terça-feira, abril 21, 2009

Bolt e Phelps

Recentemente, numa entrevista, o campeão olímpico dos 100 e 200 metros veio criticar Michael Phelps por ter sido apanhado a fumar marijuana, após a sua excelente performance nos Jogos Olímpicos de Pequim. Até aí tudo bem, cada um expressa a sua opinião, agora ter telhados de vidro e atirar uma pedra é que não, pois Usain Bolt na mesma entrevista admite que já experimentou marijuana quando era mais novo, porque na Jamaica, todos já experimentaram. Estou errado, ou a crítica de Bolt a Phelps é o mesmo que a Cicciolina vir dizer numa entrevista que a Jenna Jameson é muito puta ou, até José Sócrates vir dizer numa entrevista que Santana Lopes foi um péssimo Primeiro-Ministro...

PP

sábado, abril 18, 2009


Obrigado, John Harington!!!


John Harington, desde 1596, ano em que criou a sanita, é um inventor que foi mal agradecido. Como se ouve dizer muito "o inventor mais frustrado do Mundo é o inventor da sanita, porque todos cagam e mijam nele". Logo aqui, mostram a injustiça enorme de que ele é vítima, pois todos sabem quem inventou a lâmpada, mas poucos sabem quem criou a sanita. Assim, deixo eu uma homenagem a este senhor e ao bem que ele, hoje em dia e mais do que nunca, faz à leitura, pois poucas serão as pessoas que não gostam de pegar num livro, num jornal ou numa revista enquanto vão obrar. Obrigado, John Harington!!!


PP

A Sombra do Vento



Confesso que o nome Carlos Ruiz Zafón, não me dizia nada, até um amigo meu me ter emprestado este livro e o ter lido do princípio ao fim. Com um enredo cativante, posso dizer que este livro prendeu-me da primeira à última página. Este autor, fica como um nome a reter em futuras obras dele que sejam publicadas em Portugal.

PP



Eleições e Freeport



A maioria das pessoas, acha que o tempo das eleições é sempre igual, cheio de promessas vãs e sem significado, feita por todos os candidatos. Concordo plenamente com isso, embora, ocasionalmente, surja uma originalidade. Nas últimas eleições autárquicas, viu-se uma nova moda; a moda de eleger autarcas presumivelmente corruptos; Fátima Felgueiras, Isaltino Morais, Valentim Loureiro e Avelino Ferreira Torres. Sendo assim, com tamanha falta de originalidade, não me espantava que fosse o próprio José Sócrates, em ano de eleições, vir levantar o caso Freeport, de forma a tentar assegurar a sua reeleição.
PP
What the fuck are you saying???

Já se sabe que os brasileiros têm muita dificuldade com a língua inglesa, mas aqui entre nós, isto é mesmo ridículo...




PP

sexta-feira, abril 17, 2009



Sigilo Bancário


O regime actual acerca do sigilo bancário encontra-se tipificado no artigo Artigo 63.º-B - Lei Geral Tributária que estipula que:

1 - A administração tributária tem o poder de aceder a todas as informações ou documentos bancários sem dependência do consentimento do titular dos elementos protegidos:)
a) Quando existam indícios da prática de crime em matéria tributária
b) Quando existam factos concretamente identificados indiciadores da falta de veracidade do declarado.
c) Quando se verificar a situação prevista na alínea f) do artigo 87.º ou os rendimentos declarados em sede de IRS se afastarem significativamente, para menos, sem razão justificada, dos padrões de rendimento que razoavelmente possam permitir as manifestações de riqueza evidenciadas pelo sujeito passivo,

2 - A administração tributária tem, ainda, o poder de aceder directamente aos documentos bancários, nas situações de recusa da sua exibição ou de autorização para a sua consulta:
a) Quando se trate de documentos de suporte de registos contabilísticos dos sujeitos passivos de IRS e IRC que se encontrem sujeitos a contabilidade organizada;
b) Quando o contribuinte usufrua de benefícios fiscais ou de regimes fiscais privilegiados, havendo necessidade de controlar os respectivos pressupostos e apenas para esse efeito.
4 - As decisões da administração tributária referidas nos números anteriores devem ser fundamentadas com expressa menção dos motivos concretos que as justificam e são da competência do director-geral dos Impostos ou do director-geral das Alfândegas e dos Impostos Especiais sobre o Consumo, ou seus substitutos legais, sem possibilidade de delegação.

