weinberg (Nobel 1979): "Se conseguirmos criar uma teoria final em que todas as forças e partículas são explicadas, e essa teoria ajudar a compreender o Big Bang e nos der uma cosmologia consistente, deixar-se-á menos à religião para explicar." (citado da Newsweek).

João Pedro
Sarah Palin

Nos EUA os discursos políticos tendem a ser mais agressivos do que na europa. Chegam ao ponto do ataque pessoal sem que os eleitores o percepcionem como algo mais do que "fair game".
O discurso na Republican National Convention de ontem, da candidata a vice-presidente pelo GOP (Republicanos), Sarah Palin, teve uma segunda metade que certamente se consubstancia como o discurso político norte-americano mais agressivo que tenho na minha memória recente.
É normal os candidatos a vice-presidente serem justamente "armas de ataque", tradicionalmente é assim.
Palin parece, à primeira vista, uma escolha sólida para o ticket republicano: mulher e conservadora. Se McCain é um centrista, Palin é certamente de direita.
E agora uma opinião minha, nada objectiva. Foi uma péssima escolha:

1 - Toda a estratégia republicana para estas eleições passa por um ponto fulcral: Barack Obama é inexperiente para ser presidente da nação. Mas quem é Sarah Palin? É uma mulher que foi mayor de uma cidade chamada Wasilla (7 mil habitantes) e que é governadora do Alasca há 2 anos. Isto é currículo político?
Poderá ser argumentado: mas Obama é candidato a presidente, Palin "apenas" a vice-presidente. Verdade. Mas o vice-presidente, constitucionalmente, substitui o presidente em caso de necessidade. Para além disso, o vice-presidente é presidente do Senado.
Se considerarmos que John McCain tem 72 anos (se for eleito presidente será o presidente estreante mais velho da história dos EUA) e que teve graves problemas de saúde recentemente, então temos que a probabilidade de Sarah Palin poder vir a ser presidente dos EUA é maior do que em condições mais típicas. Com o exuberante currículo político que ela apresenta?

2 - Ela é especialista em energia, um ponto no qual o Partido Democrata costuma ser visto como mais forte. O problema é que ela não demonstra currículo em outras áreas, como sejam saúde, educação, economia, justiça, etc. Ela vai ter um debate contra Joe Biden, o candidato democrata à vice-presidência. Biden é um congressista sénior, tendo feito parte dos comités judicial e de relações externas do Senado. Parece-me que vai haver muito republicano nervoso durante esse debate (por pouco importante que o mesmo possa ser).

3 - Sarah Palin é conservadora. Fervorosamente anti-aborto, defensora dos valores tradicionais da família, membro activo do NRA (National Rifle Association; sim, mais uma maluquinha das armas), defensora da pena de morte, entre outras situações.
No entanto tem uma filha de 17 anos, solteira e grávida. Lá se vão os valores familiares conservadores que os neo-conservadores tanto gostam de defender. Ela tem uma visão para as famílias dos EUA que não corresponde ao que tem em casa.
E ressalvo que não tenho nada contra o facto da rapariga estar grávida, somente acho incongruente e inconsistente a posição da mãe.

4 - Sarah Palin está a ser investigada por corrupção activa, enquanto governadora do Alasca. Já o estava antes da nomeação do GOP. Pode, obviamente, estar inocente; mas porquê escolher uma pessoa que tem essa suspeição a pairar?

5 - A agressividade dela, ontem, chegou a roçar o ridículo. Não votem em Obama porque a Casa Branca não é o mesmo que fazer trabalho cívico em bairros pobres. Votem em McCain porque é um herói que esteve preso, vários anos, no Vietname. Estou, obviamente, a simplificar o discurso dela, mas isto faz algum sentido?

6 - Em Setembro de 2008 a candidata a vice-presidente dos EUA é defensora da guerra no Iraque e da manutenção das tropas norte-americanas no país.

7 - É muito comum que o candidato a vice-presidente complemente o candidato a presidente. Quando o presidente é do norte, muitas vezes o vice-presidente é do sul, e vice-versa. Ou então escolher um vice-presidente de um "swing state", um estado importante e no qual a votação entre azul e vermelho se prevê renhida.
Alasca? Vale 3 votos no colégio eleitoral (é um dos estados que vale menos votos, até porque 3 é o mínimo). Para além disso não é propriamente um estado no qual a votação se preveja renhida: desde 1968 que o Partido Republicano tem ganho sempre no Alasca, em eleições presidenciais.

João Pedro

sábado, agosto 30, 2008




Prisão Preventiva
Portugal é em certos domínios um país estranho. Há precisamente um ou dois anos, os jornais, os opinion markers, e a generalidade dos nossos políticos brandavam efusivamente contra a excessiva aplicação pelos tribunais da prisão preventiva. Dizia-se que Portugal era dos países europeus com mais presos preventivos. Chega-e mesmo a dizer, que prisão preventiva em Portugal era aplicada de modo inaceitável, e violador dos direitos do homem e do bom senso. Como resultado a legislação foi alterada, só podendo a prisão preventiva ser aplicado a crimes com uma moldura penal de 5 anos.
Voltados pouco mais de dois anos tudo mudou!!!!
Agora, jornais, políticos, população exige que os meliantes fiquem em prisão preventiva!! Não deve faltar muito para que a legislação volte a prever a prisão preventiva para crimes com uma moldura penal de 3 anos.
Chama-se isso, soluções casuísticas num país sem rumo ou estrategia delineadas, que navega ao saber das notícias dos jornais.
António Cipriano

sexta-feira, agosto 29, 2008

HellBoy 2

HellBoy II

Hellboy não corresponde ao esteriótipo politicamente correcto de super-herói. Talvez por isso tenha um outro interesse e uma outra aura. A película de Guillermo del Toro, está bem construída, aproveitando muito do universo de criaturas criadas no “Labirinto del Fauno”, mas agora num ritmo inebriante e constante. Se gostam de filme de super-herói, não darão o tempo por mal empregue.

