quarta-feira, setembro 12, 2007



Hipocrisia

O Estado Português, enquanto sujeito de direito internacional, é reconhecido pelos seus pergaminhos de paladino da defesa intransigente da dignidade da pessoa humana, e pelo respeito pelos seus dignos representantes. É neste âmbito que o governo português se prepara para receber com toda a pompa e circunstância, no próximo Dezembro o grande herói africano Robert Mugabe. E como os valores não são para colocar em causa, o governo português numa decisão digna de uma qualquer dirigente democrático norte coreano, se prepara para ignorar e repudiar, a nível oficial, a presença em Portugal do terrorista tibetano Dalai Lama. Dalai Lama é o líder do grupo separatista tibetano, responsável pelos odiosos crimes de rapto de crianças para mosteiros, e pela difamação constante do sábio e humano governo chinês.
PS: quem estiver interessado no budismo não deixe de ler Siddharta de Hermann Hesse


António Cipriano

segunda-feira, setembro 03, 2007



Esquerda Transgénica

Apesar das incertezas da comunidade internacional perante os organismos geneticamente modificados (OGM), esta é unânime no alerta às populações, dos perigos das mutações genéticas da denominada esquerda transgénica. Tal como a erva daninha, a esquerda transgénica cresce e multiplica-se nos ambientes sociais mais degradados, economicamente e culturalmente menos protegidos. Como qualquer planta, ciclicamente produz frutos, no caso amplamente venenosos, tais como: a demagogia, a irresponsabilidade, a agitação social e o anarquismo descontrolado. Venezuela, Cuba, Bolivia, são exemplos de ecossistemas absolutamente infectados por esta praga. Em Portugal ainda que com pouca expressão, a esquerda transgénica actua através das espécies “Miguell Portix”, “Fernadim Rosax” e “Francisx Louça”. Os mais recentes estudos científicos apontam como antídotos, a denúncia, a responsabilidade e o culto do trabalho.
António Cipriano

domingo, setembro 02, 2007



Onde está a oposição?

A democracia não é um sistema que se afere somente de 4 em 4 anos. É uma vivência quotidiana, visível nas múltiplas instituições do estado e da sociedade. A democracia implica diferentes visões do futuro, alicerçadas em alternativas ideológicas, que ainda que minoritárias, contribuem para a construção de soluções de governo futuros. Ora em Portugal, vive-se um falso unanimismo em torno de um governo vulgar, de ministros fracos, sem ideias, que se limita a gerir o dia-a-dia com base numa estratégia casuística de lugares comuns. Todavia, a resposta do país perante este cenário é a inércia, o baixar dos braços, como se esta fosse uma realidade inevitável. A verdade é no actual espectro político, as alternativas escasseiam. À esquerda temos um partido comunista preso a um passado que já não existe, e um bloco de esquerda demagógico e intelectualmente desonesto. A direita, um CDS descredibilizado, populista, e um PSD vitima de um guerra civil, conformado desde já a uma derrota em 2009, em que as figuras de proa, se encontram acomodados à espera da um melhor momento para avançar.
Enquanto isto país vai vivendo um quotidiano de desemprego, baixo crescimento economico, e aumento das desigualdades sociais.
António Cipriano

quarta-feira, agosto 29, 2007

Responsabilidade Civil Extracontratual


Muitas vezes nos queixamos, da baixa competitividade da nossa economia. Esta é uma consequência de múltiplas variáveis. Mas ao contrário do fatalismo nacional é uma realidade mutável, que apenas depende somente de todos os cidadãos. Ora um dos graves problemas nacionais é a endógena falta de cultura de responsabilidade. De facto “o sacudir a água do capote”, na expressão popular, esta presente nas diferentes áreas económicas e sociais do país, com uma particular incidência na administração pública. Múltiplas vezes o estado e a administração pública, comete erros ou omissões que prejudicam gravemente o cidadão. Todavia, aquando da determinação da responsabilidade material ou moral, esta morre invariavelmente solteira.
Após 30 anos de vazio legal, foi possível a assembleia da república aprovar por unanimidade a lei da responsabilidade civil extracontratual, em que se estabelece a responsabilidade face a erros e omissões do estado face ao cidadão, ficando este com a obrigação de indemnizar o cidadão. Mas a lei vai mais longe, responsabilizando o funcionário público pelos seus actos, incorporando assim na administração pública, uma verdadeira cultura de responsabilidade.
Inacreditavelmente Cavaco Silva, resolveu vetar a lei!!!! Sob o argumento que esta iria entupir os tribunais e agravar as finanças publicas. Argumentação no meu entender frágil. Primeiro, os tribunais já estão entupidos à muito, devendo por esta lógica de raciocínio, retirar-se aos cidadãos um sem numero de direitos, de modo a que este não possam recorrer aos tribunais e assim aliviar o sistema. Em segundo lugar, a sustentabilidade das finanças publicas, não é um fim em sim mesmo. Apenas um meio ao serviço do estado de direito previsto na constituição.
No meu entender Cavaco tem sido um bom Presidente, contudo, parece que este é um dos caso em que a máxima de Cavaco“Raramente me engano e nunca cometo erros” esta objectivamente furada.

António Cipriano

quinta-feira, agosto 23, 2007

Era uma vez no Algarve

No passado dia 16 deste mês foi organizada em Aljezur a “Ecotopia”, uma concentração de grupos de ecologistas. Entres os grupos organizadores estavam grupos nacionais como os GAIA e grupos internacionais como os European Youth For Action. Não foi preciso ir até lá para saber o que se estava a passar, uma data de “adolescentes na casa dos trinta” a tocar jambés, a fumar charros, a criticar tudo e em estilo festivaleiro e a fazerem conferências (workshops) que apontam o dedo para concluir as declarações sem dar uma solução.

Ora no dia 17 um tal de Movimento Verde Eufémia decidiu partir para a acção e lá foram uma centena de ecologistas em manifestação para um campo de milho trangénico em Silves. Quando chegaram lá estava a GNR à espera, como era uma manifestação pacífica, os senhores agentes da autoridade foram embora. Ora vendo a GNR a ir embora os pacíficos ambientalistas decidiram dar largas ao seu extremismo e toca a destruir um hectare de milho trangénico. Não foi de espantar que dez minutos volvidos lá estivesse a GNR outra vez, de espantar sim foi o facto de apenas virem dois guardas.

Logo apareceram em alguns sites mensagens como "O GAIA apoia a acção do Movimento Verde Eufemia, por considerar o uso de desobediência civil e acção directa não violenta uma estratégia válida na luta pelos direitos sociais e ambientais da população. " Fazendo crer que os manifestantes em Aljezur nada tiveram que ver com os incidentes, apoiavam mas não estavam lá. Sim porque Aljezur e Silves são dois distritos muito afastados. Mas curiosamente o Movimento Verde Eufémia é nacional e alguns dos que foram identificados eram estrangeiros…no mínimo estranho.

Para compor a situação e já cá faltava pensa o leitor, entra o partido do costume, todos sabemos, há arruaça, policia e vozes de revolta e há também Bloco de Esquerda. Lá estava o Euro-Deputado Miguel Portas que, por estranha coincidência deveria estar de ferias no Algarve a declarar frases hilariantes como "Eu dissociar-me-ia de acções como as de Silves se elas se tornassem sistemáticas, se eles passassem a queimar tudo quanto são campos de milho transgénico. A minha simpatia parte da convicção de que a acção foi simbólica.” Conclui-se portanto que Miguel Portas, Euro-Deputado pelo BE simpatiza com um grupo de arruaceiros que gostam de brincar aos ecologistas, que destruíram “simbolicamente” um hectare de milho, que foi feito com trabalho real e é certamente o ganha-pão do proprietário que sofreu um ataque cardiaco após a destruição do fruto do suor do seu rosto. Ou seja, o BE no seu melhor. Provavelmente Miguel Portas preferiria uma plantação de cannabis bem biológica a milho trangénico. Para depois poder fazer aquilo que ele tanto gosta, distribuir mortalhas pela malta.

Tudo isto é ridículo, esta gente se gosta da ecologia deveria lutar pelo ambiente e não praticar eco-terrorismo. O Bloco esse não tem salvação, é ridículo e pronto. Do governo nem uma palavra, nem sobre os subsídios que atribui ao GAIA, nem sobre a retirada da GNR e depois sobre a vinda de apenas 2 guardas, nem tão pouco sobre se a manifestação estava legalizada. Do GAIA é fantástico como do seu site desapareceu a afirmação transcrita numa tentativa de se desresponsabilizar. O Movimento Verde Eufémia esse nem tem rosto porque ninguém se assume como responsável. Até o tipo que fez de porta-voz teve o cuidado de deixar bem claro que não era o líder.