Resumindo, no regime actual, já é possível retirar o sigilo bancário sempre que exista uma suspeita ou indício da prática de um crime fiscal. A autorização para o levantamento do sigilo bancário terá de ser emitida não por um juiz, ou um magistrado mas sim, pelo Director Geral dos Impostos.
Ou seja desde 2005, que o levantamento do sigilo Bancário esta tipificado em Portugal.
Compreende-se assim ,que a lei que o governo se prepara para aprovar com base nas ideias do Bloco de esquerda, não traz nada de novo. De novo só o facto de agora em diante, já não ser necessário que a autorização para o levantamento do sigilo bancário vir do Director Geral dos Impostos. Qualquer funcionário, estagiário, pode livremente aceder as contas bancárias dos cidadãos. Qualquer funcionário, poderá saber em que restaurante almoçamos no dia de ontem, quanto gastamos na livraria, quanto gastamos no Pingo doce.
Ou seja, viola-se os valores constitucionais da privacidade e a reserva da vida íntima do cidadão.
O que se ganha em troca?
Mera propaganda e areia para os olhos dos Portugueses, de um governo que aparentemente se preocupa com o combate àcorrupção.
Aumentar os meios humanos e técnicos do Ministério Publico e da PJ? Isso nunca!!!!

António Cipriano

terça-feira, abril 14, 2009


House & Obama


Poucos dias atrás, li nos jornais e vi na televisão que o actor Kal Penn, que é conhecido pelos fãs da série "House" como o Dr. Kutner, ia sair para integrar os quadros da Casa Branca e que ia deixar a série. Apesar de ouvir nas notícias que iria ganhar menos dinheiro do que o que ganhava com a série, não foi isso o que me espantou. O que me espantou é que eu não tendo lido o resumo deste último episódio, que matassem a personagem tão rápido, pensei que ele durasse até ao fim desta quinta temporada. Fui então apanhado de surpresa com um episódio, em que o já citado Dr. Kutner comete inexplicavelmente suicídio. A crítica norte-americana ficou dividida em termos de classificação do episódio, uns criticaram outros aplaudiram. Eu só posso dizer que acaba por ser um episódio fascinante em que as personagens que aparecem lidam com a dor da perda, cada uma à sua maneira, tentando achar um sentido ou significado no absurdo da existência, como diria o existencialista Camus.


PP
Battlestar Galactica - A série re-imaginada

Acabou há alguns dias a série Battlestar Galactica. Durou quatro temporadas, após uma mini-série de 4 horas e, eu que vi esta série re-imaginada e a outra, só tenho a apontar que toda a equipa que elaborou a trama soube sair em beleza. Esta série teve princípio, meio e fim, sempre lógico e nunca se deixou levar em remendos de forma a prolongar-se em enredos sem fim, de forma a continuar temporada após temporada. Acredito que muitos que viram a série original com o saudoso Lorne Greene, possam não ter gostado muito das ideias propostas nesta nova versão. As diferenças são mais que muitas, na versão original, Adama é um líder completo, tanto espiritual como militar, nesta versão Adama é apenas o líder militar; no original, o seu filho Apolo idolatriza o pai, na nova versão não partilham de muitas ideias, existindo muitos conflitos entre ambos; Starbuck no original é homem, aqui é uma mulher, Boomer de afro-americano masculino passou para uma mulher asiática; isto só para citar algumas diferenças. Quem vir esta série de ficção científica, poderá reparar por si mesmo que esta série acaba por ser uma metáfora para o mundo actual, terrorismo e atentados, acabam por ser comuns com o decorrer da série, embora, o que acaba por fascinar nesse aspecto é que tanto os bons e os vilões da série acabam por recorrer a isso, dependendo da situação em que se encontram. Recomendo vivamente, a quem gosta de apreciar boas séries, esta Battlestar Galactica, a série re-imaginada.


PP

Carlos Queirós


O bom do Professor Carlos Queirós, vem dizer em entrevista que Nuno Gomes, não tem o estilo de jogo que se enquadre na actual selecção, nota-se, diria eu. Realmente, o melhor goleador em actividade no campeonato português não pode ter lugar numa selecção que não marca golos pois se marcasse sairia fora do normal. Já agora, com tantos empates a zero, eu diria que Hugo Almeida também não se enquadra bem nesta selecção, especialmente após ter marcado na Taça UEFA o terceiro golo do Werder Bremen contra a Udinese.