António Cipriano

terça-feira, agosto 26, 2008



Verão Quente

Bem antes do inicio oficial do verão, a 21 de Junho, variados especialistas em metereologia e geofísica profetizavam o verão mais quente dos últimos 25 anos. E ao contrario do que se possa pensar os meteorologistas não se enganaram. Estamos a ter um verão bem quente, não ao nível das temperaturas climatéricas, mas mais ou nível do índice de criminalidade. È certo que os meios de comunicação na silly season aproveitem para empolar e mediatizar em excesso a questão da criminalidade. Mas a verdade é que se vem assistindo a um aumento crescente e constante da criminalidade em Portugal, se bem que ainda dentro de parâmetros bem razoáveis face a muitos países europeus. As causas da crescente criminalidade são conjunturais como a crise económica e a crescente proliferação de armas, e estruturais como a abertura das fronteiras intra-comunitárias, a ineficácia do sistema de justiça e a crescente e preocupante desfragmentação da família e do sistema de valores da sociedade.
António Cipriano

quinta-feira, agosto 21, 2008



Confidências

Ficamos esta semana a saber pelo grande amigo de Sócrates, Hugo Chavez no seu habitual programa televisivo que a economia portuguesa se encontra estagnada. Esta afirmação de Chavez não resulta de qualquer estudo ou analise mais profunda, mas simplesmente de um confidencia de Sócrates ao líder “democrático” venezuelano.
Pelos vistos, sempre que os portugueses desejem saber o que se passa na economia portuguesa o melhor é ligar a televisão venezuelana.
António Cipriano

terça-feira, agosto 19, 2008

O Espírito Olímpico

Infelizmente este é o verdadeiro espírito olímpico português.
A grande Vanessa Fernandes, essa sim é a excepção.

António Cipriano

terça-feira, agosto 12, 2008



Abertura da Caixa de Pandora

À tempos atrás, neste mesmo blog vaticinei os perigos que advinham do reconhecimento internacional da independência do Kosovo. Infelizmente os factos vieram a me dar razão. Com a independência do Kosovo, e a consequente violação dos princípios de Direito Internacional da Soberania e da inviolabilidade do território nacional, a caixa de Pandora dos nacionalismo esta aberta. Se o Kosovo pode ser um estado independente (ainda que economicamente inviável), porque motivo a Ossétia do Sul e a Abcásia também o não podem ser?
Com o Kosovo, a Federação Russa foi de certo modo menosprezada. Com os sucessivos alargamentos da NATO para leste, a Rússia foi sendo humilhada. Pois bem, Putin resolveu deixar uma mensagem bem clara aos estados do Cáucaso – “O Cáucaso é quintal da Rússia", e não zona de influencia do EUA ou do ocidente.

António Cipriano

quinta-feira, agosto 07, 2008



Nuclear

Apesar do agravamento dos custos energéticos derivados do aumento substancial do preço do petróleo, o governo alemão de Ângela Merkel reafirmou o seu compromisso de encerrar 19 centrais nucleares até ao final do ano de 2021.
Se a grande e industrial Alemanha pretende eliminar o nuclear do seu cabaz energético, a que propósito deve Portugal enveredar pelo nuclear?

António Cipriano

quinta-feira, julho 31, 2008



Programa @-Lares

Depois do programa @-Escolas e do @-Escolinhas com o computador Magalhães, José Sócrates prepara-se para lançar o programa @-lares. Com este programa o governo pretende disponibilizar um computador portátil para cada idoso. Os mais velhos podem assim jogar online à sueca, efectuar marcações de consultas para o centro de saúde ou efectuar encomendas de medicamentos. Graças a esta louvável medida deste fabuloso governo, Portugal dá mais um passo para se constituir como um país virtual.

António Cipriano

terça-feira, julho 29, 2008



O Cavaleiro das Trevas

Christopher Nolan reinventou o conceito de Batman.
Tal já tinha sido visível em Batman Begins, mas agora com o Cavaleiro das Trevas as expectativas foram ultrapassadas. Ao longo de 150 minutos podemos assistir a um excelente espectáculo visual, envolto de um enredo cheio de suspense e adrenalina.
As comparações entre o Batman de Tim Burton e de Jack Nicholson e o Batman de Nolan e de Heath Ledger são obvias. Mas não tenham duvidas, o Batman de Nolan é absolutamente superior em todos os sentidos.
Quem goste de bom cinema não deixe de ver.
António Cipriano

quinta-feira, julho 24, 2008



Populismos

Luís Filipe Menezes anunciou que a Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia a que preside, a partir do inicio do próximo ano lectivo vai distribuir aos alunos do primeiro ciclo gratuitamente os livros escolares. Ou seja milionários, ricos, pobres, miseráveis, todos vão ser beneficiados por igual em Vila Nova de Gaia no que toca aos livros escolares. Menezes advoga-se assim como um benemérito, preocupado com os valores da igualdade e da educação, das criancinhas do concelho.
Nada mais errado. Todos sabem que o principio da igualdade previsto no artigo 13 da Constituição, postula que se devem tratar de forma igual, situações iguais, e de forma desigual, situações desiguais. Ora o presente caso, nada mais é do que um tratamento desigual, que configura um populismo provinciano, de alguém que procura como uma ou outra media avulsa, um protagonismo que não tem, e que não merece, a um ano de eleições autárquicas.
António Cipriano


Credito já

Segundo a DECO, em 2007 houve 1976 casos de sobreendividamento, mais 118% que no ano passado. Com as dificuldades resultantes da subida da inflação derivada da subida do preço dos combustíveis, dos alimentos, e o aumento das taxas de juro, a tendência é este cenário piorar.
O numero de famílias com mais de 3 créditos já representa 66% do total dos sobreendividados. No 1º semestre de 2008, já são 777 casos de famílias sobreendividadas. Destes, 474 têm entre três e dez créditos, e 38 famílias mais de dez créditos. Como agravante, a generalidade destes são créditos ao consumo.
O crédito é um instrumento de enorme importância económica para a vitalidade da economia. Todavia como em tudo na vida, deve de ser utilizado de forma moderada e razoável.
Ao estado compete regular, legislar, informar e evitar os abusos dos agentes económicos. Ora não me parece razoável nem aceitável, que o estado e regulador do sector financeiro (Banco de Portugal), permitam publicidade abusiva e muitas vezes excessivamente agressiva e enganosa, por parte de muitas empresas de crédito fácil.

António Cipriano

segunda-feira, julho 21, 2008

Mais uma machadada no futuro de Portugal!