Itálicos transcritos de http://abrupto.blogspot.com/

António Manuel Guimarães

domingo, agosto 19, 2007

Noites de Verão

Confesso que não sou um grande entusiasta de fado. Todavia sou um apreciador de boa musica, que sabe reconhecer quando esta perante um bom interprete.
Numa noite de sábado, climatéricamente fria, num clima intimista, foi agradavelmente surpreendido pelo travo de doçura e melancolia, da voz da fadista Ana Moura.
Ana Moura, mulher de uma beleza cândida, dona de uma voz luz translúcida, demonstrou que é possível dar uma nota de modernidade clássica, despertando o mais desconfiado dos ouvintes num amante incondicional da sua musica.
Quem quiser conhecer um pouco mais desta jovem fadista, que até já gravou um musica com os Rolling Stones :
http://www.anamoura.oninet.pt/publico/default.htm

António Cipriano

quarta-feira, agosto 15, 2007



Museu Bernardo


A região Oeste e em particular, Caldas da Rainha por intermédio da sua comunidade artística, não quis ficar atrás enquanto espaço de arte contemporânea. No passado dia 25 de Julho foi inaugurado o Museu Bernardo, na Rua Eng. Duarte Pacheco nº 16, em Caldas da Rainha. O Museu Bernardo, trata-se de um projecto liderado por Pedro Bernardo que acolhe obras de pintura, desenho, escultura, vídeo, fotografia de artistas consagrados, emergentes, e de autores que ainda se encontram a terminar a sua formação artística.
Juventude, imaginação, criatividade, são as marcas do Museu Bernardo, com a vantagem de não custar nem um cêntimo ao erário publico, bem em contrario do Museu Berardo, do pseudo benemérito com o mesmo nome.
Mais informações no site http://www.museubernardo.blogspot.com
António Cipriano

domingo, agosto 05, 2007

O Mês de Agosto

O mês de Agosto é um mês onde acontecem alguns factos, no mínimo, insólitos. Claro que não falo nem do calor, nem no magnifico luar, falo sim do nascimento de algumas espécies de plantas, particularmente daquelas que nascem nos parques de estacionamento públicos. Dentro destas espécies aquela que é a mais incrível de todas é, sem dúvida, a Ignobilis Cadeirus Madeirex, cujo exemplo podemos ver na fotografia acima. O seu nome deve-se ao facto de todos aqueles que semeiam esta planta terem o nome Ignóbil, mesmo aqueles que não o têm sabem que assim são considerados por todos, sendo para eles motivo de grande honra e orgulho. Esta planta tem uma particularidade, a sua vida é breve, pois normalmente ela dura apenas até este Sousa Veloso de trazer por casa voltar, ai retira a planta e coloca no lugar o seu automóvel. Existe algumas espécies parecidas com esta, como a Idiotis Cadeirus Plasticus e a não menos importante Parvus Caixa Madeirex, que embora não consigam rivalizar com o primeiro exemplo, deixam também um belo efeito nos parques de estacionamento.
Algumas pessoas não conseguem resistir à beleza destas plantas e acabam por roubá-las, ou então desfazem estas plantas no passeio. Mas ao contrário do que se pode supor estes actos são aceitáveis, pois acredita-se, segundo a Mitologia Fasiana, que levar a planta dá grande fortuna ao possuidor e fertilidade ao semeador e desfazer a planta no passeio mais próximo trás felicidade a quem desfaz a planta e uma vida longa ao semeador. Mas o ponto alto é aquele que passa por partir a planta na cabeça do semeador com o máximo de força humanamente possível, pois isto trás a alegria suprema a quem parte a planta e um estado supremo de transe ao semeador, sendo facto comprovado que este chega mesmo a atingir o Nirvana, tendo apenas como consequência a conta que terá que pagar no Hospital. Mas este pequeno contratempo compensa, aliás é sabido que é o resultado que todos estes agricultores do asfalto pretendem....Há quem diga também que quem faz isto são bestas que julgam que lá por terem um estacionamento em frente de casa isso lhes dá direito de reclamar a sua posse e que por isso pretendem tapar um lugar que pertence a todos para seu próprio conforto, tentando ainda fazer crer que todas estas criaturas místicas que agem desta forma são bestas sem a mínima educação, incapazes de compreender o que significa viver em sociedade, mas claro que isso são apenas as más línguas de pessoas que nada percebem nem de botânica, nem de Mitologia do Burkina Faso, portanto pessoas vulgares e incultas.

António Manuel Guimarães

quinta-feira, agosto 02, 2007



Leituras de Verão

Como leitura de verão, sugiro o ultimo livro de Jonh Le Carré – “O Canto da Missão”. Ao longo de 391 paginas somos confrontados com a histórica trágica da Republica Democrática do Congo, envolta em sucessivos laços de sangue, corrupção e guerra. Com este livro, Jonh Le Carré, desperta o leitor para a crua e dura realidade da Rep. Democrática do Congo, Trata-se de um livro absolutamente oportuno, quando a Rep. Democrática do Congo, realizou no ultimo ano as primeiras eleições livres, vivendo ainda um clima de instabilidade étnica e social, sobretudo na província do Kivu, (leste do Congo, na fronteira com o Ruanda). Recentemente o arcebispo de Bukavu, D. François Xavier Rusengo, alertou a comunidade internacional para o perigo de mais uma guerra civil, estar em vias de eclodir. Os motivos são os de sempre, diamantes, ouro, petróleo, conflitos étnicos entre tutsis e hutus, bem como, a ingerências de potências estrangeiras, tentando maximizar os ganhos de um eventual conflito fratricida.
António Cipriano

segunda-feira, julho 23, 2007

Erro crasso

O ministério da educação, no âmbito da sua política de combate ao insucesso escolar na matemática, pretende introduzir a maquina de calcular no ensino básico (antiga escola primaria). Obviamente que tal medida é absolutamente inqualificável, contraproducente, indutora de um facilitismo erróneo. Introduzir a maquina de calcular no ensino básico é abdicar do desenvolvimento saudável do calculo mental, do raciocínio, e do aperfeiçoamento de competências.
O bom senso e a razoabilidade, levam-me a acreditar que a introdução da maquina de calcular no ensino básico, não passa apenas, de um boato sem fundamento. Se assim não for, é o ultimo prego do caixão do sistema de ensino em Portugal.


António Cipriano

segunda-feira, julho 16, 2007



Uma Grande Vitória

António Costa e o Partido Socialista conseguiram no dia de ontem, uma grande vitória eleitoral, com a conquista de 29% dos votos, ou seja o apoio de 11% dos eleitores recenseados. A grandiosidade do feito, é em justa medida valorizada, pelo PS ter conquistado a câmara sem o recurso a coligações, ficando António Costa com o recorde de ser o presidente eleito, com menor percentagem de votos. E esta foi uma vitória que envolveu a cidade e os lisboetas com largos festejos, com centenas e centenas de militantes socialistas, oriundos curiosamente, não de Lisboa, mas sim, dos lares de terceira idade dos concelhos do Alandroal e Cabeceira de Basto.
O PS está de parabéns!!!! Foi uma grande Vitória!!!! 29%, curiosamente menos que a soma dos dois candidatos da orbita do PSD (Carmona 16 + 15 Negrão = 31%)
Uma grande vitória!!!!!!!

António Cipriano

quarta-feira, julho 11, 2007



Eleições em Lisboa

A Comissão Nacional de Eleições, no sentido de minorar a esperada abstenção, nas eleições autárquicas intercalares ,de Lisboa do próximo dia 15 de Julho, resolveu instalar assembleias de voto, nas praia de Costa da Caparica e da costa Algarvia. Para os eleitores que votarem nos locais habituais, tem direito, em alternativa, a um bilhete de cinema, ou um cartão com uma bebida na discoteca Lux.

António Cipriano

sexta-feira, julho 06, 2007

Film lovers will love this!

A Sra. Margot Wallstrom, comissária europeia das comunicações e multimédia, com o objectivo de promover o cinema europeu, mandou elaborar um videoclip com alguns momentos de variados filmes europeus, financiados pela comissão .

