quinta-feira, maio 02, 2013

Oblivion - Esquecido

Oblivion, Esquecido na versão portuguesa, último filme de Tom Cruise. Trata-se de uma película de ficção cientifica pura e dura, recomendável para apreciadores do género
2073. Todo o planeta Terra se encontra destruído após um ataque alienígena, há seis décadas, que obrigou à evacuação de toda a população terrestre. Jack Harper (Tom Cruise) é um dos últimos capazes de reparar "drones", que ali se mantêm para dizimar possíveis ameaças. De maneira a extrair os últimos recursos do planeta moribundo, Harper é enviado para terminar uma missão cuja importância é vital para a sobrevivência da Humanidade, que vive agora numa colónia sob condições artificiais. Porém, depois de encontrar e salvar Julia (Olga Kurylenko), uma jovem que ele sente reconhecer do passado, conhece Malcolm Beech (Morgan Freeman), um sobrevivente ao ataque dos extraterrestres que, durante estes anos, tem criado um grupo de resistentes e que se recusa a partir. O inesperado encontro desencadeará uma série de eventos que vão fazê-lo questionar tudo o que sabe acerca da guerra e do que levou o planeta à ruína.
A ideia não é nova  (ligações obvias aos filmes, Desafio Total, Dia da Independência), mas toda a narrativa está construída de forma interessante, cativando o espectador.
Para os amantes de Ficção cientifica é uma pelicular a ver com atenção.
António Cipriano

segunda-feira, abril 22, 2013

Desconfiança sistémica




Depois da queda do Lehmam Brothers em 15 de Setembro de 2008, um pouco por toda a Europa, ainda que com o sacrifício dos contribuintes foram realizadas variadas operações de “salvação” de instituições financeiras. Foi assim com o Dexia na Bélgica, com o NorthRock na Inglaterra, com  as caixas de aforro espanholas ou com o BPN em Portugal
O Objectivo foi sempre a salvaguarda dos riscos sistémicos, e a salvaguarda do valor máximo no sistema financeiro – “CONFIANÇA”
Ora em Chipre por um míseros 6 mil milhões de Euros a Europa (diga-se a Alemanha) impôs o confisco de parte dos depósitos. Esta foi a primeira grande machadada no valor da confiança. A partir daí os cidadãos por tuda a Europa, em especial, na Europa do Sul, começaram a olhar a Banca com desconfiança.
Mas foi garantido a todos, que o caso de Chipre seria um caso sem exemplo, insusceptível de se repetir em qualquer outro país.
Ora pasme-me, com as recentes declarações do senhor ministro das finanças da Alemanha. Wolfgang Schäuble, considera que as condições do resgate financeiro a Chipre, para que irão contribuir accionistas, credores mas também  depositantes dos principais bancos, deve servir como modelo para o futuro.

Afinal o que pretende o senhor  Wolfgang Schäuble?
A conclusão óbvia,  é que pretende gerar desconfiança no sistema financeiro da Europa do Sul, de modo a incentivar a fuga de capitais para os banco do Norte da Europa.
E claro contribuir para o fim da suposta solidariedade europeia .
Tudo indícios que o futuro na Europa não nos vai trazer nada de bom.

António Cipriano

quinta-feira, abril 18, 2013

Mentalidade de Cowboy



Não obstante se multiplicarem os trágicos episódios de tiroteios sanguinários nos EUA, incompreensivelmente o lobby das armas continua a triunfar. De facto ontem o senado dos EUA rejeitou uma simples proposta que alargava a verificação de antecedentes criminais dos compradores de armas, uma medida que tinha sido defendida por Barack Obama. A nova legislação implicava que a verificação dos antecedentes passasse a ser feita também nas armas vendidas em feiras de armamento e na Internet. Actualmente, a verificação acontece nas vendas feitas em lojas especializadas. Inicialmente, Obama pretendia ir muito mais longe no controlo de armas. legislação que proibisse a venda de armas semiautomáticas e de carregadores com mais de dez munições. Esta questão, porém, não chegou sequer a ser debatida no Senado.Este desfecho representa uma derrota política para Obama e o fracasso das suas tentativas para aumentar o controlo sobre o porte de armas e uma vitória da National Rifle Association, o influente grupo de defesa do direito ao uso de armas.
 
