domingo, outubro 02, 2011

Competitividade

Um dos problemas da economia portuguesa é a falta de competitividade, problema que aliás foi devidamente identificado pela Troika.

Como medida para fomentar a competitividade a Troika advoga uma “desvalorização fiscal”, por via de um corte drástico da TSU.

Ou seja, a Troika defende que se deve diminuir a TSU, o que importa uma diminuição dos custos das empresas. Com a diminuição dos custos das empresas, os produtos e serviços teriam um custo de produção inferior, permitindo que os mesmos, pudessem ser vendidos a um menor preço, aumentado assim a quota de mercado das empresas nacionais.

Ou seja menor TSU, diminuição dos custos das empresas, maior competitividade.

Até aqui tudo bem.

O que não se entende é que a Troika quase obstinadamente defenda uma diminuição dos custos das empresas por via do corte da TSU e por outro lado imponha um aumento da electricidade e gás natural de 17%, por via do aumento da taxa de IVA!!!

O aumento da electricidade e gás natural vão diminuir a competitividade das empresas nacionais. Ou seja por um lado incrementa-se a competitividade com o corte da TSU, e por outro lado, diminui a competitividade com o aumento da electricidade e gás natural.

Não entendo!!!!!!!

António Cipriano


sábado, setembro 24, 2011


Palestina Independente

Em 29 de Novembro de 1947 por via da resolução 181 da ONU foi decido a partilha do território conhecido por Palestina em dois estados um árabe e um judeu. Defendia-se assim por um lado o povo árabe da região e dava-se ao povo judeu a oportunidade de constituírem um seu estado. Por muito criticável que fosse esta resolução sempre seria uma solução equilibrada de respeito pela autodeterminação de dois povos.

Sucede todavia, que os Judeus, que entretanto declararam a sua independência unilateralmente, rapidamente se advogaram como donos e senhores de toda a Palestina ocupando todos os território consagrados ao povo árabe. Sucederam-se varias guerras. Não obstante a solidariedade dos estados árabes os territórios Palestinianos continuam até hoje ocupados por Israel. Desde o inicio Israel adoptou uma politica de colonatos e de opressão do povo palestiniano absolutamente inaceitável. Mas mais, a questão palestiniana passou a configurar como motivação e fundamento para o radicalismo islâmico. Pelo que urge a resolução deste problema, pela defesa de um povo à muito sacrificado, e pela necessidade de acabar de vez com a argumentação de variados grupos terroristas.

Defendo a existência de Israel. Mas também defendo a existência de uma Palestina livre e independente. O pedido de adesão da Palestina a ONU é um marco e um acontecimento que deve ser apoiado pela comunidade internacional. Aliás mais de 100 países membros da ONU deram desde logo a sua concordância. Todavia a real politik e as eleições americanas vão inviabilizar a adesão à ONU pelo veto dos EUA.

Portugal é neste momento membro do Conselho de Segurança da ONU. Espero que o nosso governo, na tradição defesa da autodeterminação dos povos como no caso de Timor, tenha a coragem de votar favoravelmente o pedido de adesão da Palestina à ONU. Se assim não for, será uma derrota dos valores e do universalismo que Portugal sempre representou.

Viva a Palestina Independente!!!!

António Cipriano

terça-feira, setembro 20, 2011

Uma Nova Descoberta da NASA

Foi noticiado hoje que os potentes telescópios da NASA fizeram uma nova descoberta no espaço sideral. Um novo Buraco Negro de dimensões brutais e com uma enorme propensão para se tornar infinito, situado na Galáxia Madeira, que baptizaram como Buraco Negro Alberto João Jardim.

António Cipriano

domingo, setembro 11, 2011


Onze de Setembro de 2001

Para mim o dia 11 de Setembro de 2001 era uma dia igual aos outros. Tinha recentemente terminado a minha Licenciatura em Gestão, não me encontrando ainda a trabalhar. Como habitual, encontrava-me em casa com os meus pais. Por volta das 14h e qualquer coisa encontrava-me a terminar de almoçar, estando a televisão sintonizada no Jornal da Tarde na RTP1.De repente a jornalista de serviço Andreia Neves, comunica que tinha ocorrido um acidente em Nova Iorque – a colisão de um avião com uma das torres gémeas do World Trade Center. Surge de imediato, a imagem de chamas e fumo do edifício. Achei de imediato estranho, tal colisão ser um acidente. Poucos minutos depois, um novo avião embate na segunda torre. De facto não se tratava de um acidente.