A menos que a FIFA subitamente tenha mudado o sistema de vitórias e siga, por exemplo, o sistema de pontuação da Ginástica Artística, então sim, o professor Queirós terá toda a razão do que diz, como não me parece que seja o caso, o bom professor deve estar a virar um novo... Artur Jorge...

PP

quinta-feira, abril 09, 2009



Darwin

Tive recentemente a oportunidade de visitar a exposição sobre Darwin, na Fundação Calouste Gulbenkian. Nesta exposição faz-se uma reconstrução cientifica do processo de descoberta da Teoria da Evolução de Darwin. Trata-se uma mostra dinâmica, com interactividade com o visitante, com animais em que é possível de uma forma simpática aprender muito sobre aquilo que é a humanidade. A Exposição encontra-se patente até 24 de Maio na Gulbenkian.
Visita virtual à exposição em http://www.gulbenkian.pt/index.php?section=119&artId=1632

António Cipriano

quarta-feira, abril 08, 2009

Manuel Pinho não gostava de ser Ministro da Economia...

Bom, pelo menos numa coisa concordo com o Ministro Manuel Pinho, eu também gostava que ele não fosse Ministro da Economia...
PP

terça-feira, abril 07, 2009



Elefante Branco

Ficamos ontem a saber no programa da RTP “Prós e Contras”, pela boca do ministro Mário Lino que os estudos que consideram economicamente sustentável o projecto do TGV, tem como pressuposto um tráfego na ligação Lisboa-Madrid de 7.000.000 de passageiros ano.
7.000.000 de Passeiros ano, ou seja, em media, cerca de 20.000 passageiros diários.
Alguém com juízo pode acreditar em tais números?
Cada vez mais são as certeza que o TGV é mais um elefante branco!!!

António Cipriano

sábado, abril 04, 2009



Requalificação urbana

Sistematicamente os centros das urbes foram sistematicamente se desertificando, sendo hoje apenas habitados por norma, por populações idosas de baixos recursos. Gradualmente um sem número de edifícios, muitos com valor histórico e arquitectónico, foram se deteriorando, contribuindo para centros urbanos envelhecidos, abandonados e degradados. Os sucessivos governos ao invés de apoiarem a reabilitação urbana tem privilegiado politicas de apoio a construção de novos edifícios O resultado foram a criação de subúrbios desordenados, feios, sem espaços verdes ou acessibilidades, com poucos ou nenhuns serviços sociais e o consequente triste abandono dos centros das cidades.
Urge no meu ponto de vista, inverter este cenário. Isto só é possível como a implementação de um verdadeiro programa nacional de requalificação urbano, assente em duas matrizes. Em primeiro lugar um fundo público cujos destinatários seriam as câmaras municipais e os particulares mediante a concessão de empréstimos à taxa zero.
Em segundo lugar a modificação estrutural do actual regime de arrendamento urbano. Existe em Portugal mais de 500.000 casas devolutas, por os proprietários não terem confiança no mercado de arrendamento. Os limites do aumento das rendas, a morosidade dos processos de despejo são graves entraves à recuperação de muitos dos edifícios das nossas cidades. Com uma liberalização real do mercado de arrendamento, os proprietários colocariam as casas no sistema, recuperando-as.
Com estas medidas melhorava-se a imagem das nossas cidades, o que seria uma mais valia em termos de turismo, aumentava-se o emprego na área de requalificação urbana, e combatia-se a desertificação dos centros da cidade.

António Cipriano

segunda-feira, março 23, 2009

Concurso publico para provimento de vaga
Provedor de Justiça (M/F)

Perfil desejado:

- Militante do PSD e do PS
- Personalidade dócil
- Facilmente influenciável pelos orgãos do governo
- Timidez e pouca capacidade para protagonismos
- Ausência de conhecimentos sobre direitos fundamentais dos cidadãos

Se reúne este perfil não deixe de concorrer. Um brilhante futuro o espera!!!