Já está, o governo acabou de publicar em Diário da Republica o despacho que faz com que os professores do segundo ciclo dêem mais de uma disciplina em cada turma. A lógica demagógica que o governo apresenta é que os alunos sentem muito a diferença do primeiro para o segundo ciclo, ou seja, os alunos sentem a diferença de passar a ter sete professores em vez dos cinco no primeiro ciclo. A razão real é mais simples é poupar dinheiro, prejudicando, mais uma vez, a instrução em Portugal. A querer fazer uma aproximação, que não é necessária, então governo deveria procurar aumentar gradualmente nos quatro anos do primeiro ciclo os conteúdos e logo os professores, mas claro que assim seria mais caro. Faz lembrar aqueles otários que por terem poucos direitos sociais dizem que quem tem os deve perder, em vez de lutar para também adquirir os mesmos direitos. Claro que devem existir pessoas que concordam com esta medida, pobres complexados, recordem-se que passaram de um professor na primária para sete na preparatória, sentem-se com problemas por isso?

Desta vez não vou falar de pontos específicos da educação como as competências que explicam como esta medida prejudica a educação em Portugal, apenas vou deixar uma pequena sugestão, porque é que o governo não aplica a medida à sua própria actividade, assim o primeiro-ministro fica com a pasta da agricultura e da educação por exemplo e o ministro das finanças fica ao mesmo tempo com a pasta da economia? E já agora aplica também esta medida à saúde, um oftalmologista bem que pode dar consultas de cardiologia? Ao fim e ao cabo são todos médicos…

Acima de tudo, o que eu lamento é que a prática de desinvestir na educação é uma prática comum de países de terceiro mundo. De países governados por tipos que não entendem que a educação é sem dúvida nenhuma o motor dinamizador da cultura.

António Manuel Guimarães

sexta-feira, julho 18, 2008

Indignado

Um dos arguídos do caso apito dourado diz que está indignado por ter sido condenado a dois anos de pena suspensa por abuso de poder.
Pois se ele está indignado por isso, então ele que saiba que a maioria das pessoas que gostam de futebol é que estão indignadas, isto porque ele foi ilibado do crime de corrupção e foi apenas condenado a uma pena suspensa em vez de pena efectiva, esta sentença é um estimulo à corrupção.


António Manuel Guimarães

quinta-feira, julho 17, 2008



Problemas endémicos da nossa economia

A nossa economia terá obviamente um vasto conjunto de problemas estruturais. Todavia, no meu ponto vista um dos principiais problemas da nossa economia é a falta de apetência dos agentes económicos pelo risco. O crescimento económico, a criação de empresas são em grande medida o reflexo de indivíduos ou organizações que se aventuram em novos negócios, que procuram inovar, sujeitando-se ao sucesso ou ao fracasso. No entanto em Portugal vive-se segunda uma mentalidade de conformismo, imobilismo, presente nomeadamente nos mais jovens. A maioria dos nossos jovens universitários tem como projecto de vida ser funcionário ou de um qualquer organismo estatal ou quadro de uma empresa. Poucos, procuram o empreendedorismo tão necessário ao desenvolvimento.
Mas também os nossos grandes empresários são avessos ao risco. Quantos dos nossos grandes empresários se dedicam à indústria? Quantos dos nossos grandes empresários se dedicam a novas tecnologias? Quantos dos nossos grandes empresários apoiam projectos de risco, de jovens empreendedores, através do denominado capital semente? Quantos dos nossos empresários actuam como Business Angels ?

António Cipriano


sexta-feira, julho 11, 2008

Hotel Lisbonense

Foi com tristeza que fiquei a saber a mais de 2000Km de distância que quando eu voltar para as Caldas da Rainha vou encontrar a minha cidade significativamente mais pobre. A zona da Rainha, particularmente a Avenida Manuel Freire da Câmara, ficou para sempre descaracterizada. Todos os caldenses detestavam as condições de ruína em que o Lisbonense se encontrava há largos anos, muitas foram as soluções procuradas durante décadas, solução que apenas o ano passado foi encontrada. A Câmara aprovou a construção do centro comercial Vivaci desde que o Hotel fosse restaurado e mantivesse a fachada, a FDO concordou. No entanto depressa começou a dizer que era difícil, era caro, limitativo, ou seja, uma série de desculpas para não cumprir o combinado. A Câmara recusou sempre qualquer alteração do plano inicial, algo que certamente espelhava a vontade dos caldenses, ou pelo menos daqueles que gostam e se orgulham do passado das Caldas da Rainha. Agora desapareceu, a FDO diz que vai reconstruir, mas…para quê? Será que foi dentro da reconstrução que esteve Ramalho Ortigão, Raul Proença, Columbano e Rafael Bordalo Pinheiro ou José Malhoa? Será que foi nessa reconstrução que a família real ficava quando vinha fazer termas para as Caldas? Será que Humberto Delgado discursou da varanda central dessa reconstrução? Será nessa reconstrução que várias gerações de caldenses desde 1870 até ao início da década 70 do século XX viveram alegrias, como ainda hoje os meus pais recordam? Claro que não! Esse edifício está irremediavelmente perdido e nada pode pagar o que a cidade perdeu, devem-se apurar as responsabilidades e obrigar os culpados a compensar a cidade por causa do que é impossível restituir.

António Manuel Guimarães

segunda-feira, julho 07, 2008

Voaram 180.000 Euros

Luís de Matos é sem duvidas um grande magico. No passado domingo conseguiu fazer desaparecer 180.000 dos cofres da câmara municipal de Alcobaça com este numero.