Vejam o videoclip e verifiquem se o cinema europeu tem ou não qualidade?
Bem o cinema europeu não sei, mas o cinema hard core europeu, esse pelos vistos parece que vai de vento em popa.
Agora percebo porque não tenho visto muito cinema europeu!!!
Afinal não sou assinante do canal “Sexy Hot”

António Cipriano

segunda-feira, julho 02, 2007



O Bufo


Animal vertebrado da família das sanguessugas, de natureza arisca, bajulador, medroso, invejoso, intriguista e pouco inteligente, foi um espécimen que durante décadas se reproduziu na sociedade portuguesa até meados da década de setenta. Após uma purga em 1974, pensava-se que tivesse em declínio, vivendo somente em ecossistemas pantanosos e húmidos.
Todavia, talvez em consequência do aquecimento global, esse animal - “O Bufo”, encontra-se presentemente num processo de reprodução massiva, inundando os habits da “Administração Publica”, em especial, escolas, centros de saúde, direcções gerais de educação, sob a forma de uma nova variante, denominada pela comunidade cientifica de JS, ou mesmo de PS.
Esta praga tem como efeitos colaterais, a censura, o terror psicológico, o medo, podendo mesmo em casos extremos por em causa a democracia e os pressupostos do estado de direito
Como remédio, a comunidade científica advoga os fármacos, da denúncia, do inconformismo, da persistência, da rectidão e da cidadania activa.

António Cipriano

quarta-feira, junho 27, 2007

25 de Abril ao contrário!

Foi preciso ter em Portugal um governo socialista com maioria absoluta, para termos um 25 de Abril ao contrário. Esta agora do livro branco das relações laborais é o mais recente atentado do governo de Sócrates a quem trabalha. Nesta obra simplifica-se o despedimento e diminui-se as férias de 25 para 23 dias úteis, isto a juntar ao fim das progressões de carreira e congelamentos de aumentos salariais, é mais uma machadada nos direitos de quem trabalha oferecida por este governo socialista. Para quem não se recorda eram estes os tais que, supostamente defediam os direitos sociais.
Dizem, neste livro branco, que fazem a protecção do emprego através da formação, pois saibam que esta medida é de um cinismo atroz, porque o que se passa é o seguinte, um funcionário ao fazer formação é obrigado a ficar naquele emprego por mais três anos, se sair antes dos referidos três anos após a realização de formação, tem que pagar à entidade patronal a totalidade do custo da formação. O funcionário não se pode negar a fazer a formação e no caso de ser despedido tem que pagar também ao patrão. Assim, se alguém encontrar um trabalho onde lhe pagam melhor, não pode sair daquele emprego e acreditem que eu conheço pelo menos uma empresa que faz isto recorrentemente aqui em S. Miguel, um exemplo que certamente se repete por todo o país. O resultado é simples, através desta protecção, uma empresa pode segurar um funcionário indefinidamente em trabalho precário, com salários de miséria, como neste caso que eu conheço em que o funcionário recebe 450€ mensais.
Por fim e para concluir uma referência às greves que não funcionam, não só devido à ineficácia sindical que já não se sabe organizar, mas também devido ao medo de represálias que este governo favorece e pratica. Facemos um exercício simples, comparemos o que se passa hoje com o que se passava antes de 74 e veremos, certamente, que as diferenças são cada vez menos E A TODOS OS NÍVEIS.

António Manuel Guimarães

domingo, junho 24, 2007



Tratado de Freixo de Espada à Cinta

Sou um europeísta convicto, e fico satisfeito por ter sido possível ultrapassar o impasse que se vivia em termos institucionais.

Portugal fica então, com a missão de ter de elaborar o texto do futuro tratado, o qual deve ser assinado lá para Outubro.
Fica aqui uma sugestão. Se durante anos tivemos que gramar com o Tratado de Maastricht, não me parece correcto que o tratado que venha a ser assinado em Portugal, seja o Tratado de Lisboa. Por que não, Tratado de Freixo de Espada à Cinta !!!!!!!
António Cipriano

sábado, junho 23, 2007

TGV

Obviamente que a localização geográfica periférica de Portugal, deve ser combatida por via do incremento e modernização dos meios de comunicação possibilitando um encurtar das distâncias entre Portugal e o centro da Europa. É neste sentido que compreendo o Projecto do TGV. Todavia, não podemos deixar de ter em conta a dicotomia entre recursos escassos e necessidades ilimitadas. Não podemos nos por à margem do rede de alta velocidade europeia. Mas tal não quer dizer, que devemos desbaratar recursos elevadíssimos na construção de linhas e mais linhas de TGV, que certamente serão deficitárias ao nível da exploração. Faz sentido a Linha Lisboa Madrid. Agora a Linha Lisboa-Porto é um erro monumental. A Ligação Lisboa-Porto já esta devidamente acautelada, por via de auto-estrada, ligação área e pelo Alfa-Pendular. Aliás na última década foram gastos milhões, na concretização do Alfa–Pendular. Vamos agora gastar milhões e milhões para encurtar o tempo de viagem em meia dúzia de minutos? Vamos gastar um horror dinheiro apenas para contentar o lobby nortenho?
Por este andar Portugal transforma-se num cemitério de Elefantes Brancos!!!!

António Cipriano

terça-feira, junho 12, 2007

Plano Tecnológico


Após a oferta de computadores portáteis aos estudantes do 10 ano e do programa de novos oportunidades, o governo prepara-se para ir mais além no plano tecnológico.

Leitores de DVD Portáteis com DVD de técnicas de agricultura biológica para lavradores

Leitores de MP3 para imigrantes de leste com curso de português incorporado

GPS para desempregados, não se perderem na procura de uma qualquer emprego escondido

António Cipriano


terça-feira, junho 05, 2007

Assaz interessante (dã?)

Uma questão severamente delicada e que nunca pensei que fosse sequer âmbito de discussão: tentativas falhadas de execução de prisioneiros, nos death rows dos EUA. Sim, isto existe (os japoneses não têm jovens que ficam meses a fio sem sair dos quartos? os americanos têm tentativas miseravelmente erradas de tentativa de execução de homicidas e afins).

Não tenho nenhuma opinião formada sobre isto (não me pagam para formar opiniões sobre este tipo de coisas... estranhas), apenas achei irresistivelmente surreal.

http://www.cnn.com/2007/LAW/06/05/anonymous.executioners.ap/index.html

A execução do mancebo que aparece na foto levou 90 minutos e 10 tentativas falhadas. Até tiveram que o deixar fazer uma pausa para ir à casa-de-banho, durante esses 90 minutos. Sim, morrer é uma coisa, morrer com as cuecas molhadas é outra bem pior!

João Pedro


quinta-feira, maio 31, 2007



Perigos nas Américas
A América Central e do Sul, desde sempre foi uma zona do globo instável, vitima de variadas experiências politicas, assentes em ditaduras militares e fenómenos de corrupção endémica. Todavia, no pós guerra fria, assistimos a alguns desenvolvimentos positivos no Brasil, Argentina e Chile.

Contudo por omissão da comunidade internacional, excessivamente concentrada no médio oriente, as Américas, tem vindo a ser nos últimos anos, vítimas de um fenómeno preocupante de contágio de movimentos políticos de demagogia populista. Primeiramente na Venezuela, seguidos da Bolívia e da Nicarágua, optaram por modelos políticos de aproximação ideológica a Cuba, agravados por um populismo anacrónico e perigoso.
E se a situação já era preocupante, a Venezuela de Hugo Chavez, sem pudor ou receio de eventuais consequências resolveu inadvertidamente, não respeitar a Liberdade de Expressão e de Imprensa, silenciando o único órgão de comunicação da verdadeiramente livre, a RCTV.

A comunidade internacional não pode ficar quieta!!!! Se nada fizer, como numa doença infecto-contagiosa, os processos de censura e de cercear das liberdades dos povos latino americanos vão se alargar à Bolívia e Nicarágua, entre outros. A ONU, a União Europeia devem actuar, denunciando, exigindo o restabelecimento dos direitos fundamentais, não receando mesmo em impor sanções económicas e politicas que levem ao isolamento da Venezuela.