António Cipriano

quinta-feira, março 19, 2009



Business Angels

Todos os que me conhecem sabem que sou defensor acérrimo da economia de mercado e dos conceitos de iniciativa privada e de propriedade privada.
Todavia perante o actual cenário microeconómico de empresas descapitalizadas com elevadas dificuldades em aceder ao credito, preconizo que o estado deve ter uma postura mais musculada e intervencionista na economia.
Em Portugal existem muitos indivíduos com ideias, empresários com projectos inovadores e rentáveis, mas sem capital para investir. Ora o estado deveria fomentar verdadeiramente o capital semente. O estado deveria apoiar todas os indivíduos e empresários com projectos que incrementem a competitividade da economia nacional. Isto seria feito mediante a constituição de empresas em que o estado avançaria com o capital necessário ao investimento, constituindo-se como accionista destas. Após a estabilização do projecto, o estado venderia a sua posição, utilizando as mais valias no apoio de novos projectos e assim sucessivamente.
Com esta simples medidas fomentava-se o empreendedorismo a inovação, as exportações nacionais e o emprego.

António Cipriano

sábado, março 14, 2009

A família Simpson perdeu sua casa por falta de pagamento da hipoteca

A Crise financeira atingiu esta semana áreas nunca antes atingidas. Também os “cartons” estão a ser abrangidos pela depressão económica.
De acordo com o último episódio da série “Simpsons” exibido nos Estados Unidos, também Hoomer e Marge foram despejados da sua casa.

António Cipriano

segunda-feira, março 09, 2009

Slumdog Millionaire


“Slumdog Millionaire” transporta-nos para o universo indiano das desigualdades sociais e das consequentes tragédias quotidianas de milhares de pessoas que cada dia lutam na miséria pela sobrevivência. Cada dia é uma vitória Mas Índia é isso mesmo, um misto de grandiosidade e fascínio, com pobreza e adversidade.
A pelicula deixa-nos uma mensagem que mesmo no inferno dos slums de Bombaim é possível o milagre.
A vontade, o quer, o amor, permitem mudar o inevitável.
Uma ultima palavra de apreço para a banda sonora.
Se tiverem oportunidade não deixem de ir ao cinema ver

António Cipriano


quinta-feira, março 05, 2009



Caixa Geral de Depósitos

Uma nota previa – Sou obviamente um defensor do sistema capitalista. Acredito na necessidade da existência de um sistema bancário privado.
Todavia ao contrario de outros, por o sector bancário ser um área sensível, de vital importância para o normal funcionamento do macrocosmo económico, considero ser necessário existir no sistema um banco publico. Este deve porventura ter uma missão um pouco diferente dos outros bancos privados. Ao banco publico, no caso português a Caixa Geral de Depósitos, compete a missão de financiar projectos de relevante valor acrescentado para a economia nacional. Deve a CGD apoiar as micro e pequenas empresas, bem como os empreendedores e industriais que pretendem criar riqueza real, indutora de emprego e da competitividade da economia. A CGD não deve ser apenas um banco de crédito à habitação. Deve sobretudo ser o banco das empresas e dos empreendedores.
Quando falo de empresas e de empreendedores, obviamente não falo de especuladores. Os empréstimos que nos últimos anos tem sido concedidos pela CGD a investidores como Joe Berardo, Manuel Fino, e outros, não tem como objectivo o investimento produtivo ou a criação de emprego. Visam apenas a tomada de posições accionistas em variadas empresas por fins especulativos. Ora estas para além de ser operações de elevado risco, em nada contribuem para o PIB nacional.
Como português, contribuinte e consequentemente accionista da CGD, não posso deixar de mostrar o meu repúdio pela opções estratégicas da CGD.
Ao governo exijo que coloque a caixa geral de depósitos nos trilhos da sua missão: serviço publico à economia portuguesa.