António Cipriano



Nacional Chico-Espertismo

A EDP pretende pôr os cidadãos comuns, bons e regulares pagadores, a pagar as dívidas acumuladas por caloteiros clientes da EDP, num total de 12 milhões de euros e, para o efeito, a entidade reguladora está a fazer uma consulta pública que encerra em meados de Julho. Em função dos resultados desta consulta será tomada uma decisão. Esta consulta não está a ser devidamente divulgada nem foi publicitada pela EDP como bem compreendem. A DECO tem protestado, mas o processo é irreversível e o resultado desta consulta irá definir se a dívida é ou não paga pelos clientes da EDP.
Temo que este procedimento pegue e se estenda a todos os domínios da actividade económica e a outras empresas de fornecimento de serviços (EPAL, supermercados, etc.). Esta é uma atitude absolutamente inaceitável, violadora dos valores do estado de direito, e dos princípios base do funcionamento de qualquer mercado.
Obviamente que nos devemos insurgir e contestar tal atitude, que representa uma absoluto desrespeito pelos consumidores cumpridores, que actuam no seu dia a dia sob o parâmetros da boa fé. Todos devemos enviar um email para consultapublica@erse.pt contestando tal atropelo ao direitos dos consumidores tutelados e protegidos pela Constituição da republica Portuguesa e pelos Tratados da U.E.
António Cipriano

sábado, julho 05, 2008

Exames Nacionais

A ministra da educação deu ontem uma entrevista no telejornal. Foi um sublime momento com a ministra a balbuciar justificações sobre o que aconteceu em relação aos exames nacionais, tentando legitimar a melhoria dos resultados com o trabalho dos professores. Não digo que os professores não trabalhem, trabalham muito e bem, mas a verdade é que nunca seria de um ano para o outro que os resultados se alterariam tanto. Ouvi pelos meus colegas de matemática que os exames eram realmente fáceis comparativamente com os dos anos anteriores e vi na televisão que até respostas ambivalentes tinha, assim na mesma questão tanto uma resposta de sim como uma resposta de não estava correcta.
É triste ver a educação a ser usada para fins políticos na U.E, é muito mau ver o ministério da educação a agir como um menino que usa cabulas nas avaliações, para mostrar que sabe aquilo que não sabe, para tentar enganar tudo e todos.
A ministra a certa altura quase que perdeu a pouca compostura que tem pois não conseguia responder à catadupa de questões de José Rodrigues dos Santos, que lhe cortava as evasivas com uma astúcia talvez desnecessária, que aliás, não era necessário pois a ministra tentava-se justificar também como um cabula apanhado, “não fiz nada”, “isso não é meu” e outros blás desesperados.
Meus caros e pacientes leitores, a educação não importa para o governo como tal, apenas importa como uma estatística e se poder ser uma estatística que trás lucro melhor. O nosso país enfrenta já uma crise económica extremamente grave, que se prevê longa, o governo deveria pensar em modos de contenção para o futuro e um dos modos de contenção era pensar na educação de forma séria e não com tretas. O facilitismo na educação não beneficia ninguém e a continuar assim além de uma grave crise económica também poderemos contar com o agravar de forma exponencial da já existente crise social. Quando começa o facilitismo na educação as competências que se espera que os jovens adquiram na escola não são alcançadas e por conseguinte a inaptidão aumenta e a longo prazo quando estes jovens estiverem no mercado de trabalho é mais que certo que não vão saber agir em situação e todos pagaremos com isso.

António Manuel Guimarães

sexta-feira, julho 04, 2008



Negócio a Berardo

Comemora-se agora um ano sobre a abertura do museu Colecção Berardo.
Pela sua dimensão mediática, coadjuvado por uma localização nevrálgica numa zona iminentemente turística o Museu Berardo foi visitado por cerca de 500.000 Pessoas. A conclusão primeira é que trata de um sucesso do comendador Berardo e do governo nacional. Todavia os raciocínio simplistas são por norma enganadores.
Esta semana que findou, tive oportunidade de visitar o Museu Berardo. Não sou um conhecedor de arte moderna. Mas apesar de não o ser, não deixo de ser um cidadão com gosto pela arte, e com um opinião pessoal pelas obras expostas. Confesso que fiquei deveras desiludido com o museu Berardo. Não considero que a dimensão artística da colecção Berardo seja digna de um edifício monumental como o CCB. Pergunto-me mesmo, será que não era possível rentabilizar este espaço de uma forma mais proveitosa para o cidadão e para os valores culturais? Será que não era preferível que este espaço fosse uma montra rotativa de trabalhos e correntes artísticas nacionais e internacionais?
Mas se para muitos o valor e a importância da museu Berardo é discutível para o Comendador foi manifestamente um óptimo negocio. Berardo passou a ter um espaço fantástico para as suas peças, valorizando economicamente a sua colecção e a sua imagem enquanto empresário, poupando o valor do seguro, pago integralmente pelo estado, e tendo ainda a possibilidade se o desejar de vender a sua colecção ao estado por um bons milhões de Euros.
Enfim, um negócio a Berardo.
António Cipriano

quarta-feira, junho 25, 2008

TGV para os Chocolates

Após soarem as campainhas da crise internacional, Espanha numa atitude sensata, resolveu repensar o projecto do TGV.
Já Portugal, “imune” a crise internacional, continua firme na sua decisão de construir o TGV. Pelo andar da carruagem, podemos vir a ter um cenário único. Construirmos a nossa rede de TGV de Lisboa a Badajoz, e Espanha não realiza o seu Projecto. Passamos a ter uma rede de alta velocidade para quem quiser comprar rebuçados e chocolates em Badajoz.
Isso é que é investimento Publico!!!!

António Cipriano

segunda-feira, junho 23, 2008



Paródia no Zimbabwe

Enquanto o mundo se vai entretendo como o Europeu de Futebol e os aumentos sucessivos dos combustíveis, vai passando um pouco à margem da comédia negra Zimbabueana.
Trata-se de uma película realizada e protagonizada pelo veterano Robert Mugabe, que tem como pano de fundo umas supostas eleições presidenciais, que divertidamente se vão vivendo sob um cenário de convívio salutar de morte, opressão e desrespeito pelos direitos humanos. Como actores principais, encontramos para além de Mugabe, as milícias tenebrosas da ZANU, e o povo inocente do Zimbabwe.
Se nada se alterar, se a África do Sul e a ONU continuaram de olhos fechados, teremos com certeza o Zimbabwe de Mugabe como um dos fortes candidatos ao Óscar de Melhor filme, na categoria genocídio e atropelos aos direitos do homem.

António Cipriano

quarta-feira, junho 18, 2008



Crise – Qual crise!!!!!!!!!

No próximo dia 6 de Julho a localidade de Alcobaça no sentido de celebrar a seu estatuto de “ uma das 7 maravilhas de Portugal”, vai realizar de um espectáculo de ilusionismo adjudicado ao Magico Luís de Matos por 180.000 Euros.