António Cipriano

quinta-feira, maio 24, 2007

Bucha e Estica

Nos idos anos do cinema, quando a consideração por esta arte ainda não era muita, surgiu uma dupla que todos reconhecem. Falo do Bucha e Estica, a dupla protagonizada brilhantemente por Oliver Hardy e Stan Laurel. Tiveram grande sucesso durante os anos 30 do século passado, devido aos seus filmes de humor. Faziam disparates, eram capazes de tornar a mais simples tarefa no cabo dos trabalhos devido às suas trapalhadas constantes. Eram indivíduos que se pode dizer que seriam perfeitos desadaptados, sendo interpretados, volto a dizer, brilhantemente por dois excelentes actores.
Infelizmente o seu brilho artístico desapareceu na década de 50 e julgava-se que eles já tinham falecido. Digo que se julgava porque está provado que eles estão vivos e bem activos, sempre com o mesmo humor e trapalhões como nunca. Outro ponto fantástico é que eles, ainda por cima, vivem em Portugal. Fantástico não? E para cúmulo final, trabalham no Governo. Mas agora chamam-se Manuel Pinho e Mário Lino. E se dúvidas restarem que eles são efectivamente os míticos Bucha e Estica, então sugiro que vejam as últimas declarações destes pândegos. Para aqueles que não possam ver essas pérolas do humor, eu faço aqui um pequeno resumo: Manuel Pinho quando questionado sobre os despedimentos da Delphi disse que: “isso não é problema porque na região estão a ser criados mais empregos...", balbuciando depois uma estranha história sobre crescimento económico e outras parvoíces que não me parece que vá dá dinheiro aos 500 novos desempregados. Vem-se depois a saber que esses novos empregos já estão ocupados vai para meio ano. Voltaram a questionar Stan, perdão ele agora gosta de ser tratado por Manuel, Mané para os amigos, dizendo que os lugares estão ocupados e ele disse então que reafirmava tudo e voltou a balbuciar tretas sobre o tal crescimento. Toda a cena foi hilariante, menos para os tais 500 desempregados, que suponho que não acharam graça nenhuma. Quanto a Oliver Hardy, que hoje é conhecido como Mário, super Mário para os amigos, veio fazer umas declarações “muita giras” para defender a Ota. Disse o mítico comediante que: “fazer um aeroporto a sul do Tejo é um disparate porque, não tem gente, não tem escolas, nem cidades e para fazer um aeroporto tem que se transportar uma cidade inteira para ali, comparando o aeroporto a sul do Tejo com um cancro do pulmão” (esta foi a pérola). No fim disse, assim a despachar, que também havia alguns problemas ambientais e coiso e tal.
Agora deixo a questão, tipos que dizem “coisas giras” como estas podem ser outros senão o Bucha e o Estica?

António Manuel Guimarães

terça-feira, maio 22, 2007



470.000

470.000 - Podia ser o número do primeiro prémio da lotaria Nacional ou mesmo número de visitantes de qualquer museu. Mas não. 470.000 é segundo o INE, o número de desempregados do País, representando uma taxa de desemprego de 8,4% (a maior dos últimos 20 anos), com o agravante que a taxa de desemprego nos jovens se situa nos 18%. Este número é um verdadeiro anátema social, que condena muitas famílias a uma existência sem esperança, numa realidade bem distante do país das maravilhas do Engenheiro Sócrates.
Contudo, numa paranóia colectiva, o país insiste em não ver o “real world”. Continuando como se de um dogma de fé se trata-se, a acreditar no caminho do profeta Sócrates e dos seus apóstolos. Obviamente que mais cedo ou mais tarde, os fieis deixaram de acreditar nos milagres do mundo socialista.
Oxalá não seja tarde de mais!
António Cipriano

sábado, maio 19, 2007



Homem Aranha

Nutro alguma simpatia pelo personagem do homem aranha, na medida em que a identidade secreta deste (Peter Parker) radica num homem jovem, magrizela, franzino, no fundo uma “fraca figura” absolutamente vulgar, permitindo facilmente, uma identificação simbólica com um homem comum como eu. Afinal quem gostaria de ser um herói? Quem não gostaria de combater as injustiças? Neste sentido lá foi ver o filme. Comparado com as duas sequelas anteriores, confesso que não traz nada de novo, limitando-se a ser o esperado. Talvez por isso não tenho gostado por ai além.
Mas sempre sai do cinema bem-disposto, preparado para ser um herói do quotidiano, capaz de lutar contra os vilões da Burocracia e da inércia da administração pública.
António Cipriano

quarta-feira, maio 16, 2007

OMG

Hmm, é favor reparar nesta notícia "interessante".

Dei-me ao trabalho de ir procurar isto noutro lado. Porquê?

- Porque sim;
- Porque tenho demasiado tempo livre nas mãos, ao que parece;
- E, acima de tudo, porque quis acreditar que a imprensa portuguesa exagera e até distorce.

Mas... eis que chega a confirmação.

Quem achar desmesuradamente ridículo pode levantar o braço (ahm... não dá para reparar, mas estou, neste momento, com o braço levantado).

João Pedro


Irresponsabilidade

A poucas semanas do início da já costumeira “época de Incêndios”, o responsável máximo pela estratégia de combate a este cancro nacional deixa o cargo, em prole de interesses partidários. É manifestamente uma irresponsabilidade, sendo um triste sintoma da excessiva partidarização da nossa democracia, em que os interesses das maquinas dos partidos se sobrepõem ao interesse nacional. Em Outubro, altura de fazer o balanço da época de incêndios, e caso as coisas corram menos bem, a responsabilidade não pode deixar de ser endereçada ao Primeiro-ministro.


António Cipriano

sexta-feira, maio 04, 2007



Turquia

A Turquia desde a sua génese sempre viveu perante um conflito interior de escolha entre ser uma nação europeia, ou optar por se assumir como uma nação asiática. O actual clima de crispação política é um reflexo dessa dupla personalidade. A Turquia das grandes cidades e metrópoles, opta claramente pela Europa, preconizando desde Ataturk, a divisão entre o estado e a igreja, o carácter laico das instituições, adoptando a democracia, e os valores da tolerância e do respeito pelos direitos humanos, desejando amplamente a integração na União Europeia como membro de pleno direito. Mas existe outra Turquia, do interior, de raiz islâmica, tradicional e conservadora, que defenda o alcorão como lei, que adopta a discriminação da mulher, dos curdos e que nega o holocausto arménio.
A Europa, consciente da importância geopolítica da Turquia enquanto tampão ao fundamentalismo islâmico, compete ajudar as forças mais cosmopolitas, no sentido de puxar a Turquia para a sua orbita de influência. Isto passa por apoiar as instituições democráticas turcas, apontando os eventuais erros, e não fechando a porta a uma eventual integração na UE. Se assim não for a Turquia não irá resistir ao fundamentalismo, ingressando nos estados párias, sendo um perigo constante para a segurança europeia.
António Cipriano

sábado, abril 28, 2007



Onde está a Direita

A Direita enquanto filosofia política adopta como postulado um pragmatismo social a todos os níveis. A Direita acredita no homem, nas suas capacidades endógenas, na sua inteligência. Privilegia a liberdade, colocando à margem, qualquer tipo de paternalismo típico de um estado intervencionista.
O choque ideológico é necessário e premente. Portugal precisa de uma esquerda viva, mas não menos de uma direita democrática. E existe Direita em Portugal?
Infelizmente parece que não. O único partido do arco governativo que se afirmava de direita era o CDS/PP. Contudo, parece que este abdicou da direita, querendo agora ser um partido de centro, concorrente do PSD. É pena, o CDS renegar a sua identidade, o que do meu ponto de vista é um erro estratégico. O eleitorado do centro, em nada se identifica com o CDS, preferindo sempre o original, de centro direita (PSD), do que uma copia ligeira, com discurso demagógico. O CDS devia era se afirmar como partido de direita e procurar o seu nicho de mercado.
Caminhamos assim para o bipartidismo redutor da vida democrática

António Cipriano

terça-feira, abril 24, 2007



25 de Abril


33 anos passados do 25 de Abril, num momento em que o estado novo esta de novo”in”, nada melhor para compreender a necessidade do 25 de Abril do que ver o excelente documentário de António Barreto “Portugal um Retrato Social”. Neste documentário facilmente se deslumbram as diferenças abismais do Portugal do império, pobre e analfabeto face ao Portugal de hoje, cheio de contradições e defeitos, mas insofismavelmente mais evoluído e progressista.

Não percam, este documentário que passa às terças feiras por volta das 21H, pois é do melhor do que se tem feito nos últimos anos.
António Cipriano

quinta-feira, abril 19, 2007



Presidenciais Francesas

Muito em breve os franceses serão chamados a decidir a sua presidência. Trata-se de uma matéria que extravasa em muito, as fronteiras geográficas da França, no que concerne as perspectivas de desenvolvimento futuro da União Europeia.
Contudo, como já é habitual os franceses não têm uma escolha fácil. As eleições estão polarizadas em torno de dois maus candidatos. Pela direita, Nicolas Sarkozy, um politico execrável, com um currículo longo de traições e oportunismos, com um programa eleitoral demagógico, baseado nas questões da imigração e da segurança, sendo um defensor de uma visão minimalista do projecto europeu. Pela esquerda, a Sra. Segolene Royal, bonita, simpática, mas absolutamente oca. Não se conhece uma ideia estruturada, ou uma estratégia como inicio, meio e fim. Quanto à UE, tem se limitando a dizer banalidades, sendo num fundo um absoluto tiro escuro.