António Cipriano

domingo, março 01, 2009

A Festa Socialista


Terminou hoje o XVI congresso do Partido Socialista, José Sócrates mais uma vez e sem surpresa foi confirmado como secretário-geral do PS. No primeiro dia dos trabalhos os oradores fizeram basicamente um discurso para dentro, falaram dos seus novos moinhos de vento, as pretensas "perseguições" ao partido, lançando algumas farpas aos jornais como se estes fossem de alguma forma um inimigo do Partido Socialista. Primeira mentira do congresso, pois todos sabem que isto não é verdade, a comunicação social foi aliás a principal aliada do PS durante toda a legislatura, sempre que Sócrates falava os jornais lá estavam para transmitir a propaganda e sempre que havia uma asneira do governo lá iam falar com o ministro responsável, permitindo assim que a imagem de Sócrates não se desgastasse. Curiosamente, em relação à oposição não era assim, desde o branqueamento dos dentes de Paulo Portas, a falta de imagem de Manuela Ferreira Leite e o seu não reconhecido sentido de humor, que quando usado é, em última analise, utilizado contra a própria, até aos ataques à falta de gravata de Jerónimo de Sousa. Da oposição só Francisco Louçã escapou incólume aos ataques da comunicação social, porque é com esta imagem do líder bloquista que se vendem jornais, com as suas propostas lindas ao ouvido mas sem prática, portanto demagógicas. E talvez por isso tenha sido o único partido atacado no primeiro dia de congresso Mas os socialistas não falam só da comunicação social, dizem que por trás estão partidos, mas não dizem qual, não por não saberem qual é, mas simplesmente porque não existem.

Depois passaram à apresentação do cabeça de lista para as eleições europeias, o escolhido foi o “constitucionalista” Vital Moreira, o seu mérito intelectual é reconhecido, ninguém põem isso em causa, tal como é um respeitado membro de várias organizações europeias, em especial organizações da defesa dos direitos humanos, mas enquanto deputado o seu passado é muito discreto, sem grandes intervenções, excepto quando estava na assembleia constituinte pelo PCP, de relevo enquanto deputado só quando abandonou a vida política activa, quando já havia mudado para PS e o seu partido de então governava no primeiro governo de António Guterres, devido a uma ruptura com o líder da bancada parlamentar Jorge Lacão.

No segundo dia do congresso, vieram os discursos de tomada de posse, Sócrates criticou quem anteriormente o tinha criticado por faltar à cimeira europeia que discute a crise internacional na Europa, atirando a já gasta boca de que Manuela Ferreira Leite chega a propor a suspensão da democracia. Comentário infeliz feito, sobre uma ironia não mais feliz, aproveitamento fácil da cumplicidade que partilhou com a comunicação social na altura. Falou também do cartaz do Pinócrates, dizendo que a juventude do seu partido nunca foi nem seria instrumentalizada, é preciso ter estômago para dizer uma coisa destas com Jamila Madeira dentro da mesma sala.

Ideias novas, as mais salientes prendem-se com o aumento da escolaridade obrigatória para o 12ºano e a obrigatoriedade de frequência de todas as crianças até aos cinco anos no ensino pré-escolar, a isto misturado bolsas de estudo para todos os alunos carenciados, mas sobre estas medidas falarei noutro post, porque embora bonitas logo a primeira esconde um monstro horrível, mas estas medidas apresentadas no congresso serviram para "mostrar" a sua esquerda. Mais ideias para a governação não houve, não se falou das grandes medidas já tidas como garantidas pelos socialistas como a eutanásia e o casamento dos homossexuais, com excepção ao discurso dos “cães com cães e dos cavalos com os cavalos”. Obviamente também não se falou da crise económica, não convinha, era uma festa para alegrar os socialistas e de mostrar uma imagem de “está tudo bem”, não servia para falar da real governação e consequente péssima realidade do país, servia para folclore, não para deprimir com a verdade.

A ausência mais notada foi a de Manuel Alegre, embora tenha aceite um lugar na comissão de honra do partido, a este somaram-se António Seguro e João Cravinho, mostrando que nestas festas de legitimação unanimistas não vale a pena falar, embora tenham razões para isso.

Em suma, este foi um congresso que serviu para festejar a legislatura, fazer folclore, para lançar as campanhas eleitorais, não apresentando ideias para o presente, mas fazendo o papel de coitadinhos perseguidos e atacando a oposição, não as suas ideias mas as suas atitudes. Falando muitas vezes do XVI governo, referindo os três maus anos, em que este governo trabalhou, de um conjunto de 10 anos em que os primeiros sete que não são certamente os melhores, foram ocupados pelos governos de António Guterres, ou seja, dois governos socialistas e esses sim, transformaram o pais num pântano e meteram na altura o “pais de tanga”. Tudo dito com a cábula do teleponto deixando transparecer o marketing politico tão característico de Sócrates. Mostraram a arrogância do poder absoluto e reclamam outra, muito perigosa, dose igual, gritando com a chantagem mentirosa da instabilidade governativa, pois todos sabem que talvez esse seja a única esperança de acabar com os ataques a quem trabalha e ao contribuinte comum, aqueles de que os socialistas se esqueceram nesta legislatura.