Não!! Não se trata de uma ilusão!!! O valor do espectáculo para uma única noite é de 180.000 Euros. Incompreensível, inaceitável quando o país vive uma dos seus momentos mais sombrios das ultimas décadas!!

António Cipriano

segunda-feira, junho 09, 2008



Indiana Jones


Um dos heróis da minha infância e adolescência que povoa o meu imaginário é sem margem para duvidas – Indiana Jones. Os três anteriores filmes foram por mim, vistos e revistos inúmeras vezes, sempre com entusiasmo e fascínio.

Foi com este pano de fundo, que foi ver a nova sequela.
Confesso que foi uma tremenda desilusão. O novo episodio de Indiana Jones, já pouco tem haver com os filmes anteriores. Trata-se de película com excessivos efeitos visuais, que lhe retira a mística dos velhos tempos. Mas o pior foi mesmo o argumento. Misturar as culturas incas, com o incidente de Roswell de 1947, e com extraterrestres, não me parece aceitável nem razoável, num filme que tem subjacente as aventuras de um arqueólogo.

António Cipriano

quarta-feira, maio 28, 2008



Novos Presentes

Uma nova preciosidade invade as ourivesarias de Portugal. Jovens apaixonados já não oferecem peças de ouro, prata ou diamante. Preferem presentear as suas amadas com uma nova sumptuosidade - Pequenas garrafas ornamentais de Gasolina ou de Gasóleo.
Este sim é um presente dispendioso, excêntrico e necessariamente útil, que deixa qualquer mulher encantada.

António Cipriano

quinta-feira, maio 22, 2008



Directas no PSD

A defesa da democracia e o futuro de Portugal necessitam de um PSD forte, com ideias, capaz de fazer oposição assente num projecto alternativo para Portugal. Ora nos últimos tempos, o PSD tem andado a brincar às lideranças. De partido credível que muito fez por Portugal foi progressivamente, se tornando em apenas mais um partido do sistema, em que os eleitores olham com desconfiança. È chegado a hora de acabar com a brincadeira!!

Historicamente o PSD, enquanto partido interclassista, tem vivido sobre duas tendências. A mais populista de Sá Carneiro e de Santana Lopes, e a mais reformista e progressista de Cavaco Silva Esta é a escolha que os militantes tem de fazer.

Santana representa o passado, o populismo, o projecto já vencido em 2005 que os portugueses querem esquecer.

Passos Coelho, é um liberal que aposta numa perspectiva de diminuição concreta do peso do estado na sociedade Defende o mercado e o individuo como matriz essencial da economia e da sociedade. Representa de facto, um projecto diferente. Num país em que o espectro eleitoral se encontra maioritariamente à esquerda, não me parece que o eleitorado deseje o liberalismo económico. A mim pessoalmente, que me considero um social democrata na verdadeira acessão da palavra, não comungo desta visão excessivamente liberal da economia. O Mercado é importante, deve ser dinâmico, mas necessita de regras e de um intervenção, ainda que suave do estado. Ao estado compete o combate às falhas de mercado, mas nunca esquecendo a matriz social que deve vincular qualquer sociedade.

Se Passos Coelho é o candidato do aparelho, Manuela Ferreira Leite é a candidata das elites. Todavia, a mim pessoalmente, me parece que aos olhos dos portugueses, é aquela com melhor perfil de candidata a primeira-ministra. É uma personalidade credível, responsável, “que não vai em ondas” ou populismos e que sabe o que deseja para o país. Ainda mais, quando no discurso recente tem acrescentado uma tónica social, que os portugueses tanto desejam.
António Cipriano

sábado, maio 17, 2008

Um é capaz de ir longe, o outro nem por isso

Este é capaz de ir longe:

"Prefiro não ter experiência governativa do que ter a má experiência de Santana"
Pedro Passos Coelho

E este (espero) nem tanto:



João Pedro

quinta-feira, maio 15, 2008

O que fazer quando for multado?


Agora, quando um polícia me quiser multar já sei o que dizer. Vou pedir desculpa e dizer que lamento imenso, que não volta a acontecer e que desconhecia que era ilegal. Estes argumentos parecem funcionar muito bem com uns que violaram recentemente a lei do tabaco. Talvez comigo não vá funcionar tão bem porque a verdade é que eu, ao contrário do senhor que violou a lei, não tenho o poder executivo e não sou legislador logo é mais difícil ser desculpado.

António Manuel Guimarães

terça-feira, maio 13, 2008

Agricultura

Nestes últimos 30 anos, a Agricultura tem sido uma actividade económica a todos os níveis desprezada, alvo de ostracismo por parte dos sucessivos governos. Socialmente, os agricultores são considerados uma espécie inferior, alvo de chacota, identificados como o Portugal do passado.
A recente crise alimentar, vem relembrar os mais incautos da importância da agricultura. Esta é a actividade básica da economia. Sem esta não há alimentação, e sem alimentação, a desordem, o caos e a instabilidade económica e política, são uma constante.
A Agricultura, foi o preço que Portugal teve que pagar pela entrada na então CEE. De facto, em 1986 Portugal tinha uma agricultura atrasada, pouco produtiva mas que sustentava grande parte das necessidades nacionais. Vinte anos passados, a nossa agricultora apesar de uma chuva de subsídios pouco mudou. Agravou-se a dependência alimentar face ao estrangeiro e grande parte dos solos produtivos foram votados ao abandono, ou à especulação imobiliária. Em grande parte tal deve-se a uma PAC, desequilibrada, que actua sem estratégia, com medidas casuísticas. Ora se subsidia a plantação de cereais ora se subsidia o pousio. Ora se subsidia plantação de olival, ora se subsidia o arranque do olival.
Os momentos difíceis são sempre uma janela de oportunidades. É hora da Europa e Portugal terem no âmbito da Politica agrícola uma estratégia pensada, estruturada, de valorização dos recursos. É tempo de terminar o pousio das planícies alentejanas. Étempo de voltar a valorizar a agricultura!!!

António Cipriano

domingo, maio 11, 2008

Festival da Eurovisão

Todos à muito conhecemos a degradação sistemática do festival da canção em Portugal. Pois fiquem descansados. Não é um mal só nosso. Vejam com calma a qualidade da musica que vai representar a Espanha no Festival da Eurovisão deste ano!!!!! É de assustar!!!!!!!!