         A verdade é que grande democracia dos estados unidos continua refém das lobby das armas.
António Cipriano 

terça-feira, abril 09, 2013

Rui Rio para Primeiro Ministro, Já!


Hoje em dia, com a descredibilização da classe política, não só em Portugal mas, pelo Mundo todo, é difícil deslumbrar alguém que tenha credibilidade suficiente para governar. No entanto, ainda teria uma réstia de esperança, se as próximas eleições legislativas apresentassem como candidato, Rui Rio.  Este senhor teria o meu voto de certeza absoluta, agora como se vislumbra uma corrida entre Passos Coelho e António José Seguro, um cenário por demais assustador, visto que o primeiro é mau demais para ser verdade e o segundo é ainda pior, quase de certeza que ou não vou votar ou vou votar em branco qual Ensaio sobre a Lucidez.

PP

terça-feira, abril 02, 2013

Desunião na U.E



O projecto de integração europeia  nasceu essencialmente da necessidade imperiosa de evitar novos conflitos bélicos em solo europeu. Pretendeu-se por intermédio de um projecto comum enterrar de vez os “fantasmas dos nacionalismo” .
Desde 1951, o projecto de integração sob a mão de grandes líderes, não obstante as dificuldades do percurso construiu um projecto de sucesso, assente na paz, prosperidade económica e solidariedade entre povos.
Mas os líderes europeus de hoje parecem ter esquecido as lições da História. Voltam as costas à solidariedade, a coesão entre os povos. Hoje, alguns líderes desejam castigar outros povos. Alguns líderes esquecem que o mercado interno só é fonte de crescimento se a solidariedade e a coesão económica vingar.
Precisamos hoje, face aos perigos da globalização, da China e dos BRIC´s,  mais do que nunca, uma Europa coesa e forte.  Desenganem-se os líderes de alguns países da Europa do Norte, que pensam que sozinhos conseguiram vingar num mundo globalizado. A Alemanha, a Holanda sozinha não passa de pequenas formigas na engrenagem difícil da economia Mundial. Precisam da Europa para serem verdadeiros players mundiais.

António Cipriano


segunda-feira, março 18, 2013

Portugal -A Errar desde 1822-

Segundo o DN, foi encontrada uma vala comum que data do século XIV que se acredita ter sido feita para enterrar as vitimas da peste negra. Para estudar os corpos interromperam a construção do Crossrail na cidade de Londres, local onde os terrenos quanto mais não seja, têm um valor muito elevado, mas o interesse pela história é reconhecido e quanto muito retira-se o material e depois continua a obra. Já em Portugal foi descoberta nos anos 90, a cidade romana que fazia a ligação entre Collippo e Ulissipo, era a cidade de  Eburobrittium, uma importante cidade, com um porto e muita actividade, onde se encontraram muitos artefactos entre o século I a.C. até ao século V d.C., infelizmente não se pode escavar a parte mais importante que será inevitavelmente o Forúm, e não se escavou porque a construção da A8 não pôde parar. Ou seja, o centro de uma cidade já referida por Plínio O Velho, viu o seu estudo amputado devido à falta de respeito que Portugal tem pela sua incrível História e falta de visão no aproveitamento do seu património e quem não sabe o que isso pode implicar, dê um saltinho ao país vizinho e vai perceber o turismo que traz património histórico bem cuidado. Estradas são necessárias mas podem sempre ser desviadas e bastava um desvio de cem a duzentos metros norte, possível no momento da concepção, impossível quando está feito. Mas esta falta de cuidado com a nossa história bem justifica algo...o nosso triste presente.
A diferença entre Inglaterra e Portugal, é que em Inglaterra param uma obra pública para fazer uma escavação, aqui temos o tabuleiro de uma auto-estada por cima do Fórum de uma importante cidade Romana. Assim Inglaterra tem interesse na sua História e é um país evoluído, por sua vez, Portugal não se interessa pela sua História, tem um Passos e está falido...pois como dizia George Santaiana “Aqueles que não conhecem história estão fadados a repetir os seus erros. Terão que repisá-los. ”
E como nós os repisamos!

