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quarta-feira, março 16, 2011

Teoria do Caos

José Sócrates aparenta querer manter o nosso país refém utilizado ele a sua própria interpretação da “Teoria do Caos”. Diz ele “- ou eu ou o caos” e eu acho que a resposta a esta atitude é muito simples, no caos já nós estamos, o dinheiro do nosso esforço não consegue resolver o problema porque, para além de mal direccionado por um governo que exige esforço e na sua acção esbanja onde não interessa, cai num buraco sem fundo consequência de vários governos onde 13 dos últimos 16 anos foram da responsabilidade do Partido Socialista. Assim e reafirmando que já estamos no caos, será que queremos estar neste caos com quem não nos soube governar quando ainda havia possibilidades de escapar a esta situação?

José Sócrates mostra o seu carácter, vai para a União Europeia, apresenta um plano de austeridade renovado sem antes saber se ele teria alguma concordância interna, portanto, como disse e bem Marcelo Rebelo de Sousa, “passou um cheque sem cobertura” porque apresentar medidas que sabe que dificilmente serão aprovadas quando, mais não seja, pela falta de respeito que quem não governa com maioria absoluta não pode ter, é uma fraude! Considero que José Sócrates cometeu uma fraude na Europa, mas não será também uma fraude a sua governação de Portugal? Também entendo que esta fraude apresentada na Europa tinha uma intenção dentro de portas, é a estratégia da teoria do caos, medidas impossíveis recusadas, atirando a culpa da instabilidade inevitável para a oposição, “nós não conseguimos porque eles não deixam”, esquecendo que eles deixaram quatro vezes nos últimos dois anos, porque nos anteriores quatro a governação era “belo prazer” que uma maioria absoluta oferece.

A ameaça passa por uma intervenção estrangeira em Portugal, mas o que foi a intervenção do BCE em relação ao nosso financiamento externo? Não é uma intervenção estrangeira? Sinceramente e infelizmente a sensação que todos os portugueses têm é que é inevitável, ou isso, ou estão alheados e não sabem os milhões de euros que 6%, 7%, 8% e 9% de juros significam para Portugal nos próximos 10 anos.

Assim o caos em que vivemos é na sua grande maioria da responsabilidade de José Sócrates, mas a mais que evidente crise política que, mais do que se aproxima, se apresenta, é da sua inteira e exclusiva responsabilidade.

António Manuel Guimarães