Depois do horrível Chirac a França merecia mais.

António Cipriano

domingo, abril 15, 2007

Cartão da Ordem

A central de notícias de A Cumplicidade da Alma, mais uma vez na vanguarda na apresentação dos factos das notícias nacionais, conseguiu uma cópia do cartão da Ordem dos Engenheiros de José Sócrates.

António Manuel Guimarães

quinta-feira, abril 12, 2007



Liberdade de Imprensa

Todos sabemos, que o sector da justiça vive num pântano de lapsos, incongruências e lamentáveis atrasos e incompetências, que em última analise, colocam em cheque o estado de direito democrático.

O Supremo Tribunal de Justiça, esta semana, rasgando por completo, duas decisões anteriores, condenou o Jornal Publico ao pagamento de uma indemnização de 75.000 euros ao Sporting, pelo crime de ofensa ao bom nome.
O mais distraído, pensa que se fez justiça, condenando a sempre caluniosa imprensa.

Em 2001, o jornal Publico publicou uma notícia, segundo o qual, o Sporting devia 400.000 euros ao fisco. Na sequência, o Sporting ,negando tal cenário processa o jornal. Em tribunal é provado que a notícia era verdadeira. Contudo, apesar do carácter verídico da notícia, o STJ condena o Publico, por considerar que a notícia apesar de verdadeira, ponha em causa o bom nome do devedor.

Trata-se de subverter por completo a liberdade de informação e de expressão, direitos fundamentais, constitucionalmente consagrados. Mas mais do que isto, se esta decisão fizer escola, qualquer devedor que esteja na lista do site da Direcção Geral dos Impostos, pode e deve, processar o estado, exigindo uma bruta indemnização, por colocar indevidamente a sua honra e bom nome em causa. Aparentemente temos uma justiça que protege quem deve e quem falta às suas obrigações.

António Cipriano



Entrevista

Uma nota prévia – Não votei em José Sócrates em 2005 ,e não tenciono votar em 2009.
Contudo, considero que o cargo de primeiro-ministro deve ser dignificado e respeitado por todos os sectores da sociedade portuguesa.

Vi com alguma repulsa e tristeza. a entrevista de ontem de José Sócrates. Durante mais de uma hora Sócrates qual réu comum, num qualquer processo, justificou-se, num emaranhado de datas, papeis, actos confusos, que em nada dignificam o cargo de primeiro-ministro. Não vou entrar na polémica da licenciatura da Universidade Independente. Considero apenas, que Sócrates devia ter esclarecido a situação logo quando surgiu na imprensa, de modo a não permitir o apodrecimento, evitando-se assim a lamentável cena de ontem. Em última analise, não esta em causa a imagem de Sócrates, que alias pouco me importa, mas sim a imagem de Portugal.
António Cipriano

terça-feira, abril 03, 2007

Dois anos de governo (este post é mesmo grande)

A doze de Março de 2005 foi eleito o XVII Governo Constitucional. Entretanto passaram 2 anos, ou seja, uma boa altura para fazer um balanço da governação “socialista”.
Quando este governo foi eleito, Portugal, devido a vários factores estava estagnado a vários níveis. Factores como uma crise económica internacional, que apesar de na altura apresentar sinais de retoma, ainda se fazia sentir, uma crise institucional devido ao desgoverno de Santana Lopes, que retirou a pouca confiança que havia na política. Sócrates apresentou-se então como quem ia fazer uma série de reformas necessárias para repor o “país nos eixos”. E começou a sua acção governativa, avisando que ia fazer vários cortes indispensáveis, cortes que passavam por fazer emagrecer o excessivo peso da função pública. As pessoas de início acharam que este era o caminho, muito por causa do mito “funcionário publico – o preguiçoso”, mito criado por alguns governos para culpar alguém da sua inoperância e que Sócrates tornou como o paradigma da sua governação. Não renovar contratos, rescindir contratos, pagar indemnizações e lá foi Sócrates pondo em prático o seu plano e zás, hoje temos mais funcionários públicos que em 2005, o que é fantástico e assim para o confuso.
Começa a apresentar obras públicas, através de Mário Lino, o ministro das obras públicas, que mais parece o “testa de ferro” de ideias que parecem demasiado socráticas. Os maiores exemplos destas obras são o Aeroporto da OTA e o TGV. Duas grandes obras que tinham como função “aproximar” Portugal do resto da Europa. Dando uma imagem de confiança na retoma e na economia portuguesa. Só é pena, que apenas a imagem seja boa, isto porque todos os estudos indicam que a OTA não é a melhor zona para fazer o aeroporto. Primeiro por causa do espaço que não permite futuras obras de ampliação, depois devido ao impacto ambiental negativo que aquele aeroporto fará, especialmente devido aos rios que por ali passam, por fim devido ao facto daquela ser uma zona de cheia. Quanto ao TGV, os principais problemas passam pelas ligações, Badajoz? Vigo? Madrid? A certa altura lá ficou decidido que seria Badajoz, ficando o Porto de fora, ou seja, o TGV serve as empresas de Lisboa, o resto deverá ficar ligado mais tarde. Isto para não falar dos gastos a que estas obras obrigam e de quantos anos levará até ficarem pagas. Felizmente até hoje estas obras ainda não passaram do PowerPoint. Voltou a criar as SCUTS, também conhecidas como auto-estradas à borla, é certo que é bom para muita gente, mas injusto para mais gente ainda, porque se não têm portagens, quem paga os custos são todos os contribuintes e a grande maioria nem usa as SCUTS. Esta última é o primeiro de muitos exemplos que mostram o desequilíbrio ao nível do rigor financeiro apregoado por Sócrates.
O “primeiro” Ministro das Finanças era um homem sério, que ao perceber o que Sócrates queria, como homem sério que era, mandou Sócrates às urtigas. Veio então Teixeira dos Santos, que é o “homem sério” que Sócrates queria, pois faz tudo o que o primeiro manda, o típico “Yes Men”. As principais palavras são congelar progressões e aumentar impostos. Melhor medida, o aumento do salário mínimo. A pior medida, o mesmo aumento do salário mínimo, isto porque se esqueceram da parte de acabar com aquela lei fabulosa que faz com que todos os pagamentos ao estado e bens de primeira necessidade subam em proporção igual ao aumento do salário mínimo. Assim quem foi aumentado na teoria viu o salário subir, mas na prática continuou com o mesmo poder de compra. A única diferença foi que o poder de compra diminuiu para todos os restantes.
Ao nível da Justiça voltou Alberto Costa, fantasma do tempo de Guterres, começou por dizer que iria acabar com os processos em atraso, e dar um novo fulgor à justiça. E para fazer isso diminuiu as férias judiciais, que eram “demasiado longas”, pois três meses é muito tempo, passando para dois. Aqui vendeu uma imagem numa boa jogada, dando a ideia que três meses de férias judiciais, eram três meses de férias para os Juízes e três meses de férias para os funcionários, só faltou dizer que os tribunais fechavam, mas ai a mentira ia longe demais, porque as pessoas podiam ver “in loco” e isso era perigoso, ficou então por ai e bastou. Diminui as férias judiciais para dois meses, dando apenas ao tribunal uma dificuldade maior para criar outros turnos, porque era neste sistema que eram organizadas as férias, ficando sempre 2/3 do pessoal a trabalhar.
Ao nível da Educação Sócrates deu o trabalho de ministra a Maria de Lurdes Rodrigues, uma socióloga, que tem como grande obra “Sociologia das profissões”, uma obra que eu não li, mas que deve ter como mote algo como: se trabalhares com medo, trabalhas melhor. Entrou logo a matar, reorganizou os exames nacionais, e logo no primeiro ano lectivo deu bronca. Depois veio dizer às editoras que iam acabar a balda, uma medida que eu aplaudi, devido à falta de escrúpulos que as editoras tinham. Depois criou outra “quase” boa medida, as aulas de substituição, uma “quase” boa medida não estivesse tão mal organizada, não tendo praticabilidade nenhuma, o único ponto “positivo” desta medida é que os alunos ficam sempre “guardados” dentro da sala de aula, com um professor de Matemática a substituir um professor de História. Depois começaram as ideias macabras, o professor tutor e o professor ordinário, a avaliação dos pais com peso na progressão de carreira dos professores, a mono-docência, enfim a reforma do estatuto da carreira docente, um atentado à dignidade da carreira de professor. Todas estas medidas só a autora da “sociologia das profissões” e Sócrates percebem. Esta última da mono-docência, foi a última dose. Depois de terem terminado com a mono-docência no primeiro ciclo (1º ao 4º ano), aplicando a mono-docência coadjuvada, que tinha como propósito terminar com uma medida antiquada e desajustada, tendo os alunos do primeiro ciclo aulas com vários professores diferentes, o professor de língua estrangeira, o professor de educação física, o professor de expressões e o professor “geral”. Assim depois de ter posto fim à mono-docência no primeiro ciclo, vem com a ideia de criar a mono-docência no segundo ciclo. Justificação: os alunos quando terminam o primeiro ciclo e passam para o segundo ciclo ficam perturbados por passarem a ter tantos professores. Criando o momento “hã” do dia em que fez esta pérola justificativa e mostrando que perturbada é ela, que nem sabe as medidas que toma e nem percebe as justificações e leis contraditórias que faz. Mas pronto lá vai diminuído a dificuldade das avaliações, aumentado as progressões académicas dos alunos à custa de menos conhecimentos, para apresentar bons resultados na União Europeia. Lá virá o dia em que todos pagaremos as contas deste facilitismo.
Depois ao nível da economia com o Manuel Pinho “O fabuloso”, na prática governativa ainda ninguém percebe o que ele já fez, mas todos sabemos a tendência que tem para o disparate. Diz coisas fantásticas e só para recordar, aquela na viagem à China foi “brilhante” e medonha. Penso que aquilo que ele faz no conselho de ministros é contar anedotas, servir café e divertir a malta.
Quanto à saúde, outro tipo fantástico, António Correia de Campos, pretendia reorganizar o sistema de saúde, e começou “bem”, hostilizando todos os profissionais de saúde. Algumas medidas boas, como o controlo eficaz do serviço dos médicos nos hospitais. Mas depois, pôs fim a grande parte das comparticipações, como as próteses por exemplo, fechou maternidades, fechou centros de saúde e fez aquilo que não se admitia a ninguém, pôs cidadãos portugueses sem acesso eficaz a serviços de saúde, o que já matou (até ver) duas pessoas, por demorarem horas a chegar aos primeiros socorros. A interminável lista de pessoas à espera de operações continua caótica, mas mesmo assim toca de incluir as IVGs no serviço nacional de saúde e quando estas não poderem ser feitas, o estado comparticipa a IVG na privada, ou seja, não comparticipa medicamentos, não comparticipa operações realmente urgentes (casos de vida ou de morte) em privadas, mas comparticipa IVGs em privadas (casos apenas de morte).
Muitos outros podem ser avaliados, como Jaime Silva o ministro da agricultura e Luís Amado o único ministro dos negócios estrangeiros do mundo que não pode viajar. Mas penso que chega até por que o post já vai longo. A avaliação global é simples e obvia, um mau governo, sem rigor, sem obras feitas, um primeiro ministro que mente e com tiques de autoritarismo, que mostra que os socialistas nada têm de bom, nem no que diz respeito ao que era o seu famoso ponto de honra que era a justiça social. Criando duas sociedades, uma medíocre para os portugueses em geral e outra menos má para quem pode pagar por ela.
Ao nível das finanças, este governo, apresenta contradições, aliás como em quase todos os ministérios, mostrando fragilidades. Um primeiro-ministro que tem muita intolerância às criticas, mostrando mau perder e recordo o que fez quando Manuel Alegre ficou à frente de Soares nas presidenciais ganhas por Cavaco Silva. Intolerante em relação às manifestações populares, não se preocupa com o sofrimento e se o sofrimento dá dinheiro ao estado é até bom, e os cortes na saúde são um bom exemplo. Assim é um governo negativo, sem pudor, nem piedade e posso garantir que deixará um legado pesado a quem vier a seguir, altura em que se verá a verdade de Sócrates, que a mim me parece, o socialista mais fascizóide da História portuguesa. Concluo dizendo que é de salientar que esta avaliação negativa recai sobre os dois anos (consecutivos) de governação e isso dá direito a um processo disciplinar a todos os funcionários públicos que compõem este governo.