António Cipriano

quinta-feira, maio 08, 2008

MENTIROSO

É vergonhoso afirmar o que vou dizer, vergonhoso porque foi uma mentira do nosso primeiro-ministro na Assembleia da República, na casa da Democracia, onde todos os portugueses estão representados, enquanto falava sobre as medidas tomadas na protecção dos trabalhadores feitas pelo governo teve o descaramento de dizer o que vou citar:
- ”… proibimos também os estágios profissionais não remunerados…”
Isto é mentira, o meu estágio foi feito o ano passado e é reconhecido tanto pelo Ministério da Educação, como pela Secretaria Regional da Educação e não recebi um tostão que fosse, nem ajudas de custo dos materiais utilizados, nem ajudas para as deslocações de 30Km feitos diariamente, nem tão pouco uma bolsa de estudo, portanto este governo já vai para além de não justificar as promessas falhadas, agora já mente descaradamente. É uma vergonha um primeiro-ministro ter a frieza e descaramento para mentir sem sentir qualquer forma de constrangimento.
Este governo e este primeiro-ministro são claramente um exemplo que justifica aquilo que eu costumo dizer quando ouço alguém dizer que tem vergonha de ser português, eu normalmente respondo que nunca sinto, nem nunca vou sentir vergonha de ser português, mas tenho vergonha de alguns portugueses, que fazem figuras miseráveis e dão uma péssima imagem do nosso país.

António Manuel Guimarães

domingo, maio 04, 2008

Diz que pretende ser um programa de humor

No fim de “Os Contemporâneos”, o novo programa de “humor” da RTP1, deu um breve anúncio que dizia que uma marca de cerveja sem álcool patrocinava o programa. Ora isso está muito desajustado pois a verdade é que é necessário estar muito alcoolizado para conseguir achar alguma graça ao programa. Piadas fáceis, algumas já bem antigas e que o Bruno Nogueira já faz à muito em Stand-Up (onde ele é brilhante), repetições sem piada nenhuma e humor sem palavras onde simplesmente não se percebe onde está o humor. Um programa muito à imagem do humor de Nuno Markl (excelente em rádio) que simplesmente, já está mais que visto, não funciona em televisão.
Não acho que este programa consiga, sequer, chegar a uma pontinha do programa que se espera que substitua, o inimitável gato-fedorento, parece-me que ou muda radicalmente, ou vai acabar muito depressa, curiosamente o episódio de hoje parecia que nunca mais acabava, o que só por si já é sintoma de falhanço.

António Manuel Guimarães

sábado, maio 03, 2008



Diferenças

Hoje é um lugar-comum referir que PSD e PS são partidos iguais. A mim não me parece verdadeiro tal raciocínio. É certo que nos últimos anos, o PS por via da acção de Sócrates, tem vindo progressivamente a se deslocar para a direita, adoptando um discurso de cariz reformista, firme, assente teoricamente num projecto de futuro para o país. Simultaneamente foi abandonando algumas do seu ideário de esquerda, apenas contrabalançado por projectos casuísticos como o aborto ou do divórcio. O PS por se ter aparentemente recentrado à direita, ocupou parte do espaço político do PSD. Isso tem sido a raiz dos problemas internos deste. Mas na verdade isso não passa de uma falso problema. Apesar do tom reformista do PS, a prática política, demonstra que a maioria das reformas ficou no papel ou nas palavras. O PS não é um partido pragmático, que realmente faça reformas.
Já o PSD é pragmático, os seus quadros sabem o que o país precisa, e não tendo receio de tomar as decisões. Compete ao PSD desmascarar o dito “PS reformista” que não existe, e demonstrar através de ideias e projectos que é um partido responsável, pragmático, capaz de levar a bom porto, o país, mesmo perante águas revoltas.
António Cipriano

sábado, abril 26, 2008

PREC

No periodo logo após o 25 de Abril, existem muitos episodios caricatos. A Reforma Agraria é um deles.

António Cipriano

34 Anos Depois

Como todos os anos também neste festejo o 25 de Abril. Longe das vozes criticas que confundem o 25 de Abril com a balbúrdia que se seguiu durante os onze anos subsequentes. Longe daqueles que dizem que o 25 de Abril falhou, que falhou o socialismo e que Portugal perdeu uma grande oportunidade, mas que felizmente acabaram os massacres em África. Longe também daqueles que dizem que o 25 de Abril foi um erro, que as coisas deveriam mudar mais lentamente. Ou também que o 25 de Abril é exclusivo da esquerda, particularmente daquela esquerda que queria substituir uma ditadura por outra.
O 25 de Abril é de todos os portugueses independentemente da sua cor politica desde que essa cor tenha a liberdade como ponto fundamental da sua filosofia e não foi um erro, foi um golpe necessário, que foi preciso fazer para pôr fim a 46 anos de Ditadura que estava mais que sedimentada. Não foram só militares em Lisboa, eles sem dúvida nenhuma começaram, mas foi o povo que lhe deu alma e que se tornou uma peça fundamental para o sucesso da operação e que a tornou numa verdadeira Revolução.
Hoje 34 anos depois vejo o 25 de Abril como algo que não devemos esquecer, não devemos esquecer o dia e muito principalmente como se vivia em Portugal até à data. Devemo-nos lembrar que não era possível criticar negativamente o governo, que ao faze-lo arriscávamo-nos a passar uns dias, ou uns anos de sofrimento nas mãos da DGS (PIDE). Que todos tinham que ser “educados” pelos moldes que vinham desde 1933, não me enganei disse educados porque instrução era só para alguns. Nos últimos treze anos do Estado Novo, começa uma guerra sem sentido, e embora eu negue todas as culpas apenas para o lado Português afirmando que infelizmente houve massacres mas que eles foram de parte a parte e tanto quanto se sabe a UPA deu o primeiro passo, tenho que dizer que era mesmo uma guerra que já não se justificava, todos os outros países europeus já tinham saído, só faltava mesmo o orgulhoso e só Portugal.
Infelizmente vejo um cenário negro do ponto de vista politico, temos assistido a um retrocesso nas conquistas de Abril, com a desculpa de tornar Portugal “competitivo” e cada vez mais igual aos restantes países europeus, esquecendo as especificidades que nos tornam um povo próprio. Vejo alguns herdeiros de partidos que participaram na democratização de Portugal a afogarem a essa mesma democracia, partidos ditos socialistas que parecem partilhar alguns pontos comuns com o Estado Novo. Surge de uma forma velada algumas “pequenas” censuras, “pequenas” manifestações de intimidação, recordando o período pré 28 de Maio de 1926, em que estas “pequenas experiências” se transformaram em grandes e monstruosos costumes. Eu julgo que o povo do meu país não se resignará, pois se um dia abdicar da vigilância que a liberdade exige, o estado volta a ser “novo”.
As minhas palavras podem estar confusas, foram escritas com emoção, como sempre que ao falo do 25 de Abril, porque me emociono sempre que recordo que quando meu povo quer faz o que é preciso para grandes conquistas e nenhuma conquista é maior que a liberdade.
Viva o 25 de Abril, Viva a LIBERDADE!

