terça-feira, junho 11, 2013

A Queda de um Anjo



Obama logo no inicio do mandato, sem que nada o justificasse foi agraciado com o prémio Nobel da Paz. Esperavam muitos que, este prémio fosse uma inspiração para a defesa da Liberdade, Paz e Justiça Mundial.
Ficamos a semana passada a saber que os E.U.A por via da agência NSA, tem em funcionamento um gigantesco sistema de vigilância e intercepção das comunicações telefónicas e electrónicas de milhões de cidadãos -  o chamado Programa PRISM da NSA. Estas não são escutas autorizadas por um tribunal, ou que resultem de uma suspeita. 
Trata-se de um sistema de escutas massificado, que viola inaceitavelmente os direitos dos cidadãos mundiais. O conceito de “Big Brother” de George Orwell é elevado ao extremo, com este sistema criado por George Bush e desenvolvido e aprovado por Obama.
Qualquer democrata, que acredita na defesa dos direitos fundamentais, na defesa da reserva da vida privada, que defenda a democracia,  não pode aceitar este sistema de escutas  sob o argumento já gasto do “terrorismo”
Obama ao aceitar o programa PRISM demonstrou a todo o planeta que afinal não é muito diferente de Bush. Enfim, assistimos tristemente “à queda de um anjo”

António Cipriano

terça-feira, junho 04, 2013

Dia da Libertação



Os norte-americanos têm o 4 de Julho, com festa nacional que celebra a independência. 
Os portugueses em 2013 têm como dia de independência o dia 4 de Junho. Mas esta celebração não se trata da independência face a qualquer potência estrangeira. Celebramos a independência face à Administração Tributária. Até 4 de Junho todos os rendimentos obtidos por cada cidadão são destinados para o pagamento de impostos.

A partir de amanhã seremos livres, livres!!!!

Bem, talvez não convenha celebrar em demasia, não vá o Ministério das Finanças se lembrar de um novo imposto.

António Cipriano

terça-feira, maio 21, 2013

Tudo ao contrário

Ninguém se engane. A reforma do estado e da administração pública é absolutamente necessária.
 Mas a reforma da administração não pode sob pena de ser contraproducente aos objectivos que deve seguir, ser apenas uma “conjunto de cortes cegos”. 
Num primeiro momento, deveria o Estado, iniciar um profundo estudo da actual estrutura da administração, de modo a conhecer a realidade existente. Num segundo momento, deveria identificar quais os serviços e missões que o Estado deve desenvolver. Num terceiro momento, fruto do estudo e do planeamento das fases anteriores, o Estado procederia à identificação de eventuais serviços da administração pública, empresas públicas, fundações, empresas municipais que não se compaginam com o novo Estado, e que deveriam ser extintos. Ora as pessoas que integram os serviços considerados excedentários ao Novo Estado, seriam preferencialmente reintegradas nos serviços que se identificassem com falta de pessoal (depois da devida formação profissional).  
 Mas também não sejamos ingénuos – todos os que não fossem recolocados seriam alvo de um processo de despedimento por extinção do posto de trabalho, com direito à respectiva indemnização e com direito a subsídio de desemprego. È certo que a reforma da administração pública teria necessariamente custos sociais, decorrentes de eventuais despedimentos. Mas também não se pode exigir ao contribuinte que esteja a custear serviços da administração pública, empresas públicas, fundações, empresas municipais, excedentárias.

Mas o que o governo esta a fazer é uma alegada reforma ao contrário. Pretende diminuir o número de funcionários públicos de forma “cega”, sem uma análise cuidada das necessidades. O resultado só pode ser serviços em que profissionais competentes e necessários foram dispensados -  e outros serviços e departamentos com funcionários a mais que deviam ter sido dispensados.
António Cipriano

quinta-feira, maio 02, 2013

Oblivion - Esquecido

Oblivion, Esquecido na versão portuguesa, último filme de Tom Cruise. Trata-se de uma película de ficção cientifica pura e dura, recomendável para apreciadores do género
2073. Todo o planeta Terra se encontra destruído após um ataque alienígena, há seis décadas, que obrigou à evacuação de toda a população terrestre. Jack Harper (Tom Cruise) é um dos últimos capazes de reparar "drones", que ali se mantêm para dizimar possíveis ameaças. De maneira a extrair os últimos recursos do planeta moribundo, Harper é enviado para terminar uma missão cuja importância é vital para a sobrevivência da Humanidade, que vive agora numa colónia sob condições artificiais. Porém, depois de encontrar e salvar Julia (Olga Kurylenko), uma jovem que ele sente reconhecer do passado, conhece Malcolm Beech (Morgan Freeman), um sobrevivente ao ataque dos extraterrestres que, durante estes anos, tem criado um grupo de resistentes e que se recusa a partir. O inesperado encontro desencadeará uma série de eventos que vão fazê-lo questionar tudo o que sabe acerca da guerra e do que levou o planeta à ruína.
A ideia não é nova  (ligações obvias aos filmes, Desafio Total, Dia da Independência), mas toda a narrativa está construída de forma interessante, cativando o espectador.
Para os amantes de Ficção cientifica é uma pelicular a ver com atenção.
António Cipriano

segunda-feira, abril 22, 2013

Desconfiança sistémica




Depois da queda do Lehmam Brothers em 15 de Setembro de 2008, um pouco por toda a Europa, ainda que com o sacrifício dos contribuintes foram realizadas variadas operações de “salvação” de instituições financeiras. Foi assim com o Dexia na Bélgica, com o NorthRock na Inglaterra, com  as caixas de aforro espanholas ou com o BPN em Portugal
O Objectivo foi sempre a salvaguarda dos riscos sistémicos, e a salvaguarda do valor máximo no sistema financeiro – “CONFIANÇA”
Ora em Chipre por um míseros 6 mil milhões de Euros a Europa (diga-se a Alemanha) impôs o confisco de parte dos depósitos. Esta foi a primeira grande machadada no valor da confiança. A partir daí os cidadãos por tuda a Europa, em especial, na Europa do Sul, começaram a olhar a Banca com desconfiança.
Mas foi garantido a todos, que o caso de Chipre seria um caso sem exemplo, insusceptível de se repetir em qualquer outro país.
Ora pasme-me, com as recentes declarações do senhor ministro das finanças da Alemanha. Wolfgang Schäuble, considera que as condições do resgate financeiro a Chipre, para que irão contribuir accionistas, credores mas também  depositantes dos principais bancos, deve servir como modelo para o futuro.

Afinal o que pretende o senhor  Wolfgang Schäuble?
A conclusão óbvia,  é que pretende gerar desconfiança no sistema financeiro da Europa do Sul, de modo a incentivar a fuga de capitais para os banco do Norte da Europa.
E claro contribuir para o fim da suposta solidariedade europeia .
Tudo indícios que o futuro na Europa não nos vai trazer nada de bom.

António Cipriano