Mais tarde, declarações de Bush de que se tratava de um ataque terrorista. Mas os acontecimentos foram surgindo em catadupa. A queda de um avião no Pentágono, a queda de um avião na Pensilvânia. A queda da primeira torre. A queda posterior da segunda torre. De inicio não dava para acreditar. Era o fim do mundo!!! Parecia um filme!!!!

O que mais me impressionou foi ver as pessoas com lenços nas janelas dos edifícios em chamas a pedir ajuda, e nada poder ser feito. A angústia daqueles que preferiram se lançar das janelas a uma morte pelo fogo.

Hoje dez anos passados, as imagens continuam presentes na minha memória.

António Cipriano

sexta-feira, setembro 09, 2011

E quando uma boa ideia é um mau sinal.


Lendo a Gazeta das Caldas hoje vi uma iniciativa organizada pelo Grupo de Protecção Sicó que irá organizar a 1ª noite dos morcegos das Caldas da Rainha. Esta actividade contará com vários especialistas sobre morcegos que apresentarão algumas palestras sobre morcegos e por fim proceder-se-á à observação de morcegos. Ora e qual o melhor sítio para vermos morcegos nas Caldas da Rainha? Claro que a resposta é simples, nos Pavilhões do Parque. Que sitio melhor para ver morcegos do que a maior vergonha caldense. Os magníficos Pavilhões do Parque construídos nos finais do século XIX, com uma traça de estilo Victoriano, foram feitos com a intenção de servir de albergue aos pacientes do Hospital Termal, mas devido a disputas dentro da direcção do Hospital essa intenção nunca se concretizou. No entanto durante anos albergou várias instituições desde a Biblioteca Calouste Gulbenkian, Quartel, Escolas e quando digo escolas falo de várias, desde o liceu, escola de artes marciais, Magistério Primário, Escola Empresarial do Oeste e etc.... Foi também nestes pavilhões que várias instituições culturais tiveram a sua sede durante anos e anos e chegou a ter um cinema. Ainda me lembro quando na escola primária íamos até aos pavilhões para participar em actividades organizadas pelos estagiários. Mas eu disse atrás que eram a maior vergonha caldense e explico porquê, hoje os pavilhões tem vários sinais colados que indicam perigo de derrocada, ou seja, os pavilhões estão de tal forma degradados que qualquer dia acontece uma tragédia, aliás uma tragédia que sinceramente; devido à inacção dos responsáveis, me parece que querem que aconteça. No outro dia passeando no Parque além de ver buracos onde um dia estiveram janelas que já caíram, vi também uma vedação recente que fizeram, uma cerca a um metro dos pavilhões, uma cerca que não impede nada por ser muito baixa, ao contrário do seu custo que não deve ter sido nada baixo e que daria pelo menos para reparar os telhados para que não chova dentro dos pavihões. Também disse atrás que os pavilhões foram a biblioteca Calouste Gulbenkian e este é outro ponto vergonhoso porque atrás das portas da antiga biblioteca que hoje têm o sinal de derrocada, sabe-se que estão ainda à espera de não se sabe o quê, os livros da biblioteca, que devem estar já num belo estado visto que a biblioteca fechou vai para mais de vinte anos, as ratazanas e ratos devem-se sentir muito cultas pois devem fazer os ninhos com as páginas do anticristo de Nietzsche, ou com O Elogio da Loucura de Erasmo de Roterdão. Recordo que esta biblioteca tinha uma sala de reservados onde era proibido entrar, que tenho a esperança que alguém se tenha lembrado de ter levado o seu acervo para a biblioteca municipal. Mas tudo isto se soma numa vergonha maior que é a total irresponsabilidade, em primeiro lugar do proprietários dos pavilhões que é o mesmo proprietário da maioria dos prédios devolutos do centro histórico das Caldas que é o Hospital, gerido por uma administração incompetente e mesquinha, pelo menos no que ao património diz respeito, que não faz nada, bem não faz nada até que alguém tente fazer alguma coisa porque ai faz para dizer que fez e depois aparecem obras como aquela aberração que fizeram na antiga casa da cultura (ao lado dos pavilhões), em que fizeram um túnel de vidro para exposições, mas esqueceram-se de arranjar as partes laterais onde até o telhado já caiu, relembro que esta obra foi feita à pressa para não perderem a posse da casa da cultura para a Clínica do Montepio que propôs ao Ministério da Saúde um negócio para a construção de um SPA ao lado do Hospital Termal. Mas menos responsabilidade não pode ser atribuída à Câmara que pouco faz e as tímidas propostas feitas esbarram sempre em algo que vai entre a falta de vontade real de fazer e os interesses mesquinhos do Hospital. Assim nestes pavilhões magníficos que são um exemplo de uma atitude de incompetência que além de local é nacional apenas pode servir para…observação de morcegos.