António Manuel Guimarães

quarta-feira, abril 23, 2008

Tratado de Lisboa


É hoje aprovado no Parlamento o Tratado de Lisboa, com vista a sua ratificação pelo Presidente da Republica.
Quantos de vós leram o tratado de Lisboa? Muito Poucos!! Eu li. O texto é similar em muito, ao Projecto de Constituição Europeia, com a agravante que em termos jurídicos, ao consistir num remendo de dois tratados, ser um texto pesado e complexo, não recomendável a não juristas. Mas também não me parece muito importante a leitura do texto à generalidade dos cidadãos. Em traços largos, o Tratado de Lisboa é um contributo substancial para o reforço do projecto de construção europeia, assente não na ideia errada de perda de soberania, mas sim no conceito de partilha de soberania. Com o Tratado de Lisboa, terminam as presidências rotativas, é criado o cargo de Presidente da UE e o cargo de alto representante para a política externa, ocorrendo simultaneamente um reforço das decisões que são tomadas por maioria qualificada.
É o caminho da Europa e de Portugal, deve ser o da construção Europeia? No meu entender, obviamente que sim. No mundo globalizado, cheio de ameaças e de novas potencias económicas e politicas, a Europa e Portugal apenas podem sobreviver e manter a sua importância, por via de uma cooperação intra-europeia, de reforço das posições comum, em torno do conceito de bloco político-económico.
António Cipriano

sábado, abril 19, 2008

Hora da Verdade

No PSD nos últimos anos tem vivido sob uma inércia de responsabilidade última dos seus melhores quadros. De facto as suas elites numa atitude de profundo individualismo, tem-se limitado a olhar para o umbigo dos seus interesses pessoais. Com a sábia e mais que necessária demissão de Luís Felipe Menezes, abriu-se uma janela de oportunidade para um novo projecto para o país. Ora, chegamos agora ao momento da verdade!!! O partido e o país não aceitam que Rui Rio, Marcelo, Ferreira Leite, e outros, continuem na penumbra do seu individualismo. E altura de avançar, a bem do país.
Se estes não avançarem, então que se calem para sempre.
António Cipriano


Le Roi est Mort, Vive le Roi
Nada se aplica melhor a Menezes do que o provérbio popular “Quem com ferro mata, com ferro morre”. Menezes durante meses criticou, minou, atraiçoou, cobardemente Marques Mendes. Agora caiu, provando o seu próprio veneno. Mas, para sermos justos, a sua queda deve-se a estratégia de comentadores, opositores, mas também em muito, à sua inércia, falta de estratégia, visão política e razoabilidade.

António Cipriano

domingo, abril 13, 2008

MMA

Um post um bocado diferente (aham). MMA, diminutivo para Mixed Martial Arts, é um desporto ainda recente, que tem tido um crescimento exponencial nos últimos anos. Para dar uma ideia, em 2007, nos EUA este desporto gerou pela primeira vez um total de receitas (tv, bilhetes, merchandising, publicidade, etc) superior quer ao do boxe, quer ao do wrestling. No Japão é o 2º desporto, também em termos de receitas, ficando apenas atrás do futebol.

A ideia original foi muito simples. Um praticante de judo é superior a um de greco-romana? Um karateca consegue bater um pugilista? Um kick-boxer é superior a um lutador de sumo? E por aí fora. A ideia foi colocar lutadores de diferentes disciplinas num ambiente de luta comum, com regras que permitem realmente determinar qual o melhor estilo de luta, na prática.

A conclusão que cedo surgiu é a de que nem todas as artes marciais servem em lutas reais. Artes marciais como o karaté, aikido, taekwondo ou kung fu ficam bem em filmes, mas são praticamente inúteis numa luta real.

Quando um praticante de BJJ conseguia levar um pugilista para o chão, o pugilista ficava em apuros; por outro lado, quando o pugilista conseguia manter a luta em pé tinha garantia de vitória. A evolução neste sistema, em poucos anos, foi tal que hoje falamos em lutadores híbridos. Ou seja, para sobreviver no actual panorama de MMA, os lutadores passaram a fazer cross-training nas disciplinas que são realmente eficazes num ambiente de luta: boxe, kick-boxing e muay thai em termos de striking, greco-romana/ freestyle wrestling e brazilian jiu-jitsu em termos de grappling.

Sem entrar nas regras em detalhe, os combates desenrolam-se com um esquema de rounds, sendo a vitória alcançada por KO ou KO técnico, por submissão (estrangulamentos ou torções de membros) ou por pontos (juízes).

Para dar uma ideia, seguem-se 3 vídeos. Dois são de highlights diversas e o outro refere-se ao campeão heavyweight (>93 kg), Fedor Emelianenko.







