domingo, janeiro 22, 2012

Caminhos para a Europa

Durante séculos a Europa foi o centro civilizacional, que através do seu modelo económico e cultural liderou todos os restantes continentes. A Europa do Renascimento, a Europa dos descobrimentos e da consequente colonização, a Europa das Luzes, a Europa do Capitalismo – dominou, pela positiva ou pela negativa o mundo que conhecemos.

Com as duas grandes guerras, e em particular a última, a Europa foi perdendo o seu lugar ao sol para os E.U.A e para a URSS. Todavia quer os EUA, como antiga colónia britânica, quer a URSS herança dos Czares, sempre eram produtos culturais e económicos da Europa. No pós guerra a Europa ocidental não mais alcançou a posição cimeira dos EUA na cena internacional. Em termos económicos a Europa por via do projecto de integração europeia voltou à sua posição de gigante económico. De 1945 até ao final do século assistiu-se a uma grande melhoria do nível de vidas dos europeus. Melhores salários, aumento exponencial do poder de compra., emprego, diminuição da jornada de trabalho, aumento da escolarização, mais direitos sociais, aumento da protecção social, reforço dos mecanismos de segurança social, acesso à saúde e à protecção no desemprego.

No novo século, dois gigantes adormecidos despertaram. A China (império do meio) e a Índia acordaram para o desenvolvimento. De lá para cá, ambas industrializaram-se, modernizaram-se a um ritmo incrível, o qual vem minando a competitividade Europeia. Efectivamente a China, a Índia e outros países asiáticos, economias ausentes de direitos sociais e com salários incrivelmente baixos, numa estratégia de dumping social, não deixam salvação à industria europeia. Primeiro nos sectores do calçado, dos têxteis, para gradualmente irem avançado para sectores com mais valor acrescentado como a industria automóvel.

Perante a conjuntura económica selvagem, a Europa passa por um dos seus momentos mais difíceis. Muitos argumentam que o caminho para a Europa é a especialização nos sectores e industrias do conhecimento e da tecnologia de ponta. Obviamente que tal aposta é fundamental, como elemento de diferenciação. Infelizmente no meu ponto de vista tal estratégia é importante, mas não resolve todos os problemas. As indústrias do conhecimento apenas absorvem uma pequena parte da população activa de elevadas qualificações. O que se vai fazer da restante população activa? Quais os sectores, consumidores de mão de obra irão absorver a população activa, sendo necessariamente competitivos?

Na minha opinião existem dois cenários possíveis:

Cenário 1

A Europa opta pelo proteccionismo. Opta por fechar as suas fronteira por meio de pautas aduaneiras duras para com os produtos asiáticos (chineses, indianos, etc). Toda a sua estratégia visa a produção e a satisfação do seu mercado interno de 300 milhões de consumidores. Por esta via as suas industrias tradicionais ou não, deixam de ter como adversário o dumping social asiático. Defende-se o emprego e a competitividade ainda que artificialmente da economia europeia. Mantém-se os direitos sociais, e os mecanismo de solidariedade do estado social. No entanto a sobrevivência do estado social implica uma politica de promoção da natalidade, em simultâneo com um abertura controlada à imigração.

Perdem-se mercados, influência e posição geopolítica, e espírito competitivo

Cenário 2

A Europa mantém os seus mercados abertos e procura competir com as novas potências. Necessariamente, promove uma profunda reforma da sua politica de emprego.

Flexibilização, aumento do horário de trabalho, facilidade de despedimentos, diminuição salarial, redução da despesa pública em encargos sociais, abertura à imigração, desregulamentação sectoriais, reforço das qualificações individuais, etc.

Ou seja opta-se pela perda de direitos e garantias do estado social em troca de competitividade.

Qual é o caminho correcto?

António Cipriano

quarta-feira, janeiro 18, 2012



Achei curioso esta vídeo que venho compartilhar com todos vós.

António Cipriano

terça-feira, janeiro 10, 2012


Franchising – Loja Maçónica

São muitos os nossos desempregados, cheios de vontade agarrar o seu destino, que procuram no mercado uma oportunidade de criarem o seu próprio negocio. Ora para estes existe agora um novo franchising – a Loja Maçónica.

O franchising vem acompanhado de todo o equipamento necessário: avental, compasso, triângulos, mosaicos em xadrez, romã, estrela de cinco pontas.

Depois é apenas necessário arranjar um espaço num lugar aprazível e divulgar a localização da loja junto de agentes secretos, membros da “ongoing” e responsáveis políticos.

O sucesso é garantido!!!

António Cipriano

segunda-feira, janeiro 09, 2012

Divida Associação Nacional de Farmácias

Começou esta segunda-feira a medida que as farmácias madeirenses prometeram tomar devido à divida que a região autónoma tem para com as boticas da região. Vi também o Presidente da Assembleia Regional vir barafustar com o governo da República por este não ter aprovado antecipações ao nível da utilização do I.V.A. para resolver esta divida. Anda o governo da República a tentar mostrar alguma credibilidade para o exterior e temos internamente ao abrigo de uma autonomia, um governo liderado por um imbecil da pior espécie, a minar essa tentativa de credibilidade. Aliás recordo que havia um acordo para o pagamento em 8 anos que o governo não cumpriu mostrando a sua seriedade e por isso a divida cresceu e agora é de 77 milhões de euros. Quando os madeirenses acharem que não podem pagar determinados medicamentos, quando ficarem mal por não tomarem a sua medicação, então sugiro que venham ao nosso blog e assistam ao vídeo do fogo-de-artifício da passagem de ano, aquele que durou 8 minutos, aquele que teve39 mil disparos e também aquele que custou 736000 Euros, e vejam muito bem porque em cada centelha de luz estão euros que poderiam ter garantido as comparticipações para a vossa saúde, comparticipações que a birra do imbecil presidente do governo regional vos cortou por vontade própria.