António Manuel Guimarães

terça-feira, setembro 06, 2011

Angola

Numa altura em que sopram os ventos da primavera dos povos, em Angola assistimos recentemente ao continuar do aprisionamento de um povo. Uma simples e natural manifestação de jovens insatisfeitos com a “alegada democracia angolana” e com o reinado interminável de Eduardo dos Santos, foi brutalmente reprimida. Segundo dados oficiais angolanos 30 indivíduos foram detido. Mas nas bocas sábios do povo, cerca de 50 jovens estão desaparecidos.

Enquanto isto o mundo, e Portugal em especial prefere fechar os olhos, preferindo o dinheiro do regime angolano, a dignidade do povo angolano.

António Cipriano

quarta-feira, agosto 31, 2011

5 Para a Meia Noite

Numa altura em que os serões televisivos nas TVs generalistas são demasiados “chatos” e previsíveis a RTP2 brinda-nos com um excelente talk show diário irreverente, divertido.

Trata-se de um formato inovador, com cinco apresentadores diferentes, com variadas rubricas humorísticas, muita interactividade com o publico lá em casa, convidados castiços em que a gargalhada é garantida.

António Cipriano


segunda-feira, agosto 29, 2011

Caldas S.C. 3 - S.C. Farense 0



Gostei do jogo especialmente devido à vitória do meu Caldas frente ao Farense. O que eu não gostei nada foi da atitude da claque do Farense. Um conjunto de indivíduos que vieram às Caldas à procura de confusão. Do inicio ao fim do jogo viravam-se para os adeptos do Caldas gritando que eles não tinham coragem e para irem até ali. Depois no primeiro golo andaram a perseguir e a ameaçar um adepto do Caldas que festejou perto demais da claque. A policia por sua vez tinha suaves conversas para evitar levar, sim porque até para a policia eram agressivos e mal vai um país quando a policia tem medo de um grupo de bandalhos mas adiante. Durante a segunda parte um dos tipos da claque invadiu o campo com a desculpa de ir buscar a bola e no fim toda a claque invadiu o campo de jogo para tentar agredir o guarda-redes do Caldas, acabaram por agredir e ferir 3 policias e depois da entrada do corpo de intervenção da PSP o balanço foi 4 feridos (relembro que 3 eram policias) e alguns detidos.
Vendo toda a sucessão de acontecimentos apenas pergunto, qual é a principal razão para os estádios portugueses estarem vazios? A questão não tem que ver com a qualidade do espectáculo, tem que ver em grande parte com a falta de segurança. Eu fui torcer pelo meu Caldas, mas felizmente não levei o meu sobrinho comigo e mais, se eu soubesse que esta claque ia eu iria certamente ficar na segurança da minha casa. As claques não tem nada que ver com o apoio ao clube, são individuos com situações mal resolvidas que se entretêm em ir descarregar as suas frustrações para campos de futebol, Freud explicaria certamente. Não passam de grupos de crime organizado que nada mais fazem do que despejar os estádios e campos de futebol. Os clubes não terminam com eles por vários motivos, primeiro porque devido à força, juventude e violência dos seus membros têm medo de lhes fazer frente, depois porque em alguns clubes funcionam como autêntica "guarda-pretoriana" de alguns dirigentes que depois como paga os favorecem em alguns negócios. Se é honesta a intenção de rentabilizar os estádios do Euro 2004 então só há um caminho que não passará pela legalização das claques e essa oportunidade foi dada e falhou, mas sim pela proibição das claques, passar a serem consideradas ilegais. Poderá parecer difícil, mas a verdade é que num pais como Inglaterra onde seria muito mais difícil e onde o caso era deveras mau com os Hooligans a espalharem o terror foi deveras complicado mas foi possível e o resultado final foi passar a ter estádios cheios e famílias inteiras a ir ao futebol e hoje o futebol Inglês é um dos melhores do mundo e alguns dos seus clubes conseguem lucro com as assistências que têm.
Este é mais um caso que deveria ser considerado no futebol nacional. O nosso futebol têm que passar por uma revolução total, porque a continuar assim caminha inevitavelmente para a sua destruição.

António Manuel Guimarães

domingo, agosto 28, 2011


Frutinha para dormir
!

Este vídeo serve para relembras e calar aqueles que disserem que as minhas queixas são palavras de mau pagador. Lanço este vídeo logo após mais um jogo em que o Sporting se viu roubado de um golo, que se não lhe daria a vitória que teria com o Olhanense, lhe daria pelo menos o empate. 3 Jogos, 1º jogo um empate devido a um golo mal invalidado por fora de jogo por um árbitro de primeira categoria, 2º jogo um empate com um árbitro de categoria inferior mas sem casos, 3º jogo uma derrota devido a um outro golo invalidado por fora de jogo por um árbitro de primeira categoria. Dirigentes do Sporting queixem-se, prefiro os árbitros de categorias inferiores.

