Mostrar mensagens com a etiqueta inconsequente. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta inconsequente. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, outubro 11, 2011

Contra factos não há argumentos

Recentemente a RTP apresentou uma nova rubrica, mas que para mim é uma rubrica que sinceramente parece ser um belo de um tacho para dar a alguém, porque trabalho pelo menos hoje não vi nenhum. O “contra factos não há argumentos” tem como intenção fazer uma radiografia sobre a situação do sector publico português nos últimos anos, para isso Alberta Marques Fernandes faz comparações entre o presente e o passado, ora isto não estaria errado se a comparação se estabelecesse entre períodos razoáveis, agora fazer comparações, como a que vi hoje, entre a actualidade e 1930 é no mínimo absurdo e indicador de coisa nenhuma. A comparação pretendia mostrar que em 1930 Portugal tinha menos funcionários públicos relativamente a 2011, depois a comparação passa para a despesa com os funcionários públicos entre 1930 e 2011, por fim Alberta Marques Fernandes conclui declarando que hoje se gasta mais do que em 1930 e termina a apresentação com um “contra factos não há argumentos”! Ou seja a autora chegou a uma conclusão digna de La Palice, porque se esqueceu de alguns factos menores como dizer que em 1930 tínhamos cerca de seis milhões e oitocentos mil habitantes e hoje temos cerca de dez milhões e quinhentos mil habitantes, a coisa até podia ter validade se ao menos tivesse as percentagens relativas de funcionários por habitante mas não o fez limitando a comparação a números absolutos, isto para não falar do facto de apresentar um período de comparação de oitenta e um anos em que a nossa história sofreu tantos acontecimentos e tanto mudou, que pior só se a comparação fosse sobre a actualidade e 1143, ou seja a amplitude de tempo da comparação tira qualquer credibilidade à rubrica, normal seria fazer a comparação a dez anos, vá vinte anitos agora oitenta e um…! Resta o facto de a rubrica assim ser apenas ridícula e inconsequente e…contra factos não há argumentos!

António Manuel Guimarães