António Manuel Guimarães

sexta-feira, janeiro 06, 2012

Posição Populista

Vem agora alguns deputados dos Partido Socialista levantar a possibilidade de requer junto do Tribunal Constitucional a Fiscalização Abstracta Sucessiva da Constitucionalidade das normas do Orçamento de Estado que implicam cortes nos salários dos funcionários públicos,

Estranha-se contudo, que nos tempo do governo Sócrates, tais deputados não tenham requerido a fiscalização da constitucionalidade a normas que também efectuaram cortes no rendimento dos funcionários públicos.

Parece que estes senhores deputados têm perspectivas diferentes consoante estão no poder ou na oposição. Ou seja, optam agora por um simples posição populista.

António Cipriano

sábado, dezembro 31, 2011


O sexo oral mais caro do Mundo

Muita gente pode estar a questionar-se qual o broche mais caro do Mundo. Pode-se imaginar que seja da Pamela Anderson, Kim Kardashian ou Paris Hilton, mas não. Essa honra cabe a uma portuguesa, desconhecida até alguns meses atrás. Pelo broche, na TVI, a referida estação vai ter de pagar 150 mil euros em multa, quantia que pode subir para 200 mil euros caso a concorrente ganhe o concurso.

terça-feira, dezembro 20, 2011



Feliz Natal

António Cipriano
António Guimarães
Paulo Pinheiro
João Pedro
André Lemos

sábado, dezembro 17, 2011

terça-feira, dezembro 06, 2011


Curva de Laffer

Impostos, mais impostos e mais impostos, ao contrário do que pensam alguns governantes pode ser contraproducente à maximização da receita fiscal.

De facto o economista americano Arthur Laffer introduziu o conceito de Curva de Laffer, segundo o qual um aumento nas taxas de impostos a partir de um determinado ponto, reduz as receitas fiscais do Estado.

Apesar de muitos governantes não compreenderem este raciocínio, este é básico. A medida que os impostos sobem, aos olhos da população este deixam de ser justos, aumentando a evasão fiscal. Por outro lado, o volume de impostos excessivos leva a que deixe de valer a pena aumentar a produtividade e o esforço individual uma vez que os ganhos obtidos são necessariamente entregues ao estado.

Ou seja elevados impostos sobre o rendimento tendem a desincentivar a actividade dos agentes económicos e a desencorajar a decisão de efectuar investimentos, desaguando num decréscimo do crescimento económico.

António Cipriano

domingo, novembro 27, 2011

O Fado é Património Imaterial da Humanidade!

Tudo o que eu poderia dizer seria pouco portanto limito-me a partilhar este momento que ficará para sempre na história da nossa cultura.


António Manuel Guimarães

sexta-feira, novembro 25, 2011


O Futuro não esta garantido!!!!

Hoje no chamado mundo ocidental damos como garantido, a democracia, a paz, a prosperidade económica e o estado social. Pensamos erradamente que estas conquistas não são passíveis de retorno. Que cada geração seguinte tenderá ter melhor condições de vida. Ora tal pensamento é absolutamente errado, e mesmo perigoso.

Nada é absolutamente garantido. Com a globalização e com a emergência se novos pólos de desenvolvimento, o “mundo ocidental” vive tempos de decadência, indutores do declínio das realidades que damos por garantidas.

Aos Europeus compete não baixar os braços, não cair na ilusão que somos uma civilização superior. Temos que nos adaptar às novas realidades.

Precisamos urgentemente de crescer economicamente, de reforçar a integração política da U.E, de suster a ferida da desindustralização, e talvez mesmo reerguer as barreiras alfandegárias, como mecanismo de defesa da economia europeia ao dumping social das economias asiáticas.

Enfim a grande certeza que temos de ter, é que o futuro não será fácil.

Que as conquistas do pós-guerra não estão garantidas.

António Cipriano

segunda-feira, novembro 21, 2011

segunda-feira, novembro 14, 2011


Síria

È certo que vivemos presentemente um reboliço e uma confusão inerente a uma crise económica e politica europeia que a todos deve preocupar. Todavia, não devemos nos esquecer de outros graves problemas que o mundo vive.

Veja-se o caso da situação do Povo sírio. Os sírios sedentos de liberdade e justiça revoltaram-se com o tirano Bashar al Assad. Todavia este, qual demónio ansioso por sangue do seu povo, ordenou o bombardeamento de cidades do seu próprio país. Muitos milhares já morreram as mãos deste facínora.

Bashar al Assad não é diferente de Kadafi.

O Povo sírio merece a atenção e preocupação da comunidade internacional.

António Cipriano