António Manuel Guimarães
Porque é que os árbitros terminaram o boicote?

Claro que podemos pensar que a as condições que a APAF encontrou para que os jogos do Sporting sejam de novo arbitrados por árbitros de primeira categoria está relacionada com a eventual chegada de um entendimento entre o Sporting e a APAF. Mas não foi isso que se passou, aliás nem nada que se pareça. Aquilo que se terá passado foi bem mais simples do que isso, recuemos à semana passada quando já todos sabiam que o jogo não iria ser arbitrado devido à recusa de João Ferreira, que achava que a classe tinha sido atingida por eventuais declarações dos dirigentes do Sporting, nomeadamente do seu Presidente Godinho Lopes sobre a nomeação do árbitro. Durante os dias seguintes muito aconteceu, o presidente da comissão disciplinar da liga quando questionado no aeroporto sobre o problema disse que o jogo iria ser arbitrado, embora horas depois ninguém lhe arrancava uma palavra porque ele entretanto terá percebido que estava refém dos árbitros de primeira categoria. Até ao dia do jogo a mensagem que passava é que o árbitro se recusava e os seus colegas estavam solidários e no dia do jogo aconteceu o esperado, o árbitro faltou, estavam cerca de trezentos árbitros de categorias inferiores e alguns já retirados no estádio, assim o Beira-Mar e o Sporting chegaram a acordo sobre um deles e o jogo lá seguiu. Tal como na época 98/99 em Faro os jogadores não complicaram a vida do árbitro e no dia seguinte começaram os desenvolvimentos e daqui podem ser retiradas algumas ilações sobre o pensamento dos árbitros. Na segunda-feira todos os jornais falavam deste caso e muito especialmente sobre o encontro dos árbitros para decidir como boicotar os jogos do Sporting, aqui estariam eles a esfregar as mãos de felicidade por considerarem ter o controlo, pois mas no fim desse dia nos programas desportivos todos falavam do caso e afirmavam que o jogo não tinha tido casos porque o árbitro tinha estado muito bem, alguns comentadores em especial os do Sporting diziam que comparando as arbitragens era sensato protestar sempre para o jogo ser apitado por um árbitro de categoria inferior por ter um comportamento em campo mais sério que os de primeira categoria. Alguns benfiquistas nestes programas também diziam o mesmo e não estranhamente só os portistas diziam que a atitude do árbitro tinha sido errada mas que o problema tinha que ser resolvido. Portanto sintetizando os órgãos de comunicação social consideraram que esse foi o jogo com menos casos da jornada e que o comportamento do árbitro tinha sido bom, veio a publico também que ele recebeu 1300 euros, demonstrando quanto recebem os árbitros de primeira categoria por semana, isto em jogo de baixo risco. Vítor Pereira também veio a comunicação social pedir um entendimento e abrindo um inquérito que pode dar uma multa ao Sporting, mas que pode suspender o árbitro até 8 jogos. Os outros clubes, menos dois, estiveram muito calmos esta semana, pareciam estar a estudar métodos de verem os seus jogos boicotados visto que têm uma probabilidade de terem um árbitro “não controlado” e uma possível isenção nas decisões. Um dos dois clubes menos calmos, que fizeram declarações de defesa da posição dos árbitros foi em primeiro lugar o F.C. Porto a quem mais interessa que tudo se mantenha como sempre e o Nacional da Madeira, um dos clubes satélites dos azuis e brancos que não quis ofender o seu senhor, acredito aliás que neste momento o Nacional é mais putativo europeu do que antes.

Concluído o boicote dos árbitros foi derrotado, os árbitros viram a feitiço virar-se contra eles, viram que o Sporting não se chateou nada com a falta de João Ferreira porque teve um árbitro melhor no jogo, viram que os outros perceberam o que fazer para uma probabilidade maior de ter árbitros mais isentos e, por fim, ter o presidente do F.C.P. a defender os árbitros fez com que eles ficassem mais expostos ao que pelo menos para mim já era evidente. E eles também sabem que se não apitarem não interessam e se não interessam os funcionários de hotel deixam de ter que dizer para que quarto a “fruta” deve ser entregue e as agências de viagens já não levam os “Amorins” deste mundo a passear através do “Cosmos” enquanto bebem um “cafezinho com leite”.

António Manuel Guimarães