António Manuel Guimarães


sábado, março 09, 2013

Energúmeno


 
Ou então... o ideal era que o Borges se calasse! Tristeza é este energúmeno ser pago pelo erário público com mais de 300 mil euros anuais, isto fora benefícios e ter coragem de dizer isto sem sequer pensar em quem realmente trabalha e que com esta descida passariam ainda mais dificuldades.
António Manuel Guimarães

sexta-feira, janeiro 18, 2013

Fim de um Mito



Como fã do ciclismo é como tristeza que vejo o queda não apenas de um homem, mas sobretudo de um mito.
Depois de tudo isto, alguém pode acreditar no ciclismo?
O grande perdedor é o ciclismo e todos aqueles que o adoram.

António Cipriano

domingo, janeiro 06, 2013

Dynamo Magician Impossible - Leans Back (Steven Frayne)



Numa altura em que a vida do comum dos cidadãos se encontra muito "nebulosa" nada melhor do que acreditar em ilusões.

Dynamo é o ilusionista do momento. É um ilusionista inglês que consegue alguns números absolutamente fantásticos, desde levitar, a caminhar sobre as aguas do Rio Tamisa em Londres. 
Resta saber se seria capaz de caminhar sem dificuldades sobre as "as aguas da austeridade" dos países do Sul da Europa.
Quem ficar curioso com os "números" de Dynano procure mais vídeos nos Youtube.

António Cipriano

sexta-feira, janeiro 04, 2013

 50% dos alunos é muita coisa!
O DemoCrato veio agora dizer que 50% dos alunos precisam de apoio educativo, será que agora ele percebeu o resultado de aumentar as turmas para 30 alunos? Isto para além do resultado de mandar milhares de professores para o desemprego, para fazer como os países de terceiro mundo, que preferem cortar na educação para manter os privilégios de quem empurra o seu povo para o abismo.
 António Manuel Guimarães

quarta-feira, janeiro 02, 2013

Mensagem de Ano Novo do Presidente da República




Ao contrário de muitas outras comunicações de Cavaco Silva, a do dia de Ano Novo foi sensata e correcta.

Em primeiro lugar, chamou a atenção da importância de não continuarmos na “espiral recessiva”, tentando chamar à razão o governo e a Troika. Chamou e bem à colação, a importância do crescimento económico. Sem crescimento económico, não há solução para o deficit e para a divida.
Em segundo lugar, no sentido de garantir a segurança jurídica enviou normas do OGE para o Tribunal Constitucional.
Em terceiro lugar, lembrou que Portugal é um país cumpridor, consciente das suas obrigações. Recordando que a ilusão do “não pagamos” apenas nos levava para o abismo por muitos e muitos anos, na medida que seriam muitas as décadas até que pudéssemos voltar a nos financiar nos mercados internacionais.
Em quarto lugar, chamou a atenção para a unidade nacional. Para o reafirmar da coesão. Para a necessidade de cada cidadão, associações sindicais e patronais cumprirem os seus deveres em prol do país.
Por fim relembrou que a União Europeia é um projecto de solidariedade. Ora é nos momentos mais difíceis que se pede e exige a solidariedade europeia. Todavia relembrou que compete desde logo ao governo português “bater o pé” em Bruxelas, negociar melhores condições que permitam realizar o ajustamento da nossa economia, mas de forma mais suave no sentido de não matar o “doente” com a cura.

Foi uma mensagem que apreciei. Espero, contudo que tenha sido ouvida por quem de direito.

António Cipriano