António Manuel Guimarães

sábado, fevereiro 28, 2009

Ficas em casa não ganhas dinheiro!

Manuela Ferreira Leite condenou a não presença de José Sócrates na Cimeira Europeia deste fim-de-semana. Obviamente eu sublinho e assino por baixo esta condenação, não tanto pelo facto de José Sócrates ter algo para levar de útil à discussão da crise mundial (que não tem), condeno sim porque se ele não vai, já não se vai vender computadores Magalhães aos parceiros europeus, mais uma oportunidade perdida de fazer um bom negócio! É que se calhar até dava para disfarçar um bocadinho os vergonhosos 0,1% registados nas exportações portuguesas neste ano.


António Manuel Guimarães

sexta-feira, fevereiro 27, 2009



Quatro anos de governação socialista

Comemoram-se agora o quarto aniversario da governação de Sócrates. È o momento de analisarmos quantitativamente as vitórias económicas deste governo.
Vejamos (dados em taxa de variação de anual):

Desemprego – Ano de 2004 6,7% Ano de 2009 7,6%
Crescimento – Ano de 2004 1,5% Ano de 2009 0%
Consumo Privado – Ano de 2004 2,5% Ano de 2009 1,2%
Investimento – Ano de 2004 2,5% Ano de 2009 1,2%
Exportações – Ano de 2004 4% Ano de 2009 0,1%
Divida Publica - Ano de 2004 63% do PIB Ano de 2009 66% do PIB


Perante dados macroeconómicos extraordinários como estes, só resta aos portugueses continuarem a dar a confiança a este governo!!!!!!!!!
António Cipriano

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

"É Carnaval ninguém leva mal!"


Ontem (dia 19) o Ministério Público ordenou que se retirasse um plástico com imagem de mulheres nuas de uma réplica do computador Magalhães, esta réplica iria ser usada num carro alegórico no Carnaval de Torres Vedras. Claro que os organizadores tiveram uma brilhante ideia, fazer aquilo que o Ministério Público ordenava e no lugar do tal plástico colocar outro onde estava uma reprodução do carimbo dos serviços de censura da PIDE. Também muita gente contestou a atitude do MP dizendo que se tratava de censura, outros ainda diziam que era um preciosismo bacoco e inútil e que a justiça tem coisas mais importantes com que se preocupar do que com as sátiras de cada corso de Carnaval. Ora todas estas criticas em relação ao MP não são justas, porque afinal ninguém conseguiu perceber o que realmente se tinha passado. Claro que a central de notícias da Cumplicidade, como sempre na vanguarda da clarificação da verdade, já sabe o que se passou, de facto o MP ordenou que fosse retirado o tal plástico, mas isto apenas foi uma partida de Carnaval e tanto é assim que hoje o MP já ordenou que o tal plástico fosse devolvido à organização do Carnaval de Torres Vedras e autorizou a sua utilização. Consta também que quando o funcionário entregou o tal plástico terá dito baixinho: “É Carnaval ninguém leva a mal”.


António Manuel Guimarães

sábado, fevereiro 14, 2009

O Outdoor Correcto!

Não concordo com a utilização do outdoor em que se compara o primeiro-ministro com o Pinóquio. Não que o primeiro-ministro não tenha a mesma atitude quanto à verdade como a personagem do conto de Collodi, mas a verdade é que eu acho que actualmente o primeiro-ministro mais se compara a uma outra personagem do universo infantil. Pela sua actual mania da perseguição, onde tudo e todos são culpados de o tentarem destruir politicamente e de tentarem manchar o seu bom nome, por ele se considerar um pobre perseguido e incompreendido, eu acho que no outdoor, José Sócrates deveria ter uma casquinha de ovo na cabeça e dizer a famosa palavra "Injustiça." E pronto, estaria mais actual com a postura de José Sócrates o Calimero da politica portuguesa.

Já se no mesmo cartaz quisessem incluir o ministro dos assuntos parlamentares nada como caricaturar estes dois injustiçados como Dupond e Dupont, os dois brilhantes policias dos livros de Tintim.


António Manuel Guimarães