João Pedro

sábado, abril 12, 2008

Stand Up Parlamentar

Quando eu soube, na altura da formação do governo socialista, que Augusto Santos Silva seria o Ministro dos Assuntos Parlamentares tive alguma esperança que esse fosse um dos ministros que iria dignificar o governo Sócrates. Estava errado, Augusto Santos Silva ao longo desta governação tem vindo a mostrar o seu carácter político. Mostra uma falta de princípios a toda a prova, uma argumentação vazia, da mais básica e reles possível, roçando, por vezes, a falta de educação.
No início não passava de ser o “espírito santo de orelha” de alguns ministros menos capazes, umas risadas, e algumas bocas menos felizes, mas ainda assim não descia muito o nivel. Mas depois da mudança do modelo parlamentar Augusto Santos Silva ganhou mais visibilidade e o que se passa é o seguinte: cada vez que a oposição questiona o governo na pessoa do seu representante, este responde quase sempre com bocas e piadas de muito mau gosto, ou seja, prefere a injuria a responder seriamente a uma questão sobre a governação em Portugal. Quando é o principal partido da oposição a questionar, então ai não falha, lá vem graçola e a culpabilização do anterior governo, até sobre as urgências é capaz de responsabilizar os outros, mas respostas sérias…nem ouvi-las.
Pena tenho que ninguém lhe dê uma resposta como Nuno Melo deu a Marcos Perestrello, representante do PS no programa da RTP1 “Corredor do Poder”. O popular depois de passar meio programa a ouvir o socialista a dizer “está enganado” fartou-se e disparou visivelmente chateado: -Eh pá, ó Marcos, eu já estou farto de cada vez que estou a falar que diga que eu estou enganado, se não tem nada inteligente para dizer deixe-me falar sem me interromper com essa conversa, que aliás, não é nada própria deste programa. O socialista enfiou a viola no saco e durante o resto do programa esteve visivelmente embaraçado e notava-se um certo ar de birra, sem conseguir fazer mais comentário nenhum. Mostrou assim que o discurso dos socialistas não passa de boquinhas e piadolas e quando alguém sério os desarma, eles ficam sem reacção, mostrando que não têm uma ideia construtiva, ou coragem para dar uma resposta seria a quem os questiona sobre os seus fracassos.
Augusto Santos Silva deveria ter também alguém que o chamasse à razão no Parlamento, que lhe dissesse para deixar de fazer da Assembleia da Republica o seu palco de Stand Up, até porque a qualidade da sua comédia é ao nível do Fernando Rocha mas sem os palavrões, mas com a mesma piada, ou seja, nenhuma.

António Manuel Guimarães

quinta-feira, abril 10, 2008



Silêncio Ensurdecedor

As presidências do Zimbabwe ocorreram já à 12 dias, contudo os resultados insistem em não sair. Todos sabemos o que o que se passa. Robert Mugabe prepara-se para mais uma vez vilipendiar o povo do Zimbabwe, com mais uma fraudulenta vitória nas eleições.
Perante este triste cenário de sofrimento e angustia do povo do Zimbabwe, a comunidade internacional pouco ou nada faz. Em especial a África do Sul, país de elevados laços históricos com o Zimbabwe que insiste em dar protecção ao execrável regime de Zimbabwe. Mas existem outros protectores de Mugabe, com as democracias Angolanas, do Gabão ou do Uganda.
Até quando África será assim?

António Cipriano

quarta-feira, abril 02, 2008



A falácia dos Biocombustíveis

Num momento em que o preço do preço do petróleo atinge valores históricos, os Biocombustíveis são vistos por muitos como a “pedra filosofal” para os problemas energéticos do mundo. Segundo estes, os Biocombustivies trazem vantagens a dois níveis. A montante, permitem a diminuição da dependência face ao petróleo. A jusante, possibilitam um aumento substancial do rendimento dos agricultores, e dos países do terceiro mundo (produtores quase exclusivamente de matérias-primas).
Todavia, este dois principais argumentos pode ser facilmente desmontados.
Quanto à questão da dependência, a área arável na Europa é imensamente escassa, o que inviabiliza a produção da quantidade de Biocombustíveis necessários para se poder erradicar o petróleo. Quanto muito, os Biocombustíveis apenas permitiam a substituição da dependência energética do médio oriente, para a América do Sul ou para África.

A um segundo nível, o aumento da procura por cereais, leva a que o preço destes aumente exponencialmente (em 2007 o preço do milho aumentou 130%). Consequentemente os agricultores vão utilizar toda a área arável para o cultivo dos Biocombustíveis, deixando de produzir os outros bens essenciais às dietas alimentares. Nos países mais pobres onde o rendimento per capita é excessivamente baixo, as populações deixam de ter capacidade económica para adquirir os cereais essenciais a sua dieta. Ora a primeira e mais gravosa consequência é a fome. Veja-se o caso do México em que grande parte da dieta alimentar se baseia na tortilha (prato típico feito à base de milho) em que já ocorrem manifestações e convulsões sociais pelo agravamento exponencial do preço do milho.

Biocombustíveis são sinónimo, de novas dependências, fome, desigualdades sociais e destruição do meio ambiente. É capaz de não ser este o caminho!!!!!
António Cipriano

sexta-feira, março 28, 2008

Semi-Oposição

Referindo-me particularmente ao PSD, não deixa de ser interessante que a actual direcção do partido, quando deveria criticar a acção do governo, não o faz. Quando não deveriam dizer nada, fazem-no.

Exemplo desta segunda situação foi a reacção à baixa de um dos escalões do IVA em 1%. O PSD acusou o governo de eleitoralismo. Portanto, se o governo aumenta um imposto, está a proceder mal, mas se o baixa está a ser eleitoralista.

O que o PSD se esqueceu de mencionar foi o seguinte: a baixa do IVA, ainda que modesta, surge como reacção ao valor do défice orçamental de 2007, que se cifrou em 2,6% do PIB (dados da Comissão Europeia, INE e Banco de Portugal). Mais do que isso, trata-se do valor mais baixo do défice orçamental em Portugal, em 30 anos. Não, não é um engano, em 30 anos. Há 30 anos que as finanças públicas nacionais não apresentavam um resultado tão bom.

Para além disso, as regras orçamentais impostas por Bruxelas (défice orçamental < 3% do PIB) são finalmente cumpridas. Tudo isto sem recorrer às famigeradas receitas extraordinárias.

Desde 1977 que Portugal não registava um saldo orçamental tão bom como o de 2007. E o PSD vem falar em eleitoralismo?

João Pedro
Democracias mais ou menos perfeitas

A propósito de uma conversa que tive recentemente sobre o facto de uma democracia ser mais ou menos perfeita, e nomeadamente em relação à democracia Portuguesa e à democracia norte-americana, veja-se em baixo o ranking anual publicado pela reputada revista The Economist. Note-se que a The Economist é britânica, não é norte-americana. Carregar na imagem para ver a mesma em grande:



















João Pedro