António Manuel Guimarães

quarta-feira, março 28, 2007



Grandes Portugueses

Os resultados do concurso televisivo “Grandes Portugueses” devem ser contextualizados e relativizados. A verdade é que não se tratou de uma eleição pura. Os pressupostos constitucionais do sufrágio, voto directo e secreto, imediaticidade, unicidade, liberdade e igualdade de voto, não foram minimamente cumpridos. Tratou-se quanto muito, de uma sondagem, se bem que de fácil manipulação, por via do voto repetido e militante.
Todavia, mesmo assim, os resultados merecem uma análise sociológica. De 159.000 votos, 65.000 foram para Salazar (41%) e 30.000 para Cunhal (19%), o que denota um preocupante gosto nacional, pelos homens providenciais, próprios dos regimes autoritários. Mas reflecte sobretudo um desencanto, e um voto de protesto das populações face a actual situação económica e social do país. Desemprego, corrupção, insegurança são realidades que perturbam em muito, os espíritos, mesmo os mais democráticos.
Basta, frequentarmos um qualquer barbeiro, ou café, para nos darmos conta, de que muitos portugueses, em especial os de mais idosos, manifestam uma simpatia por Salazar. Associam a este, a estabilidade, a segurança, a certeza, a ordem, valores pouco cuidados, no actual sistema democrática.
O que a classe política deve tirar deste concurso não é o drama do ressuscitar do fantasma de Salazar ou Cunhal, mas o sim, o desencontro do cidadão normal, com o caminho que o país leva.

António Cipriano

sábado, março 24, 2007



50 Anos do Tratado de Roma

Comemoram-se este domingo 25 de Março, os cinquenta anos da assinatura do tratado de Roma que institui a então CEE. Antes dela, a Europa era somente um aglomerado de nacionalidades feridas no orgulho, sob uma capa de destruição económica e social. De lá para cá muitos foram os sucessos, que fizeram da Europa uma espaço de liberdade, democracia e respeito pelos direitos do homem. E só por isso já valeu a pena.
Os desafios actuais são muitos e passam pela convergência real dos países mais pobres da UE, pela renovação da matriz institucional, e pela unificação ainda que numa estrutura híbrida, da política externa comunitária. Contudo, uma politica externa semi-unificada estará dependente da concretização de um “hard power” subjacente à existência de um exército comum europeu bem equipado e apetrechado.
Mas o que interessa hoje é sublinhar e festejar cinquenta anos de paz, progresso e democracia. Uma referência especial a três homens: Jean Monet, Robert Schuman e Jack Delor pela sua contribuição a todos os níveis notável.

PS: Gostem ou não do Dr. Mário Soares, este foi o grande obreiro da nossa entrada no projecto comunitário em 1986 na então CEE. É uma profunda injustiça este não ser convidado pelo actual presidente da república, para a participação nas cerimónias portuguesas de comemoração dos 50 anos do tratado de Roma

António Cipriano

sexta-feira, março 16, 2007



Nova edição da Moda Lisboa

Depois de alguns meses atrás o dirigente do CDS/PP, Pires de Lima, ter afirmado a necessidade do CDS/PP ser um partido sexy, o conselho nacional deste fim-de-semana prepara-se para propor como método electivo para a presidência do partido, não as directas ou a realização de um congresso, mas sim a realização de uma nova edição da Moda Lisboa. O candidato eleito será aquele que na passerelle da FIL demonstrar ser o mais sexy. Estão previstos o desfile de Paulo Portas e Ribeiro e Castro nas colecções demagogia pura, populismo e centro direito. O evento será transmitido não na sic notícias, mas sim na Fashion TV, comentado por Marisa Cruz e Ana Salazar
António Cipriano



Projecto de Vida

Uma nota prévia: Condeno em absoluto o rapto de crianças quaisquer que sejam os motivos invocados.
Isto propósito do rapto da recém nascida em Penafiel. Obviamente que fico feliz que se tenha encontrado o bebé, e que este seja inserido num meio familiar que possibilite um desenvolvimento sadio. E é aqui, que esta o problema. Pelas reportagens televisivas, facilmente é visível que aqueles pais não têm condições económicas, sociais e educacionais, para poderem tomar conta de uma criança. Tanto é assim que, três dos sete filhos da família estão já em famílias de acolhimento. Entregar simplesmente a criança e nada mais fazer, é condenar este bebe a uma existência medíocre. Inserida no actual ambiente familiar, o futuro da bebé será a concretização no máximo do oitavo ano; aos 13, 14 anos começará a trabalhar no campo ou a cozer sapatos em casa, tal como fazem os pais, e aos 16,17 anos já será mãe de uma nova criança. Atenção não estou a defender que seja tirada a criança a mãe, apenas defendo que o estado não pode se limitar a entrega-la. Tem de existir uma profunda intervenção social, quer monetária, quer ao nivel das condições psicológicas daquela familia. Têm de haver um acompanhamento constante ao longo dos anos, sob pena do projecto de vida aquela criança um falhanço.
António Cipriano

terça-feira, março 13, 2007



Espaço Politico

Em teoria o espaço político do PSD é o centro direita, bem como algumas franjas do centro esquerda mais pragmático. Contudo, no momento actual o PSD por uma falta de rumo, tem vindo a hipotecar o centro esquerda mais pragmático, bem como o centro político. Tudo isto porque temos um governo socialista que governa ao centro, o qual retira espaço de manobra ao PSD. Com o retorno de Paulo Portas à política activa ,o PSD vai ter de enfrentar uma nova batalha. De facto o CDS/PP de Paulo Portas vai direccionar a sua estratégia na atracção do eleitorado de centro direita. Temos então um PSD ensanduichado, pela direita e pela esquerda. Com este cenário mais do que real, a probabilidade de nova maioria absoluta do PS de Sócrates adensa-se cada vez mais como uma realidade expectável.
O que pode fazer o PSD? Bem a solução só pode ser uma – mudar urgentemente de comportamento. Não pode continuar a ser uma oposição frouxa, sem energia. Tem de agitar as águas. Tem de ter combatividade política, tem de impor uma agenda política, deixando o seguidismo da agenda mediática do PS. Tem de criticar de viva voz, mas também tem de apresentar propostas alternativas consistentes.
Se nada for feito, se tudo continuar como até aqui, o PSD arrisca-se a uma nova derrota eleitoral. Mas pior do isto, continuaremos iludidos pelo nevoeiro de propaganda do PS, adiando ainda mais o futuro do país.
António Cipriano

sexta-feira, março 09, 2007



Capitão América

O Capitão América personagem de BD, da Marvel sempre representou o espírito americano, de herói da Liberdade, que lutou primeiramente incessantemente contra o totalitarismo nazi, procurando transportar para o mundo em seu redor, o orgulho de ser americano. Representava uma América de ideais, de solidariedade, de oportunidades, para todos aqueles que acreditassem na dignidade do trabalho.

Pois bem o Capitão América, morreu. Foi assassinado por uma franco-atiradora na última edição de uma revista da marvel. Sociologicamente representa mais do que a morte de um herói de BD, mas o reconhecimento que a América mudou. De certo modo, o sistema de valores do capitão América já estava à muito caduco, faltando somente passar a certidão de óbito. Hoje temos uma América de Bush, alicerçada excessivamente num imperialismo dominante de difusão de valores americanos, expressos na cultura MacDonnalds e da Coca-Cola, que vivendo num autismo distante ,deixou à muito de ouvir os seus velhos aliados. A América de hoje corresponde mais a América do Capitão Bush, que professa a guerra preventiva, a busca pelo “ouro negro”, e a luta contra o protocolo de Quioto.

António Cipriano

domingo, março 04, 2007



NOVA OPA

Parece que as OPAS ficaram para durar!!!
Após o terminus da OPA da Sonae.com sobre a PT, surge agora no mercado politico uma nova OPA. No caso a OPA do PP sobre o CDS. Paulo Portas, CEO do PP apresentou quinta-feira uma OPA hostil sobre o CDS de Ribeiro e Castro, propondo aos militantes uma oferta de 10% de votos, muita demagogia e oportunismo político, e a promessa da distribuição futura de dividendos sob a forma de “tachos e Jobs”. Os analistas de mercado, consideram que a posição de Ribeiro e Castro, actual presidente do CDS, é deveras frágil vistos as “acções do CDS” estarem cotadas em 3% das intenções de voto. Contudo Ribeiro e Castro socorrendo-se de algumas jogadas de bastidores, procura evitar uma desblindagem de estatutos, procurando que o desfecho da OPA se concretize em sede de Congresso de Accionistas e não por via de eleições directas.
Ficamos à espera de desenvolvimentos.

António Cipriano

quinta-feira, março 01, 2007

Indignação

Existem notícias que me deixam indignado e esta que acabei de ler é um bom exemplo. Na Carolina do Sul, USA, uma professora de 23 anos foi detida, por alegadamente, manter relações sexuais com, pelo menos cinco dos seus alunos do sexo masculino e com idades compreendidas entre os 14 e 15 anos. Como podem ver sinto-me indignado pela notícia, pois eu nunca tive uma professora assim...

PP

domingo, fevereiro 25, 2007

A solução de génio

Ao contrário do que podem pensar, este governo não anda a tomar decisões erradas, pelo contrário, são ousadas. O encerramento das Urgências hospitalares está directamente ligado ao facto dos professores passarem a ter nota zero se faltarem 9 vezes. O segredo é agora revelado: as urgências vão abrir nas escolas. Quando um(a) professor(a) tiver uma doença ou tiver uma gravidez, poderá ficar a dar aulas na Escola/Urgências, os alunos recebem um cartão de acesso e podem subir e ter aulas na sala de aula/unidade de cuidados intensivos. Já estou a imaginar uma professora a dar a aula enquanto está a dar à luz ou, quem sabe, se não quiser ter esse trabalho, fazer uma IVG, ali mesmo. Imaginemos o dinheiro que se poupa só em instalações. É de ideias inovadoras como esta que vão fazer de Portugal um país grandioso.

PP


Nome de Código Sintra

Por norma sempre que se fala de ficção portuguesa fico necessariamente com o pé atrás. À verdade é que nos ultima década a ficção portuguesa tem se resumido as novelas provincianas, lamechas, de argumentos frágeis e previsíveis da TVI, ou quanto muito às Floribelas da SIC para o qual não há paciência.
Contudo, ao contrario do que seria de expectável, descobri um pouco por acaso, um serie de ficção portuguesa de excelente qualidade. Falo de serie “Nome de Código Sintra” que passa na RTP1. Trata-se de uma adaptação contemporânea do Livro “Mistérios da Estrada de Sintra” de Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão. Toda a trama gira em torno de dois homicídios distanciados temporalmente por 200 anos, que ocorreram na mesma casa, ambos envoltos em mistério. Em cada episodio os mistérios, as traições, as revelações surgem em catadupa, não deixando ao espectador um minuto de aborrecimento.

Estranhamente a RTP, não promove a serie, mudando constantemente o horário e a dia de emissão. A única certeza e que esta passa independentemente do dia, sempre por volta da meia noite.

Se tiverem tempo não deixem de acompanhar esta serie, é claro se conseguirem desvendar o mistério do dia sem que passa na RTP

António Cipriano
O Fenómeno de Popularidade.

Nos últimos dois anos de governação pseudo-socialista, temos assistido a um fenómeno estranho. Este é um governo que vive do anúncio de grandes obras, obras que ninguém vê, nem sequer as movimentações para que surjam.
Nos dois últimos “Verões” o país assistiu às maiores vagas de incêndio de sempre, enquanto o primeiro estava de férias, em vez de estar a tomar o controlo da situação e fazer o seu trabalho e este ano quase que posso afirmar que vamos ter mais do mesmo (tomara que me engane).
Melhoras da crise nem vê-la, vemos sim é o aumento dos preços dos bens de primeira necessidade, que aumentaram em proporcionalidade com a actualização do ordenado mínimo. Aumento das propinas das universidades, aumento do preço dos combustíveis, aumento do pagamento de impostos directos ou seja, aumentos em tudo…ou quase, porque os salários não aumentaram.
Ao nível da saúde, vimos maternidades a fechar e bebés a nascer em Espanha, o que será bom para eles dentro de uns anos, altura em que podem requerer a nacionalidade espanhola por “Jus soli” e fugir do caos que Sócrates está a semear. Urgências a fechar e pessoas a morrerem por não chegarem a tempo ao primeiro posto de socorro e não me consola muito a desculpa do governo de que essas pessoas estavam num estado muito grave e que as possibilidades de salvação eram praticamente nulas, bem com distâncias de 6 horas para 200Km são mesmo nulas. Ainda no que respeita à saúde, o fim de grande parte das comparticipações, obrigando os portugueses a pagarem mais para poderem simplesmente viver.
Ao nível da educação, o governo tem estado numa luta incessante para mostrar números à U.E. O custo é o facilitismo crescente para forçar as progressões académicas e o preço será um dia pago por todos, quando estes meninos chegarem ao mercado de trabalho.
Temos ainda ao nível do trabalho, a maior taxa de desemprego desde que a democracia renasceu no nosso país, com uns fantásticos 8,2%, como lembrou o António Cipriano.
Ao nível geral este é um governo que mente, que não se preocupa com aquilo que deveria interessar mais, os cidadãos. Um governo que não cumpre uma palavra do que disse no seu programa eleitoral.
Tudo isto e muito mais é visível e o resultado é….o aumento da popularidade do governo. Bem sei que a oposição mostra pouca dinâmica. Mas a verdade é isso só por si não justifica este fenómeno de popularidade. Aquela que para mim é a “Explicação” deste fenómeno, é o facto do primeiro apenas aparecer para mostrar o que é agradável ao ouvido (porque obras feitas é impossível mostrar simplesmente porque não existem), porque nas asneiras deste governo, que são mais que muitas, nem vê-lo. Ficando os ministros a justificarem-se sozinhos, porque o primeiro fica ao largo, não se confunde com os seus serviçais e vai salvando a face perante o eleitor incauto. Esse será para mim o grande segredo deste governo e diga-se, é uma jogada política de mestre, que trará resultados amargos no futuro mas que para já salva o primeiro de ser corrido. Bastava fazer uma avaliação individual de cada ministro para vermos que certamente a popularidade não é afinal tanta e veríamos que quase todos estão mesmo ao nível da fossa das Marianas. Mas isto não interessa aos meios de comunicação e este governo ficará no poder, pelo menos até as pessoas abrirem os olhos e avaliarem se de facto estão melhores do que nos governos anteriores.

António Manuel Guimarães

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

8,2 %

8,2, o que representa? Uma nota artística? Um número místico? Uma taxa de alcoolemia?
8,2% - Taxa de desemprego apurada pelo INE no quarto trimestre de 2006, a qual representa o valor do desemprego mais elevado das ultimas décadas.
Infelizmente representa a prova cabal da incompetência de Manuel Pinho, ministro da economia em especial, e do governo em geral.
António Cipriano

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Lapas

Era uma vez um pequeno ser, da família dos moluscos, mais propriamente uma lapa de nome Carmonax, que apesar da intempérie, resistia, procurando por todos os meios continuar fixa à rocha do Poder.
O mar era cada vez mais revolto, as ondas e os predadores marinhos “SáFerndandus” e a raia "NogueiraPitex," aguçavam os dentes em torno do petisco. Pouco a pouco os irmãos da lapa Carmonax, a amêijoa GabriSeara e a mexilhão Fontãocarvalhex acabam por ceder, caindo no vácuo oceânico denominado de corruptunel. A esperança de Carmonax era a protecção do cherne MarquesPentex. Mas este já começava estar cansado das fraquezas de Carmonax..
Este resistia, mas até quando............
António Cipriano
Laxismo no Ensino

Existe um dito popular que nos diz que “de pequenino é que se torce o pepino”, e como usual os provérbios tem imbuindo um saber ancestral, que devem nortear a nossa sociedade.
Se de facto se desejarmos uma sociedade de cidadãos responsáveis, competentes e produtivos, então esses valores tem de ser incutidos desde cedo nas populações.
Após a família, a escola é o primeiro desafio socializante de qualquer criança. Compete ao sistema de ensino a construção de adultos responsáveis e produtivos. Isso só é possível fomentar com uma cultura de exigência e trabalho, e não de laxismo ou facilitismo. Contudo, os políticos e em especial o actual governo preferem em vez de prepararem o futuro, privilegiar o populismo do curto prazo por via do facilitismo. A introdução de provas globais e exames foi uma conquista difícil mas essencial à cultura de rigor. Todavia a actual ministra da educação resolveu eliminar as provas globais do 9º ano. Mais um tiro no sistema, infelizmente tão típico dos socialistas!!!!!
António Cipriano

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Muda de Vida

Agora que terminou a discussão em torno do aborto é o momento dos nossos políticos mudarem de vida e começarem a discutir os verdadeiros problemas do país: Desemprego; competitividade, educação e justiça


António Cipriano

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Fecho das Urgências


Hoje, o Estado tem de ter um papel mais restrito, mais numa perspectiva de entidade reguladora, do que actor participante nas dinâmicas sociais e económicas. Todavia, este modelo de estado não implica a desresponsabilização social deste. O Estado continua com a missão de contribuir activamente para minorar as diferenças sociais, procurando promover a igualdade de oportunidades entre todos os cidadãos. Assim sendo, o Estado tem de continuar a assegurar um sistema de ensino e de saúde público, de acesso universal.

Acontece que o actual governo no âmbito da sua política de saúde, esta claramente a fugir às suas responsabilidades sociais, nomeadamente no que diz respeito ao acesso aos cuidados de saúde. Não é aceitável, nem razoável, que por meros critérios economicistas se fechem urgências hospitalares a torto e a direito, sem olhar as necessidades das pessoas. Se de facto existem problemas nas finanças publicas, estes devem ser corrigidos cortando nas gorduras que não são essenciais em múltiplos serviços do Estado. Agora cortar num dos valores fundamentais do Estado de direito – o acesso à saúde, não é aceitável nem socialmente justo.
Como agravante, as urgências previstas para encerrar são as localizadas maioritariamente no interior do país, onde o envelhecimento é maior. Agrava-se assim as desigualdades entre o interior e o litoral, condenando-se em especial, os mais velhos e mais necessitados de cuidados de saúde, ao esquecimento. E quem se responsabiliza por alguma morte que eventualmente possa existir por falta de cuidados de saúde? É este o modelo do estado social deste governo? Ainda por cima de um governo que se diz socialista?
Se isto é o socialismo, então mais vale o colocar de novo na gaveta!!!!!
António Cipriano

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Estão a tirar-me o prazer todo do acto...

Para mim, sexo era um puro prazer, algo para ser desfrutado e aproveitado mas, depois de ver os mais de setenta comentários no post do mapa, confesso que só de pensar em sexo fico com náuseas pelas dúvidas que me levantam:
- Estou a fazer um acto terrorista por não ser casado e usar preservativo? Não quero ir parar ao Inferno!
- Se ela engravidar e abortar, serei um terrorista?
- Se ela engravidar, qual o impacto que eu estarei a fazer no PIB do meu país? Será que estou a aumentá-lo?
- E será que pode levar a um aumento da taxa de criminalidade?
- Quem vai ganhar o próximo Nobel da Paz?
- E o próximo Nobel da Economia?
Epá, são já perguntas a mais, não se admirem que eu da próxima vez que esteja a fazer sexo, pare o acto e telefone ao João Pedro e ao NCD a dizer que já me estragaram o dia.
Ainda não referi mas todos os tempos de antena e campanhas sobre o aborto enjoam-me. Vejo professores universitários a dizer que são "pelo NÃO pela liberdade da mulher", ora liberdade tem a ver com o direito de fazer escolhas. Qual a sua liberdade votando não? Para que não restem dúvidas, sou pelo SIM, mas esta é a primeira e única vez que abordo um tema que sempre evitei escrever. Este tema será sempre polémico e infindável, pois como dizia o Herman José "as opiniões são como as vaginas, cada um tem a sua e quem quer dá-la, dá-la!"
PP

domingo, fevereiro 04, 2007

Referendo

NÃO, se eu pudesse votar neste referendo seria essa a minha escolha. As razões são muito simples, primeiro porque sou a favor da vida, depois porque a pergunta é muito falaciosa e deveria ser algo como “É a favor da liberalização da IVG?”, porque efectivamente é isso que pretende, liberalizar a IVG.
Eu sou efectivamente contra o facto de uma mulher ser presa e felizmente em Portugal não há uma mulher presa que seja por ter abortado. Sou a favor sim, que as “abortadeiras” sejam presas, da mesma forma que todos quantos façam pressão para que uma mulher aborte. Mas uma mulher que está sobre pressão já vai sofrer para o resto da vida, devido ao peso da vida que tirou.
Termino dizendo que aqueles que justificam o seu sim dizendo que o sim é para defender a saúde pública, eu digo, estão muito confusos. Caso de saúde pública era impedir que o governo andasse a fechar maternidades. Tal como seria impedir que o governo encerrasse urgências só porque dão prejuízo. Era também impedir o roubo que são as taxas moderadoras. Mais, impedir que pudessem ter acabado com quase todas as comparticipações nos medicamentos (ver um idoso a chorar na Venézia por não poder pagar os comprimidos para o coração é muito triste). E ainda impedir que os deficientes que recebem acima de 900€ mensais pagassem impostos. Tudo medidas economicistas e de repente o governo diz que comparticipa IVG´s em clínicas privadas. O que me faz pensar que todas as medidas não servem para poupar, mas sim para pagar abortos.

António Manuel Guimarães